sexta-feira, 4 de março de 2016

JOSIAS DE SOUZA, ÓTIMO, COMO SEMPRE Dilma já não gere os fatos, é governada por eles Josias de Souza UOL


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Dilma já não gere os fatos, é governada por eles - Josias de Souza – uol politica 3/3
03/03/2016 13:21
O acordo de delação premiada firmado pelo senador Delcídio Amaral (PT-MS) com a Procuradoria-Geral da República deixou o governo tonto. Arrastada pela primeira vez para o epicentro do escândalo da Petrobras, Dilma Rousseff teve um primeiro impulso de desqualificar o delator. Um auxiliar recordou à presidente que, antes de ser preso, Delcídio era líder do governo dela no Senado. Como explicar a escolha de um desqualificado para exercer as atribuições de líder do governo? O Planalto se deu conta de que sua reação não pode ser improvisada.
Dilma manteve a decisão de tentar desacreditar Delcídio, atacando-lhe a reputação. Não lhe restaram alternativas. Depois de passar a manhã remoendo os termos do acordo de delação do ex-líder, ainda pendente de homologação do STF, os auxiliares de Dilma começaram a se manifestar. Acertaram os ponteiros em reunião com a presidente. Referem-se a Delcídio como um falastrão. Afirmam que suas declarações não fazem nexo.
Em privado, Dilma repete um bordão que já recitou em público: Quem tem força moral, reputação ilibada e biografia limpa o bastante para atacar a minha honra?, ela pergunta. Delcídio, segundo Dilma, não teria. O problema da presidente é que nenhum delator da Lava Jato saiu de um convento. E a qualidade das revelações cresce na proporção direta do encolhimento das biografias.
Dois detalhes diferenciam Delcídio de outros delatores: 1) Ele é o primeiro petista a suar o dedo na Lava Jato. 2) Sua proximidade com o Planalto fez dele um personagem com um arsenal de informações que lhe permitem reescrever a fábula do “eu não sabia”, já bastante debilitada. Além de Dilma, o senador alvejou Lula. Mal comparando, Delcídio acionado um fósforo tão perigoso quanto o que riscou Roberto Jefferson ao acender o pavio do mensalão, em 2005.
A novidade chegou em péssima hora, um dia em que as manchetes escancaram o tamanho da ruína econômica produzida sob Dilma: o PIB de 2015 despencou 3,8%. Esse dado expõe, uma vez mais, a empulhação do enredo que embalou a campanha presidencial de Dilma em 2014. O mentor desse enredo, o marqueteiro João Santana, encontra-se na cadeia.
O maior receio do governo é o de que o encontro da estagnação da economia com a lama da Petrobras produza uma espécie de pororoca que leve o asfalto a roncar novamente nas manifestações programadas para 13 de março. Governistas e oposicionistas concordam num ponto: o impeachment só tem chances de avançar se as ruas empurrarem o pedido que se encontra na Câmara, pendente de votação.
De resto, a delação de Delcídio compromete o esforço que Dilma vinha fazendo para passar a impressão de que seu governo ainda tem capacidade para fazer e acontecer. Na verdade, a presidente tenta equilibrar-se em meio ao entrechoque de dois fenômenos: o desastre gerencial em que se converteu o seu governo e as investigações que expõem os porões da corrupção com uma voracidade histórica.
Dilma já não governo os fatos que condicionam o futuro do seu governo. É governada por eles. Até aqui, a presidente se limitava a persguir dois objetivos estratégicos: não cair e passar a sensação de que comanda. O segundo objetivo já foi comprometido. Dilma segura-se na cadeira como pode. Revela uma enorme disposição de permanecer ao volante, ainda que lhe falte um itinerário.

6 comentários:

  1. Delcídio nega delação e diz desconhecer documentos.A operação vasa jato já mentiui demais e provocou muitos prejuízos a nação brasileira.Quem está com verdade? O tempo dirá mais uma vez.Passaram a vida toda dizendo que o Filho de Lula era dono da friboi.Que o sitio era de Lula,que o Triplex era do Lula,que o Lula era a bestefera,o santanás,leproso,canceroso,vadio e agora? Essas oposições merecem credibilidade?

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  2. O líder do PT no Senado, Humberto Costa (PT), rebateu as acusações contra do PT que fazem parte da suposta delação do senador Delcídio do Amaral. Em evento na Câmara de Vereadores do Recife, na noite desta quinta-feira (3), o petista alegou que as declarações publicadas são “um conjunto de coisas completamente inverossímeis”.

    Segundo Costa, o fato foi uma surpresa para o partido, já que, segundo ele, Delcídio teria negado várias vezes não ter feito nenhum acordo de delação. “Segundo pelo caráter fantasioso das coisas que ele disse, procurando envolver autoridade da república, ministros de tribunais superiores, deputados, senadores, presidente da República e ex-presidente da República”, disse.

    Para o líder do PT, as acusações não são válidas por não terem provas e por Delcídio não ter participado de situações que relatou na delação. “Apenas falas, sem qualquer evidência, sem qualquer prova e com muitas contradições. A maior delas é que várias coisas que ele relata e, aparentemente, tem alguma intimidade sequer participou, como a CPI da Petrobras em 2014, onde ele denuncia vários parlamentares e não era parte da comissão. Ou episódios do governo Lula, da campanha de Dilma, que ele relata aconteceram em um período que ele mais estava afastado do partido”, acrescentou.

    O senador também acredita que, caso faça a delação, Delcídio pode se comprometer. “Acho que ele vai complicar a situação dele no Congresso, porque ele declarou fortemente que era inocente, que tinha sido vítima de uma armação”, ressaltou.

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  3. O jornalista Luiz Carlos Azenha, do Viomundo, afirma que "o vazamento da falsa delação premiada do senador petista Delcídio do Amaral é lance de House of Cards"; Azenha pondera que "o que está em jogo é muito: a destituição e possível prisão da presidente da República e do ex-presidente Lula"; ele questiona quem teria divulgado o texto: "O próprio Delcídio para se manter no cargo; alguém ligado à Lava Jato ou à oposição para turbinar as manifestações de 13 de março ou até mesmo o próprio governo para desarmar armadilha de Delcídio"

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  4. A ambígua versão de Delcidio

    O senador Delcídio do Amaral (PT-MS) divulgou uma ambígua nota à imprensa. O ex-líder do governo afirma desconhecer os documentos publicados em reportagem de ISTOÉ sobre o depoimento dado por ele ao Ministério Público Federal em tratativas de delação premiada, mas não contesta o conteúdo das revelações publicadas. O depoimento foi colhido por integrantes da Operação Lava Jato e a delação de Delcidio aguarda a homologação no STF.

    Antes que as delações premiadas sejam homologadas pela Justiça, é procedimento padrão que os delatores neguem seus depoimentos, sob pena de terem o acordo negado posteriormente. É esse o caso do senador Delcidio do Amaral. O acordo foi firmado com os procuradores e as declarações foram prestadas, mas o processo aguarda a aprovação do ministro Teori Zavaski.

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  5. O golpe dos meios de comunicação engajados na derrubada da presidente Dilma Rousseff está dado; ele consiste em transformar em fato consumado uma "delação premiada" que não aconteceu; mesmo tendo sido negada ontem pelo senador Delcídio Amaral (PT-MS) e destacada nas manchetes do Uol (portal do grupo do Folha) e do Estadão Online na noite de ontem; hoje ela ganha ares de delação real nas edições impressas do Globo, da Folha e do Estado; ou seja: mesmo que seja apenas um pedaço de papel apócrifo, não reconhecido nem pelo "delator" nem por seus advogados, a "delação" será usada pelos jornais na tentativa de, assim como em 1964, mudar a história política do País; nesse quadro sombrio, o que irá prevalecer: o jogo bruto da mídia e de seus interesses econômicos ou a ordem jurídica?

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  6. Estás a defender Humberto Costa envolvido até o pescoço com a corrupção generalizada? Por que te escondes, ó anônimo? Que vergonha defender essa quadrilha!

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