quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

O POPULISMO NA ARGENTINA COMEÇA A BALANÇAR - RAFAEL BRASIL

 
O POPULISMO NA ARGENTINA COMEÇA A BALANÇAR
Vi agora na televisão que cerca de 400 mil pessoas participaram em Buenos Aires de uma manifestação contra a presidente Cristina Kichner. O protesto foi pela ação da presidente de um acordo com os iranianos, que financiam o terrorismo internacional, para encobrir o atentado que matou quase uma centena de inocentes numa entidade judaica no país há quase vinte anos.
Tudo isso resultou no assassinato do promotor Alberto Nisman que acusaria a presidente do sórdido acordo, abalando sua já combalida popularidade. Esposa do ex presidente Nestor Kichner, falecido, esta mulher , está dando continuidade ao processo de empobrecimento do país, que começou mais especialmente nos anos 40 com a ascensão de Perón ao poder naquele país.
Até então a Argentina era um dos países mais ricos do planeta. No pós guerra, era e sexta economia do mundo. No início do século XX sua economia era o dobro das economias do Canadá e da Austrália juntas. As elites portenhas sonhavam em rivalizar na América do Sul, com a economia Norte Americana. A economia argentina era duas vezes maior do que a do Brasil. Hoje perde da economia de Minas Gerais, e até da Colômbia, esta sempre com problemas com o terrorismo dos narcotraficantes das FARC.
Tudo, ou quase tudo por lá cheira à decadência. Um tio meu que visitou o país disse que o edifício presidencial, a famosa casa rosada, é de uma decadência de dar pena. E o estádio do Boca Júnior, o clube mais popular do país, perde da ilha do retiro, do nosso glorioso Sport Club do Recife.
Sabe-se que os argentinos são o povo que mais tem dinheiro depositado no exterior. Dizem que coisa entre mais de 300 bilhões de dólares. Quem é doido de deixar seu rico dinheiro nas mãos de governos além de corruptos, irresponsáveis? Cinquenta anos de peronismo e instabilidade política com várias ditaduras militares, a última das mais sangrentas, fazendo a do Brasil parecer  brincadeira de crianças, com cerca de entre quinze mil e vinte mil entre mortos e desaparecidos, faz o país cada vez mais descer à ladeira. Como um rico perdulário que fica logo pobre, e ainda acusa terceiros de seu infortúnio. Pobre Argentina.
O pior é que não existe solução de curto ou médio prazo. O peronismo ainda é uma força política significativa. Existem peronistas fascistas e os chamados de esquerda. Brigam entre si, mas ambas as correntes defendem a primazia do estado sobre a sociedade. Não existe uma oposição dita liberal, pelo menos por enquanto. Enquanto isso o país sangra. Até quando?

E no Brasil? Por quanto tempo durará o lulismo, e os populismos de plantão? Desde Vargas o que observamos é o engrandecimento do tamanho do estado sobre a sociedade. De certa forma não temos ainda uma oposição forte, liberal,  de direita. Aliás, por anos de doutrinação ideológica a direita há anos foi devidamente demonizada. Só temos os cleptocratas do PT e os ditos social-democratas do PSDB. Até quando a burrice e a imbecilidade tomarão conta dos nossos políticos? Aqui como lá, o futuro torna-se cada vez mais sombrio. Que Deus e o papa abençoe a Argentina. E nós também. Saravá! 

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