GOVERNO SEM RUMO
Na economia, o governo peca pela inação e pela ideologia.
São as mentalidades anti-mercado que povoam
ainda, muitas almas, digamos, socialistas. Coisas destas latitudes aonde
muitos intelectuais admiram o modelo cubano, se aquilo pode ser chamado de
modelo. Sem liberdade nem comida. E a grande máfia do partido comunista, o
único, se esbaldando nos privilégios e mordomias, como ter acesso à internet,
por exemplo...
O triste fim do petismo está se caracterizando pela união da
esquerda com os setores mais fisiológicos da política nacional, os adesistas de
sempre, com um pretenso programa dos militares nacionalistas, cujo principal
exemplo é o alemão agnóstico e de tradição luterana, Ernesto Geisel. Cujo
eleitor só foi um, Médici, seguindo conselhos do irmão l do então futuro
presidente, Orando Geisel. Mas o velho
estava longe de ser um ladrão, muito pelo contrário. Não era um democrata, mas
autocraticamente afastou os duros do regime possibilitando a abertura política.
Naqueles tempos, o estão senador Wilson Campos foi cassado por corrupção.
Claro, a corrupção existia, embora nem um pouco comparável aos tempos petistas.
E nem de longe o presidente participou de nenhuma dessas maracutaias. Suas filhas ainda vivem da pensão de
militares. Já de Lula nunca se poderá dizer a mesma coisa.
Ocorre que os tempos são outros. O que vale é a competição
globalizada. Quem não tem tecnologia e mão de obra qualificada fica para trás.
Nosso capitalismo é cartorial, e nosso sistema tributário é louco. Dia desses
Ives Granda Martins, considerado um dos maiores tributaristas do país, disse
que não entendia nosso sistema. A burocracia é de matar, e as corporações ligadas
ao estado, desde a esfera federal a municipal é um verdadeiro entrave ao
funcionamento do que seriam as principais funções do estado, ou seja, saúde
educação, segurança e justiça. Seria preciso abrir desburocratizar tudo.
Privatizar ao máximo. Estimular o empreendedorismo e a criatividade soltar as
energias há muito adormecidas do país. Já estamos na segunda geração do
bolsa-família e o povo continua sem educação.
Por ideologia o governo não privatiza, e quando é obrigado a
fazer inventa subterfúgios dos mais diversos afastando possíveis concorrentes
fortes do mercado. Tudo é mais caro no país. O contrabando e o trabalho
informal campeiam. Os produtos chineses estão em toda parte, e a China está
abrindo mais sua economia, ou seja injetando mais capitalismo. Porém ao sinal
de mesmo pequenas aberturas, a chiadeira é geral. A as perspectivas de mudanças
são árduas. Como desatrelar os sindicatos do estado? Como mexer na legislação
trabalhista, promulgada por Vargas nos idos dos anos 30, século XX? Como fazer
um novo pacto federativo, além de uma ampla reforma política e eleitoral? Como
muitos petistas ainda se dizem socialistas, claro, nem pensam em reformas. Para
eles são reformas neo-liberais, ou o que eles quiseram apelidar. Porém, sem
essas reformas, ficaremos cada vez mais para trás. As pequenas conquistas do
povo com o real, vão se dissipando com a volta da inflação. E sem abertura e
amplas reformas capitalistas, não sairemos do lugar. E com este pessoal no
governo, o retrocesso já é mais do que latente. Só não vê quem não quer. Ou for
muito ignorante. Estarei errado?
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