JOGO E TREINO
Já dizia o grande craque Didi, o mestre para muitos que o viram
jogar, que jogo é jogo, treino é treino. Falta muito tempo para as eleições, e
a política, como dizia o velho raposão Magalhães Pinto, é como as nuvens. Muda
constantemente. Dilma lidera com folga. Serra, a um ano das eleições também
liderava. Claro as condições são outras, mas a situação econômica está ruim, e
tende a piorar diante da inação do governo. Que tentará empurrar com a barriga
até as eleições. Se tudo ficar pelo
menos como está, tudo bem. Mas vem copa do mundo, e o povo nem está preocupado
com eleições. Só depois da copa. Daqui para lá pode nem acontecer muita coisa.
Mas pode acontecer muitas.
Muita gente no PT está apreensiva. Muitos acham que o caso dos presos
do mensalão foi melhor o desfecho agora, antes das eleições. Apostam na tão
propalada amnésia popular. Dilma matreiramente se afasta do caso. Lula também,
já que disse que não tinha como contestar decisões do STF. Como se desvincular
dos presos, boa parte importantes dirigentes e fundadores do partido? Não fosse o mensalão, José Dirceu seria o
presidente do Brasil. Nem Lula impediria. E se Dilma foi eleita, quanto mais
Dirceu?
Muitos querem que Lula entre na parada. Muitos do PT que não
estão satisfeitos com Dilma. Outros com medo de perder a boquinha, certamente a
maioria. Seria interessante o PT ganhar de novo e deslindar este nó da
economia. Se o país não começar a fazer água antes das eleições, vai depois.
Para salvar a pátria, eles teriam que tomar medidas consideradas ortodoxas. Se
não, mais inflação e descalabro econômico e social.
Já as oposições, estão se organizando. O jogo ainda está
longe de começar, e pode até haver surpresas. Será que o povo vai novamente
sair às ruas? E o povo pouco conhece Aécio e Eduardo. Com o agravamento da
crise, os dois tem chances. E pode aparecer um terceiro, que tal Joaquim
Barbosa? Bastaria ele chegar e fazer um discurso baseado no combate à violência
um dos principais males que assolam os brasileiros. E, como Collor, embora sem
ser um picareta, denunciar os inúmeros marajás do estado, propondo abertamente
privatizar e diminuir as despesas do mesmo?
A maioria do eleitorado é conservador.
Falta um candidato. Na verdade não faltam palpites. Mas que falta muito
jogo, isso falta. E todos traçam as suas respectivas estratégias, o que faz
parte do jogo democrático. Só se muda através da política. Sem ela teríamos
duas opções : A anarquia ou o autoritarismo com suas terríveis variantes, como
o totalitarismo. Vade retro satanás!
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