segunda-feira, 31 de maio de 2010

OS ESCÂNDALOS DE EDUARDO CAMPOS; Roberto Almeida

"Com um governo bem avaliado e favorito a vencer as eleições deste ano, o governador Eduardo Campos, no entanto, terá alguns fantasmas a assombrar sua vida na campanha que vem pela frente. Em primeiro lugar, ninguém pense que a questão dos precatórios, na segunda gestão de Arraes, será esquecida. Ela voltará à tona e mesmo os envolvidos tendo sido inocentados a oposição terá elementos para insinuar que o socialista, hoje no poder, cometeu irregularidades naquela época. Na atual administração do Estado, apesar dos avanços em algumas áreas (redução da violência, mais investimentos na educação, construção de hospitais, solução do abastecimento d´água em várias cidades, inclusive Garanhuns...), existem ainda muitos problemas e dois escândalos vitaminam o discurso oposicionista. Primeiro teve o caso do desvio de dinheiro para eventos, ocorrido na gestão do secretário Silvio Costa, defenestrado do cargo exatamente por esse episódio nebuloso. Tudo indica que houve uma farra com dinheiro público, milhões foram torrados e vai ser quase impossível descobrir quantos bolsos foram necessários para abrigar tanta grana. Finalmente, da semana passada para cá, explodem denúncias de desvio de recursos através da Fundarpe, a fundação estatal que organiza os principais eventos culturais de Pernambuco, como o São João de Caruaru e o Festival de Inverno de Garanhuns. Este, que irá completar 20 anos neste 2010, passa a ter ameaçado o seu brilho em julho próximo, pois esse rolo aí não tem como deixar de afetar a organização do mega evento (ver matéria no blog Censura Livre). Jarbas Vasconcelos foi um bom governador de Estado e apesar de estar bem atrás nas pesquisas é recomendável não subestimá-lo e fornecer combustível demais pra ele. Aos 67 anos de idade, parece manter a mesma coragem com que enfrentou à ditadura ao topar enfrentar nas urnas um governador com pouco mais de 40 anos, neto de um mito e com uma administração aprovada. O peemedebista é senador, tem mais quatro anos de mandato pela frente e não tem muito o que perder ao tentar colocar o adversário em cheque. E vai ser aproveitando esses escândalos, dos precatórios à maracutaia da Fundarpe que o oposicionista vai tentar descontruir a imagem do socialista. Jarbas tem história e tem moral para bater nessa tecla. É bom esclarecerem essas coisas direitinho até porque o povo já não aguenta mais tanta brincadeira com o dinheiro do erário. A meu ver, esses casos não complicam de vez a situação dos governistas por conta do fator Lula. Como aliado do presidente, Eduardo dificilmente será contaminado pelas denúncias, enquanto Jarbas, com seu discurso anti-Lula, terá dificuldades para reconquistar o pernambucano".

domingo, 30 de maio de 2010

AO ATAQUE

Afinal, Serra resolveu ser de oposição. Como sabemos, este governo tem muitos furos. E muitas malvadezas e mentiras. Muita corrupção. Uma política externa de doer. Então, por que não bater? É preciso mostrar as ligações do governo com as FARCs, por exemplo, e mostrar as práticas criminosas deste grupo, que sequestra, mata, trafica drogas, e mantém campos de concentração. E o terrorismo é incompatível com a democracia, pois nega o poder máximo da política que é justamente a palavra. O poder da palavra ressaltando o poder da individualidade dentro de uma visão pluralista e democrática. Política é debate, é diálogo é o confronto institucionalizado, afinal. Serra acertou na mosca ao afirmar que o governo boliviano é conivente com a passagem da coca consumida no Brasil. Noventa por cento da produção boliviana vem para o Brasil em forma de pasta, e aqui é transformada em crack ou em cocaína em pó, mais consumida nas classes médias. Apenas três por cento é consumida de uma forma tradicional, mascando-se a folha, ou em forma de chá, o que é legal, porque tradicional nas regiões andinas. Evo Morales ainda é presidente da associeção de cocaleiros. E a própria polícia federal tem documento que comprovam o que disse Serra. Serra recebeu críticas do PT de Lula de Dilma Marco Aurélio top top Garcia e Celso Amorim . Até de Marina. Prova que acertou, pois incomodou muita gente e pode esquentar o debate.
Também tem que mostrar a verdadeira face de Dilma, a verdadeira loba com pele de ovelha. Que ela é a favor do aborto, que foi uma terrorista, nunca uma defensora da democracia como quer se mostrar, que preparou um dossiê falso contra dona Ruth Cardoso, e mentiu sobre sua escolaridade. Atéia convicta, agora quer dar uma de cristã. Em tempo: nunca fui contra os ateus. Eles merecem todo o meu respeito. Mas o interessante é a conversão. Além disso tudo tem a inexperiência política. Será que ela vai ser uma laranja de Lula, ou quer alçar vôos próprios? Aí é que mora o perigo...
Tem que descordar e denunciar a pífia política externa do Brasil e sua ideologização que trarão consequências nefastas para o país. Ora, precissamos aprofundar nossas relações com os Estados Unidos, aliás, é o que todo mundo quer, sobretudo a China, não? Deixar de vez estes cacarecos ideológicos do velho e carcomido populismo latino-americano, aprofundando nossa democracia, nossas instituições. Ou seja, manter de fato nossa liderança no continente, e não seguir a política externa de Chávez, um tiranete de meia-tijela. Para ser aliado, não precisa ser subserviente, ademais, a nossa política externa nunca foi tão atrelada assim com a dos EUA. Só os desinformados e idiotas da objetividade pensam o contrário.
O melhor é que o próprio Lula tirou uma foto com Evo Morales, e em revide as declarações de Serra, disse que era para Serra ter inveja. Tudo isso pode ser muito utilizado na campanha. E as maracutaias de Lulinha, que, de renente tornou-se milionário? Por ser o filho do presidente ele estaria imune? Muito pelo contrário, a famíilia presidencial deveria dar o exemplo.
Além do mais, as oposições devem enfatizar que a estabilidade é de responsabilidade do governo tucano. Além da estabilidade é bom que se frise a reforma do sistema bancário e da lei de responsabilidade fiscal. Que os pilares da estabilidade econômica devem-se ao governo passado, e que Lula, responsavelmente manteve. A verdade deve ser estabelecida, não importa os conselheiros de marketing político. Se perder as eleições, as oposições não perderão o discurso e o norte , o que é pior. Ademais, Dilma na presidência tomaria medidas ortodoxas, ou flertaria com as teses da esquerda tradicional? Aliás já estão escalando o Pallocci para frear estes ímpetos esquerdizantes da candidata. Ele teve sucesso com Lula. Teria com Dilma?

BOMBA

Como os generais dos tempos de Médici, o homem do Brasil grande, da época do “ninguém segura este país”, Lula quer mesmo fazer a bomba. Só não diz isso abaertamente para não perder votos, e porque o Brasil assinou um tratado de não-proliferação. Para ele, o Brasil já está em clima de desenvolvimento sustentado, e deve mostrar força no cenário internacional. A bomba já seria esta demosntração de força. Patétocop, não, Para não dizer ridículo...

POLICIA FEDERAL

Soube através de um graduado agente secreto, que a polícia federal andou rondando casas em Caetés. São as inúmeras maracutaias que já fizeram e fazem na prefeitura local. Os inquiridos são os operadores do processo de corrupção. Os peixões da corrupção é quem levam tudo, e vão gastar o dinheiro dos pobres caeteenses em outras plagas. Muito bonito, não? Tem que pintar delação premiada, para pegar os tubarões. Que estão soltos, lépidos e fortes, apostando, claro, no oceano de impunidade que se tornou o país. Aqui, rouba-se do leite das crianças, até as agulhas usadas no hospital. A prefeitura corrompeu quase todos.

JARBAS

Alavancou a economia de Pernambuco, com uma política de capacitação tecnológica, e atração de investimentos. Cuidou da infraestrutura do estado como ninguém. E mantém oposição sistemática a Lula, que quer esmagá-lo, porque não conseguiu cooptá-lo. É a versão lulista para o ame-ou deixe-o’. Como é que é? Não pode mais ter oposição? Logo seremos tratados como traidores da pátria. E depois, como é que fica?Já conhecemos esssa história, pois já tivemos ditaduras populistas.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

"Ao dar legitimidade a Ahmadinejad, Lula envergonha o Brasil" Thomas L. Friedman

New York Times/ Folha de são Paulo - 27/05/10

Quando vi a foto de 17 de maio do presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, de braços erguidos com seu colega brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, e o premiê turco, Recep Tayyip Erdogan -depois de assinarem um acordo para neutralizar a crise em torno do programa nuclear iraniano-, tudo em que consegui pensar foi: Será que existe algo mais feio que ver democratas traindo outros democratas em benefício de um bandido iraniano que nega o Holocausto e roubou votos, simplesmente para desafiar os EUA e mostrar que também eles são capazes de jogar na mesa dos poderosos? Não, mais feio que isso é impossível.
Tanto a Turquia quanto o Brasil são democracias nascentes que superaram seus próprios históricos de governo militar. É vergonhoso que seus líderes abracem e fortaleçam um presidente que usa sua polícia para esmagar e matar democratas iranianos. "Lula é um gigante político, mas moralmente ele tem sido uma decepção profunda", disse Moisés Naím, ex-editor-chefe da revista "Foreign Policy".
CHÁVEZ E FIDEL
Lula, observou Naím, "vem apoiando a frustração da democracia na América Latina". Ele regularmente elogia Hugo Chávez e Fidel Castro -e, agora, Ahmadinejad-, ao mesmo tempo em que critica a Colômbia, uma das grandes histórias de sucesso democrático.
"Lula vem sendo ótimo para o Brasil, mas terrível para seus vizinhos democráticos", disse Naím. É claro que, se Brasil e Turquia tivessem de fato persuadido os iranianos a encerrar todo o seu suspeito programa nuclear, os EUA o teriam endossado. Mas não foi isso o que aconteceu.
Hoje o Irã possui cerca de 2.200 quilos de urânio de baixo grau de enriquecimento. Sob o acordo fechado em 17 de maio, o país concordou em enviar à Turquia cerca de 1.200 quilos de seu estoque. Mas isso ainda deixará o Irã com um estoque de aproximadamente mil quilos de urânio, que o país ainda se recusa a submeter à inspeção internacional e está livre para aumentar e continuar a reprocessar para os níveis necessários para uma bomba.
"REVOLUÇÃO VERDE"
Portanto, o que esse acordo realmente faz é o que o Irã queria que fizesse: enfraquece a pressão global sobre o Irã para abrir suas instalações nucleares aos inspetores da ONU e legitima Ahmadinejad no aniversário de seu esmagamento do movimento democrático iraniano que exigia a recontagem dos votos das eleições iranianas maculadas de junho de 2009.
A meu ver, a "Revolução Verde" do Irã é o movimento democrático autóctone mais importante a ter surgido no Oriente Médio em décadas.
Ela foi reprimida, mas não vai desaparecer. Gastamos tempo e energia de menos alimentando essa tendência democrática e muito tempo tentando um pacto nuclear.
Como me disse Abbas Milani, especialista no Irã na Universidade Stanford: "A única solução de longo prazo ao impasse é a chegada de um regime mais democrático, responsável e transparente em Teerã". Eu preferiria que o Irã nunca conseguisse uma bomba. O mundo seria muito mais seguro sem mais armas nucleares no Oriente Médio.
Mas, se o Irã de fato se nuclearizar, fará uma diferença enorme se um regime iraniano democrático ou a atual ditadura teocrática assassina tiver o dedo no gatilho. Qualquer pessoa que trabalha para adiar isso e para fomentar a democracia real no Irã está do lado dos anjos.
Qualquer pessoa que legitima esse regime tirânico e acoberta suas pretensões nucleares terá que responder ao povo iraniano um dia.

Sindicatos como negócios

EDITORIAL
O Estado de S.Paulo - 27/05/10

O Brasil livrou-se, anos atrás, de se tornar uma república sindicalista, mas descambou para outro mal. Os sindicatos enveredaram pelo mundo dos negócios à custa do trabalhador com carteira assinada, de cujos contracheques são descontados R$ 2 bilhões por ano, com tendência a crescer. Por obra e graça do Imposto Sindical, o sindicalismo é uma atividade próspera, com poucos benefícios para os sindicalizados, mas muito lucro para os dirigentes. O Brasil hoje tem 9.046 sindicatos, dos quais 126 registrados só neste ano, o que dá uma média de um por dia. Longe de ser expressão da liberdade sindical, trata-se de uma caríssima farra.

É constitucionalmente garantido o direito de associação para a defesa de melhores condições de trabalho, mas o que se vê são muitos sindicatos que só se mobilizam para campanhas salariais nas datas-base. Ou, como no caso de sindicatos de servidores públicos, para pleitear, por meio de greves em ano eleitoral, reestruturações de carreiras, com aumento de adicionais aos seus proventos.

Mas não é apenas isso que está acontecendo hoje no País, depois que o Ministério do Trabalho, por motivos políticos, passou a omitir-se com relação ao desmembramento de sindicatos. Antes limitados a uma determinada base geográfica para cada categoria, eles passaram a se multiplicar, o que não foi consequência apenas de rachas políticos ou ideológicos. O objetivo é arrecadar dinheiro.

Reportagem do Estado (23/5) identificou vários casos de irregularidades, algumas delas gritantes. Na região de Rio Verde, em Goiás, por exemplo, surgiu o Sindicato dos Trabalhadores de Movimentação de Mercadorias em Geral (Sintram), que gerou filhotes nos Estados do Tocantins, Bahia, Mato Grosso e no Distrito Federal. Típico sindicato pirata, o Sintram foi registrado pelo Ministério do Trabalho e tem sede em Brasília em endereço flagrantemente fictício, numa sala desocupada e fechada.

A entidade tem uma receita anual de R$ 1 milhão, como se constatou, mas a sua ação extrapola as finalidades que justificariam a fundação de um sindicato. O Sintram funciona como uma rede de prestação de serviços para empresas do agronegócio à procura de mão de obra. Não se trata de anunciar gratuitamente empregos ou de facilitar o acesso a empregos para os trabalhadores. O Sintram exerce uma função muito semelhante à dos chamados "gatos", ou seja, agentes de empreendimentos que buscam contratar mão de obra, mediante o pagamento de comissão. Esta, no caso, é de 15%, sendo descontada todo mês dos salários dos trabalhadores. Os pelegos ou donos desses sindicatos são gatos gordos, pois, além dessas comissões ilegais, recebem sua parcela do Imposto Sindical.

Essa proliferação de sindicatos artificiais é lucrativa para as centrais de trabalhadores, que nada fazem para coibir essa distorção, uma vez que embolsam 10% do bolo das contribuições sindicais, distribuídos proporcionalmente ao número de entidades filiadas. Ainda por cima, as centrais sindicais, por uma benesse do governo do presidente Lula, estão desobrigadas de prestar contas ao TCU ou a quem quer que seja.

O Ministério do Trabalho até agora tem feito vista grossa para essa abundância de entidades sindicais. Mas alguns setores já começam a se preocupar com a infração do princípio legal da unicidade sindical. "A minha premissa é de que os dirigentes pararam de ser dirigentes para serem empresários. Fundam sindicatos como se fossem empresas", como disse Antônio Cavalcante Rodrigues, procurador do Ministério Público do Trabalho.

Como se vê, vão longe os tempos em que alguns sindicatos tinham comissões de sindicância, que complementavam ou supriam a função fiscalizadora de que o Ministério do Trabalho está incumbido. Entidades nunca fiscalizadas se vêm transformando em indústrias subsidiadas pelo governo por meio do Imposto Sindical, uma herança da ditadura getulista que o regime democrático foi incapaz de eliminar. A persistência desse maná fez surgir o que o presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Ricardo Patah, chama, sem meias palavras, de "banditismo sindical".

Nosso homem em Teerã DEMÉTRIO MAGNOLI

O Estado de S.Paulo - 27/05/10

Paira no ar um falso mistério, exposto por Clóvis Rossi na Folha de S.Paulo sob a forma de uma indagação: "Por que os EUA resolveram torpedear o acordo Brasil-Turquia-Irã?" Gilles Lapouge, no Estado, ofereceu uma resposta, que está implícita na própria pergunta: "À primeira vista, podemos pensar que os grandes da diplomacia mundial simplesmente ficaram melindrados ao ver que Ancara e Brasília obtiveram de um só golpe o que os "gênios" não conseguiram." Rossi e Lapouge são analistas independentes, não porta-vozes informais de Lula e Celso Amorim, como tantos outros. Pergunta e resposta, contudo, funcionam como senhas de uma narrativa oficiosa brasileira de graves implicações estratégicas.

A narrativa é a seguinte: 1) O acordo tripartite obtido por Brasil e Turquia é idêntico ao proposto em outubro pela Agência Internacional de Energia Atômica e rejeitado pelo Irã; 2) os EUA estimularam o Brasil a perseguir o acordo, como atestariam trechos vazados de uma carta de Barack Obama a Lula; 3) Washington rejeitou o acordo com a finalidade de barrar a ascensão de Brasil e Turquia ao estatuto de mediadores da questão iraniana; 4) assim como George W. Bush, Obama não está interessado em negociações, perseguindo uma confrontação com o Irã.

A indagação de Rossi merece uma resposta direta: maio não é outubro. Em outubro, o acordo rechaçado por Teerã abriria uma janela para negociações, pois o envio de 1.200 quilos de urânio levemente enriquecido (LEU) ao exterior deixaria o Irã sem combustível suficiente para avançar no rumo da bomba durante um intervalo razoável. Agora, após sete meses de operação das centrífugas iranianas, a mesma quantidade de LEU representa apenas pouco mais de metade do combustível disponível, de modo que Teerã poderia escapar das sanções e seguir enriquecendo urânio.

Quando Mahmoud Ahmadinejad e Lula ergueram os braços em triunfo, eles celebravam pontos diferentes do acordo. O brasileiro comemorava os itens que reproduzem trechos da carta de Obama, enquanto o iraniano comemorava o item 10. Nele, acintosamente, está escrito que Turquia e Brasil "apreciaram o compromisso iraniano com o TNP e seu papel construtivo na busca da realização dos direitos na área nuclear dos Estados membros". A frase é senha diplomática para afirmar um "direito" iraniano de enriquecer urânio, contrariando três resoluções do Conselho de Segurança da ONU. Virtualmente ignorada em meio ao surto patriótico que cegou quase todos os nossos jornalistas, a passagem foi registrada em Washington, Moscou e Pequim. Para esclarecer de vez o significado do acordo, o ministro do Exterior iraniano afirmou que seu país continuaria a enriquecer urânio, uma declaração descartada como bravata irrelevante por Celso Amorim.

A resposta de Lapouge só faz sentido para quem começou a acompanhar a crise iraniana na hora da viagem de Lula a Teerã. Há dois anos, na campanha eleitoral americana, enquanto Hillary Clinton prometia "obliterar" o Irã, Obama ousou sugerir que negociaria com o país persa. No governo, estendeu a mão a Teerã e conservou-a no ar durante quase um ano, até o rechaço do acordo de outubro. Nesse intervalo, congelou a proposta de novas sanções da ONU, resistindo às pressões do Congresso. Agora, não pode ser ludibriado por Ahmadinejad, sob pena de assistir à implosão de toda a sua estratégia para o Oriente Médio.

O Congresso americano tem pronto para ser votado um pacote unilateral de sanções que atingiriam em cheio a economia iraniana. É uma espada suspensa sobre Obama, pois sua aprovação forneceria um estandarte nacionalista para Ahmadinejad isolar a oposição no Irã e prejudicaria a ação multilateral das potências. No fundo, a iniciativa do Congresso equivaleria a um atestado de falência do Executivo na política de contenção do programa nuclear iraniano. Como efeito colateral se evaporariam as chances de Obama conseguir apoio doméstico para pressionar Israel a negociar seriamente com os palestinos.

Obama e Hillary dispararam telefonemas para Moscou e Pequim logo que vieram à luz os termos do acordo tripartite concluído em Teerã. Um projeto de sanções multilaterais desceu como um raio à mesa do Conselho de Segurança. Os EUA provavelmente pagaram caro pelo compromisso das potências recalcitrantes. Mas o consenso alcançado deriva do reconhecimento de que o Irã não é uma segunda Índia. No Subcontinente Indiano, configurou-se um cenário de dissuasão mútua entre Índia e Paquistão. No Oriente Médio, a hipótese de um equilíbrio nuclear entre Irã e Israel ampara-se na premissa incongruente de que os rivais árabes do Irã - Egito, Arábia Saudita e Iraque - aceitariam acocorar-se à sombra da bomba persa.

Enrolados num pano verde e amarelo, analistas brasileiros especulam à vontade sobre os motivos de Obama para rejeitar o acordo tripartite, mas não se perguntam sobre as motivações dos que puseram sua assinatura junto à do Irã. A Turquia, governada por um partido islâmico moderado, tem razões nacionais para jogar a carta iraniana: Ancara está dizendo que o veto persistente ao seu ingresso na União Europeia desvia sua política externa na direção do mundo muçulmano. O Brasil, ao contrário, sacrifica seus interesses nacionais no altar de imperativos partidários e ideológicos quando oferece álibis ao governo de Ahmadinejad. O preço dessa escolha começou a ser pago no momento em que as cinco potências da ONU rasgaram o acordo tripartite de Teerã.

Há, contudo, mistérios de verdade. Lula traveste-se de negociador global, capaz de solucionar a crise iraniana e mediar o impasse entre Israel e os palestinos. Alguém aí pode explicar por que nosso homem em Teerã não moveu uma pedrinha para conciliar os interesses da Colômbia e da Venezuela ou, ali na esquina, acertar os ponteiros entre Argentina e Uruguai na patética "guerra das papeleras"?

quarta-feira, 26 de maio de 2010

MARX E A GEOGRAFIA DO VOTO

O velho Marx torceu efusivamente pela vitória do norte capitalista, contra o sul escravocrata, agrário e portanto pré-capitalista. Isto na guerra civil norte- americana, na segunda metade do século XIX. A guerra civil matou pelo menos um milhão de pessoas, ou perto disso, quantia enorme para os padrões da época. Marx sempre achou que o capitalismo, em relação a outros modos de produção, era progressista. Aliás, progressista não, revolucionário. Para ele, só o capitalismo criaria uma grande classe operária, masa revolucionária que iria implantar o socialismo. O socialismo seria uma etapa a cumprir rumo à transição ao comunismo, quando não existiria mais o estado, porque tornar-se-ía anacrônico, bem como a polícia. Até a política seria desnecessária, nesta utopia comunista.
Marx certamente não defendia , como os tzares vermelhos, a ditadura do proletariado, nos moldes, digamos, russos. Para ele, seria uma espécie de “dita-branda”, funcionando mais pelos meios de convencimento do que propriamente pelo terror permanente. No manifesto comunista, uma das mais belas peças políticas já escritas, Marx destaca o capitalismo e como um modo de produção revolucionário, que quebrou as amarras do sistema feudal, revolucionariamente mudou o mundo, urbanizando-o, abriu brechas para a construção de uma sociedade democrátrica, embora ele pouco se lixava para as importantes questões políticas, pois tinha uma visão negativa do estado, antevendo seu fim, depois da eclosão do comunismo. Aí veio o leninismo, e deturpou indelevelmente o marxixmo, muito piorado, aliás por Stálin e seus seguidores, para os quais, sempre o capitalismo significaria o atraso, e só a revolução curaria seus males, extinguindo-o.
Aqui no Brasil, início do século XXI, está no poder um partido que tem um líder populista, mas sua ideologia ainda tem muitos resquícios, digamos, de um torto marxismo leninismo. Partido que surgiu às sombras do peleguismo sindical atrelado ao estado, e uma significativa participação das chamadas esquerdas católicas, juntamente com pequenas organizações leninistas, trotskistas e até maoístas, massacradas durante o endurecimento do regime militar, sobretudo depois da promulgação do ato institucional número 5, um golpe dentro do golpe. Estas esquerdas sempre mantiveram o discurso revolucionário, só momentaneamente deixado de lado, quando da subida do líder Lula ao poder.
Pois é este partido, que, depois de oito anos no poder, não só manteve, como também virou propagandista do modelo conservador de governar a economia, como está fazendo um verdasdeiro terrorismo eleitoral, alertando que a oposição é contra estes partâmetros econômicos. Até aí tudo bem, faz parte do jogo político.
A questão é que, antes um partido “progressista” fundado nas bases operárias do centro do capitalismo nacional, agora transforma-se num grande partido dos grotões, ou mesmo das grandes regiões mais atrasadass, ou, digamos pré-capitalistas, como o norte e nordeste. Vejam que o PT, agora “passeia” confrtavelmente no eleitorado mais pobre econoimicamente falando, aonde chegam os benefícios sociais, benefícios estes iniciados justamente durante o governo Médici, o mais duro do regime militar, quando foi criada a aposentadoria rural, o velho funrural. No sudeste existe ainda um empate, levando-se em consideração que Minas tem um bom pedaço no nordeste.
No sul, onde os índices sociais são disparadamente os melhores, e onde o crescimento teve uma menor, quando não insignificante presença do estado, Serra ganha com folga, como aliás em São Paulo, a vanguarda do capitalismo nacional. Quanto mais pobres e ignorantes as pessoas, mais acreditam em figuras messiânicas, sobretudo quando delas se recebe uma esmola, largamente propagandeada pelo governo. Ninguém sabe até aonde irá o lulismo, mas é certo é que o mesmo demorará mais a acabar justamente no nordeste. A não ser que a região em pouco tempo tome um verdadeiro “banho” de capitalismo. Aliás, como diria Antômio Gramsci, nada melhor do que o velho capitalismo livre-concorrencial para acabar com antigas e oligárquicas formas de dominação política.

CAETÉS

O que escrevi em meu artigo sobre a oligarquia familiar em Caetés é tudo verdade. Se menti ou caluniei, que reclamem na justiça. Quantas casas foram construídas para a nobre família do prefeito? Quantos automóveis? Quantos empregos esta família e agregados dispõem em Caetés que não tem concursos para os pobres mortais? Ademais, quando postarem algo no blog, tenham a cortesia de assinarem o nome. Só mafioso age no anonimato. Isto para dizer o mínimo. Não tenho medo dessa turma. Que vão encher pneu de trem. Ou enxugar gelo.

ESCOLA

A escola Nossa Senhora do Perpétuo Socorro de Capoeiras, está completando 25 anos. Trabalho por lá, com muito orgulho, há uns vinte. Por isso tenho um grande apreço pela comuinidade capoeirense, bem como, claro, pelos nosso amigos professores e funcionários que, com muita luta mantém este educandário de pé todos esses anos. Juntos com a diretora Rosana, temos o velho senhor Erivaldo na Portaria, e os professores, Betinha, Maria Almeida, Midi, Irani, Wilker, Zezinho, Waldemir, Yolanda, Valéria, Marcione, Wagner, Ademar, bota pra quebrar, Irani e muitos outros mais novatos e contratados. Todos estão de parabéns, e repito, tenho orgulho de humildemente pertencer a este time.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

LULA TOMA A DIANTEIRA

Com sua grande popularidade, Lula arrastou a inexpressiva Dilma à ponta das eleições presidenciais, assim comungam as pesquisas. Ora, isto já era esperado, dizem oposicionistas e analistas de pesquisas. Bem disse Roberto Almeida em excelente artigo sobre pesquisas, “pesquisas eleitorais não são tudo”. Mas de certa forma mostram os rumos da disputa, e os atores e seguidores ficam muito nervosos. Esta eleição será difícil. Quem ganhar , será apertado, embora não se descarte vitória no primeiro turno. Isto se Marina não empolgar, pelo menos a classe média. Ou pelo menos parte dela. Quem levar vai pegar um pepinão. Terá que fazer um arrocho para consertar , ou pelo menos remediar os desequilíbrios das contas públicas, que não são poucos. O populismo, afinal, sempre tem um preço salgado, e a conta sempre é paga pelo povo. Em economia não existe almoço grátis, reza um dos dogmas das teorias econômicas de botequim de todo o mundo. E a conta vem salgada.
Aumento de salários de funcionários públicos, rombo crescente na previdência, falência de estados e municípios, e um momento de crise internacional que deve retrair os negócios globais. O país precisa urgentemente investir em infra-estrutura, pois senão não cresce, a não ser a passos de tartaruga, como aliás, tem sido o nosso caso nos últimos tempos. Mesmo com um significativo crescimento global, tivemos taxas de crescimento medíocres na última década. Ainda temos que investir pesadamente em educação. Não existe crescimento sustentado sem educação. Além da sempre precária saúde. Quem ganhar, vai ter que trabalhar, e bem. Ter austeridade, equilíbrio das contas públicas, ou seja uma política bem ortodoxa, seguindo a atual. Quem ganhar vai levar a herança maldita de Lula, o messias. Que , se for da situação, terá o terceiro mandato. Se Dilma falhar, quem será o responsável? O criador pode dissociar-se da cria? Quem será o Pallocci de Dilma? Qual o peso do PT neste governo? Se Serra ganhar terá mais chance de segurar as contas públicas, mas se a economia encolher, como se espera no início do governo, Lula de camarote dará risadas, pois atribuirá as dificuldades econômicas ao seu sucessor oposicionista. Que terá também contra ele toda a pelegada sindical. Restaria a Serra mostrar as entranhas deste governo, que devem ser muito fedorentas. Eu não me arriscaria em meter meu nariz nessa urucubaca, vige maria!
Mas, só depois da copa do mundo a campanha vai começar. Não faço prognósticos, pois sou um mero analista de botequim, pois , como reza o ditado popular,” o jogo só termina quando acaba”. E, ademais, estes analistas de plantão que escrevem todos os dias na imprensa, são tão tontos quanto nós. Aliás, nossas análises são equivalentes as previsões de um Luiz Baiano, vocês não acham? Na vida, como na política, o normal é a imprevisibilidade. Ademais, a política imita a vida. É ou não é?

DISCURSO DE SERRA

Para mim tem que ser de oposição. Se for para bater em Lula , que se bata. E muito, pois existe inúmeras sujeiras e descalabros administrativos nesse governo, e o povo precisa ser informado. Se for para perder as eleições, que se perca com identidade, com política. Com liderança e altivez. É preciso sobretudo mostrar que a personalidade de Dilma está sendo, digamos, maquiada ao extremo. E mostrar ao povo o que é ser stalinista. Porém, Serra se diz também de esquerda. É mesmo, pelo menos veio de lá. Não temos nem candidatos, nem partidos verdadeiramente liberais e conservadores, dignos de nota, o que empobrece o quadro político e eleitoral. O que existe mesmo é o patrimonialismo com tinturas esquerdistas e direitistas, ambas conservadoras, reacionárias e retrógadas. É preciso que as forças do progresso e do capitalismo ganhem representatividade, com fortes partidos políticos. Aliás o povo, em sua maioria é conservador. Conservador do estado liberal e democrático e do livre mercado, em conjunto com um estado realmente eficiente e moderno. Precisamos de muito capitalismo. O velho Marx assinaria em baixo o que estou dizendo. Viva o capitalismo contra o estado patrimonialista! Será que chegaremos lá?
MARINA

Poderia votar em Marina para presidenta. Porém, desconfio que ela está mais para ser santa do que política. Não voto en Santo, ou santa. Aliás, santo é para se adorar, e concordo plenamente com a sabedoria da igreja católica, que santificou os bravos protagonistas de sua expansão e consolidação na Europa pós Império Romano. Para mim Mozart também seria santo, bem assim como Beethoven. Aqui no Brasil, santificava Gilberto Freire, que gostaria muito. Pixinguinha, Luiz Gonzaga, Dorival Caymmi e Noel Rosa, o maior dos maiores. Também Sérgio Buarque e Graciliano Ramos. Estes dois ficariam bravos, ou íam me ridicularizar, com muita razão.

JUNTOS RUMO À TERCEIRONA

Vamos todos juntos, amigos rubronegros, rumo à terceira divisão. Ô time ruim! Não tem técnico que dê jeito. Se não contratar jogadores, passaremos o ridículo. Sorte não sermos rebaixados. Quem mandou liberar Carlinhos Bala, que era nosso melhor jogador? Grande jogador, excelente porofissional, está dando o exemplo no Náutico, nosso velho freguês. Mas ainda estamos no início do campeonato. Pode piorar.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

CABEÇAS DE BOMBA

A aproximação do presidente com o Irã está deixando claro o desejo de grande parte das nossas elites em construir a nossa bomba. Ademais, já não estamos em destaque diante da política internacional? O Brasil afinal, é considerado , como dizem,uma ” potência emergente”. E potência emergente tem que ter bomba. A Índia não tem? E o Paquistão? Por que não o Brasil e o Irã? Todo mundo agora quer ter sua bombinha, desse jeito, até o Paraguai vai querer ter a sua.
Estas pessoas são tão idiotas, que talvez não saibam a questão elementar de que, as potências que contam são os EUA e a Rússia em termos de destruição nuclear. Estes enormes arsenais foram construídos durante a famigerada guerra-fria. Cada país tem condições de destruir centenas de vezes nosso pobre planeta, quando seria preciso apenas uma, certo? Países como a França e a Inglaterra não contam, pois, comparados aos dois países, seus arsenais são ridículos. Nessa altura do campeonato, para que alguns imbecis querem a bomba? O que ganhamos defendendo um Irã, que quer de todo o jeito construir uma bomba islâmica? Já pensaram, grupos como o hesbolah, recebendo deste atrasado e cruel governo, arsenais nucleares de pequeno porte, mais com efeitos dissuassórios, como explodir pequenas bombas radioativas em lugares de grande movimento popular? Como sabemos, o governo iraniano costuma enforcar seus opositores de forma sistemática, pois é uma teocracia totalitária com pretensões de ser a vanguarda da chamada revolução, digo involução , islâmica, que quer destruir o ocidente infiel. Vai a diplomacia brasileira dar legitimidade a um cacareco como este? E estes imbecis acham que a bomba vaio servir para quê? Para satisfazer alguns milicos preocupados com a questão da Argentina. Ou do Paraguai? Já que este é o objetivo do protagonismo nacional nas lides internacionais, podemos dizer que são todos uns idiotas. Mais idiotas do que os idiotas da objetividade. Ou será que não lêem história? É. Mas que são ignorantes, são. O Brasil, como novo protagonista mundial, deveria ser da turma do contra. Se os “gênios do Itamarati” seguissem os caminhos da realista e histórica diplomacia nacional não cairíamos neste ridículo. Mas Lula quer ganhar o nobel da paz. Ou um carguinho na ONU, quem sabe...Mas é preciso urgentemente trocar ideologias ultrapassadas pelo velho e bom pragmatismo, lutando do lado certo, que é a turma do desarmamento. Seria talvez a única política digna de um país emergente como o Brasil. O resto é conversa fiada.

FALTA DE ÉTICA E ILEGALIDADE

Um presidente da república devia ser o principal guardião da constituição. No Brasil, o presidente procura desmoralizar a lei eleitoral, afrontando diariamente a constituição, para eleger sua candidata-laranja. Nunca se viu coisa igual neste país. A oposição deve mostrar que deve-se respeitar a constituição, mas diante da lentidão da justiça, o presidente nem liga para as advertências nem as multas, que, ademais são ridículas. Diante de tal confusão , a oposição devia fazer o mesmo , pois se o presidente não respeita a lei, e tirou vantagem disso, com a subida dee Dilma Mandela nas pesquisas , a oposição deveria também seguir o exemplo. O exemplo da anarquia patrocinada pelo governo, e com uma clara complacência do judiciário. Que país é esse? Se Serra fizese tal coisa, o judiciário agiria da mesma forma ? Se agiria, então seria um bom negócio burlar a lei. Seria o caso de ninguém mais pagar impostos. Impossível, a maioiria deles vem embutido nos produtos e nos salários. Para tomar, el gobierno é muito eficiente. Sempre foi. Mas se todos virarem foras da lei? Voltaríamos para o hobesianismo puro e simples. Todos desunidos contra a lei. Bonito, não? Bonito, não é presidente mentiroso?

E POR FALAR...

Em falta de ética, o PT deu um banho de corrupção neste pobre e azarado país. Nunca se viu tanta roubalheira, agora na copa, os vampiros dos dinheiros públicos estão literalmente com as bocas abertas. Agora é que vem roubalheira por aí. Como sempre alguns espertalhões enricam, e a massa sofre, torcendo pelo país nos superfaturados estádios, nas ruas, nos becos e nos botecos. Depois dirão que o Brasil é grande. Depende de que lado se olha.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

RIDÍCULO

O Sr. José Luiz de Lima Sampaio, o tal de Zé da Luz, junto com sua cria, aprendiz de corrupto, onde no caso o professor é o próprio pai, vem acusando o deputado Izaías Régis de corrupto. Não entro nos pormenores da questão, mais este cidadão poderia fazer qualquer coisa, menos chamar alguém de corrupto. As várias vezes que foi prefeito de Caetés, o mesmo teve todas as contas rejeitadas pelo tribunal de contas do estado, a ainda anda sendo investigado pela famigerada operação suíça, comandada pela polícia federal. Há mais de uma década, Caetés não tem concurso público, tendo mais de seicentas pessoas contratadas, que são devidamente coagidas para votar nos candidatos desta família mafiosa.
Antes de ser prefeito da pobre Caetés, o mesmo desfilava nas ruas com um tímido Fiat Uno. Hoje, todos os membros da sua numerosa família, construíram casas suntuosas na cidade, e andam de automóveis reluzentes às custas da prefeitura. Todo mundo na cidade sabe disso. Além do mais o ex prefeito, comprou um apartamento em Recife por uma fortuna, calculada em mais de um milhão de reais. Sua aposentadoria na CELPE não daria para pagar nem o condomínio. Como é que um sujeito desses chama alguém de ladrão? Ainda mais quer enganar à população de Garanhuns, apresentsando-se como candidato a prefeito e a deputado, usando o dinheiro da pobre prefeitura de Caetés para financiar suas custosas campanhas, que se resumem em dar dinheiro aos pobres da periferia, comprando-lhes o voto.
Izaías tem o dever de mostrar o currículo deste cidadão que quer de todas as maneiras enganar a população de Garanhuns, com cara de bom moço, mas a alma corrupta até os limites do impossível. E é este cidadão que apregoa ser aliado do governador, e por isso está blindado, mesmo com mais de quatro dezenas de processos na justiça, estadual e federal. Cadê a justiça? Cadê o ministério público? Alô polícia! Abram os olhos garanhuenses! Os corruptos da cidade são fichinha se comparados a este cidadão.

terça-feira, 18 de maio de 2010

OS TRÊS PATETAS

Líderes celebram o acordo nuclear com o Irã

Líderes celebram o acordo nuclear com o Irã. Dia de gala para o governo Lula

O grande pensador sobre energia nuclear no governo Lula é o vice-presidente, José Alencar. E a razão é simples: ele é claro. Há dias, defendeu que a bomba nuclear pode ser apenas dissuasória — vale dizer, ela desestimularia a ação de certos países beligerantes. Assim, Alencar cravou um conceito novo nesse debate, que é a chamada “Bomba Nuclear para Fins Pacíficos”, que substitui o ultrapassado conceito da “energia nuclear para fins pacíficos”. É o fundo do poço em matéria de política externa.

E como esse pensamento triunfou nas negociações que Brasil e Turquia empreenderam com o Irã, aconteceu o óbvio: hoje, o Mahmoud Ahmadinejad está um pouco mais perto da bomba do que antes. E contou com a inestimável ajuda do Brasil. Lula apostou que o mundo cairia de joelhos; em vez disso, os presidentes do Brasil e da Turquia estão a um passo de ser ridicularizados. A reação foi de incredulidade — em muitos casos, de ironia. O próprio governo do Irã explicitou a trapaça poucas horas depois do anúncio do acordo: continuaria a enriquecer urânio, apesar da troca mediada pela Turquia. E já se sabe que as restrições à atuação da Agência Internacional de Energia Atômica continuam. Se Lula atuou para tornar mais distantes as sanções, que são instrumentos da paz, então deixou o Oriente Médio, e o mundo, mais perto da guerra. Eis o pacifista das esferas.

O truque foi malsucedido. Aquela retórica típica do lulismo, que trata verdades como mentiras e mentiras como verdades, que funciona tão bem no mercado interno das idéias, esfarelou-se no mercado externo. Até mesmo a Rússia, não exatamente interessada em endossar a liderança dos EUA no sistema de segurança global, reagiu com menoscabo, desprezo quase, ao anunciou pateticamente tonitruante dos “negociadores”, com a sua coreografia de periféricos orgulhosos, com as mãos unidas e para o alto, anunciando a vitória do perigo.

Lula viajou, sim, ao Irã com a promessa de ser, quem sabe?, um negociador de peso no cenário mundial; volta do tamanho das escolhas que fez: é o amigo do Irã. No seu cesarismo tosco, endossado pelos aloprados do Itamaraty, prefere certamente ser o primeiro num grupo de nações mais ou menos delinqüentes, em suposta rota de colisão com os “donos do mundo”, a ser um dos dez da ordem global. Tornou-se um bobo da corte em escala internacional.

É claro que a existência de um suposto acordo, que agora será avaliado pela AIEA, dá fôlego ao Irã. Conceder na troca do urânio enriquecido a 3,5% pelo outro a 20% é só uma “concessão” que o país já havia decidido fazer, sem que isso implicasse, diga-se, o fim das querelas. Esse era só o gesto de boa vontade que se esperava do governo Ahmadinejad em outubro do ano passado para que começasse a conversa. Chegou a aceitar a proposta, com a Rússia, então, no papel que agora está reservado à Turquia. Recuou e passou a fazer ameaças novas.

O governo brasileiro, agora, tenta vender a questão como “a” resposta que faltava. O minueto dançado por Lula e Ahmadinejad, com a assistência da Turquia, foi explícito: são dois “líderes”, imaginem vocês!, apoiando-se mutuamente na tentativa de acuar os EUA, demonstrando, então, que uma suposta nova ordem mundial estaria em construção. A piada não chega a ser macabra porque ela só consegue ser ridícula. A AIEA deve afirmar, claro, que não deixa de ser um avanço o dito acordo, ciente, no entanto, de que nada aconteceu. Celso Amorim, com o seu rebolation retórico, afirmou que o objetivo do suposto acordo é “restabelecer a possibilidade de reabrir as negociações”. Seja lá o que isso signifique.

No mundo, os críticos mais acerbos da atuação de Lula erram apenas num particular: ele não é o “inocente” útil da jogada iraniana. Ao contrário até: é o “culpado” útil. Sabe muito bem o nome do que pratica. O discurso de Ahmadinejad, ontem, em defesa de uma nova ordem mundial que reflita um novo arranjo de nações, diferente do pós-guerra, é, como demonstrei à tarde, clonagem da fala de Lula. Notem que o notório financiador do terrorismo passou a falar como alguém que anseia ter voz no cenário global. Em vez da satanização do Ocidente, e dos EUA em particular, temos o discurso sobre a suposta obsolescência da ordem mundial. E o Irã pretende fazer parte da nova. De que modo? Ora, enfrentando os ditos “donos do mundo” com um programa nuclear que hoje tem no Brasil seu principal, para não dizer ÚNICO, aliado internacional.

Sanções distantes, eventualmente impossíveis, diante de um Irã que não tem razão nenhuma para brecar seu programa nuclear, aproximam ainda mais Israel desse perigoso tabuleiro. E o país vai, e é um dever seu, fazer o que for necessário para se defender se o mundo não conseguir fazer isso antes. A Liga Árabe viu um avanço nas conversações em nota discreta, e o Catar expressou o seu apoio. Os países árabes que contam ficaram de bico calado. Não só porque a maioria não vê com bons olhos o robustecimento militar do Irã, mas porque já perceberam que, na cadeia de eventos possíveis, é razoável supor que Israel considere a bomba iraniana inaceitável.

Não! Lula não conseguiu enganar ninguém, e a saudação no Brasil se restringiu àquele circulo de petista e de subjornalistas que tocam tuba para o governo Lula — alguns o fazem a peso de ouro, naquele encontro sempre muito festivo entre a grana e a subserviência. E a coisa, desta vez, ficou por aí. O Lula festejado mundo afora como o operário que foi ao Olimpo começa a ser visto, para ficar na mitologia, como um daqueles titãs meio medonhos que resolveram escalar de modo atabalhoado a morada de Zeus.

Não deixa de ser útil que o mundo perceba com quem está, de fato, lidando. O governo Obama vai acabar percebendo que, no que respeita à questão política, o lulo-petismo pode ser um adversário muito mais incômodo do que o chavismo — aquele é explícito na sua delinqüência, e a clareza de sua identidade também não alimenta esperanças vãs.

Lula foi ao Irã também em busca de palanque. Nos comícios pró-Dilma, no horário eleitoral gratuito da TV e na rua petista, será saudado como o homem que livrou o mundo de uma guerra, como se ela estivesse aí, a bater à porta da história. E, no entanto, o que se tem é rigorosamente o contrário: sem que o Irã abra mão do enriquecimento de urânio a 20% e sem o amplo acesso da AIEA às instalações nucleares, não se faz um acordo de paz, mas um compromisso de guerra.

PS - Uma das razões da fúria dos inimigos do blog é certa capacidade desta página de enxergar além da neblina. Basta ver o que se andou escrevendo aqui antes do “acordo” micado. Pois que se divirtam com seu ódio.

EMPÁFIA, MENTIRAS E INCOMPETÊNCIA

A política externa brasileira é comemorada pelos áulicos do governo como independente e vitoriosa. Muitos falam de peito cheio que Lula e sua turma tiraram o Brasil do ostracismo, colocando-o no centro do cenário da política internacional, não só de uma forma independente, mas sobretudo enfrentando o perigoso imperialismo norte-americano cara a cara, sem medo do velho e carcomido império opressor das nações fracas e oprimidas. Antes como mero coadjuvante da política internacional, agora o Brasil ocupa o centro da política mundial, ditando as cartas, liderando o movimento pacifista. Lula quer e vai ter o prêmio nobel da paz, sobretudo pela clarevidência de seus mentores da política externa, Marco Aurélio Garcia e companhia. De líder nacional, com mais de setenta por cento de aprovação, a líder mundial, o velho líder operário, mesmo semi-analfabeto, desponta como o principal líder mundial deste início de século. Viva Lula, viva o Brasil!
Nada mais mentiroso e chato do que ouvir estas tolices, sobretudo de pessoas ignorantes em história, que pensam que o voluntarismo pode tudo, que as questões mundiais não são resolvidas porque o imperialismo norte-americano tenta impor suas vontades, sobretudo impedindo o desenvolvimento das nações mais fracas, sugando o leite das mesmas para manter sua já secular hegemonia. Parece que estou vendo os idiotas da objetividade, vestidos com camisas do selecionado nacional, fedendo a cerveja, nas mesas dos bares festejanto estes feitos do “matuto que domou e pacificou o mundo”. Se as “zelites” nunca resolveram as questões nacionais, nem protagonizaram papéis importantes no cenário internaciomnal, um operário que vindo da seca, sem diploma universitário, veio resolver todos os problemas. Estabilizou a moeda, operacionalizou a reforma bancária, criou as bases para o crescimento econômico, e inventou os programas sociais, tirando o povo da miséria secular. Nunca no Brasil, nem na monarquia nem na república alguém fez tanto para o Brasil e pelos brasileiros. Deus humildemente ajoelha-se aos seus pés. Aliás, está demonstrado que deus é mesmo brasileiro. Para finalizar, pacificou o mundo, assinando um acordo nuclear com o “democrático e liberal Irã”, e juntamente com a Turquia, livrou o mundo da hecatombre nuclear. Precisa mais? Só os loucos podem ficar contra ele. Os loucos e as “zelites” invejosas de sempre, que deviam ser varridas do mapa do Brasil, numa nova versão do “Brasil, ame-o ou deixe-o”.
Na verdade, a política externa de Lula foi um fiasco. Afundou as negociações da ALCA, afundou o MERCOSUL. Apoiou as piores ditaduras das américas, tirando retratos sorridentes com o cacareco Fidel Castro e o irmão assasino Raúl. Afirmou que a Venezuela tem democracia demais, promovida pelo tinanete Hugo Chávez, que enterrou a democracia naquele país , mergulhando-o numa crise sem precedentes. Foi ridicularizado na tentativa de pacificar o Oriente Médio, quando o Brasil não tem nenhuma influência por lá. E agora faz uma aliança com uma das mais sangrentas ditaduras do mundo, com um presidente que afirma com a cara mais lisa que não houve holocausto na Segunda Guerra perpetrado pela famigerada Alemanha Nazista, e apóia e financia o terrorismo mundial, mais explicitamente o hamas, que patrocina atentados, inclusive com homens e carros bombas contra alvos civis em Israel e em todo o mundo árabe. Aliás, os países árabes que contam , nem querem ouvir falar na política externa terrorista do Irã, que só tem como objetivo destabilizar a já frágil política da região estimulando e financiando os fundamentalistas islâmicos. Aliás, no alto de sua extrema ignorância, Lula se referiu aos iranianos como árabes, quando eles são persas. Marco Aurélio Garcia poderia pelo menos dar algumas aulas de geopolítica no ignorante presidente que infelizmente temos.
O resultado dessa história, é que, as sanções comerciais contra o Irã vão demorar mais, dando aos terroristas islâmicos mais tempo para construírem sua bomba, que é o que ademais eles mais querem. Ponto para o Irã. Logo o acordo foi sistematicamente ridicularizado pela comunidade internacional, e as pretensões brasileiras de ter um assento no conselho de segurança na ONU, foram para o beleléu. Pergunta-se: O que o Brasil ganhou com essa história toda? Nada, nadinha. Porém já é sabido que o Brasil quer mesmo constuir sua bomba. Para quê? Para também virarmos alvo? Aliás, em termos nucleares, nem as potências européias contam alguma coisa. Quem ainda conta nesse assunto, é os EUA e a Rússia, com os arsenais remanescentes da antiga e de triste memória ex União Soviética. E o Brasil vai segurando o mico de ser o único país do mundo a ser aliado do famigerado regime teocrático de Teerã. E, esperem que as retaliações estão por vir. Com estas atitudes, aumenta a margem para uma solução militar contra o Irã. Israel só não atacou, esperando o sinal dos americanos. Será que eles terão tanta paciência? Veremos...

segunda-feira, 17 de maio de 2010

O “acordo” com o Irã: ouro de tolo

Brasil, Turquia e Irã anunciaram um “acordo” para solucionar o impasse sobre o programa nuclear iraniano. Pelo “acordo”, o Irã aceita entregar 1.200 kg de urânio enriquecido a 3,5% à Turquia; no prazo de um ano, os iranianos receberiam de volta 120 kg de urânio enriquecido a 20%, na Rússia e na França, para uso em reatores para fins médicos. Com isso, em tese, o Irã não poderia enriquecer seu urânio para fabricar uma bomba atômica. Parece bom, não é? Mas há uma pegadinha aí.

Os termos do “acordo” do final de semana são idênticos aos que as potências ocidentais, a Rússia e a ONU alcançaram em outubro passado com Teerã – e que depois foi abandonado pelos iranianos. A diferença é que, em vez da Turquia, era a Rússia que guardaria o urânio iraniano. Na ocasião, o acordo era aceitável para as potências porque os 1.200 kg eram todo o material nuclear de que o Irã dispunha; hoje, porém, há séria desconfiança de que os iranianos tenham muito mais do que isso em estoque – ou seja, enquanto entrega urânio para ser enriquecido a 20% no exterior, o Irã ainda terá urânio para enriquecer a 90%, que é o necessário para fazer a bomba.

Assim, o “acordo” entre Brasil, Turquia e Irã na verdade não diz respeito ao impasse iraniano com as potências do Conselho de Segurança da ONU. Os objetivos de Teerã são outros: ganhar tempo, explorar a aliança com integrantes temporários do Conselho de Segurança (Brasil e Turquia) e adiar as novas sanções, sem mexer significativamente com seu projeto nuclear. Para brasileiros e turcos, por outro lado, o “acordo” é útil porque supostamente lhes dá peso diplomático “global”, que é o que Lula e o premiê turco, Recep Erdogan, buscam reafirmar a cada gesto – mesmo que o tal “acordo” não valha o papel em que está escrito.

O Chamberlain de Macaé

“Um novo presidente será eleito daqui a cinco meses. Só ele poderá decidir sobre assuntos estratégicos. Em vez de atuar como um quinta-colunista da bomba nuclear iraniana, Lula deveria pensar apenas em esvaziar as gavetas de seu gabinete”

Lula foi ao baile funk de Mahmoud Ahmadinejad assim como Vagner Love foi à Rocinha. Vagner Love confraternizou com os assassinos do Comando Vermelho? Lula está confraternizando com os assassinos da Guarda Revolucionária iraniana. Vagner Love faz trabalho humanitário no morro? Lula, segundo Dilma Rousseff, faz trabalho humanitário no Golfo Pérsico. Vagner Love foi festejar os dois gols que marcou contra o Macaé? Lula está festejando os dois gols que marcou contra o Brasil.

O Brasil é uma espécie de Macaé do mundo. Isso é uma sorte. Se o Brasil fosse a Inglaterra, Lula já estaria consagrado como o nosso Chamberlain. Sempre que alguém quer guerrear, surge algum pateta tentando ser intermediário da paz. Em 1938, o primeiro-ministro da Inglaterra, Chamberlain, viajou para a Alemanha para negociar olho no olho com Hitler. Depois de alguns encontros, eles assinaram um tratado de paz, pelo qual Hitler se comprometia a ocupar apenas uma parte do território da Checoslováquia. Chamberlain voltou à Inglaterra comemorando a paz. Seis meses mais tarde, Hitler atropelou Chamberlain e ocupou o resto da Checoslováquia. Em seguida, ocupou a Europa inteira.

Se Lula é o Chamberlain de Macaé, Mahmoud Ahmadinejad só pode ser o Hitler de Macaé. Como Hitler, ele mata seus opositores. Como Hitler, ele persegue as minorias. Como Hitler, ele tem um plano para eliminar todos os judeus. Só lhe falta o poder de fogo, porque um Macaé, felizmente, é sempre um Macaé. O papel de Lula é esse: dar-lhe algum tempo para que ele possa obter uma arma nuclear. Na semana passada, um articulista do Washington Post chamou Lula de “idiota útil” de Mahmoud Ahmadinejad. O articulista está certo. Mas há outros “idiotas úteis”, além de Lula. O G15, reunido neste domingo no baile funk iraniano, conta também com a Venezuela, de Hugo Chávez, com o Zimbábue, de Robert Mugabe, e com a Indonésia, de Susilo Bambang Yudhoyono, eleito pela Time, em 2009, uma das 100 personalidades mais influentes do mundo. Time é uma espécie de VEJA de Macaé.

O apoio ao programa nuclear iraniano é o maior erro que o Brasil já cometeu na área internacional. Só a vaidade de Lula ganha com isso. Ao desafiar os Estados Unidos e a Europa, tornando-se cúmplice de Mahmoud Ahmadinejad, ele pode sentir-se um tantinho maior do que realmente é. Trata-se da síndrome de Macaé. Mas alguém tem de dizer a Lula que seu tempo já se esgotou. Ele representa o passado. A esta altura, sua autoridade é meramente protocolar. Um novo presidente será eleito daqui a cinco meses. Só ele poderá decidir sobre assuntos estratégicos. Em vez de atuar como um quinta-colunista da bomba nuclear iraniana, Lula deveria pensar apenas em esvaziar as gavetas de seu gabinete. Acabou, Lula. Chega. Fim. Xô.

domingo, 16 de maio de 2010

JARBAS ENCOSTA EM EDUARDO

Recente pesquisa do Voxi Populli – instituto para mim com pouca credibilidade, pois foi criado para alavancar a cabdidatura do famigerado Collor – aponta Eduardo com 45
% de intenções de voto contra 38% de Jarbas, que se lançou candidato há apenas dez dias. Vamos ver as pesquisas, sobretudo as do IBOPE e Datafolha, que ao que me parece, tem mais credibilidade. Porém, se esta pesquisa for verdadeira, se cuide Eduardo, que Jarbas é forte e pode ganhar. Discurso ele tem, pois foi o governador que não só salvou o estado da falência promovida pelo- de triste memória- terceiro governo Arraes, o qual Eduardo era secretário da fazenda.
Muitos reclamam em Garanhuns que ele não fez nada por lá. Que só fez uma cadeia, que foi desativada pelo governador Eduardo Campos. Aliás, esta cadeia poderia muito bem servir para botar os corruptos da região, que não são poucos. Porém cadê os projetos das elites políticas da região? Garanhuns precisa se firmar definitivamente como polo turístico e educacional. O que não pode é não fazer festa de São João, ou mesmo no lugar do carnaval tentar promover ridículos retiros espirituais, ou mesmo festivais de jazz. Revitalizar o festival de inverno e criar o festival universitário de verão. Além de promover o ecoturismo rural, aproveitando a beleza da nossa região com nossa excelente gastronomia, inclusive instalando quiosques para saborearmos as delícias do castainho, sobretudo os subprodutos da mandioca, como as tapiocas , bolos de goma e macaxeira. Aproveitar a área onde tem um buracão detrás do matadouro no Magano para fazer um grande parque esportivo e ecológico, nos moldes do excelçente Pau Pombo, com boa iluminasção noturna, e anfiteatros para a realização de eventos dos mais diversos. Ademais, a estrutura turística de Garanhuns foi feita ainda nos tempos do melhor prefeito de Garanhuns dos últimos cinquenta anos, que foi Souto Dourado, se desmerecer Ivo Amaral que também fez m uita coisa pela cidade.
Espero que Jarbas ganhe, pois o mesmo alavancou a economia do estado, investindo sobretudo na sua infraestrutura, priorizando uma política de atração de capitais, não só públicos , mas também privados. E se não aumentou muito o salário dos servidores, sobretudo dos professores, dado o aperto financeiro que encontrou o estado, não diminuiu, nem acabou com o plano de carreira de ninguém. Nunca, na história do estado, subtrairam os parcos salários dos professores, além de acabar com as eleições para diretores, aumentadosignificativamente os salário dos mesmos, num aparelhamento político destes cargos, tornando-os meros ditadores dentro das escolas. Esta é a política de Eduardo, que antes de eleito prometeu cínicamente quase tudo à categoria, que ademais,na média, ganha a matade de um soldado raso da polícia militar, e o menor salário do país.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

MÍRIAM LEITÃO Gastança federal O Globo - 14/05/2010

O governo Lula deixará uma pesada herança fiscal para quem quer que
seja que lhe suceda. O corte anunciado ontem é uma gota num oceano de
gastança. A maior parte da queda do superávit primário foi para
aumento de despesas de custeio, pessoal e Previdência. A dívida
pública bruta cresceu fortemente e isso só não aparece na dívida
líquida pelos truques contábeis.

Confira nos gráficos abaixo.

Em outubro de 2008, o governo destinava para superávit primário 16% da
Receita Corrente Líquida. Hoje, ele destina apenas 6%.

Receita Corrente líquida é o que fica nos cofres federais, depois dos
repasses para estados e municípios. Pelos cálculos do economista
político Alexandre Marinis, sócio da consultoria Mosaico, essa queda
do superávit primário não significou um aumento de investimento.

Antes da crise, o governo investia 5% da sua receita, agora, destina
6%. O aumento foi de apenas um ponto percentual. Mas as despesas de
pessoal, Previdência, custeio e outras despesas obrigatórias, que já
engoliam 79%, foram para 88%.

— Do ponto de vista da sustentação do crescimento econômico no futuro,
é difícil imaginar uso mais ineficiente dos recursos públicos — diz
Marinis.

A Tendências consultoria calcula que as despesas do governo cresceram
em média 7,7% ao ano nos últimos 10 anos enquanto o PIB cresceu bem
menos, 3,3%. Se esse aumento fosse concentrado nos investimentos, o
gasto seria saudável.

O problema é que ele se concentra em salários para funcionários
públicos, reajustes no INSS e nas despesas correntes, que são gastos
para o próprio funcionamento do governo.

Para se ter uma ideia da diferença de valores, nos 12 meses terminados
em março, o governo e o Banco Central gastaram R$ 597,1 bilhões. Desse
total, R$ 154,4 bilhões foram para pagamento de pessoal; R$ 232,8
bilhões, para benefícios previdenciários; e apenas R$ 39 bilhões, para
investimentos.

O único ano em que houve um ajuste fiscal foi 2003.

Depois, o governo aumentou fortemente o número de funcionários; não
regulamentou a única reforma que fez; a da Previdência Pública; e tem
usado truques contábeis para esconder o aumento do endividamento.

Note, por exemplo, num dos gráficos, o aumento dos créditos repassados ao BNDES.

Esse é um dos truques. O governo alega que empresta ao banco, mas na
verdade está aumentando o capital do banco de fomento, que concede
empréstimos subsidiados muitas vezes para as próprias estatais.

— O Tesouro empresta para o BNDES com juros em torno de 5%, só que
paga 9,5% de juros, que é a taxa Selic, para rolar a própria dívida.
Ou seja, o Tesouro está tomando prejuízo na operação — explicou Felipe
Salto, da Tendências.

A declaração do ministro Guido Mantega de que será feito um corte de
R$ 10 bilhões e o aviso do ministro Paulo Bernardo de que "vai doer"
não impressionam.

Ao longo dos últimos anos o governo ampliou de forma extravagante seus gastos.

Essa é a herança que ficará para a próxima administração.

Marinis acha que se tivesse mantido constante, depois de 2003, as
despesas de pessoal e custeio em relação ao PIB, o governo poderia ter
aumentado em 45% os investimentos. Felipe Salto acha que o corte
anunciado serve para apagar incêndio.

— O governo tem que fazer cortes pensando num horizonte mais longo. O
que foi anunciado é mudança de curto prazo para apagar incêndio. Por
não ter feito isso antes, teremos mais juros e crescimento menor do
PIB a partir de 2011. Crescer um ano é fácil, mas a partir do ano que
vem vamos entrar num ciclo de crescimento mais baixo — afirmou Salto.

PT NA TV – A MENTIRA SOBRE O PROGRAMA “LUZ PARA TODOS” quinta-feira, 13 de maio de 2010 | 22:40

"Lula afirmou no programa ilegalmente eleitoral do PT que percebeu a vocação verdadeiramente social de Dilma quando ela apareceu com a proposta do programa “Luz Para Todos”. E aí a candidata apareceu numa casa que passou a ter energia elétrica, com o testemunho da pessoa beneficiada e tal. A impressão que passou é que o Brasil vivia às escuras até que surgisse… Dilma. Vejam dados oficiais sobre a luz elétrica nas residências brasileiras:

1996 - 79,9%
2002 - 90,8%
2008 - 96,2%

Em 1996, segundo ano do governo FHC, a luz chegava a 76,9% dos lares brasileiros; quando o tucano deixou o poder, a 90,8%: um avanço de 12,64% em seis anos. Também em seis anos, o avanço no governo Lula foi de 5,94% - menos da metade! Lula e Dilma, no entanto, apresentaram o programa como se, antes do governo petista, o país vivesse às escuras. Como disse o economista Cláudio Salm em entrevista à Folha:

“Do ponto de vista da política econômica já sabemos que não houve qualquer ruptura, como o próprio Lula havia anunciado que não haveria, em 2002, na famosa Carta aos Brasileiros. Eu diria até que, em alguns aspectos, como o da política monetária, Lula é mais conservador que FHC. Conservador no sentido do excessivo cuidado em relação à banca. Quanto à política social, é só conferir os números. O período Lula é uma continuidade do período FHC, com tudo o que tem de bom e de ruim. Houve uma progressão contínua na qualidade de vida dos 25% de brasileiros mais pobres. Desde 1996, vários indicadores melhoram mais ou menos no mesmo ritmo: acesso às redes de água e esgoto, coleta direta de lixo, iluminação elétrica, posse de telefone, máquina de lavar. Essa conversa de herança maldita é pura bobagem.”

PT NA TV – A MENTIRA SOBRE O RACIONAMENTO DE ENERGIA

PT NA TV – A MENTIRA SOBRE O RACIONAMENTO DE ENERGIA

quinta-feira, 13 de maio de 2010

MENTIROSA

Não tem jeito não. Transformar uma stalinista autoritária em uma senhora boazinha para enganar o eleitorado, definitivamente não vai dar certo. No programa do PT na televisão, no qual inclusive deram um bom tapa na justiça eleitoral, por fazerem campanha para a candidata mentirosa do presidente pinóquio, passaram a lorora de que ela resistiu a ditadura por lutar pela democracia. Que mentira cabeluda! Dilma pertencia a um grupo terrorista que queria não a democracia, mas instituir o totalitarismo de tipo soviético aqui nesse pais. O danado é que, com toda a marquetagem , ela não convence. A sua cara de boneca asasina, não deixa mentir.
Ela é autoritária, daquelas de dar nojo. Tenta vestir uma pele de cordeiro que só convence os bêstas, ou mesmo os muito fanáticos. Ela foi na verdade uma convicta terrorista, e nunca se retratou em público como deveria, posando de democrata. Em, suma´ela tem de democrata, o que seu mentor , Lula, tem de operário e pobre. E cada dia que fala, provoca arrepios.
Ô gente mentirosa meu deus. Lula, com a cara de pau que deus lhe deu, ainda defende esse tipo de gente. Ademais, ele não gosta dessa gente? Ou será que ela, de repente, virou uma democrata? É ruim , né?

POLICIA FEDERAL EM CAETÉS

Andam falando à boca miúda que a polícia federal deu uma voltinha em Caetés, para investigar os malfeitos oriundos da famosa operação suíça. Alguns funcionários da prefeitura foram procurados para as investigações e deram depoimento. Tem uma pessoa que, apesar de ganhar um salário bem mixuruca na prefeitura, anda comprando terrenos e casas, além de ter comprado um caminhão e outras “cositas más”. Caetés é a terra da corrupção impulsionada pela impunidade reinante neste país. Os corruptos desfilam com seus carrões, e o povo assiste a tudo meio, digamos, bestializado. Gostaria que estes cidadãos, para o povão daqui pessoas mais ou menos ilustres , fossem não só indiciados, mas enviados para a cadeia que é aonde eles deveriam estar juntos com suas lideranças políticas, os verdadeiros mandantes. Até quando? Mas pelo menos essa gente anda de cabelo em pé. Hoje mesmo passou por mim numa reluzente cabine dupla um dos principais operadores da corrupção daqui. Vinha de Capoeiras, aonde deveria ter ido botar gasolina na conta da prefeitura, é claro. Porém, diante dos mandantes, são apenas bagrinhos.

FICHA LIMPA

Claro, logo ele Romero Jucá quer melar este projeto que passou incólume na câmara de Deputados, Jucá é um corrupto conhecido na defesa de inúmeros amigos também corruptos. Este cidadão agora é um dos principais aliados do governo Lula. Bonito, né? Lula disse que , como Roberto Jerffeson não foi csssado pelo mensalão, o mesmo não exixtiu. Então tá. Não existiu mensalão. Os mais de quarenta indiciados pelo STF, são apenas personagens de ficção.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

OS BUROCRATAS DO FUTEBOL

Saiu a lista dos convocados da seleção brasileira que irão jogar a copa do mundo na África do Sul. O técnico Dunga, um perna de pau frustrado, que participou e ganhou a copa de 94 naquela sofrida disputa de pêneltis contra a Itália, que aliás ninguém se lembra muito, nem dele nem da seleção. Se fosse em 1958, não teria chamado Pelé. E por falar em l958, muitos burocratas do futebol daquela época não queriam chamar Garrincha, pois diziam que ele era meio louco, no mínimo um desequilibrado mental. Atendendo as pressões da torcida, Feola e comissão técnica atenderam aos apelos populares, convocando o gênio das pernas tortas, que foi fundamental naquele título até então inédito para os brasileiros. Era um timão, e ainda hoje persiste a polêmica, sobre qual o melhor time do Brasil em todos os tempos, se o de 58 ou o de 70. Em 62, com a contusão prematura de Pelé, Garrincha deu o título ao Brasil na copa do Chile.
Quando falo de perna de pau frustrado, me refiro a jogadores que sempre tiveram inveja de craques que sabem jogar com arte, como é característico do alegre e perigoso futebol nacional. E por falar em arte, todos se lembram do time de 82, que, mesmo perdendo, ainda é mais lembrado do que a seleção de Dunga, aonde só tinhamos Romário como representante do nosso tradicional futebol arte. E ele se destacou como o nosso melhor jogador da copa, apesar de que o mesmo quase não foi convocado pelo burocrata Parreira. Ademais, ele só foi mesmo convocado pela pressão popular, e pela sua participação no último jogo das eliminatórias contra o sempre aguerrido Uruguai. Ganhamos a copa de 94, mas com um futebol retranqueiro, e sofridamente nos pênaltis. Como sabemos, nos pênaltis, até o Íbis pode ser campeão mundial.
Pois bem, Dunga, com a maior cara de pau e inveja do futebol arte, deixou de convocar os meninos do Santos e Ronaldinho Gaúcho, que segundo Maradona, é um supercraque que não poderia ficar de fora de nenhum time do mundo. Podemos até ganhar esta copa com àqueles jogadores mediocres, como Elano , Júlio Batista, Klébson, Josué e outros menos votados. Mas deixar de levar os melhores do momento , quando temos sempre safras de novos talentos é uma armação contra o bom futebol. E copa do mundo, como é um campeonato curto, deve-se levar os melhores do momento e pronto. O resto é conversa fiada. O finado João Saldanha uma vez indagado se convocaria Zico para a seleção de 70, não titubeou: Convocaria, disse ele prontamente, ao ser indagado de novo, em que lugar colocaria o galinho: “talvez no lugar do Everaldo, ou outro qualquer, menos Pelé é claro”, respondeu o velho Saldanha , para depois completar: “Craque não pode ficar de fora” e ponto. Se ganharmos, venceremos com um futebol feio, e o que é pior: Esta concepção de futebol de resultados, perdurará por muito tempo em detrimento do nosso futebol arte, que é o que temos de melhor neste Brasil de tanta safadeza e corrupção. Para mim , desse jeito é melhor perder. Acho que vou torcer pela Espanha, ou pela África do Sul. Quem sabe a Argentina? Brincadeiras à parte, perdi o tesão por essa seleção e pela copa do mundo. Vou torcer mesmo é para que o meu Sport consiga chegar novamente à primeira divisão. Está difícil também , mas não deixa de ser um consolo.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

AMIGÃO ROBERTO ALMEIDA

Gosto muito de cutucar o velho amigo, mas sei que, felizmente você está longe de ser um xiita, ou mesmo um fanático lulista. O ideal é não ser fanático por ninguém, afinal, já passamos da idade de ficarmos deslumbrados pelas personalidades da política. Por isso gosto muito de Fernando Henrique, pela sua ponderação, e seu estilo, digamos, anti-carismático. Um democrata, que não se preocupou em trombetear seus feitos no govcerno, que Lula quer se apropriar indevidamente, digamos assim. Em outras palavras, se não existisse PROER, nosso sistema financeiro não estaria blindado contra a crise internacional, não é verdade? O problema é que Lula não reconhece nada disso, e fica com àquele besteirol de herança maldita. Herança bendita, é bom que se diga! Quando na crise da Rússia, Fernando Henrique apertou as torneiras da gastança nacional, provocando até uma considerável recessão, e em época pré-eleitoral, eu disse na época: Eis aí um estadista. Não jogou para a platéia, e garantiu para o país uma estabilidade até os dias que correm. Apesar da impopularidade das medidas. E o que você diz é que ele é simplesmente um bunda-mole. Navegamos ainda nas reformas institucionais feitas durante o governo passado. Qual a reforma que Lula fez? Nenhuma, caro Roberto. Claro, a grande virtude de Lula foi ter dado continuidade as bases do plano real, e o reconhecimento deste fato, não diminuiria seu governo, muito pelo contrário. Mas a mentira é que me chateia, sobretudo dessa esquerda doi PT, corrupta e mentirosa, que aliás, sempre foi contra a estabilidade, por considerá-la neo- liberal, ou coisas do tipo. O que me chateia também, é o caráter golpista e anti-democrático destes setores da esquerda petista, que, deve-se de pasagem , foi renegada pelo próprio Lula, quando o mesmo optou em seguir a constituição, apesar das cassandras, agora das esquerdas.
Em relação à política internacional, é um desastre a política tresloucada deste governo, apoiando as piores ditaduras do mundo, sobretudo tirando fotos sorridentes com Fidel Castro, e desdenhando a luta pela democracia em Cuba. Desafiaria seu amigo Jodeval Duarte, a viver como cidadão, (não como turista e apoiador do regime), pelo menos seis meses na ilha-prisão, ganhando vinte dólares por mês, sem blog nem tampouco internet. Um cidadão que usou seu cargo de jornalista para denegrir a imagem de uma pessoa honesta como minha prima Carmen Celeste Azevedo, filha de Ormito Azevedo, um cidadão incorruptível, ela também, uma professorianha do interior, a soldo de um corrupto como Zé da Luz, que tem mais de três dezenas de processos na justiça por improbidade administrativa quando foi prefeito desta pobre cidade de Caetés. Isto sem falar no Mensalão, quando os principais atores indiciados pela justiça federal por formação de quadrilha, são amigos do presidente, recebendo afagos do mesmo com a maior cara de pau.
Quanto a Obama, será que agora ele acharia Lula o cara, com o apoio a ditadura do Irã? E, interessante, a tão criticada imprensa imperialista agora tornou-se isenta porque em alguns órgãos elogia o falante e mentiroso presidente? E o aparelhamento do estado? E o financiamento do MST e das centrais sindicais pelegas ancoradas no estado? E o desequilíbrio fiscal deste fim de governo? Ademais, já dizem no exterior, que o que póde estragar a situação do Brasil num futuro próximo é a empáfia de um suposto futuro novo rico. Ou não andas lendo os jornais? Aonde anda o Roberto democrata que conheci? Será que a popularidade presidencial apaga tudo? Aliás , não devemos esquecer que Hitler era mais popular do que Lula na época da Alemanha Nazista, e não só pela propaganda. O povo alemão estava todo com ele, só alguns gatos pingados saíram do país. E Médici, o pior carrasco da ditadura militar, foi o presidente mais popular do período da ditadura, que humildemente combatemos, estás lembrado amigão Roberto? É bom não esquecer o lembrete da velha revolucionária assassinada na Alemanha pelos gendarmes da direita alemã, Rosa de Luxemburgo, de que a essência da democracia são as minorias, que representam o dissenso. A história ainda dará o balanço deste governo. Lula é inteligente ? Claro, nunca o subestimei, se não não estaria dando as cartas. Porém, muito melhor do que quaisquer personalidades da política, é a democracia. Para mim bom político é aquele que luta pelo aperfeiçoamento das instituições democráticas. Abaixo as ditaduras, sejam elas de diteita ou de esquerda. Nesse sentido, orgulho-me de ser minoria. Só acho chato é que pessoas como você, que considero um legítimo democrata, fique fascinado com certas lideranças carismáticvas tão canhestras como Lula. É bom ligar o desconfiômetro, não amigo Roberto? Falar nisso, que tal conversarmos, comendo uma deliciosa buchada de bode no meu sítio? Estou com saudades do velho amigo. Saudações democráticas. E rubronegras, afinal, falta pouco para hexa ser luxo.

Seis de cada dez crianças brasileiras estudam segundo os dogmas do construtivismo, um sistema adotado por países com os piores indicadores de ensino do mundo

Marcelo Bortoloti
Oscar Cabral
Faltam metas
Típica aula construtivista: o aluno dá o ritmo

VEJA TAMBÉM
• Quadro: A desconstrução do construtivismo
• Especial: como escolher o método de ensino
da escola

Mais de 60% das escolas públicas e particulares no Brasil se identificam como adeptas do construtivismo. Sendo assim, parece óbvio que seis de cada dez crianças brasileiras estão sendo educadas com base em uma doutrina didática cuja natureza, objetivos e lógica devem ser de amplo conhecimento de diretores, professores e pais. Correto? Errado. Uma pesquisa conduzida pela Universidade Estadual Paulista (Unesp) desvenda um cenário obscuro. Em plena era da internet, os conceitos do construtivismo parecem ter chegado ao Brasil via as ondas curtas de 49 metros de propagação troposférica, com suas falhas e chiados. Ninguém sabe ao certo como o construtivismo funciona, muito menos saberia listar as razões pelas quais ele foi adotado ou deve ser defendido. Ele é definido erradamente como um "método de ensino". O construtivismo não é um método. É uma teoria sobre o aprendizado infantil posta de pé nos anos 20 do século passado pelo psicólogo suíço Jean Piaget. A teoria do suíço deu credibilidade à concepção segundo a qual a construção do conhecimento pelas crianças é um processo diretamente relacionado à sua experiência no mundo real. Ponto. A aplicação prática feita nas escolas brasileiras tem apenas o mesmo nome da teoria de Piaget. O construtivismo tornou-se uma interpretação livre de um conceito originalmente racional e coerente. Ele adquiriu várias facetas no Brasil. Unifica-as o primado da realidade da criança sobre os conceitos básicos das disciplinas tradicionais. Traduzindo e caricaturando: como não faz frio suficiente na Amazônia para congelar os rios, um aluno daquela região pode jamais aprender os mecanismos físicos que produzem esse estado da água apenas por ele não fazer parte de sua realidade. Isso está mais longe de Piaget do que Madonna da castidade.

A experiência mostra que as interpretações livres do construtivismo podem ser desastrosas – especialmente quando a escola adota suas versões mais radicais. Nelas, as metas de aprendizado são simplesmente abolidas. O doutor em educação João Batista Oliveira explica: "O construtivismo pode se tornar sinônimo de ausência de parâmetros para a educação, deixando o professor sem norte e o aluno à mercê de suas próprias conjecturas". Por preguiça ou desconhecimento, essas abordagens radicais da teoria de Piaget são a negação de tudo o que trouxe a humanidade ao atual estágio de desenvolvimento tecnológico, científico e médico. Sua ampla aceitação no passado teria impedido a maioria das descobertas científicas, como a assepsia, a anestesia, as grandes cirurgias ou o voo do mais pesado que o ar. Sir Isaac Newton (1643-1727), que escreveu as equações das leis naturais, dizia que suas conquistas só haviam sido possíveis porque ele enxergava o mundo "do ombro dos gigantes" que o precederam. O conhecimento que nos trouxe até aqui é cumulativo, meritocrático, metódico, organizado em currículos que fornecem um mapa e um plano de voo para o jovem aprendiz. Jogar a responsabilidade de como aprender sobre os ombros do aprendiz não é estúpido. É cruel.

Em um país como o Brasil, onde as carências educacionais são agudas, em especial a má formação dos professores, a existência de um método rigoroso, de uma liturgia de ensino na sala de aula, é quase obrigatória. A origem latina da palavra professor deveria ser um guia para todo o processo de aprendizado. O professor é alguém que professa, proclama, atesta e transmite o conhecimento adquirido por ele em uma arte ou ciência. Nada mais longe da realidade brasileira, em que menos da metade dos professores é formada nas disciplinas que ensina. À luz das versões tropicais do construtivismo, essa deficiência é até uma vantagem, pois, afinal, cabe aos próprios alunos definir com base em sua realidade o que querem aprender. É claro que um modelo assim já seria difícil funcionar em uma sala de aula ideal, com um mestre iluminado cercado de poucos e brilhantes pupilos. Nas salas de aula da realidade brasileira, é impossível que essa abordagem leniente dê certo. Adverte o doutor em psicologia Fernando Capovilla, da Universidade de São Paulo (USP): "As aulas construtivistas frequentemente caem no vazio e privam o aluno de conteúdos relevantes".

Um conjunto de pesquisas internacionais chama atenção para o fato de que, em certas disciplinas do ensino básico, o construtivismo pode ser ainda mais danoso – especialmente na fase de alfabetização. Enquanto na pedagogia tradicional (a do bê-á-bá) as crianças são apresentadas às letras do alfabeto e aos seus sons, depois vão formando sílabas até chegar às palavras, os construtivistas suprimem os fonemas e já mostram ao aluno a palavra pronta, sempre associada a uma imagem (veja o quadro). A ideia é que, ao ser exposto repetidamente àquela grafia que se refere a um objeto conhecido, ele acabe por assimilá-la, como que por osmose. De acordo com a mais completa compilação de estudos já feita sobre o tema, consolidada pelo departamento de educação americano, os estudantes submetidos a esse método de alfabetização têm se saído pior do que os que são ensinados pelo sistema tradicional. Foi com base em tal constatação que a Inglaterra, a França e os Estados Unidos abandonaram de vez o construtivismo nessa etapa. O departamento de educação americano também o contraindicou para o ensino da matemática – isso depois de uma sucessão de maus indicadores na sala de aula.

O construtivismo ganhou força na pedagogia durante a década de 70, época em que textos de Piaget e de alguns de seus seguidores, como o psicólogo russo Lev Vygotsky (1896-1934), vários dos quais traduzidos para o inglês, foram descobertos nas universidades americanas. Foi a partir daí que a corrente se disseminou por escolas dos Estados Unidos e da Europa. No Brasil, virou moda. Uma década mais tarde, porém, tal corrente começaria a ser gradativamente abandonada nos países que a adotaram pioneiramente. Os responsáveis pelo sistema educacional daqueles países chegaram a uma mesma conclusão: a de que a adoção de uma filosofia que não se traduzia em um método claro de ensino deixava os professores perdidos, deteriorando o desempenho dos alunos. Hoje, são poucos os países ainda entusiastas do construtivismo. Entre eles estão todos os de pior desempenho nas avaliações internacionais de educação. Com seis de cada dez crianças brasileiras entregues a escolas que se dizem adeptas do construtivismo, é de exigir que diretores, professores, pais e autoridades de educação entendam como se atolaram nesse pântano e tenham um plano de como sair dele.

domingo, 9 de maio de 2010

PEDRO S. MALAN -O que temos que ver com gregos e outros? O Estado de S.Paulo

A experiência histórica de séculos, tão bem documentada no belo livro de Rogoff e Reinhart (This Time is Different), mostra a grande frequência em que, após graves crises financeiras, as finanças públicas podem se deteriorar de maneira rápida e profunda. Os riscos associados a esta deterioração são particularmente agudos em países que já experimentavam, antes da crise, elevados ou crescentes déficits fiscais e de balanço de pagamentos; alto ou crescente estoque de dívida pública; significativa proporção desta dívida detida por estrangeiros, denominada em moeda estrangeira (ou em moeda que o país em questão não emite); elevado grau de rigidez em seu nível e estrutura de gasto público; um alto e crescente gasto com idosos e aposentados; e uma economia pouco competitiva internacionalmente.

Países que já tinham vários desses problemas antes da crise passaram a tê-los fortemente agravados pela natureza da inevitável resposta à crise. Com efeito, a necessidade de conter o pânico e o colapso da confiança nos mercados financeiros levou governos, por intermédio de seus Tesouros e bancos centrais, a uma intervenção historicamente sem precedentes, em termos de assistência de liquidez, garantias a depositantes e credores, compra de ativos dos balanços de bancos e injeções de capital em instituições financeiras e não-financeiras. As estimativas são de que os países desenvolvidos tenham assumido compromissos que, se necessário, poderiam chegar a cerca de 27% de seu PIB conjunto, nas várias formas de intervenção acima mencionadas.

Como consequência, seus déficits fiscais chegaram, na média, à faixa de 8% a 9% do PIB e o estoque de suas dívidas públicas está estimado para, na média, chegar aos 100% de seu PIB em dois anos mais. Uma expansão sem precedentes históricos em tempos de paz. No caso mais grave - o da Grécia -, o déficit público chegou a 13,6% do PIB em 2009 e sua dívida pública, a mais de 115% do PIB no ano, devendo alcançar 150% em 2014 - mesmo que a Grécia consiga reduzir seu déficit em quase 11 pontos porcentuais de seu PIB (de 13,6% para menos de 3%) em 2014. O que é altamente improvável para um país que - como vários outros, e não apenas da área do euro - já vinha seguindo uma forte e insustentável trajetória de expansionismo fiscal e que tinha - como vários outros países - muitas das características mencionadas no primeiro parágrafo deste texto.

O fato é que a questão da "crise das dívidas soberanas" estará na agenda das discussões internacionais por anos à frente. A eurozona ocupa um lugar especial por uma razão importante: os países que adotam o euro não podem esperar resolver problemas de dívida pública por meio de abruptas e não antecipadas acelerações de inflação e depreciações cambiais. Afinal, individualmente, esses países não emitem a sua própria moeda, não tendo política monetária e cambial decidida no âmbito nacional.

Esperemos que o Brasil esteja na categoria dos países que podem, mas não querem incorrer neste autoengano, porque aprenderam com as experiências - suas e de outros. Países nesta categoria sabem, ou deveriam saber, que não há alternativa que não seja evitar que a irresponsabilidade fiscal leve a dúvidas quanto à solvência de médio e de longo prazos de seus respectivos setores públicos. E, não menos importante, que é exatamente nos períodos de bonança e de euforia que se deve, precavidamente, como há muito mostraram os noruegueses, chilenos e outros, preparar o terreno para tempos mais difíceis - que sempre chegarão.

Nesse sentido, tão ou mais importante do que comemorar o décimo aniversário da Lei de Responsabilidade Fiscal é, agora, resistir às inúmeras pressões para que ela seja desrespeitada na prática e não permitir que o espírito que presidiu a sua elaboração, no final dos anos 90, seja gradualmente deixado de lado. Como já notei em outra oportunidade, construir uma reputação de comportamento fiscalmente responsável demanda muito tempo. A destruição progressiva de tal reputação pode ser realizada em muito pouco tempo.

Esse é o risco que estamos correndo. No Brasil, todos têm "muito apreço" pelo gasto público que os beneficia - e a seus eleitores. Mas este "apreço geral", que não está de forma alguma restrito aos anos eleitorais, e a voracidade com que se procura o acesso privilegiado a recursos públicos constituem o ovo da serpente de futuras crises fiscais e estão por trás das dificuldades que temos em assegurar investimentos em infraestrutura, em educação de qualidade e, em ultima análise, uma aceleração sustentada de nossa taxa de crescimento. Como vem acontecendo com países que não atentaram em tempo hábil para a importância da responsabilidade fiscal como política de longo prazo, ainda que ciclicamente ajustada.

Alguém pode perguntar: e nós com isso? Afinal, estamos em situação muito melhor do que vários países da zona do euro em termos fiscais, não temos as amarras que eles têm em termos de política monetária e cambial, estamos crescendo em matéria de consumo e investimento, atraindo capital estrangeiro, há confiança no ar. Qual é o problema? O problema no momento é a enorme complacência que existe entre nós com o agravamento de nossa situação fiscal, quando se a considera em perspectiva, incluindo todas as elevações de gastos permanentes já contratados e as expectativas de gastos por contratar. Deveríamos estar analisando com atenção os casos de crises de dívida soberana ora no foco da atenção mundial, não para derivarmos satisfação com nosso melhor desempenho relativo, mas para aprender grandes lições sobre a importância de não deixar as coisas começarem a fugir de controle nessa área. Parafraseando o grande poeta John Donne, "não me perguntes por quem os sinos dobram, eles (talvez) dobram por ti".

Mães, feliz dia!

SUELY CALDAS Comprometendo o futuro O Estado de S.Paulo

A Grécia levou algum tempo para destruir os instrumentos de proteção ao crescimento e à estabilidade econômica e pôr no lugar o caos que fez mergulhar o país na maior crise social de sua história recente. Funcionou assim: por vários anos o governo gastou mais do que arrecadava, o déficit cresceu como bola de neve e, para cobri-lo, o país tomava empréstimos cada vez mais caros, elevando a dívida pública a patamares absurdos, impagáveis. Para esconder a ameaça de descontrole, os governantes falsificaram os indicadores econômicos e seguiram tomando empréstimos.

Mas o mercado financeiro não é bobo, percebeu a falseta e fez secar as fontes que jorravam dinheiro na Grécia. Falido, sem tostão para pagar os credores, o governo grego recorreu ao FMI para evitar o pior: a moratória que arrastaria a Europa inteira.

O leitor com mais de 35 anos conhece bem esse script. O Brasil o viveu em dois momentos: nas moratórias de 1982 e de 1987. Nos dois episódios, sair do caos e recuperar o crédito perdido implicou recessão econômica, retração dos investimentos, desemprego, congelamento de salários e empobrecimento do País e dos brasileiros. Como acontece agora na Grécia, aqui também ocorreram manifestações de protesto, confronto com a polícia, feridos nas ruas.

O governo FHC criou mecanismos institucionais para proteger o País contra gestões públicas irresponsáveis, e o mais importantes deles foi a Lei de Responsabilidade Fiscal, que acaba de completar dez anos e foi comemorada em seminário em Brasília.

No debate foi unânime a aprovação à lei. Até o PT, que brigou para não aprová-la em 2000, hoje no governo a aplaude. Mas para governadores e prefeitos, não para a gestão Lula. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse no seminário ser contra definir limites para o endividamento da União, como há para Estados e municípios. Se José Serra for eleito, com certeza o ministro muda de opinião. Agora não, porque Lula quer ter liberdade para aumentar a dívida pública e emitir dinheiro para gastos questionáveis, sem se submeter a limites e ameaçando o futuro do País.

O governo Lula foi bem na gestão de gastos e da dívida enquanto o ex-ministro Antonio Palocci comandava a economia. Ele e Paulo Bernardo, do Planejamento, arquitetavam um plano de redução de despesas e da dívida pública quando foram golpeados pela ex-ministra Dilma Rousseff. A partir daí o governo deu uma guinada política em direção ao Estado forte, grande e caro, que não se limita a regular - interfere e toma o lugar de agentes privados.

No modelo Dilma, se o Estado precisa de dinheiro para funcionar, não há problema: aumenta-se a dívida pública, mas com a artimanha de maquiar a contabilidade e parecer para os credores que não vai tirar do superávit primário (economia para pagar a dívida). O governo transfere dinheiro para o BNDES e diz que está emprestando; emite dívida para capitalizar a Petrobrás e não inclui no superávit primário; promete fazer o mesmo com a Eletrobrás e, em final de gestão, ressuscita a Telebrás e empurra para o próximo presidente desembolsar R$ 3,2 bilhões para capitalizá-la. Nada disso entra na contabilidade da dívida líquida, mas a dívida bruta explode.

São esqueletos que o governo Lula deixa para o sucessor. E, como do Palácio do Planalto saem sinais de que quem comanda é o interesse político e o papel da economia é viabilizá-lo, os súditos da Câmara dos Deputados seguem a lição do chefe e aprovam o fim do fator previdenciário e o aumento de 7,7% para aposentados, acrescentando mais R$ 5,4 bilhões no enorme rombo na Previdência. Não causará espanto se Lula não os vetar. Afinal, o bem-amado não quer deixar o governo odiado por aposentados.

A situação financeira do Brasil é diferente da da Grécia. Mas a Grécia não chegou ao colapso rápido, foram anos de má gestão. Aqui, o risco é estarmos iniciando a trajetória da Grécia, conduzidos por um governo que gasta mais do que pode e expande a dívida pública para saciar seus gastos. E pior: com a inflação ascendendo.

sábado, 8 de maio de 2010

VERGONHA NACIONAL

Lula e sua turma, insistem em tentar desrespeitar a legislação eleitoral, aproveitando a máquina pública para promover a campanha de Dilma a presidente. A última foi em Pernambuco, na inauguração antecipada do estaleiro em Serinhahém, quando foi armado um grande palanque, em que de uma forma bastante direta, todos pediam votos para a candidata stalinista. As oposições devem marcar de perto, denunciando estes lamentáveis fatos à justiça eleitoral, que já multou o presidente duas vezes. Como é que um presidente da república já no seu segundo mandato insiste em burlar a lei, quando o mesmo devia servir de exemplo? Aliás, estes candidatos a ditadores não querem saber de lei, só querem saber de suas vontades e seus interesses. Uns cacarecos da democracia, pois um regime democrático é, essencialmente o império da lei. Se a lei é ruim, que se mude, mas por meios legais, que é o congresso nacional, ora bolas. Ainda vem alguns articulistas de plantão, tentando justificar estes malfadados atos, pela popularidade do presidente. Será que ele pode matar, só porque é popular? Um absurdo.

ALIANÇAS

Para meu amigo Roberto Almeida, Arraes, Lula e seus amigos, podem fazer alianças com a direita, ou com quem quer que seja. Jarbas não pode. Ademais, Jarbas fez uma aliança com a direita mais civilizada e ética, como Roberto Magalhães e Marco Maciel, que ademais, foram os dissidentes do regime militar que proporcionaram a transição democrática com Tancredo, não é doutor Roberto? Já o PT não só foi contra, mas expulsou do partido três deputados que resolveram apoiar Tancredo, Bete Mendes, Ayrton Soares e José Eudes. Também afastaram Erundina que decidiu assumir um cargo no governo Itamar, não é Roberto? Hoje Lula destila suas menstiras com gente como Maluf, Inocêncio Oliveira, que nosso amigo Roberto apóia, Collor, e outros cacarecos políticos e ideológicos menos votados.

LULISMO EM DECADÊNCIA?

Vi no estadão que Lula continua muito popular no Nordeste, que para Dilma não pertence ao Brasil, com cerca de oitenta por cento dos votos, cerca de oitenta no Norte, e setenta no Centro Oeste. No sudeste sua popularidade cai para vinte e seis por cento, mais por causa do Rio de Janeiro e Espírito Santo. Em São Paulo sua populçaridade cai para dez. No sul, chega a parcos vinte por cento. Como na época dos militares, sua popularidade ficará restrita aos grotões , mais especialmente nas regiões mais atrasadas, pré-capitalistas, digamos assim. Graças a Deus, e o capitalismo livre concorrencial, que o monolito começa a cair. Antes tarde do que nunca, e como é bom a democracia.

HERANÇA MALDITA

Tenho a impressão que Lula quer deixar o país arrasado, pois desconfia que não pode impor ao país uma candidata laranja. O chamado déficit público aumenta assustadoramente, sobretudo neste triste final de governo. Quem assumir, provevelmente Serra, vai ter que cortar gastos, ou seja impor a devida austeridade na máquina pública, para poder governar. Diferentemente de Lula que recebeu uma herança bendita do governo Fernando Henrique, vem batata quente por aí. Porém, o futuro governo vai poder desmascarar das inumeras falcatruas deste desgoverno da mentira nacional.

ADESISMO

Concordo plenamente com Jarbas e Roberto Magalhães, que uma das piores coisas da politicalha nacional é o adesismo. Quando o sujeito está no poder, todo mundo corre atrás, e a babação é ridícula. Um horror. A respeito, tenho orgulho de meu velho pai, que na eleição de Arraes, foi um dos únicos prefeitos do interior que conseguiu derrotá-lo nas urnas com uma diferença de mais de quinhentos votos aqui em Caetés, e nunca abandonou seus companheiros de partido. Eu, jovem idealista, votei am Arraes, pensando que ele era progressista. Quebrei a cara. Já José Múcio, em quem meu pai votou, tornou-se um dos maiores áulicos deste desgoverno Lula. Coisas da vida. E meu velho pai só perdeu as eleições em Caetés, porque roubaram. Sei de toda a história, e um dia vou contá-la. Podem esperar. Hoje Caetés é uma das cidades mais corruptas do Brasil. Agora veio somar à corrupção com a violência.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

JARBAS CANDIDATO

Enfim, Jarbas decidiu ser candidato. Portanto teremos eleições, e torço para que o mesmo ganhe deste tresloucado governador, o único da história que conseguiu rebaixar os já parcos salários dos professores. Tenho uma colega que com vinte e dois anos de serviço ganha mil e trezentos contos, salário que deve ser rebaixado até junho para mais ou menos mil e duzentos. Só não revelo o meu, porque tenho vergonha, mas fica pelo menos igual a da minha colega. Outro companheiro novato, ganha oitocentos e cinquenta contos. Ao mesmo tempo, deu aumento de mais de sessenta por cento para os diretores das escolas, e acabou com as eleições para o cargo, deixando os mesmos só para os aliados políticos. Voltou o clientelismo político e o aparelhamento político nas escolas, um retrocesso que os sindicatos pelegos ligados ao PT ficaram calados. Ademais, o sindicato é controlado pela gangue de Humberto Costa, provável candidato a senador na chapa governista. O sindicato reclama, mas é só para inglês ver. Na prática nada fizeram. Por muito menos fizeram uma zoada danada em São Paulo porque o governador era Serra, candidato do PSDB. Se fizessem greve, adeus candidatura do político mais chato do nordeste que é precisamente Humberto Costa, que ganhou no partido a indicação para João Paulo, outro áulico de Lula, que defendia o terceiro mandato para o presidente que detesta as letras, como é bem sabido por todos os cidadãos medianamente informados deste país. Aliás,Humberto ganhou a indicação com pesquisas sabiamente fajutas, forjadas pela máfia petista que não queria João Paulo na disputa. Bem feito. Quem mandou fazer um parque no Recife com o nome de dona Lindú, a mãe de Lula? Aliás o próprio presidente ficou satisfeitíssimo com a indicação. Agora o ex prefeito está isolado politicamente
pois seu sucessor o traiu. Um crápula chamado João da Costa. Ah, como detesto os traidores, mas a vida é asim mesmo, sobretudo na política.
Jarbas foi o responsável pela restruturação do estado, quando o encontrou falido pelo mesmo governador que hoje quer dar uma de progressista. Foi o responsável pelo escândalo dos precatórios, aquele mesmo que os petistas ficaram calados no nosso estado, e fizeram uma zoada danada com os precatórios de Maluf em São Paulo. Bem mas hoje estão unidos em prol da candidata governista, a boneca assasina. Maluf e o PT. Tudo a ver. Enfim , como diria o velho Benito de Paula,” tudo está no seu lugar...graças a deus”, não é, petistas? Por isso Jarbas não pôde dar grandes aumentos ao funcionalismo, mas decerto não tirou de ninguém, nem acabou com o tão sonhado plano de carreira do magistério. O interessante é que apesar de ter quebrado o estado, o povo o elegeu. Aí está mais um cacareco no poder. E o povão pode o eleger de novo, mas a campanha ainda nem começou. Vai ser uma guerra, mas os governistas estão nervosos, e tem medo do passado. Como Serra, Jarbas é o candidato do futuro. Mesmo com a cabeleira branca, ele ainda é a esperança dos pernambucanos, contra esta farsa que foi montada e precisa ser desmascarada. Para o bem de todos os pernambucanos com consciência democrática e republicana.

CAETÉS

Nossa cidadezinha já foi uma ilha de tranquilidade na conturbada região do Agreste Meridional. Hoje é uma das cidades mais violentas do estado. Tem apenas dois policiais lotados, e o prefeito é um cidadão ausente que nunca deu um único expediente na prefeitura. Aliás seguindo a mesma prática do ex prefeito que quer ser deputado e prefeito de Garanhuns, com apoio do governador que só pensa em voto. A cidade está entregue às baratas, e aos larápios de toda espécie. Socorro, Caetés precisa de ajuda! O que faremos? Vamos reclamar ao bispo? Esta semana roubaram à mão armada um carro de um amigo meu, às seis da noite, na área urbana do município. Na ausência dos poderes públicos, ocupam os lugares as gangues. Cadê os políticos, cadê o governador? Eles só querem votos, nada mais. Até quando?