segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Espelhamento narcisista - DENIS LERRER ROSENFIELD



A sucessão de greves do setor público nestes últimos meses e, com maior ênfase, nas últimas semanas mostra um divórcio crescente entre o funcionalismo público e os cidadãos deste país. É como se a burocracia estatal estivesse dando as costas para a sociedade, que a sustenta.

Convém assinalar que o serviço público não é um fim em si mesmo, mas uma instância estatal voltada para atender às demandas da sociedade. Se houver um descolamento entre ambos, as distorções serão inevitáveis, com os cidadãos desenvolvendo a percepção de que a burocracia estatal não cumpre suas funções, aparecendo essa como uma casta que procura somente o atendimento dos seus próprios interesses.

O Estado - logo, a burocracia estatal - é financiado pelos contribuintes por meio de impostos, contribuições e taxas. Na verdade, ele dá um destino diferente aos bens alheios, em nome do bem coletivo capaz de produzir. Se há transferência de bens privados para a esfera estatal, é com a finalidade de que ela seja capaz de retribuir com os serviços correspondentes.

A sociedade tem o legítimo anseio de que as funções públicas sejam efetivamente exercidas, justificando, dessa maneira, os recursos que lá são aplicados. O Estado, em todo caso, não poderia fazer uso indiscriminado e arbitrário dos recursos que recebe para gerir em nome do bem coletivo. A burocracia estatal existe - ou deveria existir - para atender os cidadãos. Se estes transferem uma parte dos seus bens para o Estado, é para que tenham o retorno adequado sob a forma de serviços. Não transferem esses recursos para que os funcionários públicos sejam um fim em si mesmos, independentemente dos serviços prestados.

Nesse sentido, chama particularmente a atenção o fato de a greve de setores do funcionalismo público ter como maiores prejudicados os cidadãos, esses mesmos que sustentam a burocracia estatal e seus salários. Em vez de terem seus serviços assegurados, confrontam-se com as piores incomodidades em seu cotidiano e em seu trabalho, com repercussões que afetam a livre circulação, a saúde e a vida profissional em geral. A insegurança é uma das suas faces.

Mais especificamente, as greves do serviço público têm frequentemente como objetivo prejudicar os cidadãos, como se assim suas demandas pudessem ser atendidas. E perdem o apoio da população em seu enfrentamento com os governantes. Esse prejuízo não se dá só pela omissão dos serviços prestados, mas também sob a forma claramente desrespeitosa de "operações-padrão", por exemplo.

Ora, "operações-padrão" nada mais são do que formas acintosas utilizadas pelos grevistas para produzirem um prejuízo ainda maior para os cidadãos, pois a lentidão e o descaso daí resultantes são exasperantes. Filas enormes se formam, como se os grevistas estivessem agindo de acordo com a lei, enquanto o fazem ao arrepio dela. Eles afrontam ao mesmo tempo o Estado de Direito e os cidadãos.

Logo, não deveria ser um segredo para ninguém que essas greves se tornam cada vez mais impopulares, não angariando nenhuma simpatia. Pudera! Se foram feitas para perturbar a vida dos cidadãos, o seu resultado só pode ser o descontentamento generalizado.

Ademais, a média dos salários de alguns desses setores grevistas é muito maior do que a que vigora no setor privado, além de terem garantias como a da aposentadoria integral. Ou seja, quem sustenta a burocracia estatal ganha bem menos do que quem usufrui esses recursos transferidos sob a forma de impostos, contribuições e taxas. Os que contribuem pagam pelo que não recebem e, além disso, são afrontados em sua vida cotidiana. Por sua vez, os que deveriam prestar os serviços públicos correspondentes ganham muito melhor do que os que transferem uma parte dos seus bens para o Estado.

O funcionalismo público está cortando, dessa maneira, os seus laços com a sociedade. Os servidores estão vivendo no que se poderia denominar espelhamento narcisista, que se explica por demandas eufemísticas de "mudanças de planos de carreira". O que são, na verdade, essas demandas?

Elas são o produto de uma espécie de espelhamento entre as diversas carreiras do funcionalismo público, uma procurando equiparar-se ou mesmo ultrapassar a outra. Cada setor olha para o outro, nenhum deles dirigindo o seu olhar para a sociedade. Funcionários de uma carreira x procuram se igualar aos de uma carreira y, a partir de uma visão enviesada dos serviços prestados, como sendo, ainda segundo eles, do mesmo tipo.

Toda equiparação se torna, assim, um aumento salarial travestido, como se disso não se tratasse. Criam-se as condições de uma bola de neve que termina invadindo toda a burocracia estatal. O seu desfecho consiste num incremento substancial dos gastos públicos com a folha salarial, num processo que desconhece limites. Desenvolve-se todo um corporativismo sindical, que ganhou grande incremento no governo Lula, particularmente atento ao atendimento dessa sua base eleitoral.

A sociedade observou, estarrecida, demandas crescentes, criando um hiato importante em relação aos salários vigentes no setor privado. Surge, então, um sentimento difuso de injustiça na opinião pública, produto do descolamento produzido entre a casta burocrática e o comum dos cidadãos.

O espelhamento narcisista das carreiras do serviço público traduz-se por outro espelhamento ainda: o dos cidadãos que não se reconhecem no destino dado aos seus recursos. Nesse sentido, a não leniência do governo Dilma Rousseff no tratamento dado aos grevistas, com ameaças tornando-se efetivas de corte de ponto, só poderia ter o apoio dos cidadãos que se sentem prejudicados. Os grevistas, por sua vez, foram entregues à sua responsabilidade pelos danos causados à sociedade, cuja consequência bem poderia ser o não pagamento dos dias parados. Seriam simplesmente remetidos à sua escolha.

Entrevista com o prefeito de Caetés.



Buscando informações sobre Caetés, minha terra, cuja maior fonte que tenho é o blog do prof. Faé, encontrei algo novo. Há na web um blog chamado Pelas ruas de Caetés, pertencente a Luisa Frazão. O blog tem uma única postagem e é justamente uma entrevista com o prefeito Aércio Noronha, de julho deste ano. Trouxe o texto na íntegra. Comento lá embaixo:



Entrevistamos o Sr. Aércio, atual prefeito de Caetés. Por 3 vezes foi eleito vereador de Caetés, estando sempre entre os mais votados. Assumiu a prefeitura em 2009, depois de uma eleição suplementar, já que Sampainho, candidato eleito em 2008, teve sua eleição anulada.


BLOG: Na eleição de 2009, a diferença de votos foi de pouco mais de 500 votos, apresentando uma diferença considerável da eleição disputada por Sampainho, como você avalia isso?
AÉRCIO:  Na época, a oposição ficou com a prefeitura e a câmara, as pessoas ficaram chateadas quando Sampainho não assumiu. Além de Armando Duarte (Presidente da câmara, na época) ter feito várias promessas, mudou muitas coisas sabendo que não poderia continuar, se eleito, iludindo os eleitores. Esses fatores foram os que mais influenciaram na votação.


BLOG: Qual a principal experiência em administrar Caetés?

AÉRCIO: É muito difícil, nosso povo não tem emprego, precisa de ajuda. A população é muito carente, mais de 70% do nosso povo mora na zona rural, onde sufoca os poderes. A principal sobrevivência da população é a agricultura familiar, onde são poucas terras e pouca chuva. 

BLOG: Avalie o seu governo.
AÉRCIO: Tenho convicção que foi um bom governo. Tivemos problemas na saúde, mas o governo federal teve sua parcela de culpa, quando Dilma colocou uma medida onde o médico não poderia ter mais de 2 contratos, quando isso aconteceu nós tínhamos 36 médicos e perdemos a grande maioria. Foi feito muito calçamento, uma agência do INSS, um Fórum de grande porte, uma agência do Banco do Brasil (será instalada até o final do ano), tivemos parceria com o governo Estadual para melhoria das estradas.
BLOG:  Qual o futuro político do prefeito?
AÉRCIO: Por enquanto fico apenas ajudando Sampainho, naquilo que ele achar viável. Estou muito bem comigo mesmo, fui correto e cumpri com o acordo. Dinheiro e poder não é tudo na vida, dou valor a outras coisas, como amizade e acho que um homem ter que ter caráter e palavra, o poder passa e as amizades continuam. Vou esperar os 4 anos e, sem dúvida nenhuma, voltarei!

Por diversas vezes o prefeito se referiu ao seu amor e carinho pelo povo de Caetés, afirmando que deve muito ao povo desta cidade, também diz não ter mágoas de ninguém, nem daqueles que o criticaram. Ainda pede desculpas pelos erros que cometeu e avisa que voltará nas próximas eleições!
   

Voltei!

Já pensaram se todo prefeito tentar justificar sua incompetência culpando a Dilma Ducheff? Atualmente o Brasil possui uns 5565 municípios, então... haja esculacho, D.Dilma

A entrevista é bem curta. Nela não são abordados temas como perseguição política e ideológica, caminhões paus de arara, corrupção, clientelismo, nepotismo, laranjismo, bananismo, compras de votos e de consciências por 150 reais, fuga dos governantes para uma vida nababesca e longe dos plebeus na capital do estado, etc

A parte risível fica por conta das obras citadas pelo prefeito para melhoria de vida do povo: um fórum, uma agência de banco, outra do INSS... terá sido a prefeitura a responsável por estas obras? Quando diz não sentir mágoas, nem daqueles que o criticam, eu pergunto:poderia ser diferente? Vossa excelência não é homem público? Como poderia ficar magoado com críticas dos cidadãos que pagam o seu salário? Agora e quanto ao povo, este terá alguma mágoa da ''administração''? Por que não se pergunta isso pelas ruas? 

Na parte ''Por enquanto fico apenas ajudando Sampainho, naquilo que ele achar viável. Estou muito bem comigo mesmo, fui correto e cumpri com o acordo...'', penso que é uma declaração daquilo que sempre se soube em Caetés: há uma mão que balança o berço.

Para verem o blog da Luisa, cliquem no nome dela.

Na foto, Aércio Noronha.

domingo, 9 de setembro de 2012

CAETÉS: O POVO CORRE ATRÁS DO 14

Muitos estrategistas pensaram que só era preciso comprar o cabeça de então, para as oposições entrarem no descrédito e na divisão. Aconteceu o contrário. As oposições lançaram vários candidatos, e num processo democrático, escolheu o melhor do momento, porque diversos quadros irão emergir na nossa política, com um enorme sopro de renovação. Neguinho, Carlos do Correio, Severino Gordo, dentre outros, significam a renovação. O candidato foi escolhido no momento certo, unindo todas as tendências da oposição. Logo em seguida, o povo, abraçou a candidatura Armando, que tem discurso, programa para todos os setores, e sobretudo vontade política para fazer. A tão desejada união entre a vontade e o saber fazer. Em outras palavras, um estilo moderno de governar. 
Armando, oriundo de uma humilde e trabalhadora família, filho do saudoso José Arcemino, amicíssimo de toda a nossa família sob retudo do meu pai, o velho Rafael Brasil, estudou, numa época difícil, pois tudo era precário, foi funcionário dos correios e do banco do brasil, tornando-se depois político e pequeno empresário. Na confusão das eleições passadas, governou por pouco mais de cinquenta dias, e neste pequeno período de tempo governou com honestidade e responsabilidade. Um cidadão de bem, que o povo está aceitando com muito entusiasmo, diferente de outras candidaturas da própria oposição no passado. Também ressaltemos, Caetés , com a vinda dos benefícios sociais do governo, tem uma pequena e aguerrida , digamos classe média, que são os comerciantes, maiores e menores, e prestadores de serviços de uma maneira geral, que não dependem dos pequenos favores da prefeitura, que manobra politicamente com os funcionários contratados, geralmente recebendo salários irrisórios, explorando assim o estado de miséria da própria população para fins meramente políticos, ou seja, a manutenção no poder. Enfim, um novo coronelismo. O velho com uma propaganda modernosa. Parece que felizmente este modelo está falindo. Com os grandes desvios de dinheiro para financiar eleições, Caetés está abandonada, e o povo, claro, também. Os serviços não funcionam, não tem médicos, enfermeiros, nem tampouco remédios, O hospital está há muito abandonado, e os postos de saúde funcionam , (quando funcionam) muito precariamente. A educação não existe, completamente impregnada de clientelismo político. Só trabalha quem votar na oligarquia dominante. E por aí vai. O prefeito laranja, dizem está em Bariloche. O patriarca quer ser prefeito de Garanhuns e está enrolando muita gente, distribuindo esmolas na periferia da cidade, como botijões de gás e pagamento de contas de luz, dentre outas bugingangas. Seu filho, candidato, diz que não vai mudar, vai manter o "estilo" do pai governar. É. Nos últimos vinte anos este "modelo" tem dado certo, pelo menos para a oligarquia. Mas, como diria o velho Marx, dentre outros, a história não se repete. Tiranias, grandes e pequenas, sempre caem. Assim reza a velha história. E, como vemos, o coronelismo ainda não acabou, sobretudo aonde ainda tem muita pobreza. Por essas e outras, é preciso combater a miséria. Que não é só de natureza econômica, mas também intelectual. Por isso muitos cultuam a miséria, porque, simplesmente vivem dela. Mas o povo da pequena e pobre Caetés se libertará. E também terá seus pequenos dias de glória. Convenhamos, o povo merece, afinal, Caetés também é Brasil, e seu povo é muito bom. Mas o nível de tolerância tem limites. Por essas e outras é , talvez a política mais importante seja a municipal. É a base. É uma verdadeira lição de cidadania. Viva o povo e a democracia!    

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

SEVERINO GORDO ACUSA: CAETÉS PAROU


Em grave denúncia à justiça eleitoral, o candidato e vice prefeito da oposição em Caetés acusa de , por causa das eleições, o município está completamente parado. Enquanto a propaganda do candidato governista "manda" a oposição tomar remédio, o hospital não tem nem dipirona. Funcionários, neca. Todos os secretários municipais estão devidamente liberados para fazer campanha. Inclusive àqueles que nunca trabalharam, agora estão engajados na campanha, que agora parece perdida. É preciso que a justiça tome as devidas providências, mas nada. Para a justiça, parece que Caetés não existe. Por essas bandas, parece que tudo é permitido. Além da grande maioria dos funcionários que são contratados, estão sofrendo uma brutal pressão, ameaçados de perder, o "emprego". E a turminha de desocupados, que recebem mensalão da prefeitura, são a maioria dos militantes do partido encarnado, que aliás encarnou a corrupção e o desmando no município. Parabéns Gordo, e continuamos de olho, porque agora eles vão usar de todos os expedientes para se manterem indefinidamente no poder, infelicitando a maioria da população pobre a trabalhadora do município. Uma vergonha não só para nossa região, mas sobretudo para o estado de Pernambuco. E, repito,  CULPA DO JUDICIÁRIO QUE RECEBE AS DENÚNCIAS E NADA ACONTECE. Por essas e outras, as coisas serão resolvidas mesmo é no voto. O povo dará um verdadeiro pontapé nessa turma, que voltará, em grande parte para o Recife e procurar viver sem a prefeitura.

DILMA IRRITANTE


Ontem na televisão fomos invadidos pela fala presidencial, como sempre. Lá vem Dilma com Aquela conversa fiada de tecnocrata, ainda mais que tenta esconder ações atrás de palavras. A presidente disse que ia investir muito dinheiro em infra-estrutura, sobretudo em estradas. Não fala que vai privatizar, e inclusive abrir o mercado para empresas estrangeiras. Quase todos os investimentos anunciados vem das privatizações. Que recomeçaram com os aeroportos, agora vem as rodovias e ferrovias. Depois os portos. Depois de algumas décadas, quem sabe, vendem cacarecos estatais como a Petrobrás e o banco do Brasil , além dos obsoletos bancos regionais como o do nordeste e da Amazônia. Vão privatizar mas não querem usar a palavra privatização. É um ridículo que chega a irritar.

REFORMAS

Com a redução de impostos, os produtos ficam mais baratos. O povo compra mais, e o governo também arrecada, pelo aumento do volume de vendas, ou seja, aumento de consumo. Elementar. Mas nessa hipotética reforma teria que ser seguida numa ampla reforma do estado, com o aperfeiçoamento das leis de controle popular do mesmo. Reforma do judiciário, para que a lei seja respeitada. A reforma do estado deveria ocorrer em todos os níveis. Reforma radical na educação, colocando professores e alunos como prioridades, sobretudo na formação profissional. Isto sem falar nas reformas universitária, na saúde e segurança.

REVOLUÇÃO

Estas medidas seriam de fato uma revolução, alavancando as forças produtivas e criativas do país. Ou seja, voltando à nação para o capitalismo, moderno e competitivo. Isto estes petistas não falam, pois querem controlar o povo através do estado, perpetuando-se no poder. Ademais o crescimento do país deve-se essencialmente ao nosso mesmo meio trôpego capitalismo. O que vem do governo é incompetência e roubalheira. Dilma e sua turma são anticapitalistas de carteirinha, embora o que tem dado certo no país é a empresa privada capitalista. Dentro de um sistema estável de competição e abertura de novas oportunidades o país deslancha. O resto é farofa. Todo ser racional e minimamente informado  sabe. Só não os velhos conhecidos idiotas da objetividade. Ai que saudades de Nélson Rodrigues.

CIGARRO

El gobierno acha que é politicamente correto aumentar os impostos sobre o cigarro, e que aumentando o preço para o consumidor, vai combatendo o tabagismo. Com o aumento do preço, aumenta o contrabando. Uma carteira sai por cerca de cinco contos de réis. Um mata- ratos do Paraguai sai a dois. Aumentando o contrabando, aumenta o trabalho das nossas polícias federal e estadual. E também a corrupção. Não seria melhor deixar o cigarro mais baratinho? Porém o apetite do nosso estado  é incomensurável. E a inteligência dos nossos tecnocratas é pré-histórica. Como diria Roberto Campos, a ignorância nesse país teve um passado glorioso e terá um futuro promissor. Viva o Brasil, paraíso dos tecnocratas. E dos politicamente corretos.

MENSALÃO

Seguem-se as condenações. Estou doido para ver o assassinato político definitivo de gente como Zé Dirceu. Ninguém melhor do que ele para representar a derrocada da esquerda petista cleptocrática. Jenoíno também. Este ainda mantinha a “aura” de guerrilheiro, embora não se saiba se deu um tiro. Fez a guerrilha para implantar por aqui o maoísmo a partir do Araguaia, a revolução do campo para a cidade. Já pensaram que horror? O sujeito que nalgum dia da sua vida tenha apoiado Mao Tsé Tung, deveria se penitenciar, rezando pelo menos uns duzentos padre nossos todos os dias. Seria com apoiar Hitler, e ainda posar de bonzinho. Só no Brasil, ou ainda nalgumas rodas de intelectuais europeus, ser terrorista ainda é chic. Tá na moda. Vade retro satanás!

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

ELEIÇÕES: SÃO PAULO E RECIFE

As eleições em São Paulo apontam para o crescimento de Russomano, o debacle de Serra e do PT, este desgastado com o mensalão, e a tendência do eleitorado paulistano de votar em candidatos conservadores. Serra errou feio em se candidatar. Ficou a impressão de que sairia logo da prefeitura para disputar o cargo de presidente, o que de fato poderia acontecer. Agora, perdendo as eleições para prefeito, tudo fica mais difícil. Muitos pecam por excesso de pragmatismo, como Serra. Que devia mesmo era ficar politicando, e dando palestras pelo país afora. Além do mais, Alkmin é quem ganhou a parada. Com àquela cara de bobo, mais uma vez ele passou a perna em Serra. Que é um excelente quadro p-olítico, mas um  desastrado. Quis defender o governo Lula nas eleições passadas, e não defendeu o legado FHC. A imbecilidade não tem limites, e na política o sujeito é imediatamente punido a pelo menos alguns purgatórios, se não ao nem tão triunfante final de carreira.

RECIFE

Lula não vem ao Recife, simplesmente porque os petistas daqui estão perdendo, e tudo indica que levarão goleada de Eduardo Campos el coroné do estado. A provável extinção do PT no estado vai fazer alegria de muita gente, não só de Eduardo. Jarbas também vai gostar, assim como muitos pernambucanos liberais e democratas. Ademais ,os coronéis, mesmo com tintas modernosas, são mais perecíveis do que os cacarecos políticos e ideológicos do PT. Que tem muita gente ainda defendendo coisas como ditadura do proletariado e outras "pérolas" do antigo marxismo-leninismo. Tinham fama de honestos, mas hoje aparecem como os piores larápios da nação, reforçando o peleguisno sindical e a presença do estado na economia e na vida dos cidadãos.

HUMBERTO RUIM DE URNA

Pode ser que o candidato Daniel Coelho ultrapasse Humberto, chegando ao segundo lugar. Mendoncinha já está fora do páreo, está sem partido , sem discurso e deve compor contra o PT , ou mesmo o PSB, caso os tucanos cheguem ao segundo turno. É uma pena, pois Mendoncinha é um dos bons novos quadros da política estadual. Humberto é muito ruim de urna. Catapultado por Lula e Eduardo, chegou ao senado. Assim eu também ía. Não tem autonomia, nem carisma. Ideologicamente é um cacareco. Lula não se mete com derrotado. Todos sabem disso. Só não os idiotas da objetividade, como diria o saudoso Nélson Rodrigues. 

CAETÉS

A campanha de Armando cresce a cada dia. Tem discurso, projeto, e o povo está compreendendo a mensagem. Querem deixar tudo como está? Vote no candidato encarnado. Querem mudar? Melhorar tudo? Acabar com os desmandos e a corrupção? Vote multicolorido. Armando, o candidato de todas as cores. Aliás, estão tentando jogar Armando contra Lula, e el coroné, Eduardo. Armando não só apoiou, mas votou nos dois. Nós aqui do DEM é nunca votamos, é bom que isso fique esclarecido. Na política local, sempre fomos contra lula Eduardo e o PT. Aliás, o próprio Zé da Luz, e Armando já foram da ARENA, partido da ditadura, lembram? Tentar colar política nacional ou estadual em eleições para prefeito, não dá. É apelação de derrotado. Aliás, o que os aliados de Lula trouxeram para a cidade durante os oito anos de presidência? Não foi construída nenhuma barragem , pelo menos de médio porte no município, que continua na miséria. Dizem que foi por causa da inadimplência do município, ou seja, culpa dos atuais detentores do poder. Já ouvi falar que o ex presidente anda brabo com essa turma. Com um "espirro", digamos assim, Lula deixaria o município um jardim. Com muita água, e pelo menos uma escola técnica agrícola federal. Mas ....nada. São uns incompetentes mesmo, e ainda querem ficar de todo o jeito. Ora, como diz o ditado popular, não há mal que nunca acabe. E a mentira tem pernas curtas. Mas, como diria o poeta, a história se move. E como!  

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

CAETÉS: CONFISSÕES


O Candidato da oligarquia dominante, afirma "ser filho da terra", que segundo deixa entrever, ama profundamente. O engraçado é que o rapaz não tem um único amigo na cidade. Nem estou falando de amigo de infância, mas um amigo normal. Nunca morou na cidade, e promete manter o "estilo"do papai  governar. Ou seja, vai ficar tudinho como está, pois alguém acredita que Aécio o atual prefeito já mandou em alguma coisa na prefeitura? Nem um orangotango acreditaria nesta piada. Por falar em Aécio, não se fala em seu nome. Servem-se da prefeitura, sem falar em seu ocupante, colocado pelo grupo que está no poder. Até parece que eles não tem nada a ver com o atual prefeito e sua "administração". Pensam que o povo é besta. Dizem que vão ganhar a eleição no dia. Com muito dinheiro. Vamos fiscalizar. E vão usar a máquina da prefeitura até onde a mesma não aguentar mais.

SAÚDE EM CAETÉS

Um amigo meu me disse que esta semana teve que tomar uma injeção no hospital, e não tinha ninguém. Nem um atendente. Os corredores vazios. Onde está o dinheiro da saúde? E da merenda escolar? E da previdência? Dizem que estão fazendo política com cestas básicas. Com a perspectiva de derrota, vão fazer de tudo para manter o feudinho. Para inúmeros que ganham sem trabalhar, sobretudo agregados à família do prefeito, a derrota seria o fim do mundo. Tem gente que nunca saiu em comícios ou passeatas, e hoje está perdendo uns bons quilos em caminhadas. E fazendo beicinho para os que não votam no candidato oligárquico. Ficam com raiva. Além dos novos ricos com o dinheiro da prefeitura. Bufam constantemente dentro de seus carros reluzentes. Tudo vindo de dinheiro desonesto, o seu, o meu, o nosso dinheirinho do médico e professor. Mas o grosso é gasto em campanhas eleitorais. Em quatro anos seis campanhas, contando com estas duas de agora. Como diz meu irmão, não tem prefeitura que aguente. 

QUANTO FOI GASTO EM CAMPANHAS?

Seis campanhas em quatro anos. Três para prefeito, contando a segunda do pleito anterior, uma para deputado, em mais duas para prefeito, incluindo Garanhuns. Somando-se por baixo, a dois milhões cada uma, daria DOZE MILHÕES DE REAIS. Isso num cálculo por baixo, considerando-se  as particularidades de cada eleição. Em quatro anos. A pobre Caetés aguenta? Por essas e outras o município está sucateado. As falcatruas dos funcionários corruptos que todos conhecem na cidade, são fichinha diante do que se tira. Como muitos são operadores, ficam com um pouquinho. Desde duzentos reais por mês, até alguns milhares. Depende do aliado. É o famoso cala bico. Só de advogados, gastam fortunas.

DITADURA CLEPTOCRÁTICA TOGADA - RAFAEL BRASIL

A ditadura cleptocrática togada, do consórcio PT/ STF, se baseia nos princípios fundamentais de qualquer ditadura comunista. Terrorismo de e...