domingo, 1 de setembro de 2013

domingo, setembro 01, 2013


Energia no escuro - EDITORIAL FOLHA DE SP

FOLHA DE SP - 01/09

A frequência das falhas no sistema de transmissão de eletricidade e a grande extensão de seus efeitos provoca desconfiança quanto ao funcionamento do setor elétrico.

Pode bem ser, é claro, que o blecaute de quarta-feira, que apagou a região Nordeste inteira, tenha sido mesmo desencadeado pelo incêndio em uma fazenda no interior do Piauí --embora o Ibama ponha em dúvida tal explicação.

No entanto, as causas de desligamentos tão amplos do fornecimento de energia por vezes não se limitam a uma ruptura pontual da rede de transmissão. A própria presidente Dilma Rousseff, com experiência no setor, um dia escarneceu de explicações simplistas, tais como queda de raios.

Fora do governo, entre especialistas no assunto, tampouco há consenso a respeito de causas dos recorrentes blecautes. Há alguma convergência sobre escassez de linhas de transmissão, o que torna todo o sistema instável.

Além disso, o atraso na construção de linhas de energia provoca desperdícios irracionais. Por exemplo, parques eólicos no Nordeste estão prontos, mas, devido à inépcia estatal, ficam sem uso.

Também são alvos de críticas a gestão do sistema, a fiscalização da qualidade do serviço das empresas concessionárias e a dependência de usinas térmicas.

O gigantesco sistema de energia brasileiro passou quase 20 anos sem manutenção e expansão adequadas, até o racionamento de 2001. As insuficiências do setor novamente parecem gritantes.

Devido a secas, a capacidade de geração hidrelétrica ficou perigosamente baixa no início do ano. A produção de energia depende de usinas térmicas, caras e poluentes.

Atrasos no licenciamento ambiental delongam as já vagarosas obras do governo. Há sérias dúvidas sobre a economicidade do modelo atual, que abandonou os grandes lagos, prejudicando o potencial de cada empreendimento.

Das torres e fios supostamente queimados na fazenda do Piauí ao planejamento de longo prazo, passando pelo gerenciamento regular do sistema, há dúvidas demais.

Passou da hora de o governo apresentar, além de laudos circunstanciais de acidentes, o contexto em que tais falhas acontecem, até mesmo para informar a opinião pública a respeito das carências e das escolhas disponíveis para lidar com tal escassez.

domingo, setembro 01, 2013


Devemos gargalhar? - EDITORIAL O ESTADÃO

O ESTADO DE S. PAULO - 01/09
Os cerca de 20 mil habitantes de Canto do Buriti - município piauiense situado a cerca de 400 quilômetros de Teresina, a capital estadual - jamais poderiam imaginar que um evento aparentemente normal ali ocorrido fosse capaz de causar tanto estrago. Segundo as autoridades do setor elétrico, uma queimada numa fazenda de Canto do Buriti foi a causa do apagão que, na quarta-feira, deixou toda a Região Nordeste sem energia elétrica. O fornecimento começou a ser interrompido às 14h58 e só foi restabelecido para as capitais e principais municípios às 17h30. Mas cidades importantes, como Sobral, no Ceará, continuaram sem luz até a noite.
No fim do ano passado, período em que sucessivos apagões atingiram boa pane do País, afetando a vida de milhões de brasileiros, a presidente Dilma Rousseff, irritada com essas ocorrências, passou a exigir, com veemência ainda maior do que normalmente utiliza em suas cobranças, explicações e providências para evitar a repetição desses fatos. Entre irônica e irritada, chegou a dizer: "O dia em que falarem para vocês que caiu raio (e isso interrompeu a transmissão de energia), gargalhem. Raio cai todo dia nesse país, a toda hora. Raio não pode desligar o sistema".

Desta vez não foi raio, foi queimada. Devemos gargalhar? Certamente não têm motivos para rir os brasileiros que vivem nos nove Estados do Nordeste. Todas as capitais enfrentaram o caos no trânsito, por causa dos semáforos apagados; hospitais tiveram de acionar seus geradores para realizar os procedimentos de urgência; empresas industriais dispensaram seus funcionários antes do encerramento normal do expediente; lojas fecharam; escolas públicas e privadas, de todos os níveis, suspenderam as aulas. Bandidos aproveitaram a confusão para realizar arrastões,

Faz dez meses que a região enfrentou problema semelhante. Na ocasião, o blecaute foi atribuído a um curto-circuito numa linha de transmissão entre Tocantins e Maranhão.

Mas não são apenas os moradores do Nordeste que sofrem com interrupções do fornecimento de energia elétrica para regiões extensas. O problema ocorre em todo o País, Por isso, os brasileiros em geral não têm motivos para gargalhar. Têm, sim, para se preocupar com o estado em que se encontra o sistema elétrico brasileiro, que, no governo petista anterior, tinha como principal responsável a atual presidente da República.

Não custa recordar que, quando candidata ao cargo que hoje ocupa, Dilma Rousseff não poucas vezes utilizou o fato de ter sido ministra de Minas e Energia no governo Lula para garantir aos eleitores que, se eleita, não haveria mais apagões como os que haviam ocorrido no governo tucano, e que ela tanto criticava. Só nos últimos quatro meses do ano passado, foram cinco grandes apagões, que retiraram do sistema mais de 800 megawatts. Desde o início de seu governo, já são pelo menos nove - sem contar interrupções menores.

Em outubro de 2012, quando houve diversos blecautes, o então ministro de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, hoje secretário executivo da Pasta, reconheceu que a seqüência de interrupções no fornecimento de energia não era "normal". É quase impossível instalar e manter um sistema inteiramente blindado e imune a acidentes que causem a interrupção na produção, transmissão e distribuição, por causa do altíssimo custo que teriam os equipamentos de proteção necessários para se alcançar esse nível de segurança. Mas o consumidor tem o direito de esperar dos responsáveis pelo setor elétrico um sistema minimamente confiável e menos vulnerável a eventos que, causem ou não gargalhadas, provocam seu colapso.

Quatro apagões afetaram o Nordeste nos últimos 12 meses, É uma região naturalmente vulnerável A seca e a falta de grandes rios tornam a região dependente de outras fontes ou de outras regiões produtoras. Mas a transmissão dessa energia, como mostra a frequência dos apagoes, não ai-cançou o nível de segurança necessário. E isso não parece ser casual.

domingo, setembro 01, 2013


Professor é aquele que aprende - EDITORIAL GAZETA DO POVO - PR

 GAZETA DO POVO - PR - 01/09

Futuros educadores passam pouco tempo em sala de aula, preparando-se para o ofício que vão abraçar. Falta prática na preparação de avaliações e exercícios. Isso explica muita coisa


O salário, a estrutura das escolas e os currículos são os vilões coroados da educação brasileira. Arrisca que qualquer criança de 6 ou 7 anos seja capaz de descrever cada um desses inimigos, como se narrasse sua saga preferida de super-heróis. Mas há mais bandidos em Gotham City. A formação dos professores – assunto tratado cheio de dedos – é o caso e merece uma história de ação e suspense só para ela.

A questão não é pão saído do forno. Sabe-se, a estatísticas tantas, do círculo do vício que ronda o ensino. Uma parcela significativa dos que abraçam o magistério – em particular no ensino fundamental e médio – veio de escolas ruins. Bingo: sim, eles reproduzem em sala de aula as deficiências de sua formação. Sim, o magistério se tornou uma carreira pouco atraente para os melhores alunos ou alunos oriundos das melhores escolas. Por tabela, permanecem abertas as 170 mil vagas para professores de Matemática, Física, Química e Biologia, áreas mais atingidas pela operação desmanche que vitimou a educação depois da década de 1950. São questões para arranca-rabos.

O repertório modesto, ou insuficiente, dos atuais professores não é o único problema. As licenciaturas, a seu modo, também colaboram para que o ensino seja ruim e o aluno não aprenda, acentuando uma situação a qual lhes caberia amenizar. Um dos motivos dessa ineficiência estaria na falta de prática didática nos cursos universitários. Estima-se que apenas 10% do currículo de um curso de Pedagogia, por exemplo, seja realizado em escolas de ensino fundamental e médio, espaço nos quais os futuros professores podem produzir exercícios e entender a dinâmica educacional.

Se comparada a países mais desenvolvidos, essa porcentagem se torna ultrajante, um flagrante de que estamos errando a mão. Vinga entre nós a tradição acadêmica – retórica, discursiva e esotérica – em detrimento, que ironia, da práxis, palavrinha mágica, repetida à exaustão, convite a teorizar fazendo e vice-versa. Em tempo – é bom considerar a própria resistência do ensino de crianças e jovens a afrouxar as rotinas, abrindo-se de fato aos estagiários do curso superior. Como de resto, no Brasil, não é fácil.

Nesse sentido, vale uma crítica ao modelo taylorista – e terrorista – que norteia os governos. Um professor precisa de tempo e investimento para produzir exercícios, criar jogos pedagógicos e melhorar a performance. Mas, como o ensino no país sofre de disparidades regionais crônicas, em muitas divisas os gestores insistem em não pagar os educadores pelo tempo dedicado à confecção de exercícios. É uma desconsideração. Leva muito mais horas preparar um exercício que uma aula, não raro repetição do lecionado em outros anos. E, por seu caráter lúdico e avaliativo, o exercício pode colaborar mais com a aprendizagem que uma exposição exaustiva. Mesmo assim, salário zero para quem cria jogos, elabora perguntas, desenha atividades.

Dados recentes divulgados pelo Ministério da Educação e pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) traçaram um perfil do professor brasileiro. Os índices deveriam estar grudados nos espelhos e geladeiras dos tecnocratas da educação. Um total de 24% dos 2,1 milhões de professores brasileiros não cursaram faculdade. Entre esses, uma pá deles não chegou ao fim do ensino médio.

Melhoras? Sim, graças ao ensino remoto de Pedagogia, cuja oferta de vagas cresceu 45 vezes em uma década e aumentou sobremaneira o índice de professores graduados. A falta de prática educacional, contudo, permanece feito um abismo, reforçando que é preciso desejar melhoras ao ensino. E um remédio para seus males – já sabemos de que doença o sistema sofre. Não se trata de treino – trata-se de apresentar o futuro professor à escola. Nada mais natural.

FERREIRA GULLAR: 'O MUNDO MUDA'


domingo, setembro 01, 2013


O mundo muda - FERREIRA GULLAR

FOLHA DE SP - 01/09

Quanto mais radical for o militante, mais dificilmente admitirá que o seu sonho acabou


Os ideais de esquerda nasceram em meados do século 19 e ganharam corpo no começo do século 20, com a revolução de 1917. Com o nascimento da União Soviética, o ideal comunista ganhou corpo, deixou de ser mera utopia para se tornar realidade.

O sonho de uma sociedade igualitária, em que os trabalhadores seriam os dirigentes da nação e em que a mais-valia reverteria em benefício da sociedade e não de alguns burgueses ricos, parecia enfim concretizar-se.

É verdade que as primeiras décadas do socialismo soviético não apresentaram resultados muito positivos, mas para quem acreditava na sociedade igualitária, os problemas seriam em breve resolvidos.

O fato é que a simples existência da URSS já provocara importantes mudanças nos países capitalistas que trataram de atender a algumas reivindicações do trabalhadores.

A deflagração da Segunda Guerra Mundial, provocada pela Alemanha nazista, tumultuou o processo e provocou uma inesperada aliança entre os países capitalistas avançados e a União Soviética, o que adiou o conflito entre socialismo e capitalismo que, finda a guerra, levaria um mundo à chamada Guerra Fria e à beira de um conflito nuclear, o que felizmente não aconteceu.

Nesse período, o capitalismo se desenvolveu e derrotou economicamente o socialismo, levando ao fim da União Soviética e do sistema comunista que havia surgido no pós-guerra. A partir de então, o sonho revolucionário dos partidos comunistas disseminados pelo mundo inteiro se desfez. Não era mais possível, sensatamente, continuar lutando por um ideal de sociedade que fracassara.

Deve-se admitir, no entanto, que não é fácil abrir mão das utopias, dos projetos concebidos e aceitos como salvação da sociedade, o fim da desigualdade, o reino da felicidade sobre a Terra.

Tais utopias equivalem a crenças religiosas, de que dificilmente as pessoas abrem mão. Elas são, ademais, tanto uma como outra, o que dá sentido à existência. Para alguns é isso, para outros, a afirmação de valores ideológicos aos quais entregaram a vida. Há aí, sem dúvida, uma mistura de autoafirmação e autoengano.

Isso explica o que aconteceu com as esquerdas em diferentes países, inclusive o Brasil. Deve-se observar que quanto mais radical for o militante, mais dificilmente admitirá que o seu sonho acabou. Em setores da esquerda moderada, algumas mudanças na máquina capitalista aparecem como uma opção admissível, mas não para a esquerda radical que, por isso mesmo, defronta-se com um impasse: sabe que a revolução se tornou inviável mas teima em não aceitar a verdade. O que não significa que devamos aceitar os abusos do capitalismo.

E então nasce o neopopulismo que é, no fundo, a tentativa de manter o poder, dentro do regime capitalista, mas contra ele. Como isso tornaria o governo inviável, toma decisões contraditórias, para mostrar-se de esquerda e ao mesmo tempo atender às exigências do capital.

O que ocorre na Venezuela é exemplo disso, onde tal ambivalência conduziu o país a um impasse econômico que se agrava a cada dia. A verdade é que ou o novo governo muda de rumo ou leva o país ao caos econômico e social.

O que sucedeu na Venezuela começa a acontecer no Brasil, claro que em escala diversa, dada a natureza distinta dos dois países, tanto histórica quanto econômica.

Aqui, certamente, não surgirá um novo Hugo Chávez nem teremos uma sucessão presidencial tão surrealista quanto a que ocorreu ali. De qualquer modo, a atitude ambivalente do governo petista --que governa com a direita e finge que é de esquerda-- se mantém e compromete o crescimento do país.

Esse é um aspecto da questão que envolve o que restou da esquerda radical. É que ela chega ao fim tanto pelo esvaziamento ideológico quanto pela idade de seus líderes: Lula e Dilma não têm como seguir adiante por muito tempo.

Em suma, embora ainda haja quem teime em se dizer esquerdista, nenhum político profissional que pretenda de fato ascender no cenário nacional insistirá em repetir os chavões que saíram de moda.

Quem pretenda fazer carreira política seguirá outro caminho. Uma geração não ideológica --que nada tem da herança utópica surgida com Karl Marx-- assumirá o poder no futuro.

TOSTÃO: 'O ACASO NÃO TORCE'


domingo, setembro 01, 2013


O acaso não torce - TOSTÃO

FOLHA DE SP - 01/09

Escritores, poetas, filósofos, psicanalistas e artistas deveriam escrever mais sobre futebol


Terminei de ler o livro que gostaria de ter escrito, "O Drible", um romance, uma ficção, do escritor Sérgio Rodrigues, que, brevemente, será lançado pela Companhia das Letras. O maior protagonista do livro é o futebol. Nas primeiras páginas, Sérgio descreve, de uma maneira espetacular, o famoso drible de Pelé no goleiro Mazurkiewicz, do Uruguai, na semifinal da Copa de 1970. Faço uma ponta no livro, pois dei o passe para Pelé fazer o quase gol mais bonito da história.

Tentei escrever um romance, com o futebol de pano de fundo. As dezenas de folhas de papel, escritas à mão, acabaram na cesta de lixo. Seria mais um livro para ser esquecido nas estantes. Discordo que exista pouca literatura sobre futebol do Brasil. Falta um número maior de excelentes livros, como "O Drible", talvez o único grande romance brasileiro sobre o assunto.

Escritores, poetas, filósofos, psicanalistas e artistas deveriam escrever mais sobre futebol. No passado, era mais comum. Por não se preocuparem tanto com os detalhes estatísticos, técnicos e táticos nem terem os vícios da linguagem futebolística, além de possuírem uma visão mais humana, teatral e literária do jogo, enriquecem a crônica esportiva.

As classificações e as viradas de Flamengo, Grêmio, Atlético-PR, Goiás e Corinthians, na Copa do Brasil, mostram a força de jogar em casa. Faltam explicações mais convincentes, científicas e psicológicas para o fato de times, diante de suas torcidas, se agigantarem e fazerem partidas heroicas, enquanto os visitantes costumam se sentir desamparados, como crianças indefesas.

É frequente e antiga a história de times, como o Cruzeiro, superior ao adversário, que pode empatar por 0 a 0, que tenta "cozinhar o jogo", em fogo baixo, e, no fim, sofre um gol e é eliminado.

Já o Atlético-MG, mesmo no Independência, onde quem caía estava morto, não repetiu as viradas da Libertadores. São situações diferentes. Uma equipe que, antes do jogo, já tem um álibi, uma desculpa, a de privilegiar o Mundial, corre grandes riscos de ser eliminada.

É a mesma situação do Corinthians, após o título mundial. Corinthians e Atlético-MG não se sentem pressionados. A diferença é que o Atlético-MG só pensa no futuro, no Marrocos, enquanto o Corinthians só pensa no passado, no Japão.

Flamengo e Botafogo também se classificaram por seus méritos. Mano Menezes, que cometeu erros em duas partidas anteriores, foi brilhante ao tirar o lateral e colocar, quando o Flamengo pressionava o Cruzeiro, uma dupla de jogadores velozes, pela direita, Rafinha e Paulinho. Assim saiu o gol e várias outras boas jogadas.

Além de tantas explicações técnicas, táticas, psicológicas e sociológicas para os resultados, existe o importantíssimo acaso, que não torce por nenhum time.

COLUNA DE CLAUDIO HUMBERTO


domingo, setembro 01, 2013


COLUNA DE CLAUDIO HUMBERTO

“A postura do diplomata Saboia deve ser elogiada e reconhecida”
Aécio Neves (PSDB), sobre a operação que resgatou o senador boliviano Roger Molina


VAI E VEM

Além dos salários que jamais chegarão aos médicos cubanos, o Brasil vai gastar R$ 12,2 milhões para custear suas passagens aéreas.

FILME VELHO...

Evo Morales humilhou o Brasil surrupiando refinaria da Petrobras e revistando avião (da FAB) do ministro da Defesa. Não houve resposta.

... A CONTINUAÇÃO

O Planalto finge não saber que a Convenção Caracas obrigava o cocaleiro Evo Morales a liberar salvo-conduto ao senador Molina.

BULLYING, NÃO

Assim como ninguém quis substituir uma ajudante de ordens cansada de humilhações, já não há diplomatas dispostos a trabalhar com Dilma.

COM PATRIOTA, NÃO HAVIA HIERARQUIA A SER QUEBRADA

O Itamaraty considera falta grave a “quebra de hierarquia”. Mas isso não pode ser aplicado ao caso do diplomata Eduardo Saboia porque, com o ex-chanceler Antonio Patriota, não havia liderança, vontade política, autoridade. A rigor, nem havia hierarquia. Apenas omissão e pouco caso com questões graves da diplomacia brasileira. Algo teria de acontecer, e aconteceu de forma exitosa graças à competência de Eduardo Saboia, por isso ele merece reconhecimento e não punição.

AJUDA

Internautas em todas as redes sociais participam de movimento para livrar Eduardo Saboia de perseguição. Tem até abaixo-assinado.

REPRESENTAÇÃO

O custo do escritório político da deputada Manuela D’Ávila (PCdoB) em Porto Alegre passou de R$ 6 mil em maio, para R$ 13 mil em junho.

MESTRE UNIVERSAL

Guido Mantega (Fazenda) disse que “o fundo do poço” da crise estava “superado”. Ou o poço não tem fundo ou além dele vemos à China.

AO MENOS ISSO

Os R$ 26 mil recebidos na Câmara dos Deputados impedem o ladrão transitado em julgado Natan Donadon de pedir o auxílio-reclusão. Só quem ganhava até R$ 971,78 antes de ser preso tem direito ao auxílio.

DEDO NA FERIDA

Deputados apostam que o presidiário Natan Donadon (RO) conseguiu reverter votos e se safar da cassação no momento em que acusou o Ministério Público de cometer injustiças, posição unânime na Câmara.

PROCURA-SE

Isolado após comprar briga com o dono do PDT, Carlos Lupi, o ex-ministro do Trabalho Brizola Neto (RJ) está em busca de outro partido pelo qual possa sair candidato a deputado federal em 2014.

ENGANAÇÃO

A multinacional italiana Saipem ganhou Licença Ambiental e de Operação junto à Marinha, Ibama, Cetesb e Codesp para operar em Guarujá alegando que aplicaria na obra dragas da Bandeirantes Dragagem Construção Ltda, com a qual não tem sequer um contrato.

BOMBEIROS

Após ter ameaçado intervenção no PSB-RJ, o presidenciável Eduardo Campos (PSB-PE) pediu aos fiéis escudeiros Carlos Siqueira e Roberto Amaral para pôr panos quentes na conversa com Alexandre Cardoso.

CONSEQUÊNCIA

Presidente do DEM, José Agripino (RN), joga no colo da presidente Dilma a culpa pelo apagão no Nordeste, na quarta (28): “Ela baixou a tarifa da energia, mas não compensou as empresas pelas despesas”.

SE ACHA O FAVORITO

Presidente do PT, Rui Falcão lançará sua chapa ‘Partido é para todos, na luta’ ao comando do PT, na terça (3), em Brasília. A chapa teria apoio de cinco das dez correntes na sigla. E de ministros de Dilma.

BAIXA NO PSD

O PSD de Gilberto Kassab está em vias de perder seis deputados federais: entre eles, Cesar Halum (TO), Armando Vergílio (GO), Ricardo Izar (SP) e Raul Lima (RR), todos prontos para outras siglas.

PENSANDO BEM...

...já está na hora de Lula reaparecer em público. De jaleco.


CUBA PAGA A MÉDICO SALÁRIO DE 573 PESOS (R$ 58)

A ditadura cubana esfrega as mãos de ansiedade pelos R$ 510,9 milhões que espera faturar no Brasil explorando a mão de obra barata dos 4 mil médicos que atuarão em municípios brasileiros. Cuba promete continuar pagando-lhes o de sempre, ou sejam, 573 pesos (25 dólares ou 58 reais) por mês. Não há negócio tão lucrativo nem no capitalismo selvagem: cada um renderá R$ 10 mil aos irmãos Castro.


PODER SEM PUDOR


VENDENDO SAÚDE

Empossado governador do Rio Grande do Norte, Dinarte Mariz nomeou o engenheiro José Nilson de Sá para o Departamento de Estradas e Rodagens, mas, com problemas pulmonares, o amigo não obteve o atestado médico exigido pela diretora da pessoal do Palácio, e não pôde assumir. Mas só até Mariz tomar conhecimento do fato:

- Dra. Nani – disse o governador à diretora – quando eu nomeio um amigo é porque ele tem saúde para dar e vender. Nem precisa de atestado médico.

José Nilson, subitamente restabelecido, assumiu o cargo.

sábado, 31 de agosto de 2013

MÉDICOS CUBANOS; NEGÓCIO BILIONÁRIO E TRABALHO ESCRAVO

26 DE AGOSTO DE 2013

Médicos cubanos: negócio bilionário. Não se trata de ideologia ou saúde pública. E, sim, é trabalho escravo.

Os médicos de Cuba são o principal “produto” de exportação da ilha. O programa “Mais Médicos” não tem a ver com ideologia ou saúde pública, mas sim com um repasse bilionário à ditadura castrista. Simples assim. Inaceitável assim.

padilha Médicos cubanos: negócio bilionário. Não se trata de ideologia ou saúde pública. E, sim, é trabalho escravo.
os fera
Certamente, a maior cortina de fumaça dessa patifaria da importação de médicos cubanos é o truque de circunscrever a discussão nos ambientes ideológicos ou de saúde pública. Seja por má-fé ou simples burrice, os defensores do governo fazem isso para fugir do objetivo central do contrato: repassar bilhões à ditadura de Cuba.
Exportação de gente
O principal produto exportado por Cuba não é agrícola ou mineral, mas sim os médicos. Se alguém duvida, confira aqui. E o país ganha bilhões com isso de uma maneiras espúria e considerada ilegal (ao menos no Brasil): retenção de salários.
Cuba manda médicos para os países que pagam uma fábula DIRETAMENTE AO GOVERNO. A ditadura cubana retém a grana e repassa a menor parte ao profissional. É a típica e clássica “terceirização ilegal”, com requintes de escravidão moderna (falaremos disso mais adiante, para desespero dos relativistas sakamotianos do trabalho escravo).
Notem que não é lorota: a própria vice-ministra da saúde de Cuba reconhece. A MAIOR PARTE DA GRANA FICA COM A DITADURA. Está aqui, para que os defensores desse modelo trabalhista inaceitável não tenham para onde correr – fora simplesmente assumir que se fingem favoráveis a isso porque, se o governo mandar, eles defendem qualquer coisa.
Apenas no Brasil, serão quatro mil cubanos recebendo, por mês, R$ 10 mil. Numa conta BEM conservadora (e irreal, como todos sabemos), o governo ficaria com R$ 6 mil de cada um, perfazendo um valor mensal de R$ 24 MILHÕES.
Em apenas um ano, serão R$ 288 milhões de reais enviados a Cuba. Dinheiro que seria para o salário do trabalhador vai direto para a ditadura. E, vale repetir, essa conta é a mais conservadora (e irreal). Como o valor é muito maior, uma conta mais próxima da realidade seria a seguinte: a ditadura cubana ficará com PELO MENOS R$ 28 milhões, totalizando anualmente R$ 336 milhões. Em três anos, Cuba terá embolsado MAIS DE UM BILHÃO DE REAIS do dinheiro do salário do médico.
Um negócio bilionário. Nada de ideologia ou preocupação com saúde pública, mas sim bilhões de reais para a ditadura “amiga” do partido que governa o Brasil. Um negócio de exportação dessa monta costuma ter intermediários, pois imaginem a comissão…
Acho que agora ficou claro a quem fazia de tudo para passar um pano nesse negócio.
Sim, é trabalho escravo!
Houve uma (não surpreendente) relativização sakamotiana, segundo a qual não se pode chamar esse regime de “escravidão”, pois a lei não inclui tal modalidade nos itens que configuram de fato o trabalho escravo ou análogo à escravidão.
Má-fé pura e sacana. É sim trabalho escravo.
O médico cubano NÃO PODE requerer todo seu salário, NÃO PODE mudar de cidade, NÃO PODE prestar serviços privados, NÃO PODE renunciar a essa vaga para fazer outra coisa, NÃO PODE nem mesmo escolher com quem namorar (seja gay ou hétero).
Escravidão, portanto. Já falei sobre o tema, quando o DCE tentava pateticamente emplacar (juro…) a tese da XENOFOBIA.
O mais BIZARRO é que o regime de trabalho dos médicos cubanos é ainda pior que o dos costureiros bolivianos. São dois casos deploráveis e inaceitáveis, mas os médicos cubanos tem o agravante de serem enviados sob ordens de uma ditadura que retém ela própria parte do salário, ameaçando suas famílias – que permanecem em Cuba – caso o engraçadinho de jaleco resolva pedir asilo.
Não deixa de ser espantoso que o caso mais grave seja DEFENDIDO por alguns governistas que, ao mesmo tempo, atacam violentamente o uso da mão de obra análoga à escravidão nas oficinas de costura.
É aquilo de sempre: primeiro o partido, depois a causa. Mesmo quando a causa é alguma garantia constitucional básica da existência humana. Não importa. Primeiro o partido, depois esses detalhes.
Para provar de uma vez que a bizarrice não tem limites, já existe um PARECER PRONTO da Advocacia Geral da União, segundo o qual os médicos de Cuba não poderão pedir asilo político para fugir da ditadura.
Imagina a cara do Battisti.
E vale lembrar, por fim, que o salário é uma garantia constitucional IRRENUNCIÁVEL. Por mais que uma vítima da ditadura, com medo de levar bala na cabeça, diga que “concorda” em receber apenas parte da remuneração, esse trabalhador NÃO PODE FAZER ISSO.
Sim, não é permitido “abrir mão” do salário. O sujeito pode atear fogo em tudo, mas primeiro RECEBE CADA CENTAVO, assina o recibo, comprova que pegou tudo em suas mãos, daí faz o que quiser (em caso de sequestro de familiares, é claro, não se trata de fazer o que “quiser”, mas sim aquilo que os mantenha vivos).
Resumindo: é sim trabalho escravo. Cada médico cubano é um escravo moderno (não tão moderno assim). Não importa o que diga quem costuma condenar a escravidão, mas agora dá aquela AMENIZADA – só porque agora o senhor de engenho é amigo do partido.
Padilha, o banana
O repasse bilionário para a ditadura cubana faz emergir uma das figuras mais patéticas da política nacional (e olha que a disputa está longe de ser fácil): Alexandre Padilha, o banana que também acumula cargo de Ministro da Saúde.
O ponto alto foi ter dito, de maneira imbecil ou cínica, que os médicos cubanos não estariam submetidos à lei trabalhista brasileira, mas sim À LEI CUBANA. Sim, ele disse isso – e qualquer um do DCE que conheça um pouco de direito fez que não ouviu ou pediu a Deus que não sejam obrigados a defender esse pateta em 2014.
Evidentemente, o trabalhador – mesmo estrangeiro – é regido pela LEI TRABALHISTA BRASILEIRA. Mesmo se for cubano, mesmo se for por meio de um contrato bilionário, mesmo se o ministro ficar chateado. Vale a nossa lei. Ponto.
E, por óbvio, os fiscais e o ministério público do trabalho começarão a aplicar multas e abrir processos tão-logo se inicie o vínculo. Para evitar o cancelamento dos contratos, o governo precisará aprovar medidas para revogar artigos da CLT – e não duvidem que nossos esquerdistas-do-governo também passem a defender isso (um curioso efeito colateral positivo nesse caos de arbitrariedades ditatoriais).
Padilha também protagonizou um momento patético, quando NEGOU a contratação de médicos cubanos e, bom, precisou passar por cima da própria palavra (nada que seja também muito difícil).
Não dá para não lembrar do “VAI PRA CASA, PADILHA!” do Jô Soares (aliás, não achei vídeos desse momento do humor brasileiro, quem tiver poderia colaborar, hein?)
Ah, sim! Há quem considere INCOERENTE ser a favor das mudanças na CLT e, ao mesmo tempo, não aceitar que Cuba possa escapar da lei. Sim, acusaram a mim dessa forma.
É preciso desenhar: ser a favor de uma MUDANÇA LEGAL não significa ser a favor de que APENAS OS AMIGOS DO PARTIDO DO PODER possam passar por cima dessa lei. Ou ela muda para todos, ou todos a cumprem da mesma forma.
Sei que é algo até meio bobo de tão óbvio, mas vivemos em tempos um tanto complicados e é preciso fazer ressalvas aparentemente doidas.
Enfim, é isso: não se trata de ideologia ou preocupação com saúde pública, mas um negócio bilionário em favor da ditadura cubana, pago com nossa grana (impostos). O principal produto exportado por Cuba é a mão-de-obra análoga à escravidão (sim, é escravidão). E Padilha é tapado ou cínico; ou ambos.
ATUALIZAÇÃO: para quem ainda tenta dizer que não se trata de trabalho escravo, peço por que leia isso. E agora?
ps – pedimos que aguardem um pouco, pouco mesmo, para que lancemos uma ampla campanha nacional em favor dos direitos de cidadania e garantias fundamentais aos médicos cubanos; acredite, vocês vão gostar… valerá a pena aguardar.

DITADURA CLEPTOCRÁTICA TOGADA - RAFAEL BRASIL

A ditadura cleptocrática togada, do consórcio PT/ STF, se baseia nos princípios fundamentais de qualquer ditadura comunista. Terrorismo de e...