- O Estado de S. Paulo
Ao jogar a toalha e admitir sua incapacidade para fechar as contas, algo essencial à função de governar, a presidente Dilma Rousseff expõe não apenas a fragilidade do seu mandato como também as intrincadas desavenças internas. Com Dilma catatônica, pendurada unicamente no Minha Casa, Minha Vida, ninguém mais se entende.
Qualquer decisão de governo virou uma tortura, como a última: como Joaquim Levy (Fazenda) queria cortar gastos, Nelson Barbosa (Planejamento) preferia aumentar impostos e Dilma não admite nem cortar gastos nem aumentar impostos, o jeito foi... não fazer nada. Empurraram para o outro lado da rua um Orçamento com previsão de déficit, e o Congresso que se vire para fechar contas que não fecham.
Cá para nós, isso não é jeito de governar. Aliás, nem de administrar uma cidadezinha de interior, uma quitanda da esquina ou a casa da gente. É a não decisão, a não administração, o não governo, além de um desrespeito à Lei de Responsabilidade Fiscal. E é assim que o governo vai pulando de encruzilhada em encruzilhada, sem levar a lugar nenhum.
Sem receita, a Saúde e a área econômica lançaram a proposta de recriação da CPMF, mas não combinaram com ninguém. A reação foi em cadeia. O vice-presidente e ex-coordenador político Michel Temer ironizou a iniciativa como “burburinho” e o governo virou uma ilha cercada de irritação, na Câmara, Senado, empresariado, setor de serviços, confederações, aposentados, desempregados, empregados do serviço público e da área privada. Foi quase unânime.
Com o recuo, nova encruzilhada: sem novas receitas, divulgar ou não o Orçamento de 2016 com déficit? Levy ponderava que seria um desastre para a já combalida credibilidade do País, iria afugentar investidores e aumentar o risco de perda do grau de investimento. Ok. Mas qual seria a alternativa? Como ponderou o sempre ponderado Temer, o governo não poderia mentir nem promover novas pedaladas fiscais, com o TCU à espreita, pronto para dar um bote e questionar as contas, as pedaladas e o próprio mandato de Dilma. Melhor não ir por aí...
Eis, então, que este governo dos recordes colheu mais um: nunca antes neste País o Executivo enviou ao Congresso um Orçamento prevendo déficit. Aliás, um déficit que era originalmente de R$ 30,5 bilhões, mas, olhando com lupa, não para de crescer - apesar do aumento de impostos de bebidas e de produtos de informática.
Com isso, Dilma empurrou a responsabilidade pelas contas públicas para o Congresso, o que significa jogar o governo ainda mais no colo do PMDB num momento em que o “alguém” Temer sai da coordenação política, vive de tititi com a turma de Paulo Skaf (Fiesp) e já não se constrange ao bater de frente com o governo, agora por causa da CPMF e do aumento de impostos.
Num clima assim, com o governo sem comando, a Lava Jato correndo solta e o ícone petista José Dirceu novamente indiciado, a coisa foge do controle e explode até uma crise entre o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e o ministro Gilmar Mendes (STF e TSE). Coisa raramente vista.
Ao desqualificar o pedido de Gilmar para investigar desvios na campanha de Dilma em 2014, Janot recorreu ao mesmo argumento da militância petista, de que tudo não passa de xororô de derrotados:
“Os derrotados devem conhecer sua situação e se preparar para o próximo pleito”. Gilmar, furibundo, acusou o procurador de atuar como advogado de Dilma e criticou sua posição como “ridícula, de infantil a pueril”.
É a tal história: quando o(a) presidente deixa de presidir, o clima é de desgoverno e tudo pode acontecer. À crise política, à crise econômica e à Lava Jato, segue-se agora o bater de cabeças dentro do próprio governo e entre os Poderes, com Senado para um lado, Câmara para outro, o procurador e o ministro do TSE às turras e... um Orçamento que nem inglês pode ver. E ainda tem como piorar.

Esta é uma análise que fala alguma coisa, porém é preciso ponderar.Nem todos os que leem esse artigo pode concordar com o que estar escrito.
ResponderExcluirQue moral tem um Juiz Federal chamado de Gilmar MENDES que bloqueou e engavetou uma AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE PROPOSTA PELA OAB DO BRASIL propondo o fim de financiamento de empresários ,empreiteiros, bancos e industriais aos partidos e aos políticos quando os páreos do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL JÁ SINALIZOU UM PLACAR DE 6 X 1?
Essa jornalista deveria se lembrar que quem AUMENTOU AS FOLHAS DE PAGAMENTOS da besta fera pra dentro foram justamente DEPUTADOS FEDERAIS E SENADORES.
Primeiro,os deles que, em 12 anos subiram 164,84% passando de R$ 12.748,00 para os atuais R$ 33.763,00. Todas as categorias de autos salários subiram feito foguetão,juízes,deputados estaduais, prefeitos e vices,governadores e seus vices,vereadores,ministros,chefes,secretários,diretores,servidores do poder judiciário,etc.
Com os aumentos dados em torno de vinte e um mil reais para os 81 senadores,513 deputados federais,com o efeito cascata em todo o país fora todos os SERVIDORES MUNICIPAIS,ESTADUAIS E FEDERAIS que dependem DOS FUNDO DE PARTICIPAÇÃO DOS MUNICÍPIOS E DOS ESTADOS para pagarem os seus servidores,nada mais justo e correto que , seja repatriado com os EDUARDO CUNHA DA VIDA que até agora TEM APENAS AUMENTADO AS DESPESAS DO GOVERNO.
É muito bom os deputados e senadores de oposição aprovarem tudo contra o governo e ainda criam no momento de crise despesas e mais despesas e jogam no colo da presidenta para encontrar meios de pagar todos as DESPESAS CRIADAS POR ELES MESMOS.Este sim são os verdadeiros picaretas que não enxergam as situações QUE PASSAM OS PREFEITOS E GOVERNADORES do PSDB E DEM.
Essa questão de SENADO PARA UM LADO E CÂMARA PARA OUTRO , deve-se ao esquizofrênico do EDUARDO CUNHA que é do PMDB cujos PREFEITO E GOVERNADOR são do PMDB do Rio de Janeiro que é um ESTADO QUE TEM RECEBIDO do governo milhões e bilhões de recursos federais.
É feito PERNAMBUCO , recebeu milhões e bilhões do LULA E DILMA e depois deu o coice e ficou contra o GOVERNO. Este foi o motivo pela qual o Lula conseguir virar o jogo em Pernambuco dando a vitória a Dilma no segundo turno.
Portanto, quem criar e inventa DESPESAS dando 78% aos servidores da justiça que ganham razoavelmente bem,pode muito bem encontrar meios orçamento federal, o qual, destina bilhões de Emenda aos parlamentares para abastecimento de suas bases municipais.