Na sentença de hoje, Sergio Moro critica a chicana dos advogados da Odebrecht:
"Ao invés de esclarecerem as contas, preocuparam-se em apresentar diversos requerimentos probatórios sobre questões laterais e sem a mínima importância, destinados a postergar o julgamento ou propiciar futuras alegações de cerceamento de defesa, ou a atacar as investigações e a persecução, como se fossem vítimas de uma perseguição universal e não de uma ação penal fundada, desde o início, na prova material do pagamento de propinas pelo Grupo Odebrecht aos agentes da Petrobras.
O que ocorre neste caso e, infelizmente em alguns outros no âmbito da assim denominada Operação Lavajato, é, com todo o respeito, certo abuso do direito de defesa.
No processo ou fora dele, em manifestos ou entrevistas a jornais, reclamam da condução do processo, imaginando uma fantasiosa perseguição aos seus clientes, sem, porém, refutar as provas apresentadas pela Acusação, e não só as declarações do colaboradores, mas a prova documental categórica do pagamento da propina no exterior.
Trata-se de um efeito colateral negativo do modelo processual adversarial, no qual a parte não raramente exacerba a defesa de seus interesses em detrimento da Justiça, formulando requerimentos ou promovendo discussões que, ao invés de buscarem elucidar o caso, têm por objetivo obscurecê-lo ou atrasar a sua resolução."
(lançamento setembro 2016).
ResponderExcluirDitadura Moro
8 de Março de 2016
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Já tivemos a ditadura civil de um homem só.
Já tivemos a ditadura militar dos generais.
A ditadura ora em gestação é de outro tipo.
A ditadura do juiz Sergio Moro se consolida de forma lenta, gradual e segura.
Já não há dúvida que ele pode tudo.
A "lei" está do seu lado. E quando não está, ele a coloca.
Ele prende e arrebenta.
E o STF está do seu lado.
E a turba está do seu lado.
Como sempre esteve, aliás, nos momentos da história em que o clima era de caça às bruxas.
A turba aplaudiu, em Roma, espetáculos em que cristãos eram jogados aos leões.
A turba aplaudiu os autos de fé do frade Tomás de Torquemada que consistiam em queimar pessoas vivas acusadas de serem judeus.
A turba aplaudiu Hitler quando ele copiou Torquemada e mais uma vez matou judeus nas câmaras de gás.
A turba está ansiosa para jogar "judeus" na fogueira que agora atendem pelo nome de petistas.
A turba esfrega as mãos à espera do grande dia.
Não é Cunha, não é Temer. A turba sabe que só quem pode jogar os petistas na fogueira é Sergio Moro.
A oposição também.
Pela via democrática – o impeachment – a oposição sabe que já perdeu.
Pela via do TSE o caminho é longo demais.
O chefe do golpe não é Cunha, nem Temer.
É Moro.
Ele é o caminho mais curto para derrubar a presidente e liquidar o PT.
E a turba aplaude Lula. Não é anônimo covarde?
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