quinta-feira, 23 de maio de 2019

BOA MINISTRO ABRAHAM, DÊ UM FORA NA UNE - RAFAEL BRASIL

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Muito bem o ministro da educação Abraham Weintraub não querer conversa com gente da UNE, desde os anos 80 dominada de cabo a rabo pelo PC do B, partido stalinista da pior qualidade, e cujos quadros sempre participou de governos petistas, fazendo parte da roubalheira ampla geral e irrestrita, inclusive na UNE. Mas afinal, para o esquerdista, ainda mais leninista e stalinistra, roubar para o partido é uma atitude mais do que louvável.
Pelo que vi na comissão do congresso, muitos reclamaram de cortes de verbas para programas como o EJA (educação de jovens e adultos) além de outros relacionados com o ensino básico. Na verdade programas como o EJA não levam a lugar nenhum, trata-se de dar diplomas a analfabetos, aliás, como as demais instâncias do nosso ensino, do básico ao superior. Afinal tem-se que mudar quase tudo, gasta-se muito com poucos resultados.
Pra começar tem-se que banir para sempre o sócio construtivismo das nossas escolas. Que volte o bom e eficiente método fonético, o que vai aconbtecer, com o programa do  professor Carlos Nadalin. E priorizar a leitura em todas as instâncias da nossa educação. O bom é que o novo ministro sabe a que veio, e é bom de briga, afinal não existe setor mais aparelhado pelo petismo do que a educação. Enquanto pessoas faziam balbúrdia, ele as fitava com um olhar fixo de quem não tem medo de cara feia, nem de discurso mais do que fajuto.

LOBÃO, LOBINHO - RAFAEL BRASIL

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Quando  jovem, metido a comunista,  amava e considerava como heróis os artistas contestadores do regime militar, como muitos idiotas como eu. Chico Buarque, Milton Nascimento, Gonzaguinha, a turma do Ceará como Fagner, Belchior e Ednardo, a turma do Recife, como o conjunto (era assim que chamávamos o que hoje se chama banda)  como o Ave Sangria, Lula Côrtes, Alceu Valença, Zé Ramalho, Elba, Geraldo Azevedo, dentre outros, enfim tudo gente de muito talento, o que infelizmente não acontece nos dias de hoje. 
Na época, eles tinham um papel até importante na luta pela democracia, conquistando corações da chamada e odiada por Marilena Chauí, classe média, que a considera fascista, ou do que existe de pior na nossa sociedade, uma imbecilidade sem par, no reino dos idiotas, como diria Nélson Rodrigues. A grande maioria destes artistas foram, desde àquela época, cooptados pelo esquerdismo reinante, já nas universidades e mídia, porém, assim como muitos jornalistas e intelectuais, gente de talento.
Estes entes do show business, viriam a comandar o panorama cultural brasileiro desde àquela época, chegando ao clímax, no reinado da cleptocracia revolucionária petista, cujos efeitos maléficos estamos vendo hoje. Na cultura reinou o chamado relativismo cultural, e a fabricação dos chamados por Olavo de Carvalho imbecis coletivos, em poucas palavras, ficaram falando a mesma língua, as mesmas narrativas, e, evidentemente cansou. Os artistas ficaram velhos e sua arte também, com raríssimas exceções, aliás é o que realmente mostra o pequeno alcance da chamada cultura de massas, ou popular, mas isso é outra história, enfim.
Hoje acontece coisas semelhantes, só que agora à direita. Lobão foi um crítico mordaz dessa defunta turma, ademais, chutar cachorro morto não vem a ser lá grande coisa, mas tudo bem ,faz parte da chamada guerra cultural. Agora está metido com uma briga com o pessoal da direita por discordar do que ele considera uma confusão e mediocridade do governo e apoiadores de Bolsonaro. Para ele o governo é medíocre, e não poderia ridicularizar o movimento dos jovens pela educação, chamando-os de idiotas úteis. Tudo bem, é uma opinião. Mas o pior dessa gente é não querer, ou não saber envelhecer. Afinal, todo mundo quer ser "jovem", ou mesmo parecer "jovem". Aliás é a ditadura consolidada do "jovem", como já ridicularizava Nélson Rodruigues, meu guru de cabeceira, já nos idos dos anos sessenta. 
E como dizia o velho anjo pornográfico, a juventude é a fonte da imbecilidade. E as cosas são, como afinal disse certa vez Ariano Suassuna, ao ser informado por um neto sobre a grandeza de John Lennon, quando o mesmo nem sabia da existência do mesmo, perguntou: É melhor do que Bach? Bem , ouço muito pouco música popular, e me diverti com as história de Lobão, mas ouvir suas músicas, jamé. Fico com gente como Egberto Gismonti, ou mesmo os chorões antigos, assim como clássicos como Eernesto Nazereth, Villa Lobos, e muitos outros. E quando ouço música popular, vou de Roberto Carlos, Agnaldo Timóteo, Odair José, Zé Augusto e muitos outros. Afinal, as melhores músicas populares, eram as realmente populares, a que o povão gostava. E rock nacional é merda pura, com, raras exceções, afinal sempre existem, exceções, ou não? Não é, Raúl Seixas e Zé Ramalho?

quarta-feira, 22 de maio de 2019

GENETON MORAES NETO E A HISTORIOGRAFIA BRASILEIRA - RAFAEL BRASIL

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Sempre li muito jornais e revistas, desde a infância. Primeiro os gibis, depois livros infantis, como de Monteiro Lobato, e aos poucos, revistas e jornais. Desde as fofocas políticas e embates ideológicos, até ciência e futebol, quando lia Issac Assimov e João Saldanha, dentre muitos outros. E apesar da imensidão do bestrirol do dia a dia, ou mesmo da semana, sempre digo que se deve ler de tudo, ou quase tudo. E que os jornais e muitos jornalistas ajudaram a escrever a nossa história, com entrevistas, depoimentos, reportagens investigativas, etc. Portanto muitos livros de reportagens jornalisticas ou mesmo enfocando nossa cultura se destacam não só para esclarecer fatos , como descrever biografias de personagens da nossa cultura, política e coisas a afins, mas para desenterrar diversos fatos históricos antes esquecido por articulistas e historiadores. É o caso de Geneton Moraes Neto, com seu livro Nitroglicerina Pura, e uma longa entrevista reportagem sobre Carlos Drummond de Andrade. Paulo Francis logo comentou que ninguém tinha tirado tanto do grande poeta.
No livro Nitroglicerina Pura Feito em parceria com o famoso jornalista sergipano Joel Silveira, é desvendado um fato bem significativo, e escondido pela esquerda, da intensa colaboração de jornalistas esquerdistas e integralistas na época do pacto Molotov-Ribentroff, ou seja de Hitler e Stálin. Jornalistas comunistas como Jorge Amado dentre muitos outros passaram a colaborar com jornais fascistas, afinal isso era a orientação do comitern, ou seja a Internacional Comunista. No pacto houve até troca de prisioneiros com Stálin "presenteando" a Hitler milhares de comunistas alemães, que depois seriam eliminados nas masmorras da gestapo, a terrível polícia política nazista. Afinal, nazismo e comunismo tinham muito em comum, pois o sistema totalitário foi implementado por Lênin seis semanas depois do golpe no vácuo do poder na Rússia em poder dos social democratas. Stálin fez o resto do "serviço" matando milhões que eram considerados contra revolucionários pelo partido, coisa tão vaga como roubar espigas de cevada nos campos para matar a fome endêmica na Rússia, e países satélites como a Ucrânia, por exemplo.
Geneton com muita razão sabia da brevidade do trabalho em televisão, e, claro, os limites do trabalho jornalístico. E como jornalista abriu esta lacuna na nossa historiografia que sempre endeusou de certa forma os movimentos à esquerda do espectro político. Em poucas palavras, a partir desta investigação, abriu um leque neste campo, de reinterpretar a história com outras narrativas. Justamente nestes tempos bicudos, onde finalmente a direita conservadora ganhou a eleição presidencial depois de um grande assalto e desmonte do estado brasileiro perpetrado pela esquerda no poder. Também no trabalho em televisão, mostrou depoimentos contundentes dos principais atores políticos da ditadura militar, entrevistando inclusive generais como Leônidas Pires Gonçalves, dentre muitos outros.
Tive o prazer de conviver um pouco com Geneton através de um tio meu, Romero Souto Maior, que foi colega dele desde o cursinho Torres em Recife na década de 70. Era um homem muito tranquilo e bem humorado, de uma simplicidade sem par. E muito tolerante politicamente, afinal naquela época tínhamos muitas brigas, entre os defensores do regime, e os democratas que lutavam contra a ditadura. Evidentemente Geneton estava do lado dos democratas, mas tinha amigos do outro lado também, sem maiores problemas. Afinal além de sua verve de jornalista, havia um grande ser humano a observar agudamente os fatos e desnudá-los, sempre em busca da verdade. E o que é mais importante do que a busca da verdade?

terça-feira, 21 de maio de 2019

GENERAL HELENO MANDA UM RECADO AO STF E A CLEPTOCRACIA NACIONAL - RAFAEL BRASIL


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Vejam o pronunciamento do general Heleno. Os militares estão realmente preocupados com a institucionalização democrática do país. Não é mais suportável estas manobras para acobertar criminosos. 

"Brasileiros honestos, e com um mínimo de compromisso com o futuro do País, reflitam. O STF concluirá,em breve, uma das manobras mais tenebrosas e bem urdidas da História do Brasil. Eliminando a prisão após a condenação em segunda instância e acabando com o foro privilegiado (o que poderia até parecer positivo), o STF institucionalizará, para todos os indiciados em processos de corrupção (dispensável citar o nome dessa corja), a impunidade e a inevitável prescrição dos crimes. Os recursos e embargos se encarregarão de cumprir essa tarefa. Não só a lava-jato, mas o próprio Brasil estará liquidado e será entregue definitivamente a essas quadrilhas. Vamos assistir passivamente?"
É muito descaramento e desprezo ao povo brasileiro estes tristes conchavos da cleptocracia nacional, envolvendo membros do legislativo e das altas cortes do judiciário, sobretudo do STF, cujos alguns ministros estão envolvidos em muitas maracutaias. Isto todo o Brasil, sabe, e não quer mais. Em síntese, a sociedade é que tem que pressionar não só nas redes sociais, mas nas ruas, igrejas e locais de trabalho. 
Os militares enfim, tem mentalidade modernizadora, e evidentemente isto também no campo político e de aperfeiçoamento institucional. E a sociedade quer mudanças, evidentemente, mas está desorganizada. A direita nem tem um projeto de partido, o que é lamentável. Mas não tenhamos dúvida. Quem está ao lado da modernidade e do aperfeiçoamento politico e institucional? A esquerda desmoralizada? Tem que ser a direita, moderna e conservadora, o que pode parecer uma contradição em termos, mas o que é o conservadorismo senão um ceticismo natural, em poucas palavras o desconfiômetro? Ou seja, nem tudo que é moderno presta, nem tudo o que é antigo é ruim. Precisamos de ordem, estabilidade democrática e modernização, não só da sociedade, mas do estado. Um estado que nem ensina o povo a ler, está fadado ao fracasso, a mediocridade, nossa maior doença. Quem duvida?

A CRISE É BOLSONARO? - RAFAEL BRASIL


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Há pouco mais de cem dias do governo Bolsonaro, muitos espertalhões bradam pelo ipeachmnent, está surgindo confusão no ar. A mídia, os parlamentares com medo da polícia e da justiça, os tribunais superiores, as corporações de alto e baixo clero, sussurram seus rancores.   Falta articulação política, bradam jornais e a mídia ressentida, porque em grande parte militante das pautas da esquerda. O que Bolsonaro está fazendo de tão ruim? Por que esta reação em cadeia?
A crise econômica se avoluma, e sem as reformas, sobretudo a mais urgente, a da previdência, piora os humores do mercado e tudo o mais, por isso  é de fundamental importância para que o sistema respire. É neste imbróglio legislativo que está nosso principal problema. Os parlamentares de ambas as casas, estão pedindo cargos no governo. E também estão morrendo com medo da polícia e da justiça nos calcanhares. Estão azedos com o pacote de Sérgio Moro, que combate a violência endurecendo as penas e a fiscalização da corrupção. Aliás em relação ao Moro, estão com ódio visceral do fundador e , digamos, promotor da lava jato. Neste clima, fazem chantagem com o governo e a sociedade, pois uma das bandeiras da campanha do presidente foi justamente o não loteamento de cargos em troca de apoio político.
Esta pendenga vai demorar muito, aliás é um governo de direita, que a esquerda vai ter que respeitar, ou seja engolir. E as corporações ameaçadas estão reagindo, de marajás a barnabés, ambos com privilégios incontáveis perante o cidadão comum. Ou algum idiota pensa que a esquerda  foi às ruas em defesa de verbas para a educação que eles próprios destruíram?
O governo está no caminho certo, muitos torcem o nariz mas tem que reconhecer. Está tentando desburocratizar a economia, e tentando lutar contra nossa endêmica violência. Aliás, o que a mídia nem mostrou foi a redução em mais de 20% dos homicídios, o que seria motivo de comemoração nacional.
Porém o governo também fez muitas trapalhadas, sobretudo na comunicação. Na questão do contingenciamento de verbas para a educação, o ministro, ótimo por sinal, demonstrou inexperiência, afinal é na educação que está montado o maior esquema de dominação esquerdista da nossa história. Desde o professorzinho analfabeto das periferias e grotões, aos professores universitários, são esquerdistas. Aí é guerra prolongada, como diria Mao Tsé Tung. E a direita está desarmada. Mas vai ser uma briga boa. Afinal gastamos muito com poucos resultados.
Vamos ver o desfecho desta briga. O bom é que os milicos estão comprometidos com o governo, e podem, de certa forma, garantir o início das reformas. Mas quem está do lado certo da questão? Quem é progressista? Quem quer manter o status quo, ou quem quer mudar, democraticamente em em preceitos  republicanos? Eis a questão, o resto é farofa.

quarta-feira, 17 de abril de 2019

TOFFOLI TINHA OUTRO CODINOME, É MAIS UM CORRUPTO A SERVIÇO DO PETISMO - RAFAEL BRASIL

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Toffoli tinha outro codinome nas transações da odebrecht com a corrupção monstruosa do petismo. Era a letra T. O amigo do amigo do meu pai era T, claro de Toffoli. 
Nunca o desespero tomou conta dessa gente diante dos fatos , escabrosos. Nunca em nenhum lugar do planeta houve manifestações contra as altas cortes de um país. Só depois da internet e da lava jato o povo ficou sabendo das mais do que tenebrosas manobras e da safadeza dos nossos tribunais superiores, e tem os estados, onde a corrupção anda junto com a impunidade.
A lava jato avança pelo judiciário, isso envolve muita gente que se considera inimputável, e sempre foram, é bom  frisar. 
Claro está que tudo está contido na necessidade de uma reforma radical do estado, em todas as suas instâncias, coisa de uma geração, afinal envolve ideologia, plantada em todas as nossas escolas e universidades, há pelo menos quatro décadas pela esquerda gramsciana.
O presidente, a respeito, apontou para uma solução que abrange a liberdade de imprensa, no caso da censura à revista Cruzué. Ainda o chamam de fascista, é uma desgraça. Aliás, os que o chamam de fascista silenciam diante da censura à imprensa, e sobre os descalabros do STF, em perfeita sintonia com o crime e os criminosos, claro. É o velho DNA leninista, segundo a qual as razões de partido ou ideologia se sobrepõem a tudo o mais. Existe mais salvação para a esquerda? Eles esperneiam e ocuparam o estado, mas estão perdendo na cultura. Mas a luta será árdua, com muitos capítulos emocionantes, afinal a História se move. Só não vê quem não quer.

segunda-feira, 15 de abril de 2019

O STF É O RATO QUE RUGE! - RAFAEL BRASIL

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Como rezava o lema do velho e bom Pasquim, era o jornal do "rato que ruge". O símbolo do jornal era o rato sig uma antítese do Topo Giggio, então sucesso na televisão, um ratinho babaca que divertia crianças e adultos bestas. O Pasquim sofria censura, mas depois contavam que mandavam uma loira bonita da redação para o censor, em mesas de bar com amigos, mostrar a documentação das matérias a serem analisadas. Gavola, o censor deixava passar tudinho. E o Pasquim seguia publicando tudo, com grandes cartunistas e colunistas, como Jaguar, Ziraldo, Paulo Francis e Millôr Fernandes, só para ficarmos nestes exemplos.
Agora, em plena democracia, o STF não só censurou uma matéria da revista Cruzoé sobre as delações de Marcelo Odebrecht, mas intimou os membros do jornal a depor na Polícia Federal. É o rato, que ruge, afinal, o STF é intocável? Aliás o judiciário o é? E o ridículo da reação é que por estamos na era da internet, todo o país sabe de tudo. Porém é intimidação. O ministro é que devia se explicar, colocando o cargo à disposição. É a maior desmoralização uma suprema corte da nossa história, qiuiçá, das democracias ocidentais.
Na verdade, a raiva dessa gente é com o povo. Afinal, é a primeira vez em nossa história que o povo sai às ruas contra o supremo. Creio que a primeira vez em toda a História ocidental. Estarei errado? Eles são simplesmente ridículos. Estão na contra mão da história, que se move. Apesar destes esperneios deste estamento burocrático das mais altas esferas, que não admite mudanças, a história anda. Aqui, em Paris, Em Quito, e até em Havana. Quem duvida?

domingo, 14 de abril de 2019

"STF, a última torre de marfim" (amigo do amigo do meu pai), por Ruy Fabiano

O Judiciário, mais especificamente o STF, é a bola da vez. No dia seguinte (11) à rejeição pelo Senado da CPI da Toga, a revista Crusoé revelou que o presidente do STF, Dias Toffoli, teria recebido propina da Odebrecht, quando advogado-geral da União, em 2007.
Lá, constava, sob o codinome “amigo do amigo do meu pai”, como peça-chave para garantir o consórcio, liderado pela Odebrecht, na licitação das obras da usina hidrelétrica de Santo Antônio, no rio Madeira. E-mails tratam da adesão do “amigo do amigo” à causa, que acabaria tendo o desfecho vitorioso buscado pela empresa.
Nas tratativas, Lula é personagem central, fato já apurado há mais tempo pela força tarefa da Lava Jato. A dúvida remanescente era o “amigo do amigo”. Não é mais. Marcelo, que está sob delação premiada, cumprindo pena de prisão domiciliar – e, portanto, passível de comprometer todo o acordo, caso minta ou omita qualquer dado -, revelou: o “amigo do amigo” é José Antônio Dias Toffoli.
Lula, nas planilhas, é o “amigo” do pai de Marcelo, Emílio. E Toffoli, nomeado à AGU e posteriormente ao STF por Lula, é o amigo do amigo. Não se sabe ainda o que fez – e, se o fez, quanto ganhou.
Mas não há dúvida de que a denúncia trará consequências, na medida em que, oriunda de uma delação premiada, não pode ser desprovida de provas. Se o for, o delator pagará alto preço.
A novidade restabelece no Senado – instância que julga os ministros do STF – o ambiente pró-investigação do Judiciário. O jurista Modesto Carvalhosa, autor de pedido de impeachment contra Gilmar Mendes, já avisou que ingressará com idêntico pedido contra Toffoli, por corrupção e quebra de decoro.
O argumento de que a denúncia se refere ao exercício de outro cargo – o de advogado-geral da União – não a invalida. “É quebra de decoro, e alguém que comete um crime não tem condições de cumprir uma função pública dessa envergadura”, diz Carvalhosa.
Pior: não é a única denúncia que atinge Toffoli. Acusação semelhante lhe fez o diretor da OAS, Leo Pinheiro, também em delação premiada, envolvendo doação de recursos para a reforma de sua casa, quando já ministro do STF. A denúncia acabou desfeita, sem maiores explicações, pelo então procurador-geral Rodrigo Janot.
Posteriormente, a mesma Crusoé publicou notícia, não desmentida, de que Toffoli recebia mesada de R$ 100 mil de sua mulher, advogada, e pagava outra de R$ 50 mil à ex-mulher.
Ficou por isso mesmo. Entre os mais de 20 pedidos de impeachment a ministros do STF, engavetados no Senado, constam alguns contra Toffoli – assim como contra Gilmar Mendes (o recordista), Ricardo Lewandowski e Marco Aurélio Mello.
Foi em razão desse contencioso que a pretensão de alguns senadores de instalar a CPI foi sufocada, sob intensa pressão dos ministros. Como o Senado julga o STF e o STF julga o Senado, a tendência tem sido a do velho expediente de uma mão lavar a outra. É improvável que, agora, fique exatamente assim.
Algum barulho haverá. Na verdade, já houve. Jamais, na história, multidões foram às ruas pedir o fim de uma Corte de Justiça. E isso aconteceu há uma semana, em diversas capitais do país.
O senador Alessandro Vieira, autor do pedido de CPI, já avisara, antes mesmo da denúncia a Toffoli, que voltaria à carga. Agora, terá mais elementos para fazê-lo – e os senadores menos argumentos para sustentar a recusa.
A faxina moral que devassou Executivo e Legislativo, desde o advento da Lava Jato, em 2014, chega enfim ao Judiciário. Não é casual que o STF tenha recorrido ao ineditismo de se arvorar em órgão acusador e julgador dos que o acusam.
Inédita também é a situação em que se encontra – e que ameaça pôr fim à última torre de marfim da República.
Ruy Fabiano é jornalista