quinta-feira, 31 de outubro de 2013

NÃO PERCAM NOVO VÍDEO DE LOBÃO,OLAVO DE CARVALHO E DANILO GENTILI


quarta-feira, 30 de outubro de 2013

JOSÉ SARNEY: UM DOS SÍMBOLOS DA HIPOCRISIA PETISTA - RAFAEL BRASIL


Sarney, antes demonizado por Lula e de dez em cada dez petistas, hoje virou um dos símbolos do jeito petista de governar. É o tal de governo de coalizão, para alguns, nosso presidencialismo de coalizão. Muita empolação para disfarçar o mais reles clientelismo e apadrinhamento  , que são coisas muito antigas da nossa política, e vem, junto com o patrimonialismo, desde a colonização portuguesa. O discurso petista do novo sempre foi para enganar os trouxas, pois na verdade, com a derrocada do chamado socialismo real, nenhum esquerdista deste planeta nunca teve plano algum. A não ser o de sempre, sugar o dinheiro de quem produz e trabalha para fazer proselitismo com os miseráveis. E se fartarem de privilégios de todos os tipos, sobretudo a corrupção, apostando justamente na ignorância da população para ficar tudo do jeito que sempre esteve. Como o estado patrimonialista suga quase tudo de quem trabalha e produz, os  investimentos, sobretudo estrangeiros, minguam, surrupiando os milhões  de empregos que seriam justamente a alavanca para tirar o povo da miséria.
Mas o governo corrupto e patrimonialista não está nem aí. Ainda mais, fez questão de não organizar a educação para justamente deixar os miseráveis do mesmo jeito. Só que agora com títulos universitários e outras honrarias. 38 % dos estudantes universitários são analfabetos funcionais, e não sabem fazer contas, mesmo as mais simples. Muitos formados, inclusive com mestrado e doutorado não conseguem empregos nas empresas privadas por pura incompetência.
Antes chamavam Sarney de corrupto, para não dizer o mínimo. Agora vem Lula compará-lo a um Ulysses Guimarães, Tancredo Neves, Marco Maciel, Arraes, Marcos e Roberto Freire e muitos outros democratas que realmente lutaram, pela redemocratização e pela constituinte. Fatos históricos aliás nos quais os petistas encabeçados por Lula e muitos esquerdistas mais radicais, se omitiram. Que o digam o ex deputado petista Aírton Soares e a atriz Bete Mendes que foram expulsas do partido por votarem em Tancredo no colégio eleitoral, fato que realmente pôs uma pá de cal na já moribunda ditadura militar. Que aliás, desde Geisel já nem era uma ditadura, mas uma chamada “dita branda”.
Aliás, dentro das esquerdas, os comunistas, inclusive os neo-stalinistas e  maoístas do carcomido PC de B, apoiaram a transição com Tancredo e a chamada frente democrática. Sarney pegou carona nesta aliança. Antes tinha brigado feio com o então PDS partido dos militares e pegou  a vaga de vice. Da mais completa obscuridade, tornou-se presidente, numa das muitas artimanhas da história. Dizem as más línguas, que quando Tancredo estava moribundo o vodu comeu solto no Maranhão. Haja feitiçaria...

Com Lula, Sarney foi uma figura primordial no episódio do mensalão. Foi ele que se tornaria o maior conselheiro de Lula, certamente dando-lhe conselhos de como funcionava o Brasil velho, e como a memória popular é curta. Com a estabilidade conquistada por Fernando Henrique e sua aliança, a ampliação dos programas antes considerados assistencialistas pelo próprio Lula e o boom da economia  internacional, Lula escapou e ainda foi reeleito. Por essas e outras ele ama Sarney. Daí as juras de amor eterno. Como bem diz Olavo de Carvalho, essa gente nunca teve compromisso com a verdade. Mentem descaradamente, e os trouxas  ainda acreditam. Ou mesmo fingem acreditar. Também tem os oportunistas de sempre. Estes nunca largaram o poder. Lula e o PT já há tempos fazem parte deste time. Nada de novo no front. Só muita safadeza e empulhação. Na verdade ambos sempre foram do time do atraso nacional. Vivem do estado patrimonialista e da ignorância da população. Que aliás o ama, pois dentre outras coisas , se irmanam com ele e sua natural ignorância. Como diria o finado Paulo Francis, “a voz do povo é a voz da imbecilidade”. Ai que saudades do velho cronista...   

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

JOSÉ CASADO: 'SUPREMA FELICIDADE'


29/10/2013
 às 22:19 \ Opinião

‘Suprema felicidade’, por José Casado

Publicado no Globo desta terça-feira
JOSÉ CASADO
O “socialismo bolivariano do século XXI” não fracassou. Talvez seja apenas uma peça de humor político mal compreendida. Na semana passada, por exemplo, enquanto o Banco Central confirmava a falta de papel higiênico em 79% dos estabelecimentos comerciais da Venezuela, o presidente Nicolás Maduro discursava sobre a criação do “Ministério do Poder Popular para a Suprema Felicidade”. O anúncio presidencial aconteceu enquanto emissários de Dilma Rousseff cobravam, em Caracas, o pagamento de cerca de US$ 800 milhões em dívidas pendentes com exportadores brasileiros.
O país derrete em grave crise econômica, porém Maduro garantiu a preservação da “Suprema Felicidade” dos 27 milhões de venezuelanos como um item do plano financeiro anual de governo.
Orçamento público é uma conta que se faz para saber como aplicar o dinheiro que já se gastou, ensinou o Barão de Itararé. A Venezuela foi além. Criou uma peça orçamentária que supera as melhores obras de ficção do ramo.
Por Decreto Supremo, os “Ministérios do Poder Popular” só podem investir dinheiro público em projetos para “Construir a Suprema Felicidade”, “Aprofundar a Democracia Revolucionária”, “Desenvolver uma Nova Ética Socialista” e “Construir uma Nova Geopolítica”.
Essa fórmula de renovação permanente da promessa de paraíso político é de autoria de Hugo Chávez. Ele morreu em março, mas de vez em quando reaparece aos olhos do presidente Nicolás Maduro “na forma de um passarinho, bem pequeno, que me abençoa” ─ segundo a descrição presidencial.
Maduro criou o ministério, depois de desvalorizar a “Suprema Felicidade Social do Povo”. Sob pressão de uma inflação corrosiva (69% para alimentos no ano), um inédito declínio nas reservas cambiais (US$ 25 bilhões) e um déficit fiscal crescente (15% do PIB), maior que o da agonizante Grécia, ele reduziu a previsão do orçamento para a “Felicidade”. Somava 47% do total de despesas governamentais, nos dois últimos anos de Chávez. Caiu para 37% dos gastos previstos entre 2013-2014.
Manteve intactas, porém, as mordomias presidenciais. Maduro tem um dos mais caros gabinetes presidenciais do planeta (US$ 700 milhões ao ano). Conserva o modelo de verbas secretas de Chávez, que gastava US$ 40 mil por mês apenas com roupas, sapatos e produtos de beleza e higiene pessoal ─ tudo importado, claro.
O orçamento deste ano informa que na folha de pagamento do gabinete de Maduro estão inscritas 120 mil pessoas. Na maioria, são servidores encarregados de “processar e articular as solicitações que o povo dirige ao Palácio de Miraflores”. Quase dois mil trabalham no aparato de guarda-costas pessoal e familiar, sob supervisão do serviço secreto cubano. E há, ainda, uma plêiade de especialistas em “técnicas de explosivos”, “segurança alimentar” e “segurança médica” (com “epidemiologistas”), que o acompanham em todas as viagens, como a do mês passado à China, aonde foi pedir US$ 5 bilhões em crédito emergencial para compra de alimentos básicos.
O “socialismo bolivariano do século XXI” não fracassou. Apenas não funciona na vida real. Nem sequer na ficção. E, como peça de humor político, é simplesmente tragicômico.

CLAUDIO HUMBERTO: ROSE, AMANTE DE LULA, PODE PEGAR 25 ANOS DE CADEIA - ELE VAI DEIXAR?


COLUNA DE CLAUDIO HUMBERTO

“Merece minha homenagem pelo seu comportamento digno”
Ex-presidente Lula referindo-se a José Sarney, a quem atacava durante a Constituinte



ROSE, DE LULA, ESTÁ SUJEITA A 25 ANOS DE PRISÃO

Íntima do ex-presidente Lula e ex-chefe de gabinete da Presidência da República em São Paulo, Rosemary Noronha é alvo de Processo Administrativo Disciplinar que pegou leve com ela, apenas destituindo-a do cargo em comissão, por recomendação do ministro petista Jorge Hage (Controladoria-Geral da União). Transferidas para o âmbito penal, as acusações contra “Rose” podem somar mais de 25 anos de cadeia.

OS CRIMES

Rosemary Noronha é suspeita dos crimes de falsidade ideológica, tráfico de influência, corrupção passiva e formação de quadrilha.

PUNIÇÃO, QUE É BOM...

Jorge Hage empurrou com a barriga o processo administrativo ao Ministério Público Federal, para “providências”. O MPF resolveu agir.

AMIGOS DE FÉ

Em junho, a Casa Civil da Presidência chegou a negar acesso ao Ministério Público Federal ao processo administrativo de Rose.

ELA TEM A FORÇA

Um ano após o escândalo, a poderosa Rose, íntima de Lula, ainda não foi punida por nenhuma das 11 irregularidades a ela atribuídas.

RELATOR DO MAIS MÉDICOS PODE SUBSTITUIR PADILHA

O relator da MP do programa Mais Médicos, Rogério Carvalho (PT-SE), é cotado na bancada petista para suceder o ministro Alexandre Padilha (Saúde), que deverá deixar o cargo para disputar o governo paulista em 2014. Amigos de movimento estudantil, Padilha articulou sua indicação para relatoria da MP, desbancando o deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), favorito na base aliada para assumir a vaga. 

VELHOS ALIADOS

Rogério Carvalho foi o substituto do atual ministro Alexandre Padilha na Direção Executiva Nacional dos Estudantes de Medicina. 

LADOS OPOSTOS

Entidades médicas resistem a Rogério Carvalho, que, após assumir a relatoria da MP, sofreu retaliação do CRM-SP, de onde foi funcionário. 

BOM DESEMPENHO

Forte defensor do Mais Médicos, o secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Mozart Sales, também é cotado a ministro.

CLAQUE

Desesperada com a falta de quórum na homenagem ao ex-presidente Lula na Câmara, a liderança do PT mandou deputados e chefes de gabinetes encherem o plenário com seus assessores. E são muitos. 

BOICOTE

Deputados da base aliada como PR, PSD, PP, PTB e PDT se uniram à oposição e ignoraram a entrega ao ex-presidente Lula da medalha Suprema Distinção, em comemoração aos 25 anos da Constituinte.

O ESTADO DE CÓCORAS

Bandidos se uniram aos “black blocs” para tocar o terror na Rodovia Fernão Dias, em São Paulo, diante da passividade da PM. Como a TV mostrou tudo ao vivo, agora as autoridades começam a se mexer.

VEXAME

O Ministério Público Federal no DF atira primeiro e pergunta depois: exigiu, ontem pela manhã, que a Anvisa fizesse alterações em seu edital de concurso, mas, à tarde, descobriu que tudo já tinha sido feito.

FALTARÁ MUNIÇÃO

Fuzileiros fazem simulação de guerra em Formosa (GO), com munição real. Como a Marinha anda numa pindaíba de dar dó, trabalhando só 4 dias por semana para economizar no rancho, seu paiol vai ser zerado.

MAQUIAGEM

O deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) denuncia que taxa de desemprego chega hoje 
a 30%, e não a 5,4% como divulgou governo: “O problema é que eles consideram empregados quem recebe Bolsa Família”.

COCALEIROS BILIONÁRIOS

Mariela Salas, diretora da Unidade de Investigações Financeiras da Bolívia, disse ontem que não há dados
sobre a fortuna lavada no país, de dinheiro vindo do narcotráfico. A estimativa é de US$ 900 milhões.

POÇO DE MÁGOAS

Sindicalista convertido em celebridade pela imprensa que hoje ataca, o ex-presidente Lula tem raiva de jornalistas por revelarem malfeitorias do seu governo, como o mensalão. Rancor faz muito mal à saúde...

CONFRATERNIZAÇÃO

Lula foi recebido ontem com tapinhas nas costas por alguns dos “300 picaretas” que certa vez apontou no Congresso.


PODER SEM PUDOR

A SOPA ERA UMA DROGA

Tentando ser simpático, o que não lhe é tarefa fácil, o então líder do governo, senador Aloizio Mercadante (PT-SP), ofereceu um prato de sopa ao rival do PSDB, Arthur Virgílio (AM), no intervalo da longa audiência de Henrique Meirelles no Senado, em 2004. O sabor não estava lá essas coisas, o que levou Virgílio - dono de raciocínio como uma bala - a brincar com o colega:

- Vou denunciar você à delegacia de combate às drogas...

MIRIAM LEITÃO: 'HISTÓRIA DA DERROCADA'


História da derrocada - MIRIAM LEITÃO

O GLOBO - 30/10

A maior hecatombe empresarial do país não é uma boa notícia para ninguém, mas seria bom aprender com o desastre. O empresário Eike Batista conduziu mal seus negócios por ter se alavancado demais e fomentado especulação que inflou de forma artificial o valor de mercado de projetos que não haviam maturado. O governo e o mercado erraram por terem acreditado no delírio.

Em 2010, o valor de mercado da OGX era R$ 74 bilhões. Três anos depois, está em situação pré-falimentar. Desde 2005, o BNDES aprovou R$ 9,1 bilhões em operações com as empresas do grupo EBX e em abril deste ano — quando elas já estavam em apuros e o valor da OGX havia caído para R$ 4 bi — foram aprovadas novas operações no valor de R$ 935 milhões para a MMX. Outros bancos estatais, como a Caixa, também emprestaram para o grupo quando já se sabia das dificuldades.

O BNDES usa como escudo o sigilo bancário para não prestar informações. Ofende a lógica quando diz que não perdeu nenhum tostão com o grupo. Ora, se o valor das ações desmoronou, se os empréstimos não foram pagos a tempo, é impossível o banco não ter perdido. O truque é, na época do vencimento, rolar o empréstimo. Uma das rolagens foi no último dia 15: R$ 518 milhões para a OSX. E assim que um credor não registra a perda com um grupo que desmorona: dá mais prazo.

Houve um tempo em que o governo dizia que queria mais "eikes" no país, e Eike dizia que o BNDES era o melhor banco do mundo. Em abril de 2012, em solenidade de início da extração de petróleo pela OGX, a presidente Dilma afirmou: "Eike é o nosso padrão, a nossa expectativa e sobretudo o orgulho do Brasil quando se trata de um empresário do setor privado."

Hoje, é fácil ver os erros do empresário. Mas antes também era. Ele sempre exagerou sobre as potencialidades das empresas e, assim, valorizava as ações. Antes que o empreendimento maturasse, criava outra, dependente do sucesso da primeira. Foi construindo um castelo de cartas, Ele se alavancou com dinheiro dos bancos públicos, privados, de investidores. Sempre com dinheiro alheio. Alguns tubarões fugiram a tempo, investidores menores micaram e o governo tenta encobrir as perdas. Mesmo quando os sinais da falta de consistência dos seus negócios eram visíveis, o governo incentivou a Petrobras a fazer parceria com o grupo X. No ano passado, a presidente Dilma declarou, ao lado

do empresário, que "ambas podem ganhar muito com uma parceria entre elas" A ideia de Eike era de que Petrobras e OGX juntas criassem uma terceira empresa.

Quando as câmeras foram desligadas, ao fim de uma tensa entrevista que fiz com ele em 2008, em que perguntei sobre várias contradições dos seus negócios, inclusive ambientais, Eike reclamou de eu ter sido muito dura. Eu disse que não tinha perguntado tudo, por falta de tempo, e falei da proposta que ele havia feito de vender energia para o governo por um preço e recomprar por um terço do valor. A proposta fora recusada pela Aneel. Ele me disse: "todos fazem, por que não posso fazer?" Respondi que ele, supostamente, era para ser a renovação do capitalismo brasileiro.

Ele nunca foi o novo, sempre se cercou do Estado para se alavancar através de empréstimos ou tratamento diferenciado. As áreas nas quais entrou eram preponderantemente da velha economia. Mas tudo isso seria mais do mesmo. O principal erro foi declarar ter o que não tinha, para assim iludir o investidor.

Em maio de 2012, fez declaração de comercialidade de Tubarão Azul. Previu produção de 50 mil/dia e disse que poderia extrair até 150 milhões de barris. Depois, disse: "meus projetos são à prova de idiotas" Em julho passado, Eike admitiu não haver "tecnologia capaz" de extrair petróleo desse campo. Depois, fechou Tubarão Tigre, Tubarão Gato e Tubarão Areia. Ao garantir que tinha o que não poderia entregar, Eike enganou credores e investidores. Essa é a história da derrocada. 

NÃO DEIXEM DE LER: JUÍZES E ARTISTAS GLOBAIS DEFENDEM BANDIDOS ABERTA E DESCARADAMENTE - POR REINALDO AZEVEDO

30/10/2013
 às 6:13

Vídeo de globais que flerta com black blocs tem a participação de um juiz! É aquele mesmo senhor que pendurou em sua sala gravura que traz um negro na Cruz, no lugar de Cristo, alvejado por um PM. Isso ajuda a explicar o caos

Na sociedade em que black bloc vira juiz, juiz se dá o direito de se comportar como black bloc. Vejam esta imagem.
negro crucificado e PM
Escrevi um post post sobre um vídeo em que artistas da Globo e outras subcelebridades convocam a população do Rio para um protesto. Uma das, como direi?, depoentes, chamada Bianca Comparato (nunca tinha ouvido falar, mas parece que não só existe como tem ideias muito firmes), defende abertamente os black blocs e as depredações. Diz ela:[órgãos de imprensa] só reportam o que é que foi quebrado, o que foi destruído. E eu também acho que tem de parar para pensar o que é que está sendo destruído. São casas de pessoas, como (sic) a polícia joga uma bomba de gás dentro de um apartamento? Não! São lugares simbólicos”.
A fala desses bacanas do miolo mole, no entanto, tem muito menos importância do que a de um homem em particular. Justamente o primeiro que fala no vídeo. Reproduzo de novo:
Muito bem. A personagem em questão é o juiz João Damasceno, da 1ª Vara de Órfãos e Sucessões, no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Este:
João Damasceno
Tento de novo: temos um juiz, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, que participa de um vídeo que convoca manifestações e que acolhe as ações dos black blocs, que, afinal de contas, só depredam o que tem de ser mesmo depredado, segundo se entende….
O juiz Damasceno pertence a tal entidade “Associação Juízes Para a Democracia”, como se fosse possível haver uma outra, em que juízes fossem contra a democracia. Esse grupo, declaradamentre de esquerda (e sabemos como países socialitas foram verdadeiros reinos de justiça) tem noções muito particulares de direito. Já entrei em alguns embates com eles aqui. Um de seus membros resolveu que, se me ofendesse bastante, elucidaria os absurdos escritos num documento da entidade
Qual foi o busílis de então? Essa associação, composta, reitero, de juízes, teve a ousadia de dizer QUE HÁ, SIM, HOMENS ACIMA DA LEI. Fez isso num documento tornado público em 2011. Escrevi a respeito. Reproduzo trecho do despropósito assinado pelos meritíssimos. Leiam (em vermelho). Volto em seguida.Não é verdade que ninguém está acima da lei, como afirmam os legalistas e pseudodemocratas: estão, sim, acima da lei, todas as pessoas que vivem no cimo preponderante das normas e princípios constitucionais e que, por isso, rompendo com o estereótipo da alienação, e alimentados de esperança, insistem em colocar o seu ousio e a sua juventude a serviço da alteridade, da democracia e do império dos direitos fundamentais.
Decididamente, é preciso mesmo solidarizar-se com as ovelhas rebeldes, pois, como ensina o educador Paulo Freire, em sua pedagogia do oprimido, a educação não pode atuar como instrumento de opressão, o ensino e a aprendizagem são dialógicos por natureza e não há caminhos para a transformação: a transformação é o caminho.
Retomo
Atenção! O texto não é só cafona e pernóstico. É também perigoso. Aqueles vetustos senhores e aquelas vetustas senhoras, todos togados, estavam apoiando, em 2011, a invasão da reitoria da USP. Pois bem…Em 2013, o prédio está invadido de novo, como vocês sabem. A universidade recorreu á Justiça com um pedido de reintegração de posse. Foi negado. O juiz Adriano Marcos Laroca produziu a seguinte pérola, vandalizando também a língua:“A ocupação de bem público (no caso de uso especial, poderia ser de uso comum, por exemplo, uma praça ou rua), como forma de luta democrática, para deixar de ter legitimidade, precisa causar mais ônus do que benefícios à universidade e, em última instancia, à sociedade. Outrossim, frise-se que nenhuma luta social que não cause qualquer transtorno, alteração da normalidade, não tem força de pressão e, portanto, sequer poderia se caracterizar como tal.”
O juiz Laroca também pertence à Associação Juízes para a Democracia. Ele, aliás, assina um artigo na revista do grupo cuja capa é esta:
capa revista AJD
Para essa turma, existe, como se vê, uma certa contradição entre verdade e justiça. “Ah, Reinaldo, eles estão dizendo que a verdade apenas não basta, que é preciso ter também a Justiça…” Não, senhores! Cumpre-me perguntar: e justiça sem verdade, eles aceitam? Todos os regimes autoritários que se instalaram privilegiaram, ao menos do discurso, a justiça. A verdade podia esperar.
Vejam ali. Há gente com a cara tapada. Há black blocs. Assim, não é de estranhar que o juiz Damasceno seja uma das estrelas de um vídeo que justifica a ação dos mascarados. A pauta da revista é bastante eloquente. Eis os destaques:
revita destaques
Juízes que dizem que “poderes do estado vandalizam” são capazes de qualquer coisa, não? Afinal de contas, o que é que faz dos juízes… juízes??? Não seriam justamente os poderes do Estado. Se estes senhores tomam uma decisão e se aqueles que têm de cumpri-las decidirem dar de ombros, mandando-os às favas, eles fazem o quê? Mandam prender! Em nome do quê? Que se saiba, dos “poderes do Estado”. E quem vai executar a ordem é a Polícia.
Polícia?
Então voltemos ao juiz Damasceno, aquele do vídeo, e à imagem lá do alto. Este senhor havia pendurado em seu gabinete a gravura, de Carlos Latuff.
Como se vê, um homem negro está crucificado, alvejado por um policial militar. Que Latuff ache isso, vá lá, isso é com ele. Que um juiz pendure essa imagem em sua sala, eis uma manifestação do mais escancarado e inaceitável proselitismo. Trata-se de uma provocação cretina à Polícia Militar, composta, diga-se, em boa parte, de negros. O órgão especial do TJ mandou retirar a imagem, que foi parar na sala do desembargador Siro Darlan
Digam-me: esses juízes estão interessados na paz? Pouco me importa a convicção de cada um deles. Envergam a toga para cumprir a lei. Não estão lá para expor suas noções particulares de justiça. Também não têm o direito de usar o aparelho de estado a serviço de suas ideologias. Se a lei não for o seu instrumento, então será o arbítrio.
Tudo aquilo por que um indivíduo comum precisa torcer é para não dar de cara com um membro do Associação Juízes para a Democracia. Por que não? Vai que o pobre coitado tenha seu direito agravado por uma daquelas pessoas que esses doutores considerem acima da lei… Se for assim, amigo, você já perdeu, mesmo que esteja certo. Afinal de contas, esses iluminados acham que a Justiça é uma instância que pode estar em contradição com a verdade. Se está, a Justiça, que nem sempre é bem servida pela verdade, pode se socorrer, então, da mentira. É só uma questão de lógica.
De um juiz, espera-se que cumpra a lei, não uma cartilha ideológica. De resto, o doutor Damasceno sempre pode abandonar a toga e disputar uma vaga na Câmara dos Vereadores, na Assembleia ou no Parlamento Federal. E dirá o que lhe der na telha. “Juízes, então, não são livres para se manifestar, Reinaldo?” Claro que são, mas sem se esquecer de sua condição, Afinal, nós somos obrigados a fazer o que eles mandam, mas a recíproca não é exatamente verdadeira. Sim, eles também são regulados por códigos. E, até onde sei, participar de eventos que estimulem a depredação, a violência e o desrespeito às leis não lhes é facultado. Ou é? Do mesmo modo, não podem usar salas do tribunal como palanque.
Por Reinaldo Azevedo

LUCINHA PEIXOTO: 'PARA NÃO ESQUECEREM DE MIM' (11)

Para não esquecerem de mim (11)



Sairemos agora do papel higiênico, mas, as coisas sobre o socialismo não param de feder como vocês verão.

“18.

A mais grave consequência da quebra do sistema produtivo é a fome. Sem possibilidade de lucro na produção de alimentos, os países comunistas e suas fazendas coletivas abrigaram as maiores crises de fome do século 20. Foram entre 10 milhões e 30 milhões de mortos em apenas três anos na China (entre 1958 e 1961), 5 milhões de mortos na União Soviética de Lênin entre 1921 e 1922, cerca de 3 milhões na Coreia do Norte entre 1995 e 1999, 2 milhões no Camboja entre 1975 e 1979, 400 mil da Etiópia governada sob influência da KGB. Na Ucrânia, entre 1932 e 1933, a fome foi planejada e aprovada por Stálin, que pretendia punir os rebeldes camponeses ucranianos. Sete milhões de pessoas morreram -  mais que os judeus sob Hitler e num período menor. A falta de comida levou os líderes comunistas a inventar as histórias mais criativas para explicá-la. Na União Soviética, o governo dizia que terroristas trotskistas matavam cavalos, sabotavam colheitas e fábricas de tratores. O escritor George Orwell captou muito bem esse padrão no livro A Revolução dos Bichos: a queda da colheita de trigo foi explicada pela sabotagem de um porco dissidente, que teria jogado joio nas plantações. Apesar de o livro de Orwell falar sobre o stalinismo, acabou prevendo táticas similares de outros regimes. Em Cuba, além da velha história do embargo americano, Fidel Castro chegou a atribuir a tragédia na colheita de batatas aos Estados Unidos, que teriam jogado, de avião, larvas para infectar as plantações. Uma equipe internacional investigou o caso e concluiu que era uma completa bobagem, claro. Apesar disso, a ladainha dos vermes nas batatas ainda faz sucesso: está no livro Os Últimos Soldados da Guerra Fria, de Fernando Morais.”

Continuemos....

“19.

Ao arranjar culpados para as crises de fome, nenhum líder comunista foi tão criativo quanto o chinês Mao Tsé-tung. Em 1958, ele concluiu que o motivo da falta de comida eram quatro pestes que infestavam as plantações: ratos, mosquitos, moscas e pardais. Estes últimos eram os grandes inimigos de Mao, pois não só atacavam plantações como armazéns e árvores frutíferas. A solução, implantar uma força-tarefa, a Grande Matança de Pardais. Os chineses foram obrigados a destruir ninhos e ovos de pardais e a bater panelas, sacudir vassouras e pedaços de madeira 24 horas por dia para evitar que os pássaros pousassem, e assim eles foram levados à morte por cansaço. Parece insano, mas deu certo – ou melhor, deu tudo errado. Os pardais foram eliminados da China. Só que, como eles ajudavam a comer insetos que atacavam as plantações, a matança acabou gerando um desequilíbrio ainda pior. O jeito foi chamar os pássaros de volta. Anos depois, numa ação secreta, os chineses importaram 200 mil pardais da União Soviética. Nem o ditador da Coreia do Norte da época, Kim IL-sung, caiu na história da peste desses pássaros. Mao recomendou a ele a matança dos pardais. O coreano deu um curtir na proposta, mas logo a ignorou.”



Parece brincadeira, mas, não é. É história. E por aqui pelo Brasil se enche a boca para falar de socialismo, sem nem ter pena dos pardais.

terça-feira, 29 de outubro de 2013

NÃO DEIXEM DE LER O ARTIGO DE GENETON MORAES NETO SOBRE ROBERTO CARLOS , A CENSURA E A LIBERDADE DE IMPRENSA

Roberto Carlos: certíssimo e erradíssimo (ou: ao contrário do que diz RC, biógrafo não é nem jamais será “dono da história” do biografado…)

seg, 28/10/13
por Geneton Moraes Neto |
categoria Entrevistas

Roberto Carlos: certíssimo ao querer lançar uma autobiografia. Por que não?
Roberto Carlos: erradíssimo ao dizer que um biógrafo “passa a ser dono da história” do biografado.
E erradíssimo mil vezes ao fazer o papel de polícia da ditadura e mandar recolher um livro que não traz uma linha, uma palavra, uma sílaba sequer de calúnia, injúria ou difamação. Já se disse mil vezes, mas não custa repetir: triste, triste, triste.
O “x” da questão é este: pobre do país em que a lei permite que um trabalho jornalístico correto e embasado possa ser censurado, recolhido, trancafiado num galpão ou simplesmente incinerado. Prévia ou não, o que aconteceu ali foi censura. Não há outra palavra: censura, censura, censura – algo abominável numa democracia. Já que tantos argumentos são repetidos, não custa repisar esta palavra: abominável, abominável, abominável.
A declaração de Roberto Carlos ao Fantástico deste domingo traz um equívoco espetacular:
“O biógrafo também pesquisa uma história que está feita pelo biografado. Não cria uma história. Faz um trabalho e narra aquela história que não é dele – é do biografado. A partir do que escreve, ele passa a ser dono da história. Isso não é certo. Isso, na minha opinião, não é justo”.
Fecha aspas.
Neste caso, Roberto Carlos parece achar que apenas as autobiografias devem ser publicadas. O lançamento de biografias de personagens da música, cinema, política, esporte – ou seja o que for – não seria “justo” ou “certo”, porque os biógrafos, na visão equivocada de RC, passariam a ser donos das histórias dos biografados….
Ora, biógrafos não são “donos da história” de ninguém! São narradores e, na grandessíssima maioria dos casos, competentes e responsáveis. O papel que eles cumprem é importante para a cultura brasileira. Ou será que biógrafos que escreveram sobre Nélson Rodrigues (Ruy Castro) , Assis Chateaubriand (Fernando Morais) , Getúlio Vargas (Lyra Neto), Carlos Marighella (Mário Magalhães ) e o próprio Roberto Carlos ( Paulo César de Araújo ), para ficar apenas nestes notórios exemplos brasileiros, seriam reles usurpadores de histórias alheias? Não são. Nunca foram. Jamais seriam. É desrespeitoso se referir a eles como se fossem piratas.
É óbvio que o biógrafo contará sempre a história de outra pessoa – o biografado. Caso contrário, estaria fazendo uma autobiografia. Desde quando o biógrafo “passa a ser dono da história”?
Se, ao fazer aquela declaração sobre a natureza das biógrafos, Roberto Carlos na verdade estava se referindo a dinheiro, então ele estará reduzindo tudo – a produção de biografias, a prática do jornalismo, a história de um país, a crônica de uma época – a uma questão puramente mercantil. É uma visão igualmente triste, triste, triste. Há aspectos comerciais envolvidos? Há, é claro. Mas não é tudo.
Feitas as contas, repito: o que vai ficar de Roberto Carlos é a música, boa ou má, que ele produziu ao longo desse tempo. “Roberto Carlos em ritmo de aventura” – por exemplo – é produto pop de primeira. O que fica, então, é o que ele criou: não é este festival de atitudes equivocadas sobre biografias. Mas nunca é tarde para corrigir uma derrapada feia.
(Por fim: ao contrário do que possa parecer, não penso – jamais pensei – em escrever biografia de quem quer que seja. Não falo, portanto, em “causa própria”. Nem de longe. Sou um mero entrevistador. Fico no jogo de pergunta-e-resposta. Dá trabalho. Já basta. Por mim, iria para o vestiário, penduraria discretamente as chuteiras às 16:15 de hoje e cairia fora. Já conheço o circo. “Dou por visto”. Diagnóstico: patético. A recíproca, eu sei, é verdadeira. Ainda bem).
Se, numa hipótese absurda, um gênio da lâmpada se materializasse aqui e agora e me oferecesse um milhão de dólares por semana, um carro zero e um ano de férias numa ilha ensolarada no Pacífico para escrever a biografia de alguém, eu diria “obrigado, forasteiro, mas estou fora, fora, fora. Vivo satisfeito com meu Fiat 2003, minha conta bancária de vez em quando no vermelho, meu velho volume de poemas de Maiakóvski….Dão pro gasto”.
Por falar no poeta… Acorda, Maiakóvski, vem recitar aqueles versos: “Uma camisa lavada e clara / e basta / para mim, é tudo”.
É o que importa, é o que sempre importou.

DORA KRAMER: 'PROVA DOS NOVE POLÍTICA'


O enunciado do problema em tese é simples, não tem nada de novo. O complicado na prática é a solução a que se propõem o governador Eduardo Campos e a ex-senadora Marina Silva, agora que iniciam a elaboração do programa conjunto dessa aliança para a eleição de 2014 sustentado na ideia da "nova política".
De acordo com o esboço do documento que seria discutido ontem e antecipado em parte pelo Estado, "é necessária mudança profunda do sistema político". Até aí, morreu neves.
O trecho seguinte é que são elas: mudança "para permitir a emergência de outro modelo de governabilidade, cujos alinhamentos se deem em torno de afinidades programáticas, e não em torno de feudos dentro do próprio Estado, do desmantelamento da gestão pública e do uso caótico, perdulário e dispersivo do orçamento nacional".
Não resta dúvida de que existe outra maneira de se governar em sistema de coalizão que não seja a adotada hoje e descrita com precisão na proposta a ser debatida. Não é aceitável que uma democracia esteja condenada a pagar pedágio ao fisiologismo e à corrupção.
O desafio de Campos e Marina será o de demonstrar com objetividade e clareza como isso pode ser feito. A coragem de esmiuçar o assunto para além do simples slogan em plena trajetória de campanha conta ponto a favor deles.
Nenhum partido fez isso até hoje, provavelmente com medo de afugentar potenciais aliados acostumados à dinâmica de usurpação do bem coletivo para uso particular.
Para se afastar dos "moldes tradicionais" é preciso mais que boas intenções. É indispensável a capacidade realística ( a "sonhática" não basta) de mudar as regras de funcionamento do modelo. E isso não se faz com lei, com reforma política, mas com mudança de procedimento.
Começando pela superação de algumas contradições. Marina Silva ficou no governo Lula até 2008, sabendo perfeitamente bem em que base se formou a maioria parlamentar, até porque foram reveladas três anos antes no escândalo do mensalão.
Eduardo Campos governa Pernambuco com uma coalizão de 14 partidos. Todos comprometidos e motivados por programa de governo? Pode até ser, mas tal hipótese otimista não elimina o fato de que até "anteontem" o PSB fazia parte do governo federal, cujos métodos são exatamente aqueles que se propõe a mudar.
Nada é necessariamente eterno, as pessoas podem tentar fazer diferente, mas votos de confiança são concedidos com mais facilidade se precedidos de algo mais concreto que a mera inspiração da esperança. Este filme o Brasil já viu.
Retomada. Agora que uma pesquisa (Datafolha) mostra em números o repúdio de 95% dos consultados à ação violenta dos vândalos ditos "black blocs", é possível que gente tão influente quanto equivocada perceba o que a maioria da população já percebeu: a diferença nítida entre protesto e bandidagem.
Se os mascarados refluírem é possível que o cidadão perca o medo de se manifestar. Para os alvos dos protestos de junho, nada mais útil que um bando de inúteis a interditar as ruas - estrito e lato sensos - fazendo, em plena democracia, o papel da repressão na ditadura.
Dá no mesmo. Roberto Carlos tenta se penitenciar da fria a que levou seus colegas a entrar (porque quiseram) na questão das biografias: ofereceu suporte legal de primeira - e caríssima - linha ao grupo Procure Saber e deu entrevista ao Fantástico depois de semanas de silêncio.
Disse que é a favor de biografias não autorizadas. Mediante, entretanto, um "acordo prévio". É de se supor que com os autores e/ou editoras sobre o conteúdo do que seria publicado. De onde trocou "censura" por "acordo" e deixou intacto o conceito de obrigatoriedade de autorização.