Leio nos jornais, que o senhor Marco Aurélio Garcia, um dos principais mentores ideológicos da desastrada política externa brasileira, disse, a respeito da morte do dissidente cubano, por greve de fome. “ O bom mesmo é que não tivesse dssidentes”. Ah, é? Este cidadão sonha com uma sociedade sem dissidentes, aonde todos concordassem e apoiassem el gobierno? Este sujeito devia ou estar preso ou no manicômio. Preso por atentado às liberdades democráticas, ou no manicômio, pois só um ser inteiramente pirado pensaria numa sociedade tão perfeitamente totalitária, digamos assim. Seriam todos robôs? E é este cidadão que está colocando a política externa do país num paradigma, digamos chavista, defendendo tudo o que é ditadura mundo afora. O Irã, com seu totalitarismo teocrático, A Líbia, Cuba dos Castro, e os cacarecos políticos e ideológicos da “nuestra América” como Venezuela, Bolóivia Equador e Argentina, o ex rico que está ficando cada vez mais pobre com esta conversa toda. A Argentina, depois da Segunda Guerra, despontava como a sexta economia do mundo. Hoje, com seus populismos a partir do malfadado Perón, é menor, economicamente falando, do que o estado de Minas Gerais.
Com o apoio ao Irã, adeus assento no conselho de segurança. E cada vez mais nossa parceria econômica e comercial com os EUA decrescem. Os lulistas afirmam que em contrapartida, o comércio com a China cresceu enormamente, compensando as perdas com as relações comm os EUA. Em relação à China, as relações econômicas já são, digamos desfavoráveis ao Brasil. Exportamos comodittes, como minérios e produtos agricolas, e importamos produtos industarializados. Enquanto o comércio com a China, já representa para o país mais de quinze por cento to total, para a Chima o comércio com Pindorama significa menos de um por cento de seu comércio mundial. Sacaram? E ainda, Lula, muito maluco, quer ter a pretensão de liderar a China, não é engtaçado? O certo seria mantermos um aumento de comércio com os EUA, e também com a China, ou quaisquer países, de acordo com nossos interesses. Isto sem falar na União Européia. A mentalidade dos ideólogos da nossa desastrada política externa, é dos tempos da guerra fria. Claramente, o mundo é outro, caminhando felizmente para a multipolaridade. Aí é que entram os chamados emergentes, e é preciso ter muita responsabilidade, mudando radicalmente esta defasada e desastrada política externa.
Apoiar a ditadura cubana, é uma falta de respeito com o cidadão brasileiro. Fidel, está podre de velho, e coisa ruim é duro de morrer, acho que nem o diabo quer. Àquele irmão dele, o Raúl, devia ser fuzilado, do mesmo jeito que já fizeram com muitos pais de famílias cubanos. Disse cinicamente que a culpa pela morte em greve de fome era do imperialismo americano. Parece piada, não? E Lula, disse que o Brasil não pode ser culpado por alguém que decidiu não comer. Engraçadinho, né? Não sabe o que é greve de fome. Aliás, na greve do ABC, quando Lula foi preso num hotel gradeado da polícia federal, e hoje recebe aposentadoria por este ato de “heroísmo”, tentou fazer uma greve de fome, mas mão passou nem um dia. Os grevistas roubavam chocolates, uns dos outros, até que os militares, ironicamente, serviram Lula, ao molho rosé. Claro, todos se fartaram de comida, fazendo o arcebisbo dom Paulo Evaristo Arns, falar para acabar com àquela palhaçada. Duvido, que por quaisquer causa, Lula passe três dias sem comer. É ruim, não? E sem beber? Quantos dias passaria?
A ditadura cubana é tão asquerosa, que proibiram ao m´paximo a presença de pessoas no enterro, E durante a greve de fome, aumentou a repressão aos dissidentes que se reuniram um dia desses...Num terreno baldio. É. O que a ditadura cubana reserva para seus pobres opositores. Toda va cúpula pestista, inclusive figuras como Franklin Martins, sorridentes, tiravam retratos com Fidel e Raúl. Uma vergonha para o Brasil. Mais uma!
Dessa história toda, vale resaltar a coragem da mãe do dissidente, herói da resitência democrática neste triste país caribenho. Ela corajosamente abriu a boca, afirmando que durante sua longa agonia, seu filho foi initerrupta e barbaramente torturado. A respsito de greve de fome, Lula podia falar com seu ex aliado Frei Beto, que fez uma greve de fome a favor dos presos políticos aqui no Brasil. Aliás, a esse respeito Frei Beto não fala. Ele também apóia o regime cubano, para essas pessoas, tal como o finado general Geisel, e a democracia é relativa. O que vocês acham?
sábado, 27 de fevereiro de 2010
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
Reinaldo Azevedo-EIS AÍ, BRANQUELOS! FAÇAM BOM PROVEITO DESTE GRANDE LÍDER GLOBAL! VEJA ON LINE- A fantasia caiu! Finalmente! Agora o mundo já conhece o que Lula conseguiu esconder com o seu "carisma" durante alguns anos: não pensa, sobre a ordem internacional, nada muito diferente do gorila Hugo Chávez. O petista só é mais serelepe, amestrado e aprende melhor alguns truques. Mas a essência é a mesma. Solte-o no picadeiro político sem amarras para ver. A política externa brasileira logo começa a fazer micagens e a jogar pedaços mastigados de ovos e bananas no público. Quando não joga coisa pior, a exemplo desta terça-feira. O presidente brasileiro discursou ontem — de improviso, como gosta — em Cancún, no México, na solenidade de criação de uma patacoada irrelevante chamada Comunidade de Países Latino-Americanos e do Caribe. E, bem…, sou obrigado a dizer que, mesmo para seus tão elásticos padrões, ele exagerou desta vez. Lula atacou os EUA, a União Européia, a ONU e qualquer outra coisa que cheirasse a civilização. Acusou os ricos por todas as mazelas e dificuldades por que passa o mundo e defendeu a China. Agora, as coisas estão em seu devido lugar. Eu espero por este Lula há pelo menos sete anos. Já estava cansado do falso. Enquanto falava, via-se ao fundo a soturna figura do Rei do Tártaro, o domador Marco Aurélio Top Top Garcia. Ele saboreava a sua vitória, quase mastigando-a com seus dentes novos e suas idéias velhas. Aquele era o seu "Moisés". Ele tocou em Lula e disse: "Parla!" E Lula "parlou" por todos os cotovelos. A tal comunidade, como já chamei aqui há muito tempo e está em toda parte, é assim uma "OEA do B", com o teor democrático rebaixado e a concentração de ditadura aumentada: o grupo não aceita a participação de EUA e do Canadá! Credo!!! Isso não! No lugar, entra Cuba. Isto define bem a entidade: a maior democracia do mundo está proibida de entrar, mas uma das maiores tiranias do mundo é recebida com honra. Lula, aliás, deixou Cancún e seguiu direto para o presídio controlado pelos irmãos Castro, aquele sem comida, remédio e liberdade. Em Cuba, vida boa mesmo só em Guantánamo. Os terroristas presos lá são um verdadeiro showroom de vitaminas e proteínas se comparados, por exemplo, aos professores escravizados por Fidel. O terroristas presos na base têm ao menos papel higiênico. Os pobres cubanos têm de se virar com as páginas do Granma e com os discursos de Fidel… Mas voltemos ao principal. A fala de Lula foi a confissão de uma monumental derrota. Depois de sete anos adulando todos os ditadores e terrorista da Terra em busca de apoio para uma vaga permanente no Conselho de Segurança da ONU, ele capitulo. Sabe que não a terá. Saudado como o líder natural do grupo, desceu o sarrafo nas Nações Unidas, acusando-a de irrelevante e de estar a serviço dos países ricos. Robert Mugabe, Khadaffi, Mahmoud Ahmadinejad e aquele terrorista que governa a Faixa de Gaza devem ter pensado: "Pra que tanto radicalismo, companheiro?" Os bocós nos EUA e na Europa que viviam saudando o grande líder moderado devem estar muito orgulhosos de sua própria ignorância. Finalmente, revelava-se o "estadista global" dos tontos de Davos. Eu também não morro de amores pela ONU, não. Por motivos opostos aos de Lula. Aquilo se transformou numa gigantesca burocracia coalhada de ditadores e facínoras. No momento mais bucéfalo do discurso, disparou: "É inexorável que a gente discuta este papel [do Conselho de Segurança da ONU]. Não é possível que ele continue representado pelos interesses da Segunda Guerra Mundial. Por que isso não muda? (…) Se nós não enfrentarmos este debate, a ONU vai continuar a funcionar sem representatividade, e o conflito no Oriente Médio vai ficar por conta do interesse dos norte-americanos, quando, na verdade, a ONU é que deveria estar negociando a paz no Oriente Médio". Santo Deus! Só não incorram no erro de chamar a fala de "ignorância". Porque não é. Trata-se de uma escolha política. Lula, é verdade, não sabe o que diz porque dorme lendo até livro do Chico Buarque — ok, não se pode culpá-lo por isso —, mas o Itamaraty, que lhe soprou essa fala, sabe. Respondam depressa: quais são os "interesses dos EUA" no Oriente Médio que seriam contrariados se só a ONU se encarregasse de mediar o conflito? Essa visão delinqüente de mundo, que vem lá das profundezas infernais do pensamento do Top Top e de Celso Amorim, está certa de que, não fossem os americanos, os israelenses já teria encontrado o seu lugar na história: provavelmente, o fundo mar. Os bocós realmente acreditam que Israel se renderia sem o apoio americano… Avançando na tolice conspiratória, disparou: "Muitos países preferem a ONU frágil para que eles possam fazer do seu comportamento a personalidade de governança mundial". E desancou, em seguida, União Européia, Alemanha, Inglaterra, EUA de novo, que teriam sabotado a reunião do clima em Copenhague. Todos tentado conspirar contra a China e o Protocolo de Kyoto!!! Feito uma comadre, a Maroca da Ordem Global, afirmou: "Tudo era feito para negar o protocolo de Kyoto, para que se tirasse dos europeus as responsabilidades e jogasse nas costas da China o fracasso da reunião do clima (…) Nem quando era sindicalista vi numa reunião tão desorganizada. Eu falei 'desorganização'. Vocês não têm a dimensão da pobreza de espírito. Tinha presidente de grande país importante discutindo parágrafo e artigo para questionar a China no dia seguinte sobre clima. Não é possível que países ricos deem uma quantia pequena como se tivessem dando favor. Não existe favor. É reparação que eles estão fazendo". Lula certamente não é do tipo que acha que, sei lá, vacinas, remédios, Internet ou aparelhos de ressonância magnética sejam boas formas que os ricos têm de oferecer reparação. Lula é um dogmático: ou os ricos escolhem o próprio atraso para nos fazer justiça, ou não tem conversa. O homem estava com a macaca. Deu outra descompostura na ONU por causa das ilhas Falklands, apelida de "Malvinas". Vejam que reaciocínio sofisticado: "Qual é a explicação geográfica, política e econômica de a Inglaterra estar nas Malvinas? Qual a explicação política de as Nações Unidas já não terem tomado uma decisão dizendo: 'Não é possível que a Argentina não seja dona das Malvinas e seja um país (Grã-Bretanha) a 14 mil quilômetros de distância. Será que é o fato de a Inglaterra participar como membro permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas, e, para eles, pode tudo e para os outros, não pode nada?" Nunca ninguém antes resumiu tão bem os 177 anos de domínio inglês das ilhas, onde não há argentino nem para fazer figuração. Mas isso ainda não é o mais encantador. A fala é espantosa porque, sendo, então, as coisas como ele diz, é óbvio que a vaga ao Brasil jamais será aberta. Eu não preciso explicar para vocês a questão lógica envolvida no raciossímio, né? Por que dar um lugar ao Brasil se, antes de entrar, o Brasil já está dizendo que vai defender uma tungada em um de seus membros? Lula só prosperou como sindicalista no Brasil porque, provavelmente, os adversários eram mais idiotas. Ah, sim: os súditos da rainha não deram a menor pelota para a gritaria e já deram início à exploração do petróleo. Ufa! É DESSA ILHA QUE EU GOSTO!!! Já não estava bom? Já não estava bom? Não! Ainda não! Lula se referiu a Honduras — que ainda não foi aceita no grupo!!! — acenando com um diálogo e coisa tal, mas impôs uma condição: a volta de Manuel Zelaya, devidamente anistiado. Vejam que estupendo! A atual OEA não se mete, nesse grau de detalhe, na política interna dos países-membros, mas o Aiatolula não vê mal nenhum em fazê-lo, deixando entrever quão deletéria poderia ser tal entidade se realmente fosse relevante. A quem acaba de fazer eleições democráticas e limpas, a suspeição e a imposição de condições. À ilha de Fidel, os salamaleques habituais. O governante que mais cobrou sanções contra Honduras voltou a exigir o fim do embargo a Cuba. E Lula já deixou claro que esse fim não pode estar condicionado a nada. Entenderam? O Brasil pode impor condições à democracia hondurenha, mas é um absurdo que os EUA imponham condições à tirania cubana! Os cretinos dos EUA e Europa que babavam de piedosa admiração pelo "operário" progressista e moderado que governa o Brasil talvez façam um favor à própria inteligência e decidam voltar aos livros. Lula pode até ser boneco de ventríloquo de teses cujo alcance histórico e teórico não domine muito bem, mas é também, incontestavelmente, o líder de um partido de esquerda que, sob o pretexto de pregar uma ordem mundial mais justa, tornou-se um dos esteios mais destacados de ditadores, facínoras e aventureiros temerários. Eis aí, branquelos! Façam bom proveito deste novo "líder global"!
VEJA ON LINE-
A fantasia caiu! Finalmente! Agora o mundo já conhece o que Lula conseguiu esconder com o seu "carisma" durante alguns anos: não pensa, sobre a ordem internacional, nada muito diferente do gorila Hugo Chávez. O petista só é mais serelepe, amestrado e aprende melhor alguns truques. Mas a essência é a mesma. Solte-o no picadeiro político sem amarras para ver. A política externa brasileira logo começa a fazer micagens e a jogar pedaços mastigados de ovos e bananas no público. Quando não joga coisa pior, a exemplo desta terça-feira.
O presidente brasileiro discursou ontem — de improviso, como gosta — em Cancún, no México, na solenidade de criação de uma patacoada irrelevante chamada Comunidade de Países Latino-Americanos e do Caribe. E, bem…, sou obrigado a dizer que, mesmo para seus tão elásticos padrões, ele exagerou desta vez. Lula atacou os EUA, a União Européia, a ONU e qualquer outra coisa que cheirasse a civilização. Acusou os ricos por todas as mazelas e dificuldades por que passa o mundo e defendeu a China. Agora, as coisas estão em seu devido lugar. Eu espero por este Lula há pelo menos sete anos. Já estava cansado do falso.
Enquanto falava, via-se ao fundo a soturna figura do Rei do Tártaro, o domador Marco Aurélio Top Top Garcia. Ele saboreava a sua vitória, quase mastigando-a com seus dentes novos e suas idéias velhas. Aquele era o seu "Moisés". Ele tocou em Lula e disse: "Parla!" E Lula "parlou" por todos os cotovelos.
A tal comunidade, como já chamei aqui há muito tempo e está em toda parte, é assim uma "OEA do B", com o teor democrático rebaixado e a concentração de ditadura aumentada: o grupo não aceita a participação de EUA e do Canadá! Credo!!! Isso não! No lugar, entra Cuba. Isto define bem a entidade: a maior democracia do mundo está proibida de entrar, mas uma das maiores tiranias do mundo é recebida com honra. Lula, aliás, deixou Cancún e seguiu direto para o presídio controlado pelos irmãos Castro, aquele sem comida, remédio e liberdade. Em Cuba, vida boa mesmo só em Guantánamo. Os terroristas presos lá são um verdadeiro showroom de vitaminas e proteínas se comparados, por exemplo, aos professores escravizados por Fidel. O terroristas presos na base têm ao menos papel higiênico. Os pobres cubanos têm de se virar com as páginas do Granma e com os discursos de Fidel… Mas voltemos ao principal.
A fala de Lula foi a confissão de uma monumental derrota. Depois de sete anos adulando todos os ditadores e terrorista da Terra em busca de apoio para uma vaga permanente no Conselho de Segurança da ONU, ele capitulo. Sabe que não a terá. Saudado como o líder natural do grupo, desceu o sarrafo nas Nações Unidas, acusando-a de irrelevante e de estar a serviço dos países ricos. Robert Mugabe, Khadaffi, Mahmoud Ahmadinejad e aquele terrorista que governa a Faixa de Gaza devem ter pensado: "Pra que tanto radicalismo, companheiro?" Os bocós nos EUA e na Europa que viviam saudando o grande líder moderado devem estar muito orgulhosos de sua própria ignorância. Finalmente, revelava-se o "estadista global" dos tontos de Davos.
Eu também não morro de amores pela ONU, não. Por motivos opostos aos de Lula. Aquilo se transformou numa gigantesca burocracia coalhada de ditadores e facínoras. No momento mais bucéfalo do discurso, disparou:
"É inexorável que a gente discuta este papel [do Conselho de Segurança da ONU]. Não é possível que ele continue representado pelos interesses da Segunda Guerra Mundial. Por que isso não muda? (…) Se nós não enfrentarmos este debate, a ONU vai continuar a funcionar sem representatividade, e o conflito no Oriente Médio vai ficar por conta do interesse dos norte-americanos, quando, na verdade, a ONU é que deveria estar negociando a paz no Oriente Médio".
Santo Deus! Só não incorram no erro de chamar a fala de "ignorância". Porque não é. Trata-se de uma escolha política. Lula, é verdade, não sabe o que diz porque dorme lendo até livro do Chico Buarque — ok, não se pode culpá-lo por isso —, mas o Itamaraty, que lhe soprou essa fala, sabe. Respondam depressa: quais são os "interesses dos EUA" no Oriente Médio que seriam contrariados se só a ONU se encarregasse de mediar o conflito? Essa visão delinqüente de mundo, que vem lá das profundezas infernais do pensamento do Top Top e de Celso Amorim, está certa de que, não fossem os americanos, os israelenses já teria encontrado o seu lugar na história: provavelmente, o fundo mar. Os bocós realmente acreditam que Israel se renderia sem o apoio americano…
Avançando na tolice conspiratória, disparou: "Muitos países preferem a ONU frágil para que eles possam fazer do seu comportamento a personalidade de governança mundial". E desancou, em seguida, União Européia, Alemanha, Inglaterra, EUA de novo, que teriam sabotado a reunião do clima em Copenhague. Todos tentado conspirar contra a China e o Protocolo de Kyoto!!!
Feito uma comadre, a Maroca da Ordem Global, afirmou:
"Tudo era feito para negar o protocolo de Kyoto, para que se tirasse dos europeus as responsabilidades e jogasse nas costas da China o fracasso da reunião do clima (…) Nem quando era sindicalista vi numa reunião tão desorganizada. Eu falei 'desorganização'. Vocês não têm a dimensão da pobreza de espírito. Tinha presidente de grande país importante discutindo parágrafo e artigo para questionar a China no dia seguinte sobre clima. Não é possível que países ricos deem uma quantia pequena como se tivessem dando favor. Não existe favor. É reparação que eles estão fazendo".
Lula certamente não é do tipo que acha que, sei lá, vacinas, remédios, Internet ou aparelhos de ressonância magnética sejam boas formas que os ricos têm de oferecer reparação. Lula é um dogmático: ou os ricos escolhem o próprio atraso para nos fazer justiça, ou não tem conversa.
O homem estava com a macaca. Deu outra descompostura na ONU por causa das ilhas Falklands, apelida de "Malvinas". Vejam que reaciocínio sofisticado:
"Qual é a explicação geográfica, política e econômica de a Inglaterra estar nas Malvinas? Qual a explicação política de as Nações Unidas já não terem tomado uma decisão dizendo: 'Não é possível que a Argentina não seja dona das Malvinas e seja um país (Grã-Bretanha) a 14 mil quilômetros de distância. Será que é o fato de a Inglaterra participar como membro permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas, e, para eles, pode tudo e para os outros, não pode nada?"
Nunca ninguém antes resumiu tão bem os 177 anos de domínio inglês das ilhas, onde não há argentino nem para fazer figuração. Mas isso ainda não é o mais encantador. A fala é espantosa porque, sendo, então, as coisas como ele diz, é óbvio que a vaga ao Brasil jamais será aberta. Eu não preciso explicar para vocês a questão lógica envolvida no raciossímio, né? Por que dar um lugar ao Brasil se, antes de entrar, o Brasil já está dizendo que vai defender uma tungada em um de seus membros? Lula só prosperou como sindicalista no Brasil porque, provavelmente, os adversários eram mais idiotas. Ah, sim: os súditos da rainha não deram a menor pelota para a gritaria e já deram início à exploração do petróleo. Ufa! É DESSA ILHA QUE EU GOSTO!!!
Já não estava bom?
Já não estava bom? Não! Ainda não! Lula se referiu a Honduras — que ainda não foi aceita no grupo!!! — acenando com um diálogo e coisa tal, mas impôs uma condição: a volta de Manuel Zelaya, devidamente anistiado. Vejam que estupendo! A atual OEA não se mete, nesse grau de detalhe, na política interna dos países-membros, mas o Aiatolula não vê mal nenhum em fazê-lo, deixando entrever quão deletéria poderia ser tal entidade se realmente fosse relevante. A quem acaba de fazer eleições democráticas e limpas, a suspeição e a imposição de condições. À ilha de Fidel, os salamaleques habituais.
O governante que mais cobrou sanções contra Honduras voltou a exigir o fim do embargo a Cuba. E Lula já deixou claro que esse fim não pode estar condicionado a nada. Entenderam? O Brasil pode impor condições à democracia hondurenha, mas é um absurdo que os EUA imponham condições à tirania cubana!
Os cretinos dos EUA e Europa que babavam de piedosa admiração pelo "operário" progressista e moderado que governa o Brasil talvez façam um favor à própria inteligência e decidam voltar aos livros. Lula pode até ser boneco de ventríloquo de teses cujo alcance histórico e teórico não domine muito bem, mas é também, incontestavelmente, o líder de um partido de esquerda que, sob o pretexto de pregar uma ordem mundial mais justa, tornou-se um dos esteios mais destacados de ditadores, facínoras e aventureiros temerários.
Eis aí, branquelos! Façam bom proveito deste novo "líder global"!
A fantasia caiu! Finalmente! Agora o mundo já conhece o que Lula conseguiu esconder com o seu "carisma" durante alguns anos: não pensa, sobre a ordem internacional, nada muito diferente do gorila Hugo Chávez. O petista só é mais serelepe, amestrado e aprende melhor alguns truques. Mas a essência é a mesma. Solte-o no picadeiro político sem amarras para ver. A política externa brasileira logo começa a fazer micagens e a jogar pedaços mastigados de ovos e bananas no público. Quando não joga coisa pior, a exemplo desta terça-feira.
O presidente brasileiro discursou ontem — de improviso, como gosta — em Cancún, no México, na solenidade de criação de uma patacoada irrelevante chamada Comunidade de Países Latino-Americanos e do Caribe. E, bem…, sou obrigado a dizer que, mesmo para seus tão elásticos padrões, ele exagerou desta vez. Lula atacou os EUA, a União Européia, a ONU e qualquer outra coisa que cheirasse a civilização. Acusou os ricos por todas as mazelas e dificuldades por que passa o mundo e defendeu a China. Agora, as coisas estão em seu devido lugar. Eu espero por este Lula há pelo menos sete anos. Já estava cansado do falso.
Enquanto falava, via-se ao fundo a soturna figura do Rei do Tártaro, o domador Marco Aurélio Top Top Garcia. Ele saboreava a sua vitória, quase mastigando-a com seus dentes novos e suas idéias velhas. Aquele era o seu "Moisés". Ele tocou em Lula e disse: "Parla!" E Lula "parlou" por todos os cotovelos.
A tal comunidade, como já chamei aqui há muito tempo e está em toda parte, é assim uma "OEA do B", com o teor democrático rebaixado e a concentração de ditadura aumentada: o grupo não aceita a participação de EUA e do Canadá! Credo!!! Isso não! No lugar, entra Cuba. Isto define bem a entidade: a maior democracia do mundo está proibida de entrar, mas uma das maiores tiranias do mundo é recebida com honra. Lula, aliás, deixou Cancún e seguiu direto para o presídio controlado pelos irmãos Castro, aquele sem comida, remédio e liberdade. Em Cuba, vida boa mesmo só em Guantánamo. Os terroristas presos lá são um verdadeiro showroom de vitaminas e proteínas se comparados, por exemplo, aos professores escravizados por Fidel. O terroristas presos na base têm ao menos papel higiênico. Os pobres cubanos têm de se virar com as páginas do Granma e com os discursos de Fidel… Mas voltemos ao principal.
A fala de Lula foi a confissão de uma monumental derrota. Depois de sete anos adulando todos os ditadores e terrorista da Terra em busca de apoio para uma vaga permanente no Conselho de Segurança da ONU, ele capitulo. Sabe que não a terá. Saudado como o líder natural do grupo, desceu o sarrafo nas Nações Unidas, acusando-a de irrelevante e de estar a serviço dos países ricos. Robert Mugabe, Khadaffi, Mahmoud Ahmadinejad e aquele terrorista que governa a Faixa de Gaza devem ter pensado: "Pra que tanto radicalismo, companheiro?" Os bocós nos EUA e na Europa que viviam saudando o grande líder moderado devem estar muito orgulhosos de sua própria ignorância. Finalmente, revelava-se o "estadista global" dos tontos de Davos.
Eu também não morro de amores pela ONU, não. Por motivos opostos aos de Lula. Aquilo se transformou numa gigantesca burocracia coalhada de ditadores e facínoras. No momento mais bucéfalo do discurso, disparou:
"É inexorável que a gente discuta este papel [do Conselho de Segurança da ONU]. Não é possível que ele continue representado pelos interesses da Segunda Guerra Mundial. Por que isso não muda? (…) Se nós não enfrentarmos este debate, a ONU vai continuar a funcionar sem representatividade, e o conflito no Oriente Médio vai ficar por conta do interesse dos norte-americanos, quando, na verdade, a ONU é que deveria estar negociando a paz no Oriente Médio".
Santo Deus! Só não incorram no erro de chamar a fala de "ignorância". Porque não é. Trata-se de uma escolha política. Lula, é verdade, não sabe o que diz porque dorme lendo até livro do Chico Buarque — ok, não se pode culpá-lo por isso —, mas o Itamaraty, que lhe soprou essa fala, sabe. Respondam depressa: quais são os "interesses dos EUA" no Oriente Médio que seriam contrariados se só a ONU se encarregasse de mediar o conflito? Essa visão delinqüente de mundo, que vem lá das profundezas infernais do pensamento do Top Top e de Celso Amorim, está certa de que, não fossem os americanos, os israelenses já teria encontrado o seu lugar na história: provavelmente, o fundo mar. Os bocós realmente acreditam que Israel se renderia sem o apoio americano…
Avançando na tolice conspiratória, disparou: "Muitos países preferem a ONU frágil para que eles possam fazer do seu comportamento a personalidade de governança mundial". E desancou, em seguida, União Européia, Alemanha, Inglaterra, EUA de novo, que teriam sabotado a reunião do clima em Copenhague. Todos tentado conspirar contra a China e o Protocolo de Kyoto!!!
Feito uma comadre, a Maroca da Ordem Global, afirmou:
"Tudo era feito para negar o protocolo de Kyoto, para que se tirasse dos europeus as responsabilidades e jogasse nas costas da China o fracasso da reunião do clima (…) Nem quando era sindicalista vi numa reunião tão desorganizada. Eu falei 'desorganização'. Vocês não têm a dimensão da pobreza de espírito. Tinha presidente de grande país importante discutindo parágrafo e artigo para questionar a China no dia seguinte sobre clima. Não é possível que países ricos deem uma quantia pequena como se tivessem dando favor. Não existe favor. É reparação que eles estão fazendo".
Lula certamente não é do tipo que acha que, sei lá, vacinas, remédios, Internet ou aparelhos de ressonância magnética sejam boas formas que os ricos têm de oferecer reparação. Lula é um dogmático: ou os ricos escolhem o próprio atraso para nos fazer justiça, ou não tem conversa.
O homem estava com a macaca. Deu outra descompostura na ONU por causa das ilhas Falklands, apelida de "Malvinas". Vejam que reaciocínio sofisticado:
"Qual é a explicação geográfica, política e econômica de a Inglaterra estar nas Malvinas? Qual a explicação política de as Nações Unidas já não terem tomado uma decisão dizendo: 'Não é possível que a Argentina não seja dona das Malvinas e seja um país (Grã-Bretanha) a 14 mil quilômetros de distância. Será que é o fato de a Inglaterra participar como membro permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas, e, para eles, pode tudo e para os outros, não pode nada?"
Nunca ninguém antes resumiu tão bem os 177 anos de domínio inglês das ilhas, onde não há argentino nem para fazer figuração. Mas isso ainda não é o mais encantador. A fala é espantosa porque, sendo, então, as coisas como ele diz, é óbvio que a vaga ao Brasil jamais será aberta. Eu não preciso explicar para vocês a questão lógica envolvida no raciossímio, né? Por que dar um lugar ao Brasil se, antes de entrar, o Brasil já está dizendo que vai defender uma tungada em um de seus membros? Lula só prosperou como sindicalista no Brasil porque, provavelmente, os adversários eram mais idiotas. Ah, sim: os súditos da rainha não deram a menor pelota para a gritaria e já deram início à exploração do petróleo. Ufa! É DESSA ILHA QUE EU GOSTO!!!
Já não estava bom?
Já não estava bom? Não! Ainda não! Lula se referiu a Honduras — que ainda não foi aceita no grupo!!! — acenando com um diálogo e coisa tal, mas impôs uma condição: a volta de Manuel Zelaya, devidamente anistiado. Vejam que estupendo! A atual OEA não se mete, nesse grau de detalhe, na política interna dos países-membros, mas o Aiatolula não vê mal nenhum em fazê-lo, deixando entrever quão deletéria poderia ser tal entidade se realmente fosse relevante. A quem acaba de fazer eleições democráticas e limpas, a suspeição e a imposição de condições. À ilha de Fidel, os salamaleques habituais.
O governante que mais cobrou sanções contra Honduras voltou a exigir o fim do embargo a Cuba. E Lula já deixou claro que esse fim não pode estar condicionado a nada. Entenderam? O Brasil pode impor condições à democracia hondurenha, mas é um absurdo que os EUA imponham condições à tirania cubana!
Os cretinos dos EUA e Europa que babavam de piedosa admiração pelo "operário" progressista e moderado que governa o Brasil talvez façam um favor à própria inteligência e decidam voltar aos livros. Lula pode até ser boneco de ventríloquo de teses cujo alcance histórico e teórico não domine muito bem, mas é também, incontestavelmente, o líder de um partido de esquerda que, sob o pretexto de pregar uma ordem mundial mais justa, tornou-se um dos esteios mais destacados de ditadores, facínoras e aventureiros temerários.
Eis aí, branquelos! Façam bom proveito deste novo "líder global"!
O HOMEM, A TERRA, A LUTA. OU: POR QUE ELA INCOMODA TANTO
Blog Reinaldo Azevedo
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010 | 12:47
Caros, vamos lá. Será um pouco longo, mas vale a pena.
Sabem quantos hectares já foram destinados a assentamentos de “sem-terra” no Brasil nos governos Lula e FHC? 80 milhões! Trata-se de dado incontestável, técnico. Sabem quantos são destinados, no Brasil inteiro, à produção de grãos? 65 milhões.
Vocês entenderam direito. Há mais terras, hoje, sob os “cuidados” do MST no Brasil do que destinadas à produção de alimentos em larga escala. O que se planta naqueles 80 milhões? Ninguém sabe direito. Ou se sabe: mistificação, ideologia, leninismo caboclo. Nos outros, nada menos de 141 milhões de toneladas de comida! Deu pra entender?
O agronegócio brasileiro tem sido o ÚNICO setor superavitário da economia brasileira há muitos anos. É o responsável pelos US$ 240 bilhões de reservas de que Lula se orgulha tanto, como se fossem obra sua. Não obstante, o setor rural vive cercado pelo banditismo ideológico, pelo preconceito de certa imprensa que imagina que comida barata nasça no Carrefour e no Pão-de-Açúcar e, obviamente, pelo amarelão mental que separa o Brasil entre as “vítimas pobrezinhas” do MST e os “tubarões do agronegócio”.
Pois bem. A senadora Kátia Abreu (DEM-TO) escreve hoje um artigo na Folha intitulado “A banalização das invasões”. Merece ser lido e mantido sempre à mão. Dá conta da realidade do campo e de certa loucura metódica que toma conta do país. Os nossos esquerdistas sempre tão dedicados ao estudo da “produção social da riqueza”, acreditam, por alguma razão, que O SETOR QUE GARANTE A ESTABILIDADE DA ECONOMIA não produz “riqueza social”. A comida mais barata do mundo — a brasileira!!! — parece ser obra de algum milagre, uma espécie de maná com que nos presenteia o Altíssimo, ou mesmo Lula, nem tão altíssimo assim.
O crime organizado que hoje cerca o campo é tratado como “movimento social”, e os produtores rurais, na imprensa, aparecem, muitas vezes, no papel de criminosos. TRATA-SE DE UM DELÍRIO MUITO TÍPICO DO ESQUERDISMO BOCÓ. As esquerdas são craques em transformar seus crimes em virtudes, e as virtudes alheias em crimes. Kátia Abreu, também presidente da Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), incomoda muito. Em vez da simples estridência do protesto, ela tem o mau gosto (para a militância obscurantista) de lidar com números. Segue o seu artigo, com um pequeno comentário meu ao fim de tudo.
*
O GIGANTESCO acampamento de 5.000 militantes do MST diante de 70 propriedades em São Paulo, seis das quais tomadas de assalto, invadidas com violência e depredações, no “Carnaval vermelho”, seria um escândalo em qualquer lugar do mundo, mesmo em regiões conflagradas por guerras ou revoluções. No Brasil atual, porém, fatos dessa natureza estão se tornando rotina. Como no famoso título de Durrenmatt, “seria cômico se não fosse sério”. Além de ser desmoralizante para uma nação democrática, pois as invasões violam o Código Civil -que protege expressamente o direito de propriedade de qualquer ameaça ou violência (artigo 1.210)-, é uma extravagante demonstração de desrespeito à Constituição e à própria Declaração Universal dos Direitos Humanos.
Neste governo, temos média anual de 248 invasões, contra 166 no anterior. São números preocupantes. Demonstram que o país tem níveis democráticos absolutamente imaturos e, em muitas vezes, até inexistentes quanto ao direito de propriedade e à segurança jurídica no campo.
Para ampliar o poder da esquerda radical sobre órgãos federais e verbas públicas, grupos armados que investem na tese do conflito permanente tentando mudar à força o sistema de governo invadem cada vez mais. Esse mecanismo violento, ilegal e inquietante das invasões de propriedades produtivas atinge um segmento vital para o Brasil, já que a agropecuária responde por um terço dos empregos do país e pelo superavit de US$ 23 bilhões da balança comercial.
Não é possível supor que a violência do MST tenha se tornado rotina, que possa ser absorvida sem indignação na conta nebulosa de tolerância que se concede aos chamados “movimentos sociais”, que misturam organizações realmente empenhadas na meritória defesa de direitos civis com maquinações radicais, anacrônicas, marginais e, principalmente, corruptas.
Aliás, assim como a notícia do “Carnaval vermelho” escapou dos registros indignados, proporcionais à sua gravidade, também passou discretamente pelo noticiário a informação a respeito das 43 entidades ditas “privadas e sem fins lucrativos” de Santa Catarina que receberam R$ 11 milhões de recursos federais. Não por mera coincidência, essas entidades estavam sob o comando de notórios dirigentes de invasões de terras.
O TCU (Tribunal de Contas da União) determinou o “aprofundamento” das análises de convênios firmados entre o Incra (órgão federal controlado pelo MST) e a Cooperativa dos Trabalhadores da Reforma Agrária de Santa Catarina, que é ligada ao mesmo MST. A Comissão Parlamentar de Inquérito criada para apurar se grupos armados que invadem terras recebem recursos públicos certamente vai fornecer mais dados sobre essa e outras distorções. Esses grupos de ativistas políticos radicais não têm compromisso com a reforma agrária. Se tivessem, em vez de desordem, aplicariam na melhoria dos assentamentos o dinheiro público que recebem. Nesses locais, inúmeras famílias vivem em situação extremamente precária, algumas em condições de extrema pobreza, conforme constatação de pesquisa Ibope.
Ao contrário das afirmações dos líderes desses grupos armados, a sociedade brasileira segue investindo no programa de reforma agrária. Juntos, os dois últimos governos (FHC e Lula) garantiram 80 milhões de hectares de terras para assentamentos. Só para fins de comparação: a área de produção de grãos do país ocupa, no total, 65 milhões de hectares e registra produção de 141 milhões de toneladas.
Esses investimentos poderiam ser maiores? Não sei. O que sei é que temos enormes deficits em todo o campo social. Nossas deficiências em saúde pública, em educação fundamental e moradia são conhecidas. Não contamos com serviços mínimos de segurança, como se a segurança não fosse a primeira condição para vivermos em liberdade. Há inúmeras demandas pressionando as estruturas do Estado, mas os recursos, infelizmente, são parcos e não dá para aumentar a já exorbitante carga de tributos.
Essa é a realidade do país que estamos enfrentando, no campo, com trabalho duro e muita esperança. Temos enorme paciência com as idas e vindas do tempo. Estamos acostumados às intempéries. O que não podemos mais tolerar são os retrocessos no Estado de Direito e a leniência de algumas das principais autoridades do país com o crime.
Invasão de terra é crime. E só países que aplicam a lei e a Justiça contra o crime avançam e melhoram, efetivamente, a vida de todos. O presidente da República não deveria mais se calar a respeito desse assunto. Antes que o MST ouse promover, como já está anunciado, o “abril vermelho”, o presidente da República deveria dizer uma palavra aos produtores de alimentos do país e a todos os brasileiros sobre a violência das invasões de terra. Quem cala consente. Com a palavra, o exmo. sr. presidente.
*
Encerro
Vamos lá, com a clareza habitual. Muitos perguntam neste blog e em toda parte: “Ela não seria uma ótima candidata a vice-presidente?” Eu acho que seria, claro! Por enquanto, entendem?
E vamos ver quanto tempo vai demorar para que mobilizem contra ela a máquina de enlamear reputações. A mesma lavanderia que transforma antigos “inimigos do povo” em flores do progressismo — a exemplo do que o PT faz com José Sarney ou Delfim Netto — também se mobiliza para sujar biografias. E a máquina é poderosa, com ramificações na Polícia Federal, no Ministério Público, no Legislativo, no Judiciário e, SEM DÚVIDA NENHUMA, na imprensa.
Na semana passada, um aiatolá do PT, Dalmo Dallari, já saiu atirando contra Kátia Abreu. Ele considera um absurdo que ela seja senadora e presidente da CNA. Mas acha muito normal que o governo Lula seja, na prática, conduzido pelos sindicalistas da CUT e que o Incra seja um aparelho do MST. Entenderam a lógica do gigante?
A luta é longa e renhida.
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010 | 12:47
Caros, vamos lá. Será um pouco longo, mas vale a pena.
Sabem quantos hectares já foram destinados a assentamentos de “sem-terra” no Brasil nos governos Lula e FHC? 80 milhões! Trata-se de dado incontestável, técnico. Sabem quantos são destinados, no Brasil inteiro, à produção de grãos? 65 milhões.
Vocês entenderam direito. Há mais terras, hoje, sob os “cuidados” do MST no Brasil do que destinadas à produção de alimentos em larga escala. O que se planta naqueles 80 milhões? Ninguém sabe direito. Ou se sabe: mistificação, ideologia, leninismo caboclo. Nos outros, nada menos de 141 milhões de toneladas de comida! Deu pra entender?
O agronegócio brasileiro tem sido o ÚNICO setor superavitário da economia brasileira há muitos anos. É o responsável pelos US$ 240 bilhões de reservas de que Lula se orgulha tanto, como se fossem obra sua. Não obstante, o setor rural vive cercado pelo banditismo ideológico, pelo preconceito de certa imprensa que imagina que comida barata nasça no Carrefour e no Pão-de-Açúcar e, obviamente, pelo amarelão mental que separa o Brasil entre as “vítimas pobrezinhas” do MST e os “tubarões do agronegócio”.
Pois bem. A senadora Kátia Abreu (DEM-TO) escreve hoje um artigo na Folha intitulado “A banalização das invasões”. Merece ser lido e mantido sempre à mão. Dá conta da realidade do campo e de certa loucura metódica que toma conta do país. Os nossos esquerdistas sempre tão dedicados ao estudo da “produção social da riqueza”, acreditam, por alguma razão, que O SETOR QUE GARANTE A ESTABILIDADE DA ECONOMIA não produz “riqueza social”. A comida mais barata do mundo — a brasileira!!! — parece ser obra de algum milagre, uma espécie de maná com que nos presenteia o Altíssimo, ou mesmo Lula, nem tão altíssimo assim.
O crime organizado que hoje cerca o campo é tratado como “movimento social”, e os produtores rurais, na imprensa, aparecem, muitas vezes, no papel de criminosos. TRATA-SE DE UM DELÍRIO MUITO TÍPICO DO ESQUERDISMO BOCÓ. As esquerdas são craques em transformar seus crimes em virtudes, e as virtudes alheias em crimes. Kátia Abreu, também presidente da Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), incomoda muito. Em vez da simples estridência do protesto, ela tem o mau gosto (para a militância obscurantista) de lidar com números. Segue o seu artigo, com um pequeno comentário meu ao fim de tudo.
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O GIGANTESCO acampamento de 5.000 militantes do MST diante de 70 propriedades em São Paulo, seis das quais tomadas de assalto, invadidas com violência e depredações, no “Carnaval vermelho”, seria um escândalo em qualquer lugar do mundo, mesmo em regiões conflagradas por guerras ou revoluções. No Brasil atual, porém, fatos dessa natureza estão se tornando rotina. Como no famoso título de Durrenmatt, “seria cômico se não fosse sério”. Além de ser desmoralizante para uma nação democrática, pois as invasões violam o Código Civil -que protege expressamente o direito de propriedade de qualquer ameaça ou violência (artigo 1.210)-, é uma extravagante demonstração de desrespeito à Constituição e à própria Declaração Universal dos Direitos Humanos.
Neste governo, temos média anual de 248 invasões, contra 166 no anterior. São números preocupantes. Demonstram que o país tem níveis democráticos absolutamente imaturos e, em muitas vezes, até inexistentes quanto ao direito de propriedade e à segurança jurídica no campo.
Para ampliar o poder da esquerda radical sobre órgãos federais e verbas públicas, grupos armados que investem na tese do conflito permanente tentando mudar à força o sistema de governo invadem cada vez mais. Esse mecanismo violento, ilegal e inquietante das invasões de propriedades produtivas atinge um segmento vital para o Brasil, já que a agropecuária responde por um terço dos empregos do país e pelo superavit de US$ 23 bilhões da balança comercial.
Não é possível supor que a violência do MST tenha se tornado rotina, que possa ser absorvida sem indignação na conta nebulosa de tolerância que se concede aos chamados “movimentos sociais”, que misturam organizações realmente empenhadas na meritória defesa de direitos civis com maquinações radicais, anacrônicas, marginais e, principalmente, corruptas.
Aliás, assim como a notícia do “Carnaval vermelho” escapou dos registros indignados, proporcionais à sua gravidade, também passou discretamente pelo noticiário a informação a respeito das 43 entidades ditas “privadas e sem fins lucrativos” de Santa Catarina que receberam R$ 11 milhões de recursos federais. Não por mera coincidência, essas entidades estavam sob o comando de notórios dirigentes de invasões de terras.
O TCU (Tribunal de Contas da União) determinou o “aprofundamento” das análises de convênios firmados entre o Incra (órgão federal controlado pelo MST) e a Cooperativa dos Trabalhadores da Reforma Agrária de Santa Catarina, que é ligada ao mesmo MST. A Comissão Parlamentar de Inquérito criada para apurar se grupos armados que invadem terras recebem recursos públicos certamente vai fornecer mais dados sobre essa e outras distorções. Esses grupos de ativistas políticos radicais não têm compromisso com a reforma agrária. Se tivessem, em vez de desordem, aplicariam na melhoria dos assentamentos o dinheiro público que recebem. Nesses locais, inúmeras famílias vivem em situação extremamente precária, algumas em condições de extrema pobreza, conforme constatação de pesquisa Ibope.
Ao contrário das afirmações dos líderes desses grupos armados, a sociedade brasileira segue investindo no programa de reforma agrária. Juntos, os dois últimos governos (FHC e Lula) garantiram 80 milhões de hectares de terras para assentamentos. Só para fins de comparação: a área de produção de grãos do país ocupa, no total, 65 milhões de hectares e registra produção de 141 milhões de toneladas.
Esses investimentos poderiam ser maiores? Não sei. O que sei é que temos enormes deficits em todo o campo social. Nossas deficiências em saúde pública, em educação fundamental e moradia são conhecidas. Não contamos com serviços mínimos de segurança, como se a segurança não fosse a primeira condição para vivermos em liberdade. Há inúmeras demandas pressionando as estruturas do Estado, mas os recursos, infelizmente, são parcos e não dá para aumentar a já exorbitante carga de tributos.
Essa é a realidade do país que estamos enfrentando, no campo, com trabalho duro e muita esperança. Temos enorme paciência com as idas e vindas do tempo. Estamos acostumados às intempéries. O que não podemos mais tolerar são os retrocessos no Estado de Direito e a leniência de algumas das principais autoridades do país com o crime.
Invasão de terra é crime. E só países que aplicam a lei e a Justiça contra o crime avançam e melhoram, efetivamente, a vida de todos. O presidente da República não deveria mais se calar a respeito desse assunto. Antes que o MST ouse promover, como já está anunciado, o “abril vermelho”, o presidente da República deveria dizer uma palavra aos produtores de alimentos do país e a todos os brasileiros sobre a violência das invasões de terra. Quem cala consente. Com a palavra, o exmo. sr. presidente.
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Encerro
Vamos lá, com a clareza habitual. Muitos perguntam neste blog e em toda parte: “Ela não seria uma ótima candidata a vice-presidente?” Eu acho que seria, claro! Por enquanto, entendem?
E vamos ver quanto tempo vai demorar para que mobilizem contra ela a máquina de enlamear reputações. A mesma lavanderia que transforma antigos “inimigos do povo” em flores do progressismo — a exemplo do que o PT faz com José Sarney ou Delfim Netto — também se mobiliza para sujar biografias. E a máquina é poderosa, com ramificações na Polícia Federal, no Ministério Público, no Legislativo, no Judiciário e, SEM DÚVIDA NENHUMA, na imprensa.
Na semana passada, um aiatolá do PT, Dalmo Dallari, já saiu atirando contra Kátia Abreu. Ele considera um absurdo que ela seja senadora e presidente da CNA. Mas acha muito normal que o governo Lula seja, na prática, conduzido pelos sindicalistas da CUT e que o Incra seja um aparelho do MST. Entenderam a lógica do gigante?
A luta é longa e renhida.
Dirceubrás: Fernando de Barros e Silva FOLHA DE S. PAULO
SÃO PAULO - José Dirceu tem um blog -o "blog do Zé". Ele o define como "um espaço para a discussão do Brasil". Discutindo o Brasil como quem não quer nada, Dirceu escreveu o seguinte:
"Do ponto de vista econômico, faz sentido o governo defender a reincorporação, pela Eletrobrás, dos ativos da Eletronet, uma rede de 16 mil quilômetros de fibras óticas" etc. etc. etc.
Este é um assunto caro a Dirceu. Seu primeiro post sobre o tema é de março de 2007. Por coincidência, o mesmo mês em que o empresário Nelson Santos contratou seus serviços de consultoria. Ficamos sabendo disso só ontem, pela reportagem de Marcio Aith e Julio Wiziack.
Em 2005, Nelson Santos, dono da "offshore" Star Overseas, sediada nas Ilhas Virgens, havia comprado pelo valor simbólico de R$ 1 a participação em uma empresa à época falida -a Eletronet. Entre 2007 e 2009, o empresário pagou a Dirceu R$ 620 mil por consultorias. Se a Telebrás for reativada, como anuncia o governo, o mesmo bidu que desembolsou R$ 1 pela Eletronet pode sair dela com R$ 200 milhões. Diante disso, o que Santos gastou com Dirceu é fichinha -ou não?
O ex-ministro da Casa Civil de Lula diz que a consultoria versava sobre os "rumos da economia na América Latina". Sabemos que Dirceu não mente. Usou na vida várias máscaras, mas a palavra é uma só.
O homem de negócios e o revolucionário convivem numa boa na pessoa de Zé Dirceu. O capitalismo de Estado e os interesses privados nele se acomodam harmonicamente. Ele é o "bolchebusiness" perfeito. Não há contradições insolúveis no horizonte de um democrata que se mira em Cuba ou de um socialista que topa tudo por dinheiro.
Durante o congresso do PT, vários oradores usaram o microfone para inflamar os companheiros contra o fantasma do "modelo neoliberal". Ninguém lembrou de levantar a voz contra o "modelo neopatrimonialista".
Pelo contrário. De óculos escuros, o neopatrimonialismo em pessoa circulava sorridente entre petistas, posando para fotos como um verdadeiro popstar.
"Do ponto de vista econômico, faz sentido o governo defender a reincorporação, pela Eletrobrás, dos ativos da Eletronet, uma rede de 16 mil quilômetros de fibras óticas" etc. etc. etc.
Este é um assunto caro a Dirceu. Seu primeiro post sobre o tema é de março de 2007. Por coincidência, o mesmo mês em que o empresário Nelson Santos contratou seus serviços de consultoria. Ficamos sabendo disso só ontem, pela reportagem de Marcio Aith e Julio Wiziack.
Em 2005, Nelson Santos, dono da "offshore" Star Overseas, sediada nas Ilhas Virgens, havia comprado pelo valor simbólico de R$ 1 a participação em uma empresa à época falida -a Eletronet. Entre 2007 e 2009, o empresário pagou a Dirceu R$ 620 mil por consultorias. Se a Telebrás for reativada, como anuncia o governo, o mesmo bidu que desembolsou R$ 1 pela Eletronet pode sair dela com R$ 200 milhões. Diante disso, o que Santos gastou com Dirceu é fichinha -ou não?
O ex-ministro da Casa Civil de Lula diz que a consultoria versava sobre os "rumos da economia na América Latina". Sabemos que Dirceu não mente. Usou na vida várias máscaras, mas a palavra é uma só.
O homem de negócios e o revolucionário convivem numa boa na pessoa de Zé Dirceu. O capitalismo de Estado e os interesses privados nele se acomodam harmonicamente. Ele é o "bolchebusiness" perfeito. Não há contradições insolúveis no horizonte de um democrata que se mira em Cuba ou de um socialista que topa tudo por dinheiro.
Durante o congresso do PT, vários oradores usaram o microfone para inflamar os companheiros contra o fantasma do "modelo neoliberal". Ninguém lembrou de levantar a voz contra o "modelo neopatrimonialista".
Pelo contrário. De óculos escuros, o neopatrimonialismo em pessoa circulava sorridente entre petistas, posando para fotos como um verdadeiro popstar.
Equívocos da banda larga Editorial de O Estado de S. Paulo
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem manifestado reiterado apoio à reativação da Telebrás, com o propósito alegado de que essa estatal "coordene e gerencie a oferta de serviços de banda larga pelo menor preço possível a todos os brasileiros". Por louvável que seja esse objetivo, há uma distância muito grande entre os fins visados e os meios propostos para alcançá-los.
Como em ano de eleições tudo se promete, o presidente diz que a intenção é oferecer o acesso à banda larga a R$ 10 mensais. Só não diz como fazer esse milagre.
Para que se tenha ideia do disparate, é bom lembrar que a mais avançada e mais barata rede de banda larga do mundo é da Coreia do Sul, onde 97% dos domicílios podem acessar a internet à velocidade de 50 Megabits por segundo (Mbps) ? quase 100 vezes a velocidade da banda larga brasileira ? por apenas US$ 25 (R$ 47), como mostrou o jornalista Ethevaldo Siqueira no Estado de domingo.
Também é estranho que o presidente tenha afirmado que o governo já promoveu suficiente debate sobre todos os aspectos do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL). Ora, nem o Congresso nem a sociedade tiveram a oportunidade de participar da discussão aberta e ampla desse tema. Nem mesmo o ministro das Comunicações, Hélio Costa, tem participado de todas as reuniões internas para a elaboração do PNBL. E mais: já manifestou sua discordância quanto à reativação da Telebrás e a outros pontos do PNBL. Houve apenas duas reuniões com operadoras de telecomunicações.
As redes de banda larga são as grandes rodovias do conhecimento e da informação do século 21. Por sua importância, elas interessam a toda a população brasileira e não podem ser discutidas apenas por burocratas interessados em cargos neste e no próximo governo.
O principal argumento do presidente da República para defender a recriação da Telebrás é que o Estado precisa de um instrumento para poder universalizar a banda larga. Mas não é esse o caminho adequado. Já existe no Brasil uma infraestrutura moderna de redes fixas e móveis, de fibras ópticas e sem fio, terrestres e via satélite. E o governo só dispõe de 20% da infraestrutura de cabos ópticos do País.
O governo praticamente nada investe em telecomunicações, nem nas áreas mais carentes do País, embora arrecade mais de R$ 40 bilhões por ano em impostos sobre telefonia e, na prática, confisque boa parcela dos fundos setoriais de telecomunicações. O melhor exemplo do pouco interesse do governo pela inclusão digital é o que ocorre com o Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust), cujo valor acumulado já se aproxima dos R$ 10 bilhões, sem nada ter sido aplicado naquilo para que foi criado.
A tese da estatização da banda larga chega a ser contraditória, pois os maiores instrumentos de ação do governo deveriam ser a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) ? que o governo Lula tem enfraquecido e desprofissionalizado ? e o Ministério das Comunicações ? que deveria formular políticas públicas para o setor, mas foi colocado em segundo plano até na elaboração do Plano Nacional de Banda Larga.
A experiência mundial tem provado que o verdadeiro papel do Estado moderno em telecomunicações não é gerir ou operar diretamente os serviços ou os investimentos. Para que possa contribuir, realmente, para a transformação da realidade econômica e social, o Estado deve, acima de tudo, regular, fixar normas, formular políticas públicas, elaborar programas, estabelecer metas e objetivos ? além de supervisionar, fiscalizar e agir com rigor e eficiência para a manutenção da qualidade, a redução dos preços dos serviços e a intensa utilização das novas tecnologias e da infraestrutura existente. Cabe ainda ao governo implementar o chamado governo eletrônico e negociar Parcerias Público-Privadas, com a participação das empresas operadoras, bem como estimular as empresas privadas a inovar e a investir em pesquisa e desenvolvimento tecnológico.
Há ainda, no caso, um ponto que beira o escândalo: a manipulação das cotações das ações da velha e moribunda Telebrás, que já tiveram valorização de até 35.000% desde 2003. Cabe não apenas à CVM, mas também ao Congresso, ao Ministério Público e à Polícia Federal investigar quem está ganhando dinheiro com essa indecorosa especulação.
Como em ano de eleições tudo se promete, o presidente diz que a intenção é oferecer o acesso à banda larga a R$ 10 mensais. Só não diz como fazer esse milagre.
Para que se tenha ideia do disparate, é bom lembrar que a mais avançada e mais barata rede de banda larga do mundo é da Coreia do Sul, onde 97% dos domicílios podem acessar a internet à velocidade de 50 Megabits por segundo (Mbps) ? quase 100 vezes a velocidade da banda larga brasileira ? por apenas US$ 25 (R$ 47), como mostrou o jornalista Ethevaldo Siqueira no Estado de domingo.
Também é estranho que o presidente tenha afirmado que o governo já promoveu suficiente debate sobre todos os aspectos do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL). Ora, nem o Congresso nem a sociedade tiveram a oportunidade de participar da discussão aberta e ampla desse tema. Nem mesmo o ministro das Comunicações, Hélio Costa, tem participado de todas as reuniões internas para a elaboração do PNBL. E mais: já manifestou sua discordância quanto à reativação da Telebrás e a outros pontos do PNBL. Houve apenas duas reuniões com operadoras de telecomunicações.
As redes de banda larga são as grandes rodovias do conhecimento e da informação do século 21. Por sua importância, elas interessam a toda a população brasileira e não podem ser discutidas apenas por burocratas interessados em cargos neste e no próximo governo.
O principal argumento do presidente da República para defender a recriação da Telebrás é que o Estado precisa de um instrumento para poder universalizar a banda larga. Mas não é esse o caminho adequado. Já existe no Brasil uma infraestrutura moderna de redes fixas e móveis, de fibras ópticas e sem fio, terrestres e via satélite. E o governo só dispõe de 20% da infraestrutura de cabos ópticos do País.
O governo praticamente nada investe em telecomunicações, nem nas áreas mais carentes do País, embora arrecade mais de R$ 40 bilhões por ano em impostos sobre telefonia e, na prática, confisque boa parcela dos fundos setoriais de telecomunicações. O melhor exemplo do pouco interesse do governo pela inclusão digital é o que ocorre com o Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust), cujo valor acumulado já se aproxima dos R$ 10 bilhões, sem nada ter sido aplicado naquilo para que foi criado.
A tese da estatização da banda larga chega a ser contraditória, pois os maiores instrumentos de ação do governo deveriam ser a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) ? que o governo Lula tem enfraquecido e desprofissionalizado ? e o Ministério das Comunicações ? que deveria formular políticas públicas para o setor, mas foi colocado em segundo plano até na elaboração do Plano Nacional de Banda Larga.
A experiência mundial tem provado que o verdadeiro papel do Estado moderno em telecomunicações não é gerir ou operar diretamente os serviços ou os investimentos. Para que possa contribuir, realmente, para a transformação da realidade econômica e social, o Estado deve, acima de tudo, regular, fixar normas, formular políticas públicas, elaborar programas, estabelecer metas e objetivos ? além de supervisionar, fiscalizar e agir com rigor e eficiência para a manutenção da qualidade, a redução dos preços dos serviços e a intensa utilização das novas tecnologias e da infraestrutura existente. Cabe ainda ao governo implementar o chamado governo eletrônico e negociar Parcerias Público-Privadas, com a participação das empresas operadoras, bem como estimular as empresas privadas a inovar e a investir em pesquisa e desenvolvimento tecnológico.
Há ainda, no caso, um ponto que beira o escândalo: a manipulação das cotações das ações da velha e moribunda Telebrás, que já tiveram valorização de até 35.000% desde 2003. Cabe não apenas à CVM, mas também ao Congresso, ao Ministério Público e à Polícia Federal investigar quem está ganhando dinheiro com essa indecorosa especulação.
sábado, 20 de fevereiro de 2010
MERENDA DE CAETÉS
Alô, amigo Roberto Almeida? Como anda a merenda de Capoeiras? Aqui em Caetés, até agora nada...Nem um biscoitinho. Vamos esperar as próximas semanas. Vamos fazer uma campanha nacional contra o roubo da merenda escolar. Isto seria um caso para dez fantásticos o antigo e prestigiado programa dominical da globo, e com Geneton e tudo. O pior que ninguém se indigna. Ou o fato não dá ibope? Afinal, quem rouba a comida das criancinhas carentes do Nordeste? Por que ninguém faz nada? São perguntas que ficam no ar.
ESTÁTUAS
Meus amigos, Ronaldo César e Roberto Almeida alegam que Garanhuns quase não tem estátuas. Concordo. Deveria ter uma de Luiz Jardim, outra de Cristina Tavares. Quem sabe, de Elpídio Branco, ou mesmo Aloísio Pinto? Que tal Souto Dourado, ou mesmo Luis Brasil, meu desconhecido bisavô, que também já foi prefeito da cidade. Dizem que era poeta também. Naqueles tempos ainda podia-se ter um político poeta, hoje, a maioria uns idiotas, iletrados. Ademais, para roubar e fazer politicagem não precisa tato estudo, basta, digamos, ter astúcia! Podia falar também em Augusto Calheiros na música. Todas essas pessoas mortas mereceriam uma estátua, não? E a lista poderia ser maior , pois não conheço tantas personalidades da cidade, pois lá não fui criado, portanto me desculpem os ausentes. Acho ademais que não haveria lugar para tanta estátua. Tudo bem , até aí aprovo a iniciativa conscientizatória digamos assim,dos meus amigos também amantes da cidade. Mas botar Lula no meio? Deixa pelo menos o homem morrer. E lula estaria fantasiado de presidente, ou de um menino retirante do pré-capitalismo nordestino?
Muitas pessoas de Garanhuns pensam que Lula é de lá, ou mesmo de Caetés. Ademais, Lula não pode ter boas lembranças daqui, pois saiu como milhões, expulso pela miséria, fato que enfeita significativamente sua biografia. Na verdade ele foi, digamos, parido na nossa região, nada mais. Culturalmente falando ele é um paulista do ABC, que teve a ascensão social graças ao capitalismo mais pujante no Sudeste, mais especialmente na região de São Paulo. Lula depois de fazer um curso no SENAI para torneiro mecânico, passou a fazer parte da elite do operariado nacional trabalhando na indústria automobilística. Por isso, seus amigos do peito encontram-se na região do ABC paulista, isto é, os que não enricaram ou mesmo melhoraram de vida. Seu sotaque também é paulista, claro. Depois ele entrou no sindicato, e a história nós conhecemos. Nada contra, se muita gente daqui vibra com suas origens nordestinas e mais especialmente da nossa região. Ou não sei se é fanatismo mesmo. Mas fazer estátua? Que coisa! Será que os beatos iriam fazer peregrinação para Lula? Se ele morrer logo vira santo. Tomara que ele viva muito. Já pensaram vivermos na terra do santo Lula? Já imagino os retratinhos nas casas sertanejas: Padim Ciço, Frei Damião e São Lula. Além de Arraes, o padim veio. Que coisa rapazes...
DILMINHA
Se Serra é um chato, fato que concordo plenamente, e Dilma? Quem conhece? Segundo o jornalista Sebastião Nery, quem sabe mesmo quem é a “Dilminha” é Alceu Colares, que quando governador no Rio Grande a nomeou para o primeiro cargo público da candidata. Segundo Collares, ninguém sabe como é a “Dilminha”!
Vocês sabem? E por falar em Dilma, Zé Dirceu está radiante, pois vai tomar conta da candidatura da dama de ferro petista. Trata-se de um larápio tentando limpar a cara, só as pedras não sabem. Para ele, mensalão não era corrupção, era caixa dois. Vocês compreenderam? Bem, se para Lula Sarney é um cidadão diferenciado, por isso com mais direitos, vai ver que roubar o estado não é roubar, isto no novo vocabulário petista.
PREVIDÊNCIA EM CAETÉS
A previdência de Caetés tem certamente um dos maiores rombos em suas contas, isto em termos relativos claro, do estado. Quem vai pagar? Dizem que na conta da previdência tem cerca de setenta mil contos de réis. Uma mixaria. O dinheiro foi descontado dos funcionários e não repassado à previdência municipal. Quais foram e aonde estão os ladrões da previdência municipal? Certamente estão robustos e zombando da maioria da população, sobretudo os que votam ou votaram nos candidatos ex-pseudos socialistas.
ESTÁTUAS
Meus amigos, Ronaldo César e Roberto Almeida alegam que Garanhuns quase não tem estátuas. Concordo. Deveria ter uma de Luiz Jardim, outra de Cristina Tavares. Quem sabe, de Elpídio Branco, ou mesmo Aloísio Pinto? Que tal Souto Dourado, ou mesmo Luis Brasil, meu desconhecido bisavô, que também já foi prefeito da cidade. Dizem que era poeta também. Naqueles tempos ainda podia-se ter um político poeta, hoje, a maioria uns idiotas, iletrados. Ademais, para roubar e fazer politicagem não precisa tato estudo, basta, digamos, ter astúcia! Podia falar também em Augusto Calheiros na música. Todas essas pessoas mortas mereceriam uma estátua, não? E a lista poderia ser maior , pois não conheço tantas personalidades da cidade, pois lá não fui criado, portanto me desculpem os ausentes. Acho ademais que não haveria lugar para tanta estátua. Tudo bem , até aí aprovo a iniciativa conscientizatória digamos assim,dos meus amigos também amantes da cidade. Mas botar Lula no meio? Deixa pelo menos o homem morrer. E lula estaria fantasiado de presidente, ou de um menino retirante do pré-capitalismo nordestino?
Muitas pessoas de Garanhuns pensam que Lula é de lá, ou mesmo de Caetés. Ademais, Lula não pode ter boas lembranças daqui, pois saiu como milhões, expulso pela miséria, fato que enfeita significativamente sua biografia. Na verdade ele foi, digamos, parido na nossa região, nada mais. Culturalmente falando ele é um paulista do ABC, que teve a ascensão social graças ao capitalismo mais pujante no Sudeste, mais especialmente na região de São Paulo. Lula depois de fazer um curso no SENAI para torneiro mecânico, passou a fazer parte da elite do operariado nacional trabalhando na indústria automobilística. Por isso, seus amigos do peito encontram-se na região do ABC paulista, isto é, os que não enricaram ou mesmo melhoraram de vida. Seu sotaque também é paulista, claro. Depois ele entrou no sindicato, e a história nós conhecemos. Nada contra, se muita gente daqui vibra com suas origens nordestinas e mais especialmente da nossa região. Ou não sei se é fanatismo mesmo. Mas fazer estátua? Que coisa! Será que os beatos iriam fazer peregrinação para Lula? Se ele morrer logo vira santo. Tomara que ele viva muito. Já pensaram vivermos na terra do santo Lula? Já imagino os retratinhos nas casas sertanejas: Padim Ciço, Frei Damião e São Lula. Além de Arraes, o padim veio. Que coisa rapazes...
DILMINHA
Se Serra é um chato, fato que concordo plenamente, e Dilma? Quem conhece? Segundo o jornalista Sebastião Nery, quem sabe mesmo quem é a “Dilminha” é Alceu Colares, que quando governador no Rio Grande a nomeou para o primeiro cargo público da candidata. Segundo Collares, ninguém sabe como é a “Dilminha”!
Vocês sabem? E por falar em Dilma, Zé Dirceu está radiante, pois vai tomar conta da candidatura da dama de ferro petista. Trata-se de um larápio tentando limpar a cara, só as pedras não sabem. Para ele, mensalão não era corrupção, era caixa dois. Vocês compreenderam? Bem, se para Lula Sarney é um cidadão diferenciado, por isso com mais direitos, vai ver que roubar o estado não é roubar, isto no novo vocabulário petista.
PREVIDÊNCIA EM CAETÉS
A previdência de Caetés tem certamente um dos maiores rombos em suas contas, isto em termos relativos claro, do estado. Quem vai pagar? Dizem que na conta da previdência tem cerca de setenta mil contos de réis. Uma mixaria. O dinheiro foi descontado dos funcionários e não repassado à previdência municipal. Quais foram e aonde estão os ladrões da previdência municipal? Certamente estão robustos e zombando da maioria da população, sobretudo os que votam ou votaram nos candidatos ex-pseudos socialistas.
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
LULÃO E SERRÃO Para não dizer que nunca falei bem de Lula.
Realmente, gosto muito de criticar “el gobierno”. Mas afinal, com mais de oitenta por cento de aprovação popular, é saudável que alguém seja contra, não? Ademais, a democracia não é o sistema que deve atender necessariamente os anseios da chamada maioria, mas sobretudo das minorias. São as minorias que criticam, o verdadeiro oxigênio da democracia. Sem elas, cairemos no autoritarismo ou pior, no totalitarismo. Aí deus nos livre. Os petistas e Lula, faziam uma oposição radical, lembram? Foram contra tudo que aí estava neste país de Mãe preta e Pai João. Ganharam as eleições porque mudaram o discurso. Não só mudaram o discurso, como também a prática, incluindo aí o que não deveria mudar que era a prática política calçada nos chamados valores éticos. Com o mensalão, o governo sobreviveu pela manutenção da economia, e das reformas empreendidas pelo governo anterior.
Estas mudanças por si, já credenciariam o governo Lula como responsável e competente, tendo o apoio da maioria da população. Lula sabiamente fez um discurso de esquerda, e governou com a direita, eis a razão do seu sucesso, e de sua sabedoria política. Agora, ficar criticando o governo anterior, além de mentiroso , é ridículo. O que me irrita muito é a falsificação da realidade, no estilo que , em se repetindo tudo cola, sobretudo as falsificações da história.Afinal, graças a deus, estamos num regime democrático, ou de permanante aperfeiçoamento, como gostariam alguns. Aí o papel e a importância das minorias políticas. A prática do dissenso.
Depois do mensalão, Lula transformou seu mandato num longo comício político. O tom destes comícios tem sido destratar tudo o que foi feito nos governos anteriores, tomando para si o papel de demiúrgo da história. Na verdade, e ele sabe disso, sua popularidade no plano interno e externo, foi a continuidade, e não a mudança. Por essas e outras os capitalistas o adoram, e Lula está certo em fazer o capitalismo fluir, ou pelo menos não atrapalhar tanto o seu desenvolvimento. Ao contrário de Chávez e sua turma, que quer implantar um tipo de populismo estatizante, fechando o país diante da globalização, quebrando o país pela desestruturação econômica e pela corrupção endêmica, afinal, quanto mais estatais, mais ineficiência e corrupção. Já Lula foi como, no dizer do ex ministro Delfin Neto, um intuitivo. Um homem que vai entrar para a nossa história por não mexer nos fundamentos liberais e conservadores da economia, fazendo pelo menos o capitalismo brasileiro fluir. Seu grande mérito foi nada fazer, fazendo avançar nosso cambaleante capitalismo. No Uruguay o novo presidente um velho tupamaro, vai fazer o mesmo. Alavancar os investimentos no país, investindo nas áreas sociais.
Porém o Brasil precisa crescer, e desenvolver-se. Para isso é preciso um homem de experiência administrativa. Que seja capaz de, no plano micro, atender as principais reinvidicações da população que é um serviço público de qualidade, sobretudo na saúde e na educação. Além é claro intervir na segurança, criando mecanismos de mudança, inclusive nas questões que não implicam mudanças institucionais. Serra é chato, é. É feio, é, parece o nosferatu de Werner Herzog. Tem os olhos aboticados, não dorme muito e é hipocondríaco. Politicamente é um sujeito de trato difícil, mas não cede muito a pressões. É um chato, mas , politicamente o melhor quadro político da atualidade em condições de chegar ao governo. Seria uma dádiva, depois de Lula termos um presidente como Serra. Enfim, só o povo vai dizer. Inclusive se quer eleger uma desconhecida autoritária burocrata, com resquícios de um pensamento de certo tipo leninista que está putrefato há muito tempo nas confusões da história.
Bem, o sujeito pode pensar em votar em Dilma por ela ser uma laranja de Lula, seguindo sempre suas orientações. Quem sabe se ela vai obedecer direitinho? Quem sabe se o fogo de revolucionária a faça atender o pedido não de Lula, mas do velho corrupto e carcomido PT? Só deus sabe o desenrolar destas eleições. Certamente elas ditarão os rumos do país no século XXI. Que alá ajude a todos nós. Saravá, meu pai.
Estas mudanças por si, já credenciariam o governo Lula como responsável e competente, tendo o apoio da maioria da população. Lula sabiamente fez um discurso de esquerda, e governou com a direita, eis a razão do seu sucesso, e de sua sabedoria política. Agora, ficar criticando o governo anterior, além de mentiroso , é ridículo. O que me irrita muito é a falsificação da realidade, no estilo que , em se repetindo tudo cola, sobretudo as falsificações da história.Afinal, graças a deus, estamos num regime democrático, ou de permanante aperfeiçoamento, como gostariam alguns. Aí o papel e a importância das minorias políticas. A prática do dissenso.
Depois do mensalão, Lula transformou seu mandato num longo comício político. O tom destes comícios tem sido destratar tudo o que foi feito nos governos anteriores, tomando para si o papel de demiúrgo da história. Na verdade, e ele sabe disso, sua popularidade no plano interno e externo, foi a continuidade, e não a mudança. Por essas e outras os capitalistas o adoram, e Lula está certo em fazer o capitalismo fluir, ou pelo menos não atrapalhar tanto o seu desenvolvimento. Ao contrário de Chávez e sua turma, que quer implantar um tipo de populismo estatizante, fechando o país diante da globalização, quebrando o país pela desestruturação econômica e pela corrupção endêmica, afinal, quanto mais estatais, mais ineficiência e corrupção. Já Lula foi como, no dizer do ex ministro Delfin Neto, um intuitivo. Um homem que vai entrar para a nossa história por não mexer nos fundamentos liberais e conservadores da economia, fazendo pelo menos o capitalismo brasileiro fluir. Seu grande mérito foi nada fazer, fazendo avançar nosso cambaleante capitalismo. No Uruguay o novo presidente um velho tupamaro, vai fazer o mesmo. Alavancar os investimentos no país, investindo nas áreas sociais.
Porém o Brasil precisa crescer, e desenvolver-se. Para isso é preciso um homem de experiência administrativa. Que seja capaz de, no plano micro, atender as principais reinvidicações da população que é um serviço público de qualidade, sobretudo na saúde e na educação. Além é claro intervir na segurança, criando mecanismos de mudança, inclusive nas questões que não implicam mudanças institucionais. Serra é chato, é. É feio, é, parece o nosferatu de Werner Herzog. Tem os olhos aboticados, não dorme muito e é hipocondríaco. Politicamente é um sujeito de trato difícil, mas não cede muito a pressões. É um chato, mas , politicamente o melhor quadro político da atualidade em condições de chegar ao governo. Seria uma dádiva, depois de Lula termos um presidente como Serra. Enfim, só o povo vai dizer. Inclusive se quer eleger uma desconhecida autoritária burocrata, com resquícios de um pensamento de certo tipo leninista que está putrefato há muito tempo nas confusões da história.
Bem, o sujeito pode pensar em votar em Dilma por ela ser uma laranja de Lula, seguindo sempre suas orientações. Quem sabe se ela vai obedecer direitinho? Quem sabe se o fogo de revolucionária a faça atender o pedido não de Lula, mas do velho corrupto e carcomido PT? Só deus sabe o desenrolar destas eleições. Certamente elas ditarão os rumos do país no século XXI. Que alá ajude a todos nós. Saravá, meu pai.
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