terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

EDUARDO : QUAL O DISCURSO?


Na falta de concorrentes, Eduardo Campos obtém espaços consideráveis na mídia, chegando a causar reações da fraca oposição de Aécio Neves, virtual candidato do PSDB. É bom lembrar que as vitórias do PT sempre foram relativamente apertadas, pois nunca ganhou , como Fernando Henrique, no primeiro turno. Ou seja, existe um grande vácuo político a ocupar. Quem quer crescer, ou mesmo ser protagonista, tem que ousar. E tem que se contrapor ao discurso dominante. Aí é que está o problema. Dentre muitos outros fatores, eleição se ganha com discurso. Mesmo com os desvios da mídia, e a ignorância do povão, o peso do discurso é o fiel da balança. Collor ganhou, sobretudo porque peitou, pelo menos  no discurso, as corporações do estado,( os "marajás") sua ineficiência e privilégios mil. Lula, pelo apelo aos mais pobres, redundando no assistencialismo petista de dimensões inimagináveis, até pelos membros do partido, que está se tornando um ARENÃO. Forte nos grotões, tal qual se tornou o partido dos militares. Na época, no dizer do então senador Francelino Pereira, mineiro, presidente do partido, era "o maior partido do ocidente".  Deu no que deu. Qual o discurso de Eduardo? Para a esquerda? Para o centro? Será um discurso tecnocrata, por uma melhor gestão do estado? Se for contra o gigantismo estatal gerando  injustiças e desigualdades, aí temos o embrião de um discurso liberal. Quem mais liberou o estado e a economia nacionais proporcionando um maior crescimento econômico nas duas últimas décadas foi o social democrata Fernando Henrique. A custo de um grande aumento da carga tributária, mostrando que o mesmo nada tinha de liberal, como ele próprio o admite. Teremos uma eleição com discursos iguais? Igual por igual o povão fica com o que está aí. Só que aconteçam fatos que venham desviar radicalmente os rumos da eleição, como um atentado terrorista, ou uma grande crise na economia internacional, e coisas do gênero. Pode aparecer um candidato sério, de passado limpo com um discurso realmente oposicionista. Pode ser, mas considero improvável.
Outra coisa que atrapalhará Eduardo é seu longo tempo de governismo. Como ser contra, depois de tanto tempo fielmente aliados? Esta semana Lula terá uma conversa com ele.  Lula fará sua proposta. Eduardo dirá a que veio, ou seja, se deseja realmente sua carta de alforria política, ou fica atrelado ao projeto de poder petista, dependendo de Lula eternamente. Se houver rompimento, aí Lula tudo fará para o esmagar. Mas para dar vôos mais altos, é preciso ousar, romper com amarras do passado. O velho Arraes, sempre teve pretensões de participar mais ativamente da política nacional, e por diversas razões, ficou atrelado à política de Pernambuco o resto da vida. Será que Eduardo quer o mesmo? Veremos logo mais.

3 comentários:

  1. Acho fácil Eduardo ser oposição, pois, na hora adequada manifestou-se como tal, sendo contraditório à eleição de Renam Calheiros e Henrique Eduardo Alves. O PSDB num gesto nefasto votou em Renam Calheiros na eleição do senado, diga-se uma ação terrível para um grupo que diz ser oposição, só pensaram em Marcone Perilo.
    Se Eduardo Campos não for candidato dessa vez o PT ganhará no primeiro turno, já que, Eduardo será o vice de Dilma ou Lula e não têm para ninguém. Campos é um agregador seja oposição ou situação. Aércio Neves é muito fraco.

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  2. Muito equilibrado seu comentário. Realmente a postura do PSDB no senado foi deplorável. Porém não é majoritária no partido. É preciso uma renovação de qualidade na política. Quem sabe um movimento para a eleição de pessoas realmente representativas da sociedade, a começar pelos parlamentos. Porém , o nível é muito ruim, reflete o estado de indigência cultural do país. Ou estarei errado? Cordialmente,

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  3. Acho meu caro Rafael que a melhor chapa de oposição para extinguir o PT do poder seria Eduardo Campos e Aércio Neves, com Aércio na vice. Os mesmos já fizeram diversas dobradinhas no Brasil e tiveram resultados louváveis , sempre fui admirador do PSDB , inclusive do Aércio Neves, porém , acho o mesmo lento. Sua liderança é um pouco rudimentar, ele deveria ter agido nos bastidores para impedir alguns senadores tucanos de votarem no Renam. Sabe-se da realidade desse fato , o Renam representa o retrocesso e partidos antagônicos ao PT , não poderiam nunca ter dado crédito ao Renam , já que, veja serem às perdas maiores em relação aos ganhos, no entanto,sabemos que o Perilo comanda um grande colégio eleitoral .
    O povo Brasileiro tem mente curta e não vai perceber nunca o equívoco do PSDB , ao Renam.
    Sorte nossa , dessa forma teremos a possibilidade de derrubar os projetos petistas , digo à inflação e principalmente a forma retrógada de governar e à corrupção gigante, talvez a principal marca desse governo, meu caro Rafael.
    Apesar dos deslizes do PSDB , acho que seu projeto merece uma chance. Esse partido implantou a estabilidade financeira no país, algo massacrado nos últimos meses pelo PT, para ratificar isso basta irmos nos mercados e comprar um pouquinho, Rafael vejo a alternância do poder como uma opção interessante para fazermos as reformas necessárias ao Brasil, mas , o essencial será aà mudança da mentalidade do povo, coisa talvez fictícia devido a sua dependência exagerada do assistencialismo governista.

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