segunda-feira, 29 de junho de 2015

Diário do Olavo: patrocínios, esquerdices com ares de "estudo sociológico", casamento gay, etc. ESCRITO POR OLAVO DE CARVALHO | 29 JUNHO



Gente que tem o cu cheio de dinheiro do Petrolão tenta agora dar ares de escândalo internacional a um patrocínio muito micho que o Mídia Sem Máscara recebeu do IRI... em 2005! Patrocínio, aliás, solicitado pelos seus novos editores, Paulo Zamboni e Edward Wolff, CONTRA AS MINHAS MAIS EXPRESSAS RECOMENDAÇÕES.
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ENJOY THE MANIOC
Tempos atrás tive ocasião de apontar aqui o caráter intrinsicamente fraudulento de um órgão que, apresentando-se com o nome de “Centro de Mídia Independente” e posando de nanico em valoroso combate contra a “grande mídia”, era ele próprio um órgão da grande mídia, milionário o bastante para sustentar seus escritórios em pelo menos cento e dois países.
Agora, uma fraude jornalística maior ainda, sustentada em grande parte com dinheiro público, se arma diante dos nossos olhos: o Observatório Brasileiro de Mídia da Universidade de São Paulo, sob a fachada de uma entidade científica isenta, devotada a rigorosos estudos sobre o comportamento da mídia nacional, é na verdade um elo na malha internacional de um complexo e bilionário esquema de poder, cujo topo está situado nos centros mesmos do governo mundial: ONU e União Européia. (http://www.midiasemmascara.org/arquivos/3077-observatorio-de-midia-da-usp-bilionario-esquema-de-poder.html)

Quando produzi este estudo, em 2004, forneci um modelo de ficha criminal que, esperava, deveria ser imitado em muitos estudos similares, de modo que logo teríamos a radiografia completa das conexões e financiamentos da esquerda nacional. Foi como falar com uma porta de estrebaria. Ninguém se mexeu. Tirando proveito disso, ocupando o espaço que ninguém quis ocupar, agora a esquerda está produzindo peças de propaganda a granel, com ares de "estudo sociológico", para queimar a reputação da direita. É isso, liberais e conservadores de plantão: Quando eu lhes der um conselho sério, meditado, cientítico, não sigam. Vão pedir orientação a marqueteiros, PhDs de Harvard, teólogos pré-conciliares, senadores tucanos, pastores da Igreja Universal, mestres maçons etc. etc.
E continuem desfrutando da mandioca.
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Se houvesse meio neurônio funcionando nas cabeças da direita, todas as entidades americanas que financiam a esquerda no Brasil já estariam fichadas. Nunca chegaríamos a esse absurdo acintoso de a Fundação Ford "denunciar" as que financiam a direita.
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As circunstâncias, aliadas à minha própria disposição vocacional, fizeram de mim o educador de toda uma geração de novos intelectuais brasileiros, cujas inteligências despertei e cujos talentos já começam a frutificar em livros, em periódicos eletrônicos e em mil e uma iniciativas educacionais, artísticas e científicas que modificarão para sempre o panorama mental da nação. Temas, problemas e obras antes totalmente desconhecidos da intelectualidade nacional fazem hoje parte do cotidiano de milhares de jovens estudiosos cuja atividade cultural supera de muito a qualidade e o nível de consciência de tudo quanto poderiam ter encontrado pronto, seja no movimento editorial, seja na mídia, seja nas universidades brasileiras.

As explosões de hostilidade psicótica que de vez em quando despejam toda sorte de detritos mentais não só sobre a minha pessoa, mas também sobre a de meus alunos, não têm a motivação ideológica sob a qual se camuflam, uma vez que provêm, indiferentemente, tanto da esquerda quanto da direita. Elas expressam a natural reação de um meio tradicionalmente hostil ao conhecimento e por isso mesmo ávido de compensações psicológicas para um MONSTRUOSO e, no fim das contas, justificado complexo de inferioridade intelectual. A consciência não pode emergir sem iluminar e tornar visíveis os mais torpes e repugnantes "bas fonds" da psique coletiva, despertando inveja e ódio em doses imensuráveis, que se expressam, é claro, não em algo que se pareça mesmo de longe com uma discussão de idéias, mas em desejos insanos de vingança, de destruição e morte, muitíssimo mal disfarçados sob pretextos ideológicos, morais e até religiosos de um grotesco incomparável.

O conjunto dessas reações psicóticas se incorpora, de algum modo, ao legado do meu trabalho, documentando os riscos de qualquer atividade educacional mais séria num meio social tosco e bárbaro, cuja quintessência se manifesta claramente em setenta mil homicídios anuais, na roubalheira cínica e prepotente e no embelezamento kitsch das mais baixas paixões humanas.
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Eu sei quem me financia: São vocês. Não contem para o Paulo Henrique Amorim.
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Coisinhas que faltam para a direita brasileira há vinte anos:

a) Um serviço centralizado de informações.

b) Um think tank para discussões estratégicas (não para "pregar idéias liberais").

c) Uma equipe de advogados empenhados em ativismo judicial permanente.

Sem isso, tudo não passará jamais de uma gloriosa punheta cívica.
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Não pode haver maior falta de decoro parlamentar do que tentar fazer aprovar um projeto de lei sob falsos pretextos, mentindo até sobre o texto mesmo do projeto. O pastor Silas fez bem em desmascarar a tal Érica Kokay, mas isso não basta. é preciso exigir da Comissão de Ética a CASSAÇÃO DO MANDATO da sem-vergonha.
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Só escrevi os "Sexólogos mirins" por um único motivo: as seis etapas ali descritas são capítulos da minha própria história, vividos e revividos inúmeras vezes, registrados com exatidão, confessados com sinceridade e conferidos com a vasta bibliografia -- científica, literária e religiosa -- disponível. Entreguei-me a esse estudo por anos a fio, subindo e descendo na escala, para minha própria orientação na vida, sem a mais mínima tentação de moldar a prática sexual de ninguém. Por isso mesmo acabou se tornando insuportavelmente irritante contemplar a multidão de opinadores que, partindo de experiências pessoais toscas, pueris, mal observadas e pior interpretadas, impingiam ao público, com ares de grande ciência e norma moral suprema, as suas fantasias sexuais do momento.
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Atenção, Kim Patroca Kataguiri e demais líderes de movimentos de protesto:
O Paulo Henrique Amorim está insinuando que vocês recebem verbas ilícitas. Processem o desgraçado antes que a mentira repetida vire verdade universalmente reconhecida. Não durmam no ponto. Deixar de bater em quem dá a cara a tapa é maldade.
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TODOS os males do mundo político, sem exceção, vêm de grupos revolucionários iluminados que, a pretexto de resolvê-los, concentram cada vez mais poder nas suas mãos.
Quando finalmente se percebe que o grupo revolucionário estava de sacanagem, aparece um outro grupo revolucionário que passa a chamá-lo de reacionário e começa a merda toda de novo em escala maior.
Os Founding Fathers da América foram o único grupo revolucionário que, após concentrar o poder nas suas mãos por um prazo brevíssimo, o dividiu com o povo.
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Confesso: Já não consigo distinguir entre as notícias da grande mídia e as do Joselito Müller.
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Um país onde o Gregório Duvivier é "formador de opinião" está condenado à imaturidade perpétua.
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Jesus Cristo amaldiçoou quem acrescentasse um "i" às Suas palavras. O Duvivier acrescentou vários.
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Uma vez legalizado o "casamento gay", será crime de homofobia declarar indecentes as relações gays extramatrimoniais, ou, ao contrário, o casamento dará ao cidadão homossexual o direito de transar com quantos homens deseje, sem poder jamais ser criticado?
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Sou a favor do casamento gay: Será uma delícia ver a turma da Parada Gay forçada à mais estrita monogamia.
Que será do sr. Luiz Mott, que após se gabar de ter ido para a cama com quinhentos homens terá de se contentar com unzinho só?
O casamento hétero dá direito a UM parceiro.
O casamento gay dará direito a parceiros ilimitados ou produzirá a maior choradeira gay de todos os tempos.
Estariam as surubas gays com os dias contados?
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O povo brasileiro não precisa de "líderes". Precisa de humildes e obscuros ORGANIZADORES DA MASSA, que não tentem dirigi-la mas se limitem a criar os meios para que ela possa impor a sua vontade.
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Os mandamentos mais queridos de Deus não são aqueles que o mundo macaqueia, mas aqueles que o mundo ignora.
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Não é possível temer a Deus se você teme a vizinhança fofoqueira, mas muitos católicos que eu conheço pensam que essas duas coisas são a mesma.

Vídeo: Mantega é hostilizado novamente em SP. Brasileiros não dão trégua à quadrilha comandada pela dupla Lula-Dilma

Vídeo: Mantega é hostilizado novamente em SP. Brasileiros não dão trégua à quadrilha comandada pela dupla Lula-Dilma

Com Blog do Josias - UOL




– Aqui, os detalhes.

Depois do falatório da presidente em Washington, a lama que estava na linha de cintura chegou à altura do pescoço - POR AUGUSTO NUNES


A lama do Petrolão chegou à linha de cintura de Dilma Rousseff depois do que disse o empreiteiro Ricardo Pessoa. Alcançou a altura do pescoço presidencial depois do que o neurônio solitário resolveu dizer em Washington.
Quando não se sabe o que fazer, melhor não fazer nada, repetia Dom João VI. Dilma faz declarações destrambelhadas. E sempre consegue piorar o que está péssimo, confirmam três momentos do falatório desastroso:
1. “Eu não respeito delator. Até porque eu estive presa na ditadura e sei o que é. Tentaram me transformar em uma delatora”.
A primeira frase informa que Dilma — a exemplo de Marcola, chefão do PCC — só respeita criminosos que escondem as bandidagens que cometeram e a identidade dos mandantes ou comparsas. Gente como João Vaccari Neto e Renato Duque, por exemplo. A segunda frase sugere que Dilma não enxerga diferenças entre o governo que preside e o chefiado pelo general Emílio Médici nos anos 70. A terceira insinua  que os quadrilheiros presos em Curitiba têm sido submetidos a selvagens sessões de tortura.
2. “Eu não aceito e jamais aceitarei que insinuem sobre mim ou a minha campanha qualquer irregularidade. Primeiro porque não houve. Segundo, se insinuam, alguns têm interesses políticos.”
A primeira e a segunda frases informam que Dilma não lembra que promoveu a  larápia Erenice Guerra em melhor amiga, braço direito e depois sucessora na chefia da Casa Civil; que nem sequer ouviu falar do dossiê forjado para caluniar Fernando Henrique e Ruth Cardoso; que nunca participou das reuniões do Conselho Administrativo da Petrobras que presidiu; que não sabe quem é Lina Vieira; que não ajudou a transformar o ministério num viveiro de corruptos; que conhece só de vista o amigo de infância Fernando Pimentel; que o nariz que se mete em tudo só não consegue sentir cheiro de corrupção.
3. “Há um personagem que a gente não gosta, porque as professoras nos ensinam a não gostar dele. E ele se chama Joaquim Silvério dos Reis, o delator”.
As duas frases informam que, para a Doutora em Nada, o Petrolão é a a Inconfidência Mineira do Brasil moderno, com Ricardo Pessoa no papel de Joaquim Silvério dos Reis. Lula, claro, é Tiradentes. Dilma é Marília de (José)  Dirceu. Os verdugos a serviço da Coroa portuguesa são o juiz Sérgio Moro, os procuradores federais que atuam no caso, os policiais federais engajados na Operação Lava Jato, a elite golpista, a imprensa reacionária e FHC.
Nesta segunda-feira, Dilma tentou candidatar-se a sucessora de Madre Teresa de Calcutá. Acabou transformando em certeza absoluta a suspeita encampada por 10 em 10 habitantes do país que pensa: na melhor das hipóteses, a presidente da República foi cúmplice e coiteira da quadrilha que consumou a maior ladroagem ocorrida desde o Dia da Criação.

A fala mais estúpida de Dilma em cinco anos: presidente desqualifica delatores lembrando que ela não contou nada nem sob tortura. O que ela acabou dizendo? O óbvio! - POR REINALDO AZEVEDO


A presidente Dilma Rousseff está tomando algum remédio? Está ainda sob os efeitos daquela droga, ou, sei lá, daquela entidade, que a fez saudar a mandioca e que a levou a concluir que só nos tornamos “homo sapiens” — e “mulheres sapiens”, para aderir à sua particular taxonomia — depois que fizemos uma bola com folha de bananeira?
Por que pergunto isso? Dilma está em Nova York e decidiu falar sobre a delação de Ricardo Pessoa, dono da UTC, que confessou ter feito doações ilegais ao PT e ter repassado R$ 7,5 milhões à campanha presidencial do partido porque se sentiu pressionado por Edinho Silva. A presidente avançou num terreno perigosíssimo de dois modos distintos, mas que se combinam.
Sobre as doações, afirmou:
“Não tenho esse tipo de prática [receber doações ilegais]. Não aceito e jamais aceitarei que insinuem sobre mim ou sobre minha campanha qualquer irregularidade. Primeiro, porque não houve. Segundo, porque, se insinuam, alguns têm interesses políticos”.
Trata-se de um daqueles raciocínios de Dilma que flertam com o perigo e que atropelam a lógica. Pela lei, a candidata é, sim, responsável pelas contas de campanha. Mas todos sabem que isso sempre fica a cargo de terceiros no partido. Quem disputa eleição não se ocupa desses detalhes. Dilma ainda teria esse acostamento para reparar danos. Mas ela é quem é: a partir da declaração de hoje, assume inteira responsabilidade política pelas doações. Logo, se ficar evidenciado que houve dinheiro ilegal, foi com a sua anuência. É ela quem está dizendo.
Quanto à lógica, como é mesmo, presidente? “Se insinuam que há dinheiro ilegal, alguns têm interesse político”? Bem, tudo sempre tem interesse político, né? A existência do dito-cujo exclui a ilegalidade.
Mas Dilma ainda não havia produzido o seu pior. Resolveu sair-se com esta:
“Eu não respeito delator, até porque estive presa na ditadura militar e sei o que é. Tentaram me transformar numa delatora. A ditadura fazia isso com as pessoas presas, e garanto para vocês que resisti bravamente. Até, em alguns momentos, fui mal interpretada quando disse que, em tortura, a gente tem que resistir, porque se não você entrega seus presos.”
A fala é de uma estupidez inigualável, talvez a pior produzida por ela. A conversa sobre mandioca e bola de folha de bananeira integra apenas o besteirol nacional. Essa outra não. Vamos ver, pela ordem:
1 – Dilma compara situações incomparáveis; no tempo a que ela se refere, havia uma ditadura no Brasil; hoje, vivemos sob um regime democrático;
2 – consta que ela foi torturada; por mais que se queira, hoje, associar determinadas pressões a tortura, trata-se de mera figura de linguagem;
3 – Dilma exalta a sua capacidade de resistência e disse que mentiu mesmo sob tortura, o que gerou certa confusão, com a qual ela soube lucrar;
4 – como não concluir que ela está sugerindo que ou Ricardo Pessoa (e o mesmo vale para os demais delatores) deveria ter ficado de boca fechada ou deveria ter mentido?;
5 – querem avançar nas implicações da comparação? O Brasil era, sim, uma ditadura, mas Dilma, era, sim, membro de um grupo terrorista. O estado brasileiro era criminoso, mas o grupo a que ela pertencia também era. Se ela faz a associação entre os dois períodos, está admitindo que os crimes de agora existiram, sim, mas que os delatores deveriam ficar calados;
6 – eu não tenho receio nenhum de dizer que um delator não é o meu exemplo de ser humano, mas não sou diretamente interessado no que ele tem a dizer; Dilma sim;
7 – ao afirmar o que afirmou, Dilma não está se referindo apenas a Pessoa, mas a todas as delações. Na prática, desqualifica toda a operação que, a despeito de erros e descaminhos, traz à luz boa parte da bandalheira do petismo.
Dilma está tentando jogar areia nos olhos da nação. O que tem a ver as agruras que sofreu com esse momento da história brasileira? Sobra sempre a suspeita de que, em razão de seu passado supostamente heroico, deveríamos agora condescender com a bandalheira.
O país foi assaltado por uma quadrilha. Uma quadrilha que passou a operar no centro do poder. E a presidente pretende sair desse imbróglio desqualificando toda a investigação e ainda posando de heroína.
Dilma falando sobre mandioca e bola de folha de bananeira é uma poeta.
Por Reinaldo Azevedo

A disciplina escolar funciona. Ou: Menos Paulo Freire e mais Dom Lourenço! -PROFESSORES, NÃO DEIXEM DE LER


Fonte: GLOBO
Uma reportagem do GLOBO de hoje mostra como a gestão de uma escola em Manaus, transferida para a polícia, gerou excelentes resultados. Especialmente nas periferias mais pobres, a violência representa um grande impeditivo ao aprendizado. A disciplina imposta pela PM pode representar, portanto, a única alternativa nesses locais mais abandonados. Mas a mensagem é válida para todas as escolas: um pouco mais de disciplina não fere ninguém. Ao contrário: talvez seja a única solução para o caos instalado pelos revolucionários de 1968. Vejamos o caso em Manaus:
Pintados de branco e azul, os muros da Escola Estadual Professor Waldocke Fricke de Lyra, na zona oeste de Manaus, em nada lembram as pichações que antes estampavam as paredes. Os alunos só saíam para o intervalo com a mochila nas costas, por medo de serem roubados pelos próprios colegas. Nos banheiros, vasos entupidos com o descarte das carteiras de dinheiro furtadas. Brigas no pátio, armas brancas circulando e uso de drogas completavam o cenário.
A violência que sempre marcou o bairro Tarumã, fruto de invasões e considerado hoje uma “área vermelha” da capital amazonense devido aos altos índices de criminalidade, havia ultrapassado os muros do colégio. Em 2012, a pedido do governo estadual, a Polícia Militar assumiu o controle da escola, que passou a se chamar 3° Colégio Militar da PM Professor Waldocke Fricke de Lyra, que atende cerca de 2 mil alunos dos ensinos fundamental e médio.
A mudança veio acompanhada de uma reforma na estrutura física e de uma gestão “linha dura”. Farda e horário rígido para entrar. Para sair, só quando todas as tarefas forem finalizadas. A ordem é tirar a bateria do celular depois de entrar na escola. Se flagrado usando o aparelho, o aluno terá que esperar até o bimestre seguinte para reavê-lo. O coronel aposentado Rudnei Caldas, responsável pela implantação das regras, diz que pais e professores chiaram no início, mas ele não arredou pé.
Hoje, ao passarem pelos policiais armados que atuam como inspetores nos corredores, estudantes endireitam a coluna e batem continência. A rotina nos rígidos moldes militares inclui gritos de guerra antes de iniciar a jornada, além de distribuição de distintivos e de patentes para quem tem notas de destaque. Indisciplinas reiteradas levam à expulsão. Só nos cinco primeiros meses de 2015, cinco foram desligados por não se adequarem. O corpo docente também mudou, e a maioria dos professores antigos deixou a escola.
— Sei que há uma corrente na educação resistente ao nosso modelo, mas acho que, para o nosso público, vindo de uma desestrutura familiar e carência social muito grande, ele faz a diferença — diz o coronel.
De 2011 para 2013, a escola deu um salto no Ideb. Nos anos iniciais do ensino fundamental, a média passou de 3,3 para 6,1. Nos finais, foi de de 3,1 para 5,8. O índice de reprovação, de 15,2% em 2012, foi zerado no ano passado.
A melhoria no desempenho apareceu também nas Olimpíadas de Matemática das Escolas Públicas (Obmep). Órfã de pai desde os 8 anos e filha de uma motorista de ônibus, Jennyfer da Silva Veloso, de 16 anos, levou o bronze e uma menção honrosa na competição. Ela foi aprovada em primeiro lugar no vestibular da Universidade Estadual do Amazonas (UEA), onde começou a cursar matemática este ano.
Ela conta a dificuldade de se adaptar na transição da escola para o regime militar e lembra do primeiro dia da mudança.
— Eu estava com o cabelo pintado, usava piercing no nariz, tinha franja. Fomos levados para a quadra, nos explicaram tudo. Tive que tirar esmalte, prender a franja. Com o tempo, me acostumei e percebi que, aqui, realmente o que importa é o conhecimento, e não a aparência. A escola melhorou muito no novo modelo.
[...]
Parte da equipe de aproximadamente 60 professores efetivos que atua nos três turnos, Maria do Rosário de Almeida Braga, de 54 anos, diz que é uma das poucas educadoras que continuaram no colégio depois que a PM assumiu o controle.
— Aqui só fica professor que quer trabalhar. Há exigências para o aluno e para o professor também. Mas o retorno é muito grande, inclusive financeiro — diz Maria do Rosário.
Já havia comentado aqui um caso similar ocorrido em Goiás, e vale a pena repetir os argumentos usados:
Claro que há críticas legítimas. O medo da repressão dos policiais ao fazer críticas é uma delas. Mas algumas reclamações parecem infundadas, e mostram justamente a distância entre a elite dos “especialistas” e a real necessidade dos alunos. Uma professora, por exemplo, reclama que experiências exitosas no mundo foram à contramão dessa verticalização, partindo para uma horizontalização que reduzia as relações hierárquicas.
Discordo. Ainda mais para a realidade brasileira. Acredito que essa mentalidade que rejeita e abomina qualquer hierarquia nas escolas e universidades está no epicentro de nossos problemas educacionais. Basta ver que alunos em universidades públicas invadem até a reitoria ou impedem professores de dar aulas se discordarem de sua mensagem. Isso é absurdo, demonstra que esses jovens chegam nas faculdades sem respeito pela autoridade, pelas regras, achando-se os donos do universo.
A disciplina funciona. Claro que o excesso de repressão pode sair pela tangente, pode ser um tiro no pé, gerando revolta. Encontrar um equilíbrio será o desafio constante. Mas não resta dúvida de que, atualmente, o pêndulo foi em demasia para o lado do afrouxamento das regras, do “vale tudo”, do desrespeito aos professores e às normas escolares.
Já escrevi aqui também uma resenha do livro da professora Kátia Simone Benedetti, que faz um desabafo sobre a indisciplina escolar no país. Repito alguns argumentos aqui, por julgá-los pertinentes ao caso:
Exercer a autoridade necessária não é o mesmo que autoritarismo. Claro que alguns vão abusar desse direito, mas o abuso de alguns não deve tolher o uso dos demais. Para combater os excessos, as falhas de alguns por conta inclusive da natureza humana, os pós-modernos acabaram jogando o bebê junto com a água suja do banho, e destruíram a autoridade legítima. O caminho ficou livre para a baderna.
Não são poucos os casos em que a hierarquia se encontra invertida, com os protagonistas trocados: a autoridade dentro das salas de aula deixou de ser exercida pelo professor e passou a ser exercida pelos alunos. Como apostar em uma boa instrução assim? Como achar que esses jovens sairão das escolas não só com boa formação, mas com respeito aos outros? Essa horizontalização passou dos limites.
Hoje, damos trela demais para um Foucault da vida, e pouca para os estudiosos sérios da natureza humana. Damos muita bola para um Paulo Freire da vida, que levou Marx para dentro das salas de aula, e pouca para um grande educador como Dom Lourenço de Almeida Prado, que foi reitor do prestigiado Colégio São Bento, o melhor do Rio nos principais rankings nacionais. Dom Lourenço compreendia a importância de se adotar um modelo com disciplina, pois escola não é parque de diversão.
Foucault e seus seguidores ficavam horrorizados com a padronização das instituições “opressoras” que eliminavam a individualidade. Achavam que por trás disso tudo havia a “microfísica do poder”. A solução seria uma espécie de “liberar geral”, abolindo-se as regras “opressoras”. Na realidade brasileira, especialmente nas periferias, isso significa deixar verdadeiros marginais tomarem conta das escolas. O resultado é caótico.
Ninguém precisa endossar a gestão policial nas escolas para compreender a importância da mensagem explícita nesses casos de sucesso: a libertinagem foi longe demais no ensino, e há necessidade clara do resgate de certa disciplina, sem a qual os jovens simplesmente ficam sem freios e limites. Os “libertários” inspirados em Foucault têm ojeriza à “uniformização”, mas a falta de uniformes e de regras básicas de conduta tem levado a ambientes “anárquicos” no pior sentido do termo, onde não há espaço para o aprendizado.
Vamos escutar menos os “pedagogos” esquerdistas e resgatar o velho bom senso: escolas sem disciplina e regras são territórios hostis aos alunos que efetivamente desejam aprender e estudar. A quem interessa esses ambiente caótico?

"Sapiens", por Luiz Felipe Pondé



Folha de São Paulo



Sapiens somos nós, Homo sapiens. Há cerca de 70 mil anos surgimos como somos hoje. Você seria igualzinho há 70 mil anos, correndo pela savana africana. Sem iPhone na mão, fugindo de predadores.

Há algum tempo venho estudando pré-história e estou convencido de que as escolas deveriam dar mais aulas de pré-história e menos de Revolução Francesa. 

No mínimo, serviria como antídoto aos delírios dos "professores de humanas" por aí.

Deveríamos reverenciar esses nossos patriarcas, começando por conhecê-los mais e ensinar mais sobre eles para nossas crianças. Menos fru-fru e mais contos de caçadoras coletoras criando bebês.

Quando pensamos "na" pré-história, aprendemos a não considerar "nosso tempo" como o centro da história. Hoje quero indicar um livro para você. "Sapiens", do historiador israelense Yuval Noah Harari, professor de macro história da Universidade Hebraica de Jerusalém.

Macro história é uma disciplina que foi um pouco estragada por gente como Hegel e Marx (ambos metafísicos), pois eles pensavam que haviam decifrado a história. Hoje, fazer macro história é se perguntar coisas como "a história é justa?".

Ou "o aumento de técnica aumentou a sensação de felicidade?". Ou "a democracia melhorou o cotidiano das pessoas?".

Essas questões são respondidas a partir da observação de muitas disciplinas juntas, como biologia, arqueologia, antropologia, economia, psicologia, moral, entre outras. Para saber como, leia o livro.

Não há respostas definitivas, mas tentativas de elucidar grandes questões da nossa história. Questões essas que são essenciais para entendermos a "alma" do sapiens que somos nós.

O livro de Harari é uma pérola, apesar de a edição brasileira, da L&PM, deixar um pouco a desejar em termos de cuidado (alguns poucos erros de digitação e de tradução). Cumpre, porém, a missão de trazer ao público brasileiro este best-seller escrito por um "scholar" de primeiro time. Israel é um dos países com maior capacidade intelectual e científica instalada.

O livro percorre os 70 mil anos de existência do sapiens (política, moral, religião, economia, técnica, ciência) e investiga possíveis desenvolvimentos futuros a partir do que andamos fazendo em termos de tecnologia genética e cibernética.
Duas hipóteses do autor, além de muitas outras coisas, valem a pena serem citadas aqui. Ambas fruto da chamada revolução cognitiva pela qual nossos ancestrais passaram, que resultaram nisso que somos hoje: esse bicho com cérebro grande que pensa, fala, imagina e cria conceitos e técnica.

A primeira hipótese é o fato de vivermos num mundo imaginário que levamos muito a sério. Esse mundo imaginário cria deuses, valores morais, religiões, Estados, governos, mercados, Facebook.

Atenção! Dizer que é um mundo imaginário não quer dizer "falso". Quer dizer que só nós o "vemos" e agimos a partir dele. Deuses, espíritos, o socialismo, o liberalismo (e sua crença na autonomia como motor de riqueza), tudo isso faz parte desse mundo imaginário que se concretiza na medida em que nós, sapiens, o materializamos no mundo real. E nós todos somos obrigados a engoli-lo garganta abaixo, via leis, normas, arte, crenças

religiosas, conceitos filosóficos e afins. O mundo imaginário é tão "real" que mata.
Mas, qual a importância de sabermos que vivemos num mundo imaginário? Este saber nos ajuda a lidar com a segunda grande hipótese do autor.

A revolução cognitiva há 70 mil anos nos "separou" da natureza e nos transformou num animal que tem muito poder nas mãos, mas não sabe nada de si mesmo (nem saberá, porque somos, na escala cósmica, a mesma coisa que uma formiga, sem nenhum sentido maior para nada). Não "há nada" para saber sobre nós.

Somos como um cometa, cruzando o universo, em alta velocidade, indo para lugar nenhum, mas criando um mundo imaginário que dá sentido a esse processo.

Caminhamos entre seres mudos que nos contemplam e que repousam no silêncio da matéria. E um dia, restará apenas essa matéria, da qual somos um acidente. Um acidente que imagina mundos a sua volta.

As estratégias de Lula e Dilma contra revelações feitas pela Operação Lava Jato


LAURO JARDIM, DO RADAR ON-LINE, FALA SOBRE OS ARTIFÍCIOS DE LULA E DA PRESIDENTE DILMA ROUSSEFF C�ONTRA REVELAÇÕES FEITAS PELA LAVA JATO. GERALDO SAMOR, DE VEJA MERCADOS, DIZ: "É SÓ POR CAUSA DE LEVY QUE A REPÚBLICA AINDA NÃO PERDEU O GRAU DE INVESTIMENTO". E O COLUNISTA AUGUSTO NUNES COMENTA AS PRINCIPAIS REPORTAGENS DE VEJA DESTA SEMANA. ACOMPANHE.


DITADURA CLEPTOCRÁTICA TOGADA - RAFAEL BRASIL

A ditadura cleptocrática togada, do consórcio PT/ STF, se baseia nos princípios fundamentais de qualquer ditadura comunista. Terrorismo de e...