quinta-feira, 28 de agosto de 2014

A sociedade, segundo Marina - DEMÉTRIO MAGNOLI O GLOBO - 28/08

A sociedade, segundo Marina - DEMÉTRIO MAGNOLI

O GLOBO - 28/08


Sua vida política organizou-se ao redor de relações com coleção de ONGs. Seu partido chama-se Rede para marcar uma distância com o sistema político-partidário


No registro do lugar-comum, Dilma Rousseff é associada com qualificativos como rude, ríspida, mandona e autoritária. No mesmo registro, atribui-se a Marina Silva qualidades opostas: suavidade, doçura, flexibilidade, reflexão. A gerente tecnocrática, de um lado; a filósofa da “nova política”, do outro. O lugar-comum é a notação do mundo das aparências. Os primeiros passos de Marina como candidata presidencial oferecem indícios de que o contraste é uma má caricatura — e, ainda, de uma similitude fundamental entre as duas candidaturas.

Marina rejeitou participar das campanhas de Lindbergh Farias (PT-RJ), Geraldo Alckmin (PSDB-SP) e Beto Richa (PSDB-PR), apoiados pelo PSB, sob o curioso argumento de que sua ausência desses palanques fora previamente acordada com Eduardo Campos. O gesto equivale a selecionar exclusivamente os produtos que lhe interessam: da prateleira do presente, ela fica com a posição de candidata presidencial; da prateleira do passado, com um acordo aplicável apenas a uma postulante à vice-presidência. Das fagulhas da manobra oportunista acendeu-se uma fogueira no PSB. Mas a luz desse fogo ilumina algo mais relevante: a crença de Marina de que uma pureza singular proporciona-lhe liberdades políticas excepcionais.

Na réplica à pergunta de um jornalista encontram-se pistas na mesma direção. Indagada sobre sua permanência no PSB caso triunfe na corrida ao Planalto, Marina saiu-se com uma não resposta, articulada na forma de um longo desvio em torno das balizas da “nova política”. Ao sonegar a informação, a candidata circunda uma dúvida legítima de todos os eleitores: afinal, o voto nela tem o potencial de sagrar uma presidente do PSB ou da Rede? Contudo, para além da constatação de que Marina refugia-se em ambiguidades dignas da “velha política”, a não resposta contém um elemento mais esclarecedor.

À pergunta, a candidata replicou, hieraticamente: “Nós não devemos tratar o presidente como propriedade de um partido. A sociedade está dizendo que quer se apropriar da política. E as lideranças políticas precisam entender que o Estado não é o partido, e o Estado não é o governo.” Em tudo isso, há um sopro de justa aversão à putrefata elite política brasileira — e uma crítica pertinente à indistinção lulopetista entre Estado, governo e partido. Entretanto, o núcleo do raciocínio situa-se na palavra “sociedade”, traduzida de modos diversos pelas diferentes correntes de pensamento político. O que é a “sociedade”, segundo Marina?

Segundo Margaret Thatcher, “essa coisa de sociedade não existe”. De acordo com o polo ultraliberal, existem apenas indivíduos que realizam intercâmbios no mercado. No extremo oposto, encontra-se o polo neocorporativista, que define a sociedade como um conjunto de “coletivos” legitimados por um selo estatal. O lulopetismo coagulou essa concepção pelo Decreto 8.243, que institui a “democracia participativa” e normatiza os “conselhos de políticas públicas”. No fundo, o governo está dizendo que a sociedade é uma extensão do Estado, o ente responsável pela seleção dos “movimentos sociais” convidados a se sentar à volta das mesas de negociação.

Mas, e Marina? Dois meses atrás, a então candidata a vice defendeu a substância do Decreto 8.243, que ressurge numa versão preliminar de seu programa de governo. A vida política de Marina organizou-se ao redor de suas relações com uma coleção de ONGs. Seu partido chama-se Rede para marcar uma distância com o sistema político-partidário. Teia de movimentos, de ONGs — eis o sentido do nome cunhado pelos “marineiros”. Na sentença “a sociedade quer se apropriar da política”, não é abusivo ler que o Estado deve estabelecer uma relação preferencial com as ONGs “marineiras”.

À primeira vista, a Marina “doce”, “flexível” e “reflexiva” concorda com um princípio caro ao lulopetismo — ou seja, à “ríspida”, “mandona” e “autoritária” Dilma. Tanto uma quanto a outra, ao que parece, imaginam-se portadoras da prerrogativa de falar pela “sociedade”. A diferença residiria no detalhe: os “movimentos sociais” do lulopetismo não são os mesmos que os do “marinismo”. Nessa linha de raciocínio, não é casual que Marina sinta-se à vontade para ignorar as alianças do partido cuja sigla ostenta diante dos eleitores e para desdenhar da indagação sobre sua filiação partidária na eventualidade da vitória.

Todo o poder às ONGs! — é isso a “nova política” cantada no verso difícil de Marina? O lulopetismo degradou as instituições da democracia representativa, especialmente o Congresso, em nome de uma “democracia participativa” que funciona como metáfora de seu próprio poder. Nessa moldura, o projeto de uma “nova política” vertebrada pelos movimentos “marineiros” significaria mais continuidade que ruptura — e o “novo” seria tão somente um disfarce eleitoral do “velho”.

É cedo demais, porém, para formular diagnósticos definitivos. Marina é uma obra aberta, no sentido positivo da expressão. A evolução do pensamento “marineiro” expressou-se, em 2010, por uma narrativa avessa ao sectarismo, capaz de tecer elogios paralelos à estabilização econômica de FHC e às políticas contra a miséria de Lula. Hoje, na candidata comprometida com a restauração da credibilidade do tripé de política macroeconômica, há poucos traços da senadora petista que votou contra a Lei de Responsabilidade Fiscal. Um sintoma da abertura à mudança apareceu em suas últimas declarações, segundo as quais “aprofundar a democracia significa a valorização das instituições”, e no alerta de que a versão preliminar do programa não passou pelo seu crivo.

A candidatura de Marina surfa na onda imensa de indignação popular contra a “velha política” — ou seja, a ordem de coisas que estimula o consumo privado sem produzir bens públicos. Nem por isso ela deve ser autorizada a utilizar o refrão da “nova política” como instrumento de prestidigitação.

Mudança de tom - MERVAL PEREIRA O GLOBO - 28/08

Mudança de tom - MERVAL PEREIRA

O GLOBO - 28/08

A entrada em cena da candidata Marina Silva com ares de favorita tornou a campanha eleitoral mais aberta e franca por parte dela e do candidato do PSDB Aécio Neves. É natural, os dois disputam o mesmo espaço, isto é, a possibilidade de derrotar a presidente Dilma no segundo turno. O próprio Eduardo Campos achava que quem fosse ao segundo contra a presidente venceria as eleições, diante do clamor da sociedade por mudança.

Chegou até mesmo a imaginar um segundo turno entre PSB e PSDB, candidatos de perfis semelhantes que chegaram a vislumbrar uma parceria. Cenário que ficou impossível com a chegada em cena de Marina Silva, uma oposicionista de outro calibre, que exasperou a disputa. Aécio foi o mais atingido pelo surgimento de uma candidatura nova na área da oposição, pois está tendo que mudar o ritmo de sua campanha em plena corrida. Com Campos na disputa, teria tempo para apresentar-se ao eleitor, pois o adversário também teria que se apresentar.

Agora, ao mesmo tempo em que se torna mais conhecido, vai subindo o tom para entrar na disputa com uma candidata que foi poupada em toda a primeira parte da campanha e chegou a ela já com índices vigorosos. A presidente Dilma não pode fazer mais do que tentar convencer o eleitor de que o país não está tão ruim quanto seus adversários dizem. O problema dela, e por isso tem tido um sucesso relativo, é que os eleitores-espectadores sabem o dia a dia que vivem, e não é um filmete publicitário que mudará suas opiniões.

Uma bela sacada de Aécio foi dizer que o sonho de todo brasileiro é viver no mundo virtual da propaganda de Dilma, que é muito melhor do que o mundo real. Tanto é assim que a avaliação de seu governo melhora na margem e não se reflete no número final da votação, que está em queda.

Marina, por sua vez, já entrou no debate da TV Bandeirantes muito mais assertiva do que sempre foi, para enfrentar as tentativas de desqualificação a que será submetida nesses pouco mais de 30 dias de campanha. Terá que esclarecer posições, assumir compromissos e mostrar-se agregadora, que não é exatamente seu perfil de ação pública até agora. A seu favor, poderá dizer que teve de enfrentar interesses encastelados tanto no governo petista quanto nos partidos em que já esteve, e por isso teve atritos.

Aécio está acelerando a apresentação de seu projeto e a explicitação de seus programas, para ganhar crédito como o candidato da mudança segura, como está se apresentando. Desse ponto de vista, anunciar formalmente que o ex-presidente do Banco Central Arminio Fraga será o comandante de sua equipe econômica, ou que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso é e será seu grande conselheiro, é uma maneira de marcar posição contra Marina, que classifica como uma amadora .

O que atrapalha sua campanha é a ineficiência até agora dos acordos regionais que montou, seu grande trunfo como articulador político. Para quem pretendia sair de São Paulo e Minas com cerca de 5 milhões de votos na frente da presidente Dilma, os resultados até agora são decepcionantes, muito pelo surgimento da opção Marina Silva.

Em SP, Marina está à frente, e Dilma em segundo, mesmo com o PT levando uma surra para governador e senador, o que sugere que a máquina tucana não se move a favor de Aécio. Uma vingança silenciosa pelas campanhas anteriores em Minas não é de se descartar.

Em MG, seu território político, o candidato do PT está à frente na disputa para governador e Aécio aparece quase empatado com Dilma na preferência do eleitorado. Marina reafirma a boa votação que teve em 2010 no Estado, com cerca de 20% das preferências.

No nordeste, onde pretendia reduzir a diferença a favor de Dilma, o candidato do PSDB não está tendo sucesso até mesmo nos Estados onde as dissidências da base aliada teoricamente estariam a seu lado. Na Bahia, Dilma está bem à frente, seguida por Marina. Em Pernambuco, Marina Silva absorveu a força política de Eduardo Campos e está liderando a disputa, seguida da presidente Dilma. No DF, aonde Aécio chegou a liderar, Marina tomou a frente. No Rio de Janeiro, primeiro grande estado em que a dissidência do PMDB surgiu em seu apoio, Dilma lidera com folga, seguida de Marina, relegando-o a um terceiro lugar.

Os dias de setembro dirão se esta é uma situação mutável ou se o quadro está cristalizado fora da polarização PT-PSDB, que prevalece há 20 anos.

A “presidenta” de volta à cozinha - GUILHERME FIUZA REVISTA ÉPOCA



A vida tem sido difícil em 2014 para o governo brasileiro, mesmo estando nas mãos de um partido de vida fácil. Os números do PIB apontam para a recessão, a inflação não cede, e até o prognóstico oficial de que a Copa do Mundo aqueceria a economia teve de ser engolido - já que aconteceu exatamente o contrário. Mas agora tudo ficará mais fácil para o governo popular: começou a campanha eleitoral. Como se sabe, esta é a hora de os brasileiros matarem a saudade do cachorro da Dilma. Com o horário eleitoral gratuito, o PT poderá montar suas histórias sem precisar traficar informação.

Já estava mais do que na hora. Ninguém aguentava mais aquele baixo-astral das notícias sobre espionagem no Palácio do Planalto. Felizmente, a invasão e adulteração criminosa dos perfis de jornalistas na Wikipédia ficou por isso mesmo. O Brasil não tem mais estômago para ficar acompanhando investigação de atos sórdidos. Já basta a novela do mensalão. Deixem os aloprados abrigados no palácio do governo em paz com suas escaramuças malcheirosas. É a única alegria que eles têm. Agora, em vez de ficar difamando Carlos Alberto Sardenberg, o departamento de ficção científica dos companheiros se dedicará de corpo e alma a embelezar Dilma. Chega de sombras, agora é tudo azul. Ou vermelho.

Dilma Rousseff inaugurou suas aparições no horário eleitoral, apresentada no lugar onde o PT acha que a mulher deve estar: na cozinha. Foi a estratégia clara de sua campanha: vai que o eleitorado esqueceu que a "presidenta" é mulher? Sem pensar duas vezes, o comando progressista foi logo mostrando Dilma no meio das panelas. Para o eleitor desatento, que nos últimos anos a tenha achado atrapalhada, lá estava ela preparando um macarrão - e calando definitivamente a boca dos que duvidam de suas capacidades.

Na campanha eleitoral de 2010, quando ninguém tinha visto ainda Dilma Rousseff governando, os filmes procuravam mostrar que ela era uma líder. Numa das cenas, enquanto um locutor avisava que a candidata tinha comando, a imagem a mostrava atirando um osso para o seu cachorro buscar. Ele buscava - e devolvia na mão da dona. Uma prova inequívoca de autoridade presidencial. Em 2014, não será necessário repetir essa cena. Os brasileiros já viram que Dilma e seus comandados pegam o osso e não largam mais.

Eis a questão que dominará a corrida presidencial: como fazer o PT largar o osso, após 12 anos de dentes bem cravados? Não será fácil. Além do referido azedume dos indicadores que prenunciam uma recessão, o esfolamento da Petrobras teve novos capítulos candentes - como as revelações da distribuição de verbas pelo doleiro anexo e a combinação clandestina de perguntas e respostas na CPI. A resposta da opinião pública foi imediata: a avaliação positiva do governo Dilma subiu!

Que fazer diante de tal cadeia de eventos? Como concorrer com uma presidente que faz outras coisas além de macarrão e é aplaudida pelos súditos?

A oposição já tentou de tudo. O PSDB, coitado, a cada eleição tenta parecer mais pobre. Já apresentou o economista José Serra como "o Zé", filho de feirante. Quando concorreu à Presidência, Alckmin virou "o Geraldo". Tentam parecer amigos do Lula (o filho único do Brasil) e escondem o Plano Real, essa jogada neoliberal que o PT consertou - segundo a nova verdade nacional, construída com afinco pela central de inteligência companheira. Experimente desmentir o Império do Oprimido, e você descobrirá seu passado terrível na internet.

Entrevistada no Jornal Nacional, Dilma não respondeu por que ela e seu partido tratam os condenados do mensalão como heróis nacionais e perseguidos políticos. Disse que não comenta decisões judiciais. Alertada de que não se tratava de comentar uma decisão judicial, mas uma posição política, ela se reservou o direito de fingir que não entendeu. E repetiu que não comenta decisões judiciais.

São as maravilhas da campanha eleitoral. A partir de agora, a presidente só comentará que trabalha muito e tem saudades da filha, da neta e do cachorro. Lá vai o Brasil descobrir de novo o doce de coco que é Dilma. Que ninguém estranhe se essa dona de casa sobrecarregada aparecer no horário eleitoral reclamando do preço do macarrão.

O PT fora da conta - EDITORIAL O ESTADÃO

O PT fora da conta - EDITORIAL O ESTADÃO

O ESTADO DE S.PAULO - 28/08


O governo terá de renegar as maiores bobagens da diplomacia petista, se quiser seguir a proposta do ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Mauro Borges: fortalecer a relação comercial com parceiros estratégicos, como Estados Unidos, Europa e China. E terá de renegar a incompetência na gestão de projetos de infraestrutura e o populismo na política educacional.

Em princípio, o ministro está certo. É preciso rever as relações comerciais com os principais parceiros e tratar com maior seriedade a palavra estratégia. Os Estados Unidos foram neste ano, até julho, o maior importador de manufaturados brasileiros. Em outros anos, têm ficado em segundo lugar, logo abaixo da Argentina, mas sua política tem sido sempre mais confiável e previsível, sem as barreiras de ocasião e os truques inventados seguidamente na Casa Rosada.

Mas a diplomacia brasileira, sob o terceiro-mundismo instalado no Planalto em 2003, menosprezou a relação com os mercados mais desenvolvidos e definiu como grande objetivo redesenhar o mapa da economia mundial juntamente com novos parceiros ditos estratégicos. Esses parceiros até estavam dispostos a mexer no mapa, mas para cumprir seus objetivos nacionais, sem levar em conta as fantasias do presidente Lula e de seus conselheiros.

O presidente brasileiro, aliado ao colega argentino Néstor Kirchner, manobrou para liquidar o projeto da Área de Livre-Comércio das Américas (Alca). A diplomacia brasileira voltou-se, então, para alianças com países emergentes e em desenvolvimento. Aceitou o protecionismo argentino e acomodou-se em posição defensiva em relação ao mundo rico. Por sua vez, a negociação do acordo de livre-comércio com a União Europeia, iniciada nos anos 90, está emperrada até hoje. Negociar com ricos, só na Rodada Doha da Organização Mundial do Comércio (OMC). Mas essa rodada também emperrou e continua paralisada.

Nesse período, a China converteu-se na maior parceira comercial do Brasil, no papel de maior importadora de matérias-primas. Em rápido crescimento, a China compraria produtos básicos de quaisquer fornecedores, mas o governo brasileiro parece ter sido incapaz de perceber esse fato.

Em sua ânsia para mudar a geopolítica mundial, a diplomacia petista aceitou uma relação semicolonial com a China. Neste ano, até julho, só 3,17% das exportações brasileiras para a China foram de manufaturados e 12,13%, de industrializados. De lá para o Brasil vieram quase só manufaturados. Não foi muito diferente o comércio com outros grandes países emergentes: 11,80% de manufaturados nas vendas para a Índia e 44,31% de industrializados. Para a Rússia, as proporções foram de 7,17% e 20,65%.

O comércio com os velhos imperialistas foi diferente. Manufaturados compuseram 49,96% das exportações para os Estados Unidos. Somados os semimanufaturados, a indústria exportou para lá 69,49% do valor total. Além disso, as vendas para o mercado americano foram 13,5% maiores que as de um ano antes, enquanto as exportações totais foram 0,6% menores. Para a Argentina, o Brasil exportou 22,1% menos que em 2013 - efeito combinado da crise no vizinho e de seu protecionismo. Para a União Europeia, 47,57% das vendas foram de industrializados (33,82% de manufaturados).

Acordos comerciais teriam facilitado o acesso da indústria aos EUA e à Europa, mas isso ficou fora da estratégia petista. Também o investimento - que dinamizaria o setor, aumentando sua competitividade - emperrou nos últimos 12 anos, em parte por mera inépcia administrativa, em parte pela demora do governo em aceitar parcerias com o setor privado.

Quanto à educação - que, como reconhece o ministro, é muito importante para a competitividade e para a inovação -, foi prejudicada pela política populista de apoio ao ingresso no ensino superior. Os níveis básico e médio foram negligenciados e só há pouco o governo descobriu o ensino técnico.

O ministro mencionou insuficiência de ações nos últimos 30 anos. Mas o PT está há 12 no poder. Isso fica fora da conta?

COLUNA DE CLAUDIO HUMBERTO

COLUNA DE CLAUDIO HUMBERTO

‘Aécio é oposição; Dilma, situação; e Marina, enrolação’
Senador Aloysio Nunes (PSDB), vice de Aécio, disparando contra a candidata do PSB


PSDB SE QUEIXA DA TRAIÇÃO DOS ALIADOS DE AÉCIO

O candidato Aécio Neves (PSDB) não aparenta abatimento com as últimas pesquisas, que o colocam em terceiro lugar na disputa, mas mal disfarça a sua decepção com os casos de suposta traição que chegam ao seu conhecimento. Ontem, a cúpula do PSDB soube que Paulo Souto (DEM), aliado que disputa o governo da Bahia, até já exibe imagens da presidenta Dilma em sua propaganda eleitoral.

SEM BANDEIRA

Contaram a Aécio que Cássio Cunha Lima (PSDB) relutou muito para exibir uma bandeira do presidenciável numa carreata na Paraíba.

SEM FAZER FORÇA

O comando da campanha de Aécio também censura a atitude de Geraldo Alckmin, em São Paulo: posa para fotos, mas ajuda pouco.

SÓ UMA FERE

Aécio mantém a avaliação de que o desempenho de Marina Silva (PSB) nas pesquisas é apenas “uma febre passageira”.

PENSANDO BEM...

...com o candidato Aécio Neves em 3º nas pesquisas, o site tucano “Vamos Agir”, lançado antes, deveria se chamar “Vamos reagir?”.

STF DEVE DECIDIR O CASO ARRUDA ANTES DA ELEIÇÃO

O Supremo Tribunal Federal julgará antes de outubro a impugnação da candidatura de José Roberto Arruda (PR) ao governo do Distrito Federal, se houver dúvida constitucional. Fonte do STF garante que casos como o de Arruda terão prioridade. Há precedentes. Em 2010, julgou antes da eleição recurso de Joaquim Roriz, que teve impugnada a candidatura. Ele acabou desistindo em favor da mulher, Weslian.

PRESSÃO

Confiante nas pesquisas, o partido do candidato impugnado planeja criar o movimento “O povo quer Arruda”, para pressionar o Supremo.

PALAVRA FINAL

Arruda tem 3 dias para protocolar “embargos infringentes” ao Tribunal Superior Eleitoral. Depois, será a vez do Supremo Tribunal Federal.

A IMPUGNAÇÃO

O TRE-DF impugnou a candidatura de Arruda por considerá-lo enquadrado na Lei Ficha Limpa. O TSE confirmou a sentença.

MATOU A PAU

Pesquisas por telefone, realizadas pelas principais campanhas presidenciais indicaram vitória de Marina Silva (PSB) no debate da Band, terça-feira. Ela apareceu segura e serena, mas determinada.

SEM MARQUETEIRO

No debate da Band, o candidato Aécio Neves (PSDB) foi o único que não se faz assessorar por um marqueteiro. Convocou para a tarefa apenas Zuza Nacife, que tem experiência apenas em redes sociais.

DECEPÇÃO

A candidata a presidente Luciana Genro (Psol) rolou o lero quando perguntada sobre planos para segurança pública. Depois se disse frustrada, pois não lhe perguntaram mais nada no debate da Band.

SORVETÃO

Após defender a legalização da maconha no debate na Band, Eduardo Jorge (PV) foi o candidato a presidente mais gozado nas redes sociais. Virou meme. Todos achando que fez por merecer sorvetão na testa.

COMO SE FAZ

A quatro anos da Copa do Mundo, a Rússia já inaugurou dois estádios. O mais recente foi a Arena Otkrytie, que poderá receber 45 mil pessoas e custou cerca de R$ 940 milhões privados. Sem dinheiro público.

ONDE TEM ODEBRECHT...

...tem confusão: o governo do Peru anunciou devassa no contrato do consórcio liderado pela empreiteira Odebrecht para construir o Gasoduto do Sul. A obra está avaliada em quase R$ 16 bilhões.

PREVISÃO DE TROMBADA

O deputado Renato Simões (PT-SP) acha inevitável o choque entre Marina (PSB) e Eduardo Gianetti, que faz o seu programa econômico. Ele defende a redução do papel do Estado na economia. Ela, não.

ALMOÇO QUASE GRÁTIS

Dilma (PT) faz render o orçamento de R$ 298 milhões da sua campanha. Já foram vários almoços 0800 com operários e ontem só pagou R$ 1 em restaurante popular no Rio de Janeiro.

LEGISLAÇÃO JABUTICABA

Nova jabuticaba na política brasileira: o candidato zumbi. A 40 dias da eleição, ninguém sabe se Arruda disputará ou não a eleição no DF.


PODER SEM PUDOR

SOLTO SOB PROTESTOS

Opositores eram presos aos montes, logo após a decretação do AI-5, em dezembro de 1968. Na Bahia, o poeta Tomás Seixas, o "Bebê", não se conformou com o esquecimento de seu nome na lista dos perseguidos. Amigos se divertem contando que ele até telefonou ao coronel Gabriel Duarte, temido secretário de segurança:

- Estou ligando anonimamente para lembrar que os senhores precisam mandar prender um subversivo perigoso, que continua solto.

- Quem é?

- O poeta Tomás Seixas.

- Não conheço - reagiu o coronel.

- É conhecido como "Bebê" - esclareceu.

- Ah, esse é um idiota.

O poeta ficou injuriado:

- Idiota é você! Agora me prenda por desacato, seu incompetente!

"Bebê" continuou solto.

Lula e Dilma na terra de Eduardo Campos


Lula e Dilma na terra de Eduardo Campos

Acertando as agendas
Acertando as agendas
Humberto Costa vinha alertando ao Palácio do Planalto e ao comando da campanha petista sobre a necessidade de Lula e Dilma Rousseff irem a Pernambuco.
Após a morte de Eduardo Campos, o candidato do PSB ao governo, Paulo Câmara, subiu vertiginosamente nas pesquisas – passou de 11% para 29% – e Dilma desabou entre o eleitorado pernambucano. Liderava e agora está atrás de Marina Silva.
A cúpula da campanha entendeu o recado e Humberto Costa foi avisado de que Dilma e Lula irão juntos ao estado até o final de setembro, provavelmente na última quinzena.
Por Lauro Jardim

NA TVEJA: Em discussão, a entrevista de Marina hoje ao “Jornal Nacional”, os últimos resultados do Ibope e o debate entre candidatos na Band. Confiram

NA TVEJA: Em discussão, a entrevista de Marina hoje ao “Jornal Nacional”, os últimos resultados do Ibope e o debate entre candidatos na Band. Confiram

Será que Marina Silva “já ganhou” a eleição?
A presidente Dilma Rousseff tem como se recuperar da virada que sofreu no segundo turno, indicada pela mais recente pesquisa de intenção de voto do Ibope — segundo a qual perderia a eleição para Marina por 9 pontos percentuais?
O que Aécio Neves (PSDB) pode ou deve fazer para avançar?
Não falta ao candidato tucano demonstrar mais indignação por uma série de vulnerabilidades do lulopetismo?
A questão do jatinho de campanha que protagonizou o acidente no qual morreu Eduardo Campos atinge a imagem de “incorruptível” de Marina?
A questão de quem governará com uma presidente Marina preocupa?
Essas são várias das questões debatidas nesse programa “Aqui entre nós”, em que trocam ideias e informações a âncora Joice Hasselmann, o editor do site de VEJA, Carlos Graieb, o colunista Augusto Nunes e eu.
Confiram:

DITADURA CLEPTOCRÁTICA TOGADA - RAFAEL BRASIL

A ditadura cleptocrática togada, do consórcio PT/ STF, se baseia nos princípios fundamentais de qualquer ditadura comunista. Terrorismo de e...