Câmara saiu de apenas 13%, contra 47% de Monteiro, e em menos de um mês provocou uma reviravolta. É o favorito para o segundo turno — se houver (Fotos: Beto Figueroa::Leo Caldas)
Há menos de um mês, em levantamento realizado entre os dias 12 e 13 de agosto pelo Instituto Datafolha, ele tinha apenas 13% das intenções de voto, contra esmagadores 47% do adversário. Agora, porém, o afilhado do falecido governador Eduardo Campos, Paulo Câmara (PSB), aliado da presidenciável Marina Silva, virou espetacularmente a situação em Pernambuco para o candidato apoiado por Lula e Dilma, o senador Armando Monteiro Neto (PTB), e agora lidera sozinho, com 39% das preferências, enquanto Monteiro tem 33%.
Ou seja, em menos de quatro semanas, Câmara, 42 anos, ex-secretário da Fazenda, pulou 26 pontos percentuais, enquanto Monteiro, 62 anos, empresário, ex-deputado e atual senador, desabou 14 pontos. A pesquisa, encomendada pelo jornal Folha de S. Paulo e pela TV Globo, tem margem de erro de três pontos porcentuais, para mais ou para menos.
Até agora, Câmara, que tem o apoio explícito da viúva de Eduardo Campos, Renata, protagoniza a mais espetacular virada na campanha eleitoral para os governos dos Estados.
O Datafolha simulou um segundo turno, no qual Câmara venceria com 43% dos votos, contra 37% do candidato de Monteiro. Isso se houver segundo turno porque o ritmo da virada do candidato do PSB poderá levar a liquidar a fatura logo no dia 5 de outubro.
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