segunda-feira, 4 de abril de 2016

Diário do Olavo: o amadorismo da direita, Hegel, marxismo, PT, maçonaria, etc.


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Entenda o que aconteceu e acontecerá com o Brasil com quem acertou TODAS as previsões para o cenário político do país nos últimos 20 ANOS.
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Infelizmente, todo o impulso do movimento popular, boicotado pelos puxa-sacos da classe política e incapaz de organizar-se para uma efetiva resistência pacífica, acabou sendo canalizado para a única direção que restava: o pedido de impeachment. Era apenas um prêmio de consolação, mas, no momento, até essa miséria está difícil de obter. Não adianta o Dr. Ribas Paiva arrotar doutrina sobre a constitucionalidade da "intervenção militar", pois intervenção não depende disso e sim da vontade dos militares, a qual até agora se revelou inexistente. Desprezar os pedidos de impeachment, no começo, era apostar numa estratégia mais abrangente, que eu mesmo sugeri na ocasião; na presente situação, é desistir do ÚLTIMO recurso que resta contra o esquema comunolarápio. Mendigo orgulhoso que recusa esmola pequena acaba é morrendo de fome.
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Impeachment, impugnação das eleições, intervenção militar, etc., são ALTERNATIVAS TÁTICAS. Discutir as táticas antes de ter um plano estratégico é coisa de um amadorismo patético. TODOS os movimentos de direita no Brasil são culpados disso.
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Impeachment, intervenção militar, impugnação das eleições, etc. -- tudo isso é muito bonito, mas não passa de um conjunto de táticas auxiliares. A única coisa essencial para a salvação do Brasil é a ORGANIZAÇÃO DA MASSA PARA A DESOBEDIÊNCIA CIVIL MACIÇA. Digo isso desde março de 2015. É como falar com um poste.
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Sempre concordei que, na situação de controle hegemônico montada pelo PT, uma intervenção militar seria constitucional e legítima. O problema não é esse. É que simplesmente os militares NÃO QUEREM intervir. A coisa mais inútil do mundo é ficar dizendo o que os outros deveriam fazer.
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Mais uma:
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A mim não interessa se o autor que estou lendo é católico, protestante, maçom, comunista, esotérico ou sei lá o que mais. Interessa é apreender o que ele diz de VERDADE, mesmo que no meio de erros. A pior das ilusões é pensar que a adesão a uma doutrina universal verdadeira, mesmo revelada pelo próprio Deus, garanta o conhecimento da verdade nas situações particulares e concretas, ou, inversamente, que ter uma doutrina geral errada impeça de conhecer a verdade nessas situações.
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Pessoas de mentalidade militante, sempre na defesa apaixonada do seu grupinho, não são capazes de conceber uma inteligência livre, apta a reconhecer a verdade sob qualquer das suas formas e versões parciais. Quando vêem você admitir alguma veracidade nesta ou naquela corrente -- ou mesmo simplesmente não tê-la criticado --, já concluem que você é um adepto dela, e reinterpretam à luz disso o que quer que você diga. Esse é um dos sinais mais característicos da atrofia intelectual brasileira. Muitos católicos tradicionalistas não escapam disso. São provincianos que interpretam o mundo na escala da sua província mental.
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Frithjof Schuon rompeu com Guénon por causa da maçonaria. Ele proibia aos seus discípulos qualquer aproximação com lojas maçônicas. Mas o próprio Guénon, que sempre insistiu na "autenticidade tradicional" da maçonaria, acabou por concluir que essa organização não poderia representar nenhum papel relevante na "restauração espiritual" do Ocidente. No fim da vida, ele só apostava mesmo era no Islam.
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Cá entre nós: "perenialismo maçônico" o caralho. O fundador e líder inconteste do perenialismo, Frithjof Schuon, ODIAVA a maçonaria.
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Ninguém pode me acusar de não falar em estilo presidencial.
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A regra número um da ciência do simbolismo é a impossibilidade de reduzir um símbolo a um significado único. Nenhum símbolo, portanto, significa algo por si mesmo independentemente da interpretação que lhe dá o seu usuário.
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Interpretar símbolos como "provas" da presença de um poder ou influência material é coisa de ANALFABETO.
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Por esse "método" você acaba concluindo que o nazismo é hinduísta.
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Colocar a mão sob a camisa, na altura do diafragma, é um símbolo maçônico? Prova que alguém é maçom? Ora, porra, quem popularizou esse gesto foi Napoleão Bonaparte, que reuniu contra si toda a maçonaria européia.
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Respondendo ao Anderson Silva: Não vejo nenhuma unidade no fenômeno maçônico, que permita uma tomada de posição integral a favor ou contra. Ser contra DOUTRINAS maçônicas ou contra as investidas anticristãs da maçonaria, como todo católico tem de ser, não pode suprimir o fato de que ao longo da maior parte do século XX o único abrigo seguro do cristianismo em geral, e do catolicismo em especial, esteve numa nação criada eminentemente pela Maçonaria: OS EUA. Também não se pode esquecer que o antimaçonismo militante se tornou até doutrina oficial do nazismo e do comunismo (com exceções locais, como Cuba). Qualquer "tomada de posição" que implique suprimir as contradições e ambigüidades dos fatos é CHARLATANISMO.
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Se numa família existe amor e harmonia em vez de ódios e recriminações, a teoria feminista chama isso de triunfo temporário do macho, e fica provado que "no fundo" é tudo ódio e recriminação. A interpretação neutraliza os fatos. É o mesmo esquema da "luta de classes".
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Um pouco de estudo da História basta para provar que a colaboração entre as classes com vistas a um bem maior é um elemento muito mais constante do que a "luta de classes". É fácil, no entanto, escapar desse fato sob o pretexto de que os momentos de colaboração e harmonia refletem apenas o triunfo temporário da classe dominante e a falta de autoconsciência da classe dominada. É assim que a paz se torna guerra, e a guerra paz, numa fascinante suruba de gatos pardos.
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Uma coisa que sempre me impressiona nos autores marxistas é sua capacidade de raciocinar com base em premissas jamais provadas, tomando-as como se fossem verdades inquestionáveis. TODOS, sem exceção, fazem isso.
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Uma característica essencial e constante do pensamento marxista é raciocinar sempre a partir de premissas fixadas pela sua própria tradição e desenvolvê-las em mil e uma ramificações e conseqüências, elaborando meticulosamente as divergências internas e detalhes históricos da formação de cada variante, sem JAMAIS voltar às questões fundamentais e recolocar em questão os princípios. Nunca vi um só pensador marxista que tentasse, nem de longe, provar a veracidade da mais-valia, da luta de classes como motor principal da História, ou mesmo do materialismo dialético de modo geral. Tudo o que se faz é criar novas e mais sofisticadas versões desses princípios, discutir as diferentes interpretações que receberam de vários teóricos, e "aplicá-los" a novas construções explicativas de tal ou qual fenômeno histórico-social, sem nem mesmo cotejá-las com qualquer explicação alternativa, dada "in limine" como viciada por interesses de classe. Assim, a discussão pode evoluir indefinidamente, estendendo-se num vasto e inabarcável matagal de questões interessantíssimas jamais submetidas ao teste de realidade. Vidas inteiras consomem-se assim na dedicação integral à construção de uma mixórdia intelectual sem fim, cada vez mais fascinante e hipnótica. É assim que o acachapante fracasso econômico do comunismo coexiste pacificamente com o seu permanente sucesso editorial e universitário.
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Por isso o marxista jamais DISCUTE com outras correntes de pensamento: Ignora-as ou as reinterpreta segundo os seus próprios cânones, jamais lhes concedendo o direito de falar por si mesmas. A tradição marxista é um solipsismo coletivo fundado num sentimento de solidariedade militante e autoproteção psíquica contra o "inimigo de classe". É o mais esplêndido fenômeno de teratologia intelectual de todos os tempos.
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Se você começa a ler a "Estética" de Georg Lukacs, você tem material para continuar pensando pelo resto da sua vida sem JAMAIS ter tempo de perguntar: "Mas, afinal, essa porra é VERDADE?"
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Stalin e a turma da KGB sempre compreenderam o marxismo muito mais do que todos os filósofos marxistas.
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Hegel, que era um filósofo de raça, embora com um sutil pendor pela vigarice, ensinava que a fé no poder de conhecer a verdade é a primeira condição da investigação filosófica. Mas o marxismo se tornou tão rico e complexo que uma vida não basta para conhecê-lo por inteiro, de modo que a questão da verdade vai sendo adiada até ser completamente esquecida.
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Hegel está certo ao dizer que nossa autoconsciência se define pela relação com os outros. Mas reduzir essa relação a um conflito de vontades é coisa de menino neurótico. Lembro-me, por exemplo, de que muitas pessoas em torno me pareciam arrastadas ao sofrimento por uma compulsão anancástica, uma espécie de urucubaca auto-infligida e incurável, e muito cedo na vida decidi que comigo isso não ia ser assim, que eu iria lutar para assumir o meu destino nas minhas próprias mãos. Mas isso não foi um conflito de vontades, e sim um contraste de destinos, coisa muito mais complicada.
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É impressionante como tantos escritores franceses se deixaram hipnotizar pela dupla Hegel-Kojève ao ponto de vir a imaginar suas próprias vidas sob o modelo do conflito dialético entre o eu e o outro, em vez de examinar essas vidas com seus próprios olhos e ver que não cabiam inteiramente no modelo.
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Basta alguma experiência da vida, mesmo com pouco ou nenhum estudo da filosofia, para entender que a teoria de Hegel, tal como resumida por Alexandre Kojève, segundo a qual o ser humano se torna autoconsciente por meio do conflito com o Outro, é uma simplificação unilateral, pueril e maximamente idiota, boa para deslumbrar adolescentes que buscam em poses de malícia a compensação do seu complexo de imaturidade.
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Quando eu era pequeno, ver a minha mãe sofrer, sem poder ajudá-la, me levava ao desespero e quase à loucura. Meus desenhos da época -- eu desenhava dia e noite -- tinham um tema recorrente: um homem maduro e forte, com uma barba muito preta, socorria um bebê, um cachorro, uma velhinha em apuros. Eu queria ser esse homem, é claro. Mas, na ocasião, tudo o que eu podia fazer pela minha mãe -- ou por quem quer que fosse -- eram micagens para fazê-la rir por uns momentos. Até hoje tento aliviar os sofrimentos das pessoas por meio de piadas. Às vezes consigo.
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A pretensão de representar no miserável tempo presente a autoridade moral do futuro glorioso é a essência do movimento revolucionário. Por isso mesmo ele só pode existir e prosperar SE OS SEUS OBJETIVOS FOREM INALCANÇÁVEIS. O fracasso em realizar as promessas do comunismo, ao contrário do que imaginam os críticos liberais, não é um verdadeiro fracasso: é a condição indispensável do seu sucesso contínuo. O comunismo não é um ideal que falhou: é uma armadilha perversa que aprisiona a humanidade num círculo de autodestruição como quem amarra uma salsicha no rabo de um cachorro.
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Essa é aliás a maior dificuldade para o político comunista que é eleito para governar uma nação democrática: ele tem de manter o círculo da destruição em movimento e ao mesmo tempo apresentar alguns resultados positivos para agradar o eleitorado. Mais dia, menos dia, essa tentativa de conciliar o inconciliável leva a um beco-sem-saída, e então, das duas uma: ou o governante cai, ou arranca a máscara democrática e parte logo para a violência ditatorial. Esse será um dos temas do meu curso "Política e Cultura no Brasil".
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A coisa certa:
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A única boa idéia que os petistas tiveram foi o pão com mortadela. Quando vi nas passeatas, lembrei que fazia dez anos que eu não comia isso, e passei a comprar toneladas de mortadela pela Amazon.
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Comem mortadela e arrotam valentia:
Abjeção sem limites:
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Pirou de vez:
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Jean-Paul Sartre é tão bom psicólogo que afirma que um sujeito vira homossexual cinco minutos antes de se suicidar, o que é absolutamente falso. Quem se torna homossexual por depressão não é um verdadeiro homossexual, apenas "está" homossexual. A cena de "Les Chemins de la Liberté" em que o gay quarentão se contempla no espelho com uma navalha na mão, pensando em cortar o próprio saco, é uma confusão grotesca de transexualismo com impulso suicida. Fisicamente, a cirurgia transexual é uma mutilação, mas não é assim que o transexual a interpreta. Perder o peru não é o mesmo que ganhar uma vagina. Nisso, como em tudo o mais, a regra áurea da compreensão é: distinguir, distinguir e distinguir.
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Conheci um sujeito que, abandonado pela noiva no dia do casamento, pirou e começou a achar que era transexual. Passada a tristeza, esqueceu a idéia.
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O repentino amor dos esquerdistas americanos aos imigrantes é mesmo coisa de canalhas. Pensam que todo mundo esqueceu que ainda ontem eles tratavam os refugiados cubanos como cães sarnentos. E pensam que ninguém repara que negam toda assistência aos cristãos fugidos da perseguição muçulmana.

O dilmismo contra você - ESCRITO POR RAFAEL ROSSET


ptcontraopovo
Quem está COM Dilma:
(1) 97% dos artistas, de olho no orçamento de R$ 3 bilhões do MinC, além de outros R$ 1,3 bi captados anualmente via leis de incentivo e desonerações, muitas vezes para financiar livros que ninguém quer ler, músicas que ninguém quer ouvir, e filmes que ninguém quer assistir;
(2) 98% dos intelectuais orgânicos, formados ou docentes em universidades públicas (a maior parte em Humanidades), fortemente dependentes de órgãos como Fundação Capes e CNPq, por sua vez vinculados a dois ministérios (MEC e MCT) com orçamentos combinados de mais de R$ 100 bilhões;
(3) 70% da imprensa, salivando por uma parte dos R$ 13,9 bilhões gastos em publicidade oficial de 2003 a 2014;
(4) 99% dos "movimentos sociais" e Organizações Não Governamentais que só sobrevivem a base de muito dinheiro governamental. De 2003 a 2007, por exemplo, 43 entidades ligadas ao MST receberam R$ 152 milhões em recursos públicos. Além de dinheiro, essas entidades, claro, querem ver suas pautas albergadas em leis e "políticas públicas" oficiais, que nunca são democraticamente votadas, mas ao invés disso são decididas em reuniões de gabinete com 3 ou 4 iluminados;
(5) 90% dos funcionários públicos, cujos vencimentos, pagos com dinheiro retirado à força dos contribuintes, tiveram desde 2003 aumento real de 2 a 3 vezes superior aos trabalhadores da iniciativa privada, dependendo da categoria;
(6) 100% dos sindicatos, que arrecadam R$ 2 bilhões ao ano em imposto sindical, fruto do confisco de um dia por ano dos trabalhadores.
Quem está CONTRA Dilma:
(1) Você.
Você, que não depende de editais da Lei Rouanet para viver, uma vez que você não insiste em produzir filmes que ninguém quer assistir.
Você, que estudou para aprender uma profissão e ser capaz de pagar as próprias contas e sustentar a própria família, e não com pretensões de mudar o mundo e dobrar as pessoas aos seus princípios.
Você, que não recebe para dar opinião a favor do governo.
Você, que não vive de tomar o que é dos outros via confisco e desapropriação.
Você, que não tem estabilidade no emprego, e precisa efetivamente produzir produtos ou serviços com utilidade e qualidade suficientes para que as pessoas queiram adquiri-los voluntariamente.
Você, que é funcionário público mas que se preocupa em merecer o salário que ganha, e não em virar algum aspone.
Você, que não precisa consultar o noticiário para saber que a inflação aumentou, que a carga tributária aumentou, que o desemprego aumentou, simplesmente porque não vive na Terra do Nunca da propaganda oficial e dos livros de História do MEC, e sente tudo isso na pele todo santo dia.
FIM.

Dilma acena com governo pior - RICARDO NOBLAT


O GLOBO - 04/04

Em meados de agosto de 1992, o empresário alagoano Paulo Cesar Farias, conhecido como PC Farias, ex-tesoureiro da campanha do então presidente da República Fernando Collor e eminência parda do governo, procurou em Brasília o também empresário Luiz Estevão de Oliveira, seu amigo e parceiro em negócios, e pediu-lhe um favor especial: que guardasse no cofre de sua casa uma alta soma em dinheiro vivo.

O dinheiro serviria para aliciar votos de deputados e senadores dispostos a derrotar um eventual impeachment de Collor.

O governo fracassara no combate à inflação. E fora atingido por denúncias de corrupção que estavam sendo investigadas por uma CPI do Congresso. As ruas exigiam a queda de Collor. Só lhe restava comprar apoios com dinheiro, cargos e promessas.

A cada telefonema de PC Farias, Luiz Estevão sacava dinheiro do cofre e providenciava sua entrega ao parlamentar indicado. A 10 dias da votação do processo na Câmara, PC parou de telefonar.

Havia dinheiro de sobra no cofre, mas já não havia deputados à venda. Em 29 de setembro, o impeachment foi aprovado por 441 de um total de 509 deputados. O Senado cassou o mandato de Collor em 29 de dezembro.

O desfecho, agora, do segundo pedido de impeachment da história recente do país passará pela decisão a ser tomada por um grupo de 40 deputados que se diz indeciso.

Se ao fim e ao cabo, 342 deputados de um total de 513 disserem “sim” ao impeachment, caberá ao Senado julgar Dilma por crime de responsabilidade. Se apenas 172 deputados disseram “não” ou se abstiverem de votar, o processo estancará na Câmara.

Para salvar Dilma, não se descarte a compra de votos mediante dinheiro em espécie.

Outras moedas começaram a ser usadas – oferta de Ministérios e cargos em diversos escalões do governo, liberação de emendas ao Orçamento para a realização de obras em redutos eleitorais de deputados, e promessas de ajuda em tribunais superiores para os encrencados com a Lava-Jato (Alô, alô, Renan Calheiros!).

Acostume-se com a insignificância das siglas destinadas a conduzir áreas estratégicas da administração pública: PTN, PHS, PSL, PEN e PT do B. Elas têm 32 deputados. PP, PR, PSD PRB são considerados partidos da segunda divisão, mas reúnem 146 deputados.

O PRB do mensaleiro Valdemar Costa Neto, condenado a sete anos de prisão, será agraciado com o Ministério de Minas e Energia.

Na bolsa informal de valores do Clube da Falsa Felicidade, o outro nome pelo qual o Congresso é chamado em Brasília, pagou-se R$ 400 mil na semana passada para o deputado que se abstivesse de votar o impeachment. Ao que votasse contra, R$ 1 milhão.

O mercado está com viés de alta. A oposição parece mais perto de atrair 342 votos a favor do impeachment do que o governo 171 contra.

Uma possível vitória do governo não será comemorada nem mesmo por ele. Há pedidos de impeachment na fila da Câmara. A Justiça examina a impugnação da chapa Dilma-Temer por uso de dinheiro sujo. E se agrava a maior recessão econômica que o país já conheceu desde o início do século passado.

Como Dilma enfrentará tudo isso com um governo muito pior do que o atual?

Isolada no Palácio do Planalto, transformado em aparelho político, Dilma recusa saídas que poderiam deixá-la menos mal com a História – a renúncia ou a convocação de novas eleições gerais. Tenta controlar os nervos à base de calmantes.

Melhor perder - VALDO CRUZ


Folha de SP - 04/04

Ganhar pode ser o pior destino. Talvez seja melhor perder, tentar virar esta triste página da nossa história e sairmos como vítimas deste processo que, se perdurar, vai nos destruir por completo.

A reflexão é compartilhada não apenas por um, mas vários petistas, que temem o dia seguinte a uma eventual vitória na votação do pedido de impeachment da presidente Dilma na Câmara dos Deputados.

Num cenário de delações em curso e com previsões devastadoras para o governo e PT, agravado por uma crise econômica que só piora, ganhar a votação na Câmara pode ser o passo final rumo ao precipício.

Sem falar que, para escapar da degola, Dilma sepultou as medidas amargas para arrumar a economia e promete mundos e fundos aos movimentos sociais. Vencendo, não terá como quitar tal dívida ""como fez depois da campanha eleitoral.

Daí que perder pode ser melhor negócio, literalmente. Sair posando de vítima de um golpe, de um impeachment sem crime caracterizado e deixar para Michel Temer o desgaste de consertar a economia.

Talvez seja melhor, avaliam petistas, ganhar as ruas em vez da votação do impeachment. Poder atacar um governo Temer, acusando-o de mexer na aposentadoria, de tirar direitos trabalhistas e promover um forte ajuste fiscal. Medidas inadiáveis se o país quiser sair da crise.

Só que o vento começou a mudar com o varejão dos cargos federais e algo antes visto como impossível, barrar o impeachment, já passou ao campo das possibilidades.

Aí, entra outro grupo de petistas, que defende, superada a guerra do impedimento, a convocação de eleições gerais no país como saída para a crise. Dilma Rousseff faria o gesto em nome da unidade nacional.

Amigos da presidente duvidam, porém, que ela abrace a ideia e pode repetir o erro de sempre. Crer que tudo pode após ganhar uma batalha e, depois, acordar tarde demais para a realidade: seu tempo acabou.

Sociologia do mimimi - LUIZ FELIPE PONDÉ


Folha de SP - 04/04

Você sabe o que é "ficar de mimimi"? Imagino que sim. Mas, posso explicar: minimi é o que todo mundo hoje faz porque se ofende fácil e exige algo em troca. Mimimi é derivado do ressentimento.

Mas, existem dois tipos de mimimi. O do senso comum, "frescurinha básica" (não vou falar dele aqui) e existe o sofisticado, sustentado em alguma teoria besta derivada da maior picaretagem intelectual dos últimos 250 anos: refiro-me a famosa teoria picareta (que será comparada por nossos descendentes a leitura medieval de vísceras animais como mapa do futuro) segundo a qual o mundo está dividido entre opressores e oprimidos.

Quer um exemplo?

Imagine que você dá seu lugar para uma mulher no metrô. Daí, aparece um cara e pergunta para você a razão de você fazer aquilo. Você explica que foi educado dessa forma. Deve-se dar o lugar para as mulheres. Aqui abrem-se várias linhas de argumentação mimimi, e todas elas poderiam ser sustentadas em aulas de sociologia nas faculdades e nas escolas por aí.

A primeira, a do cara que te interpela, podemos chamar de novíssimo sintoma do mimimi geral que tomou conta de grande parte das ciências humanas dominadas pela teoria picareta descrita acima. Refiro-me ao novo espécime, "o machinho mimimi". O carinha te pergunta, afinal de contas, por que as mulheres deveriam receber tratamento especial no metrô uma vez que todos ali são cidadãos iguais e que competem no mesmo mercado de trabalho.

Nosso machinho mimimi avançaria, então, na direção de que dar lugar para uma mulher, por ser simplesmente mulher, seria uma forma de discriminação contra os machinhos como ele, deixando, inclusive, que ela tivesse mais descanso do que eles, e fazendo dela, assim, uma competidora mais "descansada".

Sei o que você está pensando: "Que mundo ridículo é esse que você está descrevendo hoje?". Mas, sim, a "crítica social" fez das pessoas "críticas" seres meio ridículos mesmo, não? Quando me convidam para um jantar onde estarão pessoas "críticas", prefiro Netflix.

Por trás da fala de nosso machinho mimimi está a ideia de que eles e elas têm o mesmo direito ao seu lugar no metrô.

E aí você tem a (super) infeliz ideia de dizer que as mulheres são mais frágeis e por isso precisam descansar mais no trajeto Santana-Paraíso do metrô. Nesse instante, salta uma menina de uns 20 anos, carregando nas mãos o livro "O Segundo Sexo" da Beauvoir (uma Bíblia das mina mimimi), com olhos de fúria contra você. Como você pode ceder o lugar para aquela moça, se você a oprime há séculos por meios que você nem imagina?! E a oprimirá sempre com presentinhos assim! E aí, usa aquela palavra, que, como "energia", serve para tudo: "Seu machista!".

Aliás, a mina mimimi (que faz sociais "somewhere") diz mesmo que o ato de você dar o lugar para a moça (que aceitou, agradeceu e sorriu aquele sorriso doce que só uma mulher sabe dar, e que faz o dia de um cara ficar mais azul...) é um ato opressor porque, além de enganá-la com sua falsa bondade, era um presente por ela aceitar ser oprimida e ficar feliz com seu lugarzinho na linha azul do metrô.

A moça que aceitara seu lugar, coitada, que, apesar de não vir das classes abastadas, vestia-se muito melhor do que nossa furiosa das sociais (que andava de metrô por ser um ato político e não por necessidade) e era muito mais bonita e interessante do que a furiosa, começa a se sentir acuada pelo olhar inquisidor de sua "libertadora".

Sendo a menina sentada mais bonita do que a outra, prontamente alguém indaga do fundo do vagão a razão de você ter cedido seu lugar justamente para uma mina que era gostosa e que usava uma calça um tanto justa.

Xeque-mate. Você tinha mesmo observado, antes de ceder seu lugar, que a beneficiária de sua oferta era a mais gatinha do vagão. De repente, todos discutem se seu ato era ou não um ato de opressão contra todos os outros passageiros do vagão. Ainda bem que chegou a sua estação, e que, por sorte, era a mesma da gatinha gostosinha. Seu mundo, pelo menos por enquanto, estava salvo da invasão zumbi.


Vídeo especial: O curioso caso de Celso Daniel - POR FELIPE MOURA BRASIL


Veja como o fantasma do prefeito assassinado assombra o PT

Por: Felipe Moura Brasil  
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HOJE SERÁ A DEFESA DA PRESIDENTE QUADRILHEIRA. ENQUANTO ISSO O CHEFE TENTA DESESPERADAMENTE COMPRAR DEPUTADOS. - RAFAEL BRASIL




Hoje será a defesa da presidente. Será feita por José Eduardo Cardoso, ex ministro da justiça e advogado geral da união, ou seja, um sujeito pago com nosso dinheirinho.
 O pedido será aprovado e vai ser decidido pelo plenário da câmara. Lula o chefe da quadrilha tenta desesperadamente comprar os votos contrários, ou mesmo pagar caro para muitos parlamentares se ausentarem.
 Collor teve uma atitude bem mais republicana. Essa turma não quer perder a boquinha de jeito nenhum. É o poder diabólico comandando esta pobre nação enganada pelos maiores ladrões e demagogos da república. Vade retro!

DITADURA CLEPTOCRÁTICA TOGADA - RAFAEL BRASIL

A ditadura cleptocrática togada, do consórcio PT/ STF, se baseia nos princípios fundamentais de qualquer ditadura comunista. Terrorismo de e...