terça-feira, 19 de novembro de 2013

RAFAEL BRASIL: 'GOVERNO SEM RUMO'


GOVERNO SEM RUMO
Na economia, o governo peca pela inação e pela ideologia. São as mentalidades anti-mercado que povoam  ainda, muitas almas, digamos, socialistas. Coisas destas latitudes aonde muitos intelectuais admiram o modelo cubano, se aquilo pode ser chamado de modelo. Sem liberdade nem comida. E a grande máfia do partido comunista, o único, se esbaldando nos privilégios e mordomias, como ter acesso à internet, por exemplo...
O triste fim do petismo está se caracterizando pela união da esquerda com os setores mais fisiológicos da política nacional, os adesistas de sempre, com um pretenso programa dos militares nacionalistas, cujo principal exemplo é o alemão agnóstico e de tradição luterana, Ernesto Geisel. Cujo eleitor só foi um, Médici, seguindo conselhos do irmão l do então futuro presidente, Orando  Geisel. Mas o velho estava longe de ser um ladrão, muito pelo contrário. Não era um democrata, mas autocraticamente afastou os duros do regime possibilitando a abertura política. Naqueles tempos, o estão senador Wilson Campos foi cassado por corrupção. Claro, a corrupção existia, embora nem um pouco comparável aos tempos petistas. E nem de longe o presidente participou de nenhuma dessas maracutaias.  Suas filhas ainda vivem da pensão de militares. Já de Lula nunca se poderá dizer a mesma coisa.
Ocorre que os tempos são outros. O que vale é a competição globalizada. Quem não tem tecnologia e mão de obra qualificada fica para trás. Nosso capitalismo é cartorial, e nosso sistema tributário é louco. Dia desses Ives Granda Martins, considerado um dos maiores tributaristas do país, disse que não entendia nosso sistema. A burocracia é de matar, e as corporações ligadas ao estado, desde a esfera federal a municipal é um verdadeiro entrave ao funcionamento do que seriam as principais funções do estado, ou seja, saúde educação, segurança e justiça. Seria preciso abrir desburocratizar tudo. Privatizar ao máximo. Estimular o empreendedorismo e a criatividade soltar as energias há muito adormecidas do país. Já estamos na segunda geração do bolsa-família e o povo continua sem educação.

Por ideologia o governo não privatiza, e quando é obrigado a fazer inventa subterfúgios dos mais diversos afastando possíveis concorrentes fortes do mercado. Tudo é mais caro no país. O contrabando e o trabalho informal campeiam. Os produtos chineses estão em toda parte, e a China está abrindo mais sua economia, ou seja injetando mais capitalismo. Porém ao sinal de mesmo pequenas aberturas, a chiadeira é geral. A as perspectivas de mudanças são árduas. Como desatrelar os sindicatos do estado? Como mexer na legislação trabalhista, promulgada por Vargas nos idos dos anos 30, século XX? Como fazer um novo pacto federativo, além de uma ampla reforma política e eleitoral? Como muitos petistas ainda se dizem socialistas, claro, nem pensam em reformas. Para eles são reformas neo-liberais, ou o que eles quiseram apelidar. Porém, sem essas reformas, ficaremos cada vez mais para trás. As pequenas conquistas do povo com o real, vão se dissipando com a volta da inflação. E sem abertura e amplas reformas capitalistas, não sairemos do lugar. E com este pessoal no governo, o retrocesso já é mais do que latente. Só não vê quem não quer. Ou for muito ignorante. Estarei errado?

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