- O Globo
Polarização radical na política. Ao longo da última semana os humores oscilaram de um lado e de outro do embate político. Em alguns momentos, se dava o impeachment como certo, em outros, o governo se sentia tão bem que já falava em se refundar. O mais importante não é que lado está mais forte, mas sim que, em ambiente de polarização radicalizada, não há espaço para negociação.
Uma conjuntura tão estressada indica que a paralisia política e econômica se prolongará no tempo. Qualquer vento passageiro é enganoso e não indica a direção de coisa alguma. No mercado financeiro, quando o impeachment parece o cenário mais provável, as ações sobem e o dólar cai. Isso não reflete a economia real, que permanece em situação dramática. As empresas continuam dando baixas contábeis em seus ativos e seguem demitindo, e isso piora com a crise política.
Na economia, olha-se estupefato para a política à espera de uma solução, mas ela não virá em um ambiente tão polarizado. Na política, a solução só poderia se encontrar nos espaços de negociação. A presidente Dilma decidiu transformar o Palácio do Planalto num centro de mobilização, como se fosse uma sede partidária. E está escalando. Os adversários eram chamados de golpistas, agora, diz ela, parecem-se aos nazistas. Dilma está convencida de que a sua estratégia de radicalizar ainda mais o conflito está dando certo, porque a cada momento que fala do seu “golpe” ganha mais espaço na imprensa e aumenta os seus seguidores. Colhe, no fim, mais polarização.
O conflito estourou dentro da coalizão e não entre o governo e a oposição. Na verdade, a oposição liderada pelo PSDB não conseguiu ser um polo de atração nem oferecer um projeto alternativo. Tem sido apenas reativa e hoje orbita em torno do PMDB. O PT, por seu lado, com os seus gritos só consegue revelar que teme não conseguir 171 votos para barrar o impeachment, o que é espantoso porque quem não tem sequer essa minoria não conseguirá mesmo governar, ainda que permaneça na Presidência.
Hoje, muitos brasileiros se perguntam que risco a democracia corre, estejam eles de um lado ou de outro do conflito político. E são sinceros na sua dúvida. Parecem mesmo assustadores os rugidos da extrema direita, como a que é simbolizada por Jair Bolsonaro. O que precisa ficar claro é que uma parte da extrema direita sempre esteve entre nós. Tanto que o Brasil, após 21 anos de ditadura militar, não conseguiu sequer esclarecer os crimes que ela praticou, muito menos puni-los. Todos os governos civis foram constrangidos a deixar o assunto de lado para evitar o conflito. Hoje, o bisonho Bolsonaro tem seus seguidores e consegue reunir até uma claque. Mesmo numa democracia madura pessoas exóticas com ideias extremas prosperam, basta ver Donald Trump.
O mais importante elemento que nos protege de qualquer nova aventura autoritária é o fato de que o país tem instituições sólidas. Elas estão sendo testadas ao limite no meio do extremado ambiente político. A política perdeu seus espaços de negociação. Isso leva à ruptura, mas não à ruptura com a qual a presidente Dilma tem ameaçado o país, mas a do sistema de governabilidade.
O que assusta não são rugidos da direita, nem a manipulação dos nossos medos pelo governo. O inquietante é a sensação de que não há qualquer proposta para depois de resolvido o conflito político. Quando o ex-presidente Collor caiu, o presidente Itamar Franco errou muito na condução da economia. Desperdiçou sete meses com três ministros que não tinham ideia de como enfrentariam o problema mais agudo da época, que era a hiperinflação.
O quarto ministro foi Fernando Henrique Cardoso, mas ele só conseguiu entregar uma solução, o Plano Real, porque esse projeto estava pronto para ser aplicado. As ideias tinham nascido dentro da PUC do Rio, haviam sido debatidas intensamente, versões do plano foram testadas e a proposta foi aperfeiçoada. Mesmo assim, não foi fácil a negociação política para que a solução se tornasse realidade. Os problemas econômicos hoje são mais complexos, não há solução pronta, nem espaços de diálogo. Quem imagina que tudo estará resolvido quando o seu grupo político estiver mais forte não entendeu ainda a gravidade da crise.

TODOS COMENTAM COMO SE FOSSEM OS DONOS DA VERDADE.O CONFLITO SURGIU EXATAMENTE QUANDO O EDUARDO CUNHA FOI ELEITO PRESIDENTE DA CÂMARA FEDERAL.À PARTIR DAQUELE MOMENTO ELE COM O PSDB E DEM E APOIO DO PPS APROVARAM UMA PAUTA BOMBA CAPAZ DE ESTOURAR TODAS AS FINANÇAS PÚBLICAS DO BRASIL.ISTO MIRIAM LEITÃO DA GLOBO NUNCA COMENTOU.
ResponderExcluirFORAM 36 PROJETOS DE LEIS E MAIS DE 25 DELES A PRESIDENTE VETOU SENÃO O BRASIL TERIA QUEBRADO.ESSE GRUPO DE DEPUTADOS FORAM UM GRUPO DE 220 DELES.
TRÊS PROJETOS DELES FORAM CRUCIAIS: O QUE AUMENTAVA EM 78% OS VENCIMENTOS DE TODOS OS SERVIDORES DA JUSTIÇA BRASILEIRA QUE GANHAM ENTRE R$ 10.000,00 A 20.000,00.O OUTRO FOI FATOR PREVIDENCIÁRIO QUE FOI APROVADO PELO PSDB E AGORA FORAM CONTRA.
O OUTRO PROJETO QUE A DILMA VETOU FOI A PEC DA VERGONHA E DA RESPONSÁVEL PELA LEGALIZAÇÃO DE TODAS AS DOAÇÕES EMPRESARIAIS AOS PARTIDOS E AOS POLITICOS.PROJETO ESTE DE AUTORIA DO PSICOPATA E CORRUPTO EDUARDO CUNHA SEGUNDO JARBAS DE PERNAMBUCO.
O BAIXO CLERO JUNTOU 220 DEPUTADOS FEDERAIS PARA DERRUBAR O VETO,MAS NÃO CONSEGUIRAM OS 275 VOTOS.ESTA É A MAIOR RAIVA E RANCOR DE TODOS OS QUE HOJE FAZEM UMA OPOSIÇÃO RAIVOSA A MULHER DILMA PRESIDENTE.
OUTRO PROJETO QUE NÃO TRAMITOU NA CASA FOI O DA OAB CHAMADA DE AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE QUE FOI JULGADO PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL.ESTE DEFENDIDO POR GILMAR MENDES.O STF APROVOU,O SENADO APROVOU O MESMO PROJETO POR 36 X 31 E A DILMA VETOU.
MAIS UMA VEZ O BAIXO CLERO NÃO CONSEGUIU OS 275 VOTOS.HOJE A DILMA RECEBEU DO MICHEL TEMER UMA CANETA CHEIA DE TINTA PARA NOMEAR CENTENAS DE CARGOS PÚBLICOS PELO VELHO PMDB QUE POR 62 ANOS ESTÁ DE CIMA E HOJE RESOLVEU DAR UM GOLPE NO BRASIL E DERRUBAR UMA MULHER QUE FEZ TUDO PELO PARTIDO SOMENTE FALTANDO LHES DÁ O ÂNUS E A VAGINA.
MAIS UMA VEZ TODOS OS MOVIMENTOS SOCIAIS FORAM RESSUSCITADOS GRAÇAS AO PMDB DO TRAIDOR MICHEL TEMER E DO CORRUPTO COM CONTAS NA SUÍÇA EDUARDO CUNHA.AS OPOSIÇÕES JOGARAM GASOLINA NO CIRCO E HOJE PEGOU FOCO.NINGUÉM SEGURA MAIS O POVO NAS RUAS PROTESTANDO.BRASIL,NÃO VAI HAVER GOLPE!
À atenção do pessoal do PT: Vontade de combater 'golpeadores' que andam por aí... não é apontar 'milagreiros'... mas sim reivindicar/criar:
ResponderExcluir- MAIS CAPACIDADE NEGOCIAL PARA OS CONTRIBUINTES/CONSUMIDORES!
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Ao não reivindicarem mais capacidade negocial... os contribuintes/consumidores estão otariamente a colocar-se a jeito dos lobbys que pretendem aplicar 'Golpes Palacianos'...
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Ora, o contribuinte não pode ir atrás da conversa dos parolizadores de contribuintes - estes, ao mesmo tempo que se armam em arautos/milagreiros em economia (etc), por outro lado, procuram retirar capacidade negocial ao contribuinte!!!
Mais, quando um cidadão quando está a votar num político (num partido) não concorda necessariamente com tudo o que esse político diz!
Leia-se, um político não se pode limitar a apresentar propostas (promessas) eleitorais... tem também de referir que possui a capacidade de apresentar as suas mais variadas ideias de governação em condições aonde o contribuinte/consumidor esteja dotado de um elevado poder negocial!!!
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Caso 1:
O CONTRIBUINTE TEM QUE SE DAR AO TRABALHO!!!
-» Leia-se: o contribuinte tem de ajudar no combate aos lobbys que se consideram os donos da democracia!
---»»» Democracia Semi-Directa «««---
-» Isto é, votar em políticos não é (não pode ser) passar um cheque em branco isto é, ou seja, os políticos e os lobbys pró-despesa/endividamento poderão discutir à vontade a utilização de dinheiros públicos... só que depois... a ‘coisa’ terá que passar pelo crivo de quem paga (vulgo contribuinte).
-» Leia-se: deve existir o DIREITO AO VETO de quem paga!!!
[ver blog « http://fimcidadaniainfantil.blogspot.pt/ »]
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Caso 2:
CONCORRÊNCIA A SÉRIO!!!
Não há necessidade do Estado possuir negócios do tipo cafés (etc), porque é fácil a um privado quebrar uma cartelização... agora, em produtos de primeira necessidade (sectores estratégicos) - que implicam um investimento inicial de muitos milhões - só a concorrência de empresas públicas é que permitirá COMBATER EFICAZMENTE A CARTELIZAÇÃO privada.
[ver blog « http://concorrenciaaserio.blogspot.pt/ »]
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P.S.
Outros Direitos que já há alguns anos (comecei nos fóruns clix e sapo) aqui o je vem divulgando:
---1--- O Direito à Sobrevivência de Identidades Autóctones:
-» Os 'globalization-lovers', UE-lovers e afins... que fiquem na sua... desde que respeitem os Direitos dos outros... e vice-versa.
-» Pelo Direito à Sobrevivência de Identidades Autóctones, ver blog http://separatismo--50--50.blogspot.com/.
---2--- O Direito à Monoparentalidade em Sociedades Tradicionalmente Monogâmicas:
-» Promover a Monoparentalidade (sem 'beliscar' a Parentalidade Tradicional, e vice-versa) é evolução natural das sociedades tradicionalmente monogâmicas - ver blogs http://tabusexo.blogspot.com/ e http://existeestedireito.blogspot.pt/.