terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

PEDRA NO CAMINHO


O famoso escândalo dos precatórios é um antigo calo na pretensa carreira política nacional de Eduardo Campos. Um órgão técnico do banco central declarou o atual governador culpado, relatando miniciosamente as falcatruas. Um grande espúrio acordo político absolveu a todos os figurões da história, mas no banco central tinha uma pedra no meio do caminho. Assunto por demais farto a ser usado numa campanha presidencial.
IMPUNIDADE
Nestes escândalos, reina a impunidade, e o pior é que o dinheiro raramente é recuperado. Depois dos escândalos, alguém é afastado do cargo ou mesmo demitido, mas o dinheiro que é bom, nada. Claro sempre existe alguém que fica com ele. Porém, ninguém sabe, ninguém vê. Depois que baixa a poeira dos escândalos, geralmente ofuscado por outros mais cabeludos, sempre alguém sai muito bem na história. Coisas do Brasil. E ainda querem posar de bonzinhos.
CORRUPÇÃO E MEMÓRIA
Lula e o famigerado PT, tentam apagar o escândalo do mansalão da história. Estão fazendo de tudo para que o caso não seja julgado. Até o ex ministro da justica Márcio Tomaz Bastos, e membros do STF estão nessa. Agora querem por que querem macular o processo de privatizações de Fernando Henrique, que foram os casos mais investigados pela polícia e pela justiça, largamente infiltrada de petistas. Não encontraram nada. Eduardo Jorge, assessor de Fernando Henrique, era o principal acusado de falcatruas pela oposição, ganhou diversos processos na justiça por danos morais. Foi o homem mais acusado e investigado da era petista, bem como outros como Antonio Barros de Castro, um dos economistas que organizaram as privatizações. Agora os petistas atacam com um livro de um jornalista picareta. Mais uma picaretagem petista.
PRIVATIZAÇÕES
O governo Dilma privatizou alguns aeroportos. Deveria privatizar mais, mas ideologicamente é contra. Porém a questão mesmo não é privatizar ou estatizar, mas o grau de controle social sobre as empresas. Como aqui é quase nulo, então tem mesmo que privatizar. Petrobrás, Banco do Brasil e regionais, as universidades estaduais e federais. A médio e logo prazos nosso capitalismo daria um grande salto. Isso se fosse feita também uma ampla reforma no estado. Porém do jeito que as coisas andam, só talvez na próxima geração, quando o povo sentir os efeitos maléficos do populismo. Saravá. Mas só apanhando para aprender.
CORONEL
Quem pensa que o governador vai ser o novo coronel do estado, pode estar muito enganado inclusive o próprio. De um lado corre Armando Monteiro, com amplas chances de fazer acordos com a oposição, que está esfacelada, mas nunca morta, como sonham os áulicos do autoritarismo. Do outro o PT, que ademais nunca confiou em ninguém, e quer por que quer o governo do estado com o inssosso Humberto Costa. Aliás, depois dfas eleições para prefeito, o mandato del governador pretendente a ditador, já estará com os dias contados. A não ser que ele eleja seu poste. Quem será, aliás, o ungido?

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Eduardo tenta derrubar condenação administrativa dos precatórios




 Sem alarde, os advogados do governador pernambucano Eduardo Campos protocolaram, em dezembro do ano passado, uma petição no CRSFN, o Conselho de Recursos do Sistema Financeiro Nacional.
Na peça, os defensores de Eduardo, presidente do PSB federal, pedem que seja revista uma condenação administrativa imposta a seu cliente dois anos antes, em 4 de dezembro de 2009.
O governador e dois ex-diretores do Bandepe (Banco do Estado de Pernambuco) foram proibidos de exercer cargos de direção em instituições fiscalizadas pelo Banco Central –- públicas e privadas. Veja no extrato abaixo:



A punição vale por três anos. Expira em dezembro de 2012. O caso que a motivou é de 1997. Nessa época, Eduardo Campos era secretário da Fazenda do governo do avô, Miguel Arraes.
Deve-se ao repórter Andrei Meirelles a revelação da novidade. Em notícia veiculada na revista ‘Época’, ele conta o pedaço desconhecido de uma fraude que ficou conhecida como ‘escândalo dos precatórios’.
Apelidado no mercado financeiro de ‘Conselhinho’, o CRSFN é uma espécie de tribunal administrativo. Julga recursos contra penalidades impostas pelo Banco Central e pela Comissão de Valores Mobiliários.
Integram o colegiado oito pessoas –quatro representantes do governo e quatro indicados por entidades classistas, como a Febraban. Na esfera administrativa, é esse grupo que dá a palavra final.
O episódio que resultou na condenação administrativa do governador já havia tramitado pelos escaninhos do Judiciário. Em decisão de 2004, o STF isentara Eduardo Campos de culpa.
Munido dessa sentença judicial, o governador pernambucano como que apagara de sua biografia uma nódoa que ameaçou sua carreira política na ocasião em que despontava como pupilo do avô.
A condenação do Conselhinho, decretada cinco anos depois da absolvição do Supremo, vem à luz num instante em que Eduardo Campos, estrela ascendente da política, projeta vôos altos.
Ele cultiva dois projetos. Num, mira a vice-presidência na provável chapa reeleitoral de Dilma Rousseff, em 2014. Noutro, imagina-se capaz de reivindicar a própria Presidência da República.
É contra esse futuro promissor que o fantasma dos precatórios volta do passado para assombrar Eduardo Campos. A encrenca nasceu em 1996, na emissão fradulenta de títulos do Estado de Pernambuco.
No ano seguinte, ganhou as manchetes. Em 1998, depois de ser escarafunchado numa CPI do Congresso, chegou ao Judiciário. Passeou pelas mesas da Justiça Federal de Pernambuco.
Depois, fez baldeação no STJ. Por fim, aportou no STF em fevereiro de 2001. As estrelas do processo eram Miguel Arraes, então governador, e o neto Eduardo, seu secretário da Fazenda.
Sob Arraes, Pernambuco emitiu, em 1996, R$ 480 milhões em títulos. Destinavam-se a quitar precatórios (dívidas decorrentes de sentenças judiciais). Anabolizaram-se os precatórios.
As dívidas vinham de outubro de 1988. Somavam R$ 234 milhões, não os alegados R$ 480 milhões. Um títulos, de R$ 350 mil, virou débito de R$ 350 milhões.
A emissão do papelório fraudulento foi urdida por Wagner Ramos, então coordenador da Dívida Pública da prefeitura de São Paulo. Gestão de Paulo Maluf (1993-1997).
Os títulos de Pernambuco foram assados nessa fôrma paulistana, copiada também na emissão de letras de outros Estados –Alagoas e Santa Catarina, por exemplo.
A fraude foi esquadrinhada pelo Banco Central. Ao julgar o caso, o Conselhinho serviu-se da documentação colecionada num processo administrativo do BC.
Leva o número 0101090149. Conduziiu-o o Departamento de Combate a Ilícitos Cambiais e Financeiros do BC. Relata de forma minuciosa os meandros da fraude.
Além de secretário da Fazenda de Arraes, Eduardo Campos era membro do conselho de administração do Bandepe, o antigo banco estadual de Pernambuco.
De acordo com a documentação de que serviu o Conselhinho, Eduardo assinou documentos que ensejaram os ilícitos. Conhecia toda a operação –“ou deliberadamente provocou”, concluíram os auditores.
Parte dos membros do Conselhinho chegou a defender a tese segundo a qual não seria possível punir Eduardo Campos. Não por falta de provas, mas por prescrição dos malfeitos.
Prevaleceu, porém, o entendimento de que o julgamento ocorria dentro do prazo. Como o colegiado não tinha dúvidas quanto às evidências da fraude, optou-se pela condenação.
Chamam-se Wanderley Benjamin de Souza e Jorge Luiz Carneiro de Carvalho os dois ex-diretores do Bandepe condenados junto com Eduardo Campos. Concluiu-se que cometeram “infração grave”.
O Estado alegou que o dinheiro amealhado com os títulos custeou despesas administrativas. A investigação do BC não conseguiu rastrear o destino final de todo o numerário.
Assinada pelo gerente técnico do BC José Arnaldo Dotta, a conclusão do processo administrativo anota que grande parte dos lucros foi parar nas contas de doleiros. Diz o texto:
“Como os recursos saíram de empresas não integrantes do Sistema Financeiro Nacional, principalmente no caso dos valores remetidos ao exterior, tornou-se impossível saber o destino final.”
Houve pior, segundo o BC: “Lavagem dos lucros obtidos, na tentativa de acobertamento da identidade dos beneficiários finais dos ganhos, através de sucessivas transferências de valores e do uso de empresas de fachada e de “laranjas”, de tal forma que os valores recebidos a título de lucros em negociação e de taxa de sucesso não permaneceram com os beneficiários iniciais.”
Não é só: “Frequentemente os recursos, após transitarem por várias contas, foram parar em contas de doleiros ou de não residentes no país, seguindo destino ignorado (confira no extrato abaixo):



O Conselhinho analisou defesa feita pelos advogados de Eduarco Campos. É datada de setembro de 2002. Pedia o encerramento da investigação, sob a alegação de que o caso prescrevera.
“Não cabe mais à autoridade administrativa a apuração do fato por não tê-la promovido dentro do prazo legal”, escreveu o advogado José Henrique Wanderley Filho, que representava Eduardo.
Procurado nesta semana, o governador pernambucano manifestou-se por escrito. Em nota que assina junto com o mesmo advogado José Henrique, sustenta que a decisão do Conselhinho “ainda não é definitiva”.
Realça, de resto, que a condenação contraria “frontalmente o posicionamento de todas as outras instâncias administrativas e judiciais.”
Na petição de dezembro do ano passado, na qual Eduardo Campos recorre contra a deliberação do Conselhinho, anotou-se: “Tal recurso expõe o claro conflito verificado entre a decisão administrativa e o acórdão proferido pelo Supremo Tribunal Federal.”

Olhos dos cidadãos - MIRIAM LEITÃO



Nesta semana houve um momento glorioso para a democracia brasileira.        
A decisão do Supremo Tribunal Federal de que o Conselho Nacional de Justiça tem a integridade de seus poderes confirma o princípio da igualdade perante a lei, do controle externo do Judiciário, da transparência dos julgamentos. O que degrada a Justiça é o desvio de alguns magistrados e o risco de que erros sejam varridos para debaixo da toga.

O debate foi intenso, a sociedade participou, e o resultado consagrou o princípio democrático de que o órgão federal de correição tem poderes de punir o mau comportamento dos juízes, mesmo os que estiverem protegidos pelo corporativismo local.

A imprensa deu amplo destaque aos argumentos dos dois lados; os poderes respeitaram o direito de o Judiciário tomar a sua decisão sobre como se organizar;
 a sociedade aguardou o momento do julgamento no Supremo, mesmo com tanta gente discordando da liminar concedida pelo ministro Marco Aurélio Mello.

Com a liminar, o CNJ atravessou todo o longo recesso do Judiciário tendo seus poderes limitados por um único ministro até que o plenário fosse ouvido. Na abertura dos trabalhos do órgão maior, o seu presidente, ministro Cezar Peluso, afirmou que é suicida a sociedade que tenta retirar poderes do Judiciário. Isso é fato. Apresentou o número de processos que deram entrada nas várias instâncias, para sustentar que a sociedade brasileira confia na Justiça. Sim, a sociedade confia. Isso é diferente de reduzir os poderes do CNJ ou de considerar que o Judiciário não possa ser criticado, fiscalizado, investigado, julgado de forma transparente aos olhos dos cidadãos.

As proteções que cercam a magistratura são do cargo em si e não das pessoas dos juízes, da mesma forma que a imunidade dos deputados e senadores é dos mandatos e não de suas pessoas. As prerrogativas são institucionais e não individuais. Crimes que juízes e parlamentares por ventura cometam devem ser investigados e punidos como os de qualquer cidadão. O que a lei lhes dá é a proteção para que julguem e legislem com liberdade e independência, mas não é para que se sobreponham às leis do país.

O Brasil tem feito um bom trabalho na superação das suas mazelas, ainda que diante de nós existam montanhas que parecem às vezes quase intransponíveis. Como jovem democracia, estamos aprendendo, errando e corrigindo os excessos. A luta contra a ditadura foi vigorosa e vitoriosa. Deixou mortos, traumas  e essa dificuldade que permanece de olhar o passado com coragem e sinceridade. A superação da desordem inflacionária foi uma obra coletiva de envergadura que mobilizou as famílias e deixou marcas e fortes lembranças em gerações de brasileiros. Certos vícios e equívocos de política econômica, que podem realimentar o mal, não foram, todavia, eliminados. A vastidão da pobreza começa a ser reduzida, injetando  dinamismo na economia e esperança de que o país abra oportunidades maiores para quem esteve excluído.

Foram difíceis as tarefas executadas, mas tudo permanece incompleto. É um país que se constrói por partes. Agora, o maior desafio que está diante da sociedade brasileira é o combate à corrupção. A imensidão da tarefa desconcerta e desanima. Uma das etapas desta luta é aumentar o controle e a transparência de todos os três poderes, impor o princípio da prestação de contas aos órgãos do executivo, legislativo e judiciário e erradicar o cacoete de pessoas que, pelos cargos que exercem, se julgam acima das leis.

Quando a ministra Eliana Calmon fez sua forte declaração sobre bandidos de toga, isso ofendeu muita gente do seu próprio poder, mas ajudou a tocar numa ferida que precisava ser exposta à luz. A toga não pode ser esconderijo para maus feitos; é manto que protege o exercício da magistratura e não os desvios pessoais dos indivíduos que exercem o poder. Sem essa distinção, o Brasil ficaria mais perto de uma sociedade de castas. E isso é estranho à democracia.

O que temos aprendido nesses 27 anos é que a democracia é de lenta construção. Talvez até seja uma tarefa interminável, em que novos passos contratem mais avanços. Ela se aperfeiçoa e progride, exigindo novos aperfeiçoamentos. O que houve nesta semana foi mais um passo. Decisivo e difícil. Ele dividiu o Poder Judiciário e isso está expresso no placar do Supremo Tribunal Federal, de seis a cinco. Os que perderam recolham-se sabendo que não há demérito nessa derrota. Defenderam seus pontos de vista com maior ou menor lógica, mas foram minoritários.

Triste era o país em que ministros do Supremo e juízes foram cassados por divergir do poder autoritário. Feio foi o momento em que as tropas fecharam o Congresso para impor uma reforma do Judiciário. Mas tudo isso felizmente ficou para trás.

O que houve agora não deixa derrotados e engrandece a Justiça. Fortalece-se o princípio de que não deve haver impunidade concedida pelo nível que se ocupa na escala social. Todos estamos submetidos às mesmas proteções e punições previstas no devido processo legal.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

O custo da indústria - Celso Ming


 Todos os dias o noticiário vai sendo martelado por informações de que o setor produtivo brasileiro (e não só a indústria) vai ficando inviabilizado por seus custos excessivos.
Ontem, por exemplo, o brasileiro ficou sabendo que o governo Dilma decidiu romper o acordo automotivo com o México, porque as importações de veículos made in Mexico estão tomando o mercado do produto brasileiro.
As queixas são recorrentes. Vêm do setor produtor de máquinas, passam pela área têxtil, surgem na indústria eletrônica e se estendem até aos produtores de brinquedos. Na semana passada, o presidente da Embraer, Frederico Curado (foto), advertia em Davos, durante o Fórum Econômico Mundial, que o gasto com mão de obra no Brasil estava ficando proibitivo para sua empresa. Segunda-feira, o Estado publicou que a execução do programa Minha Casa, Minha Vida vem se tornando difícil dado o aumento dos custos de terrenos, materiais e da mão de obra - até há alguns anos, considerada das mais baratas do mundo.
Não é de hoje que o setor produtivo tem esses problemas, mas, em vez de buscar soluções, prefere eleger culpados. Entre eles, o mais citado é o câmbio, "sempre defasado em, pelo menos, 30%" - como já nos anos 70 reclamava o então presidente da Duratex, Laerte Setúbal, fosse qual fosse a cotação do dólar. Lá pelas tantas, o governo tratava de "dar câmbio" para devolver algum mercado para a indústria, no entanto, até agora, não houve câmbio que chegasse. (Para o caso dos veículos do México, veja ainda o Confira.)
Além do câmbio, são apontados outros culpados: chineses, coreanos, crise global (que empurra encalhes de mercadoria para o Brasil) e, agora, mexicanos, que conseguem a proeza de enfiar cada vez mais veículos e autopeças nas tabas tupiniquins.
Não é preciso ter QI de Ph.D. para desconfiar que o buraco é mais embaixo. E não custa bater no mesmo bumbo em que esta Coluna vem batendo. O grande problema do setor produtivo brasileiro chama-se custo Brasil. Com algumas diferenças, é a mesma lista de barreiras à produção há mais de 50 anos: carga tributária insuportável; quarta mais cara energia elétrica do mundo; juros escorchantes; encargos sociais cada vez mais altos (de que se queixa o presidente da Embraer); e infraestrutura cara e precária.
Nos últimos anos, foram os serviços que passaram a custar o olho da cara. Faz sentido pagar de R$ 20 a R$ 30 por uma hora de estacionamento em São Paulo? Por que tarifas de banda larga e telefone no Brasil estão entre as mais caras do planeta? Por que se cobra R$ 1,6 mil para impermeabilizar dois metros lineares de caixilhos? Por que qualquer assistência técnica tem preços elevados? E o que tem a ver o câmbio com essas maluquices?
Com esses diagnósticos capengas, em vez de tratar de derrubar o custo Brasil, o governo Dilma vai enveredando para o protecionismo tosco, à la Argentina, e para opções de reserva de mercado, porque já não pode mais "dar câmbio" para compensar esses desequilíbrios. É o que faz agora, especialmente na indústria têxtil e na de veículos.
Durante certo tempo, esses artifícios reduzem o afluxo de importados. Mas não restabelecem a competitividade do setor produtivo nacional no mercado externo.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

DESINDUSTRIALIZAÇÃO




É o que vem acontecendo na última década no Brasil, embora de uma forma sutil, mas contínua, e fruto de preocupações entre lideranças políticas e empresariais responsáveis. Temos um estado mastodôntico, que suga as atividades produtivas para sua própria manutenção. Tudo isso, não para atender os principais interesses e necessidades da população, mas para a manutenção da própria máquina, e defender os interesses dos que dela se apropriam. Que não são poucos. Desde um humilde barnabé, até os altos e numerosos cargos de confiança que proliferam, abrindo as portas da corrupção eleitoral. Rouba-se do estado, para se eleger. Nem o judiciário quer que investiguem suas roubalheiras, que não são poucas. Juízes, ex juízes e desembargadores roubam com a cara mais lisa, posando de homens com seriedade. Ademais a justiça cara e lenta contribui consideravelmente para dificultar o funcionamento do capitalismo, já que boa parte dos capitais investidos são utilizados, ou no enfrentamento da burocracia, ou no suborno puro e simples de funcionários públicos. Por essas e outras, o Brasil está desindustrializando-se. Aliás, do ponto de vista tecnológico, nossas industrias fabricam cada vez mais produtos  toscos, comparados com os países desenvolvidos, e em vias de desenvolvimento como a China.

CHINA

A China, depois da abertura capitalista patrocinada pelo estado, e do retumbante fracasso da coletivização maoísta e da famigerada revolução cultural, liberou suas forças produtivas com uma ampla participação de capitais estrangeiros e de um grande esforço nas áreas de educação e tecnologia.Hoje compete no mercado global, nas áreas de eletrônica e automóveis. E é a China que, no comércio bilateral com o Brasil consome nossas comodittes e nos exporta produtos industrializados inclusive de baixa tecnologia , como guarda-chuvas e sombrinhas. Ademais, o crescimento do comércio dos países latino-americanos advêm mais do setor primário da economia. Claro, o setor primário com tecnologia agregada, como é o caso na nossa agroindústria. Hoje, a indústria agrega apenas quinze por cento da economia. Pequenos e grandes empresários cada vez mais dependem do estado. E o estado distriubui, e claro, muito mal os recursos.

TECNOLOGIA E EDUCAÇÃO

Sem o incremento da tecnologia e da educação estaremos perdidos. Gasta-se muito com educação mas os resultados são pífios. As coisas tem melhorado, mas nem tanto. A burocracia nas escolas é pesada, e os incentivos à produtividade e meritocracia estão apenas começando. Além de salários dignos, claro. Mas muita coisa tem que feita. Que tal começar com o restabelecimento das disciplinas nas escolas?

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

A QUEDA DE BRAÇO LUIZ FELIPE LAMPREIA


Teerã é uma enorme capital de mais de oito milhões de habitantes, enquadrada pelas montanhas Alborz e pelo deserto central iraniano. Os persas que nela habitam consideram-na orgulhosamente uma digna herdeira da sede do Império Aquemênida. Em seu apogeu no século quinto a.C., com Ciro o Grande, este domínio abrangia o Oriente Médio e todas as regiões ao redor do Mar Negro. O atual regime teocrático e militarista certamente tem a aspiração de recriar este império, ainda que com uma roupagem mais moderna. No rosto da maioria dos iranianos que vemos na televisão está estampada esta determinação fanática de afirmação nacional. Mas poucas nações modernas chegaram a um grau de isolamento comparável. Exceção feita à Rússia, o Irã é um país sem amigos relevantes no mundo. A queda de braço entre as potências ocidentais e o Irã é a questão global mais grave do momento. Do resultado, dependerá o futuro político do Oriente Médio, o controle do petróleo da Península Arábica e a segurança de Israel. Depois da retirada das tropas americanas do Iraque, Teerã ganhou uma vantagem estratégica no Oriente Médio, já que consolidou uma influência decisiva nesse país-chave de maioria igualmente xiita. Acoplada ao grande peso que tem junto ao Hezbollah no Líbano e ao Hamas em Gaza, tal vantagem permite ao Irã avançar mais adiante no xadrez geopolítico da região do que nunca. A marcha batida rumo à posse de armas nucleares sublinha a determinação tanto de dotar-se de condições de dissuasão contra ataques de inimigos, como a ambição de usar este poderoso argumento para influir mais no seu entorno, em particular no mundo árabe e no âmbito global do petróleo. Não é possível saber ao certo qual o grau de adiantamento do programa nuclear iraniano, embora ninguém com algum realismo duvide de que o objetivo é chegar à posse de armas de destruição de massa. O Irã pode estar muito perto ou não tanto dessa meta. As sanções podem estar funcionando para atrasar o programa mas podem não estar realmente abalando a determinação iraniana. As campanhas secretas para eliminar cientistas iranianos importantes podem ter afetado ou não seriamente as atividades de pesquisa e desenvolvimento. Mas nenhuma pessoa e, muito menos, nenhum governo ocidental pode deixar de encarar as piores hipóteses. Que acontecerá então? Está afastada a ideia de uma negociação com o Irã. Todas as vias diplomáticas foram exploradas em vão e o Irã furtou-se sempre a aceitar uma renúncia séria e verificável às suas instalações nucleares pela Agência Internacional de Viena. O Conselho de Segurança da ONU, os Estados Unidos e seus aliados europeus já atravessaram este Rubicão. Descarte-se igualmente, pelo menos no momento, a ideia, algumas vezes suscitada, de um ataque aéreo israelense e/ou americano. Seria uma operação de altíssimo custo político e militar, além de ter resultados incertos, que colocaria a região e o mundo inteiro em polvorosa, em abismo insondável. Alguns comentaristas, como Fareed Zakaria, da CNN, já afirmaram que um Irã atômico teria que ser objeto de coexistência, como a URSS no passado, pois apenas usaria as bombas como instrumento de dissuasão e influência. Este argumento ignora por completo, contudo, vários riscos potenciais gravíssimos — como a provável proliferação de armas nucleares na Arábia Saudita, na Turquia e no Egito, o fornecimento de materiais nucleares iranianos a países como a Venezuela ou a movimentos como Hezbollah e Hamas, entre outros. Por outro lado, não há como saber quanto tempo Israel e os Estados Unidos acompanharão, sem reagir militarmente, o desenrolar do programa atômico do Irã. Tampouco se conhece o real efeito das sanções já em ação ou o impacto dos recentes atos violentos de sabotagem sobre o programa nuclear iraniano. Todas estas questões vão ocupar o primeiro plano das atenções internacionais e constituem um dos temas mais importantes da agenda global dos próximos anos. Porém, o duelo estratégico em que o Irã decidiu empenhar-se não tem resultado previsível, hoje. O pior cenário, que infelizmente não é possível descartar, é assustador: petróleo a 250 dólares, convulsão no mundo árabe, fortes crises militares no Golfo Pérsico, riscos graves para Israel, colapso do regime de não proliferação multilateral. Isto não é ficção científica, vimos um filme parecido em 1973. Esperemos que, por desígnio, exasperação ou acidente, deste duelo não resulte uma confrontação que tenha efeitos tão graves para a paz e a economia mundiais. Se não podemos dizer que o tempo é da diplomacia, pelo menos resta esperar que a marcha da folia possa ser interrompida antes do abismo. 
LUIZ FELIPE LAMPREIA foi ministro das Relações Exteriores do governo Fernando Henrique Cardoso.

FOI PIOR


Eu disse que a visita de Dilma a Cuba não redundaria em nenhuma afirmação de apoio à oposição cubana. Foi isso que aconteceu. Ao invés de falar nas agruras da ditadura cubana, Dilma falou dos...Estados Unidos e Guantânamo. Será que, quando ela visitar os Estados Unidos , ela vai falar da ditadura cubana? Claro, na questão dos direitos humanos, todos, em graus maiores e menores são pecadores. Quem não for que atire a primeira pedra. Mas Brasil e Estados unidos são países de democracia consolidada. Aonde se pode falar o que quiser, e fundar qualquer partido. Cuba é uma horrenda ditadura  nos moldes leninistas, comandada pelos corruptos e assassinos do partido comunista. Lá, fora do partido não se arranja  nada. Cuba não passa de um cacareco político e ideológido em todos os sentidos. Só duvida quem for fanático ou do governo do PT. Que também é um cacareco político e ideológico que agora tenta dar uma de social-democrata.

OPOSIÇÕES EM CAETÉS

Estão tentando chafurdar as oposições em Caetés, quando tentam a todo o custo manter a oligarquiazinha que domina e surrupia os cofres públicos há mais de vinte anos. Se Lindolfo não puder ser candidato, não tem problema. Mais pelo menos cinco nomes se submeterão a uma pesquisa, e quem chegar na frente, será o candidato. Ou seja , Neguinho, Armando, Gordo, Gisele, Carlos do Correio, e outros, poderão surgir. Será a campanha contra a sem-vergonhice da atual administração. Não temos prefeito, a maioria dos vereadores são uns vendilhões nas mãos da atual desadministração, nem médicos, e os professores não são concursados, e vai por aí. Uma sem-vergonhice sem par.



DITADURA CLEPTOCRÁTICA TOGADA - RAFAEL BRASIL

A ditadura cleptocrática togada, do consórcio PT/ STF, se baseia nos princípios fundamentais de qualquer ditadura comunista. Terrorismo de e...