INJUSTIÇAS E PRIVILÉGIOS: O VELHO CORPORATIVISMO EM AÇÃO - RAFAEL BRASIL
Uma das pragas nacionais é o corporativismo. Claro, o mesmo é
necessário, pois categorias profissionais devem se unir para defender seus
interesses, o que é perfeitamente natural numa sociedade aberta e
democrática. Mas no nosso caso a questão é histórica e vem dos tempos do Brasil
Colonial, se é que podemos chamar assim. O patrimonialismo , pai do
clientelismo político, do nepotismo, e outros ismos, é uma praga nacional. No
caso dos médicos e outras profissões, sou completamente a favor da abertura
também do mercado de trabalho, sobretudo nas áreas de tecnologia e educação.
Caiu o muro de Berlim e não fomos capazes, pela burocracia e corporativismo
universitários, de trazer excelentes cérebros dos países da então cortina de
ferro, a ainda hoje somos pobres nas ciências exatas e tecnologia, salvo
algumas exceções como na agropecuária. Que aliás nos rende os sucessivos
superávits comerciais. No caso específico dos médicos cubanos, minhas
restrições são de ordem trabalhista e ética. Eles vem trabalhar como escravos
do regime cubano. São pessoas que não podem dizer não. E o governo aprova isto,
o que é uma vergonha.
No caso dos professores, é preciso mudar. Não é possível que
quaisquer sistema educacional não priorize a meritocracia. Quando o
sujeito entra no estado, é tratado como número. Nunca é levada em conta
sua competência profissional. Os cargos de direção são exercidos por gente de
fora, ou mesmo frutos de apadrinhamentos políticos dos mais diversos. E os
sindicatos dos professores são contra. Como é que pode ser contra a
meritocracia , sobretudo na educação?
Li na Internet que o que o governo gasta com bolsa família,
cerca de 22 bi por ano, o mesmo com os reajustes e promoções do funcionalismo
federal. No bolsa família, cerca de 30 milhões de famílias, são beneficiadas,
cerca de um terço da população. Com o funcionalismo, cerca de um milhão de
pessoas. Ninguém fala nisso. Ademais, o discurso de Collor contra os Marajás
ainda é atualíssimo, porém proferido pelo sujeito em questão, sabíamos que
seria mais uma farsa propagandista nacional. Mas o problema persiste, e é
preciso , simplesmente por questões éticas e republicanas, acabar com
tudo isso. Com cargos de confiança e muitas outras mordomias. Muitos dirão que
a economia seria pouca. Mas no plano moral, corretíssimo.
É triste ver professores fazendo molecagens nas ruas. Juntos com
grupos fascistas e totalitários, que agridem a polícia e a ordem democrática
estabelecida. Seria preciso uma verdadeira revolução no serviço público
brasileiro, em todos os setores. Enquanto ninguém fizer nada, continuaremos
entravados na obsolescência de sempre. Já somos um país de barnabés. Cerca de
absurdos 10 por cento da população. E haja mais burocracia, para empregar mais
parasitas. Claro nem todos são parasitas, a grande maioria não o é, decerto.
Precisamos mesmo é de abertura econômica desregulamentação da economia para
atrair investimentos e fazer crescer o país. Sem esta política não teremos
empregos, e melhor , empregos qualificados. O estado afinal não pode empregar
todo mundo. Óbvio ululante. O problema é que nenhum político fala disso. Medo
de perder votos. Mas a população compreende, tão mal tratada pelos serviços
prestados pelo estado. Collor tornou-se popular com isto. Quem teria a
coragem?
No atual espectro político ninguém tem. Mas todos sabem
onde estão um dos nossos principais problemas.
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