quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Ficha-suja pode perder os votos

"Brasília - O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Ricardo Lewandowski, disse ontem que os candidatos atualmente barrados pela Lei da Ficha Limpa podem ser votados, mas que o voto será considerado nulo até que uma possível decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) reverta a inelegibilidade. "O que nossas máquinas estão programadas é para que os candidatos que não obtiverem registro até o momento da eleição, vai aparecer simplesmente um zero [na contagem dos votos]. Esses votos irão para um arquivo separado e futuramente o tribunal decidirá como vai computá-los, pois pode haver uma reversão no STF", disse Lewandowski.

No fim do ano passado, uma lei aprovada pelo Congresso Nacional incluiu um artigo na Lei das Eleições que afirma que o candidato com registro pendente de análise judicial pode participar normalmente do processo eleitoral e, inclusive, ser votado enquanto estiver sob essa condição, "ficando a validade dos votos a ele atribuídos condicionada ao deferimento de seu registro por instância superior". Um dos pontos que também não ficou definido com a lei é a situação dos puxadores de votos que tiverem seus registros negados em definitivo: se os votos vão para a legenda ou são totalmente anulados. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deverá analisar os efeitos da lei antes de 17 de dezembro, data da diplomação dos eleitos.


Questionado sobre a possibilidade de um político obter o diploma caso a situação dele ainda esteja sub judice no dia agendado para a diplomação, o ministro Marco Aurélio Mello, que também é do TSE, disse que "parece uma incoerência diplomar um candidato que não teve seu registro liberado", mesmo que o recurso sobre o registro esteja pendente de análise judicial." Diario de Pernambuco de hoje.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

VAI OU NÃO VAI?


Será que teremos segundo turno? Ou o poste de Lula se elegerá no primeiro? Eis a grande questão, há cinco dias da eleição. Os petistas estão nervosos. Não me espanta se o presidente sofrer um enfarto, e depois querer  culpar as oposições e a imprensa pela imprevista doença. Agravada por aperreios afins. De minha parte, gostaria muito que tivesse.  Com Marina ou Serra, tem-se que discutir política neste país , ainda mais nessas eleições, que vai definir o rumo que o país tomará nesta metade de século. Se ficamos amarrados por setores reacionários, defensores de um modelo de sociedade que fracassou no século XX, como o antes chamado socialismo real, de ineficiência econômica e tirania política, teremos no mínimo o atraso em todos os sentidos. Do econômico ao político.  Dilma, representa essa turma, e é preciso democraticamente mostrar ao povo este profundo anacronismo. Isto para dizer o mínimo. É preciso desconstruí-la, assim também como seu mentor, Lula. Abaixo os poderes carismáticos, viva o fortalecimento das instituições democráticas.

SE DILMA PERDER?

Perderá Lula, claro. Iria fazer uma oposição raivosa, armado com todos os sindicatos, agora todos mafiosos. Aliás, só queria ver essa turma sem o estado. Como aliás pregava o PT no passado, estão lembrados mentirosos petistas? Tudo pode acontecer, inclusive nada, ou seja, a boneca assassina ser eleita no primeiro turno. Já pensaram como ficariam os adesistas mais escroques do país? Iriam, no outro dia beijar a mão do vencedor. Como sabemos, ao perdedor, as batatas. Mas que tudo pode acontecer, pode. É essa insegurança que faz da democracia no pior dos sistemas políticos. Com exceção de todos os outros, claro, como diria o velho Churchill, o Winston, que derrotou Hitler, e  depois perdeu as eleições na Inglaterra. Brava Inglaterra.

ABORTO

Sempre fui contra. Dilma, como a grande maioria da esquerda é a favor. Só não diz isso claramente, pois tem medo de perder votos, como aliás já está  perdendo em todo o país. Os escândalos envolvendo a casa civil estão alertando a classe média sobre a competência da candidata-poste em gerir este mastodôntico governo, que ela aliás quer ampliar. A classe média é a formadora de opinião, é o que se diz. Se continuar em queda, pode ser vencida. Por que não? Seria muito bom para a democracia derrubar Lula e sua laranja. E depois mostrar ao povo as verdadeiras entranhas deste governo, que devem estar mais do que podres. Lula morre de medo disso. De passar para a história como mais um conservador e corrupto. Como conservador, tudo bem. Diríamos que foi um progresso. Mas corrupto é demais. Tem alguém aí querendo botar a mão no fogo por esse governo?

EDIR MACEDO E O ABORTO

Edir Macedo, é a favor do aborto. Argumenta que o aborto evita o nascimento de pobres e desajustados. Tem sociólogo que acredita nisso aí. Parece piada. De quem ele tira seu rico dinheirinho? Dos ricos? Dos mais escolarizados? Aliás, esta aliança veio para ficar. PT e igreja universal. Cada um com seus falsos fundamentalismos. Tudo a ver na era do PT.  

domingo, 26 de setembro de 2010

Às vésperas do pleito:: Ferreira Gullar



Às vésperas do pleito:: Ferreira Gullar


DEU NA FOLHA DE S. PAULO /ILUSTRADA



Situo-me no polo oposto àqueles que aspiram chegar a uma sociedade de uma opinião só



A proximidade do dia das eleições, quando iremos às seções eleitorais exercer nossa cidadania, votando nos candidatos de nossa preferência, tem inevitavelmente acirrado os ânimos, não só dos candidatos, como os nossos, de eleitores.



Isso pode ser bom ou mau. É bom quando indica empenho em escolher os melhores para legislarem e governarem -e é mau quando nos leva a perder a capacidade de discernir o certo do errado, a mudar a convicção política ou ideológica em fanatismo.



Sem pretender me dar como exemplo de isenção, verifico, não obstante, como algumas pessoas passam dos argumentos objetivos -ainda que impregnados de paixão- a afirmações que mitificam a personalidade deste ou daquele candidato.



Como já escrevi aqui, repito agora que não pertenço a partido político nem tampouco estou engajado na campanha de nenhum candidato. Ao opinar sobre qualquer deles, faço-o na condição de articulista que, assim como discute questões culturais e sociais (arte, política psiquiátrica, inoperância da Justiça, ficha suja etc.), discute também a conjuntura política que, neste momento, interessa à maioria dos leitores.



Podem meus comentários, eventualmente, influir na decisão de um ou outro leitor, mas não é essa minha intenção prioritária e, sim, contribuir para que sua escolha se faça da maneira mais lúcida e autônoma possível. Acresce o fato de que outros comentaristas opinarão em sentido diverso, trazendo à baila outros argumentos e, com isso, contribuindo para que o debate se amplie e se aprofunde. Situo-me no polo oposto àqueles que aspiram chegar a uma sociedade de uma opinião só.



É com esse propósito que tenho abordado aqui alguns aspectos polêmicos da conjuntura eleitoral e política. Procuro, igualmente, refletir a preocupação de outras pessoas que, mantendo-se à margem da disputa eleitoral, manifestam preocupação com o rumo que as coisas estão tomando, sendo que alguns deles temem pelo futuro da própria democracia brasileira.



Para estes, a vitória de Dilma Rousseff, por implicar o prosseguimento no poder do mesmo partido, poderia ter consequências imprevisíveis, dado o crescente aparelhamento da máquina do Estado por petistas e sindicalistas, que a utilizam partidariamente.



Isso poderia levar à crescente privatização do Estado, em benefício de um mesmo grupo político e, em última instância, ao cerceamento da ação política divergente.



Faz parte deste processo a mitificação da figura de Lula que, no curso de sua história pessoal, passou de líder raivoso a Lulinha paz e amor e agora -para meu espanto- à categoria de grande estadista, que teria mudado a face do Brasil.



Nessa linha de raciocínio, vem se formando a teoria segundo a qual quem se opõe a Lula opõe-se na verdade ao povo brasileiro, uma vez que ele é o primeiro presidente, "que veio do seio do povo".



Trata-se de um argumento curioso, que busca qualificar o indivíduo -no caso, um líder político- por sua origem social de classe. Digo curioso porque os que assim argumentam consideram-se obviamente de esquerda, mas não se dão conta de que, com esta postura, repetem as elites do passado, que também qualificavam os indivíduos por sua classe social de origem.



Naquela visão -que a esquerda definia como reacionária-, quem tivesse origem nobre era tacitamente superior a quem não o tivesse. Agora, na sua inusitada avaliação, superior é quem nasce do "seio do povo" e, por isso, quem critica Lula coloca-se, na verdade, contra o povo. E povo - entenda-se - é só quem for pobre.



Mas atrevo-me a pergunta: e quem não recebe Bolsa Família é o que?



Não resta dúvida de que a ascensão de um operário à Presidência da República brasileira é uma importante conquista de nossa democracia, mas não porque quem nasce no seio do povo venha impregnado de virtudes próprias aos salvadores da pátria. Do seio do povo também veio Fernandinho Beira-mar.



Lula chegou onde chegou não por sua origem e, sim, por sua capacidade de liderança e sua sagacidade política; a origem social e a condição de operário, que certamente influíram na decisão do eleitor, não devem servir de pretexto para transformá-lo num líder a quem tudo é permitido, acima de qualquer juízo crítico.

A CONSPIRAÇÃO DA IMPRENSA João Ubaldo Ribeiro

A CONSPIRAÇÃO DA IMPRENSA João Ubaldo Ribeiro


O Estado de S.Paulo - 26/09/10

Acho que já contei aqui que, sempre que se fala em conspiração da

imprensa, recalques antigos despertam no meu coração de jornalista.

Meu primeiro emprego, aos 17 anos, foi em jornal e, de lá para cá,

nunca cheguei a me afastar muito da profissão. E é com sentimentos um

pouco ambivalentes que recordo jamais haver sido chamado para

conspiração nenhuma, em jornal ou revista alguma. Pior ainda, nunca

nem me deram a ousadia de me pôr a par da conspiração com que eu,

afinal, mesmo quando era o mais humilde dos focas, estaria

colaborando. Finjo que não ligo, mas vez por outra isso me dá um certo

baque na autoestima, creio que vocês compreendem.

Em relação a subornos, meu recorde talvez seja até mais humilhante.

Uma vez, quando eu era chefe de reportagem de um jornal de Salvador, o

promotor de um evento me mandou dois litros de King"s Archer

("Arqueiro do Rei"), uísque nacional do qual na época se dizia

desfechar uma letal flechada no fígado de quem o encarasse. Além

disso, sem que eu desconfiasse de nada, pegaram as garrafas na

portaria, beberam tudo e só me contaram meses depois, impondo-se a

embaraçosa conclusão de que fui subornado sem saber - ou seja, nem a

ser subornado direito eu acertei. E, quando eu era editor-chefe de

outro jornal, um prefeito do interior, que estava sendo denunciado por

escancarada corrupção, me ofereceu um velocípede para cada uma de

minhas filhas. Ao lembrar a maneira com que o repeli, manda a

honestidade reconhecer que minha indignação também se deveu ao valor

da oferta, o miserável podia pelo menos ter oferecido uma bicicleta.

No meu tempo de metido a comunista, escrevi para jornais controlados

pelo Partidão e nem nesses me inteiravam das conspirações. No máximo,

havia uma palavra de ordem ou outra, que a arraia-miúda repetia em

rodas de cerveja e para as quais ninguém parecia ligar muito. Nas

eleições presidenciais de 1960, quando votei pela primeira vez,

limitaram-se a me dizer que o partido apoiava o marechal Lott e nunca

me explicaram por quê. E, quanto ao famoso ouro de Moscou, no qual se

cevavam os comunistas, não só nunca vi sinal dele, como acredito que

os comunistas meus amigos tampouco - foram eles os que roubaram e

beberam os dois litros de King"s Archer.

Agora as suspeitas ou certezas de que há conspirações da imprensa em

andamento voltam a circular. Creio que, quando se sente em si a

encarnação do próprio povo, como parece estar acontecendo com o

presidente Lula, deve ser difícil suportar notícias e opiniões

discordantes ou mesmo apenas desagradáveis. Para ele, é bem possível

que a imprensa seja até ingrata, porque, se ainda está aí, é porque

ele quer, como, aliás, tudo está aí porque ele quer. A democracia e a

liberdade são fruto de sua tolerância, pois, afinal, está claro que

ele vê sua legitimidade como emanada diretamente do povo, sem a

intermediação de quaisquer outros mecanismos ou a necessidade de

instituições. E, nas horas de maior arroubo, talvez a virtude que ele

acredite mais praticar seja a da paciência. Ele sabe o que o povo

quer, o povo quer o que ele quer, que mais interessa? De fato, deve

ser enervante ficar suportando essas contrariedades, quando se podia

resolver tudo sem complicações supérfluas e inúteis. Haja paciência

mesmo, devemos ser gratos por tanta paciência.

Como estará a conspiração agora? Minha falta de experiência não ajuda,

mas fico imaginando salas hollywoodianas no alto de um arranha-céu na

Avenida Paulista, em que os conspiradores se juntam para sua atividade

golpista. Que estarão arquitetando esses grandes e facinorosos

bandidos? Não se sabe, mas certamente moverão uma guerra feroz contra

os bancos e os banqueiros. Afinal, nenhum setor ganhou ou ganha tanto

neste país quanto eles, tudo está a favor deles. E, segundo se diz,

eles demonstram sua gratidão através de contribuições generosíssimas

para a campanha eleitoral em que está empenhado o governo brasileiro.

As grandes empresas também andam faturando alto, o capitalismo está

feliz, mais feliz que em seus melhores sonhos. Tal situação certamente

incomoda a chamada grande imprensa, esse tradicional bastião

anticapitalista. Deve ser por isso que ela deve estar tramando o

golpe. E, claro, para que o golpe dê certo, precisam de um nome que

tenha aceitação popular, que seja aclamado e não rejeitado. Ou seja, o

próprio presidente Lula. Vocês vejam como essas coisas da política são

paradoxais. Assim de primeira, ninguém diria, mas conspiração é

conspiração, não vamos dar muito palpite no que não entendemos

direito.

A imprensa é de fato um problema. Quase ninguém se lembra, mas a

profissão de jornalista está entre as mais arriscadas e todo dia algum

é vítima de violência. A primeira ação das ditaduras, universalmente,

é a supressão da liberdade de opinião e o cerceamento de sua expressão

pela via legítima que é a imprensa. Subsiste a realidade de que, desde

que o mundo é mundo, a divergência desagrada aos poderosos, a crítica

os ofende e qualquer opinião que não coincide com as suas é uma

agressão. Um dos recentes pronunciamentos do presidente Lula sobre a

imprensa mostrava uma animosidade truculenta comparável à de seu

aliado Fernando Collor. A imprensa é vista como inimiga da nação,

praticamente a responsável por tudo o que de errado acontece entre

nós. Os mais velhos já viram tudo isso. Os jornalistas mais velhos já

viveram tudo isso. E tudo, afinal, passou, assim como também passará o

que estamos presenciando agora. As voltas que o mundo dá são tão

prodigiosas que o presidente Lula, já ex-presidente, logo tornará a

gostar da imprensa. E a precisar dela, como já precisou, pois que, no

sábio dizer de nossos maiores, dor de barriga não dá uma vez só.

Editorial Do Estadão





> A acusação do presidente da República de que a Imprensa "se comporta como um partido político" é obviamente extensiva a este jornal. Lula, que tem o mau hábito de perder a compostura quando é contrariado, tem também todo o direito de não estar gostando da cobertura que o Estado, como quase todos os órgãos de imprensa, tem dado à escandalosa deterioração moral do governo que preside. E muito menos lhe serão agradáveis as opiniões sobre esse assunto diariamente manifestadas nesta página editorial. Mas ele está enganado. Há uma enorme diferença entre "se comportar como um partido político" e tomar partido numa disputa eleitoral em que estão em jogo valores essenciais ao aprimoramento se não à própria sobrevivência da democracia neste país.

>

> Com todo o peso da responsabilidade à qual nunca se subtraiu em 135 anos de lutas, oEstado apoia a candidatura de José Serra à Presidência da República, e não apenas pelos méritos do candidato, por seu currículo exemplar de homem público e pelo que ele pode representar para a recondução do País ao desenvolvimento econômico e social pautado por valores éticos. O apoio deve-se também à convicção de que o candidato Serra é o que tem melhor possibilidade de evitar um grande mal para o País.

>

> Efetivamente, não bastasse o embuste do "nunca antes", agora o dono do PT passou a investir pesado na empulhação de que a Imprensa denuncia a corrupção que degrada seu governo por motivos partidários. O presidente Lula tem, como se vê, outro mau hábito: julgar os outros por si. Quem age em função de interesse partidário é quem se transformou de presidente de todos os brasileiros em chefe de uma facção que tanto mais sectária se torna quanto mais se apaixona pelo poder. É quem é o responsável pela invenção de uma candidata para representá-lo no pleito presidencial e, se eleita, segurar o lugar do chefão e garantir o bem-estar da companheirada. É sobre essa perspectiva tão grave e ameaçadora que os eleitores precisam refletir. O que estará em jogo, no dia 3 de outubro, não é apenas a continuidade de um projeto de crescimento econômico com a distribuição de dividendos sociais. Isso todos os candidatos prometem e têm condições de fazer. O que o eleitor decidirá de mais importante é se deixará a máquina do Estado nas mãos de quem trata o governo e o seu partido como se fossem uma coisa só, submetendo o interesse coletivo aos interesses de sua facção.

>

> Não precisava ser assim. Luiz Inácio Lula da Silva está chegando ao final de seus dois mandatos com níveis de popularidade sem precedentes, alavancados por realizações das quais ele e todos os brasileiros podem se orgulhar, tanto no prosseguimento e aceleração da ingente tarefa - iniciada nos governos de Itamar Franco e Fernando Henrique - de promover o desenvolvimento econômico quanto na ampliação dos programas que têm permitido a incorporação de milhões de brasileiros a condições materiais de vida minimamente compatíveis com as exigências da dignidade humana. Sob esses aspectos o Brasil evoluiu e é hoje, sem sombra de dúvida, um país melhor. Mas essa é uma obra incompleta. Pior, uma construção que se desenvolveu paralelamente a tentativas quase sempre bem-sucedidas de desconstrução de um edifício institucional democrático historicamente frágil no Brasil, mas indispensável para a consolidação, em qualquer parte, de qualquer processo de desenvolvimento de que o homem seja sujeito e não mero objeto.

>

> Se a política é a arte de aliar meios a fins, Lula e seu entorno primam pela escolha dos piores meios para atingir seu fim precípuo: manter-se no poder. Para isso vale tudo: alianças espúrias, corrupção dos agentes políticos, tráfico de influência, mistificação e, inclusive, o solapamento das instituições sobre as quais repousa a democracia - a começar pelo Congresso. E o que dizer da postura nada edificante de um chefe de Estado que despreza a liturgia que sua investidura exige e se entrega descontroladamente ao desmando e à autoglorificação? Este é o "cara". Esta é a mentalidade que hipnotiza os brasileiros. Este é o grande mau exemplo que permite a qualquer um se perguntar: "Se ele pode ignorar as instituições e atropelar as leis, por que não eu?" Este é o mal a evitar.


Fonte: http://arquivoetc.blogspot.com/2010/09/o-mal-evitar-editorial-o-estado-de-s.html

As "Zelites" De Lula


AS “ZELITES” DE LULA




Todo ditador, ou aprendiz de tirano, tem ódio aos intelectuais. Por isso Lula tem ódio a Fernando Henrique. Além de ter perdido para ele duas vezes, e no primeiro turno, não aguenta o fato de ser criticado, sobretudo pela popularidade que tem. Acredita que poderá falsificar a história, quando pode ser apontado como um fracasso, ao colocar empecilhos para um efetivo desenvolvimento do capitalismo pátrio. Não fez nehuma reforma institucional. Aparelhou o estado, aumentando-o de tamanho, como sempre, atrapalhando os negócios. Na educação foi uma verdadeira nulidade. Foi no mínimo conivente com a corrupção, não só dos seus aliados, a nata da cleptocracia nacional, mas do próprio PT, antes tão cioso da ética na política. Ainda mais vocifera contra a democracia, ao tentar desmoralizar a imprensa que o critica, e aponta não só as falhas gritantes do seu governo, mas os casos de corrupção, que ademais não são poucos. Devem ser a ponta do icberg. Talvez por isso, ele tenha tando medo de perder esta eleição, já quase ganha. Para ele gente boa é a que o aplaude, como a própria imprensa, como sempre cheia de petistas. Como disse Fernando Henrique, um dos grandes erros da oposição foi não desmistificar Lula. Esse pecado, pelo menos estra pobre escriba nunca cometeu. Graças a deus.



PRIMITIVISMO POLÍTICO




O Sr. JoséLuiz Sampaio disse aqui em Caetés, que quem não gostasse dele, que se mudasse do município. É um democrata, não? Quer dizer que ele quer interferir no direito do cidadão de ir e vir. Ainda mais que ele não é residente da cidade, pois desde há muito mora em Recife, onde de fato funciona a administração de Caetés. Acho que ele considera a cidade seu feudo juntamente com sua enorme família, que de fato vivem às custas do município. Parece um ditadorzinho de plantão, pois como nos tempos da ditadura, o principal slogan era “Brasil, ame-o ou deixe-o”. Para este cidadão, só presta babão. Tal qual Lula, detesta oposição. Ele deve estar com saudades dos tempos em que era da arena jovem na época do regime militar. Ridículo, não? Mas tem tudo a ver com Lula e o PT.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Democracia e Imprensa


DEMOCRACIA E IMPRENSA




Não existe democracia sem imprensa livre. Nunca, em qualquer lugar do mundo democrático funcionou quaisquer controle sobre a imprensa que mão resulte em algum tipo de censura. E a imprensa tem limites, não se pode publicar o que quiser, sobretudo nesses tempos ditos politicamente corretos. Só ditadores ou autocratas não gostam da imprensa. Usam a liberdade de imprensa para implantar suas ditaduras, não é Lênin? Não é Hitler? Claro, não estou comparando Lula com estes dois monstros, mas tem muita gente em seu derredor que adora o primeiro. Gente como Zé Dirceu, ou mesmo Franklin Martins, por exemplo. E Dilma? É mentirosa quando diz que pegou em armas para defender a democracia, mas na verdade, queria usá-la para implantar uma ditadura leninista no Brasil. Li muitos manuais leninistas. Como todo metido a comunista, respeitava e admirava Lênin o ‘Guia genial dos povos” segundo Gramsci, comunista italiano que nos anos setenta fez algum sucesso por aqui. Também fui um dos seus admiradores, sobretudo por suas ligações com a moderada Segunda Internacional Comunista, com colorações, digamos social-democratas. Todos os comunistas eram orientados para adorar a santíssima trindade do comunismo, segundo Reymond Aron; Marx, Ecgels e Lênin. Os stalinistas quiseram emplacar Stálin mas não deu certo por muito tempo. Felizmente. Mas para muitos comunistas, Lênin é e deve ser poupado. Não deve. Era um crápula, e teria coragem de pisar no pescoço da mãe em prol da revolução. Foi ele quem implantou as bases do estado totalitário, o qual os nazistas das SS tanto admiravam. Uma das primeiras medidas de Lênin foi aniquilar toda a imprensa. Só o partido podia ter jornais. E censurar as artes e tudo o mais. Um aniquilamento quase total das artes do país. É com gente que pensa assim que o Brasil vai ser governado? Vade retro satanás!



ESTRANHOS TEMPOS



Fernando Gabeira deu uma palestra no clube militar sobre terrorismo e democracia. A UNE, a CUT e outras centai$ $indicais menos votadas, participaram de uma manifestação contra a liberdade de imprensa. Todas pelegas, mafiosas. A UNE também, virou chapa branca. Também recebe grossos subsídios do governo. Gabeira é um sincero convertido à democracia há tempos. Hoje renega o terrorismo e o sequestro político, por exemplo. Não mente, como Dilma, dizendo que pegou em armas para defender a democracia. Sabe muito bem o quanto as esquerdas da época eram “democráticas”. Todos, como o velho Lênin, ou mesmo Trotski o grande dissidente à esquerda do sangrento século XX, pregavam em aproveitar as brechas do estado burguês e da democracia, para chegar à ditadura do proletariado. E ainda tinham os “democratas” maoístas. Estes eram da turma do PC do B, que pensando que o Brasil era a China, tentaram fazer uma guerrilha no Araguaia no começo dos anos setenta, se não me engano. Pelo menos uma cantena de jovens fanáticos foram perseguidos por mais de dois anos na selva, e aniquilados. Quando não, sofreram horríveis torturas. Enquanto isso, os duros do regime vibravam. Pensavem que o poder estava com eles, e quase o mantiveram, diga-se de passagen. Geisel autocraticamente afastou os duros do regime ao demitir Sylvio Frota, num feriado de Nossa Senhora Aparecida. E garantiu a abertura política possibilitando a volta da democracia. Que o PT e Lula foram contra com Tancredo na Época. Isto é história.

IMPRENSA BOA



Para Lula e seus reacionários assessores, imprensa boa é àqiela que sempre elogia. Aliás, Lula sempre teve muitos babões jornalistas. Ele mesmo já disse que a imprensa foi muito importante para a sua ascensão. Bem , mas o que este cidadão diz, não se escreve. Nunca, em toda a história deste país , tivemos um presidente tão iletrado e mentiroso. Ademais, não foi a imprensa quem invenmtou os escândalos da casa civil. Já pensaram, um escândalo desses com o PT na oposição? Vige Maria!



MARINA



Dilma desceu um pouquinho. Torço para que caia mais. Marina está subindo, sobretudo entre os formadores de opinião. Se a tendência continuar, teremos segundo turno. Se for com Marina Tudo bem. Votarei nela, claro. Contra esta camarilha que está no poder não deixa de ser uma boa opção.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010


Entrevista:: Fernando Henrique Cardoso.


Entrevista:: Fernando Henrique Cardoso. Ex-presidente da República

O ESTADO DE S. PAULO



''Acabar com a desigualdade não é tudo''



FHC diz que intervém no debate sempre que Lula excede os limites e que o presidente da República é responsável pelos maus exemplos que vem dando nos palanques



Rui Nogueira / BRASÍLIA



Acabar com a desigualdade não é tudo; os maus exemplos no comportamento político têm um viés de "democracia popular"; os laços com o corporativismo são fortes, significam um retrocesso e "não são um bom manto para a democracia".



A síntese é acrescida da percepção de que "há abuso de poder político" e foi feita pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (1995-2002). Ele diz que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez uma "assombrosa conversão ao passado".



A seguir, os principais trechos da entrevista concedida no início da semana.



O sr. não acha que os exageros retóricos do presidente Lula vão além da circunstância eleitoral e podem estar desligando da tomada os aparelhos da democracia?



Sinceramente, não acho que o presidente Lula tenha uma estratégia nessa direção. Acho que a democracia tem raízes fortes no País, a sociedade é muito diversificada, a sociedade civil é mais autônoma do que se pensa, as empresas são poderosas, a mídia é poderosa. Não acho que o Lula tenha um projeto para cercear a democracia. O que ele tem é uma prática que, às vezes, excede o limite. E, quando isso acontece, eu me manifesto. A democracia não é um fato dado, é uma constante luta. Se a gente começa a fechar os olhos às pequenas transgressões, se elas vão se acumulando, isso tudo distorce o sentido das coisas.



Há algum problema na origem da nossa cultura política?



Sim, a nossa cultura política não é democrática. Nós aceitamos a transgressão com mais facilidade, nós aceitamos a desigualdade perante a lei, para não falar das outras desigualdades aceitas com mais facilidade ainda. Você tem um arcabouço democrático, mas o espírito da democracia não está consolidado.



E de quem é a culpa?



Não é de ninguém. Mas a responsabilidade para não quebrar esse arcabouço e reforçar o espírito da democracia é de quem tem voz pública. O presidente da República é responsável porque a conduta dele, no bom e no mau sentido, é tomada como exemplar. Portanto, ninguém é culpado, mas há responsáveis.



De que maneira explícita pode então ser atribuída uma cota de responsabilidade nesse processo ao presidente Lula?



Uma das coisas que mais me surpreendeu na trajetória política do presidente Lula foi a absorção por ele do que há de pior na cultura do conservadorismo, do comportamento tradicional. Ele simplesmente não inovou na política.



Dê exemplos.



O Lula adotou o clientelismo. Veja o caso do Amapá, onde o presidente Lula pede voto no fulano e fulano porque é amigo. Depois se descobre que o fulano está envolvido em escândalos, mas aí desenrola-se uma mistificação dizendo que nunca se puniu tanto como no governo dele. Isso é um comportamento absolutamente tradicional. Desde quando passou a mão na cabeça dos aloprados, o critério é sempre esse. No fundo, o Lula regrediu ao Império, aplicando a regra do "aos inimigos a lei, aos amigos a lei". Ele não inovou do ponto de vista político, mas poderia ter inovado.



O sr. esperava um presidente Lula mais democrático, mas está apontando traços caudilhescos no comportamento dele.



O PT quando foi criado se opunha ao corporativismo herdado do fascismo e de Getúlio Vargas. No poder, o que vemos é que ele ampliou esse corporativismo. O PT trata esse corporativismo como se fosse um movimento da sociedade, quando nós estamos diante da ligação de grupos corporativistas ao Estado e o controle desses grupos pelo Estado.



Responda "sim" ou "não" a esta pergunta: Lula tem alguma tentação a cultivar uma variante para a democracia popular?



Sim.



Explique a resposta.



Lula não tem esse propósito, mas a recorrência do linguajar político e a forma de agir levam à crença de que o que vale é ter maioria. E democracia popular é o quê? A democracia é mais do que ter maioria, o que é conquistado à força pelas ditas democracias populares. Democracia também é respeito à lei, respeito à Constituição, respeito às minorias e à diversidade. Tudo isso é obscurecido nas democracias populares, onde se entende que, se você tem a maioria, você tem tudo e pode tudo. Tem o direito de fazer o que bem entender. O presidente Lula não pensa em fazer isso, mas essas são as consequências do comportamento político que ele tem. Precisa ter limites.



Concretamente, que tipo de limite deveria ser imposto ao presidente Lula?



Não se pode, por exemplo, ver o presidente, todos os dias, jogar o seu peso político na campanha eleitoral. E vem agora uma senhora recém-empossada como ministra-chefe da Casa Civil (N.R.: Erenice Guerra, que caiu na quinta-feira, um dia depois da gravação desta entrevista) acusar o principal candidato da oposição, o José Serra, de "aético". Acusa por quê? Porque o candidato está protestando contra a violação do sigilo fiscal de sua família. Ela não tem expressão política alguma, mas baseia a acusação no quê? No princípio de que quem pode e quem não pode se sacode.



O sr. foi surpreendido com o discurso do "nunca antes neste País" do presidente Lula?



De alguma maneira, sim, mas nem tanto. O comportamento do Lula, mesmo no tempo de líder da oposição, sempre foi de uma pessoa loquaz, fácil de apreender as circunstâncias políticas, muito mais tático do que estratégico. Ele falou em "metamorfose ambulante" e isso explica bem o seu estilo e caracteriza bem o seu traço de conservadorismo.



Qual foi, então, a sua grande surpresa com Lula?



Achei que ele fosse mais inovador, capaz de deixar uma herança política democrática, mostrando que o sentimento popular, a incorporação da massa à política e a incorporação social podem conviver com a democracia, não pensar que isso só pode ser feito por caudilhos como Perón, Chávez etc. Essa é, aliás, a imagem que o mundo tem do Lula, que ele está incorporando os excluídos - o que já vinha do meu governo, a partir da estabilização econômica, mas é verdade que ele acelerou. Mas Lula está a todo o instante desprezando o componente democrático para ficar na posição de caudilho.



O que está na origem dessa tentação?



Na Europa, já não é mais assim, mas em alguns lugares ainda se acha que acabar com a desigualdade é tudo, que vale tudo para acabar com a desigualdade. Valia até apoiar o regime stalinista, o que Lula nunca foi. O que ele tinha de inovador é que o PT falava de democracia, um lado que está sendo esquecido. Nunca disse uma palavra forte em favor dos direitos humanos. Pode, perfeitamente, dizer que o caso nuclear do Irã não pode servir para atacar o país, lembrar o Iraque, mas, ao mesmo tempo, tem de ter uma palavra forte em defesa de uma mulher que pode morrer apedrejada.



O sr. já disse que o governo Lula tem realizações próprias suficientes para não precisar ser "mesquinho" e usar esse "nunca antes neste País". Por exemplo?



O governo do presidente Lula atuou bem diante da crise financeira mundial (2008/2009). Isso não é fruto do passado, é fruto do presente. Nas outras áreas, ele deu bem continuidade, mas na crise podíamos ter naufragado e ele não deixou naufragar.



Outro exemplo de bom serviço prestado pelo governo Lula ao País?



Não sei qual a razão, mas o Lula acertou ao não engordar o debate sobre o terceiro mandato. Não sei se está ou não arrependido, mas o certo é que ele não engordou esse debate.



Em compensação, entrou na campanha com se estivesse disputando o terceiro mandato.



E não precisava. Ele podia atuar dentro da regras democráticas, mas está usando o poder político para forçar situações eleitorais. Há até um movimento em que ele se envolve para derrotar senadores da oposição, parece um ato de vingança porque não gostou da atuação deles no parlamento.



A jornalista e colunista do Estado Dora Kramer falou, há dias, de uma "academia inativa por iniciativa própria". É isso?



A frase pode ser um pouco forte, tem muito intelectual opinando, mas a academia está muito distante da vida, produzindo análises vazias. Lidam mais com conceitos do que com a realidade. Falam muito sobre livros, em vez de falar e escrever sobre o processo da vida. Houve, sim, um afastamento da academia desses desafios. A situação do País é boa, a começar pela situação econômica e social, e isso paralisa muita gente, mas a academia é que tem de manter o senso crítico, alertar, dizer o que está acontecendo e que merece reparos.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Traços em relevo


Traços em relevo


Miriam Leitão



O Globo - 21/09/2010



Em 2003, o Bom Dia Brasil me enviou para Caracas. Era um momento decisivo da fratura da sociedade venezuelana. Conversei com muita gente, vi imagens fortes, acompanhei passeatas e entrevistei Chávez. Diversas vezes ouvi, de um lado e de outro, que Lula era igual a Chávez.



Sempre reagi, ofendida, falando das convicções democráticas de Lula para acentuar a diferença.



Continuo achando que Lula tem mais virtudes que Chávez, mas para quem viu aquele momento, as semelhanças com esse final de governo são assustadoras.



Uma das táticas do presidente venezuelano era atacar a imprensa. Dizia que ela abusava da liberdade que ele “concedia”, tratava os jornalistas como inimigos, acusava os jornais de serem partidos políticos, gritava em comícios que havia uma unidade entre ele e a opinião pública, como se as pessoas fossem uma massa sem diversidade de pensamento.



Lula tem criticado a imprensa diariamente. Não é novidade. Mas no discurso de sábado, ele foi ainda mais fundo no modelo chavista, num ataque desconexo e impróprio aos órgãos de imprensa que, na opinião dele, são “uma vergonha” e “destilam ódio e mentira”. Prometeu “derrotar alguns jornais e revistas que se comportam como se fossem um partido político” e firmou que esses órgãos “não são democratas e pensam que são democratas”.



A democracia não pertence ao presidente. Pela sua natureza, ela é construção coletiva. Foi construída por uma luta coletiva e só por ela será preservada.



O governante é apenas, por um tempo determinado, investido do poder de governar. Isso não lhe dá poderes divinos, nem o direito de ofender com a acusação de não ser democrata qualquer pessoa que pensa de forma diferente, ou que diz ou escreve o que ele não considera conveniente.



Por causa do que foi revelado pela imprensa nos últimos dias é que o governo demitiu, até agora, quatro funcionários: a ministrachefe da Casa Civil, um diretor dos Correios e dois funcionários do Palácio do Planalto. Ou bem a imprensa estava publicando matéria eleitoreira, e todos tinham de ser mantidos em seus lugares, ou o que foi publicado tem substância e, por isso, o governo precisa se livrar dos que se comportaram de forma inadequada.



Se todos saíram do governo, só pode ser a segunda hipótese e isso significa que as reportagens ajudaram uma depuração do próprio governo.



O presidente não tem tido serenidade, não tem exercido o papel de presidente de todos os brasileiros, ajuda a fraturar o país; como Chávez tem feito. Suas manipulações dos fatos são grosseiras, como quando disse: “A oposição tem saudade do tempo em que se governava em cima dos tanques”.



Lula desrespeitou e ofendeu inúmeros brasileiros que são oposição ao governo e que resistiram, com atos e palavras, contra o poder dos que governavam em cima dos tanques. Já os com-tanques daquela época foram aceitos na vida democrática, porque o tempo passou, e é momento de concórdia.



Do lado do presidente está, por exemplo, José Sarney, que foi diligente seguidor dos que governavam sobre tanques; outra pessoa que ele admira é o ex-ministro Delfim Netto. Existem vários. O presidente sabe.



Mas em cima de um palanque, usa seu dom de iludir.



A Venezuela tem uma história diferente tanto no governo quanto na imprensa.



Mas hoje, há semelhanças com a busca, pelo governante venezuelano, de minar a credibilidade dos órgãos de imprensa para executar seu projeto de fechamento de órgãos, suspensão de concessões, cerceamento do direito de informação e opinião. Foi o caminho da fratura da sociedade venezuelana, que não pode, nem deve ser, imitada.



Num ataque digno de Luís XIV, Lula sentenciou: “Nós somos a opinião pública”.



Errado de novo. Ninguém é a opinião pública.



Ela é diversa, tem várias facetas, se organiza hoje numa direção, muda no dia seguinte, se divide e se agrupa dependendo do tema.



A opinião pública é feita e desfeita diariamente. Não tem dono. Só os governantes autoritários acharam que podiam controlá-la e, quando conseguiram, foi por pouco tempo e com trágicas consequências.



Lula avaliou que seu legado seria reconhecido, se ele elegesse o seu sucessor.



Escolheu a candidata Dilma Rousseff, tem sido capaz de transferir votos e ela, de manter e atrair eleitores. Deveria estar contente, mas entrou num redemoinho com a excitação da campanha e aprofunda os ataques descabidos à imprensa, à oposição, às instituições. Assim, corre o risco de ganhar a eleição, mas deixando como legado uma democracia mais fraca, um padrão de comportamento do governante e do governo que abastardam o processo eleitoral, fortalecendo o grupo entre seus seguidores que tem projeto autoritário.



Chávez mantém o poder há 12 anos e permanecerá por mais tempo, mas ele é um perdedor. Hoje, a economia, a política, a democracia e a sociedade venezuelana carregam as sequelas dos seus erros e excessos.



Continuo acreditando que Lula e Chávez são diferentes, mas é doloroso reconhecer no presidente brasileiro alguns detestáveis traços do presidente venezuelano.



Nos últimos dias, esses traços estiveram em relevo.

GOLPISTAS DE CAETÉS




A tentativa tresloucada de inventar e realizar uma reunião, dita extraordinária, ao arrepio da lei, contrariando todas as normas regimentais da câmara de vereadores, deu no que todo mundo de sã consciência esperava: Nada. O ministério público classificou o ato de “caricatural golpe de estado”, concluindo que “a sociedade não tolera o vale tudo na política. As normas regentes do legislativo municipal devem ser observadas, independentemente do inquilino do poder da vez”. Que “as reuniões extraordinárias realizadas na Câmara Municipal de Caetés em 14.9.2010 violentaram as normas legais e regimentais”. Está no site do poder judiciário de Pernambuco para quem quiser ver. O sr. José Luiz Sampaio, mente como nunca se viu, sobretudo para alguns de seus fanáticos eleitores, que pasmem, ainda existem. Mesmo com todas as evidências, sua campanha ainda está nas ruas tentando enganar toda a população do agreste, sobretudo a de Garanhuns. O sujeito quer porque quer atrapalhar Izaías aí na cidade vizinha. Onde ele arranja dinheiro? O povo quer saber. O povo deve saber. E os vereadores que concordaram com esta palhaçada, podem ser processados por prevaricação. Ou seja, usarem a câmara e seus mandatos para cometerem irregularidades em prol de uma facção política, ou seja, atendendo a interesses escusos. Bem feito. Que assim seja. Se forem processados como devem, será que é a prefeitura que pagará seus advogados? Quem duvida? Tudo isso é uma vergonha. Sobretudo para a pobre gente que votou nesse pessoal.

domingo, 19 de setembro de 2010



Num primeiro momento, Dilma Rousseff dissera que o ‘Erenicegate’ era problema do governo, não de sua campanha.


Neste sábado (18), a candidata atualizou o bordão de Lula ‘Não sabia de Nadinha’ da Silva: “Não
cheguei a tomar conhecimento”, disse ela.

Até aqui, o Brasil vinha sendo apresentado a uma presidenciável extraordinária, gerente impecável, gestora de êxitos retumbantes.

Ao dizer que não sabia o que se passava ao redor de Erenice Guerra, Dilma pede para ser vista como boba involuntária, não como cúmplice espontânea.

Todo mundo tem o direito de dizer o que bem entende. Mas aquela personagem da propaganda eleitoral perdeu o nexo.

Um artigo levado às páginas deste domingo (19) pelo repórter Elio Gaspari ajuda a entender o por quê. Vai abaixo o texto:

“Segundo a superstição petista, Dilma Rousseff é uma executiva altamente qualificada. Que seja. Ela teve um loja de cacarecos panamenhos chamada ‘Pão e Circo’, no centro comercial Olaria, em Porto Alegre, mas a aventura durou 17 meses.

Fora daí, seu currículo ficou na barra da saia da viúva. Nele, embutiu um doutorado pela Unicamp que nunca foi concluído, mas deixou de mencionar sua única, banal e pitoresca passagem pela atividade privada.

Nomeada ministra de Minas e Energia, por Nosso Guia, assistiu ao loteamento de sua pasta e a ida do engenheiro Silas Rondeau para a presidência da Eletronorte. Qualificava-se com títulos da Universidade Sarney, onde teve como orientador o eletrizante empresário Fernando, filho do ex-presidente.

Em 2004, a ministra fritou o presidente da Eletrobras, Luiz Pinguelli Rosa, engenheiro nuclear, doutor pela UFRJ, com passagens por sete universidades estrangeiras. Para o seu lugar, turbinou Rondeau, que acabou substituindo-a no ministério.

Em maio de 2007, um assistente do doutor foi preso pela Operação Navalha. Acusado pela Polícia Federal de ter recebido R$ 100 mil de uma empreiteira, Rondeau deixou o cargo. Denunciado por gestão fraudulenta e corrupção passiva, ele se tornou o sétimo ministro de Nosso Guia apanhado pelo Ministério Público.

Rondeau subiu na vida por conta da aliança política com José Sarney, Erenice foi para a Casa Civil com credenciais típicas do comissariado: a fidelidade ao aparelho petista e à comissária Rousseff. Juntas, deixaram as impressões digitais no episódio da montagem de um dossiê com as despesas de Fernando Henrique Cardoso no Alvorada.

(Há dias, um cálculo da Rede Guerra de Trabalho e Emprego informava que, em 15 anos, Erenice, seus três irmãos e dois filhos passaram por pelo menos 14 cargos. Há mais: foram pelo menos 17, distribuídos pelos setores de urbanismo, educação, saúde, transportes, segurança, energia, planejamento e pela burocracia legislativa. Israel, filho da doutora, tinha uma boquinha na Terracap e José Euricélio, irmão dela, bicou na editora da Universidade de Brasília e estava na teta da Novacap.)”.

Em nome do oba-oba, Lula flerta com ‘Bolsa Viseira’


Em passado recente, a junção do PT com a máquina de xerox interrompeu a carreira de vários segredos nas repartições públicas de Brasília.

Infiltrado na engrenagem do Estado, o petismo abiscoitou dados sigilosos de sucessivas administrações –de Collor a FHC, passando por Sarney.
Pescados à sorrelfa, os dados eram gostosamente repassados a jornalistas nas sombras de CPIs urdidas no Congresso.
A chegada de Lula à Presidência, em 2003, produziu uma metamorfose. O ex-PT tomou aversão por CPI. E passou a odiar jornalistas.
Receando provar do próprio veneno, o “novo” governo adotou a política da língua presa. Sob Lula, Brasília passou a viver uma fase de oba-oba.
Um período que não pode ser conspurcado pela desenvoltura de jornalistas indiscretos. Ir muito fundo na investigação de qualquer tema tornou-se um desserviço à causa da unanimidade.
O repórter que pergunta demais é, agora, um chato a ser contido. Pelo menos até entender que a era do oba-oba extinguiu a velha dicotomia entre certo e errado.
Agora só há o conveniente e o inconveniente. E a crítica, definitivamente, não convém. Sobretudo quando chega em ano de eleição.
A situação de Lula reclama compreensão. É dura a vida de um presidente que preza a biografia ao mesmo tempo que cuida do PMDB e lida com a parentela de Erenice Guerra.
Não é fácil compatilizar a modernidade vermelha com atores cinzentos e antiquados como Sarney e os amigos dele do Amapá. Difícil combinar o Brasil novo com práticas tão antigas como o tráfico de influência.
Assim, é compreensível que, ao discursar nos palanques da pupila Dilma Rousseff, Lula se vista como personagem do mundo dos espetáculos.
Como presidente, Lula nunca teve relações amistosas com a autocrítica. Como cabo eleitoral, leva a crítica aos críticos a fronteiras extremas.
Num cenário em que José Serra assumiu o papel de exterminador da oposição, Lula decidiu se concentrar na mídia. Ataca jornais e revistas.
Tem pronunciado discursos memoráveis. Os trechos mais relevantes são as pausas. Mas ele fala tão grosso que fica impossível escutar-lhe o silêncio.
Ator solitário de sua própria sucessão, Lula aproveitou um comício deste sábado (18), em Campinas, para dar um conselho aos seus candidatos.
"Eu queria pedir para você Dilma e para você Mercadante: não percam o bom humor, deixa eu perder. Eu já ganhei...
“...Se mantenham tranquilos porque, outra vez, nós não vamos derrotar apenas os nossos adversários tucanos...”
“Nós vamos derrotar alguns jornais e revistas que se comportam como partido político e não tem coragem de dizer que têm partidos políticos, que tem candidatos...”
“...Não tem coragem de dizer que não são democratas e pensam que são democratas. Democrata é este governo que permite que eles batam".
Antes do grande líder, José Eduardo Dutra, presidente do PT, já havia injetado no ato eleitoral de Campinas uma imagem bélica. Disse que os difusores de más notícias são "falsos defensores da liberdade”.
Por quê? “Acusam o senhor [Lula] de governar em cima de palanques, mas eles sentem falta dos que governavam em cima de tanques".
Em hora tão grave, o repórter sente-se na obrigação de ajudar. E o faz recordando a Lula e Dutra que eles não precisam assumir as feições de José ‘Abuso do Poder de Informar’ Dirceu.
É desnecessário. A mídia, antes sem importância, tornou-se irrelevante. Algo como 80% do eleitorado informa que Lula é um mito inatacável.
Esquece-se, de resto, que é o governo, não os jornais, quem controla as máquinas de propaganda oficial e de investigação estatal.
É nulo o risco de o noticiário “de oposição” resultar em consequências indesejáveis. Por vias transversas, o petismo atingiu o sonho do controle da imprensa.
No limite, sempre há a alternativa de contrapor aos “tanques” da mídia o modelo leninista. Bem verdade que, junto com ele, viriam a censura e a cadeia.
Mas quem se importa? O silêncio é preço módico quando o que está em jogo é a continuidade que leva à felicidade eterna e mantém a salvo o Brasil do oba-oba.
Em fase colaborativa, o signatário do blog sugere a Lula que baixe uma medida provisória de dois artigos: 1) "Fica instituído no Brasil o programa Bolsa Viseira". 2) "Revoguem-se todas as notícias contrárias".
Propina era paga dentro da Casa Civil



Vinícius Castro, sócio de Israel Guerra, recebeu R$ 200 mil reais dentro da sala onde despachava, a poucos metros do gabinete da ministra da Casa Civil

Israel Guerra, filho da ex-ministra-chefe da Casa Civil, Erenice Guerra, ao lado de Vinícius de Oliveira Castro, ex-assessor da Secretaria-Executiva do Ministério.



Israel Guerra, filho da ex-ministra-chefe da Casa Civil, Erenice Guerra, ao lado de Vinícius de Oliveira Castro, ex-assessor da Secretaria-Executiva do Ministério. (Fotomontagem)



“É o ‘PP’ do Tamiflu, é a sua conta. Chegou para todo mundo”. ‘PP’ significa propina no linguajar da repartição.



A reportagem de capa de VEJA desta semana traz mais indícios da extensão do balcão de negócios que funcionava dentro da Casa Civil. A revista relata o episódio em que o jovem advogado Vinicius de Oliveira Castro, sócio do filho da ex-ministra Erenice, se surpreendeu ao encontrar 200 000 reais na gaveta de sua mesa de trabalho. “Caraca! Que dinheiro é esse? Isso aqui é meu mesmo?”, disse.



Como mostra a reportagem, o dinheiro era propina distribuída aos funcionários do ministério para que eles mantivessem silêncio sobre esquemas de corrupção - ou colaborassem com eles. Um colega mais experiente explicou: “É o ‘PP’ do Tamiflu, é a sua conta. Chegou para todo mundo”. ‘PP’ significa propina no linguajar da repartição. Tamiflu é um medicamento utilizado para combater gripes, em especial a suína. Dias antes, em 23 de junho, o governo fechara um contrato de 34,7 milhões de reais para compra emergencial do remédio. Temia-se, na época, que a gripe suína pudesse se transformar numa epidemia.



A história foi revelada a VEJA por um amigo de Vinícius que trabalhava no governo e por seu tio, Marco Antonio Oliveira, então diretor de Operações dos Correios. Os dois depoimentos foram gravados pela revista. Vinícius relatou ao tio, sem dizer nomes, que outros três funcionários da Casa Civil receberam os pacotes de 200 000 reais. “Foi um dinheiro para o Palácio. Lá tem muito negócio, é uma coisa”, afirmou. Para receber o valor, o ex-assessor da Casa Civil (que pediu exoneração na segunda-feira) explicou ao tio que não precisou fazer nada. “Eu avisei que, se ele continuasse desse jeito, ia sair algemado do Palácio”, disse a VEJA o ex-diretor dos Correios.



Além de funcionário do Planalto, Vinícius foi sócio de Israel Guerra, filho de Erenice Guerra, ministra da Casa Civil até quinta-feira, quando os escândalos que a têm como pivô a derrubaram do cargo. A empresa de Vinícius e Israel intermediava contratos com o governo e "vendia" a influência de Erenice aos seus clientes.

sábado, 18 de setembro de 2010


MENTIROSO E CORRUPTO




Este caso da secratéria de Dilma veio a calhar. Pelo menos o povo terá oportunidade de ligar o desconfiômetro. O governo e a candidata negam envolvimento com o tráfico de influência das barbas do governo. Os fatos, a cada dia, os contradizem. O presidente deixou a presidência para tornar-se cabo eleitoral. Imaginem Fernando Henrique fazendo pelo menos dez por cento dos mal-feitos petistas, como se comportaria a oposição petista. A turma do “fora FHC”. Lembram?



FILHO DE LULA




O gênio empresarial, Lulinha o filho do papai, ainda não foi citado nessa campanha. Ainda Lula reclama da oposição...Será que ele gostaria que o sigilo fiscal dele fosse quebrado? E se quebrado, revelasse onde ele arranjou dinheiro tão rapidamente? Há muito que Lula não é pobre. Há uns cinquenta anos mais ou menos. Só foi realmente pobre na infância em Caetés. O capitalismo paulista possibilitou sua especialização profissional, e daí, frei Chico tratou de o introduzir na política. Frei Chico seu irmão, era ligado ao velho partido comunista. Que era pobre, mas limpinho.


GRANDE JARBAS




Um grande lutador. Aceitou o desafio de ser candidato, está bem atrás nas pesquisas, mas não perdeu a política. Ensina e essas incultas novas gerações a importância da resistência dos verdadeiros democratas. Colocou o estado nos trilhos, deixando-o em boas condições e governabilidade. Ao contrário da sutuação em que o encontrou. Tentou, e conseguiu dar um mínimo de politização à campanhaa, e manteve seu coerente discurso contra “papai” Lula. Lembro-me bem dele na resistência democrática. Ainda continua o velho e bom de briga Jarbas. Um grande político brasileiro. Que Lula quer humilhar, por míseros votos. Não vai conseguir. Nem ele nem Eduardo, nem ninguém.


GRANDE JARBAS




Um grande lutador. Aceitou o desafio de ser candidato, está bem atrás nas pesquisas, mas não perdeu a política. Ensina e essas incultas novas gerações a importância da resistência dos verdadeiros democratas. Colocou o estado nos trilhos, deixando-o em boas condições e governabilidade. Ao contrário da sutuação em que o encontrou. Tentou, e conseguiu dar um mínimo de politização à campanhaa, e manteve seu coerente discurso contra “papai” Lula. Lembro-me bem dele na resistência democrática. Ainda continua o velho e bom de briga Jarbas. Um grande político brasileiro. Que Lula quer humilhar, por míseros votos. Não vai conseguir. Nem ele nem Eduardo, nem ninguém.

SIVALDO




Vamos votar em Sivaldo. Ou mesmo em Izaías, apesar de o mesmo votar nesta camarilha do planalto (vige maria, até parece linguagem do PC do B!). Garanhuns precisa concentrar seus votos em gente da terra. Sem bairrismo, mas só assim funciona. Como ficar sem representação política? Só um idiota da objetividade vota em candidato de fora. Creio que ambos os candidatos deveriam radicalizar nesse discurso. Os dois, nesta reta final de campanha. E não devem ficar se atacando por besteiras. Os votos de Garanhuns dá para os dois, com sobras, ora bolas!



ZOADA EM CAETÉS



A justiça vai se pronunciar sobre o caso da invasão da câmara de vereadores. Logo as coisas estarão em seu lugar. Claro, o mundo não vai acabar se ele não for candidato. Mas que ele está brincando de ser candidato, todos sabem. Só não os pobres desinformados, os lúmpen proletariado da vida. Mas é isso aí. Resta saber quem está financiando esta farsa. A prefeitura? O governo do estado? Os empresários? O movimento comunista internacional? O MOSSAD? A CIA? Queremos aaber. O povo precisa saber. Com a palavra, o sr. José Luiz Sampaio.


                                                            

sexta-feira, 17 de setembro de 2010


Geração espontânea?ELIANE CANTANHÊDE


BRASÍLIA - E não é que a Casa Civil caiu mesmo? A ministra Erenice Guerra foi convidada gentilmente a pedir demissão, e só falta o presidente Lula explicar se foi:

a) para fazer um gesto de caridade com a oposição, coitada, que vai perder feio em 3 de outubro;

b) porque sucumbiu a um complô maligno da imprensa com a elite branca contra a ministra;

c) diante da evidência de que Erenice, os filhos e os irmãos estavam botando a mão na cumbuca;

d) e/ou para todo mundo esquecer rapidinho que Erenice era unha e carne com Dilma Rousseff.

Com Erenice aboletada na Casa Civil, a poucos metros do gabinete presidencial, evidentemente o noticiário seria pautado pelo escândalo durante toda a reta final da campanha. Com Erenice de volta à sua insignificância de "ex-assessora", Lula certamente conta que o caso vá saindo da manchete e perdendo espaço, até se restringir a um pé de página e cair na vala comum do esquecimento, como tantos outros.

Só que Erenice Guerra não chegou ao cargo mais importante do governo porque quis ou por geração espontânea, mas, sim, porque foi indicada pela chefe Dilma, com quem trabalhou lado a lado. Como Dilma é franca favorita para vencer a eleição no primeiro turno, precisa explicar com que informações, com que critérios e de que forma escolhe e nomeia suas pessoas de confiança. Ou é demais pedir isso da virtual presidenta da República?

O PT sempre foi craque ao devassar a vida alheia, providenciar dossiês e contas bancárias para CPIs e até, se necessário, transformar cem em mil, ou mil em um milhão para potencializar o estrago no adversário. Então, como é que o governo nomeia uma pessoa toda enrolada para o ministério mais importante sem saber quem é?

O partido era muito bom para investigar os outros, mas perdeu o pique e não quer ouvir falar de investigação para si mesmo. Nem para o aliado PMDB, evidentemente.

Fonte: http://arquivoetc.blogspot.com/2010/09/geracao-espontaneaeliane-cantanhede.html

''É preciso recuperar a dignidade'', diz FHC


DEU EM O ESTADO DE S. PAULO



O ex-Presidente se diz ""triste"" por não ter havido ""amadurecimento"" do governo - uma referência ao mensalão



Daiene Cardoso



O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso afirmou ontem que a saída de Erenice Guerra do Ministério da Casa Civil não encerra o escândalo envolvendo o núcleo de poder do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "É um detalhe. Nada será suficiente. É preciso recuperar a dignidade", disse. "Como brasileiro, fico triste de ver tantos acontecimentos negativos. É a repetição deles."



Para FHC, o episódio demonstra que não houve amadurecimento político suficiente dos integrantes do governo, referindo-se ao escândalo do mensalão, que acabou provocando, em 2005, a saída do então ministro José Dirceu da Casa Civil. Dirceu foi sucedido na pasta por Dilma Rousseff, a candidata do PT à Presidência que deixou em seu lugar na pasta Erenice Guerra.



Em sintonia com o ex-presidente, o governador de São Paulo, Alberto Goldman (PSDB), avaliou que a saída de Erenice demonstra que existe um problema institucional na Casa Civil. "A instituição governo federal está muito abalada em vários pontos."



"Foco de problemas". No Recife, o presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra, endureceu o discurso em entrevista convocada para falar sobre o episódio em nome do partido e da campanha do presidenciável José Serra. Guerra classificou as denúncias envolvendo a ex-ministra como "caso de polícia" e responsabilizou o governo federal que, na sua avaliação, só tomou a decisão de afastar Erenice com receio dos prejuízos à campanha da candidata do PT, Dilma Rousseff.



"A Casa Civil continua sendo um foco de problemas, de perturbação, de mau exemplo", afirmou. Apesar de não vincular diretamente a candidata petista às acusações contra Erenice, o senador foi enfático. "E cadê a Dilma? A Erenice era seu braço direito quando ela era titular da pasta", disse. Segundo o tucano, o prejuízo para a campanha de Dilma é certo. "O eleitor não é bobo."

Fonte:http://arquivoetc.blogspot.com/2010/09/e-preciso-recuperar-dignidade-diz-fhc.html

A Grande Guerra

A grande guerra

Miriam Leitão

A demissão de Erenice Guerra do cargo de ministra-chefe da Casa Civil não desobriga o governo de investigar o caso. Ele tem indícios escabrosos de tráfico de influência no coração do governo e está ligado a uma pessoa que desde 2002 tem trabalhado diretamente com a candidata Dilma Rousseff.

Erenice é o elo entre este governo e o que pode ser o próximo. É preciso entender o que houve.

Há casos que começam simples e só com o tempo se complicam. Esse estourou já num grau de complexidade espantoso.

A ex-ministra parecia ser um consórcio: dois filhos, dois irmãos, irmã, ex-cunhada, assessor, mãe de assessor, irmão da mãe de assessor, marido, todos de alguma forma envolvidos em negócios ou conflito de interesses dentro do governo.

Sua primeira reação, quando começaram a ser publicados os abundantes indícios de irregularidades que a cercavam, foi fazer uma nota com timbre e autoridade do Palácio do Planalto acusando o candidato adversário de ser "aético e derrotado".

Mais uma inconveniência no meio de tantas, porque o primeiro a fazer era se explicar ao cidadão e contribuinte brasileiro.

Mas essa nota foi mais uma prova de que o Brasil não tem mais governo, tem um comitê eleitoral em plena e intensa atividade. A demissão de Erenice, que ninguém se engane, não é um tardio ataque de moralidade. É o resultado de um cálculo eleitoral.

A dúvida era o que poderia atingir a candidata Dilma Rousseff — manter Erenice, insistindo na tese de que ela era vítima de uma jogada eleitoral, ou demiti-la para tentar reduzir o interesse no caso?

Nada do que foi divulgado pode acontecer num governo sério. Filhos de ministra não podem intermediar negócios, não podem cobrar "taxas de sucesso"; assessor de ministra não pode ser filho da dona da empresa que faz a defesa de interesses dentro do governo; marido da ministra não pode estar num cargo público que dê a ele o poder de decidir sobre o fechamento do contrato que está sendo negociado.

Ministra não faz essas estranhas reuniões com fornecedores do governo. Há outras impropriedades, mas fiquemos nessas primeiras.

A manchete da Folha de ontem trouxe a arrasadora entrevista de um empresário que, munido de e-mails e cópias de contratos, diz que foi vítima de tentativa de extorsão ao pedir um empréstimo no BNDES.

Além das taxas variadas e dos milhões que ele afirma ter sido pedido para a campanha da candidata do governo, chegou a ser pedido 5% num empréstimo de R$ 9 bilhões. Se ele fosse concedido, isso seria R$ 450 milhões.

Erenice Guerra trabalhou com Dilma Rousseff desde a transição, foi seu braço-direito, a enviada especial a missões difíceis, a pessoa a quem ela entregou o cargo quando saiu, em quem tinha absoluta confiança.

O vínculo não é criado pela imprensa, não é ilação, são os fatos. Esse não é o caso apenas do filho de uma ex-assessora, como Dilma disse no seu último debate. Esse é um conjunto assustador de indícios de um comportamento totalmente condenável no trato da questão pública.

Não é importante quem ganha a eleição. É importante como se ganha a eleição. A democracia estabelece que o vencedor é aquele que tem mais votos e ponto final. Cabe aos eleitores dos outros candidatos respeitar a pessoa eleita, a estrutura de poder que ele representa e torcer pelo novo governo. Portanto, ao vencedor, o poder da República por um mandato.

O problema é quando um grupo, para se manter no poder, usa a máquina pública como se fosse de um partido, quando um governo inteiro se empenha apenas em defender uma candidatura, e não o interesse coletivo, quando sinais grosseiros de mau comportamento são tratados com desleixo pelas maiores autoridades do país, sob o argumento de que se trata de uma briguinha eleitoral.

Nada do que tem acontecido ultimamente é aceitável num país de democracia jovem, instituições ainda não inteiramente consolidadas e desenvolvidas. Não importa quem vai ser eleito este ano, o que não pode acontecer é o país considerar normal esse tipo de comportamento que virou rotina nos últimos dias.

As atitudes diárias do presidente da República demonstram que oito anos não foram o bastante para ele entender a fronteira entre o interesse coletivo e o do seu partido; entre ser o governante de todos os brasileiros e o chefe de campanha da sua escolhida; entre popularidade e indulgência plenária para todo o tipo de comportamento inadequado.

O país pode sair desta eleição derrotado em seu projeto, o único projeto que é de todos os brasileiros: o de construir uma democracia sólida, instituições permanentes e a concórdia entre os brasileiros.

O caso Erenice Guerra é assustador demais para ser varrido para debaixo do tapete.

Os indícios são de que a punição aos envolvidos no escândalo do mensalão, que agora respondem na Justiça por seus atos, não mudaram os padrões de comportamento dentro do governo.

A Casa Civil não pode estar sempre no noticiário de escândalos. É, na definição da candidata Dilma Rousseff, o segundo mais importante cargo do governo. Se é tudo isso, que se faça uma investigação do que havia por lá.

Mas que não seja mais um "doa a quem doer" de fantasia; que não seja a apuração que nada apura, que perde prazos, que confunde e acoberta.

Não é uma eleição que está em jogo. Ela pode já estar até definida a esta altura, com tanta vantagem da candidata governista a 15 dias da eleição.

O que está em jogo é que país o Brasil escolheu ser, neste momento tão decisivo de sua história.

Essa é a verdadeira guerra.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010


STÁLIN VIVE




O senhor José Dirceu, o Golbery do governo Lula, o homem que age nas sombras do poder, da onde nunca saiu, quando fala ou escreve, não consegue conter seu stalinismo latente. Disse recentemente que seria preciso alterar a constituição para controlar a liberdade de imprensa. Essa gente não aguenta uma boa e aguerrida oposição, como aliás era o PT num passado recente. Já pensaram agora com a corrupção governamental em todos os setores da administração, com o velho PT na oposição? Ademais, esta vontade de controlar a imprensa é sempre manifestada por importantes integrantes do partido e do governo. Setores autoritários da velha e carcomida esquerda, que ainda sonham com o totalitarismo mo país, como o famigerado Franklin Martins, que quase se borrou de alegria ao tirar uma foto com Fidel Castro. Dilma presidente, vamos ver como se comporta esta gente no governo. Afinal, Dilma é dessa turma.



SIVALDO



Meu candidato em Garanhuns está com a corda toda. Parece que está fazendo um bom trabalho, na companhia de Silvino e Aurora. Aurora que foi minha aluna na faculdade de direito e de quem fui eleitor e cabo eleitoral quando candidada a deputada, me ensinou muita política na faculdade. Alegremente sempre participava dos debates, e aqui em Caetés todos gostam dela. Que tal fazer uma visitinha à cidade em dia de feira? Acho que dá para arrumar uns votinhos, quem sabe? Sivaldo também é neto da saudosa dona Adelaide, que nos vendia docinhos de leite e de mamão aqui em Caetés, e nos alegrava com suas estórias e cantigas antigas. Ô velha bonita! Foi a malhor vizinha que tivemos. Meu pai, o velho Rafael, tinha por ela uma grande reverência, que nos transmitiu com competência.



CAETÉS



Depois da palhaçada impetrada pelo ex prefeito, com a invasão da câmara de vereadores, o caso vai ser tranquilamente resolvido pela justiça. Que vai dar um basta a estes absurdos que vem ridicularizando a política local. As oposições estão tranquilas, ao lado da lei e do fortalecimento das instituições democrtáticas. Abaixo a ditadura e o coronelismo,e como diria o velho democrata pernambucano Marcos Freire, estamos sem medo e sem ódio.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010


ILEGALIDADE E TRUCULÊNCIA




Foi o que aconteceu ontem na câmara de veradores de Caetés. Foi invadida pelos vereadores aliados do ex-prefeito, e inúmeros militantes, e o pior, capangas. inventaram uma sessão, para anular a anterior que tinha rejeitado as contas do ex prefeito, que quer ser candidato a deputado a pulso, como se diz por aqui. Claro, o ministério público e a justiça estão sabendo, embora talvez não avaliassem a gravidade dos fatos. Este cidadão está querendo fazer uma guerra, instigando o ódio entre os caeteenses. O povo aqui é tradicionalmente pacato, e é um grande erro querer jogar o povo conta o povo. Ninguém aqui quer briga, ainda mais para defender corruptos. Queremos liberdade e democracia, não retrocessos. Lembre-mo-nos dos saudosos políticos seres extremamente pacíficos, que governaram esta cidade no passado. Hermínio Sampaio de Melo, pai do ex prefeito, e meu saudoso pai, Rafael Brasil. Que foram aliados políticos até o falecimento do também saudoso Hermínio, que me lembro muito bem, dirigindo àquele desajeitado fusca, que era o carro da prefeitura na época. Uziel Muniz era oposição, um sujeito forte e determinado, mas educado, informado e polido, que criou uma bela família. Meu pai, na campanha em que ainda por circunstâncias bastante nebulosas, perdeu, vinha sendo provocado por alguns eleitores de José Luiz, impedindo sua passagem em alguns locais, fazia meia volta e voltava. Diante de minha indignação, porque preferia o enfrentamento na época, ele disse-me firmemente: ”Se for para jogar o povo contra o povo, prefiro perder. Ou mesmo não disputar eleições.” Isto me marcou muito, pois foi uma grande lição de política do meu velho pai, velho amigo e admirador de Marco Maciel. Mais uma.

O senhor José Luiz, pode ficar sabendo, que suas atitudes truculentas não metem medo nas oposições, que estão bastante tranquilas. Somos da paz e da democracia, mas não temos medo de ninguém. Nem do Sr. Zé da Luz, nem dos vereadores que envergonharam a câmara, tentando dar legitimidade contra os princípios democráticos que devem nortear a casa. Eu de minha parte, não tenho medo de ninguém. Só dos poderes de Deus, como sempre diz o pobre e sofrido povo de Caetés. Sobretudo os pobres que carregam as bandeiras do Sr. José Luiz, que se expõem tanto por tão pouco. Como são explorados estes pobres cidadãos. Mas estes, coitados, são os que não sabem o que fazem.

terça-feira, 14 de setembro de 2010


AUTORITÁRIO, MENTIROSO E IGNORANTE




Num dos seus já contumazes arroubos fascistóides, Lula , de um palanque que aliás nunca largou desde que assumiu a presidência, disse que o partido de oposição , DEMOCRATAS, devia ser extirpado da política. E que eles, eram os responsáveis pelo suicídio de Getúlio, e por serem de oposição a Juscelino. Além de autoritário, o presidente é um ignorante em história. Sua assessoria podia cuidar do assunto, mas vai ver que são também ignorantes na matéria. Como o povão também de nada sabe, fica como verdadeira a versão da ignorância e também de má fé.

Como sabemos, toda democracia precisa de oposição. O dissenso é a questão mais importante do jogo democrático. Sem minoria não há democracia. Aliás, ditadores como Hitler, começaram como minoria na democracia alemã dos anos vinte. Os ditadores e velhacos de plantão, muitas vezes se aproveitam da democracia para implantarem suas ditaduras, ou mesmo sistemas totalitários. Isto é história. Ainda mais Lula, com a maior cara de pau, nem parece àquele raivoso cachorrão da oposição. Foram contra tudo, e ao contrário do antigo pefelê, nem do colégio eleitoral quiseram participar. Sonhavam com uma revolução comunista aos moldes leninistas, com variações táticas e estratégicas, mas com o mesmo perfil totalitário que norteou o pensamento da esquerda no século XX. Ganharam as eleições, escondendo debaixo do tapete todo esse passado. Até as pedras sabem disso. Só não os áulicos e imbecis de plantão. Além, é claro dos inocentes, que clamam por outros padres Cíceros. Agora vai falar da oposição? Da oposiçãozinha do PSDB e do DEMOCRATAS? Outra coisa: querer identificar o quadro político, social e econômico de hoje com o dos anos cinquenta no auge da guerra fria. Aliás, a oposição da época era barra pesada, com a liderança de um Carlos Lacerda. Grande tribuno e jornalista, o corvo, como chegou a ser apelidado jocosamente pela esquerda, só perdia em grandeza e organização, claro, para o velho PT, quando na oposição, que até contra o plano real foi. Aliás, o velho PT era apelidado pelos comunistas de a UDN da esquerda. De novo, os velhos comunistas estavam certos. Como a velha UDN, de tanto falar em corrupção, o agora carcomido PT, virou um partido corrupto, que anda e protege velhos corruptos da chamada politicalha nacional. Querem governar sozinhos? É ruin, hein?

segunda-feira, 13 de setembro de 2010


SAÍDA À CHINESA?




A situação de Cuba, claro, tem que ter uma saída. Nem Fidel aguenta mais o regime que impôs ao povo cubano. Marx, se vivo , pediria imediatamente a volta do capitalismo para Cuba, e a expulsão, ou melhor prisão, dos mais influentes cacarecos comunistas, a começar pelos irmãos Castro. Mas Fidel está muito doente, deixaria ele morrer no seu doce e breve exílio na Galícia, onde , para possíveis eventualidades, já tem lugar garantido. Já Raúl, condenava-o a ficar alimentando macacos. Ou mesmo penteando-os. Muitos apregoam a saída chinesa. Abertura capitalista, com controle do partido comunista. Seria como, perder os anéis, ficando os dedos. Mas manter essa gente como mandante seria de lascar. Um grande prêmio, não? Mas vamos lá. A saída chinesa foi diferente, sobretudo pela grande tradição manufatureira , milenar no país, direcionada ao capitalismo. Os russos, por exemplo, nunca tiveram esta tradição. E os cubanos? Claro, o que interessa mesmo aos norte-americanos é que a transição não ocasione mais migrações em massa para o país. Assim eles topariam uma transição controlada pela única organização que bem ou mal funciona no país que é o velho, corrupto e carcomido partido comunista cubano. Que os comunas brasileiros adoram, e Lula se baba de sorrisos e afagos.



TRADIÇÃO EM RUMBA




A principal tradição de Cuba é a rumba, as bundas de suas lindas mulatas, e a beleza das praias. Se não fosse Fidel e sua revolução, Cuba seria certamente o país mais rico da chamada América Latina. Só de cassinos e cabarés, o país estaria rico, afinal, a máfia sempre soube como ganhar dinheiro. Mas vai ser tudo de novo reconstruído, para a felicidade de muitos cubanos num futuro próximo. Espero. Este povo não deve sofrer mais. Viva o capitalismo e a safadeza restauradora. Viva a liberdade, chega de caudilhos! Viva o velho rum com coca cola.





PREGUIÇA




A preguiça é certamente o grande legado latino-americano à humanidade. Um baiano, deitado numa redinha, palito na boca, cafuné de negra, isso é que é vida. Trabalhar, ora trabalhar, isso já foi coisa de negro, hoje é de chinês ou oriental. Nosso negócio é ganhar a vida pelo esforço alheio. Dando alguns golpes, trabalhando e roubando do estado. Deitados em berço esplêndido da burocracia, milhões vivem à sombra de suas repartições públicas. Que existe para dar emprego a vagabundos e a piorar a vida dos cidadãos. Que sonham, desde os tempos imperiais, em ter uma colocaçãozinha no estado. O velho empreguinho público. De preferência de caráter perpétuo e se possível hereditário.




POVO SAFADO



Todo mundo fala das safadezas dos políticos. Não sem razão, devemos reconhecer. Mas o povão também é safado. Tolera a corrupção, desde que também leve algum. Que tal uma centena de telhas? Ou mesmo tijolos? Quem sabe dentaduras ou mesmo sandálias de dedo? E o pior, é que o povão se vende barato, pois vota maciçamente nos corruptos. Deviam mesmo comer e não votar. Maluf, se não fosse a lei de ficha limpa não estaria eleito? Aliás ele anda dizendo ser o homem mais ficha limpa do Brasil. É um cara de pau, que já devia há muito estar na cadeia. Hoje sofre afagos de Lula e de muitos petistas, que só fazem o que o homem manda. Ou mehor, o papai. O papai que se orgulha do filho que enricou misteriosamente em seu governo nunca antes neste país. Mas todo mundo quer ser paternalista com o povão. Aliás, pobre para muitos já está absolvido, devido a essa triste condição social. Por isso muitos amam o presidente, porque ele teve origem pobre. Se teve essa origem pode fazer tudo. Ou quase tudo. Mas o velho Lula foi formado mesmo nas máfias sindicais, onde nunca largou o osso. E que um belo dia deve ser desmontada nesse velho e ainda atrasado país.

BOA ROBERTO



BOA ROBERTO




Quase queimei a língua, estranhando a raiva que o amigo Roberto Almeida tinha de Marco Maciel. Mas ele, como bom analista que é, reconhece pelo menos a honestidade do homem. Isto já é um bom começo. Ademais, esse negócio de ditadura é besteira. O amigo Roberto não apóia Inocêncio Oliveira, um, digamos, neo-lulista? E Marco Maciel na época da ditadura, nunca esteve de lado dos setores mais repressivos do sistema. Antes pelo contrário, em inúmeros casos ele favoreceu, de dentro, muitas pessoas, sobretudo pelas suas ligações com a igreja católica. Participou efetivamente do Governo Geisel, que prendeu e afastou os duros do regime, possibilitando a abertura democrtática. Isto é história, amigo Roberto. Meu velho pai estava certo em gostar muito de Marco Maciel. Em relação a você, amigão, espero que mude um pouquinho e vote nele. É muito melhor do que votar naquele coronel de indústria, Armando Monteiro, ou mesmo votar no chatíssimo e extremamente governista Humberto Costa, ainda aom aquele ar de politicamente correto. Já que você gosta tanto de Caetano Veloso, que acho um chato, a não ser quando canta uma música brega, faça como ele. Se fosse pernambucano votaria no velho senador.



HERÓI



Com esse governismo, e o presidente papai-dos-pobres, vociferando contra ele, o velho senador, magro como Dom Quixote, resiste, e quem sabe, ganha a eleição. Se acontecer, será uma eleição histórica, e a constatação do agradecimento e honradez de muitos pernambucanos. Uma eleição contra os chatos e reacionários, hoje, sobretudo os de esquerda que são ampla maioria. Aliás, o retrocesso político, institucional, econômico e social está com essa esquerda. Hoje, ser da esquerda leninista é reacionarismo puro. Assim como defender Fidel ou Hugo Chávez. Vamos ver se, contra toda a pressão política deste governo corrupto e mentiroso, Marco Maciel seja eleito. Ou melhor, re-eleito. O liberalismo político e econômico agradecem.



DEBATE



Com o debate de ontem, Serra equilibrou seu discurso. Foi de longe o melhor, é também de longe o melhor candidato, apesar dos conhecidos defeitos. Dilma é horrível, e se eleita, Lula ainda vai pagar esta desfeita ao povo brasileiro. Plínio, um velho rabugento esquerdista católico - até onde isso for possível - promete acabar com o agro-negócio que é o responsável pelo nosso superavit comercial, pode? Devia ser amordaçado como louco e ser retirado do debate para um hospício. Mas pelo menos, como um intelecrtual do diabo, às vezes diverte, mas será que ele acredita mesmo no que diz? Marina é muito boazinha, é certinha demais. Está mais para freira do que para presidente. Ainda mais, marquetada pela turma da moda e zona sul carioca, ficou uma indiazinha arrumadinha. É limpinha, mas não dá. Quem sabe, governadora do Acre? Ou mesmo do Rio de Janeiro? Aí seria demais! Seria a ascensão da tradicional esquerda chic carioca de que tanto nos falava Nelson Rodrigues. Quantos decotes politizados...Quantas amantes espirituais de Che Guevara.





CHE GUEVARA E DILMA



Por falar em Che Guevara, Dilma disse que ele seria seu tipo ideal de homem. Dizem que ele não gostava de tomar banho. Era conhecido como um porco. Suas teorias revolucuionárias foram um fracasso. Cuba depois idem. Matou friamente muita gente, e dizem, pediu para não ser morto pelos militares bolivianos monitorados pela CIA. Ou seja, na hora h pediu penico. Por isso sou contra matar essa gente. Seria melhor prender, pois hoje talvez estaria solto, maquinando suas tresloucadas revoluções com gente, como por exemplo, Maradona. Ou mesmo dando palestras, pois o que não falta no mundo é gente bêsta. Ou quem sabe, um partido político na Argentina, que já sofreu o diabo com gente como Perón. Só faltava agora um Guevara, velho, sujo e rabugento para afundar mais nossos hermanos.