quarta-feira, 1 de julho de 2015

Ibope: 68% consideram governo Dilma ruim ou pésimo. Ecos da corrupção deslavada, incompetência, inflação, desemprego... Leandro Prazeres


Do UOL


A aprovação ao governo da presidente Dilma Rousseff (PT) chegou a 9% segundo pesquisa Ibope encomendada pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) divulgada nesta quarta-feira (1º). De acordo com a pesquisa, 9% dos entrevistados consideravam o governo Dilma como "ótimo ou bom". A pesquisa indica ainda que 21% dos entrevistados avaliam o governo como "regular" e 68% dos entrevistados classificam o governo como "ruim ou péssimo".
Na pesquisa anterior, divulgada em março de 2015, o percentual dos entrevistados que avaliavam o governo como "ótimo ou bom" era de 12%. Os que classificavam o governo como "regular" totalizavam 23% e os que avaliavam o governo como "ruim ou péssimo" somavam 64%.
Esta é a segunda pesquisa CNI/Ibope divulgada desde o início do segundo mandato da presidente petista. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
Os menores índices de avaliação de governo registrados pela pesquisa foram nos meses de junho e julho de 1989, durante a gestão do ex-presidente José Sarney (PMDB). Nesses dois meses, o percentual dos entrevistados que classificou o governo como "ótimo e bom" foi de 7%.
Já em relação à aprovação à maneira de governar, a série histórica da pesquisa CNI/Ibope começou a ser feita durante o governo do ex-presidente Fernando Collor (PTB), mas foi sistematizada a partir do primeiro mandato do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Os 15% de aprovação obtidos por Dilma são o índice mais baixo de toda a série histórica registrada pela pesquisa.
A pesquisa avaliou também o índice de confiança na presidente Dilma. Segundo o Ibope, em junho, 20% dos entrevistados afirmaram confiar na presidente. Em março deste ano, o índice chegava a 24%. Na série histórica, apenas Sarney obteve um índice de confiança menor que Dilma. Em junho de 1989, apenas 16% dos entrevistados diziam confiar no então presidente.
Já os que afirmaram não confiar na presidente Dilma em junho deste ano somam 78%. Em março, este índice era de 74%. Novamente, apenas Sarney superou Dilma neste quesito. Em junho de 1989, 80% dos entrevistados afirmavam não confiar no presidente.
A pesquisa foi feita entre os dias 18 e 21 de junho e ouviu 2002 pessoas em 141 municípios de todo o Brasil. O grau de confiança é de 95%.

Agenda "positiva" e más notícias

A queda nas taxas de aprovação do governo Dilma acontece mesmo depois de a presidente ter ampliado a chamada "agenda positiva", que incluiu o lançamento de um plano de concessões de R$ 198 bilhões para o setor de infraestrutura e do Plano Safra, voltado ao agronegócio e com investimentos anunciados de R$ 187 bilhões.
No campo político e econômico, entretanto, o ambiente de crise permanece. Segundo o IPCA, a inflação acumulada entre maio de 2014 e maio de 2015 foi de 8,7%, a maior taxa desde dezembro de 2003. De acordo com o IBGE, a taxa de desemprego chegou a 6,7% nas seis regiões metropolitanas pesquisadas, a maior taxa desde julho de 2010. 
No campo político, o governo Dilma enfrenta novas denúncias relacionadas à operação Lava Jato. Na última semana, foram divulgados trechos da delação premiada do empresário Ricardo Pessoa, executivo da empreiteira UTC. Segundo o executivo, a empreiteira teria doado R$ 7,5 milhões à campanha para a reeleição de Dilma por temer prejuízos em contratos da empreiteira com a Petrobras. 
Os baixos índices de popularidade da presidente Dilma também foram aferidos pela pesquisa Datafolha divulgada no último dia 20. Segundo a pesquisa, apenas 10% dos entrevistados avaliavam o governo da presidente como "ótimo ou bom". A margem de erro do Datafolha também era de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

"Dilma e os delatores", por Elio Gaspari Folha de São Paulo



Um dos enigmas do comportamento político de Dilma Rousseff está na sua capacidade de viver numa realidade própria. É a essa característica que se deve atribuir parte do descrédito que acompanha sua administração. Diz uma coisa, faz outra e vai em frente. Recuando quase meio século na história do país para manipular os desdobramentos da Operação Lava Jato, a doutora afirmou o seguinte:

"Eu não respeito delator, até porque estive presa na ditadura militar e sei o que é. Tentaram me transformar numa delatora. A ditadura fazia isso com as pessoas presas e garanto a vocês que resisti bravamente."

Mistificando o presente, associou o comportamento de quem passa pela carceragem de Curitiba com o dos presos do DOI durante a ditadura. Seu paralelo ofende o Ministério Público, o Judiciário e o Supremo Tribunal Federal, que homologa cada um dos acordos onde estão as confissões. Nenhum preso da Lava Jato passou por qualquer constrangimento físico. Até agora, todos os atos praticados pelos investigadores respeitaram o devido processo legal.

Deixando-se essa questão de lado, o que não é pouca coisa, vai-se ao coração da fala: "Eu não respeito delator". Num lance de autoexaltação, lembrou que "resisti bravamente". Ela sabe que o comportamento de um preso sob tortura nada tem a ver com sua bravura. Relaciona-se apenas com o caráter do torturador e do regime a que ele serve. Quem fala sob tortura não é delator, é apenas um cidadão torturado e a doutora respeita muitos deles. Dilma Rousseff, a "Wanda" do Comando de Libertação Nacional, sabe que o "Kleber" não foi um delator. 

Em 1969, depois de ter sido torturado por vários dias, ele indicou para a polícia o endereço de um aparelho da rua Atacarambu, em Belo Horizonte, onde estavam sete de seus companheiros. Dos milhares de presos torturados durante a ditadura, talvez não tenham chegado a uma dezena aqueles que, livres, continuaram colaborando com os agentes da repressão. Se os acusados que estão colaborando com a Lava Jato são mentirosos, não merecem respeito e seus acordos devem ser cancelados. Insultá-los leva a lugar nenhum.

Misturar empreiteiros milionários com militantes torturados é um truque que desmerece o estado de Direito e o regime democrático de hoje. Nas palavras de um ministro do governo Médici, referindo-se aos presos de seu tempo, "a delação, para eles, é o supremo opróbrio". Outro hierarca elaborou o lance seguinte: Os presos, tendo delatado, justificavam-se inventando que haviam sido torturados. 

Donde, não havia tortura, mas delatores. No paralelo de Dilma não haveria roubalheiras, mas delatores que não merecem respeito.

Há ainda outra diferença entre os presos que eram torturados nos DOI e os que passam pela Lava Jato. Uns sequestravam diplomatas, assaltavam bancos e roubaram o cofre onde a namorada de um ex-governador de São Paulo guardava dois milhões de dólares, parte dos quais vindos de empreiteiras. Seus alvos faziam parte do arco de interesses que todos, inclusive a doutora, pretendiam destruir. 

Nenhum deles pensava em aumentar seu patrimônio. Os empreiteiros da Lava Jato buscavam o enriquecimento pessoal e o PT enfiou-se nesse mundo de pixulecos porque quis.

MAIORIDADE PENAL 2 – Planalto esta se lixando para os adolescentes; comemorou o que considerou a “derrota de Cunha” - POR REINALDO AZEVEDO


O Planalto não estava mais nem aí para os adolescentes. Queria mesmo era derrotar Eduardo Cunha (PMDB-RJ), presidente da Câmara, ainda que o placar tenha sido amplamente favorável à redução da maioridade: 303 votos a 184. A propósito: cinco tucanos ajudaram o Planalto a obter a sua vitoriazinha. Posicionaram-se contra a emenda e a orientação do partido os deputados Max Filho (ES), Mara Gabrilli (SP), João Paulo Papa (SP), Eduardo Barbosa (MG) e Betinho Gomes (PE).
Na reta final, o governo fez uma enorme pressão sobre alguns partidos da base e conseguiu virar alguns votos, embora tivesse quebrado a cara se os cinco tucanos não tivessem dado a sua forcinha. Aí vem a pergunta: é uma vitória que vale a pena?
O Planalto tem uma penca de interesses na Câmara que pode ser aprovada ou rejeitada por maioria simples. Nem tudo é uma PEC, não é mesmo?, que precisa de 60% dos votos. Comemorar a suposta derrota de Cunha nesse caso é de uma tolice sem-par. Até porque cumpre indagar: que vitória é essa de 184 contra 303?
O Planalto havia se comprometido a apoiar um projeto de lei do senador José Serra (PSDB-SP), que eleva o tempo máximo de internação do menor infrator de três para dez anos — máximo convertido em oito anos pelo relator do projeto, senador José Pimentel (PT-CE). É claro que se trata de uma mudança necessária no ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), que também é combatida pela esquerda e por boa parte dos petistas. Só para lembrar: ela não é incompatível com a redução da maioridade penal.
De resto, ainda que a maioridade seja mantida aos 18 anos, é preciso analisar que vitória a presidente Dilma vai comemorar. Basta ver o que pensa a esmagadora maioria da população. Assim que se tiver notícia de uma próxima ocorrência escabrosa — e quanto tempo vai demorar, infelizmente, para que isso ocorra? —, o peso da decisão de agora cairá no colo da presidente. Fazer questão de derrotar Cunha nesse caso é mais um tiro no pé. É a vitória que é derrota.
E encerro assim: pelo tempo que o PT continuar no poder, fiquemos atentos às medidas que esses patriotas adotarão, então, para que as cadeias passem a recuperar presos e para que caiam os crimes hediondos e violentos cometidos por adolescentes.
O esquerdismo é uma fraude intelectual — porque geralmente ancorado em números falsos — que se complementa com a fraude moral: está pouco se importando com a realidade e com os homens que existem se as respostas necessárias não coincidirem com seus preconceitos ideológicos.
Os brasileiros perderam. A Justiça perdeu. Mas Dilma também perdeu. E isso logo vai ficar claro.
Texto publicado originalmente às 4h
Por Reinaldo Azevedo

Manifestantes tentam impedir redução da maioridade na marra: e o respeito à democracia? - POR RODRIGO CONSTANTINO


Deu no G1: O deputado Heráclito Fortes (PSB-PI) foi derrubado nesta terça-feira (30) em um dos acessos ao salão verde da Câmara durante uma manifestação contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz de 18 para 16 anos a maioridade penal em casos de crimes graves. No momento do tumulto, dezenas de estudantes criticavam as limitações de acesso às galerias do plenário da Casa.
Fortes foi cercado pelos manifestantes no saguão do Anexo 2, prédio que tem ligação com o corredor que dá acesso ao plenário principal da Câmara. Policiais legislativos tentaram garantir o acesso do parlamentar do PSB. Porém, em meio à confusão, um dos estudantes o empurrou. O deputado caiu no chão e ficou estirado por alguns segundos, mas, com o auxílio de seguranças, se levantou e cruzou rapidamente a porta que dá acesso ao corredor.
Policiais legislativos chegaram a utilizar spray de pimenta para conter um grupo de manifestantes ligado à União Nacional dos Estudantes (UNE) e à União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) que tentou forçar a entrada na Câmara pela portaria do Anexo 2. Após o princípio de confronto, a área foi isolada por brigadistas.
Essa turma só aceita a democracia quando ela vai a favor, não é mesmo? Pesquisas indicam que quase 90% dos brasileiros desejam a redução da maioridade penal, mas nem assim a minoria barulhenta tolera pacificamente a votação que pode chancelar o desejo da imensa maioria dos brasileiros. Não. Eles “sabem melhor”, eles, os “ungidos”, os únicos que se “preocupam” com as “pobres crianças”, que são “vítimas da sociedade”. E precisam impor à força sua clarividência abnegada.
Um sujeito que imita até na imagem o ditador assassino Lenin e escreve no maior jornal de circulação do país, cujo nome não direi para não lhe dar ibope, escreveu hoje em sua coluna que essa “metamorfose” ocorrida entre “progressistas” os aproxima dos conservadores, para ele sinônimo de diabo. Ou seja: se o sujeito discorda da sapiência do barbicha comuna, então só pode ser um degenerado ou medroso. Diz ele:
Na verdade, começaram por aumentar o tamanho do carro, colocar grades na casa, comprar passagens de primeira classe, frequentar vernissages de publicitários travestidos de artistas, reclamar dos impostos e da segurança para terminar tendo muitas posições políticas idênticas aos conservadores, mas por “outras razões, muito mais sensatas”.
Não vamos esquecer que Lenin achava que o esquerdismo era uma doença infantil do comunismo, pois um revolucionário que presta não faz concessão alguma: mete uma bala na nuca do kulak, o pequeno proprietário rural “antirrevolucionário”. Esse senhor, do PSOL, deve pensar o mesmo: ele não tolera esses esquerdinhas que titubeiam em vez de manter de forma intransigente a única postura aceita: inocentar bandidos!
Sim, pois para nosso colega, é simplesmente “estúpido” defender mais prisões em um país que já possui a quarta população carcerária do mundo (e a sexta população em geral, mas isso foi ocultado) e superlotação nas cadeias. Ora bolas, a saída só pode ser soltar os bandidos! Vamos encontrar “punições” alternativas. O homem ainda fica incrédulo por uns pobres coitados serem presos “só” porque roubaram R$ 150. Onde já se viu?
Em seguida, o comunista apela para a velha tática pérfida da esquerda: atacar um espantalho. Quem disse que vamos ficar seguros com essa medida de redução da maioridade penal? Exato: ninguém! Absolutamente ninguém defendeu tal medida com base nessa fantasia ingênua, como se ela fosse uma panaceia. Não! O que o povo brasileiro em peso quer é somente punir marginais, independentemente de sua idade, principalmente aqueles que praticaram crimes hediondos e, hoje, saem livres e sem registro criminal após míseros três anos, no máximo.
Mas Safatle (droga, falei seu nome!) não se importa com nada disso. Ele e os demais “intelectuais” de esquerda precisam defender bandidos para preservar a narrativa canalha que os transforma em vítimas da sociedade “opressora”. E seus braços brutos partem para agressões no Congresso, tentando impedir a votação da lei, demonstrando como “respeitam” a democracia. É uma súcia mesmo!
Rodrigo Constantino

Oposição vai processar Dilma por crime de extorsão, mas descarta impeachment



• Partidos fecharam estratégia de entrar com três ações com base no depoimento de Ricardo Pessoa, dono da UTC

Cristiane Jungblut – O Globo

BRASÍLIA - Em reunião no gabinete do presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), a oposição decidiu ingressar na Procuradoria Geral da República (PGR) com uma representação por crime de extorsão contra a presidente Dilma Rousseff e o tesoureiro de sua campanha à reeleição e atual ministro de Comunicação, Edinho Silva. Mas, dividida, a oposição descartou pedido de impeachment neste momento, alegando que poderá ser uma etapa futura.

Aécio disse que apenas a presidente Dilma poderia "efetivar" o "achaque" denunciado pelo presidente da UTC, Ricardo Pessoa, que em seu depoimento afirmou que doava ao PT para manter contratos com várias empresas como a Petrobras.

Além da ação na PGR, os partidos de oposição pedirão que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tenha acesso ao depoimento de Pessoa, que inclusive vai depor no dia 14 de julho, no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de São Paulo, justamente em ação apresentada pelo PSDB no TSE pedindo a cassação do mandato de Dilma.

A terceira ação é pedir ao Tribunal de Contas da União (TCU) que também investigue as chamadas pedaladas fiscais nas contas federais de 2015. O TCU já apura problemas nas contas de 2014 da presidente.

O PSDB foi contra ingressar com ação de impeachment contra Dilma, enquanto integrantes do DEM, do Solidariedade e do PPS defenderam a medida. Segundo os dirigentes dos partidos, Aécio argumentou que entrar agora com um pedido de impeachment poderia ser um erro, já que, se negado, a oposição ficaria sem esse trunfo mais à frente. Em nome da unidade, os demais partidos aceitaram ficar nas três ações jurídicas feitas com base na delação de Pessoa.

— Vamos atuar em três frentes de ação com base na delação premiada do empreiteiro Ricardo Pessoa. A presidente perde, a cada dia, as condições de governabilidade. A presidente não está bem. Estamos tomando medidas medidas necessárias para proteger o país. Ali (no depoimento de Pessoa), foi explicitado por ele uma clara chantagem. E apenas a presidente é que teria as condições de efetivar essa chantagem e não o tesoureiro — disse Aécio.

Perguntado sobre o que falta para a oposição apresentar pedido de impeachment, Aécio afirmou:

— Essa não é uma palavra proibida, e existem aqui lideranças que acham que esse poderá até ser o desfecho. Tenho agido com cautela, com toda responsabilidade e vamos aguardar o reconhecimento de outras denúncias que surgem todo dia.

O presidente nacional do DEM, senador José Agripino Maia (RN), resumiu a questão, afirmando que há provas políticas contra Dilma, mas ainda não há as provas jurídicas.

— O que é que falta para entrarmos com o pedido de impeachment? Falta muito pouco. Falta a prova provada do argumento jurídico que leva ao impeachment. Já há carradas de razões para isso do ponto de vista político — disse Agripino.

Dilma ‘saiu da casinha’, diz Paulinho da Força
O presidente nacional do Solidariedade, deputado Paulo Pereira da Silva (SD-SP), disse que defendeu o impeachment dentro do encontro e que a presidente Dilma está "doida".

— A melhor forma é o impeachment, porque faltam ainda três anos e meio de mandato. Há um consenso entre nós que que ela (Dilma) saiu da casinha, está meio abobada, doida, não falando coisa com coisa. Mas, pela unidade da oposição, vamos acompanhar a decisão de apenas entrar com as ações — disse Paulinho.

Paulinho confirmou que recebeu R$ 500 mil de Pessoa em 2012, quando foi candidato a prefeito de São Paulo. Mas disse que as doações foram legais.

O líder do DEM no Senado, Ronaldo Caiado (GO), disse que Dilma deveria renunciar.

— Todo mundo está atônito. O depoimento de Pessoa é mais do que suficiente para o afastamento da presidente e a convocação de novas eleições — disse Caiado.

O líder do PSDB no Senado, Cássio Cunha Lima (PB), disse que as ações no TSE têm mais chance de dar certo, porque a cassação do seu mandato levaria a novas eleições.

— Não está descartado (o impeachment), mas garantiria apenas a posse do vice-presidente (Michel Temer) — disse Cássio.

O vice-líder do PSDB na Câmara, deputado Nilson Leitão (MT), disse que a presidente Dilma deve sair.

— O governo perdeu a validade — disse Leitão.

Câmara dos Deputados rejeita a PEC que reduz a maioridade penal Daniel Carvalho - O Estado de São Paulo



Proposta previa a diminuição da idade penal de 18 para 16 anos; resultado foi comemorado por estudantes presentes na Casa

Discussão sobre a PEC durou mais de três horas 
Discussão sobre a PEC durou mais de três horas 

Depois de um dia tumultuado, com protestos dentro e fora do Congresso Nacional, a Câmara dos Deputados rejeitou na madrugada desta quarta-feira, 1º, o texto principal da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 171, que reduziria a maioridade penal de 18 para 16 anos para alguns crimes. Foram apenas 303 votos a favor. Como se tratava de uma PEC, eram necessários 308 votos. Um total de 184 deputados foram contrários à redução. Três se abstiveram. Favorável à redução, o presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), determinou que os manifestantes fossem retirados das galerias.
O texto discutido na Câmara reduziria de 18 para 16 anos a maioridade penal para crimes hediondos, homicídio doloso, tráfico de drogas, lesão corporal grave ou seguida de morte e roubo com causa de aumento de pena, como o uso de arma. O governo quer que o prazo máximo de internação de menores que cometem crimes hediondos passe de três para oito anos. A proposta tramita no Senado, que começou a discutir o tema em plenário na sessão desta terça.
O texto rejeitado era um substitutivo apresentado na comissão especial que discutiu o tema. Com a rejeição, os deputados votarão o texto original, que determina a redução da maioridade penal para todos os tipos de crime.
A sessão, que durou cerca de cinco horas, foi marcada por discussões acaloradas. "Reduzir a maioridade penal aumenta a violência na sociedade. Não diminui. É ineficaz", afirmou Ivan Valente (PSOL-SP). "Não somos vingadores. Somos legisladores. Temos que garantir o futuro da nossa juventude. O mesmo Estado que não acolhe, que não dá educação, cultura, lazer, não pode ser o Estado da punição", disse Valente.
Integrante da chamada "bancada da bala", o deputado Alberto Fraga (DEM-DF), coronel da reserva da Polícia Militar, criticou texto escrito pelo grupo parlamentar contrário à redução da maioridade penal. "Quem escreveu isso aqui ou fumou maconha estragada ou não sabe o que diz", afirmou da tribuna o deputado.
Ao concluir seu discurso, Fraga foi alvo de manifestação de estudantes que acompanham a sessão nas galerias do plenário. Outros deputados da "bancada da bala", todos vestindo camisetas pretas onde se lê "redução da maioridade penal já", reagiram. O Capitão Augusto (PR-SP) olhou para os manifestantes e friccionou os dedos insinuando recebimento de dinheiro.
Concluída a votação, manifestantes comemoraram a rejeição cantando "O Cunha é ditador", "Nas ruas, nas praças, quem disse que sumiu, aqui está presente o movimento estudantil".
Contrário à redução da maioridade penal de 18 para 16 anos, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, afirmou que a medida deve fazer a população carcerária do País aumentar em até 40 mil pessoas por ano, o que agravaria ainda mais o déficit de vagas do sistema prisional brasileiro. Atualmente, faltam 220 mil vagas nos presídios para abrigar os 607 mil presos do País.
O governo tentou durante todo o dia impedir que o grupo de parlamentares favorável à alteração na Constituição atingisse os 308 votos necessários para garantir a mudança. 
A ação do governo começou pela manhã. O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, convocou reunião com líderes de partidos da base do governo para apresentar argumentos contrários à redução. Segundo ele, se a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) for aprovada, a situação do sistema prisional brasileiro ficaria "catastrófica". "A situação será alarmante. As consequências serão desastrosas para o País", afirmou.
O ministro lembrou o déficit de prisões. "Temos presídios completamente superlotados. A taxa de ocupação chega a 160% e há mais de 400 mil mandados de prisão a serem cumpridos. Temos necessidade de um outro sistema prisional."
Bomba atômica. Cardozo disse que o governo entregará, no fim deste ano, 40 mil vagas prometidas pela presidente Dilma Rousseff em 2011. Ou seja, o governo levou quatro anos para oferecer o número de vagas que seriam necessárias em um ano se a redução da maioridade for aprovada.
"Isso é uma bomba atômica para o sistema prisional dos Estados", disse o ministro da Justiça. "Há momentos em que o governo não pode deixar de informar que o caminho é desastroso." A pesquisa sobre sistema prisional que Cardozo afirmou ter distribuído para deputados e senadores indica ainda que detentos têm nível de contaminação por HIV 60 vezes maior do que quem está em liberdade. /COLABORARAM RICARDO DELLA COLETTA e  ISADORA PERON

O cerco se fecha contra o PT: extorsão; crimes de responsabilidade; pedaladas fiscais e outras propinas Com Blog Felipe Moura Brasil - Veja



A semana começou com o cerco se fechando ainda mais contra o PT.
Eis o que aconteceu nesta terça-feira em resumo (enquanto eu estava na rua):
Aécio Caiado1) Os partidos de oposição decidiram:
a) Entrar com uma representação na Procuradoria-Geral da República contra Dilma Rousseff e seu ex-tesoureiro hoje ministro da Secretaria de Comunicação Social, Edinho Silva (PT), acusando-os de praticar crime de extorsão contra o empreiteiro Ricardo Pessoa, dono da UTC Engenharia, que revelou ter doado 7,5 milhões de reais desviados da Petrobras à campanha à reeleição da petista em 2014 por pressão de Edinho.
“A ameaça consistia na exclusão da construtora UTC das empresas que participariam das obras a serem realizadas pela Petrobras e pelo Governo Federal”, diz o texto.
A responsabilidade criminal de Edinho é inquestionável, “tendo obtido diretamente da vítima as vantagens econômicas em favor da Primeira Representada”. Quanto a Dilma, “a vantagem econômica recebida é inquestionável, pois os valores foram creditados em favor de sua campanha eleitoral”.
b) Convidar Edinho Silva para explicar no Congresso as declarações de Ricardo Pessoa – convite este já aprovado pela Comissão de Fiscalização e Controle do Senado.
c) Pedir que o Tribunal Superior Eleitoral tenha acesso ao depoimento de Pessoa, que ainda vai depor no dia 14 de julho, no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de São Paulo, em ação apresentada pelo PSDB no TSE pedindo a cassação do mandato de Dilma.
d) Pedir ao Tribunal de Contas da União que investigue as pedaladas fiscais nas contas federais de 2015, além da apuração das irregularidades nas de 2014.
e) Não pedir o impeachment por enquanto - tema tratado com muita “cautela” e “responsabilidade” por Aécio Neves (PSDB-MG), o que traduzo como “medo de enfrentar Michel Temer nas eleições de 2018″.
Joaquim Barbosa Sapucaí2) Joaquim Barbosa acusou Dilma de ter cometido (mais um) crime de responsabilidade ao atacar a delação premiada, dizendo “Eu não respeito delator”.
Em uma série de tuítes, o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal escreveu:
“Há algo profundamente errado na nossa vida pública. Nunca vi um Chefe de Estado tão mal assessorado como a nossa atual Presidente. A assessoria da Presidente deveria ter lhe informado o significado da expressão ‘law enforcement’: cumprimento e aplicação rigorosa das leis. Zelar pelo respeito e cumprimento das leis do país: esta é uma das mais importantes missões constitucionais de um presidente da República!
Nossa Constituição outorga ao presidente a prerrogativa de vetar um projeto ou de impugnar uma lei perante o STF por inconstitucionalidade. Porém a Constituição não autoriza o presidente a ‘investir politicamente’ contra as leis vigentes, minando-lhe as bases. Caberia à assessoria informar a Presidente que atentar contra o bom funcionamento do Poder Judiciário é crime de responsabilidade!
‘Colaboração’ ou ‘delação’ premiada é um instituto penal-processual previsto em lei no Brasil! Lei!!”
brasil-juiz-sergio-moro-baixa-20141205-002-size-5983) O juiz Sergio Moro disse que há indícios de negociação de propina em obras da usina de Angra 3 e da hidrelétrica de Belo Monte, ambas tocadas em conluio por Camargo Corrêa, Andradre Gutierrez e Odebrecht, sendo a primeira em consórcio também com a UTC.
Moro ressaltou que é “perturbadora” a afirmação de Dalton Avancini, da Camargo Corrêa, de que, em agosto de 2014, mesmo após o início da Lava Jato, as empreiteiras, “entre elas a Andrade Gutierrez e a Odebrecht”, discutiram pagamento de propinas a dirigentes da Eletrobrás.
Ele destacou a avaliação do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, de que o esquema de corrupção na Petrobras é “descomunal” e disse que o mesmo esquema foi reproduzido na empresa SeteBrasil, criada para fabricação de sondas para exploração do petróleo do pré-sal.
“Há assim prova, em cognição sumária, de que o mesmo modus operandi, de cartel, ajuste de licitações e propinas, além de ter gerado um grande prejuízo à Petrobrás (estimado em mais de seis bilhões de reais no balanço da estatal), foi reproduzido em outros âmbitos da Administração Pública, inclusive com pagamentos de propinas no segundo semestre de 2014, quando já notória a investigação sobre as empreiteiras”, escreveu Moro, ao defender a necessidade de manter a prisão preventiva do executivo Elton Negrão, da Andrade Gutierrez, para evitar que novos crimes sejam cometidos.
Pergunta da semana:
O que vem primeiro? Lula frita? Ou renúncia DilmaVez?

DITADURA CLEPTOCRÁTICA TOGADA - RAFAEL BRASIL

A ditadura cleptocrática togada, do consórcio PT/ STF, se baseia nos princípios fundamentais de qualquer ditadura comunista. Terrorismo de e...