A inflação já fez seus efeitos na popularidade do governo. O problema é que seu combate efetivo passa por uma política de maior austeridade , sobretudo no que se refere aos gastos públicos. Justamente o que o governo nunca fez, e possivelmente não fará, em ano de eleição.
Este governo atrapalha o desenvolvimento do capitalismo no país, pois é essencialmente anti-capitalista , ideologicamente falando. Não conseguem nem ser social-democratas. Os mesmos que, já na década de cinquenta na velha Europa, já conheciam a incompetência do estado na gerência dos negócios. Ou a ingerência demasiada do estado até mesmo na vida privada. Por aqui, estes setores são conservadores, sobretudo por querer manter um modelo canhestramente varguista de governo, que há tempos, se transformou em uma verdadeira plutocracia. Este modelo não tem mais jeito: Muitos roubam do estado, inchado, extremamente burocrático e falido. O PT no governo aprofundou o processo, querendo legitimar a safadeza e a roubalheira, quando o ,presidente confessou que fazia "o que todo mundo faz" em relação ao famoso caixa dois.
O Brasil precisa é de competitividade, ou seja, de mais liberdade econômica e menos burocracia. De uma ampla reforma do estado, em todos os níveis. De privatizar os serviços, as estradas, a infraestrutura de uma maneira geral, claro, com competentes e respeitados marcos regulatórios, sem os quais os investidores não aparecem.
É preciso vender a petrobrás, os bancos estatais, e privatizar as universidades, que são caras e só servem às corporações e aos filhos dos ricos. Reformar profundamente a educação, com mudanças radicais, seja na formação profissional, bem como na inteira e real profissionalização no setor, acabando de vez com as ingerências políticas partidárias, e pela desideologização ampla e irrestrita. Restauração da ordem e da disciplina nas escolas, com códigos disciplinares bem mais rígidos.
Bem, mas quem acredita que Dilma vai pelo menos tentar controlar os estratosféricos gastos públicos? Se nada fizer a situação pode se agravar. E já está se agravando. Ela tem 51 por cento do eleitorado, e ainda falta muito tempo para a eleição. E o que não falta é munição para as oposições, mesmo tímidas até agora. Em outras palavras, a tendência é de baixa, e ela pode perder. Daqui para lá, inclusive, pode prosperar o plano B do PT, que seria a candidatura Lula. Mas ele também tem telhado de vidro. Nada fala sobre o caso Rosemary. Na eleição, iria fugir dos debates? E da imprensa? Enfim, tudo pode acontecer.
AÉCIO SOBE, E EDUARDO, FERIDO, SE ANIMA
Aécio foi o que mais subiu, empatando tecnicamente com Marina, esta com 18%, o tucano com 16%. Eduardo está com um patamar razoável, com 6%. E está com raiva do governo, que o pressiona covardemente há mais de um ano. Creio que Eduardo não volta para o lulo petismo, pois senão seria o beijo da morte. Ele ficou muito animado com a queda de Dilma nas pesquisas, pois o torna mais valorizado no jogo político. Inclusive com a possibilidade de um acordo com as oposições, que o tratam com esmero, podendo o mesmo ter mais chances de um protagonismo nacional, do que ficar com um petismo ressentido, e vingativo, como todo mundo minimamente informado conhece. A estratégia e as análises da equipe de Eduardo, estão até agora, corretas. Esperar numa piora do desempenho econômico do governo, o que é bastante provável, e desconstruir a falsa imagem de competência gerencial deste governo incompetente e inteiramente conivente com a safadeza e a corrupção. Bola pra frente. Quero ver este governo sangrar. Para o bem geral do país e da nação. Para um melhor futuro para as novas gerações. É isso aí.
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