Sempre achei um absurdo os gastos com a chamada cultura de
massas no país. Geralmente os eventos musicais também servem para os políticos
roubarem, e muitos artistas ganharem dinheiro, quando não mais fazem sucesso
como em outros tempos. Seja no carnaval,
ou em datas comemorativas de aniversário ou festas de padroeiros nas cidades,
grandes ou pequenas, o dinheiro público rola solto, e os políticos e artistas
geralmente de gosto mais do que duvidoso enchem os bolsos. E, ainda pior:
Milhares, ou até milhões de pessoas enchem as praças causando sérios problemas
de segurança. É difícil não acontecer casos graves , sejam de lesões corporais,
ou mesmo mortes.
Ninguém fez a conta, mas quanto se gasta nestes eventos?
Quais os retornos que diversas autoridades alardeiam em termos de turismo? O
pior é que, mesmo nas grandes cidades, não temos teatros, ou mesmo bibliotecas
decentes. Maceió, uma das capitais mais pobres e violentas do país, pagou uma
fortuna para trazer a cantora Ivete Sangalo rebolar no palco para a população
ignara. Só o cachê dava para fazer uma boa biblioteca, ou mesmo um centro
cultural multimídia de bairro.
Na Europa, é difícil uma cidade de cerca de 200 mil
habitantes não ter pelo menos um museu e dois teatros. Recife é paupérrima na
questão, e salvo o museu de Brennand e o do estado, não tem mais nada.
Bibliotecas tem a do parque 13 de maio, que nem sei se ainda funciona. Uma
pobreza total. Alguém já calculou, pelo menos de perto quanto de gasta no país
com estes eventos? Que ademais, deveriam ser patrocinados exclusivamente pela
iniciativa privada, inclusive pagando ao estado a segurança. É um dos absurdos
que quase ninguém fala no país. Certamente, nossas elites querem mesmo que o
povo continue ignorante. Aliás as elites também. Nunca tivemos num nível
cultural tão baixo. Alguém duvida?
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