Exortado por Lula a ocupar com seu exército as ruas do Brasil, João Pedro Stédile foi combater na frente venezuelana. Entrincheirado num palanque, o general da banda podre passou cinco minutos mandando chumbo na verdade, no bom senso, nos fatos e, com especial ferocidade, na língua castelhana. Chefe da delegação brasileira que se comoveu com a lembrança do dia em que Hugo Chávez virou passarinho, o chefão do MST ensinou que as soluções para os problemas presentes devem ser buscadas no século 19.
Já no começo do vídeo, Stédile descobriu que Deus e o bolívar-de-hospício são compatriotas. “Chávez era brasileño”, garantiu. Em seguida, atacou a burguesia, excitou-se com a luta de classes, renovou a declaração de guerra ao “Império” e criticou o monopólio dos meios de comunicação diante de Maduro, que detém o monopólio dos meios de comunicação, antes de instá-lo a continuar assassinando e prendendo militantes da oposição. “No tenga miedo desses mierdas que solo tienem dinero e manipulam la ideologia”, caprichou na bravata.
“Nosotros tenemos la calle”, gabou-se. Deve ter pensado nas ruas da Venezuela controladas por tropas com licença para matar. No Brasil, como reafirmou o panelaço deste domingo, a rua é dos milhões de brasileiros que já não suportam tanta roubalheira, tanta incompetência e tanto cinismo. O prazo de validade do lulopetismo está no fim.
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