domingo, 1 de março de 2015

A alma penada de Dilma Rousseff - VINICIUS TORRES FREIRE FOLHA DE SP - 01/03


Resultado de imagem para DILMA PREOCUPADA


O que deve sentir ou pensar a presidente ao ver o enterro de indigente de seus planos econômicos?


"UM NEGÓCIO QUE era muito grosseiro;" "brincadeira que nos custa R$ 25 bilhões por ano". Foi com esse discurso de réquiem que o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, enterrou o defunto que fora um dos planos mais estimados da primeira encarnação da presidente Dilma Rousseff: a redução de impostos que empresas pagam ao INSS.

O que a presidente sente ou pensa quando assiste à morte ingló- ria e ao enterro infame do seu programa econômico? O que diz a seus botões, durante a noite escura da alma, na solidão esplêndida do Alvorada?

Ela acredita nas fantasias mal escritas de seus discursos, que atribui a ruína que provocou a conjurações dos azares da economia do mundo?

Acredita, tal como algumas seitas de seus adeptos restantes, que foi vítima de conjurações de elites, "mídia" ou outro demônio? Vítima dessas elites a quem o governo paga e pagará juros aberrantes pela dívida que fez a fim de financiar uma fantasia caricata e transitória de progresso social, em vez de ao menos tentar cobrar-lhes mais impostos?

As elites, que tanto amaram o dinheiro de seu governo enquanto durou, que recebiam grana grossa para financiar a criação de oligopólios, ainda engolem meio trilhão de reais a juro quase zero, o "nacional-empresismo", outro programa que morre pelas mãos de tesoura de Levy.

Parece agora claro que Dilma não compreendia as consequências das encrencas enormes que criava, tal como endividar demais e levar à pindaíba o Tesouro Nacional e a Petrobras, para ficar nas mais rudimentares e estarrecedoras. Parecia mesmo convicta da eficácia de aplicar ao país uma versão decrépita, colegial e amadora do que imagina ter sido o desenvolvimentismo original, em si mesmo um "equívoco bem-sucedido", responsável por vários dos nossos horrores, como desigualdade, cidades monstruosas, ignorância de massa e elitismo disfarçado de "nacional e popular".

A presidente teria agora dúvidas? Ou balança a cabeça e tenta afastar a lembrança da lambança, tal como fazemos quando mentimos para nós mesmos a respeito dos nossos pecados? A julgar por biografias, histórias e exemplos vivos de poderosos vistos mais de perto, é provável que as perguntas sejam tão ingênuas quanto as ideias de Dilma.

Um político que chegou ao ápice do poder é quase tão oco quanto o tronco comido por cupins das árvores que desabam nas ventanias de São Paulo. Nesse quase vácuo há menos resistência para torcer seja lá o que tenha restado de ideias ou convicção. Até líderes maiores e melhores foram assim. Roosevelt tomou posse com um programa, começou a governar com outro e ainda mudou de ideia, com o que fez fama e história.

A alma de Dilma decerto não explica este quadriênio de perversões brasileiras, embora a presidente tenha se valido das oportunidades do governo imperial do país como poucos, encarnando a caricatura da Rainha de Copas. Mas o que explica ao menos o movimento dos seus humores? Dilma ora parece se debater furiosa dentro de uma bolha isolada mesmo das versões da realidade menos antipáticas a sua figura e a seu governo. Seria a fúria de alguém inquieta e ansiosa para voltar a sua vida passada, Dilma 1? Ou de uma alma penada sem rumo?

Valentina de Botas: no país onde o devedor cobra o credor, esse Quaquá, professor analfabeto, é um dos cobradores que devem ao país o vidão de militante que levam - POR AUGUSTO NUNES

No reino desencantado da cafajestice, os fascistoides obedecem ao jeca, fazendo do Brasil uma espécie de parque temático de canalhices onde todos que resistirem serão cobrados na porrada. Tal qual o dono, o tal Quaquá não fala a língua do povo, mas da jagunçada política. Para o fascistoide, nem foi o governo, mas o partido – e a militância, santo Deus! – que melhorou a vida de milhões de brasileiros. Nada mais coerente: essa gente pensa que governo, estado e partido são a mesma coisa.
No mundo hostil à democracia do pavoroso, vá lá, professor qualquer coisa menos que elogio e adesão é agressão. Se fosse professor da minha filha, eu a trocaria de escola imediatamente porque não quero que ela aprenda que o revide a uma crítica, por mais injusta ou ácida, é a porrada. Não é isso que ela vê em casa, casa de gente que não é rica e desconhece a língua que Quaquá atribui aos pobres. E se os alvos das porradas revidarem com mais porrada? Viveremos num país onde quem bate mais se impõe?
Que Sociologia é essa? Auguste Comte treme no túmulo costatando que as Ciências Humanas se tornaram um vale-tudo do desconhecimento, uma esculhambação da boa tradição do rigor epistemológico, metodológico e formal. Assim, não admira que a sustentação ideológica do lulopetista seja o pensamentozinho esburacado que empobrece as universidades brasileiras. Ademais, ainda que a vida do povo tivesse melhorado como quer Quaquá, roubar o povo para isso é como explicar a canja à galinha. O povo para quem a vida só melhora é o militante de que o jeca é dono.
No magnífico “Do Mel às Cinzas” de Claude Lévi-Straus, segundo volume da estupenda tetralogia “Mitológicas”, o antropólogo aborda os mitos, não mais na forma deles artificialmente estanque, mas na fragmentária e preenche-lhes de infinitos sentidos ao vincular um mito ao outro, uma realidade contígua à outra, num fluxo incessante de significantes/mitos cujo significado se multiplica – sem nunca se completar – em outro significante/mito. Aí, o antropólogo genial escolhe um mito qualquer em torno do qual, a partir do qual e para o qual tudo voltará, pois um evoca, provoca e encontra o outro e suas versões, numa espécie de simultaneidade sucessiva. Tudo na tentativa de observar a sintaxe do espírito humano, este “hóspede inesperado”.
O rigor do cientista e a beleza da narrativa resultam numa leitura de prazer estético e intelectual. Recorro à imagem para falar da exortação do jeca e do pronto atendimento de Quaquá. A crônica das canalhices lulopetistas pode ser dar a partir de qualquer uma delas, pois elas se explicam, evocam-se, imbricam-se, ampliam-se, propagam-se; uma na outra, uma por causa da outra, uma pela outra. Mas aqui há um demiurgo, o princípio moralmente deformado do qual tudo partiu e ao qual tudo volta: o jeca. Como na teia de mitos de Lévi-Straus, pinçar uma cajafestice lulopetista é desfalcar o fluxo, esburacar o todo que explica as partes e por elas é explicado. Não funciona – uma traz fragmentos da anterior e já as sementes da seguinte.
Claro que não foi o jeca que fundou a vigarice fascistoide no Brasil; mas ele a centralizou num monopólio, ele a faz carne e hálito, ele a cultiva e faz a colheita. Banhá-la no verniz fajuto de causa nacional e dá-lhe o braço para desfilar a potência dele só realizada num ambiente degradado revelam o desespero de quem definha sem se importar em fazer o Brasil pagar por isso. No país onde o devedor cobra o credor, Quaquá, o professor analfabeto também moralmente, é um dos cobradores que devem ao país o vidão de militante que levam.

Fundo do poço - GOVERNO DO PT AFUNDA A PETROBRÁS - POR LAURO JARDIM


petrobras
A maior estatal brasileira vale 41 bilhões de reais
Em 27 de setembro de 2010, quando a Petrobras protagonizou uma megacapitalização de 120 milhões de dólares, seu valor de mercado era de 270 bilhões de dólares. Hoje, vale 15% disso (41 bilhões de dólares).
Pior: vale menos do que algumas petrolíferas de segundo escalão, das quais o leitor nunca deve ter ouvido falar, como Anadarko (43 bilhões de dólares), Occidental (61 bilhões) e ConocoPhilips (81 bilhões de dólares).
Por Lauro Jardim

A miséria da política - FERNANDO HENRIQUE CARDOSO

O ESTADO DE S. PAULO - 01/03

Por que a presidente Dilma se deu ao ridículo de atribuir a mim a culpa do petrolão?

Otimista por temperamento, com os necessários freios que o realismo impõe, raramente me deixo abater pelo desalento. Confesso que hoje, no entanto, quase desanimei: que dizer, que recado dar diante (valham-me os clássicos) de tanto horror perante os céus?

Na procura de alento, pensei em escrever sobre situações de outros países. Passei o carnaval em Cuba, país que visitava pela terceira vez. A primeira, na década de 1980, quando era sena-dor-fui jurado num Prêmio Casa de las Américas. Voltei à ilha como presidente da República. Vi menos do povo e dos costumes do que na vez anterior: o circuito oficial é bom para conhecer outras realidades, não as da sociedade. Agora visitei Cuba como cidadão comum, sem seguranças nem salamaleques oficiais. Fui para descansar e para admirar Havana, antes que o novo momento econômico de relações com os Estado Unidos a modifique muito.

Não fui, portanto, para avaliar a situação política (nem sequer possível em sete dias) ou para me espantar com o já sabido, de bom e de mau, que lá existe. Não caberia, portanto, regressar e fazer críticas ao que não olhei com maior profundidade. Os únicos contatos mais formais que tive foram com Roberto Retamar (poeta e diretor da referida Casa de las Américas) , com o jornalista Ciro Bianchi e com o conhecido romancista Leonardo Padura. Seu livro El Hombre que Amaba a los Petros - sobre a perseguição a Trotski em seu exílio da União Soviética - é uma admirável novela histórica. Rigorosa nos detalhes, aguda nas críticas, pode ser lida como um livro policial, especialidade do autor, que, no caso, reconstitui as desventuras do líder revolucionário e o monstruoso assassinato feito a mando de Stalin.

Jantei com os três cubanos e suas companheiras. Por que ressalto o fato, de resto trivial? Porque, embora ocupando posições distintas no espectro político da ilha, mantiveram uma conversa cordial sobre os temas políticos e sociais que iam surgindo. A diversidade de posições políticas não tornava o diálogo impossível. Eles próprios não se classificavam, suponho, em termos de "nós" e "eles", os bons e os maus. Por outra parte, ainda que o cotidiano dos cubanos seja de restrições econômicas que limitam as possibilidades de bem-estar, em todos os populares com quem conversei senti esperanças de que no futuro estarão melhor: o fim eventual do embargo, o fluxo de turistas, a liberdade maior de ire vir, as remessas aumentadas de dinheiro dos cubanos da diáspora, tudo isso criou um horizonte mais desanuviado.

É certo que nem em todos os contatos mais recentes que tive com pessoas de nossa região senti o mesmo ânimo. Antes de viajar recebi ligação telefônica da mãe de Leopoldo López, oposicionista venezuelano que cumpriu um ano de cadeia no dia 18 de fevereiro. Ponderada e firme, a senhora me pediu que os brasileiros façamos algo para evitar a continuidade do arbítrio. Ainda mantém esperanças de que, ademais dos protestos no Congresso e na mídia, alguém do governo entenda nosso papel histórico e grite pela liberdade e pela democracia.

Na semana passada foi a vez de Henrique Capriles me telefonar para pedir solidariedade diante de novos atos de arbítrio e truculência em seu país: o prefeito Antonio Ledezma, eleito para o governo do Distrito Metropolitano de Caracas pelo voto popular, havia sido preso dias antes em pleno exercício de suas funções. Não bastasse, em seguida houve a invasão de vários diretórios de um partido oposicionista. Note-se, como me disse Capriles, que Ledezma não é um político exaltado, que faz propostas tresloucadas: ele, como muitos, deseja apenas manter viva a chama democrática e mudar pela pressão popular, não pelas armas, o nefasto governo de Nicolás Maduro. Esperamos todos que o desrespeito aos direitos humanos provoque reações de repúdio ao que acontece na Venezuela.

Até mesmo os colombianos, depois de meio século de luta armada, vão construindo veredas para a pacificação. As Farc e o governo vêm há meses, lenta, penosa, mas esperançadamente, abrindo frestas por onde possa passar um futuro melhor. Amanhã, segunda-feira, 2 de março, o presidente Juan Manuel Santos e outras personalidades, entre as quais Felipe González, estarão reunidos em Madri num encontro promovido por El País (ao qual não comparecerei por motivos de força maior) para reafirmar a fé na paz colombiana.

Enquanto isso, nós que estamos longe de sofrer as restrições econômicas que maltratam o povo cubano ou os arbítrios de poder que machucam os venezuelanos, eles também submetidos à escassez de muitos produtos e serviços, nos afogamos em copo d"água.

Por que isso, diante de uma situação infinitamente menos complexa? Porque Lula,em lugar de se erguer ao patamar que a História requer, insiste em esbravejar, como fez ao final de fevereiro, dizendo que colocará nas ruas as hostes do MST (pior, ele falou nos "exércitos"...) para defender o que ninguém ataca, a democracia, e -incrível - para salvar a Petrobrás de uma privatização que tucano algum deseja? Por que a presidente Dilma se deu ao ridículo de fazer declarações atribuindo a mim a culpa do petrolão? Não sabem ambos que quem está arruinando a Petrobrás (espero que passageiramente) é o PT, que no afã de manter o poder criou tubulações entre os cofres da estatal e sua tesouraria? Será que a lógica do marquetismo eleitoral continuará a guiar os passos da presidente e de seu partido? Não percebem que a situação nacional requer novos consensos, que não significam adesão ao governo, mas viabilidade para o Brasil não perder suas oportunidades históricas?

Confesso que tenho dúvidas se o sentimento nacional, o interesse popular serão suficientes para dar maior têmpera e grandeza a tais líderes, mesmo diante das circunstâncias potencialmente dramáticas de que nos aproximamos. Num momento que exigiria grandeza, o que se vê é a miséria da política.

COLUNA DE CLAUDIO HUMBERTO “O slogan do governo está virando ‘Brasil, o país da mentira"- Aécio Neves (PSDB-MG) sobre arrocho que desdiz promessas de Dilma na campanha


Aécio Neves (PSDB-MG) sobre arrocho que desdiz promessas de Dilma na campanha



EUA: DILMA IMPEDIU UMA LEI ANTITERROR NO BRASIL

Embaixador americano em Brasília Clifford Sobel endereçou em 2008 mensagem secreta ao Departamento de Estado dos EUA, “vazado” pelo site WikiLeaks, criticando a lentidão do governo brasileiro na aprovação da lei antiterrorismo. O governo alegava haver risco de enquadrar o Movimento dos Sem-Terra (MST) como grupo terrorista. Sobel não tinha dúvida: Dilma Rousseff foi quem sepultou o projeto.

COMPROMISSO

Adotar legislação antiterror foi compromisso assumido pelo Brasil e uma centena de países, a partir do terrível 11 de setembro de 2001.

PARA INGLÊS VER

No e-mail, especialistas em antiterrorismo dizem que o trabalho do Planalto foi “cortina de fumaça” para fingir que levava o assunto a sério.

SÓ NA PRÁTICA

Sobel citou fonte do governo brasileiro para quem um ataque ao País é “tão improvável” que “o governo é incapaz de dar atenção ao assunto”.

ESCALADA

O ex-embaixador americano conclui: os esforços dos EUA para colocar a lei de volta na agenda do Brasil será um caminho “ladeira acima”.


ODEBRECHT VIROU DESDOBRAMENTO DA LAVA JATO

O depoimento do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, que confessou ter recebido da Odebrecht ao menos R$ 59,8 milhões em propina, motivou apuração especial da força-tarefa da Lava Jato contra a empreiteira baiana. E os resultados estariam na iminência de aparecer, segundo se acredita no Congresso, com devassa e prisão dos principais executivos, incluindo seu presidente, Marcelo Odebrecht.

AZEITADO

Segundo Paulo Roberto Costa, a propina rendeu a Odebrecht, em consórcio com a OAS, um contrato de R$1,5 bilhão, em Abreu e Lima.

CAIXA CHEIO

A Odebrecht foi a empreiteira que mais faturou na era Lula-Dilma: cerca de 53% dos R$ 71 bilhões gastos nos governos petistas.

LÁ VEM BOMBA

A eventual prisão de Marcelo Odebrecht preocupa Dilma, que antes o detestava e depois se ligou a ele. É o empreiteiro mais ligado a Lula.

ALÔ

O senador Agripino Maia (DEM-RN), enrolado na Operação Sinal Fechado, ligou para colegas – da oposição e do governo, à exceção do PT – para dar sua versão sobre a confusão. Negou tudo, claro.

AMIZADES

As facilidades que Val Marchiori teve no Banco do Brasil viraram piada no Congresso: “A perua era amiga íntima de Aldemir Bendine. “Assim como Rose Noronha era do ex-presidente Lula”, lembra um tucano.

TÁ FEIA A COISA

Só se comentava a aparência de Dilma no lançamento do programa Bem Mais Simples. Nada a ver com a dieta Ravenna, que a fez perder uma dezena de quilos. Parecia ter saído de uma cirurgia.

CONSTRANGIMENTO

O governo da Espanha deixou claro que não se sente confortável com a designação de Antônio Simões para embaixador em Madri: teme que ele represente o elo de ligação entre a semi-ditadura venezuelana com o partido político espanhol Podemos, de inspiração fascista bolivariana.

COMBATE À VIOLÊNCIA

O ministro George Hilton (Esporte) discutiu com o chefe da Autoridade de Controle de Dopagem, Marco Klein, formas de coibir a violência nos estádios de futebol. A ideia é unir estados, Ministério Público e Justiça.

‘CONTRAMOBILIZAÇÃO’

No Twitter, internautas alertam para uma “contramobilização” planejada por partidos aliados do governo Dilma para esvaziar a manifestação contra a presidente, marcada para o dia 15. Deve ter confusão.

SOLIDARIEDADE

O presidente da OAB, Marcus Vinícius Furtado Coêlho, explicou que sua posição é de solidariedade aos colegas, que, para ele, têm direito e de procurar qualquer autoridade, no exercício do seu trabalho.

SEM CONTROLE

A Controladoria-Geral da União não atualiza desde dezembro gastos do governo Dilma; despesas com cartões corporativos, Bolsa Família e diárias de servidores e comissionados não são atualizadas há 2 meses.

BIU SE RECUPERA

Após dois picos de pressão baixa, na quinta-feira (26), o senador Benedito de Lira (PP-AL) foi hospitalizado, mas logo se recuperou. Deve receber alta neste domingo.


PODER SEM PUDOR

NÃO É A MAMÃE

Carlos Lacerda fazia mais um discurso devastador, na Câmara dos Deputados, contra o "mar de lama" do governo Getúlio Vargas.

A deputada Ivete Vargas, sobrinha do presidente, pedia - em vão - um aparte. Cansada da insistência e muito irritada, Ivete perdeu a paciência:

- F.D.P! - gritou ao microfone.

Com sua estonteante rapidez de raciocínio, Lacerda respondeu na bucha:

- Vossa Excelência é muito nova para ser minha mãe!

A Camargo Corrêa pode virar uma Siemens - ELIO GASPARI


FOLHA DE SP - 01/03

Depois de ter distribuído dinheiro pelo mundo afora, a empresa alemã virou exemplo de lisura


A decisão do presidente e de um dos vice-presidentes da Camargo Corrêa de colaborar com a Viúva pode significar o início de um novo tempo nas relações de grandes empresas com o Estado. Se a empresa aderir, poderá se transformar numa Siemens.

Nada garante que isso vá acontecer, mas a multinacional alemã foi do inferno ao paraíso em poucos anos. Com 400 mil empregados em 190 países, ela corria o risco de ser declarada inidônea nos Estados Unidos e na Alemanha. Resolveu corrigir-se. Reconheceu que distribuiu US$ 1,4 bilhão em 65 países e abriu uma investigação interna. Foram analisados 127 milhões de documentos e descobertos novos malfeitos. A Siemens contratou Theo Waigel, ex-ministro da Economia da Alemanha, para uma posição de superombudsman. Ele visitou 20 países, reuniu-se com cerca de 1.500 pessoas e ficou com pouco tempo para outras atividades. De seu trabalho resultou que a empresa tem um novo lema: "A Siemens só faz negócios limpos". A faxina foi geral. No primeiro ano, o ombudsman fez mais de 100 recomendações, todas aceitas. No segundo, 40. No terceiro, apenas 10. Criou uma sistema de controle de denúncias. Para garanti-lo, apresentavam-se falsas reclamações, para ver se elas eram varridas para baixo do tapete.

Waigel concluiu seu trabalho garantindo que "não há risco sistêmico" quando se faz uma faxina. No Brasil, por exemplo, a Siemens colabora com as autoridades nas investigações sobre o cartel metroferroviário que operou em governos do tucanato paulista. Infelizmente, as autoridades ainda não colaboraram o suficiente para que o caso desse em alguma coisa.

FRITURA

A doutora Dilma encarregou o ministro Joaquim Levy de negociar com a agência Moody's para que a nota de crédito da Petrobras não fosse rebaixada. Ele tentou durante o Carnaval, quando esteve em Nova York, e novamente na segunda-feira passada. Deu água.

Negociações como essa são comuns. Às vezes dão certo, às vezes fracassam. Valem pelo segredo em que são mantidas, seja qual for o desfecho. Se Levy fosse bem-sucedido, o sigilo evitaria que a Moody's parecesse ter sido pressionada.

Rebaixada a Petrobras, o governo (mas não a Fazenda) revelou a gestão malsucedida.

Pode ter sido pura incompetência, ou um lance de fritura de Levy.

PERIGO

Se fossem poucos os problemas do comissariado, apareceu um novo. A possibilidade de que surjam novos fatos documentados sobre as petrorroubalheiras, vindos dos Estados Unidos, onde pelo menos duas agências investigam a Petrobras.

Se isso acontecer, é certo que renascerá a tese dos "inimigos externos". Será falsa; o governo americano zela pela saúde de seu mercado de ações, onde papéis da empresa são negociadas na Bolsa.

Funcionários da Securities and Exchange Commission já estiveram no Brasil.

Em Pindorama, essa função é da Comissão de Valores Mobiliários, com quem diretores da Petrobras fizeram pelo menos sete acordos. Como diria o comissário Luís Inácio Adams, essa é um "especificidade" do Brasil.

SUGESTÃO

A CPI da Petrobras poderia funcionar em Curitiba.

Lá ela ficaria mais perto das duas pontas da questão: do juiz Sergio Moro e da carceragem.

COTA DO PMDB

Na roda de fogo para segurar a votação da PEC da Bengala, chegou a um comissário do Planalto uma estranha proposta.

Aprovada, a emenda bloquearia a nomeação de cinco ministros do Supremo Tribunal Federal que irão para as vagas dos titulares que completarão 70 anos durante o mandato da doutora. O PMDB seguraria a PEC se ganhasse uma cota, influenciando a escolha de dois dos novos ministros.

O JUIZ DO PORCHE

O juiz Flávio Roberto de Souza foi afastado do caso de Eike Batista.

O Ministério Público bem que poderia sugerir uma medida que desse alegria à cidade. Deveriam obrigá-lo a circular durante uma semana, pela orla, no Porsche do ex-bilionário.

Se bater em cachorro pode levar uma pessoa a correr o risco de ter que limpar canis a pedido da Promotoria, isso não seria absurdo.

URUCUBACA

O repórter Lauro Jardim informa: O doutor Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro, tinha seu conforto garantido pelo bloqueio de um elevador do prédio da empresa sempre que fosse usá-lo.

Durante 11 anos ele dirigiu a poderosa subsidiária da Petrobras e caiu na rede das petrorroubalheiras. Ele pode até ser um santo, mas chamou uma urucubaca.

É dura a vida de magnata que bloqueia elevador.

Eike Batista está no chão. Edemar Cid Ferreira, Angelo Calmon de Sá e Theodoro Quartim Barbosa quebraram seus bancos e Richard Fuld destruiu a Lehman Brothers. Paulo Skaf valeu-se do mesmo privilégio como presidente da Fiesp apenas por algum tempo. Tomou uma surra na última eleição para o governo de São Paulo.

A TORTURA E O DOUTOR WADIH DAMOUS

Têm sido muitas as linhas de defesa do pessoal metido nas petrorroubalheiras. Uma delas revela o tamanho do cartel de mistificações que se pretende construir. Os presos de Curitiba estariam sendo submetidos a um tratamento humilhante e, o que é pior, a uma tortura. Muita gente boa gosta desse argumento. Nas palavras do doutor Wadih Damous, presidente da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil:

"Delação premiada não é pau de arara, mas é tortura."

Não é. Primeiro porque a tortura é crime, e a colaboração com a Viúva é um instrumento legal. Aceitando-se a essência retórica do doutor, prender uma pessoa para obter dela uma confissão seria uma forma de torturá-la. Nessa transposição, até o barulho da televisão do vizinho pode ser uma tortura. O uso da palavra com essa conotação adjetiva faria sentido na Suécia. No Brasil, país governado por uma senhora que na juventude passou pela experiência da tortura, a prestidigitação é ofensiva.

Uma observação de Dilma Rousseff a respeito da sua experiência deveria levar o doutor Wadih Damous a refletir:

"A pior coisa que tem na tortura é esperar. Esperar para apanhar."

Palmatórias, socos, pau de arara são sofrimentos terríveis, porém episódicos. Terminado o suplício, o preso volta para a cela e lá ele tem que esperar que o chamem de volta, "esperar para apanhar".

Os presos de Curitiba estão encarcerados e vivem numa situação de constrangimento legal. Chegaram a essa situação porque são acusados, com provas, de terem delinquido. Os que estão colaborando com a Viúva reconhecem isso.

São dois os tipos de pessoas que se incomodam com a colaboração dos acusados. Um grupo, pequeno, é composto por cidadãos que para isso são remunerados. Eles defendem as empreiteiras, todas as suas obras e todas as suas pompas. Outro grupo, bem maior, defende o comissariado petista. Numa trapaça da história, nele estão pessoas que sabem perfeitamente o que é tortura.

Vídeo: “Boas notícias para os cristãos decapitados” - POR FELIPE MOURA BRASIL


Vídeo: “Boas notícias para os cristãos decapitados”

Depois de “Como falar a língua da esquerda“, “O que quer que digam os esquerdistas, é o ‘Dia do Contrário’!” e “Quais vidas de negros importam?“, trago mais um divertido vídeo legendado do premiado escritor, roteirista e comentarista de mídia Andrew Klavan, autor, entre outros, dos livros True Crime, que deu origem ao filme “Crime verdadeiro” de Clint Eastwood, e Don’t say a word, que resultou no filme “Refém do silêncio” com Michael Douglas.
Dessa vez, Klavan ironiza o anticolonialista Barack Hussein Obama por ter dito em entrevista à Vox acreditar “absolutamente que a mídia “às vezes exagera o nível de alarme que as pessoas devem ter sobre o terrorismo” em oposição à mudança climática”. A Casa Branca enrolou, enrolou, mas, na prática, reiterou a tese obamista de que a mudança climática é uma ameaça maior que o terrorismo. Como disse o escritor best seller David Limbaugh:
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“A propósito: ‘mudança climática’ tem algum significado discernível a não ser ‘nós vamos elaborar à medida que avancemos’?”
Claro que não. Mas Obama, o Brizola do mundo, precisa avançar a agenda esquerdista com qualquer pretexto engana-trouxa e menosprezar o terrorismo islâmico que se expandiu com a sua conivência, conforme descrito neste blog aquiaquiaquiaqui, aqui, entre outros posts.
Klavan cuida bem do impostor. Divirta-se.
Eu sou Andrew Klavan, e esta é a “Verdade Revoltante”.
Boas notícias, cristãos decapitados! O terrorismo não é uma ameaça existente. O presidente dos Estados Unidos ele próprio nos contou. Ele diz que a fantasiosa ameaça das mudanças climáticas é muito pior que a ameaça da jihad islâmica mundial existente. Provavelmente é por isso que ele estava tirando selfies com caras e bocas enquanto os bobos do ISIS cortavam as cabeças de 21 de vocês na Líbia. Vocês terem suas cabeças cortadas não esquenta o clima… ou esfria… ou seja lá o que deveria ocorrer ao clima. Então, essa não é uma ameaça existente, exceto para vocês. Não é uma maravilha?
E aliás, talvez vocês tenham notado que a Casa Branca não mencionou as palavras “islâmico” ou “cristão” quando emitiu sua declaração sobre o totalmente lamentável incidente das decapitações. Vocês podem pensar: “Por que não? Esse foi o motivo de termos perecido. Nossos assassinos nos decapitaram em nome de Alá porque seguimos o que eles chamam de ‘a ilusão da cruz’.” Mas nã-nã-não — este é o tipo de pensamento confuso que você tem quando… perde a cabeça.
Vejam, o inteligentíssimo presidente Obama explica que “nenhuma religião é responsável pelo terrorismo”. Aposto que é um alívio para vocês, não é? Os terroristas que mataram vocês apenas pensavam que agiam por motivos religiosos. Tolinhos! Suponho que eles estavam apenas seguindo seus… corões e cimitarras.
E ouçam, só porque vocês foram mortos em nome de um Alá militarista e opressivo por louvar a um Cristo de amor e liberdade, não significa que vocês podem empinar os narizes… Afinal, como Obama salientou, algumas pessoas fizeram algumas coisas ruins em nome de Cristo, tipo, há uns mil anos… Então, sério, vocês meio que tiveram o que mereceram, não é? Apenas tentem manter isto em mente. Desculpe… talvez isso tenha sido insensível.
E há algumas boas notícias para judeus mortos também. Eu sei que islâmicos têm metido bala em vocês e assolado seus locais de culto, e que lhes têm intimidado e aterrorizado nas ruas das outrora civilizadas cidades europeias. E talvez vocês tenham pensado: “Céus! Onde foi parar o ‘nunca mais’?” Sobre aquilo de “nunca mais”, lembram-se do “esperança e mudança”? Isso mudou.
Vejam, vocês podem pensar que os ataques implacáveis do Islã militante contra os judeus, assim como o apoio tácito da esquerda a esses ataques em sua campanha perversa e estúpida contra a existência de Israel, sejam apenas parte da guerra milenar do mal contra o povo da Bíblia. Grandes notícias: de forma alguma o são. Em sua resposta à carnificina islâmica contra quatro pessoas em um supermercado judaico em Paris, Obama disse que as vítimas eram apenas “quaisquer uns”… mortos aleatoriamente por outros quaisquer uns que matavam quaisquer uns de forma aleatória. Então, judeus, vocês não têm com o que se preocupar. Não é formidável?
Vejam bem, todo o seu povo está sendo morto pelo ISIS, pela Al Qaeda, pelo Talibã, pelo Boko Haram, pelo Al-Shabaab e por outros grupos islâmicos ao redor do mundo. Oh, e todas as suas mulheres estão sendo indizivelmente violentadas por eles. Vocês têm sorte de nosso presidente Barack Obama ser sábio o suficiente para não fazer coisa alguma para ajudá-los, porque ele entende que os terroristas estão no lado errado da história. Então tudo o que ele tem que fazer é se sentar no lado certo da história. É estar certo, enquanto vocês sofrem e morrem. Não são ótimas notícias?
Eu sou Andrew Klavan, com a “Verdade Revoltante”.
* Traduzido pelos Tradutores da Direita para o blog de Felipe Moura Brasil na VEJA.com.

DITADURA CLEPTOCRÁTICA TOGADA - RAFAEL BRASIL

A ditadura cleptocrática togada, do consórcio PT/ STF, se baseia nos princípios fundamentais de qualquer ditadura comunista. Terrorismo de e...