segunda-feira, 2 de março de 2015

“Andar de cima”, “andar de baixo”, arranca-rabo de classes, esquerdistas do privatismo e privatistas do estatismo. O Brasil, em suma, é uma zona! - POR REINALDO AZEVEDO


Desde que Elio Gaspari resolveu resumir a luta de classes no Brasil a um problema de construção civil, as pessoas recorrem a esse “facilitário”, para empregar outro termo do gosto do colunista, para dizer bobagens sobre o arranca-rabo de classes no Brasil. Mesmo eu sendo um liberal, tenho algum respeito pela expressão “luta de classes”, que é algo mais complexa, na teoria esquerdopata, do que a baixaria que se vive por aqui.
Por que escrevo isso? A senadora petista Gleisi Hoffmann (PT-PR) diz que o governo quer taxar “o andar de cima” — vale dizer, arrecada mais impostos dos “ricos”. Segundo informa Leonardo Souza, na Folha, “técnicos da Fazenda e do Planejamento ponderam a viabilidade de tributar lucros e dividendos, incluindo remessas para o exterior, e criar impostos sobre heranças e grandes fortunas.”
É…
Com a devida vênia, Joaquim Levy está virando o Simão Bacamarte da economia, não é? Conhecem o conto “O Alienista”, de Machado de Assis? Não? Quanto tiverem tempo, está aqui. Bacamarte é o alienista, o médico de loucos, que resolve testar suas ideias sobre a doideira na cidade de Itaguaí. Os diagnosticados como malucos eram mandados para a “Casa Verde”, uma referência às janelas do hospício. Tudo parecia muito razoável no começo, não fosse o fato de que Bacamarte praticamente tentou internar a cidade inteira. Até que, bem…, ele se torna vítima de sua própria convicção, ainda que por caminhos machadianos. É preciso ler.
Levy parece estar fora do controle. Acho louvável o seu esforço para tentar arrumar as contas, mas algo está profundamente errado quando se propõe o fim da desoneração da folha de salários em período de desemprego crescente; quando se propõe tarifaço com a economia já em recessão; quando se propõe elevação de impostos com uma carga tributária já extorsiva, um conjunto que… aprofunda a recessão!!!
Segundo informa a Folha, “um dos cálculos feitos pelo governo estima em R$ 31 bilhões o potencial de arrecadação anual com a tributação de lucros e dividendos. O foco dessa medida são os empresários e acionistas, na pessoa física, remunerados por meio de distribuição de lucros – isenta de impostos”.
Quanto à tributação das grandes fortunas, dizer o quê? O PT manteve o controle da economia durante 12 anos e não teve coragem de implementar a medida. Parece que agora conta com o concurso de alguém com fama de liberal para implementar a proposta, né? O Brasil é mesmo curioso, e creiam, isto explica parte da nossa pindaíba: esquerdistas adoram recorrer a pistoleiros do capital para privatizar o estado, e liberais adoram recorrer ao estado para arrancar dinheiro da sociedade.
Por Reinaldo Azevedo

ELEIÇÕES 2018: MERCADANTE PARA PRESIDENTE. PARA VICE HUMBERTO COSTA - RAFAEL BRASIL


Parece que os petistas endoidaram de vez. Também não é para menos. Enquanto a situação do país periclita, discutem eleições de 2018. Lula vai ser candidato, mas Mercadante também. Já Dilma  quer o governador de Minas, que nem me lembro o nome, nem vou me dar ao trabalho de consultar. Seu grande trunfo foi derrotar Aécio em Minas.
Mercadante candidato e Humberto Costa para vice daria uma boa chapa. A boçalidade pseudo esquerdista mais uma pitada  de uma espécie de leninismo cleptocrático. E viva o PT. Até parece que sempre não tem uma pedra no meio do caminho. Diante do naufrágio do Titanic esquerdista com colorações do sangrento século XX, a orquestra ainda toca. Já muito desafinada, porque a água já está dando no meio  das canelas a esta altura do campeonato. Em outras palavras, o projeto petista afundou. Se é que eles algum dia já tiveram algum.
Isto significa nada mais nada menos do que atraso político. Para o Brasil se tornar um país rico é preciso simplesmente abrir o país. Reformar radicalmente o estado e em uma década sairíamos do atraso secular. Produzimos pouco e mal. Pagamos muito caro por um estado no mínimo perdulário. Isto sem falar nos ratos e ratazanas que infestam o mesmo de cabo a rabo. O corporativismo no meio de uma grande e estruturada máfia sindical sustentada por nós cidadãos. É hora da democracia. É hora de dizer a verdade a todos. TEMOS QUE PRIVATIZAR QUASE TUDO. E MODERNIZAR O ESTADO NO QUE CONCERNE AOS SERVIÇOS PRESTADOS À POPULAÇÃO.
Mas temos que afastar o esquerdismo reacionário do cenário político nacional. A chamada esquerda precisa ser completamente renovada, se ainda for possível. O PT desde o nascimento, sempre foi uma grande força reacionária. Ou seja, reação à modernidade e pior: À democracia. Agora ameaçam convocar hordas de militantes pagos para bater em adversários. O que é isto se não FASCISMO? ISTO MESMO: O PETISMO É PROTO FASCISTA EM ESSÊNCIA. Hitler surgiu do lumpesinato, e suas hordas de assassinos vieram da mesma laia. Lênin e Stálin começaram tudo, ou seja, a farra genocida do sangrento século passado. São anti democratas.


Democraticamente devemos varrer estes ignorantes, agora amalucados, do comando da nossa nação. 

De esperança à ameaça - RICARDO NOBLAT O GLOBO - 02/03


O que leva Dilma, aos 67 anos de idade, a ser tão rude com seus subordinados? A pedido de quem me contou, não revelarei a fonte da história que segue. No ano passado, ao ouvir do presidente de uma entidade financeira estatal algo que a contrariou, Dilma elevou o tom da voz e disse: "Cale a boca. Cale a boca agora. Você tem 50 milhões de votos? Eu tenho. Quando você tiver poderá ocupar o meu lugar".

DILMA GOZA da fama de mal-educada. Lula, da fama de amoroso. Não é bem assim. Lula é tão grosseiro quanto ela. Tão arrogante quanto. Eleito presidente pela primeira vez, reunido em um hotel de São Paulo com os futuros ministros José Dirceu, Gilberto Carvalho e Luís Gushiken, entre outros, Lula os advertiu: "Só quem teve voto aqui fui eu e José Alencar, meu vice. Não se esqueçam disso".

EM MEADOS de junho de 2011, quando Dilma sequer completara seis meses como presidente da República, ouvi de Eduardo Campos, então governador de Pernambuco, um diagnóstico que se revelou certeiro. "Dilma tem ideias, cultura política. Mas seu temperamento é seu principal problema", disse ele. "Outro problema: a falta de experiência. E mais um: tem horror à pequena política. Horror".

NA ÉPOCA, Eduardo era aliado de Dilma. Nem por isso deixava de enxergar seus defeitos. "Dilma montou um governo onde a maioria dos ministros é fraca", observou. "Todos morrem de medo dela. No governo de Lula, não.ministro era ministro. Agora, é serviçal obediente e temeroso. Lula não pode fingir que nada tem a ver com isso. Foi ele que inventou Dilma".

LULA NÃO perdoa Dilma por ela não ter lhe cedido a vez como candidato no ano passado. Mas não é por isso que opera para enfraquecê-la sempre que pode. Procede assim por defeito de caráter. Com Dilma e com qualquer um que possa causar-lhe embaraço. Se precisar, Lula deixa os amigos pelo meio do caminho. Como deixou José Dirceu, por exemplo. E Antonio Palocci.

POIS FOI com o discurso belicoso de sempre que Lula participou de um ato no Rio em favor da Petrobras. Pediu que seus colegas de partido defendessem a empresa e se defendessem da acusação de que a saquearam. E, por fim, acenou com a possibilidade de chamar "o exército" de João Pedro Stédile, líder do MST, para sair às ruas e enfrentar os desafetos do PT e do governo.

WASHINGTON QUAQUÁ, presidente do PT do Rio, atendeu de imediato ao apelo de Lula. Escreveu em sua página no Facebook: "Contra o fascismo, a porrada. Não podemos engolir esses fascistas burgue-sinhos de merda. Está na hora de responder a esses filhos da puta que roubam e querem achincalhar o partido que melhorou a vida de milhões de brasileiros. Agrediu, damos porrada".

PARA O BEM ou para o mal, este país carregará a marca de um ex-retirante miserável, agora um milionário lobista de empreiteiras, que disputou cinco eleições presidenciais, ganhou duas vezes e duas vezes elegeu uma pessoa sem voto e sem preparo para governar. Lula já foi uma estrela que brilhava. Foi também a esperança que venceu o medo. Está se tornando uma ameaça à democracia.

COLUNA DE CLAUDIO HUMBERTO


COLUNA DE CLAUDIO HUMBERTO

PROJETO DE MERCADANTE É SUCEDER DILMA EM 2018
O chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, articula para ser o candidato petista à sucessão de Dilma, em 2018, segundo acredita o grupo lulista do PT que abriu guerra contra ele. A pretensão é tão evidente que recentemente, para não cair em desgraça com ele, o ministro Jaques Wagner (Defesa) telefonou-lhe logo cedo, sofregamente, para desmentir notícia de que pretendesse disputar a sucessão de Dilma.

SÓ PENSAM NAQUILO
Jaques Wagner jurou a Mercadante que não quer ser candidato a presidente. Mas, como Mercadante, não pensa em outra coisa.

MINISTRO DE SI PRÓPRIO
Lula e seus liderados dizem que Dilma só perceberá quando for tarde que a prioridade de Mercadante não é o governo, mas ele próprio.

OPÇÃO MINEIRA
Responsável pela vitória mais importante do PT, o governador mineiro Fernando Pimentel seria o predileto de Dilma à própria sucessão.

EX É PARA SEMPRE
O principal candidato à sucessão de Dilma é o próprio ex-presidente Lula, considerado o único “tiro certo” para o pleito de 2018.

EMPREITEIRA PODERÁ SOFRER INTERVENÇÃO COMO BANCO
O governo cogita mudar a lei para permitir intervenção federal em empresas construtoras, nos moldes das intervenções eventualmente decretadas pelo Banco Central em instituições financeiras. A ideia foi inclusive defendida pelo presidente da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro, Eduardo Eugênio Gouvêa Vieira, em conversa com o ministro Luiz Inácio Adams, chefe da Advocacia-Geral da União.

ITEM DO ACORDO
A intervenção federal pode até ser prevista nos acordos de leniência que estão sendo negociados com empreiteiras enroladas na Lava Jato.

SOB CONTROLE
O governo pretende impor nos acordos de leniência a obrigatoriedade da publicação de balanços e auditoria federal permanente por 5 anos.

DIFICULDADE
Difícil, no acordo de leniência, é convencer a população que “é bom para o País” salvar empresas que fraudam, superfaturam e subornam.

SEM SIGILO
Há grande torcida para que o ministro Luís Felipe Salomão, relator da Lava Jato no Superior Tribunal de Justiça (STJ), retire o sigilo do caso. Afinal, são agentes públicos acusados de roubar o nosso dinheiro.

JÁ ERA
O presidente do Senado, Renan Calheiros, fez chegar a Dilma que dificilmente o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, seria aprovado para a vaga de Joaquim Barbosa no Supremo Tribunal Federal.

EXPLICA AÍ
O banqueiro André Esteves, do BTG, gasta um tempão explicando os problemas com investimentos na BR Pharma, Sete Brasil, enrolada na Lava Jato, Rede D’Or, empréstimo para Eneva (ex-Eike). “Parou por aqui ou ainda vem mais? Seria bom avisar logo”, indagam no mercado.

DOIS MILHÕES
No site de petições Avaaz, que no Brasil é controlado por gente ligada ao PT, o pedido de impeachment de Dilma Rousseff continua ganhando apoio. Faltam pouco mais de 60 mil para chegar a 2 milhões de adesões.

COM PEC OU SEM PEC
Se for aprovada a PEC da Bengala, que aumenta a idade-limite para pendurar a toga, o ministro Celso de Mello solicitará imediatamente sua aposentadoria. Deve deixar o STF em novembro, quando faz 70 anos.

HOLOFOTES
O deputado estadual paulista Adriano Diogo (PT), que não se reelegeu, tenta prolongar holofotes. Preparou “relatório parcial” na CPI dos trotes violentos, antes do documento oficial do relator, propondo a extinção de sete centros acadêmicos e associações atléticas universitárias.

MAR DE ROSAS
O contribuinte está bancando “flores nobres, tropicais e do campo” para enfeitar a Presidência da República. Os arranjos comprados em uma única licitação vão nos custar mais de R$ 285 mil.

PRIORIDADES
Sem dinheiro para reabastecer hospitais públicos com remédios, o governo de Rodrigo Rollemberg no DF gasta R$ 100 mil para bancar projetos como “Disque amizade; ou a arte do encontro às escondidas”.

PENSANDO BEM...
...a relação de enrolados no roubo à Petrobras, fisgados na Operação Lava Jato, até parece lista de chamada da Papuda.

domingo, 1 de março de 2015

LULA CONVOCA O EXÉRCITO DE VAGABUNDOS PARA DEFENDER OS LARÁPIOS DA PETROBRÁS - RAFAEL BRASIL

Só faltava essa. Lula o maior capo da história brasileira, convoca João Pedro Stédile com seu exército do lumpesinato para defender os larápios da petrossauro, que claro, são exatamente seus subordinados do PT. Este tal de João Pedro Stédile nunca pegou numa enxada, e prega a revolução maoísta no Brasil. Justamente Mao Tsé Tung, o maior genocida da história da humanidade. Genocida e pedófilo, pois no seu macabro “reinado” se servia de menores de idade para manter relações sexuais, quando o mesmo vivia cheio de doenças venéreas. Como os senhores de engenho na época colonial faziam com as negrinhas, como relata Gilberto Freyre no seu clássico Casa Grande e Senzala. Nos tempos coloniais, os senhores de engenho achavam que a cura das doenças venéreas era fazer sexo com meninas virgens. Como as pobres escravas não podiam dizer não, tinham que se submeter. Já Mao, matava por diversão. Calcula-se que durante o seu “reinado”, matou, ou de morte matada ou de fome, cerca de SETENTA MILHÕES DE PESSOAS. É essa laia que acompanha Lula e o PT juntamente com seus “intelequituais” como Marillena Chauí, Frankin Martins, Fernando Moraes, Maria da conceição Tavares, e outras "sumidades".
A máscara está caindo, e as advertências dos desmandos na economia, foram feitas por todos os analistas do país. Aliás, nem precisava ser um expert em economia para saber que Lula e Dilma estavam botando o país no buraco. É preciso tirar democraticamente este povo do poder.  Se não eles acabam de vez com o Brasil. O que tinha tudo para dar errado, deu errado mesmo. Qualquer analista de botequim anteviu o estrago. Agora querem consertar as coisas com um, segundo os petistas, nojento neoliberal que é o ministro Joaquim Lewy. Que é um grande patriota tentando reparar a incompetência alheia e ainda sendo hostilizado pela horda de ignorantes do PT. Se fosse ele pedia logo o boné, e entregaria a economia a Maria da Conceição Tavares, que nunca devia ter saído de Portugal para fazer as maldades diabólicas que sempre costumou fazer no Brasil.
Quem tem medo dessa gente? Bastaria um tiro de espingarda soca tempero para sair tudinho correndo pelos matos deste imenso país. Não passam de uns bravateiros, mas eles estão  mesmo desesperados. Lula ainda fala em ser candidato a presidente. Só se for à cadeia aonde ele já deveria estar.    Diferentemente dos tempos do mensalão, a economia está em frangalhos , quando ainda conseguiu enganar os bestas. Sobretudo os mais pobres, pobres não só economicamente, mas  de cidadania. Agora sentem no bolso, com a inflação comendo suas parcas rendas, em grande parte, esmolas concedidas por um governo que sempre viveu da miséria alheia. Ademais, o que seria desta canalha sem a miséria do povo? O pior é que, como sempre, o povo ficou e se contenta com as migalhas. Enquanto o comissariado petista caiu na gandaia do consumismo capitalista assaltando o estado, como jamais se viu neste pobre país. Que vão para a lata de lixo da história nacional, de onde eles nunca deviam ter saído. 

BRICKMANN: Quem quer o confronto sempre perde


(Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula)
Em ato pela Petrobras, Lula pediu paz mas falou do “exército” de Stedile (Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula)
ARMAI-VOS UNS AOS OUTROS
Notas da coluna de Carlos Brickmann publicadas em diversos jornais neste domingo
Carlos BrickmannNa lanchonete de um grande hospital, um ex-ministro petista é insultado a gritos e acaba tendo de se retirar. No Rio, onde se realizava um ato governista, um senhor de cabelos brancos, com camiseta pró-impeachment, é agredido a pontapés por manifestantes petistas. E os líderes partidários acirram as tensões.
Palavra de Lula: “Quero paz e democracia, mas também sabemos brigar. Sobretudo quando o Stedile colocar o exército dele nas ruas”. Frase perigosa – no dia 15, estão marcadas manifestações contra Dilma. Será levado para a política o clima das torcidas organizadas, que marcam brigas pela Internet?
Certas coisas ficaram claras com a declaração de Lula: o MST, como sempre disseram seus adversários, não é um movimento autônomo, mas tropa auxiliar do PT; e os sem-terra não são sem-terra, mas soldados do exército de João Pedro Stedile, comandante do MST, que pode ir às ruas a chamado de Lula. Tanto os radicais que agrediram verbalmente um ex-ministro (que sempre se comportou civilizadamente) quanto Lula, é este o futuro que desejam para o Brasil?
E vamos parar de besteiras, cavalheiros, a respeito da força de cada lado. Em 1964, havia Generais do Povo (um deles, o marechal Osvino Alves, era presidente da Petrobras), havia as Ligas Camponesas de Francisco Julião, havia os Grupos dos Onze de Leonel Brizola, havia os marinheiros amotinados, e era tudo fumaça. O governo caiu sem resistência. Perderam todos, de ambos os lados.
A hora é de calma. Ninguém deve ser Tiradentes com o pescoço dos outros. 
O ganha-perde
Dos três líderes civis do movimento vitorioso contra Jango, dois foram cassados, Lacerda e Adhemar, e um, Magalhães Pinto, que sonhava ser presidente, teve de contentar-se em ser chanceler (mais tarde, perderia até seu banco). O militar que iniciou a revolta, general Mourão Filho, foi encostado.
Do lado do governo, quem mais pedia luta não chegou a lutar: muitos foram exilados, inúmeros presos, muitos torturados, vários assassinados. O líder dos marinheiros amotinados, Cabo Anselmo, jogou dos dois lados. E nada ganhou de nenhum deles. Vive na clandestinidade, é malvisto, nem fortuna amealhou. 
Quem quer o confronto sempre perde. Vence quem não estava na briga. 
Mais longe, tão perto
Alguns dos movimentos de rua mais sanguinários, como os camisas pardas nazistas e os camisas negras fascistas, nasceram do recrutamento de marginais pagos. Depois reuniram oportunistas e prepotentes. Quem os comparar com esse pessoal que recebe 50 reais, sanduíche e tubaína, estará certo. Cuidado com eles.

Governo Dilma: CNBB absolve os pecados? OAB afirma a inocência? ESCRITO POR PERCIVAL PUGGINA

CNBB e OAB procuraram tirar a corrupção dos ombros dos corruptos e jogá-la em quem não pode ser algemado: o modelo político adotado no país.

As duas entidades lançaram na manhã desta quarta-feira um Manifesto em Defesa da Democracia. Por que? Porque segundo ambas, a democracia está em perigo devido às "graves dificuldades político-sociais" enfrentadas pelo país. A nota em que divulgam o evento reafirma a importância da ordem constitucional e da normalidade democrática. A saída para a crise passa pelo que denominam uma urgente "Reforma Política Democrática para corrigir tais distorções que ameaçam a democracia e cerceiam a participação efetiva do povo nas decisões importantes para o futuro do país". Sempre que esse pessoal fala em povo, reitero, estão falando apenas de si mesmos.
Blá-blá-blá. O que a CNBB e a OAB pretendem é socorrer o governo petista que meteu pés e mãos no lodaçal da corrupção. Vêm em auxílio de quem levou o país do nanismo diplomático para o nanismo econômico. Propõem-se a ajudar a presidente, a mesma senhora que, falando em tom irônico, como se tivesse descoberto a senha que abre os portões da Papuda, atribuiu os escândalos da Petrobras a supostas omissões de FHC em 1996. Feito! Não é bela e pura, a Brasília oficial, estrelada, togada, prelada ou engravatada? Tudo se passa como se de 2003 a 2015, o governo petista, inspirado no regime de partilha e nos contratos de exploração do pré-sal, não houvesse instituído um regime paralelo de partilha e abonado contratos de exploração dos recursos da empresa entre os partidos da base e seus prepostos.
Nesta quarta-feira, CNBB e OAB procuraram tirar a corrupção dos ombros dos corruptos e jogá-la em quem não pode ser algemado: o modelo político adotado no país. A primeira entidade absolverá os pecados? A segunda fará prova da inexigibilidade de outra conduta? Ou seja, a mensagem resultante é a de que os malfeitos ocorrem pela falta de uma reforma política e em nome da governabilidade (andaram lendo o Luis Nassif). Ora, senhores, sobre isso eu já escrevi tantas vezes! Com uma diferença essencial: ao afirmar que nosso modelo institucional é corrupto e corruptor, ficha suja, eu jamais me vali disso para lavar e enxaguar a ficha individual de quem quer que seja. Uma coisa é uma coisa e outra coisa, etc. e tal.
E tem mais. A CNBB, ao opinar sobre Reforma Política, fala do que não entende nem tem o dever de entender. Mas a OAB tem obrigação de saber que não será alterando as regrinhas sobre financiamento de campanha e mudando o modo de eleição parlamentar que vamos remover os principais vícios de um modelo político que mistura Estado, governo e administração, transformando as funções públicas em capital político, para render juros e correção monetária aos partidos do poder.

DITADURA CLEPTOCRÁTICA TOGADA - RAFAEL BRASIL

A ditadura cleptocrática togada, do consórcio PT/ STF, se baseia nos princípios fundamentais de qualquer ditadura comunista. Terrorismo de e...