quinta-feira, 3 de março de 2016

Merval Pereira, a Veja, e shortinhos revolucionários: notas


mO senhor Merval Pereira, em sua coluna no jornal O Globo, falou sobre o Foro de São Paulo e sua macabra articulação supranacional desde a era Chávez. O artigo até que seria surpreendente, caso se não estivesse VINTE E SEIS ANOS atrasado.
Como todo bom funcionário à serviço do establishment, o senhor Merval só denuncia o elefante quando este está fazendo uma roda punk dentro da cristaleira, de modo a não prejudicar, e muito menos frustrar, os planos do mamífero.
Agora que o Foro já cumpriu sua missão, que era a de acelerar as coisas para o Clube de Roma, podemos esperar mais uns 50 anos até que a mídia fale sobre o Diálogo Interamericano e mais outros 50 até falar do próprio Clube.
Eu já me sinto um idiota por estar lendo um livro do Pascal Bernardin com 18 anos de atraso, mas confesso que me sinto um pouco menos quando vejo gente se desinformando através da Globo, da Veja, da Folha, do Brasil 247, da Carta Capital, do Opera Mundi, enfim, de todos esses chorumes que são apenas diferentes lados da mesma moeda.
* * *
Por décadas a revista Veja lucrou com a polarização permitida, denunciando tardiamente o supracitado elefante. Como se isso não bastasse, a revista pertence a um grupo que já levou centenas de milhões do erário público desde o início da devastação petista, e ainda existem mentes iluminadas que insistem em categorizá-la como uma revista de "oposição reacionária" ao que aí está.
É evidente que esse tipo de percepção só seria possível em um país cuja favelização mental propalada pela estratégia gramscista estivesse em seu ápice, o que é justamente o caso do Brasil. Os ex-colunistas e quem mais esteja declarando o fim da Veja e outras baboseiras precisam entender que este é só um recomeço da revista, que agora assume sem pudor a agenda globalista.
Ademais, não é de agora que o establishment vêm trocando inúmeras pecinhas do grande jogo, de modo a compor não só um novo time, como também uma nova tática que sustente a guerra cultural. Com muito esforço e sorte nós passaremos para o nível hard, e é bom que isso aconteça logo, porque vocês devem admitir que essa situação, além de caótica, é sacal.
E que venham as víboras fabianas, agora envoltas em couro de grife, com oratórias mansas e manobras sutis, afinal, se o veneno é o mesmo, o antídoto também será.
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Estudei no campus da Unisinos em Porto Alegre, que fica no mesmo complexo do Colégio Anchieta, um dos mais tradicionais e caros da cidade. Fiquei lá por um curto período de tempo, pois odiei meu curso (Segurança da Informação), mas isso não importa.
O que importa é que a direção dos jesuítas do Anchieta, que adoram uma revoluçãozinha, irá estudar a proposta do uso de shortinho, em um movimento que começou através de uma aluna ligada ao PSOL, partido que carrega no próprio nome um estímulo contraditório, o que deixaria Pavlov orgulhoso.
Não é de hoje que o PSOL utiliza movimentos como o Juntos! e demais aglomerações de zumbis miméticos para vender a farsa dos movimentos sociais. Fingem representar a sociedade civil e suas demandas, como a do shortinho, que eclodem com a ajuda do aparato midiático, que dá o devido destaque de modo a fomentar o que prevê a teoria do agendamento (https://goo.gl/IPA9Gu).
Como muitos já perceberam, há uma teia política que reveste as pautas e seus proponentes em um casulo estratégico-ideológico: não é por acaso que os envolvidos são todos favoráveis ao aborto, ao desarmamento civil, à guerra química travestida de tráfico e do pressuposto de que as drogas devem ser legalizadas para acabar com o mesmo, quando na verdade serão estatizadas.
Também não é por acaso que apoiam ditaduras genocidas onde as mesmas minorias que acreditam ou mentem estar defendendo são massacradas; que dizem representar os estudantes ao mesmo tempo que enaltecem ditadores que os fuzilam (https://goo.gl/TAuh1S).
Para finalizar o pacote, é a mesma turma que acredita na viabilidade da taxação das grandes fortunas (http://goo.gl/mvRzu9), no feminismo, no politicamente correto, no multiculturalismo, isso para não falar de Estratégia-Cloward Piven, Plano Kalergi y otras cositas más, todas tentáculos do marxismo, criação de correntes ocultistas; é nelas, e a partir delas, é onde o bicho realmente pega.
Sendo assim, o leitor já percebeu que, no fim das contas, trata-se da promoção de uma agenda política bastante específica. E por falar em agenda política, eu recomendaria aos jesuítas e às pedabobas do Anchieta, caso estiverem realmente preocupados em resolver a situação, que instituam o shortinho como uniforme.
Sim, é isso mesmo. Oficializem aqueles shortinhos que deixam metade da bunda à mostra e em um segundo todos os anteprojetos de feministas e paladinas da "justiça social" irão protestar contra a (inspira!) "atitude sexista e objetificadora de mulheres promovida pelo patriarcado greco-romano judaico-cristão ocidental golpista elitista branco de olhos azuis patrocinado pela CIA e que não gosta de dividir assentos com pobres no avião". Ufa!
Alguém aí duvida que não irá funcionar?

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