segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Aberta a temporada de ataques, presidenciáveis fazem 2º debate


Aberta a temporada de ataques, presidenciáveis fazem 2º debate

Encontro desta segunda será o primeiro desde que Dilma Rousseff (PT) e Marina Silva (PSB) apareceram empatadas com 34% em pesquisa Datafolha

Dilma Rousseff, Marina Silva e Aécio Neves
Dilma Rousseff, Marina Silva e Aécio Neves (Reuters/EFE//Estadão Conteúdo)
Os três principais candidatos ao Planalto se encontram nesta segunda-feira pela primeira vez desde que a candidata do PSB, Marina Silva, apareceu empatada com a presidente Dilma Rousseff (PT) em primeiro lugar, com 34% das intenções de voto, em pesquisa Datafolha. Se no primeiro debate entre os presidenciáveis Dilma e Aécio Neves (PSDB) polarizaram as discussões, desta vez o alvo de ambos deve ser Marina – a petista e o tucano, afinal, passaram a atacar abertamente a postulante do PSB, o que vinham evitando fazer.
O encontro, promovido pelo SBT em parceria com Folha de S. Paulo, UOL e rádio Jovem Pan, começa às 17h45. No primeiro debate, promovido pela Rede Bandeirantes na última terça-feira, Dilma e Aécio ainda estudavam quem criticaria primeiro – e como criticariam – a nova adversária. Mas não foi preciso: insuflada pelos números da pesquisa Ibope, divulgada horas antes, foi Marina quem assumiu a artilharia mais pesada e sempre direcionada aos dois rivais simultaneamente. Foram diversas frases, como: "A relação de vocês, PT e PSDB, aparta o Brasil". Ou: "Essa polarização já deu o que tinha que dar" e "nos governos do PT e do PSDB, cada um tem um apagão para chamar de seu".
Ao longo dos últimos dias, Dilma e Aécio adotaram um tom mais agressivo em relação a Marina: o tucano chegou a dizer que o Brasil não é país para “amadores”, enquanto a petista insinuou que o programa de governo da candidata do PSB pode provocar desemprego. Aécio tem 15% da preferência do eleitorado, segundo o Datafolha. Em um eventual segundo turno entre Dilma e Marina, a ex-senadora venceria a presidente-candidata com vantagem de dez pontos porcentuais. Como informa a coluna Radar, de Lauro Jardim, uma equipe no Palácio do Planalto foi escalada para analisar o programa de governo de Marina. A ordem é encontrar contradições e contas que não fecham para que Dilma possa usar hoje no debate.
Também participam do encontro os candidatos nanicos Pastor Everaldo (PSC), Eduardo Jorge (PV), Luciana Genro (PSOL) e Levy Fidelix (PRTB).

DEBATE NO SBT: Marina, Dilma e Aécio frente a frente - DO BLOG DE RONALDO CESAR

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

DEBATE NO SBT: Marina, Dilma e Aécio frente a frente



O SBT vai fazer seu debate entre os candidatos a presidente nesta segunda-feira, 01/09, no horário de matinê: 17:30h. O jornalista Carlos Nascimento vai mediar o primeiro debate após as pesquisas mostrarem o empate entre Dilma e Marina, e a queda vertiginosa de Aécio. Promessa de artilharia pesada. Mas o debate será relativamente curto, com 1:40h de duração. O da Band foram quase três horas no ar.

É claro que Marina vai ser a mais procurada pelos outros postulantes, na busca que a candidata possa escorregar e perder pontos preciosos nas pesquisas. Além dos três principais, o debate também terá Luciana Genro, Eduardo Jorge e o Pastor Everaldo. Os dois primeiros no Debate da Band já tiveram entreveros com Marina.

O horário é muito ruim, principalmente para quem está trabalhando, e por isto, acho que a repercussão será menor que o da Band, mas vai servir para vermos as novas estratégias. Creio que Aécio, que poderia atingir Marina, vai preferir recuar, já que a diferença está muito grande e ela se tornou a principal adversária de Dilma. Por isto, Aécio deve começar a preservar Marina em busca de união em um provável segundo turno.

Creio também que Dilma vai "esquecer" Aécio e partir pra cima de Marina, pois está provado que Marina está herdando votos de Aécio, do pastor Everaldo, além claro, de Eduardo Campos. Até Dilma perdeu votos que foram para Marina. Se Dilma bater em Aécio, seus votos podem migrar para Marina e a eleição acabar no primeiro turno.

Por tudo isto Marina deve encontrar mais dificuldades, pois seus adversários devem estar mais duros. Todos vão buscar as contradições da candidata e polemizar, no debate e, principalmente, a partir de agora, no Guia Eleitoral. Temas como Economia, Banco Central, Jatinho, Agronegócio, Casamento Gay, Nova Política, etc, serão assuntos no debate de hoje!

O semeador de ventos. Coluna Carlos Brickmann

29/08/2014 14:54
Carlos Brickmann

Aécio Neves passou boa parte do tempo, no início de sua campanha, montando acordos em todo o país. Discretamente, habilmente, rachou partidos alinhados a outros candidatos (exemplos: Pezão, PMDB do Rio, está oficialmente com Dilma, mas extraoficialmente tinha se aliado a ele; o PSB paulista de Márcio França estava, claro, com Eduardo, mas também com Aécio). Bastou uma semana de alta acelerada de Marina Silva nas pesquisas para que tudo mudasse: até os tucanos de bico mais comprido já estão assobiando, olhando para os lados e torcendo para quem ninguém os note. Aécio chegou àquela fase de inferno astral de campanha em que os inimigos são muito menos perigosos do que os amigos.

Alckmin, por exemplo, é franco favorito para o Governo paulista, é Aécio desde criancinha, mas transferir seus votos a ele, convenhamos, dá trabalho. Marconi Perillo é favoritíssimo em Goiás e alma gêmea de Aécio, mas como pode impedir que amigos que o apoiam para o Governo façam propaganda de Dilma para a Presidência? E Serra, à frente na luta para o Senado, não estaria sossegado demais quando se trata de transferir votos para o candidato à Presidência?

Ninguém fará a grosseria de lembrar que, nas três eleições presidenciais anteriores, Aécio assistiu com calma à derrota de seus aliados. Em 2010, fez campanha - não em Minas, onde tinha votos, mas viajando para regiões onde jamais tinham ouvido falar dele. Para o PSDB, o importante é derrotar o PT, mesmo que seja com Marina. 

O semeador de ventos que colha sozinho suas tempestades.

Recordando

Em 2010, o PSDB sonhou com a chapa Serra e Aécio, unindo São Paulo e Minas. Aécio deu a entender a caciques tucanos que ficaria feliz com a vice. Quando a ideia vazou, seus aliados abriram fogo, acusando Serra de tentar salvar-se da derrota obrigando Aécio a candidatar-se. 

A pancada doeu; e Serra, sem alternativa, escolheu o primeiro vice que conseguiu laçar, o fluminense Índio da Costa, desconhecido fora do Rio. Entre as qualidades que Serra porventura tenha, certamente não está a capacidade de perdoar. Engolir ofensas passadas por um objetivo comum, que o beneficie, vá lá; mas vingar-se é gostoso demais. 

O voto dos debates

Quem ganhou o primeiro debate entre os candidatos à Presidência, na Bandeirantes? Depende de quem assistiu: para os dilmistas, foi Dilma; para os marineiros, Marina; para os aecistas, Aécio. Pois cada espectador vê o debate de acordo com sua tendência, aceitando melhor as teses com as quais concorda.

E qual a consequência eleitoral deste debate? Nenhuma: debate pode derrubar (o que não aconteceu), mas só em raríssimas ocasiões irá impulsionar um candidato. Para este colunista, Marina Silva foi a melhor, seguida por Eduardo Jorge (que, porém, não tem como subir) e Aécio (que, entretanto, não empolga). Eleitoralmente, é um debate com o qual ou sem o qual a pesquisa continua tal e qual.

Sim, não, talvez

A campanha de Marina é um poço de contradições: o agronegócio a encara com desconfiança, mas confia em seu vice Beto Albuquerque. Marina é conservadora em questões de comportamento, mas muitos de seus adeptos defendem posições menos rígidas. Marina mantém muito da ideologia estatizante dos tempos de PT, mas seu principal assessor da área econômica, Eduardo Gianetti da Fonseca, desconfia de intervenções estatais. 

Haverá choques entre Marina e equipe? Talvez - mas não se deve esquecer o que a História ensina sobre flexibilidade quando se trata de chegar ao poder. Um bom caso é o de Henrique de Navarra, que comandava as forças protestantes durante as guerras religiosas na França. Surgiu-lhe a oportunidade de chegar ao trono, mas teria de virar católico. Henrique se tornou católico, com uma frase famosa - "Paris bem vale uma missa" - e decretou a liberdade religiosa na França. Houve paz e ganharam todos.

Nuvem passageira

É importante não esquecer, como dizia Magalhães Pinto, que política é como nuvem: olha-se, está de um jeito, olha-se de novo, está de outro. Marina está indo bem, mas ainda não ganhou. Pesquisa é bom, mas o que elege é voto na urna.

Juízo, Excelências

A economia está em recessão, o orçamento federal vive de contabilidade criativa, e os ministros do Supremo bem agora pedem aumento de 22%? Pedido errado, na hora errada - quando se anuncia 8% para o mínimo, 5,5% para os aposentados, e no ano que vem. Estarão os ministros deixando de perceber o que ocorre no país? Imaginarão que este não é problema deles? 

Pois informem-se: é.

A Marina que não é Marina

Começou como mal-entendido, virou golpinho eleitoral de baixo nível. É um vídeo em que Lula pede votos para Marina, a maravilhosa, fantástica, que merece ser eleita. Este colunista chegou a pensar que o vídeo era antigo, do tempo de Marina Silva no PT; mas não é, não. É atual; manifesta o apoio de Lula a Marina Santana, candidata ao Senado pelo PT goiano. Alguém botou no início e no final do vídeo o logotipo de Marina Silva, espalhou-o na Internet e pronto. Marina Silva, claro, já disse que não sabia de nada. Mas como tirar o vídeo da Internet?

NEIL FERREIRA: “Marina continuará a favor de tudo, até de FHC se juntando a Lula, não saberá explicar claramente sua posição com relação a qualquer tema sobre o qual qualquer candidato tem obrigação de se pronunciar” (Foto: Joel Silva/Folhapress)


NEIL FERREIRA: “Marina continuará a favor de tudo, até de FHC se juntando a Lula, não saberá explicar claramente sua posição com relação a qualquer tema sobre o qual qualquer candidato tem obrigação de se pronunciar”

(Foto: Joel Silva/Folhapress)
A vida política de Marina foi construída sobre os caixões de Chico Mendes e Eduardo Campos, diz Neil Ferreira (Foto: Joel Silva/Folhapress)
Artigo de Neil tomando suco de laranja Ferreira, publicado na sexta, 29, no Jornal do Comércio, de São Paulo
neil-ferreiraEu não vi o debate da Bandeirantes por alguns motivos que considero legítimos:
(1) Acho que cada candidato prega para seus fiéis.
(2) Duvido que o debate faça com que o eleitor de um candidato mude para outro; pra mim os indecisos, brancos ou nulos que já se decidiram pela Santa Marina, não mudam para Dilma ou Aécio.
(3) Já declarei neste espaço que este DC me permite usar, que meus votos vão para Aécio, Alckmin e Serra e não os mudarei em nenhuma hipótese.
(4) Duvidei, e acertei, que nenhum candidato prensaria a Santa Marina sobre o laranjal implicado na propriedade do avião acidentado, que a transformou na candidata que estourou na pesquisa do Ibope e, imagino, que também estourará no DataFalha de hoje.
Um Psedista disse: “A documentção estava dentro do avião e queimou” (sic), ara ara sô.
Santa Marina saiu do debate como legítima Padroeira do Laranjal e assim vai continuar. Não acredito que nenhum candidato terá coragem de prensá-la sobre qualquer tema: temem que a encostar na parede poderá parecer abuso de força contra sua falsa fragilidade, muito bem explorada pela imagem que vende na tv.
Ela continuará a favor de tudo, até FHC se juntando a Lula, não saberá explicar claramente sua posição com relação a qualquer tema que qualquer candidato tem obrigação de se pronunciar.
Apenas sei que ela é a favor do decreto da Dilma que, aprovado, poderá criar a censura do pensamento ainda livre e da existência da imprensa não amansada, neste nosso “país dos mais de 80%”.
Peço licença e tocar nuns assuntos que raramente são lembrados devido, repito, à falsa fragilidade da imagem que Santa Marina explora na tv, com habilidade marqueteira:
Sua carreira de política profissional (nunca foi outra coisa na vida) foi construída sobre um palanque construído sobre dois caixões: (1º) o de Chico Mendes e (2º) o de Eduardo Campos.
E, como Lula, explora uma pobreza de marré marré de si e analfabetismo e pés descalços na infância e adolescência. Respeitamos seu esforço para vencer situação tão dramática, como respeitamos o de Lula.
Foi senadora pelo Acre, estado em que perdeu a eleição de 2010, apanhando uma sova do Serra e da Dilma. Ela teve a cara de pau de explicar que “ninguém é profeta na sua terra”. Mas recebeu no total surpreendentes 20 milhões de votos e ficou em 3º lugar.
Evangélica, acredito que sincera, aparece, me parece, como uma personagem messiânica, tocada por Deus para salvar o Brasil, trocando seu comando de seis por meia dúzia. Eleita, será o PT do B vencendo o PT .
Santa Marina confessou-se lulopetista ao “deixar” o PT, numa carta a Lula, afirmando “deixo a nossa casa mas continuamos no mesmo bairro” (sic). “Saiu” para organizar o PT do B, vulgo “Rede de Sustentabilidade” (sustentabilidade dos Petistas do B), partido que não conseguiu formar por falta de público.
Foi petista de carteirinha, militando no partido por mais de 30 anos; foi ministra do Lula por 5 anos. Perto do epicentro do Mensalão, não abriu os santos ouvidos, não ouviu nada; nem os santos olhinhos, não viu nada; e nem o santo biquinho, não trinou nada.
Falei dela em certa ocasião: “uma vez petista, sempre petista” e uma leitora me chamou de antissemita porque, na opinião dela, eu teria querido dizer “uma vez judeu, sempre judeu”; não se pode relar na Santinha nem com uma rosa. Parece o Neymar, encostou, caiu. Vivendo e aprendendo.
Viu, com toda certeza, o seu correligionário Tião Viana, petista governador do Acre, despachar para o sul como lixo humano os haitianos “importados” a troco de alguns lanches e títulos de eleitores, imagine pra votar em quem. Também não ouviu nada, não viu nada, não falou nada.
Mesmo depois de deixar o governo e por muito tempo, seu marido nadou de braçada no governo do Tião Viana, supostamente com carregamentos de mogno e outras madeiras nobres, não sei havidas como (sei) e nem destinadas para não sei quais destinos (sei).
A suposta mamata foi temporariamente suspensa pois apareceu a possibilidade de posteriores mamatas maiores ainda, certamente asseguradas pelas pesquisas primeiro do DataFalha e depois do Ibope, mais o “tracking” dos partidos adversários. Tem outro DataFalha hoje.
Há mais e mais graves indícios de que a Santa Padroeira dos Laranjais é um perigo para o nosso já quase falido país: ela não tem a menor experiência em exercer cargos executivos.
(Foto: Ivan Pacheco/VEJA.com)
“PT x PT do B: quanto pior, pior” (Foto: Ivan Pacheco/VEJA.com)
Não será nada melhor do que a Dilma, que é esse desastre em que vivemos e que correremos o risco de piorar. Num 2º turno de PT x PT do B, nós perdemos.
Tomo a liberdade de citar uma frase atribuída a Montesquieu: “(Numa democracia, com o voto livre e direto) Cada povo tem o governo que merece”.
Prezamos o sistema democrático, respeitamos a vontade da maioria ainda que reeleja a maior corrupção nunca antes vista neçepaíz, ou que eleja mais do mesmo. O voto popular lá os colocou e só o voto popular poderá tirá-los de lá.
Mas não aceito essa passação de mão na cabeça do povo; é do povo a responsabilidade da escolha de um governo mensaleiro ou talvez pós-mensaleiro purificado, da Santinha do Pau Oco Padroeira dos Laranjais.
Neste momento, do Ibope de anteontem e certamente do DataFalha de hoje, estou com Aécio, minoria ocasional e não mudo meu voto.
Aprendi aritmética com uma certa dificuldade mas o que aprendi não esqueci: Santa Marina Padroeira dos Laranjais chegou nos 29 pontos no Ibope e com toda certeza repetirá a façanha no DataFalha de hoje.
Faço as contas juntando meus 10 dedos (tenho mais do que 9). Santa Marina com todos seus laranjas, roubou apenas 1 ponto do Aécio e uns 3 ou 4 da Dilma, então 25 ela foi buscar nos indecisos e votos em branco – na minha opinião ela bateu no teto.
A Padroeira dos Laranjais não cresce mais (minha esperança). Dilma não cresce mais (minha certeza: quem cresce é o candidato de verdade que aparece nos programas da tv, o Da Çilva).
Aécio cresce, se apresentar um discurso de oposição, forte o suficiente para levar para a urna os seus eleitores e os ainda simpatizantes e que se contraponha ao festival de mentiras do qual já é alvo. E simples o suficiente para que seja compreendido por parte do “país dos 80%”. É minha esperança, mas precisamos agir, quem espera nunca alcança.
Santa Marina Padroeira dos Laranjais e Dilma, PT x PT do B: quanto pior, pior.

MARINA SE DESTACA NAS PESQUISAS IBOPE E CNT/MDA E PROJEÇÕES LHE DÃO VITÓRIA NA ELEIÇÃO - POR MAURÍCIO ROMÃO

MARINA SE DESTACA NAS PESQUISAS IBOPE E CNT/MDA E PROJEÇÕES LHE DÃO VITÓRIA NA ELEIÇÃO


Maurício Costa Romão
Com números muitos parecidos, as novas pesquisas do Ibope e do MDA/CNT, publicadas nos dias 26 e 27 deste mês de agosto, exibem o protagonismo de Marina Silva no novo quadro eleitoral que se desenhou após a morte de Eduardo Campos.
Os números são expressivos: na média das duas pesquisas, Marina pontua 28,6% de intenções de voto e já aparece a apenas cinco pontos e meio de Dilma Rousseff, que continua liderando com 34,1%. Aécio obteve 17,5%, relegado, agora, ao terceiro lugar.  Os outros candidatos somam 2,8%, os brancos e nulos registram 7,9% e os indecisos aparecem com 9,2%.  
Esses percentuais reforçam a possibilidade do pleito acontecer em dois turnos, a exemplo do que já havia indicado o levantamento do Datafolha realizado em 14 e 15 deste mesmo mês de agosto.
Os dois institutos, Ibope e MDA/CNT, também fazem simulações de segundo turno, etapa em que, se a eleição fosse hoje, a ex-senadora acreana apareceria liderando contra a presidente por um placar médio de 44,4% a 36,9%.
Transportando os números médios destas pesquisas para o modelo estatístico da Macrométrica, consultoria do ex-presidente do Banco Central, Chico Lopes, que faz projeções sobre resultados de eleições presidenciais, constata-se que Marina venceria a eleição com uma margem de 16 pontos de percentagem sobre Dilma, em votos válidos.
Com efeito, usando apenas os dados das próprias pesquisas do Ibope e do MDA/CNT, e valendo-se da suposição de que os votos brancos e nulos, no segundo turno, sejam fixados em 7% (percentual que é próximo dos 6,7% que as urnas registraram de votos brancos e nulos na eleição de 2010), Marina se sagraria vitoriosa com 58% dos votos válidos, contra 42% de Dilma.
Na eventualidade de o total de votos brancos e nulos aumentar no próximo pleito, para 9%, por exemplo, em função da pregação anti-política resultante das manifestações de junho do ano passado, a vitória de Marina sobre Dilma se daria praticamente pela mesma margem anterior.
Isso quer dizer que, mantida a proximidade das intenções de voto da ex-senadora em relação à votação de Dilma no primeiro turno, e dados os números da liderança de Marina no segundo turno, mesmo que haja incrementos na quantidade de votos brancos e nulos na eleição de outubro, ainda assim a probabilidade de Marina Silva ganhar o pleito para Dilma Rousseff é altíssima.
Por outro lado, as duas pesquisas em apreço revelaram que, se o segundo turno acontecesse hoje, e se os disputantes fossem Dilma e Aécio, a petista bateria o tucano por 42% a 34,2%, na média.
Aplicando o modelo da Macrométrica e este último resultado, Dilma venceria a eleição no segundo turno de forma apertada, por 51% a 49% dos votos válidosconsiderando que os votos brancos e nulos sejam da ordem de 7%.
Este último resultado se explica pelas características do modelo empregado: a presidente cresceu do primeiro para o segundo turno apenas 7,9 pontos percentuais, ao passo que o ex-governador teve um acréscimo de 16,7 pontos. Quer dizer Dilma recebeu apenas 32% dos votos não comprometidos com as candidaturas dela e de Aécio, enquanto que o senador tucano levou 68% desses votos. 
Os levantamentos recentes do Datafolha, do MDA/CNT e do Ibope deixam bem claro que Marina Silva muda completamente a panorâmica da eleição, depois de sua entrada no lugar de Eduardo Campos, exibindo desempenho eleitoral que a credencia como uma a alternativa real de poder.

Como essas pesquisas foram as primeiras levadas a efeito com seu nome no lugar de Eduardo Campos, paira a dúvida entre alguns analistas se esse desempenho seria meramente episódico, fruto apenas da comoção nacional derivada do precoce desaparecimento do ex-governador pernambucano. Fosse esse o caso, a privilegiada posição da ex-senadora entre os principais postulantes à presidência se sustentaria apenas enquanto perdurasse aquele sentimento.
As pesquisas vindouras certamente fornecerão maiores subsídios para análise mais aprofundada.  
Por enquanto, está parecendo mesmo é que os números desfilados pela candidata pessebista são consistentes com sua história política e pessoal, com seu reccal oriundo da eleição de 2010 e, sobretudo, com sua identificação com os sentimentos expressos pela população brasileira nas inquietudes de junho do ano passado.  
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Maurício Costa Romão, Ph.D. em economia, é consultor da Contexto Estratégias Política e Institucional, e do Instituto de Pesquisa Maurício de Nassau. mauricio-romao@uol.com.br,http://mauricioromao.blog.br.

Ôôô, a Dilma amarelou! Presidente recusa entrevista ao Jornal da Globo, após vexame no Jornal Nacional. Calada, ela é a poetisa do PT! A amarelada da Copa voltou!


Ôôô, a Dilma amarelou! Presidente recusa entrevista ao Jornal da Globo, após vexame no Jornal Nacional. Calada, ela é a poetisa do PT! A amarelada da Copa voltou!

Depois de aceitar ser entrevistada pelo Jornal Nacional no dia 18 passado, tal como ocorreu com seus principais adversários, a presidente Dilma Rousseff comunicou sexta-feira à Rede Globo que não participará da sequência de entrevistas com candidatos à Presidência que será realizada pelo Jornal da Globo proximamente.
Não por acaso, a decisão foi adotada e comunicada no mesmo dia em que o instituto Datafolha mostra a presidente petista empatada com Marina Silva (PSB) em intenções de voto para o primeiro turno das eleições, a 5 de outubro, e sendo derrotada por ampla margem — dez pontos — em uma projeção de segundo turno, que se realizará a 26 do mesmo mês.
Comento:
O que será isto senão mais uma amarelada de Dilma, como aquela do discurso inaugural da Copa do Mundo?
Para quem já não se lembra, a presidente fez o discurso na TV para não correr o risco de ser vaiada no estádio, como acontecera no Mané Garrincha, na Copa das Confederações. E se vestiu de verde para a amarelada não dar muito na vista. Dilma compareceu caladinha ao Itaquerão – onde, mesmo assim, acabou hostilizada pela torcida -, quebrando a tradição recente do evento, que contou com declarações de presidentes e primeiros-ministros nas últimas duas décadas. A presidente preferiu mentir longe do público, que bem ou mal sabia que as obras haviam atrasado, que praticamente nenhum dos estádios fora entregue conforme o prometido, que a transparência nos gastos era falsa, que a Lei de Licitações fora jogada no lixo e que a maioria das obras de mobilidade ficou no papel. No dia seguinte ao discurso, ainda teve o cinismo de inaugurar um metrô incompleto em Salvador, que estava em obra há 14 anos.
Agora, depois do mau exemplo que deu às crianças do Brasil no Jornal Nacional, onde William Bonner a questionou sobre o apoio do PT aos corruptos do partido e Dilma ignorou a corrupção petista na resposta, assim como viria a fazer no debate da Band ao ser questionada por Aécio sobre a corrupção na Petrobras, Dilma amarela para o Jornal da Globo, que curiosamente fez ótima reportagem sobre o desastre atual da economia brasileira (assista aqui).
De William, já bastou o Bonner, não é mesmo? O Waack seria demais para a candidatura de Dilma resistir. Fazer o quê, se a entrevista na Globo não é como a Wikipédia que pode ser adulterada pela militância no Planalto? Parece que a alta cúpula do partido sabe que o silêncio da presidente vale mais que mil palavras de dilmês. Calada, ela é a poetista do PT.
Cantemos de novo, pois, em sua homenagem:
ÔÔÔÔÔÔ
A DILMA AMA-RE-LOU
A DILMA AMA-RE-LOU
A DILMA AMA-RE-LOU… ÔÔÔÔÔÔ
Felipe Moura Brasil ⎯ http://www.veja.com/felipemourabrasil
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Entrevista de Serra: “Aécio sabe escolher bem a equipe; presidente não joga sozinho”


Entrevista de Serra: “Aécio sabe escolher bem a equipe; presidente não joga sozinho”

Assista, abaixo, à entrevista que o tucano José Serra, candidato do PSDB ao Senado por São Paulo, concedeu à jornalista Joice Hosselmann, no programa “Direto do Ponto”, na TVeja. Serra tratou de vários assuntos que dizem respeito ao Estado e falou também sobre a eleição presidencial. Segundo ele, uma das grandes virtudes do presidenciável tucano Aécio Neves é “saber escolher bem a equipe, e presidente da República não joga sozinho”. Serra falou ainda das demandas do Estado de São Paulo e fez o elenco de projetos que pretende apresentar, especialmente na área da saúde.

Por Reinaldo Azevedo

DITADURA CLEPTOCRÁTICA TOGADA - RAFAEL BRASIL

A ditadura cleptocrática togada, do consórcio PT/ STF, se baseia nos princípios fundamentais de qualquer ditadura comunista. Terrorismo de e...