terça-feira, 2 de abril de 2019

A DECADÊNCIA DE CAPOEIRAS - RAFAEL BRASIL

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Vi esta semana uma excelente reportagem no blog de Gilvan Alves sobre a decadência da feira de Capoeiras, e consequentemente da cidade. Logo a feira, que era um símbolo do município, e que atraía gente de todo o estado, sobretudo a feira de gado, cantada em prosa e verso, e que era um orgulho para a população.
Muitos apontam para o descaso dos políticos com a cidade, o que não deixa de ser verdade, mas como diria o saudoso Plínio Marcos, o buraco é mais embaixo. Uma das principais atividades do município era a pecuária, desde décadas, em franca decadência. Claro pecuária de subsistência e também os médios criadores, faziam parte o do que poderíamos chamar de elites locais.
Com a decadência, seja pela seca, ou pela falta de políticas voltadas para o seu desenvolvimento, estas elites  simplesmente faliram, e em sua grande maioria migraram para outras cidades, mais notadamente Garanhuns. Em outras palavras, centenas de famílias em melhores condições deixaram a cidade.
Claro, tem o descaso dos políticos, que ao não enxergarem o problema, contribuíram significativamente para esta triste situação. E a migração continua, sem soluções a curto e médio prazo. Em síntese, a cidade está simplesmente abandonada, com altos índices de violência, e sem alternativas consistentes. Se o governo atual é ruim, a oposição também não apresenta alternativas reais de mudanças.
É preciso reformar a política e discutir a situação, senão a decadência será total e inexorável, porém as coisas continuam na mesma, sem alternativas. Cidades nascem, crescem e morrem, assim como a vida. Como fazer as mudanças saindo da politicagem miúda, do sempre mais do mesmo? Eis a questão. Que as elites pensantes da cidade discutam estas questões, mesmo de Garanhuns, onde a diáspora da cidade só faz aumentar. Fica a pergunta.

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