IDEOLOGIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO
Muito bom o artigo de Hadriel, falando sobre a ideologização da educação. Na faculdade, a Católica dos anos oitenta a qual me formei, todos os professores eram de esquerda, inclusive os padres, que comungavam a, na época efervescente, teologia da libertação. Os comunistas, socialistas, trotskistas e outrtas ornanizações menores, comandavam o chamado movimento estudantil. Mesmo de esquerda, na época já criticava o aparelhamento das entidades pelas organizações esquerdistas. Desde àquela época que o famigerado stalinista PC do B, comanda o chamado movimento estudantil. Hoje chapa branca, pelo dinheiro que recebe do governo e das confecções das carteiras estudantis, um monopólio da entidade. Hoje a corrupção anda solta na UNE. E o PC do B ainda manda. É o cleptosatalinismo, se assim pudermos chamar.
MANIQUEÍSMO
Quem não era de esquerda – a maioria silenciosa – era tratado com desdém, ou, nos piores dos casos, como agente da repressão, em outros termos, dedo duro. Uns aliendos, falava-se muito esta palavra na época. Gilberto Freyre, um reacionário, favorável à dominação da senzala pela casa grande. Um defensor das oligarquias e do imperialismo norte-americano. Um instrumento do processo de dominação da burguesia sobre o proletariado. Ainda hoje, nosso amigo Michel Zaidan o considera como um ideólogo do processo de consolidação da dominação das oligarquias nordestinas, podemos dizer assim, dentre outras coisas. Uma antiga professora minha fez uma dissertação de mestrado sobre o caráter anti-semita da obra de Freyre. Que, como qualquer autor deve ser criticado, mas não perseguido como na época. Até Arraes já chegou a discutir com o mesmo, salientando o caráter oligárquico de sua obra. Como sabemos, uma interpretação superficial, e por isso mesmo bastante simplista. Quando li Casa Grande e Senzala e Sobrados e Mocambos, vi quem era de fato conservador e reacionário. Gilberto Freyre até podia ser, politicamente falando. Mas sua obra, não. Por essas e outras, a obra freyreana anda cada vez mais valorizada, não só nos meios acadêmicos mas sobretudo literários. Ainda hoje não se estuda a obra dele nas nossas universidades. Pelo menos m sua grande maioria. Nas escolas? Nem pensar. Aliás, nem a grande maioria dos professores, acredito, sabe algo sobre sua obra. Isso em Pernambuco, sua terra. O professorado gosta mais de um outro Freyre, o Paulo , este mais um ideólogo da educação esquerdista. Ou melhor, é induzido a gostar. Já o método, não tem, ninguém sabe, ninguém usa. Muitos gostam de ficar repetindo ao léu algumas de suas frases feitas para fazer bonito nas reuniões ditas pedagógicas e capacitações mil promovidas pelos porgãos públicos de educação. Por essas e outras estamos aonde estamos em matéria de educação. É que os professores aprendem errado. E são induzidos a ensinar errado, porque, dente outras coisas , é politicamente correto ser de esquerda. Poderia ficar aqui um dia dando exemplos. Fica para depois. Essa discussão afinal tem que continuar.
CAPITALISMO E ATRASO
Boa parte dos professores associam capitalismo ao atraso. O velho Marx nunca disse nem pensou isso, antes pelo contrário. Só um jumento via Marx por exemplo defendendo o feudalismo como melhor alternativa ao capitalismo. Aonde está a miséria do mundo? Nos países mais capitalistas, ou nos países, digamos ,os pré-capitalistas ou tribais da África, por exemplo? Óbvio, ululante, quanlquer criancinha saberia responder. São Paulo ou Piauí, é mais desenvolvido, sob todos os aspectos? Aonde tem capitalismo, em Sampa ou no Piauí? Ou no Maranhão dos Sarney? Acreditam que os paíse são ricos por sugarem os países pobres, e que a abertura da economia internacional trará miséria e caos. Nem Lula hoje acredita nessas coisas. Mas ele é sabidamente mais inteligente do que essa turma, pois segundo seu aliado Delfin Neto, é um “grande intuitivo”. Um professor amigo meu disse uma vez, seriamente, que o mundo não tinha jeito, pela associação da burguesia mundial com o sionismo. Tudo capitaneado pelo imperialismo norte-americano. Decidi não contra-argumentar. Fui tomar meu sorvete e ir para casa assistir a uma boa novela.

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