domingo, 8 de julho de 2012

PAPO FURADO DE EDUARDO



Eduardo Campos diz não estar preocupado em eleições municipais. Papo furado. Ele está preocupado com qualquer eleição, e doido para ganhar em todas, pois se diz um político inteiramente profissional, ou seja, pensa em política 24 horas por dia. Particularmente não gosto dele por sua postura de coronel. Um coronel mais modernoso, digamos assim, mas um coronelzinho do asfalto, como outro qualquer. Pegou o estado em curva ascendente, com os problemas fiscais praticamente resolvidos por Jarbas e a turma do antigo pefelê. Além do mais, teve seu primeiro mandato catapultado pela estabilidade da economia nacional e pela então ascendente economia mundial. 

MODELO DE GESTÃO

O tão propalado "modelo de gestão" do governo eduardista é marqueting puro. Na educação, amordaçou o movimento sindical com as ditas escolas de referência, onde os professores não podem nem abrir o bico, e as diretoras voltaram a ser indicadas por políticos, um verdadeiro retrocesso. Com toda a propaganda, os índices de melhoramento da educação estão quase na mesma, com parcas indicações reais de desenvolvimento. Adotou a chamada educação do amor, do instituto Modus Faciendi, cuja validade é questionada por todos os educadores mais sérios do país. Ademais, é considerada por muitos como uma enrolação nada mais do que ridícula, e não melhorou em nada o processo de formação dos professores, e o pior: Aumentou a burocracia. Hoje os professores não tem tempo de estudar os conteúdos, pois é tanta burocracia que não sobra tempo para nada. Talvez a única coisa interessante foi a melhora da merenda.

PROTAGONISMO NACIONAL

Espero que nosso novo ACM nunca decole em termos nacionais. O que o Brasil precisa é de um grande político, não mais um coronelzinho travestido de modernoso, com ternos bem cortados e cabelos permanentemente engomados com gel. Como todos os governadores mortais, sua influência vai diminuindo na mesma proporção em que se mandato termina. Logo, como ocorre naturalmente, muitos ratos já vão abandonando o navio. 

PEDRA NO MEIO DO CAMINHO

Ciro Gomes é a pedra colocada no caminho de Eduardo por LULA. Como sabemos, Ciro é um encrenqueiro, e que pode ser utilizado por Lula pra diversas ocasiões. Ele também pode pelo menos fingir querer ser candidato. Aí é que a coisa poderá ficar feia para Eduardo\. O resto é marola

sábado, 7 de julho de 2012

As razões da impunidade - EDITORIAL O ESTADÃO


Levantamento da Estratégia Nacional de Justiça e Segurança Pública (Enasp), divulgado recentemente, mostra que a polícia vem prendendo mais, mas os inquéritos não são conclusivos, os crimes mais violentos continuam não sendo esclarecidos e a maioria das investigações é arquivada. A Enasp é uma parceria entre o Ministério da Justiça, o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) e o Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Até a formação dessa parceria, o Executivo, o Ministério Público e o Judiciário não tinham conhecimento do número de inquéritos criminais existentes no País. Após a criação de um banco nacional de dados, a Enasp passou a estabelecer metas de produtividade para as procuradorias-gerais de Justiça e para as varas de execução criminal.

No ano passado, foram fixadas cinco metas. O relatório recém-divulgado trata da Meta 2, cujo objetivo era concluir, em abril de 2012, todos os 92 mil inquéritos sobre assassinatos instaurados no País até 31 de dezembro de 2007 e ainda pendentes. O levantamento da Enasp revela que só 32% da meta foi atingida. Mesmo assim, o resultado foi comemorado pelo Ministério da Justiça, pelo CNMP e pelo CNJ. Antes da Meta 2, o índice de conclusão dos inquéritos de homicídio doloso abertos até 2007 variava entre 5% e 8%.

Segundo o levantamento, dos 135 mil inquéritos relativos a homicídios dolosos instaurados até dezembro de 2007, apenas 43 mil foram concluídos. Destes, só pouco mais de 8 mil foram convertidos em processos judiciais. O estudo também mostra que mais de 80% dos inquéritos relativos a homicídio doloso - em que há intenção de matar - foram arquivados. O arquivamento decorreu da prescrição dos crimes, da falta de identificação de autoria, da falta de provas e da morte dos assassinos. "Muitos inquéritos incluídos na Meta 2 sequer tinham o laudo cadavérico feito. Colocá-los para andar já é motivo de comemoração", diz Taís Ferraz, conselheira do CNMP, coordenadora do Grupo de Persecução Penal da Enasp e uma das responsáveis pelo aperfeiçoamento do Inquerômetro 2.0. Trata-se de um sistema eletrônico desenvolvido pelo Ministério Público de Rondônia e pelo CNMP que permite o acompanhamento, em todo o País, do andamento, das diligências pendentes e da conclusão dos inquéritos criminais. Com um banco de dados alimentado mensalmente por informações enviadas pelos Estados, o Inquerômetro 2.0 também divulga um ranking estadual com relação ao cumprimento de metas de produtividade fixadas pela Enasp.

Graças a esse sistema se pode verificar que em Alagoas foi extraviado mais de mil dos 4.180 inquéritos instaurados entre 1990 e 2007. "A Polícia Civil não conseguiu informar onde estão e qual o destino que tomaram", diz a promotora Karla Padilha. Segundo o Mapa da Violência do Ministério da Justiça, Alagoas é o Estado mais violento do País, com 66,8 homicídios por 100 mil habitantes.

Pelas estatísticas do Inquerômetro 2.0, Alagoas também é o Estado nordestino com pior desempenho em matéria de conclusão de inquéritos criminais. Durante a Meta 2, a polícia alagoana só conseguiu concluir 14,9% dos inquéritos desse tipo instaurados até 2007. O Estado que registrou a produtividade mais baixa foi Minas Gerais, onde foi concluído apenas 1,9% dos inquéritos relativos a esse tipo de crime. Somente o Acre atingiu os 100% da meta fixada pela Enasp. Em São Paulo, o índice foi de 46,7%.

Segundo os coordenadores da Enasp, o alto índice de arquivamento dos inquéritos sobre homicídio doloso se deve a vários fatores. Por exemplo, 12 Estados não preenchem há anos os cargos vagos da Polícia Civil; em 14 faltam equipamentos para perícia; em 15 as delegacias não têm condições mínimas de trabalho; e em 5 elas não têm computadores e acesso à internet, o que obrigou o CNMP a fazer contagem manual dos inquéritos parados em delegacias. O próximo relatório da Enasp, que será divulgado em outubro, versará sobre as metas relativas à pronúncia dos réus e ao julgamento das ações penais.

Dilma é protagonista do episódio mais vergonhoso da política externa brasileira em quase 10 anos de governo petista: incitamento a um golpe militar! Ou: Venezuela de Chávez no Mercosul traz o narcotráfico para o bloco


Eládio Aponte: era juiz da Corte de Jutiça da Venezuela e confessa: protegia o narcotráfico a mando de Chávez e de militares venezuelanos
Eládio Aponte era presidente do Tribunal Superior de Justiça da Venezuela e confessa: protegia o narcotráfico a mando de Chávez e de militares venezuelanos
Na política externa, Dilma Rousseff chegou a emitir alguns sinais benignos na relação com o Irã. Chegou-se a imaginar que o país pudesse ter se reconciliado com a racionalidade e com os fundamentos universais da democracia. Que nada! Oito anos do megalonaniquismo de Celso Amorim no Itamaraty não levaram o país a um papel tão vergonhoso quanto o desempenhado na crise paraguaia.
Sim, senhores! Dona Dilma Rousseff, aquela que deu posse à Comissão da Verdade, aquela que não perde a chance de exaltar seus “camaradas” de luta — todos eles, como ela própria, empenhados então em instalar no Brasil uma ditadura comunista, aquela que tentou punir militares da reserva porque expressaram um descontentamento (e o fizeram dentro da lei), esta mesma Dilma Rousseff pôs as suas digitais no que foi nada mais, nada menos do que o incitamento a um golpe militar no Paraguai. A safra de esquerdistas latino-americanos no poder não descarta, então, apelar às forças uniformizadas, não é? Desde que os tanques estejam a favor da “boa causa”: a deles!
As revelações feitas agora pela cúpula do governo uruguaio não deixam a menor dúvida: Dilma não foi apenas uma das articuladoras da suspensão do Paraguai do Mercosul. Ela também foi a principal artífice do golpe — este na esfera diplomática — que aprovou o ingresso da Venezuela no grupo. A presidente brasileira atuou para acolher um governo que, dias antes, havia se reunido com a cúpula militar paraguaia para incitar uma quartelada.
Se os generais do Paraguai tivessem feito o que lhes recomendou Chávez, a Constituição do país teria sido rasgada. Fernando Lugo teria sido mantido no poder pelos tanques, e a nossa presidenta certamente estaria chamando a solução, agora, de “democrática”. VEJA Online havia revelado em primeira mão a tentativa de quartelada chavista. Os filmes que vieram a público não deixam a menor dúvida.
O Apedeuta e seu Megalonanico tentaram desestabilizar Honduras também. Naquele caso, no entanto, tentou-se criar um levante popular em favor de Manuel Zelaya. Ocorre que o povo hondurenho não queria o malucão de volta, como o paraguaio não quer o retorno do bispo “pegador”. Desta feita, a coisa chega a ser mais asquerosa porque se tentou uma solução que já foi, digamos assim, um clássico na América Latina: a quartelada!
NarcotráficoA cúpula do governo de Hugo Chávez está infiltrada pelo narcotráfico, e muitos de seus generais são parceiros da Farc. Não se esqueçam de que armamento pesado das forças venezuelanas já foram encontrados com os narcoguerrilheiros. No dia 5 de maio, José Casado informava no Globo:
Desde a última quarta-feira, o nome do venezuelano Eladio Ramón Aponte Aponte reluz na lista “vermelha” da Interpol, a pedido do governo de seu país.
(…)
A vida de Aponte, de 63 anos, mudou seis semanas atrás. Era um homem da lei. Virou foragido da Justiça. Era um dos pilares do governo Hugo Chávez. Tornou-se o “inimigo número um” caçado pelos chavistas. Era presidente do Tribunal Superior de Justiça - a Suprema Corte venezuelana. Agora é um delator da DEA, a agência antidrogas dos Estados Unidos.
Ele confessou cumplicidade com uma rede sul-americana de narcotráfico. E admitiu ter manipulado processos judiciais para favorecer traficantes cujos negócios — contou — eram partilhados com alguns dos mais graduados funcionários civis e militares do governo Chávez.
Citou especificamente: o ministro da Defesa, general de brigada Henry de Jesús Rangel Silva; o presidente da Assembleia Nacional, deputado Diosdado Cabello; o vice-ministro de Segurança Interna e diretor do Escritório Nacional Antidrogas, Néstor Luis Reverol; o comandante da IVa Divisão Blindada do Exército, Clíver Alcalá; e o ex-diretor da seção de Inteligência Militar, Hugo Carvajal.
O juiz Aponte Aponte conheceu a desgraça em março, quando seu nome foi descoberto na folha de pagamentos de um narcotraficante civil, Walid Makled. Convocado para uma audiência na Assembleia Nacional, desconfiou. Na tarde de 2 de abril, ajeitou papéis em uma caixa, deixou o tribunal e entrou em um táxi. Rodou 500 quilômetros até um aeroporto do interior, alugou um avião e aterrissou na Costa Rica. Ali, pediu para entrar no sistema de proteção que a agência antidrogas dos EUA oferece aos delatores considerados importantes.
Três semanas atrás, o juiz-delator reapareceu em uma entrevista ao canal Soi TV, da Costa Rica, contando em detalhes como é feita a manipulação de processos judiciais para livrar da prisão traficantes vinculados a personalidades do governo.
Deu como exemplo um caso no qual está envolvido um ex-adido militar venezuelano no Brasil, o tenente-coronel Pedro José Maggino Belicchi. Segundo o juiz-delator, Maggino Belicchi integra a rede militar que há anos utiliza quartéis da IVª Divisão Blindada do Exército da Venezuela como bases logísticas para transporte de pasta-base e de cocaína exportadas por facções da Farc, a narcoguerrilha colombiana. O tenente-coronel foi preso em flagrante no dia 16 de novembro de 2005, com outros militares, transportando 2,2 toneladas de cocaína em um caminhão do Exército (placa EJ-746).
Na presidência da Suprema Corte, Aponte Aponte diz ter recebido e atendido aos apelos da Presidência da República, do Ministério da Defesa e do organismo venezuelano de repressão a drogas para liberar Magino Belicchi e os demais militares envolvidos. Faz parte da rotina judicial venezuelana, ele contou na entrevista à televisão da Costa Rica.
O general Henry de Jesus Rangel Silva, citado pelo juiz-delator, comandou a Quarta Divisão Blindada, uma das unidades mais importantes do Exército venezuelano. Desde 2008, ele figura na lista oficial de narcotraficantes vinculados às Farc colombianas e cujos bens e contas bancárias estão interditados pelo governo dos Estados Unidos. Em janeiro, o presidente Hugo Chávez decidiu condecorá-lo em público e promovê-lo ao cargo de ministro da Defesa. “Rangel Silva é atacado”, justificou Chávez em discurso.
(…)
EncerroÉ essa gente que Dilma Rousseff e Cristina Kirchner estão levando para o Mercosul.
Por Reinaldo Azevedo

quinta-feira, 5 de julho de 2012

CONFUSÃO EM RECIFE

É grande a confusão nas eleições no Recife. Refletindo a disputa nacional, onde o governador Eduardo Campos quer também ser protagonista, Lula deu um xeque mate em Eduardo, unindo as duas principais correntes do PT, a de Humberto o chato, e João Paulo, que viviam brigando há tempos. João Paulo aceitou ser vice, tornando a chapa petista forte eleitoralmente, pelo menos em tese. Foi a resposta ao lançamento da candidatura de Eduardo, um dos seus secretários, um tal de Geraldo Júlio (qual mesmo o nome do cara?). É mais um poste a ser avaliado pela pobre população, que já sofre mais de uma década de desgoverno petista. Ruim de governo excelente na propaganda. Corre por fora Mendoncinha que não se sabe se teria forças para a disputa de um segundo turno, mas em eleições não é bom subestimar, sobretudo em Recife, antes tida por muitos como uma cidade cruel, mas agora, pelo m,enos por enquanto, um feudo petista. 
Mas o interessante nesta eleição, é que Lula e companhia prometem entrar massivamente na campanha petista. Aliás, para Lula, dizem, o chato mesmo é João Paulo. E deve ser mesmo um cabra muito chato mesmo com àquele negócio de ioga. Seria mais chato mesmo do que Mauro Sampaio, o irmão do Zé da Luz, que pensa ser o irmão do aiatolá Kamenei? Quanta pompa, não? Eu particularmente quero que se rasguem. Quero ver sangue! Mas o certo mesmo é que todos querem se ver livres do danado do PT. Que por falar em chatice é o partido mais chato e perigoso da nação, pois sempre teve pretensões hegemônicas. Antes se falava de socialismo, agora só querem roubar o estado.  Para essa gente, a palavra socialismo só funciona como um verniz, que , por essas bandas ainda é moda. O que é uma pena, pois mostra o nosso subdesenvolvimento político. Afinal Deus limitou a inteligência dos homens , só não limitou a burrice. E no Brasil a burrice tem um passado glorioso e um futuro promissor, assim falava o saudoso Roberto Campos, que passou a vida inutilmente lutando contra essa gente. 

terça-feira, 3 de julho de 2012

"Temos provas do mensalão" - ENTREVISTA - OSMAR SERRAGLIO

O relator da CPI que investigou a compra do apoio de parlamentares ao governo Lula rebate a versão de que o esquema é uma farsa criada pela oposição


Leandro Loyola e Marcelo Rocha


COM O PLENÁRIO QUASE VAZIO, A NOITE DA QUARTA-FEIRA ERA ATÍPICA NA CÂMARA FEDERAL, quando o deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR) chegou sorridente e subiu à tribuna. Conhecido tanto pela calma como pela rigidez, Serraglio fez um discurso duro, a pouco mais de um mês do julgamento do mensalão pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Relator da CPI dos Correios, que investigou a compra de apoio de parlamentares ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva, Serraglio defendeu a investigação da comissão. Atacou de forma veemente os que propalam a tese de que o mensalão foi apenas um episódio de caixa dois de campanha eleitoral. Nesta entrevista a ÉPOCA, Serraglio expõe o que considera as provas da existência do esquema e revela bastidores da investigação.

ÉPOCA - Por que o senhor diz que se aborrece quando alguém usa a expressão “farsa do mensalão”?

OsmarSerraglio- Porque não é a mim apenas que se desacredi­ta, mas a um trabalho do Congresso. Eram 16 senadores e 16 deputados titulares, mais 32 suplentes. Todo esse exército traba­lhou, colaborou, vigiou o trabalho da CPI. O Congresso já tem dificuldades para se hrmar e, quando faz um trabalho denso, aprofundado, se diz que não houve nada do que se levantou?

ÉPOCA - A CPI dos Correios obteve provas do mensalão?

Serraglio- Quase que matemáticas. Tenho convicção absoluta. Tivemos peças que eram intestinas desse emaranhado. Marcos Valério e Roberto Jefferson: tudo o que eles falaram restou comprovado. Roberto Jefferson era o líder de um partido. Frequentava o poder, acompanhava, e ele mesmo fala que alertou - para os fatos que estavam acontecendo - o (então) presidente (Luiz Inácio Lula da Silva). Hoje procura se desa­creditar Roberto Jefferson porque ele foi cassado.

ÉPOCA- Dizem que Roberto Jefferson foi cassado porque mentiu ao inventar a existência do mensalão. É verdade?

Serraglio- Isso é uma falácia. Ele foi cassado porque integrou o mensalão. Ele recebeu R$ 4 milhões.

ÉPOCA - O senhor acha que sua compreensão da CPI tem reper­cussão na sociedade e no Judiciário?

Serraglio-A sociedade se convenceu por si. É esse convenci­mento que, imagino, dificulta a invenção de novas versões que seriam convincentes. Você pega a defesa do (ex-ministro) José Dirceu. Quem vê o que ele fala, (parece que) ele recebia as pessoas sem saber quem eram. Como se qualquer pessoa botasse lá na agenda, e o ministro recebesse! Abre a porta e vem quem vem! Achar que alguém vai se convencer disso fica meio difícil.

ÉPOCA - O então ministro José Dirceu o procurou durante a CPI?

Serraglio- Não posso dizer que ele tenha pedido. Mas o filho dele (o hoje deputado federal Zeca Dirceu) era prefeito da cidade vizinha à minha.Um dia, recebi um telefonema de que o ex-ministro José Dirceu estava na cidade - isso foi muito próximo da entrega do relatório final - e queria falar comigo. Eu não fui.

ÉPOCA - Era para ser um encontro privado?

Serraglio - Era para ser um encontro privado em Cruzeiro do Oeste. Recebi este telefonema: “Olha, o ministro está lá, queria conversar...”. Não tivemos esse encontro. Aleguei al­guma coisa, que não poderia. Imagina o relator da CPI se encontrando com um dos principais investigados?

ÉPOCA - Outros investigados tentaram falar com o senhor?

Serraglio- (O deputado) João Paulo (Cunha) levou docu­mentos de Osasco. Ele entregou notas (fiscais) de pesquisa, coisa assim. As notas se autodenunciavam. A nota número um era do dia l2 (de um mês), e a número dois era do dia 30 (do mês) anterior. Havia inversão de datas, números.

ÉPOCA- O que o senhor acha de o ex-presidente Lula se pronunciar em relação ao mensalão?

Serraglio - Fico entristecido. Independentemente de ser ou não ser convencido, ele é ex-presidente da República, com apreço popular elevado, deveria se preservar. Nunca ninguém buscou evidenciar que ele (Lula) estivesse (envolvido com o mensalão). Eu não poderia responsabilizar. Como no caso de José Dirceu. Não é porque ele era ministro que, neces­sariamente, seria sabedor das coisas. No discurso que fiz, há muitas coisas que indicam que ele sabia. É o caso da ex- mulher dele (Ângela Saragoça).

ÉPOCA - O caso da compra do apartamento?

Serraglio- Do apartamento e do emprego (um sócio de Marcos Valério, Rogério Tolentino, comprou o apartamento de Ângela em São Paulo. Valério conseguiu para ela um emprego no banco BMG, outra fonte de “empréstimos” do PT para o mensalão). Por que Marcos Valério estava em São Paulo, arrumando emprego para a ex-esposa de José Dirceu? O emprego foi Marcos Valério (que arrumou), e o apartamento foi o sócio de Marcos Valério. (O ex- ministro José Dirceu) nunca soube de nada... É muito fácil, né?

ÉPOCA - A versão do governo na ocasião diz que o mensalão era um esquema de caixa dois eleitoral. O que o senhor acha?

Serraglio - Em meu relatório, falo que alguma parcela pode até ter sido caixa dois. Mas não dá para dizer que tudo seja caixa dois, porque a eleição foi em 2002, e esses pagamentos foram em 2003 e 2004.

ÉPOCA- Foi usado dinheiro público para pagar o mensalão?

Serraglio- Sim. Bem claramente, o dinheiro da Visanet (em­presa de economia mista da qual o Banco do Brasil é um dos sócios). Quando era campanha da Visanet, o Banco do Brasil fazia sem plano de mídia. Absolutamente descontrolado. Lembro que tinha R$ 75 milhões em cheques, tinha um che­que de R$ 35 milhões. Depois, a auditoria interna do Banco do Brasil confirmou o absurdo. O Banco do Brasil fazia as campanhas em nome da Visanet (a agência encarregada das campanhas era a DNA, de Marcos Valério. Segundo a CPI, parte do dinheiro pago à DNA era repassada aos mensaleiros). Banco do Brasil: dinheiro público.

ÉPOCA- O PT diz que o dinheiro do mensalão veio de empréstimos tomados nos bancos BMG e Rural. Um ex-diretor do Rural disse a ÉPOCA que os empréstimos eram simulados. Os empréstimos existiram?

Serraglio - Não. E esse pagamento é uma simulação (recen­temente o PT declarou ter pago os empréstimos). De repente, arrumaram R$ 50 milhões para pagar esses empréstimos. Agora? O que ficou provado: o dinheiro era posto lá no ban­co, e o banco simulava que estava emprestando. O emprés­timo existia para esquentar um dinheiro que estava sendo subtraído da Visanet. A gente fez o elo.

ÉPOCA - O senhor diz que a CPI enfrentou escaramuças. Quais?

Serraglio - Um dos momentos mais dramáticos (ocorreu quando) nós tínhamos de entregar as informações para a CPI do Mensalão. Falei que iríamos concluir nosso relató­rio parcial. Havia um servidor do Senado que funcionava como uma espécie de ghost-writer: ia juntando tudo para eu apresentar. Eu tinha de apresentar o relatório parcial na terça seguinte. Na quinta-feira anterior, fui comunicado de que esse servidor não viria mais porque estava indo para o exterior. Ele me deixou na mão.

ÉPOCA - Oficialmente, 18 parlamentares estavam envolvidos no mensalão. Havia mais envolvidos?

Serraglio - Ficou em aberto o dinheiro que Roberto Jefferson recebeu (R$ 4 milhões). Para onde foi o dinheiro? Se Ro­berto Jefferson tivesse aberto a Caixa de Pandora, teríamos a identificação de mais gente.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

No Brasil, há muito tempo já se justifica a corrupção.


A corrupção é um fenômeno entranhado e que não pára de crescer em nosso país. Mas por quê? Porque compensa, ora! Diariamente somos informados de casos de roubo de dinheiro público, propina, gatunagem,  sem que ninguém pague por isso. A impunidade graceja e é ela, simplesmente esta danada, que alimenta as práticas mais vergonhosas com a coisa coletiva. As regras são frouxas, a justiça conivente, os ladrões saem impunes e vão curtir os frutos de suas nefastas ações. As punições previstas no código penal estão ultrapassadas e precisam ser modificadas para serem eficientes, e aplicadas. Punições mais severas devem ser discutidas e aprovadas em curto prazo. Os impostos que pagamos, e não são poucos, estão servindo para uso e fruto desses políticos corruptos, sem caráter. É uma epidemia de ladroagem, de norte a sul. Lendo o blog de Rafael Brasil, fiquei assustado com suas narrativas  de Caetés, meu município. Há 6 anos, essas coisas já eram rotineiras. Atualmente, segundo ele, tornaram-se ainda mais comuns, mais profundas, um meio de vida. E o pior é que  já criou-se, no Brasil, justificativa para a corrupção. Em muitos casos, para a população manipulada pelo populismo, a corrupção é aceitável, desde que em troca, o governante preocupe-se com o SOCIAL. Ô palavrinha que tem sido a justificativa de tudo o que não presta no mundo. No Brasil de hoje, o povo acostumou-se que roubar é normal para pessoas que ocupam cargos públicos. Isso é danoso para a sociedade. Quantas vezes não ouvi colegas de profissão dizerem: ''Ah, o Lula é corrupto, mas no seu governo...'' Ou a sua variante: ''Fulano rouba, mas faz! Assim sendo...'' Vejam a que ponto chegou a mentalidade do brasileiro. Já criou a explicação para quando é roubado. E já acha isso tudo algo comum, corriqueiro. É assim que estamos. É isso que o Brasil é hoje: uma sociedade com princípios dúbios, relativos. 

Não pode dar certo uma coisa dessas!

Blog de Hadriel Ferreira.

domingo, 1 de julho de 2012

CORRUPÇÃO EM CAETÉS



Falar em corrupção em Caetés é chover no molhado. Porém o que não se pode é ficar calado diante das safadezas, que são muitas. O prefeito afirmou que não é laranja, apenas é fiel ao seu grupo político. Tal qual seu mentor, que comprou um apartamento milionário em Recife, está finalizando a construção de uma mansão em Gravatá, que é para onde pretende se mudar quando deixar a prefeitura. Afinal , como ele trabalhou muito, sua família também vai ser beneficiada. Vai construir uma casa para o irmão em Caetés.
O secretário da cultura, está construindo uma mansão em Caetés, depois de ter comprado um automóvel por mais de sessenta mil contos de réis. Uma "ninharia", afinal o rapaz merece. Parece que ele ganha pouco mais de dois mil contos de réis. Como "esticam" os salários dessa gente. Isto sem falar em pessoas com casos de corrupção comprovada, estes não estão nem aí. E assim anda a "administração" da cidade, sem saúde e sem merenda. Só não falta corrupto. É isso aí. Depois digam que não avisei.

ESQUERDA SEM MÁSCARA- RAFAEL BRASIL

A esquerda, desde sempre, quis enganar o povo como defensora da democracia. Nos tempos da ditadura militar, os integrantes dos inumeráveis g...