segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Militância mentirosa e ONG's picaretas.

Uma ONG internacional (veja o seu nome no recantinho da foto) liberou no início do ano fotos de índios completamente isolados da fronteira entre o Brasil e o Peru. Quem olha as imagens de perto toma um susto: uma pequena índia (ou parece uma índia, já que os índios de hoje compram suas fantasias na feira...) segura um baita facão de gaúcho. É uma ótima prova de que aqueles não são índios “completamente isolados”, como se divulgou. No contato entre as tribos, a tecnologia ocidental chegou antes que os próprios ocidentais e os índios trataram de agarrá-la como quem está desesperado para sair do Paleolítico. E essas ONG's militantes do politicamente correto aproveitam para mentir e fazer proselitismo barato. Será que tudo é mentira hoje no Brasil? 

Clique na foto para ampliar.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Caetés a Cidade Encantada II





Moro em uma cidade
Que revive o passado,
Que faz de conta ser um reino
De um monarca iluminado
Seu nome não poderia
Ser mais que isso apropriado
Pois se chama Caetés*
Esse pequeno reinado

É copia de seu país
Miniatura da nação
Canta o hino, hasteia bandeira
Pratica corrupção
Rouba do pobre e dá a o rico
Veja que contradição
O inverso de um Robin Hood
Radicado no sertão

No tabuleiro de xadrez
O rei sempre está presente
Um xeque-mate é o final
Da partida, assim se entende
Mas se fosse um tabuleiro
Caetés era excelente
Xeque-mate era impossível
Com o rei estando ausente

Carrega o nome de um poeta
Dos melhores do sertão
Mas se for pra igualar
É triste a comparação
Zé da Luz** era um sábio
um simples homem do sertão
Que só roubava do povo
Suspiros de emoção

É irmão, filho e sobrinho
Vivendo na mordomia
Enquanto o povo sofre
Passa aperreio e agonia
É que em Caetés não tem
Para os doentes valia
Pois medico e hospital
Só na cidade vizinha

E nesse reino é assim
O monarca é encantado
Vem de quatro e quatro anos
Tapear o eleitorado
Dizer que vai melhorar
E tapear muitos coitados
E o resto dos seus votos
Garanto que são comprados

Quem abre a boca pra falar
Escancarar as verdades
"É bicudo, ta mentindo,
São os lisos da cidade"
Assim a corte se defende:
"É mentira, é falsidade!"
Quem tem o poder nas mãos
Tem para si a vantagem

Muito poucos são os projetos
E assim mesmo muito caros
Mas foi parente do monarca
Tem casa boa e bom carro
Comprados com o dinheiro
Que do seu povo foi roubado
Até a merenda das escolas
Vai pra o endereço errado

E assim é a cidade
Que parece monarquia
Alguns sustentam a esperança
De viver melhores dias.
Nesse reino de mentiras
Falcatruas e covardias
Caetés é um exemplo
De corrupção e ousadia.

Ciço .Poeta, 16/09/2011

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

MARX E A "ESQUERDA" PETISTA


Se vivo fosse, Marx, tão adorado e pouco conhecido das nossas esquerdas, mais especialmente do PT, debocharia da ignorância de Lula, tanto quanto a ainda chamada ala ideológica do partido. Ademais, ele como intelectual, no mínimo desprezava ignorantes, ainda mais alguns idiotas como Lula, que fazem questão de ressaltar a sua própria, como virtude. Seria como comemorar a subida no poder do lumpenproletariado, em conluio com a mais abjeta burguesia. Uma burguesia, digamos, cleptocrata, dependente do estado, dirigido por larápios, com discurso pseudo esquerdista. Esta esquerda é tão retrógrada que faz o capitalismo desandar, e se mantém basicamente por força dos poderes dos setores mais atrasados da sociedade. São os assitidios pelo estado. Aliás, a assistência está aumentando, tornando a conta do déficit público cada vez mais salgada. Depois de concedidos, benefícios são difíceis de cortar. Que o diga a comunidade européia. Em poucas palavras, ao defender e aumentar o estado patrimonialista, de triste tradição lusitânia, o pt se coloca como o principal entrave ao desenvolvimento das forças produtivas da nação, ou seja, do velho capitalismo. Como, para o velho Marx, o socialismo viria do esgotamento do desenvolvimento das forças de produção no capitalismo, não antes, como na Rússia feudal onde se desenvolveu historicamente, estes setores políticos sdão os mais atrasados possíveis.

MARXISMO LENINISTA

Porém, o que substancialmente era majoritário no pt de antes, era o velho marxismo leninismo. Os petistas nunca entenderam a segunda internacional comunista, de colorações, digamos, social-democratas. Só entendiam o linguajar leninista, essencialmente autoritário, com algumas nuances de trotskismo, essencialmente o mesmo leninismo, com algumas pitadas do que viriam chamar de castrismo ,ou guevarismo. Embora as esquerdas latino-americanas em nada contribuíram para os debates entre as esquerdas no âmbvito mundial, digamos assim. Restou o populismo pequeno burguês, entremeado com os usos e costumes da velha cleptocracia nativa, tão conhecida de todos. Isto com um discurso cada vez mais vagamente socialista ,para inglês ver. Certamente as próximas gerações ainda vão sentir o estrago dessa gente à nação. No tempo em que há mais de uma década e meia o socialismo real acabou e o estado social-democrata está em ruínas na Europa, o nosso esquerdismo quer sempre mais intervenção estatal e dirigismo na nossa ainda frágil economia, tentando ressuscitar o modelo europeu. E Dilma, aos poucos vai se tornando o pt no poder. E sem uma oposição consistente. Mas o perigo mora aí. Enquanto governou com paradigmas econômicos conservadores, o velho mpopulismo se safou. Aliás por méritos do próprio Lula. Agora salvem-se quem puder. O Brasil vai para trás. E o velho Marx ri e ao mesmo tempo tem raiva dessa turma. Aliás, nada consta que o velho pensador iluminista tenha sido ladrão.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

TRIBALISMO E FUNDAMENTALISMO

Uma das consequências do tribalismo e multiculturalismo é a amergência do fundamentalismo. No passado, foi a alma dos fascismos nas suas mais variadas versões, a mais radicalizada, o nazismo. Foi o trunfo da cultura sobre a civilização. Do terreiro, sobre o mundo. Cultura, aqui entendida como a maxima valorização das chamadas tradições nacionais, contra a chamada internacionalização dos processos civilizatórios. Desde Stálin, as esquerdas tornaram-se , ou nacionalistas, ou aliadas. Hoje são extremmamenre defensoras do multiculturalismo extremado. Daí os fundamentalismos de cunho piopular. No Egito, tomaram de assalto a embaixada de Israel. Estão perseguindo com mais intensidade as minorias religiosas, como os cristãos. Na Líbia, no lugar do famigerado Kadhafi, a população corre o risco de ser governada pelos fundamentalistas islâmicos. Estes internacionalistas ao seu modo, ao defenderem a formação do grande islã, unindo, desde confins da China, ao norte da África, e quem sabe, pedaços da por eles chamada decadente Europa? O resultado das chamadas "primaveras" árabes pode ser a eclosão do fundamentalismo islâmico, com a formação de governos teocráticos, bem piores do que as antigas ditaduras ditas nacionalistas de tradição nasserista. A situação de Israel pode tornar-se num verdadeiro inferno. Bem pior do que já está. E o mundo bem mais inseguro. Alguém duvida? É por lá que está o petróleo. Seria bom uma crise brutal? Só os idiotas da objetividade acham. O governo brasileiro está incluído neste "time".

DILMA E A POLÍTICA EXTERNA

Continua a política externa brasileira a mesma da dos tempos do antecessor. Sectária, sem ter aproveiotado a oportunidade de pelo menos liderar a América do Sul. De um aparente protagonismo mundial ao fracasso das viagens ao Oriente Médio e da desastrada intervenção na política externa envolvendo os Estados Unidos e o famigerado Irã que lidera o terrorismo fundamentalista islâmico, no mundo. O que está salvando o país é o cambaleante capitalismo, sobretudo o capitalismo agrário. Poderíamos liderar uma América Latina democrática, aberta e emergente. Hoje somos liderados pelo chavismo. Ou cacarecos parecidos,

 

domingo, 18 de setembro de 2011

Educação tem Qualidade questionada Por Merval Pereira

"O resultado do mais recente Exame Nacional de Ensino Médio (Enem), que revelou um incrível desnível das escolas públicas em relação às escolas privadas do país, além de colocar em discussão a qualidade do ensino em si, está também acendendo o debate sobre a eficácia dos diversos mecanismos de avaliação da educação no país.

O movimento "Todos pela Educação", aliança de empresários brasileiros cujo objetivo é garantir educação básica de qualidade para todos os brasileiros até 2022, ano do bicentenário da Independência, está aprofundando uma análise das avaliações, pois há pesquisadores questionando os resultados medidos pelo Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) ou pelo Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Alunos).

Questões de amostragem podem pôr em xeque os avanços registrados, que, embora para o ministro da Educação Fernando Haddad pareçam evidentes, são questionados por educadores.

O Brasil ficou em 53º lugar, entre 65 países, numa prova que avaliou a capacidade de leitura de alunos de 15 anos. O Pisa ainda avaliou habilidades em Matemática e Ciências.

Mas, segundo relatório da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o Brasil teve "um grande ganho" na nota de leitura nos últimos anos. Apesar disso, ainda fica atrás de Chile (44º ), Uruguai (47º ), Trinidad e Tobago (51º ) e Colômbia (52º ). Em Ciências, os estudantes brasileiros obtiveram 405 pontos, e, em Matemática, 386 (contra 600 da China).

Fernando Veloso, especialista em educação do IBRE/FGV, lembra que os resultados do Enem, por ser este um teste voluntário, não devem ser interpretados como uma medida de qualidade do ensino médio. Para analisá-la, seria melhor usar os resultados do Pisa e do Ideb, que se baseiam em amostras representativas do total de alunos.

Veloso diz que os resultados do Pisa e do Ideb mostram "uma evolução da qualidade da educação no Brasil, embora ainda lenta, principalmente no ensino médio".

Os resultados recentemente divulgados da prova ABC, que avalia leitura, escrita e Matemática ao fim do 3º ano do ensino fundamental, também mostram enorme disparidade no desempenho das escolas públicas e particulares, assim como revelou o Enem.

Embora possam refletir diferenças de gestão, Veloso diz que elas estão relacionados às diferenças nas condições socioeconômicas dos alunos das redes pública e particular.

Como desenhar intervenções que reduzam o impacto das condições socioeconômicas no desempenho dos alunos é uma questão muito debatida hoje nos EUA, diz Veloso. Têm surgido experiências promissoras, que combinam maior duração do dia e do ano letivos, avaliações frequentes de professores e alunos e preocupação em estimular características como disciplina, motivação e persistência.

O ponto importante, diz, é que as intervenções de sucesso consistem em uma combinação de determinadas ações adaptadas a cada contexto específico. "Portanto, são algo muito diferente de simplesmente abrir novas creches ou aumentar o tempo na escola".

Na mesma linha vai o educador Arnaldo Niskier, ex-secretário estadual de Educação e membro da Academia Brasileira de Letras. Embora admita que a escola está sendo submetida a avaliações de todo o tipo, "o que é um mau, toma um tempo precioso do que interessa mesmo, que é dar aula, ministrar conhecimento", Niskier lembra que o país viveu "sem avaliação 500 anos e nunca se teve instrumentos para se medir com precisão o que deveria ser feito para melhorar a qualidade do ensino, que é o que está em jogo".

O que é inequívoco, diz, é que para quem tem uma escola boa, qualquer que seja a avaliação, o resultado será o mesmo. "É o caso do São Bento, uma escola de qualidade há cem anos, baseada numa educação humanista".

Ele cita várias razões para os avanços e recuos do ensino, especialmente a formação dos professores: "Eles são muito mal remunerados e mal formados no início da carreira, e não têm a formação continuada que nos países desenvolvidos é permanente. Se o professor não se atualiza, o aluno perde o respeito intelectual pela figura do mestre".

Niskier lembra que o Rio já teve a liderança pedagógica do país, e que, de uns tempos para cá, enquanto o ensino privado vai bem, o ensino público no estado "é caótico".

Frisa que o colégio São Bento, considerado o melhor do país, tem tempo integral: o aluno entra às 7h30m e sai às 18h20m. No sistema público, o máximo são quatro horas.

Para Niskier, nas escolas particulares bem colocadas no Enem "se pratica a disciplina de forma bastante séria, em que o aluno não é dono da escola; quem manda é o professor. Nas públicas é onde ocorrem os maiores fenômenos de indisciplina e violência, por distorção de prioridades".

Para o educador, "o Brasil não pode dormir tranquilo com sua educação nos últimos lugares no âmbito internacional. A economia está crescendo, oferecendo novas oportunidades, mas vamos bater em uma barreira que é a ausência de recursos humanos qualificados".

João Batista Oliveira, do Instituto Alfa e Beto, considera que os dados do Pisa revelam que nossos alunos sabem ainda menos Matemática que Português. O Pisa é para alunos de 15 anos, e o Enem, para quem têm em torno de 17 anos; portanto, são aplicados a gerações muito próximas.

"Os resultados de um são espelhados no resultado de outro. E, claro, refletem que não houve mudanças na educação que justificassem mudanças nos resultados".

Ele diz que a estabilidade das avaliações reflete a boa qualidade dos testes: testes bem feitos só mudam muito se houver mudanças dramáticas num sistema educacional. Diz que há poucas semanas o "Todos pela Educação" apresentou pesquisa com alunos do 3º ano em 2011, "cujos dados mostram que a aprendizagem continua muito baixa".

Para Oliveira, "salvo milagre, a continuar como vão esses alunos, daqui a nove anos eles vão repetir esses resultados no Enem". Em síntese, diz, "não há nada no panorama educacional brasileiro que justifique razão para otimismo".

O nome correto do presidente do IBP é João Carlos França de Luca, e não José Carlos como escrevi na coluna de ontem".

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

CORRUPÇÃO


Ouvi dizer que a prefeitura de Capoeiras gasta pelo menos um terço de combustível do que a prefeitura da vizinha Caetés. Em Caetés vigora o festival de distribuição gratuita de combustível, além da corrupção, aonde a gasolina é simplesmente roubada e depois vendida a terceiros. Muitos compram carros novos e nunca gastaram nenhum centavo com gasolina nos últimos anos. Estes são os eleitores mais fiéis. Juntamente com os que recebem sem trabalhar, e orgulham-se disso publicamente, tal o descaramento reinante. Quantas cidades brasileiras  vivem na mesma situação? Qual seria a conta geral da corrupção neste país com seus cinco mil  e seicentos e tantos municípios? É preciso pois ampliar a mobilização contra a corrupção. O povão não aguenta mais. Ha muito tempo tenho insistido no assunto. Só com o povo nas ruas as coisas podem mudar.

PETISMO CORRUPTO
Claro, não foi o PT quem inventou a corrupção neste país. Mas depois do mensalão, mostrou que não diferia muito dos partidos  duramente criticados durante décadas, sobretudo quando na oposição. O próprio Lula admititiu que o partido agia como todos os outros, ou seja , com o caixa dois. Disse isso com a cara mais lisa deste mundo, e muita "gente boa" calou. Hoje se alia com os setores mais retrógados da política nacional, em nome da tal chamada governalidade. Qual nada, é para encobrir a corrupção, que segundo vazamento da embaixada americana no país, tornou-se generalizada justamente no governo Lula.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

TRISTEZA




Caetés está de luto. Um trágico acidente tirou prematuramente as vidas de Paulo Sérgio e Gabriela. Gabriela, uma moça querida por toda a população por sua simpatica beleza e simplicidade ímpares era filha De Hermínio Sampaio, Sampainho, recentemente falecido. Estmos de luto, a família Sampaio, e também todos nós que moramos, ou mesmo conhecemos a cidade. Eu, particularmente senti muito sua prematura partida, pois me tratava com extrema polidez, simpatia que denotava uma transparente sinceridade só com seu alegre sorriso. Gabriela se foi, e estamos mais pobres. Que Deus a proteja, juntamente com todos os seus familiares.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Ousadia e responsabilidade PEDRO S. MALAN



"Nunca a conjuntura foi tão pouco conjuntural", diz André Lara Resende. De fato, os Estados Unidos, a Europa e o Japão, por exemplo, não retornaram ainda, passados quatro anos, ao nível de renda real por habitante que haviam alcançado em 2007. E terão, no futuro próximo, um crescimento ainda mais baixo do que o projetado até há pouco, dadas as consequências tanto da crise de 2007-2008 como das respostas a ela, que levaram à expansão vertiginosa de suas dívidas públicas.

A crise nos países desenvolvidos não era - como foi dito por aqui - uma "marolinha" para o resto do mundo. Sempre me pareceu equivocada a ideia de que os países emergentes houvessem adquirido uma dinâmica própria, que lhes asseguraria a capacidade de seguir crescendo de forma sustentada, o que quer que acontecesse no mundo desenvolvido.

Acredito que não só nos Estados Unidos, na Europa e no Japão, mas também em vários outros países, dentre os quais o Brasil, como poucas vezes na História, a resolução dos problemas mais urgentes nunca esteve tão dependente da perspectiva de equacionamento de problemas e desafios estruturais, de médio e longo prazos. E quero ilustrar a observação acima com um comentário sobre a recente decisão do nosso Banco Central (BC) de reduzir os juros. Decisão que teria sido baseada em quatro hipóteses básicas.

Primeiro, a possibilidade de deterioração adicional das expectativas quanto à evolução da economia mundial e maiores riscos e incertezas quanto ao comércio internacional, e aos mercados de capitais, de dívida soberana e de intermediação financeira.

Segundo, em parte por conta disso, a possibilidade de uma desaceleração da economia brasileira mais acentuada do que aquela que já vinha ocorrendo - e que já era maior do que a antes prevista pelo governo para 2011-2012.

Terceiro, a hipótese de que, apesar de a inflação brasileira acumulada nos últimos 12 meses se encontrar acima de 7%, esta, a partir do último trimestre de 2011, entraria numa trajetória declinante (em grande parte devida aos efeitos combinados das duas hipóteses anteriores), o que permitiria uma gradual convergência para o centro da meta de inflação (4,5%) ao final de 2012.

Quarto e último, mas não menos importante, uma avaliação positiva do BC sobre a firmeza do compromisso da presidente e do Ministério da Fazenda com maior controle fiscal não só em 2011, como em 2012 e 2013. Compromissos que seriam expressos em metas críveis (que o BC teria incorporado), e não em declarações de intenções.

As duas primeiras hipóteses das quatro acima não devem ser descartadas e podem exigir, dentre outras respostas, redução de juros que, diga-se de passagem, muitos no mercado já antecipavam, embora a maioria para outubro. A terceira envolve percepções sobre o grau de compromisso do BC e do governo com o regime de metas de inflação e com a convergência para o centro da meta estabelecida pelo governo. Se ensaios de antecipação pública, pelo governo, do que deveriam ser as decisões futuras do BC se tornarem rotina, não há dúvida de que a credibilidade do Banco Central - que existe - será erodida. E com isso também se esvairá a credibilidade do regime de metas como mecanismo de formação de expectativas quanto ao curso futuro da inflação.

Mas é a quarta das hipóteses acima que é a mais fundamental das apostas do BC. E a mais problemática, a mais difícil de ser alcançada e a mais controvertida, como sabem os que se deram ao trabalho de procurar entender a questão. A propósito, há um trabalho imperdível do ilustre ex-ministro Delfim Netto intitulado A Agenda Fiscal, no belo livro organizado por Fabio Giambiagi e Octavio de Barros O Brasil Pós-Crise: Agenda para a Próxima Década. Esse artigo deveria ser de leitura quase obrigatória para aqueles que, no governo ou fora dele, acham que a resolução do problema dos juros no Brasil depende da "estatização do Banco Central".

Aliás, desculpe-me o ilustre ex-ministro, mas, com todo o respeito, considerei uma enorme injustiça, para dizer o mínimo, a afirmação de que, "pela primeira vez em duas décadas, o BC é efetivamente um órgão de Estado...". Uma enorme injustiça para com servidores públicos exemplares da instituição e para com pessoas decentes e de espírito público que lá trabalharam e não viam a instituição como outra coisa que não um órgão de Estado.

E, como disse muito corretamente o ex-ministro no mesmo artigo, referindo-se à política monetária, "ela é uma arte que comporta visões alternativas diante dos problemas do futuro. Como os efeitos monetários se fazem sentir ao longo do tempo, só este é capaz de dizer a posteriori se a perspectiva escolhida foi certa ou errada".

Mas uma coisa é apoiar a decisão recente do BC. Outra, diferente, é saudar sua pretensa "estatização" (sem a qual a decisão não teria sido tomada?). E outra, ainda mais controvertida, é afirmar desde agora que há uma definida política fiscal de longo prazo do governo Dilma Rousseff. Pode ser que haja. Esperemos que sim. O tempo dirá. Em breve. Mas sem responsável ousadia nessa área não será possível assegurar o desejado declínio, sustentado ao longo do tempo, das taxas de juros na economia brasileira, por mais "estatizado" que seja o Banco Central.

Vale concluir com o ex-ministro Delfim Netto no artigo do livro citado: "A única forma possível para que a agenda fiscal dê uma contribuição decisiva para a política econômica (...) será o compromisso do poder incumbente eleito em 2010 de realizar um longo, paciente, responsável e cuidadoso programa de controle do aumento das despesas de seu custeio...". As sugestões do ex-ministro para uma nova política previdenciária e orçamentária, bem como uma nova política de pessoal, estão reunidas em apenas duas páginas ao final de seu artigo.

domingo, 11 de setembro de 2011

Não, eles não condenam o terrorismo. Para defender o seu antiamericanismo rasteiro, esses caras adotam até Bin Laden.

Em sua coluna no jornal Folha de São Paulo, Kennedy Alencar, que diz ter sido correspondente de guerras em algumas partes do mundo, escreve a seguinte bobagem:

-''Os sentimentos negativos sobre o Afeganistão foram e ainda são fortes. No entanto, nunca me levaram a considerar acertada a invasão daquele país. Os EUA e sua estratégia de combate ao terrorismo mudaram o mundo para pior.''
Como é que é? Os EUA tornaram o mundo pior após começarem a caçar os bárbaros muçulmanos que se escondem em cavernas feito ratos e tentam destruir a Civilização Ocidental, a mais avançada que o mundo já viu? E se eles ficassem ineptos, inertes, quietinhos, o mundo estaria melhor, um mar de rosas? Com a rede terrorista Alcaida (aportuguesei o termo) intacta, teriam diminuído os atos terroristas? O mundo com Bin Laden vivo é melhor do que com ele morto? Como deveriam ser tratados os anjinhos do Talebã? Com pão de ló? E quando o Brasil for vítima também do terrorismo islâmico, como deve agir?
Não entendo esses jornalistas. Por causa do seu antiamericanismo esquerdista e pedestre, eles são capazes de isentar-se até sobre terroristas que explodem prédios, matam crianças, destroem ônibus, plantam explosivos em lanchonetes, bares, boates, hotéis. Só falta escreverem um texto enaltecendo os feitos dos fundamentalistas e os chamando para asilar-se no Brasil. Não sei por que não o fizeram ainda. Na verdade, internamente eles gostaram do 11/09/01. Regozijaram-se com a queda das torres e a ''lição'' que os bárbaros deram nos EUA, vocês duvidam? O politicamente correto é que lhes impede de admitir. Não se enganem. Grande parte desses colunistas defendem a barbárie. Afinal, a ideologia deles, o socialismo, não passou de um terror institucionalizado.

sábado, 10 de setembro de 2011

Dilma e o terrorismo: Poderia ela dizer algo diferente do que disse?

Por ocasião do nefasto aniversário dos atentados contra os EUA em 2001, que amanhã completar-se-ão 10 anos, a presidente Dilma escreveu ao presidente americano, Barack Obama, nestes termos:

 "Creio que a maior homenagem que podemos prestar aos mais de três mil inocentes que pereceram naquela data é, tendo por inspiração a coragem exibida pelo povo dos EUA em face da tragédia, continuar a trabalhar, incessantemente, por um mundo de paz e desenvolvimento. O extremismo violento deve ser combatido em todas as suas formas e deve ser buscada a reconciliação entre o Ocidente e o mundo árabe, a eliminação do armamentismo nuclear, a afirmação da democracia, o respeito à liberdade religiosa e aos direitos humanos e da mulher, além da promoção do desenvolvimento econômico e da criação de oportunidades para todos em um mundo de paz e cooperação.''

Ocupando o posto que ocupa, Dilma não poderia dizer algo diferente disso. É um padrão, um texto diplomático meio clichê até. Mas será que Dilma realmente abomina o terrorismo? Aquele jovem na foto acima do texto é Mário Kozel Filho, um militar de 19 anos que foi explodido pelo grupo terrorista no qual Dilma militava e cujos pedaços ficaram espalhado pela rua em Quitaúna, São Paulo. Tratava-se do período militar e vários grupos de esquerda pegaram em armas contra os milicos. Esses grupos, apesar do que se diz hoje, praticavam o terrorismo muito semelhante àquele da Alcaida. Grupos como COLINA, VPR, VAR-PALMARES, dentre outros, mataram inocentes, explodiram pessoas e hoje posam de santinhos contra a direita carnívora e malvada. Neste país, assassinos como Marighela e Lamarca são tidos como heróis por muitos. E outros tantos terroristas ficaram ricos com a Bolsa-Ditadura. É o imbecilismo coletivo. Ah, mas Dilma não pegou em armas, fazia apenas a ''logística''. Isso não quer dizer nada. Quem fica nos bastidores também não mancha as mãos com sangue inocente? Isso é uma cretinice sem tamanho. Resolvi relembrar Kozel porque acho o terrorismo  abominável sobre qualquer ângulo. Não condeno uns e admiro outros. Sem meio termo por aqui. Se os mortos pelos atentados nos EUA merecem nossa lembrança, os mortos por aqui também, afinal, as práticas terroristas são as mesmas, concordam? Dilma hoje acha o terrorismo abominável? Não sei. Apenas relembro que o passado a condena. E trago uma lista de inocentes mortos pelo seu grupo: 

PESSOAS ASSASSINADAS PELA VPR OU COM SUA (DA DILMA) PARTICIPAÇÃO

- 26/06/68-  Mário Kozel Filho - Soldado do Exército - SP

- 27/06/68 - Noel de Oliveira Ramos - civil - RJ
- 12/10/68 - Charles Rodney Chandler - Cap. do Exército dos Estados Unidos – SP
- 07/11/68 - Estanislau Ignácio Correia - Civil - SP

- 09/05/69 - Orlando Pinto da Silva - Guarda Civil – SP
- 10/11/70 - Garibaldo de Queiroz - Soldado PM – SP
- 10/12/70 - Hélio de Carvalho Araújo - Agente da Polícia Federal - RJ

- 27/09/72 - Sílvio Nunes Alves - Bancário – RJ

PESSOAS ASSASSINADAS PELA VAR-PALMARES OU COM SUA (DA DILMA) PARTICIPAÇÃO

- 11/07/69 - Cidelino Palmeiras do Nascimento - Motorista de táxi – RJ
- 24/07/69 - Aparecido dos Santos Oliveira - Soldado PM – SP
- 22/10/71 - José do Amaral - Sub-oficial da reserva da Marinha – RJ
- 05/02/72 - David A. Cuthberg - Marinheiro inglês - Rio de Janeiro

- 27/09/72 - Sílvio Nunes Alves - Bancário – RJ

PESSOAS ASSASSINADAS PELO COLINA OU COM SUA (DA DILMA) PARTICIPAÇÃO

- 29/01/69 -  José Antunes Ferreira - guarda civil-BH/MG

- 01/07/68 - Edward Ernest Tito Otto Maximilian Von Westernhagen - major do Exército Alemão - RJ
- 25/10/68 - Wenceslau Ramalho Leite - civil – RJ
A lista é grande quando se inclui vítimas de outros grupos. A quem interessar, a lista ampliada  está aqui. Nesta foto abaixo, veem o que sobrou do soldado Kozel.

Cadê o Alibabá?



Em sua defesa apresentada ao STF no processo do mensalão, onde é acusado de ser o operador do esquema, o publicitário mineiro Marcos Valério de Souza reclamou do porquê de o ex-presidente  Lula não ter sido incluído na lista dos envolvidos no esquema. Faz todo o sentido, afinal, se os 40 corruptos estavam macomunados comprando o Congresso e foram pegos com as calças na mão, por que o chefe deles, Lula, saiu-se isento, inimputável, sendo o Alibabá que ele é? Nunca acreditei que Lula não tivesse nada a ver com esse caso. Pessoas muito próximas ao ex-presidente estavam atoladas até o pescoço nesse mar de lama e ele, o santo, estava imaculado? Inventem outra! 
Disse o advogado de Valério:
-''A participação de meu cliente foi exagerada com o intuito de deslocar o foco dos verdadeiros protagonistas políticos, entre eles Lula. A classe política habilidosamente deslocou o foco das investigações dos protagonistas políticos (LULA, seus ministros, dirigentes do PT, etc) para o empresário Marcos Valério, do ramo de publicidade e propaganda, absoluto desconhecido até então, dando-lhe uma dimensão que não tinha e não teve nos fatos objeto desta ação penal.'' 
E Valério sabe o que diz quando cobra a presença de outro malfeitor no banco dos réus, afinal, ele era o operador do cambalacho, sabe quem estava ali, junto, de tramoia no mensalão. Dia desses, Lula, numa atitude bandida, como lhe é peculiar, zombou da justiça brasileira dizendo que, pelo andar da carruagem, o caso do mensalão só será julgado daqui a 50 anos. Não deixa de ter razão, o Alibabá. Ele conhece bem o país que o idolatra e suas gravíssimas falhas. Fosse o Brasil um país sério, Lula e sua gangue estariam presos por crimes de corrupção. No Brasil, essa turma é ovacionada e tratada como herói. Pobre país. Entregue ao saque.

creditos: Hadriel Ferreira

terça-feira, 6 de setembro de 2011

O LULA DO ROBERTO ALMEIDA



Para Roberto Almeida o fato de um baiano radicado nos Estados Unidos ter voltado ao Brasil, representa uma tremenda vitória do nosso país frente aos norte-americanos, porque agora no Brasil tem emprego, se não para todo mundo, pelo menos para a maioria. Restaria saber qual a qualidade do emprego encontrado no nosso país pelo baianinho da estória. Aliás, em que ele trabalhava por lá? Ou será que ele voltou para vender acarajé, ou ser ambulante, ou coisa parecida? Se o Brasil crescer muito, não teremos mão de obra qualificada. E em relação aos setores de alta tecnologia, os empregos iriam não só para os norte-americanos, mas também para japoneses, sul coreanos, até indianos, enquanto milhares de brasileiros ficariam a ver navios. De preferência o João Cândido, que ainda não saiu do estaleiro devido à péssima qualidade de nossos soldadores. Ademais, um navio daqueles no mercado internacional custaria pelo menos um terço do fabricado na terrinha. Por isso, a Vale do Rio Doce comprou dois se não me engano a Coréia do Sul.

EDUCAÇÃO, O PROBLEMA NACIONAL

Como o amigo Roberto sabe, nosso sistema educacional há anos está em pandarecos. As universidades sucateadas, como a de Garanhuns que faltam equipamentos mais básicos e professores. Ainda nem começou direito suas atividades e já está sucateada. É preciso uma grande reforma universitária, o que Lula e Dilma Fizeram? Claro, não sou contra a construção de faculdades aqui na região. Quem sabe aqui em Caetés, ou mesmo Capoeiras? Mas construir cacarecos, não vale. Outra coisa: Tenho um filho que lá estuda, e conheço alguns professores que ensinam na instituição, e a maioria afirma que é melhor o curso técnico, pois tem estrutura, e sobretudo áreas apropriadas para a execução de aulas práticas. Qual o problema do Estadão, ou o Reinaldo Azevedo comentarem o fato? Eles estão mentindo? Devem ser censurados? Eu quero que vosmecê, ou outro petista de carteirinha me diga qual foi a única reforma institucional feita pela dupla, LUDILMA? O que Lula fez direito, foi não mexer nos princípios da austeridade econômica e do plano real. O resto é farofa. Mas me dê uma única reforma, que humildemente me darei por satisfeito. E digo mais: Dilma vai ser bem pior, pois está querendo fazer algo como não priorizar o combate à inflação. E não quer fazer nenhuma reforma institucional, pois é ideologicamente contra. O que quer é aumentar impostos, ou criar mais, como estão fazendo para ressuscitar a CPMF. E com a turma do Dirceu na espreita. Robertão, você também gosta do Dirceu? Vade retro satanás! 

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

CAETÉS DE LUTO




Caetés está mais triste com a morte prematura de Fernandinho, filho do saudoso Fernando Resende e Roberta. Um rapaz alegre e cheio de vida, alegrou a vida de muitas pessoas que conviveu, com seu sorriso meio tímido mas absolutamente sincero e por isso mesmo afável. Quando Deus nos tira uma vida desta, inesperadamente, penso num velho escritor russo que dizia que quando “nos tiram a vida de uma criança, tenho vontade de pedir de volta o bilhete de entrada no universo”. Estamos cabisbaixos e só temos que comemorar os poucos anos de vida que ele nos ofereceu. Muito obrigado Fernandinho. 

PT, UM CACARECO REACIONÁRIO



Lá vem os petistas durante o congresso do partido, falar em controle da imprensa. São uns cacarecos reacionários que nunca tiveram nenhum compromisso sério com a democracia. Aliás, desde sua formação que a maioria dos grupos do partido se auto proclamavam marxistas-leninistas, ou mesmo acrescidos de trotroskistas, maoístas, castristas, guevaristas, ou mesmo minoritariamente gramiscistas, que então era novidade, muito tardiamente aliás, lá pelos anos setenta. E por serem revolucionários, não acreditavam na chamada democracia burguesa. Esta serviria de instrumento para se chegar à ditadura do proletariado, o caminho mais certo para a triunfal chegada do socialismo. Passado o tempo, o pais se redemocratizou, mesmo sem a ajuda petista, fazendo a transição negociada para a democracia. Sempre tiveram uma visão instrumental da democracia, que seria o instrumento para as massas operárias livremente se rebelarem contra o capitalismo, implantando uma república socialista. Ou seja, nunca foram sinceros democratas. Aliás, como os velhos comunistas de carteirinha, desprezavam também os social-democratas, chamando-os de adesistas da burguesia, isto no mínimo, para evitar as palavras mais feias.

RAIVA DA IMPRENSA

Todos os espíritos autoritários tem raiva de imprensa. Só serve a favor, como os jornais oficiais dos países ditos socialistas. Quando roubam o estado, culpam a imprensa pelas denúncias. Dificilmente estes safados respondem na justiça para pagar suas falcatruas. Os antigos revolucionários agora cuidam de fazer suas “acumulações primitivas de capital”, roubando o estado. É para que tudo aconteça sem que a imprensa publique. Que vão à merda. Neste país, já conhecemos até com certa profundidade o autoritarismo de direita, dos tempos da guerra fria. Precisamos urgentemente desmascarar o autoritarismo de esquerda, que, apesar da queda do muro de Berlim ainda não é tão conhecido por essas bandas. Estes cacarecos ideológicos ainda posam de “progressistas”. Progressistas nada! São os piores cacarecos ideológicos da América Latina, que, por pura ignorância ainda mantém estes horrendos governos populistas. A velha esquerda, aliada à antiga direita nacionalista, forças que comandam de fato o país desde a era Vargas. Até quando? Por essas e outras continuamos na miséria. Material e intelectualmente falando.

domingo, 4 de setembro de 2011

ESTA É A CARA REAL DAS UNIVERSIDADES FEDERAIS CRIADAS PELO LULO-DILMISMO, SOB O COMANDO DE HADDAD, O GUGU-DADÁ DO LENINISMO NATIVO


Leia editorial do Estadão:
Um verdadeiro espanto!
“Esgoto a céu aberto, falta de professores e servidores, de salas de aula, de laboratórios, de segurança, de ônibus, de água, alunos trabalhando como funcionários, hospital veterinário fantasma.” Este é o retrato do câmpus da Unidade Acadêmica de Garanhuns (UAG), vinculada à Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRP), inaugurada com banda de música e foguetório pelo presidente Lula em 2005 e anunciada, como tantas outras obras que se inserem na célebre galeria das “nunca antes”, como “a primeira extensão universitária a ser instalada no País”, conforme está registrado no site da UFRP. De acordo com depoimentos de professores e alunos colhidos pela repórter Tânia Monteiro (Estado, 30/8), a unidade de Garanhuns, festivamente apresentada pelo fogueteiro-mor como pioneira na interiorização do ensino superior do País, “está em coma profundo, na UTI, precisando de uma junta médica para salvá-la”.
A visita da repórter ao câmpus da UAG, onde era ministrada aula inaugural do curso de Agronomia, se deu no mesmo momento em que, a cinco quilômetros dali, na Universidade Estadual de Pernambuco, a presidente Dilma Rousseff e o ministro da Educação, Fernando Haddad, participavam de aula inaugural do curso de Medicina. Esta foi realizada em sessão solene, em instalações adequadas. Aquela, por falta de salas de aulas, deu-se num auditório improvisado. Um espanto! Em relação ao qual, como era de esperar, os estudantes não se mantiveram indiferentes: “A dificuldade é tão grande para entrar aqui”, ironizou o calouro Hugo Amadeu, “e, quando chegamos, vemos que a dificuldade será ainda maior para sair aprendendo alguma coisa”.
A UFRP tem cerca de 12 mil alunos - ou 14 mil, pois há controvérsia no site oficial -, mil professores, 900 técnicos e metas ambiciosas traduzidas numa linguagem retumbante: “Atividades voltadas para a busca intensa do conhecimento científico nas áreas de Ciências Agrárias, Humanas e Sociais, Biológicas, Exatas e da Terra, tanto para a evolução educacional e tecnológica do Estado quanto para atender a necessidades e anseios da sociedade”. É como se define a universidade que conferiu a Lula, bom conterrâneo, o título de Doutor Honoris Causa. Mas o que se vê nos campi revela uma realidade bem menos animadora. O professor Wallace Telino, presidente da Associação de Docentes da universidade, chama a atenção para a evasão de alunos e professores, o que se explicaria pelo fato de o governo estar “preocupado com o número de universidades, mas se esquece da qualidade”. É o que sugere o fato de que, apesar de se dedicar fortemente às ciências agrárias, a universidade não dispõe de “um único hectare para trabalho experimental”. Como consequência, os alunos de engenharia de alimentos, segundo eles mesmos revelam, estão prestes a concluir o curso sem uma aula prática sequer. Outro espanto.
A situação dessa universidade federal, que seria cômica se não fosse trágica, é bem um exemplo de um modo de governar que valoriza, sobretudo, as aparências. Embora suas origens remontem a 1912, em sua configuração atual a UFRP é um produto típico da era Lula. Suas duas chamadas unidades acadêmicas, a de Garanhuns e a de Serra Talhada, foram inauguradas, respectivamente, em 2005 e 2007, criadas “a partir do programa de expansão e interiorização do Ensino Superior do Governo Federal”. O câmpus de Serra Talhada, como revelou reportagem do Estado publicada um mês atrás, é chamada pelos alunos de “museu de obras”, tantas as construções interrompidas. A UFRP, aliás, lidera, num levantamento feito pelo MEC, a lista de serviços paralisados em universidades federais. E essa situação se deve, segundo o próprio MEC - e, mais uma vez ainda, é um espanto! -, a problemas com as construtoras, que abandonaram os canteiros, faliram ou simplesmente demonstraram incapacidade na construção da obra. Quem contratou essa turma?
Ouvido pela repórter do Estado, o diretor da unidade de Garanhuns, Marcelo Martins, reconheceu a existência dos muitos problemas dos quais professores e alunos se queixam. Mas garantiu que um “enorme esforço” está sendo feito para resolvê-los. Vai precisar de um pouco mais que isso.
Fonte: Blog do Reinaldo Azevedo

sábado, 3 de setembro de 2011

GOVERNO SEM RUMO



O governo não sabe o que fazer, nem a que veio. Torce o nariz para o que apelidaram de neoliberalismo, mas , pelo menos na macroeconomia, em parte , segue a cartilha dita conservadora ortodoxa. Se não, as coisas estariam muito piores. Tentam ressuscitar a política de Geisel, da prática de subsídios, e demoram muito com as privatizações, como no caso dos aeroportos. Não tem política, porque não sobra dinheiro para os chamados gargalos na infra-estrutura. São nas estradas , portos, aeroportos e trilhos que circulam as riquezas produzidas pelo capitalismo, sobretudo no avançado agronegócio. O dinheiro dos impostos é gasto, em uma grande parte pela burocracia, que juntamente com os políticos corruptos, fazem a festa com o dinheiro público.

REFORMA ADMINISTRATIVA
O governo precisaria urgentemente de uma ampla reforma administrativa. Extinguir com os cargos de confiança, e premiar a meritocracia. Até um orangotango amestrado sabe que as coisas vão por aí. Mas o governo também não sabe o que fazer. Tem quem diga que reforma administrativa é para acabar com o nosso “brioso” serviço público, que ademais, presta “grandes” serviços à população. Quem rouba em hospital não vai preso. Nem é processado. Na escola querem jogar todas as responsabilidades nos professores. Que sofrem com muitos alunos bandidos e escolas em pandarecos. Dilma não vai fazer, porque não sabe. Talvez nem possa desmontar de vez o governo anterior, colocando nu o rei.
GOVERNO MAU GASTADOR

O pouco que gastam certamente gastam mal. As prioridades são brincadeira...O trem bala unindo São Paulo ao Rio de Janeiro. Não se tem prioridades. E estas nulidades depois sairão dos seus tão cobiçados cargos, a maioria mais rica do que entrou. É o Brasil. Até quando o povo vai tomar vergonha na cara? E agora, com a derrubada dos juros, passou a impressão no chamado mercado de que acabou de vez a “utopia” liberal de um banco central independente. O ministério da fazenda passou a gerenciar o banco central, depois de muitos anos de relativa independência. Lula nunca se meteu, engolindo numa boa, a política de Meireles, que foi de fato quem geriu a economia. Lula foi esperto em não mexer na urucubaca. Dilma mexeu.  Aí é que mora o perigo. E o governo continua gastando, frustrando àqueles que acreditavam no ajuste fiscal. Todos devemos ficar com as barbas de molho. Todos estes problemas foram alertados pelos comentaristas mais realistas. Não pelos eternos idiotas da objetividade, cujo governo está cheio.

SITUAÇÃO DO PREFEITO DE CAETÉS
Um passarinho velho lá do sítio me contou , que o prefeito anda reclamando que tinha mais poderes como vereador do que como prefeito. Na prefeitura não manda  nada e nada vê, só assina papéis e cumpre ordens da família da oligarquia dominante no município.  Nem transferir um gari ele pode. Porque não exerce seu poder político? Ele devia explicar à população. A população quer saber. Mas fica calado. E quem cala, ou tem medo, ou simplesmente consente. De que o excelentíssimo prefeito tem medo? A população também quer saber. 

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

JOGO DE POLÍTICOS



Fernando Henrique, muito sabidamente, estimula as oposições a apoiarem Dilma no combate à corrupção. Ademais, quem, sobretudo na oposição, é a favor da corrupção? O PT, esbravejava contra a dita cuja, quando na oposição. Não fazia alianças com ninguém que considerava corrupto. De Sarney a Jáder Barbalho. De Collor a Renan Calheiros. Era os tempos em que o PT acusava gente como Brizola e Arraes de sujarem suas biografias aliando-se com a direita. Ou setores dela. Depois do mensalão Lula admitiu que fez o que todo mundo faz, e esqueceu seu discurso de ética e não só abraçou, como também se aliou com toda esta gente que criticou no passado. Governou com todos eles, e montou o ministério da sua sucessora com boa parte dessa turma. Até parece que Dilma não sabia. Agora dá um chega pra lá em parte de sua suposta base aliada. Vai continuar? Vai parar por aí, para  deixar de contrariar o ex presidente que quer voltar? E se na época das eleições sua popularidade ultrapassar, ou pelo menos empatar com seu criador? Se recandidatará? O certo é que toda a sociedade civil deve dar um basta à corrupção. Ninguém aguenta mais. Se for feita a faxina completa em toda a nação, quem sobrará? É preciso urgentemente mudar radicalmente o modo de se fazer política neste país. Alguém é contra?   É preciso também que no bojo dos movimentos civis serem forjados novas lideranças autenticamente populares.

CORRUPÇÃO ENDÊMICA

Em Caetés, a corrupção tornou-se endêmica. Rouba-se em todos os setores. Funcionários da prefeitura, que ganham um pouco mais de um salário mínimo, desfilam em automóveis novinhos em folha, e aumentam significativa e continuamente seus patrimônios. Todo mundo sabe, todo mundo fala, só a justiça e o ministério público nada fazem. A única esperança é no voto. Não é possível que as coisas continuem como estão. É uma verdadeira e macabra farra com o dinheiro público. Por essas e outras, falta merenda, médicos e remédios, e a educação está em petição de miséria, como diria minha avó a saudosa Georgina Brasil, vovó Zina. Até muitos aliados do prefeito estão horrorizados. Enquanto isso, a prefeitura vai de novo financiar a campanha do chefe político do clã dominante a prefeito de Garanhuns. De dois em dois anos uma campanha política. No caso da eleição para prefeito, duas, uma em Caetés, outra em Garanhuns. Se não for a prefeitura, quem financia esta farra eleitoral? Com a palavra, o cacique dominante. Mas nisso ele não fala. Mas não tem nada não, a gente fala. Só não ouve quem é surdo, mas também imbecil, ou mesmo quem não quer. Quem se atreve a me chamar de mentiroso?