quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

BOLSONARO NA FRENTE DE ALCKMIN EM SÃO PAULO - com O Antagonista

BOLSONARO NA FRENTE DE ALCKMIN EM SÃO PAULO

O Instituto Paraná fez uma pesquisa em São Paulo, para medir a intenção de voto para presidente da República entre os eleitores do estado.
Jair Bolsonaro está ligeiramente na frente de Geraldo Alckmin, em empate técnico:
Vejam os números:
Bolsonaro: 23,4%
Alckmin: 22,1%
Marina Silva: 12,3%
Ciro Gomes: 6,5%
Haddad: 6%

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Raquel Dodge barra quebra de sigilos de Temer - Josias de Souza.


Raquel Dodge barra quebra de sigilos de Temer

Josias de Souza
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Contrariando pedido feito pela Polícia Federal, a procuradora-geral da República Raquel Dodge se negou a requisitar ao Supremo Tribunal Federal a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Michel Temer. Alegou que não há, por ora, elementos que justifiquem a providência. Temer é investigado no caso dos portos. Apura-se a suspeita de recebimento de propina em troca da edição de um decreto que favoreceu empresas do setor portuário.
Deve-se a descoberta ao repórter Aguirre Talento. Em notícia veiculada pelo Globoem sua edição desta terça-feira, ele conta que Dodge requisitou ao Supremo, em 12 de dezembro de 2017, apenas a quebra dos sigilos de outros investigados. Entre eles Rodrigo Rocha Loures, ex-assessor da Presidência; e o coronel aposentado da PM paulista João Baptista Lima, amigo de Temer há tês décadas. Ambos são suspeitos de receber propinas em nome do presidente.
Em despacho datado de 15 de dezembro de 2017, o ministro Luís Roberto Barroso, relator do caso na Suprema Corte, deferiu todas as quebras de sigilo avalizadas por Dodge. A relação inclui também um par de empresas: a Rodrimar, que opera no porto de Santos e tentou interferir na redação do decreto de Temer; e a Argeplan, pertencente ao coronel Lima, uma espécie de faz-tudo do presidentee.
Em 19 de dezembro, o delagado Cleyber Malta Lopes, responsável pela investigação que envolve Temer, protocolou no Supremo um ofício. Nele, enfatizou a necessidade de apalpar os dados bancários e fiscais do presidente. No dia seguinte, 20 de dezembro, Barroso requisitou a manifestação da procuradora-geral. O processo permaneceu retido na Procuradoria até a última sexta-feira, quando Dodge devolveu-o ao Supremo, reiterando seu entendimento contrário à quebra dos sigilos de Temer.
Quatro dias antes, na segunda-feira, conforme noticiado aqui, o delegado Cleyber enviara ao ministro Barroso pedido de prorrogação do inquérito por mais 60 dias. Alegou, entre outras coisas, que aguardava desde dezembro pela liberação de diligências que solicitara à Procuradoria-Geral. Classificou as providências como “imprescindíveis para esclarecer os crimes investigados, notadamente possíveis atos de corrupção ativa passiva e lavagem de dinheiro.” Sem elas, acrescentou o delegado, “a investigação poderá não atingir sua finalidade”.
Curiosos embaraços passaram a tisnar o inquérito que envolve Temer, comentou-se aqui no blog no domingo. O duo entre a PF e a Procuradoria, que deveria tocar no mesmo tom, desafina. Incomodada, Raquel Dodge mandara sua assessoria informar no último sábado que, ao contrário do que alegara a PF, não havia pendências a liberar. Sem citar nomes, esclareceu que já requisitara e obtivera do Supremo, em dezembro, as quebras de sigilo que julgara adequadas.
Nesta segunda-feira, em novo ofício à Corte Suprema, a procuradora-geral manifestou-se a favor da prorrogação do inquérito dos portos. Num trecho do documento, Dodge deu, por assim dizer, o braço a torcer. Ela repetiu que os pedidos de quebra de sigilo que já solicitara basearam-se em elementos colecionados pela PF. Mas admitiu: “No entanto, pelo que observei da análise dos autos que ingressaram nessa procuradoria recentemente, houve novas diligências que serão analisadas e poderão ensejar eventuais pedidos complementares deste órgão ministerial.” Onde se lê “recentemente”, leia-se há mais de dois meses. É esse o prazo do represamento das providências que o delegado Cleyber tachara de “imprescindíveis” no ofício entregue a Barroso na semana passada.
Raquel Dodge vai consolidando neste inquérito uma incômoda imagem de retardatária. Passa a impressão de chegar sempre atrasada nos lances. No mesmo ofício em que referendou o pedido de prorrogação do inquérito por dois meses, ela pediu ao ministro Barroso a expedição de uma ordem judicial para que o diretor-geral da PF, Fernando Segovia, se abstenha de praticar “qualquer ato de ingerência sobre a persecução penal em curso, inclusive de manifestações públicas a respeito das investigações, sob pena de afastamento do cargo.”
Referia-se a uma entrevista que Segovia concedera no Carnaval. Nela, o comandante da PF insinuara que a investigação contra Temer seria arquivada por falta de provas. E deixara no ar a hipótese de punir o delegado Cleyber com uma advertência ou até uma suspensão. Antes da Quarta-feira de Cinzas, Barroso já havia intimado Segovia a prestar esclarecimentos. Recebeu-o em seu gabinete oito dias atrás. Além de dizer que fora mal interpretado, o delegado já assumiu o compromisso de não abrir mais a boca sobre o inquérito. Ou seja: ao pedir providências, Dodge chove no molhado.
Raquel Dodge talvez não tenha notado, mas sua atuação no processo contra Temer é observada com lupa pelos amigos e, sobretudo, pelos inimigos. Os dois grupos realçam traços distintos de sua biografia.
Os amigos reforçam, com razão, suas qualificações técnicas: uma criminalista de mostruário, com mestrado em Direito na prestigiosa escola de Harvard, colecionadora de notáveis serviços prestados ao Estado. Os inimigos recordam que foi guindada ao posto de procuradora-geral por Temer, um investigado que, na véspera de sua nomeação, jantara na casa do ministro Gilmar Mendes, desafeto do seu antecessor Rodrigo Janot, na companhia de Moreira Franco e Eliseu Padilha, dois ministros encrencados na Lava Jato.

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

JAQUES WAGNER DESVIOU 82 MILHÕES DE REAIS - Com O Antagonista

JAQUES WAGNER DESVIOU 82 MILHÕES DE REAIS

Jaques Wagner é acusado de ter desviado 82 milhões de reais no estádio da Fonte Nova.
A delegada Luciana Matutino disse:
“Apesar de não assinar o contrato, [Wagner] mantinha todo o poder decisório. Ele tinha o poder de revisar os custos do contrato, de decidir quem fiscalizava e ainda optou por não revisar os custos, não cobrar das empresas os valores. (…) E designou pra fiscalização uma secretaria que não tinha nenhum know-how pra realizar a fiscalização”

A saída de Bolsonaro para a economia - com O Antagonista



Paulo Guedes, conselheiro de Jair Bolsonaro, resumiu em O Globo seu programa para a economia:
“O governo gasta muito e gasta mal. Gasta muito porque suas despesas atingiram 45% do PIB, após ininterrupta expansão ao longo de décadas. Gasta mal porque suas maiores despesas são com juros da dívida e privilégios salariais e previdenciários de seu funcionalismo, em vez de investimentos em saúde, educação e segurança, legítimas aspirações da democracia emergente. Centenas de bilhões de reais em gastos federais fabricando desigualdades, quando dezenas de bilhões de reais resolveriam problemas sociais críticos dos governos locais.
A reforma da Previdência, o controle de gastos do funcionalismo e a redução da dívida pública, através das privatizações e concessões, são a saída.”

Cartão Vermelho para Jaques Wagner - com O Antagonista

Cartão Vermelho para Jaques Wagner

A PF deflagrou nesta segunda-feira a Operação Cartão Vermelho, “com o objetivo de cumprir sete mandados de busca e apreensão no âmbito da investigação que apura irregularidades na contratação dos serviços de demolição, reconstrução e gestão do estádio Arena Fonte Nova, diz o G1.
Segundo os delatores da Odebrecht, a reforma do estádio resultou numa promessa de 30 milhões de reais para as eleições do PT na Bahia, em particular de Rui Costa.

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domingo, 25 de fevereiro de 2018

Paulo Guedes defende privatização radical Fábio Zanini, Folha de São Paulo


Paulo Guedes defende privatização radical

Fábio Zanini, Folha de São Paulo
Ex-capitão do Exército com posições estatizantes, Jair Bolsonaro conferiu a um ultraliberal a tarefa de criar seu programa econômico.
Aos 68 anos, Paulo Guedes tem doutorado pela Universidade de Chicago, instituição que se tornou o símbolo do liberalismo, alma mater de 29 prêmios Nobel de Economia, entre eles Milton Friedman, ícone dessa escola de pensamento econômico.
Com uma próspera carreira na área bancária, ele encontrou no presidenciável um aliado improvável. Desde novembro, os dois têm tido conversas quinzenais de quatro a cinco horas sobre temas econômicos. Falam-se com frequência por WhatsApp.

O economista Paulo Guedes, que prepara programa para o presidenciável Jair Bolsonaro - Silvia Constanti - 02.out.2017/Valor/Agência O Globo
O presidenciável, segundo Guedes, tem aceito sua receita de privatização radical, corte de impostos e independência do Banco Central.
Depois de décadas recusando convites para ingressar no setor público, Guedes, CEO do Bozano Investimentos, se diz pronto a trocar suas caminhadas diárias pelo calçadão do Leblon por "aquela confusão lá" (Brasília). Bolsonaro já avisou que, se eleito, ele será seu ministro da Fazenda.
Folha - Qual o eixo do programa econômico que o sr. está escrevendo para Bolsonaro?
Paulo Guedes - A Constituição de 88 previu a descentralização de recursos. Ela foi imperfeita, porque nós perdemos tempo no combate à inflação. A morte do Tancredo [Neves, em 1985] foi uma infelicidade. O Tancredo era um veterano de 1964, quando ele viu a democracia se perder pelo problema inflacionário. Quando ele vê a inflação subindo, entra dizendo: é proibido gastar, vou controlar os gastos públicos. Quando nós fomos para congelamento de preços, Cruzado, esse tipo de coisa, nós nos perdemos, nós fomos na direção da Venezuela, para a hiperinflação.
Como fazer na prática?
No programa do Afif [para presidente, que ele coordenou, em 1989], eu propunha privatizar tudo. Para zerar a dívida mobiliária, a dívida pública federal interna.
Vender patrimônio para pagar dívida é boa política?
É só fazer a conta: dois anos atrás foram R$ 500 bilhões e ano passado, R$ 380 bilhões de juro da dívida. Bota isso 25 anos. Dava para ter acabado com a miséria?
Mas privatizar tudo?
Privatizasse um pouco que fosse. Vá olhar hoje a despesa pública. Será que valia a pena? Ou pagar um superavit fiscalzinho, só para não deixar a dívida crescer muito? O país continua sendo um paraíso dos rentistas e inferno dos empreendedores. Os impostos subindo, os gastos públicos saindo de 18% do PIB quando os militares entraram para 45%, quando Lula e Dilma saíram, sendo 38% de impostos e 7% de deficit. É um governo totalmente disfuncional. O governo é muito grande, bebe muito combustível. Mas se você olhar para educação, saúde, ele é pequeno. Já que a democracia vai exigir a descentralização de recursos para Estados e municípios, o governo federal tem que economizar. Onde? Na dívida. Se privatizar tudo, você zera a dívida, tem muito recurso para saúde e educação. Ah, mas eu não quero privatizar tudo. Privatiza metade, então. Já baixa metade da dívida.
Tem clima para privatizar?
A pergunta é o contrário: tem clima para não privatizar? Onde começou o mensalão, Bradesco ou Correios? Onde se acusa o Eduardo Cunha? Caixa, loterias, fundos de pensão. Onde foi o petrolão? Petrobras. Você vê clima para continuar com as estatais?
Sempre há resistência.
Resistência de quem? O povo brasileiro é contra? Ou será que são vocês [imprensa]? Eu nunca escutei isso do povo. Eu escutei isso da Folha, de jornalistas tucanos, petistas...
As joias da coroa, Petrobras, Banco do Brasil, Caixa, tudo isso é privatizável?
Por que não pode vender o Correio? Por que não pode vender a Petrobras? E se o mundo for para um negócio de energia solar? E o shale gas [gás de xisto]? E se o petróleo, daqui a 30 anos, estiver valendo US$ 8 [o barril]? Você sentou em cima de um totem, ficou adorando o Deus do óleo. Por que uma empresa que assalta o povo brasileiro tem que continuar na mão do Estado?

O sr. fala de corrupção nas estatais, mas a Odebrecht, por exemplo, é privada.
Evidentemente, há piratas privados e criaturas do pântano político.
Então o sr. admite que corrupção não ocorre apenas no setor estatal?
Tira o oxigênio. Já viu alguém do Bradesco corromper alguém do Itaú? Alguém do "Jornal do Brasil" corromper alguém da Folha? O privado não corrompe o privado, quando corrompe é preso. Não digo privatizar a qualquer preço, estou falando de gestão de patrimônio público.
Bolsonaro tem histórico intervencionista, é ele o indicado para liderar essa agenda?
Tem algum problema a Dilma ter sido presidente porque foi guerrilheira? Teria algum problema um sujeito que foi capitão do Exército tentar ser presidente?
Ele se converteu ao liberalismo?
Tem que perguntar para ele. Ele me pediu um programa econômico. Esse grau de intervenção do Estado na economia dá um poder extraordinário. Por que as pessoas têm medo do Bolsonaro? Será que é porque a máquina de moer na mão dele deve doer?
O que é a máquina de moer?
O tamanho do Estado. O Leviatã.
Ele vai domar o Leviatã?
A pergunta é: vocês acham que está bom do jeito que está? Crescimento baixo, desemprego... Será que depois de 30 anos de social-democracia esse grau de intervenção do Estado na economia corrompeu, degenerou? Eu acho que sim. A Lava Jato é uma denúncia disso. É possível fazer uma aliança de centro-direita, onde em vez de aumentar imposto seja reduzido gasto público? Em vez de criar 150 estatais, como o PT, seja reduzir e privatizar de verdade? Em vez de combater a inflação só com juros na Lua, fazer a parte fiscal com juro baixo?
Previdência é a principal reforma hoje?
O governo fez o teto sem ter feito a casa. O teto cai. A reforma da Previdência é parte da reforma fiscal. A Previdência tem várias bombas. Uma é a demográfica, por isso tem que empurrar a idade para cima. Tem a da desigualdade, entre o sistema privado e o do funcionalismo. Tem uma terceira, que é a do financiamento. Você deixa 50 milhões sem carteira assinada para a outra metade poder ter emprego, porque cada emprego custa outro em encargos. O sistema liberal-democrata é o chileno. Não é repartição, é capitalização. Não é gestão pública, o governo garante o resultado, mas terceiriza a gestão, numa nova indústria. É capitalismo na veia. Em vez de o recurso ser dissipado, é acumulado.
Haveria uma transição?
Sim. Você tem que criar para a juventude, liberta pelo menos seu filho. O sujeito tem 18 anos, tem duas opções: carteirinha azul, com proteção da Justiça Trabalhista etc., entra na velha Previdência. Quer a porta da direita? Carteirinha verde-amarela. Não tem encargo trabalhista, zero. Se você quer a carteira verde-amarela, você aumenta a sua empregabilidade, porque você está recusando a Justiça Trabalhista. Tem outro problema, o sistema mistura assistência com Previdência. Às vezes o cara não contribuiu, precisa de uma renda mínima, não é Previdência.
Seria mantido o Bolsa Família?
Isso se chama voucher educação. Milton Friedman, 1960 em Chicago. E foi aplicado depois no Chile. O PT precisa pagar royalties.
O sr. ouviu críticas por sua aproximação com Bolsonaro?
É possível a ordem conversar com o progresso? O progresso não é Paulo Guedes, o progresso são as ideias liberais.
E a ordem é Bolsonaro?
A ordem é Bolsonaro. São os valores tradicionais e conservadores. Pode juntar trotskista com marxista, socialista, social-democrata e fazer governos de coalizão de esquerda? Pode. É possível uma aliança política entre o liberal econômico e conservador em costumes? É por aí que pode vir a governabilidade, uma aliança de centro-direita. É um novo eixo. É mais Brasil e menos Brasília. É não ter toma lá, dá cá, não ter 40 ministérios.
Dá para cair para quantos?
Eu sugeri 10. Bolsonaro gosta do número 15.
Como o sr. trataria a questão dos impostos?
Tem que simplificar e reduzir as alíquotas. Tem alíquota de 40%, mas o cara é isento. A de 37,5% e o isento. A Inconfidência Mineira ocorreu quando os impostos chegaram a 20%. Eu acho que nenhuma alíquota no Brasil podia ser mais de 20%. Em vez de ter o isento e o de 37%, vamos para o 20%? Paga todo mundo. Tem que reduzir drasticamente o número de impostos, são 54, quando você soma as contribuições. Tem que cair para 8, ou 10 no máximo. Agora, você não vai fazer isso num dia.
Quais?
Imposto de Renda, IVA, IPTU, poucas coisas. Mas temos que conversar ainda.
O estilo do Bolsonaro incomoda o sr.?
Ele tem os valores dele: Deus, pátria, família. "Ah, mas é a favor da tortura". Ele é realmente, torturou alguém?
Ele elogiou torturador [Brilhante Ustra].
O Ustra disse que não torturou ninguém. Quem está falando a verdade, quem não está? E um dos direitos do parlamentar é o de opinião.
Ele não se excede?
Todos nós, né? Você nunca se excedeu? O negócio de não merece ser estuprada [refere-se a frase dita contra a deputada Maria do Rosário] eu vi, a mulher estava defendendo um estuprador. E inverteu, de repente ele era o estuprador. Visivelmente foi um cara enfurecido, falando algo onde perdeu temporariamente a razão. Conheci muito políticos de maneiras civilizadas e crápulas de comportamento. E estou vendo uma pessoa que todos dizem que é bruta, mas que tem demonstrado muita retidão comigo.
RAIO-X
Idade
68 anos
Atuação
CEO da Bozano Investimentos
Formação
PhD em Economia pela Universidade de Chicago
Experiência
Fundador do Banco Pactual, do Ibmec e do Instituto Millenium; coordenou o programa de Afif Domingos em 1989

sábado, 24 de fevereiro de 2018

COMUNISTAS - RAFAEL BRASIL - RECORDAR É VIVER - ARTIGO DE 2007


COMUNISTAS IA imagem pode conter: Rafael Brasil, sorrindo, barba, óculos e close-up


Os biógrafos de Lênin, sempre enalteciam sua honestidade, sobretudo nos frios tempos de exílio na França, passando o inverno sem calefação, com sua sóbria esposa Krupskaia, tomando chá numa surrada lata de ervilhas. Como tantos comunistas, aproveitavam o exílio para fazer política e estudar. Claro, o estado socialista inventado por Lênin, baseado na economia de guerra alemã, foi um terror para o povo do império Russo e Soviético, por mais de setenta anos. E a corrupção tomou conta do estado, sendo que hoje, a máfia russa, incluindo aí inúmeros empresários, são oriundos do partido comunista, que estava presente em tudo e em todos. Não tem jeito. Onde há muito estado há muita corrupção, ou melhor, quanto mais estado, mais corrupção. Talvez por isso, Lula tenha aumentado o tamanho do estado, que é para indiretamente aumentar o dízimo pago pelos petistas que tem cargos neste governo. Ou seja, para gerar mais corrupção.
Coitado de Lênin, antes de morrer, já queria incrementar elementos capitalistas na economia soviética, sobretudo na agricultura, como fez com a NEP, denominada nova economia política. Porém, Lênin morreria muito cedo, (em 1924), talvez sem notar direito o monstro que criara.


COMUNISTAS II

Tive a honra de conhecer Gregório Bezerra, com sua eterna simplicidade de camponês. Um homem simples, que fazia questão de ser simples, que tinha um verdadeiro pavor da corrupção. Participava, mas não suportava a política tradicional, a qual, como tantos comunistas, classificavam de burguesa. Esteve na casa do Tio Roberto, na época de sua última campanha, quando perdeu...por falta de dinheiro, dentre outras coisas. Terminou a vida com o velho Prestes, que se afastara do velho partidão, por não concordar com a sua direitização, ou melhor, na transformação do partido em social-democrata. 


COMUNISTAS III

O que é ser de esquerda, ou de direita hoje? Ser de esquerda é apoiar a estatização das forças produtivas? Ser a favor de ditaduras como a de Fidel, ou mesmo de um bufão como Hugo Chávez? É apoiar a censura à imprensa? É apoiar políticos corruptos? Ser de direita é apoiar a iniciativa privada e o capitalismo? O individualismo liberal? Abraçar a democracia como valor universal? Por essas e outras o antigo partido comunista italiano de juntou com a democracia cristã. E temos no cenário ladrões de esquerda e de direita, aliás ladrões para todos os gostos. Eu particularmente sou mais o comunismo da segunda internacional, sem Lênin e sua turma. Sempre preferi os social-democratas, e agora, quanto mais velho, naturalmente mais conservador. Para o velho Marx, não existiria transição para o socialismo sem a passagem pelo velho capitalismo. No meu entender o Brasil precisa de capitalismo, antes de qualquer outra coisa. Só a adoção do velho capitalismo acaba com este velho e carcomido estado patrimonial que nos corrói desde os tempos coloniais.


Fernando Gabeira: Intervenção parcial


- O Globo

Para atacar o crime em seus diferentes universos, a Lava-Jato poderia avançar nos processos contra os políticos

Governo que fez intervenção é impopular, mas o Exército tem grande credibilidade. A intervenção federal no Rio foi feita por um governo impopular. E feita apenas parcialmente. Deveria ser completa.

Não creio que seja o caso de defendê-la diante das teorias conspiratórias, de esquerda ou direita, que veem nela uma espécie de ataque ao seu projeto eleitoral. É inevitável que as pessoas fixadas na luta pelo poder interpretem tudo, mesmo um fato dessa dimensão social, como simples contador de votos.

A intervenção está aí. O governo é impopular, mas o instrumento é o Exército, com grande credibilidade. Se escolher atos espetaculares para tirar Temer do sufoco vai afundar com ele.

Logo, a primeira e modesta tese: o norte é a prática militar, com preparo e meios materiais necessários, e não o oportunismo político. Se prevalecer a superficialidade do governo, a batalha será perdida.

A intervenção tem de saber o que quer, para definir a hora de acabar. Isso não se define com uma data rígida no calendário, mas com a realização da tarefa: estabilizar a situação do Rio para que a polícia tome conta depois de reestruturada. É isso que fazem as intervenções, mesmo num país como o Haiti.

Para reestruturar a polícia é preciso contar com a parte ainda não corrompida e pagar todos os salários em dia.

A maioria parece apoiar a intervenção. É fundamental respeitar a população, conquistar corações e mentes. Nesse sentido, foi um grande passo civilizatório o vídeo de três jovens orientando os negros a evitar a violência policial e a se defender, legalmente, dela. Está na rede. É um texto que deveria ser levado em conta, pois revela como as pessoas de bem se comportam nessa emergência.

Circulou uma notícia de que as favelas ocupadas por traficantes armados seriam considerados territórios hostis. É um equívoco, creio eu. As favelas são territórios amigos, ocupados por forças hostis. Parece um jogo de palavras, mas é uma diferença que implica em táticas e estratégias diversas.

A quarta modesta tese: como não foi realizada a intervenção completa, a Lava-Jato poderia avançar nos processos contra os políticos. Seria a maneira de combinar um ataque ao crime organizado em seus diferentes universos. Creio que fortaleceria o trabalho da intervenção.

Finalmente, algo que me parece também decisivo. Quem acha que é a única saída do momento, apesar de sua fragilidade, precisa ajudar.

O que significa ajudar? A sociedade já se move de muitas formas, inclusive, na internet, colaborando com aplicativos como Onde Tem Tiroteio, Fogo Cruzado e dezenas de outras iniciativas.

Isso vai depender também da intervenção. Se a visão for de aglutinar o esforço social, o general Braga precisa apresentar as linhas gerais de seu plano. Delas podem surgir uma indicação de como ajudar.

Compreendo que a esquerda diga que a violência foi superestimada pela mídia. O próprio general Braga derrapou no primeiro momento, ao afirmar que é muita mídia.

Ele tem razão, de certa forma. Sou um velho jornalista. No século passado, as notícias eram produzidas apenas por profissionais. Hoje, não: a estrutura industrial ampliou seu alcance diante de milhares de colaboradores filmando tudo. Quem filma os tiroteios no morro? E os assaltantes que tentam enforcar uma velha? Não são repórteres. Nenhum dos atos violentos foi desmentido. Não houve fake news, uma vez que caindo no circuito industrial os dados foram checados.

Não se trata, portanto, apenas de muita mídia. São muitos fatos. De qualquer forma, ganhariam as redes sociais.

É com eles que vamos. Ou não vamos.

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

Flávio Rocha, uma alternativa liberal



Crédito: Kandrade
INDEPENDÊNCIA Flávio Rocha lembra que, embora Tiradentes tenha sido enforcado por denunciar que a coroa portuguesa cobrava impostos de 20%, hoje o governo mantém uma carga tributária de 37% (Crédito: Kandrade)
Empresário bem sucedido e dono de uma fortuna de US$ 1,3 bilhão (R$ 4,1 bilhões), Flávio Rocha não teme ser rotulado como representante da direita. Pelo contrário. A bordo de um jatinho particular, ele acredita estar em sintonia com o espírito do tempo, que exige um Estado mínimo e práticas mais próximas das conservadoras, em contraposição ao marxismo cultural e ao politicamente correto impostos por setores da esquerda. Munido dessa convicção, Rocha tem rodado o País para divulgar suas ideias “liberais na economia e de direita nos costumes”, como ele mesmo define, no contexto de um projeto que pretende influir nas eleições presidenciais deste ano, o chamado “Brasil 200”. Ele assegura que não é candidato ao Planalto, ao menos agora, mas é evidente que, se suas propostas ganharem aderência, esse pode se tornar um caminho natural. Em entrevista à ISTOÉ, Rocha, que não é filiado a nenhum partido político, reconheceu que enxerga o movimento Brasil 200 como o embrião de uma futura candidatura. Em 2022. “Até lá já estarei com 65 anos, aposentado da Riachuelo, e com mais tempo para tocar uma campanha. O Fernando Henrique Cardoso até colocou meu nome e fui citado entre três outsiders que podem surgir como presidenciáveis para este ano. Mas, se eu for candidato agora, isso vai inviabilizar o Brasil 200”, pondera.
O programa empunhado por ele objetiva lembrar que embora, daqui a quatro anos, o País vá comemorar o segundo centenário da libertação da coroa portuguesa, ainda não conseguimos nos libertar da exploração de um Estado perdulário que cada vez arrecada mais impostos para manter uma máquina pública inchada e ineficiente. Para escapar desse ciclo vicioso, o movimento prega a privatização de todas as estatais, incluindo a Petrobras e os bancos públicos (BB e CEF), a manutenção de um estado mínimo, com uma estrutura mais fácil de carregar e uma carga tributária de país emergente (15% contra os atuais 37% do PIB). Para ele, “98% da população puxa a carruagem que transporta os 2% dos burocratas que sugam a riqueza produzida pelo País”.
“Precisamos de um candidato que defenda o livre mercado e que seja conservador nos costumes” Flávio Rocha, presidente da Riachuelo
Os pilares do projeto, semelhante a um programa de governo, foram lançados na quarta-feira 21, em Natal, para uma platéia de 1.500 pessoas. “O Brasil não precisa de um candidato da esquerda e nem de centro. A esquerda petista destruiu o País e estava nos levando ao modelo venezuelano. O centro tem propostas liberais para a economia, mas tem visão de esquerda nos costumes, como a liberalidade em matéria de gênero. Precisamos de alguém da direita democrática, que defenda o livre mercado e que seja conservador nos costumes”, disse, em discurso, Flávio Rocha, que é evangélico fervoroso e também defende que se “arme a população para enfrentar os bandidos”. Responsável pela manutenção de 40 mil empregos em suas empresas, Flávio Rocha diz que o candidato a presidente que hoje mais se aproxima do que ele pensa para o País é o deputado Jair Bolsonaro. Mas faz uma ressalva: “Ele é tão estatizante quando o PT. Os militares foram altamente estatizantes e eu defendo o inverso: que o Estado cumpra o papel mínimo, deixando que o mercado regulamente a sociedade”, afirmou. O empresário confirmou as sondagens para que fosse vice na chapa de Bolsonaro, mas as conversas não evoluíram.
Uma história de horror
Apesar de ser encarado como um outsider na política, Flávio Rocha não é um neófito. Foi deputado federal duas vezes. Uma delas em 1988, quando foi deputado constituinte, pelo PFL. Pelo Partido Liberal (PL), chegou a ser candidato a presidente da República em 1994, mas abriu mão da aspiração para apoiar Fernando Henrique Cardoso. Não repetiria a dose. O empresário diz que resolveu levar adiante um projeto próprio de País porque atingiu “o limite da indignação”. “O Brasil é o 153º País em competitividade. Estamos ao lado de países como a Coréia do Norte, Venezuela e Sudão. Somos hostis ao capital. Aqui, temos a gasolina, o Iphone e o Big Mac mais caros do mundo”. Ele explica que a gota d’água de sua irritação com a burocracia estatal brasileira foi a “história de horrores” em que se transformou a implantação de seu projeto Pro-Sertão, em Seridó, interior do Rio Grande do Norte. A meta era a de implantar 300 pequenas fábricas de costura no interior do Estado, cada uma empregando em torno de 70 costureiras. “Era para ser a redenção do sertão nordestino, mas quando atingimos a marca de 70 fábricas, o Ministério Público do Trabalho mandou parar o projeto. Milhares de costureiras estão desempregadas e voltaram para a miséria. A burocracia destruiu meu sonho de desenvolver o sertão”, desabafa o empresário. Agora, ele trabalha para mudar essa realidade. Candidato ou não.
Uma nova carta no jogo
 Flávio Rocha, de 60 anos, nasceu em Pernambuco, mas logo se mudou com os pais para Natal, onde a família construiu um império ligado à indústria têxtil
 Aos oito anos, foi para São Paulo, onde estudou e formou-se em administração de empresas pela Fundação Getúlio Vargas
 Estruturou a Riachuelo, a terceira maior empresa de moda do País, com 300 lojas e 40 mil funcionários. A empresa tem receita bruta de R$ 8 bilhões por ano
 Já foi deputado federal duas vezes, inclusive na Constituinte de 1988, e pré-candidato a presidente em 1994 pelo PL
 Atualmente dissemina pelo País as ideias do projeto Brasil 200, que se assemelha a uma plataforma de governo

‘Ministro’ de Bolsonaro prevê R$ 700 bi em privatizações - com O Antagonista

‘Ministro’ de Bolsonaro prevê R$ 700 bi em privatizações

Em entrevista ao Valor, Paulo Guedes disse que, no plano de governo que prepara para Jair Bolsonaro, haverá um amplo programa de privatização capaz de arrecadar R$ 700 bilhões.
Cotado para o Ministério da Fazenda caso Bolsonaro seja eleito, o economista quer que a venda de ativos da União reduza em 20% a dívida pública federal, hoje em torno de R$ 3,5 trilhões.
Guedes também defendeu, segundo o jornal, uma inversão do sistema de distribuição da arrecadação fiscal, que passaria a irrigar os orçamentos de Estados e municípios, com a desconcentração de poder e recursos da União (“mais Brasil e menos Brasília”).
E disse acreditar que essa descentralização reduziria a pressão fisiológica de deputados e senadores, que passariam a apoiar Bolsonaro em “bases mais programáticas”.