domingo, 31 de julho de 2011

FASCISMO CULTURAL



Caiu muito bem a polêmica causada pelo blog do RONALDO CÉSAR, que leio todos os dias, sobre a censura a certos gêneros de música, como o axé, ou mesmo as novas modalidades do forró, e música sertaneja, no festival de inverno.  Digo censura, pois isto é o que estão fazendo, em detrimento de outros segmentos culturais, sobretudo o povão.  Uma parte da classe média dita intelectualizada quer impor o “bom gosto” musical ao inculto povão, que até na música precisa ser doutrinado, ou pelo menos através dos “sábios”, orientados. Assim, todos devem gostar de Milton Nascimento, Chico Buarque,  do finado Gonzaguinha,ou mesmo só forrozeiros considerados autênticos, quem sabe por Ariano Suassuna, ou então àqueles considerados por estas “zelites” intelectuais, que nem um chato  tal qual de Fred 04, ou mesmo uma banda mixuruca como uma tal de Pato Fú.  Música considerada como sertaneja, nem pensar. As inúmeras novas bandas de forró que alegram a moçada, ficaram longe. Será que o povão é mesmo  idiota? Claro, hoje ainda gosto de algumas coisas do Chico, ou mesmo do Milton. Caetano , considero um chato, mas gosto dele quando canta músicas populares, ou de algumas de suas antológicas músicas.  Mas daí dizer que é um gênio e por isto mesmo sua música sublime, vai uma grande distância. São cantores e compositores populares, com uma arte, digamos, mais biodegradável. Sendo assim, acho que todos os gêneros musicais deveriam ser representados.   Gosto de música sertaneja, inclusive àquelas que consideram da mais brega, como a grande dupla Milionário e José Rico. Ou mesmo os mais modernosos como Chitãozinho e Chororó, a além da banda Calypso, e de nossos fenomenais bregas como Reginaldo Rossi, José Ribeiro, José augusto, Bartô Galeno e companhia. A questão não é o gênero, mas a qualidade. Arte é dinâmica, muda como a vida. Ninguém pode engessar, digamos assim. Façam uma enquete para ver quem lembra de uma música de Fred 04. Ou mesmo do Pato fú.  Isto sem falar no maior compositor e ídolo popular do Brasil nos últimos 50 anos, que é o rei Roberto Carlos. Alguém duvida? O pior é que estas pretensiosas elites ao fazerem beicinho para a música popular, sabem de cor suas músicas, gostam na intimidade. Querem renegar nossa tradição romântica latina com misturas inssossas de Rock com uma pretensa cultura popular. Afinal nem tudo o que é forró é bom, como nem tudo o que é rock. E assim por diante. Abaixo a ignorância deste novo fascismo intelectual. Ou stalinismo. Aliás, todo fascismo é essencialmente ignorante. Não tem jeito.

MÚSICA
Porém o que gosto mesmo é de música instrumental ou clássica. Um Hermeto Paschoal, Egberto Gismonti, Naná Vasconcelos e outros. No Rock, mais dos anos sessenta. Os cantores cubanos românticos, a salsa, música africana, russa, francesa ,italiana, gosto de tudo o que é música. Da popular à clássica.    Quem não gosta de música deve ter um parafuso frouxo. Ou no mínimo uma vida menos alegre e elevada. Pois a música nos eleva. Alguém duvida? Amém.
  

sábado, 30 de julho de 2011

CORRUPÇÃO

A corrupção torna-se o assunto do dia nas rodas políticas nacionais e incentivando debates na imprensa. Comentam sobre a incapacidade de o brasileiro médio de se indignar. De ruborizar-se, como diria Millôr Fernandes. Hoje, não só se pratica a corrupção abertamente, como os corruptos fazem questão de exibirem-se, com os objetos de consumo adquiridos por roubo. Um sujeito ligado a corrupção no DINIT teve seu patrimônio aumentado em cerca de se não me engano dois anos, e oitenta e cinco mil por cento. Isto mesmo, 85.000%. Este cidadão, estava comprando um dos melhores terrenos de Brasília para contruir uma mansão. E, sabe-se que o que é efetivamente descoberto é a ponta do iceberg. As instituições são frágeis, e o povo é também corrupto, pois o estado patrimonialista artinge a todos, com maior ou menor frequência. É preciso um movimento popular e democrático rumo ao aperfeoçoamento das instituições democraticas no combate à corrupção. É preciso uma primavera democrática na América Latina, contra a corrupção e o populismo. Não só no Brasil. É preciso reformar o estado desprivatizando-o. Tarefa para ontem e que no Brasil, Fernando Henrique, talvez por cansaço, não teve condições de completar.

DILMA A GERENTONA

Se Dilma realmente tiver a intenção de botar os corruptos para fora do governo, quebra a aliança política do governo no congresso. Se gritar pega ladrão, não fica um meu irmão. Mas, o que quer Dilma e seu governo? O que pensa o PT da economia e da sociedade, além daquelas teses nacionalistas carcomidas dos anos cnquenta? Ninguém sabe, porque simplesmente idéias não existem. Apenas projetos de poder, que se esvaem com o sabor dos ventos. Ademais o Brasil não precisa de gerente, precisa de um estadista. O último que tivemos está oitentão, Fernando Henrique. Alguém duvida?

quinta-feira, 28 de julho de 2011

OPOSIÇÕES EM CAETÉS

Tenho dito e repetido, que as oposições de Caetés estão mais maduras, tendo hoje pelo menos quatro pré-candidatos consolidados. Neguinho, Lindolfo, Gordo e Armando. As pesquisas é vão indicar o candidato, ficando este livre para a escolha do vice. Tudo muito democrático, pois serão respeitadas todas as correntes de opinião. A união se dará por compromisso, que é de mudança radical na admistração da cidade. Hoje os candidatos deram um bom exemplo de unidade no programa da rádio jovem cap de Capoeiras, com uma entrevista coletiva, muito bem cnduzida pelo radialista Sulipa.  Já na rádio Guarani, da nossas cidade, oposição não tem vez. Quem apostar no racha, estará enganado. Do lado da situação, quando a casa cair, haja ratos correndo da barca furada.

FESTANÇA EM SÃO PAULO

Ainda é assunto em Caetés a festança que o prefeito promoveu em São Paulo. Quantas pessoas e quantos carros foram para uma cidade do interior paulista? Qual o nome da cidade? Quantos foram de avião? Quanto custou a festa e o regabofe? O povo quer saber: QUEM PAGOU A CONTA? Com a resposta, o excelentíssimo prefeito. Afinal , trata-se de uma festa peculiar, pois tavez tenha sido a única a ser feita em outro estado, patrocinada pelo nosso dinheiro. O meu, o seu, leitor, que somos os idiotas contribuintes de sempre. Abaixo as violência  a corrupção.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

VOLTEI

Depois de mais de uma semana de férias no blog, volto com uma preguiça cavalar. A política segue medíocre. e o governo não tem rumo nem prumo, como previ desde o início. Um governo conservador, estatocrata por ideologia, que se negsa  a fazer as reformas sem as quais não haverá o desenvolvimento sustentado do país. Estas reformas apontam para a mdernização do estado e do capitalismo nacionais, sem as quais não haverá desenvolvimento satisfatório. Desde Lula as reformas estão paradas. Com Dilma idem.

POLÍTICA


Na política, o que observamos é o adesismo. Gatos e lagartos das mais variadas cores e tamanhos compõem a base de sustentação do governo, que loteia os milhares cargos de confiança para os larápios das mais variadas espécies. Com poucas exceções, onde há estado tem corrupção. E desassustadoramente,  assaltam o estado para financiar a compra de votos. E de outras coisas também, claro. O TCE concluiu que há mais de oitenta mil casos de irregularidades nas licitções do governo Lula. E, depois que Lula e sua turma foram desnudadas num mar de lama de corrupção, como o mensalão, aí é que quase todo mundo perdeu a vergonha de roubar.Aliás, roubar virou chique. os corruptos não só roubam , mas fazem questão de ostentar os frutos do mesmo.

TREM DA ALEGRIA EM CAETÉS

Foi feita uma festa no interior de São Paulo, patrocinada pelo prefeito da cidade. Dizem que daqui foram muitas pessoas. Os menos votados, de carro. Os mais, de avião. Ainda mais , que tinham, muitos convidados de São Paulo, e segundo o meu agente secreto, foi festa para mais de cem mil contos de réis. Fora as passagens e hospedagens. Quem financiou tudo isso? A coca cola? A nyke? Ou a AMBEV? É preciso esclarecer esta palhaçada. Mais esta do grupo que governa a cidade. Um cidadão me disse hoje que os donos dos carros que transportam os estudantes na cidade estão há dois meses sem receber seus já parcos proventos como prestadores de serviço. É preciso esclarecer, quem pagou a farra? Com a palavra o prefeito. E isto tem que ser bem esclarecido.

Nascimento Injustiçado.

O ex-ministro Alfredo Nascimento se diz traído pelo governo federal. O homem está ressentido e muito magoado com a turma que, segundo ele, deveria tê-lo protegido de melhor maneira. Ele teme que toda essa sujeira, da qual ele não é inocente, prejudique a sua carreira política no Amazonas em tempos futuros. A sua pretensão é sair candidato ao governo do seu estado na próxima eleição. Atualmente ele cumpre o mandato de senador da república. Realmente a demissão de Nascimento foge à regra dos padrões petistas, que sempre foram de negar os erros e maus-feitos dos companheiros e passar a mão na cabeça de corruptos.
Com o PT funciona da seguinte maneira:
1) A imprensa faz a denúncia;
2) O PT diz que são acusações infundadas;
3) A oposição acorda e pressiona;
4) Os PTistas acusam a imprensa e a oposição de perseguição;
5) O povão acha tudo normal;
6) O PT blinda, protege e, se tudo der errado, afasta;
7) A PF diz que vai investigar, não prende ninguém e arquiva tudo (demonstrando aí o seu uso político);
8) O PT se gaba de ter "encerrado" mais um caso de corrupção;
9) O povão acredita no PT;
10) O PT e seus asseclas acham outro jeito de roubar e o farão brevemente!

sábado, 23 de julho de 2011

Dilma Irá Adiante?

Não há nada demais no que está fazendo a presidente Ducheff quando manda à rua os gatunos dos Transportes. E as pessoas, de tão acostumadas que estão com o descalabro de corrupção no Brasil, já tentam tornar Dilma numa super gerentona, alguém que não tolera os ladrões. Tolinhos. Dilma é mais do mesmo e não fez nada além da sua obrigação, do seu dever. As pessoas se surpreendem quando ela toma uma decisão normal nesse sentido devido ao tão grande fosso ético no qual o Brasil foi lançado nos governos Lula. Na época do ''doutor honoris'', larápios eram agraciados como heróis, quando não presenteados com o benefício da dúvida. Todos sabem - muitos fingem não perceber, pois seria politicamente incorreto - que a complacência com que o ex-presidente Lula teve com o mal feito de seus aliados foi onipresente e atemporal. Dilma, na verdade, começa a fazer o que Lula prometeu que faria ao ser eleito pela primeira vez em 2002, sendo coerente com a postura que o PT manteve durante os anos em que esteve na gritaria e no blefe, em defesa da ética e combatendo a corrupção, antes de se revelar o maior embuste republicano, o partido que, por dentro, não passa de uma máfia disposta a usurpar o Estado Brasileiro.
O fato é que Lula, quando presidente, em vez de cumprir o prometido, preferiu passar a mão na cabeça de mensaleiros e aloprados com a desculpa de que seus antecessores sempre fizeram isso. Resta saber se Dilma terá coragem de avançar sua faxina por outras áreas do governo, o que poderia ampliar suas desavenças com a própria base. Já descobriu-se que o Ministério do Turismo fechou um contrato de 52,2 milhões de reais com Instituto Brasileiro de Hospedagem, uma organização não-governamental dirigida pelo empresário César Gonçalves, envolvido em vários escândalos de malversação de dinheiro público e alvo de ação do Ministério Público, que pede a devolução aos cofres públicos 480 mil reais. Dizem que, com o PMDB, será diferente e é aí que Ducheff pisa em ovos. A cúpula do partido já emitiu sinais de alerta para o Palácio do Planalto mostrando que não aceitaria um tratamento igual ao dispensado atualmente ao PR. Dilma é refém do PMDB e sabe muito bem disso. Sem o apoio da serpente, perder-se-ia a governabilidade. E o governo que ainda não emplacou, iria à lona de vez. Outro fato que pesa contra é que o time escolhido para o governo é fraquinho e inspira pouquíssima confiança. Terá a presidente Ducheff a coragem de sanear outras áreas do seu governo, ou fez apenas média com a opinião pública? Veremos!

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Gabeira E A Corrupção.

Muitas pessoas afirmam que a corrupção chegou a níveis intoleráveis. E algumas, como Juan Arias, editor do El País, perguntam por que os brasileiros não se indignam. Em vez de buscar as causas sociológicas e econômicas, tão debatidas nos artigos sobre o tema, procuro utilizar também a memória.

Os governos Juscelino Kubitschek e João Goulart eram acusados de corrupção. É possível até dizer que os oficiais da Aeronáutica que promoveram a Revolta de Aragarças achavam a corrupção intolerável e não entendiam por que os brasileiros não se indignavam. No período Goulart havia uma forte ligação entre sindicatos e governos. Movimentos independentes no setor só surgiram no fim da década de 1960, com as greves de Osasco e Contagem. Na época anterior à ditadura, como agora, as denúncias de corrupção parecem ser apenas um contraponto oposicionista e figuram como um episódio lateral ao impulso desenvolvimentista de JK ou ao projeto de reformas de base de Goulart.

O pensamento da esquerda no poder é semelhante. Para ela, a floresta é o desenvolvimento com distribuição de renda. A corrupção é apenas uma árvore torta que insistimos em denunciar. Nesse quadro, a História do Brasil contemporâneo seria circular, com as realizações se desdobrando e algumas forças, à margem, gritando contra a corrupção.

Muita coisa mudou. O projeto de desenvolvimento recheado de corrupção não é sustentável. Novos e poderosos instrumentos estão à disposição de brasileiros muito mais bem informados que no passado. Nem sempre é preciso ir às ruas: 50 pessoas em Nova Friburgo conseguiram se organizar para pressionar a Câmara por uma CPI independente. O governo tinha maioria, mas elas venceram. Minúscula exceção, numa cidade atingida pela tragédia.

Mas a verdade é que em outros campos há também resistência. É o caso da resistência contra o mais importante ator econômico do momento: a associação do governo com alguns empresários, fundos de pensão e o BNDES. Esse grande ator é percebido de forma fragmentária. Ora se esforçando para tornar viável a usina de Belo Monte, ora no varejo tentando fundir Pão de Açúcar e Carrefour, ora sendo rejeitado no seu progressismo ingênuo, como no projeto do trem-bala. Sua ação articulada nem sempre é percebida como a de um novo ator. Exceto pelos vizinhos latino-americanos, que o consideram - a julgar pelo seminário internacional realizado no iFHC - um elemento singular do capitalismo brasileiro. Apoiadas no BNDES, as empresas brasileiras tornam-se mais competitivas no exterior. Mas trazem a desconfiança como um efeito colateral.

Cheguei, num certo momento, a comparar Lula-Dilma com Putin-Medvedev. E o capitalismo dirigido pelo Estado como fator que aproximava as experiências de Brasil e Rússia. Mas o desenrolar da crise de 2008 foi diferente para os dois. A Rússia sofreu mais que o Brasil e a interpretou como sinal para modernizar algumas áreas, privatizando-as. O Brasil, como uma oportunidade para ampliar o papel do Estado.

Pode-se compreender a demanda de indignação. Mas o sistema político está dominado, há um ator econômico poderoso e o governo emergiu vitorioso das eleições. Não há desemprego de 40% entre os jovens, como na Espanha. Ainda assim, houve indignação em Teresópolis, revelada em inúmeras manifestações. O movimento esbarrou no próprio processo político, pois conseguiu uma CPI e ela foi controlada pelo governo. O que as pessoas decidiram? Continuar manifestando indignação ou voltar à carga no momento eleitoral, quando o sistema fica mais vulnerável? Optaram pela última alternativa. Na Espanha foi a proximidade das eleições que permitiu o avanço dos indignados, mesmo sem a pretensão de disputar cargos.

Parte dos brasileiros acha que a corrupção é um preço que se paga ao desenvolvimento. Um setor da esquerda não somente acha isso, como confere uma qualidade especial ao desvio de dinheiro para causas políticas: os fins justificando os meios. Não se pode esquecer que 45 milhões votaram na oposição depois de oito anos do mesmo governo. Não eram da UNE nem da CUT.

A corrupção no Ministério dos Transportes é bastante antiga. Às vezes ele muda de mãos, passa de um partido a outro. Para os que conhecem o processo político brasileiro, a notícia não foi surpresa. As denúncias de corrupção sucedem-se diariamente e não se resolvem dentro dos canais parlamentares. Se os eleitores se indignarem, ostensivamente, podem se transformar numa indignação ambulante. As próprias pessoas que pedem hoje que se indignem vão achá-las monótonas e repetitivas. Para que os que têm o potencial de se indignar, coloca-se a questão da oportunidade exata, do preciso emprego da energia. Navega-se num sistema político cada vez mais distante, tripulado por um gigantesco ator econômico e um crescimento com viés inclusivo. Quando o adversário é ao mesmo tempo indiferente, opaco e poderoso, a indignação social tem hora.

É um problema deixar de se indignar com uma corrupção que mata, como na saúde e nos transportes, e aniquila sonhos, como na educação. Mas também é um problema indignar-se e voltar para casa de mãos vazias.

A indignação na Espanha ocorreu num momento em que poderia crescer. Ainda assim, como não se voltou para a ocupação de espaço institucional na política, seus resultados estão em aberto. O caso de Teresópolis mostrou que sem uma contrapartida institucional as melhores aspirações se afogam no pântano do próprio sistema político. O que torna a questão mais complicada do que pura e simplesmente se indignar às vésperas das eleições. É necessário vencê-las ou, no mínimo, eleger uma oposição de verdade.

A pergunta de Juan Arias é legítima. Mas seria ilusório pensar numa resposta simples, como se houvesse no enigma uma espécie de bala de prata, uma descoberta que pusesse a indignação em movimento. Em processos complicados, uma das respostas mais sábias é a do comercial de televisão: Keep walking!

Estadão

DITADURA CLEPTOCRÁTICA TOGADA - RAFAEL BRASIL

A ditadura cleptocrática togada, do consórcio PT/ STF, se baseia nos princípios fundamentais de qualquer ditadura comunista. Terrorismo de e...