terça-feira, 24 de março de 2015

As novas vozes do presente que ensurdecem o PT e as esquerdas - DO BLOG DE REINALDO AZEVEDO


As novas vozes do presente que ensurdecem o PT e as esquerdas

Brilhante a entrevista concedida nesta segunda por Rogério Chequer ao programa Roda Viva, da TV Cultura. De tal sorte é onipresente a abordagem — não exatamente “o pensamento” — das esquerdas nos movimentos de caráter reivindicatório que chega a ser espantoso quando surge alguém com um conteúdo novo, enraizado em valores democráticos e pluralistas. Chequer, para quem não sabe, é um dos coordenadores do movimento “Vem Pra Rua”, que colaborou para reunir dois milhões de pessoas país afora no dia 15 de março. Uma nova manifestação está marcada para o dia 12 de abril.
Chequer pensa de forma organizada e hierarquizada — isto é, o exemplo sempre está subordinado a uma ideia principal —, expressa-se com clareza, expõe seus pontos de vista com cordialidade, é preciso no uso das palavras e, amarrando todas essas qualidades, expõe convicções afinadas com a democracia.
Soube responder tanto às perguntas genuínas que lhe foram feitas como reagiu com elegância às provocações, especialmente as de Carla Jiménez, repórter da versão brasileira do jornal espanhol El País. Parecia mais interessada na sua própria agenda — ou na do PT, sei lá — do que em ouvir o que o entrevistado tinha a dizer.
Não sei se um dia Chequer será ou não um político. Ser um político honesto é uma virtude, não um defeito. O que me interessa em sua atuação, hoje, é o fato de ele ser um indivíduo que exerce o direito de ter uma voz e que convida outros milhares, outros milhões, a fazer o mesmo. Não em nome de um partido, não em nome de uma utopia, não em nome de um futuro distante, mas em nome de valores consolidados na Constituição e nas leis, que, se cumpridos, tornam o país melhor, tornam o mundo melhor. Rogério Chequer é uma das vozes do presente que têm de ser ouvidas. Abaixo, um trecho do Roda Viva.
Por Reinaldo Azevedo

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