segunda-feira, 20 de maio de 2013


MORTE NATURAL DO CHAVISMO - Rafael Brasil

O chavismo vai morrer de morte natural. Menos mal. O povo venezuelano vai sofrer ainda mais, pois está dividido pelo populismo salvacionista. 
A violência explodiu no país. A inflação está em alta. O desabastecimento atingiu até o mercado de papel higiênico. O governo anunciou que a "revolução" vai importar o produto. Mas também falta quase tudo, pois o governo desmantelou os setores produtivos - leia-se os capitalistas investidores - que passaram a ser demonizados pelo governo "todo poderoso". 
Assim caminha o populismo. Para a desagregação de uma mentalidade verdadeiramente capitalista, que é o que mais falta na nossa pobre e burra América Latina. Neste sentido a história recente da Argentina é exemplar: Como um país conseguiu involuir tanto, no período de mais ou menos cinquenta anos? No período pós guerra era a sexta economia mundial, e hoje enfrenta problemas de pobreza e subdesenvolvimento, como seus vizinhos.
No início do sangrento século XX, as elites argentinas vislumbravam o país ser o contraponto em desenvolvimento e riqueza aos Estados Unidos, na América do Sul. Hoje a economia portenha é inferior a da Colômbia, esta com todos os problemas de terrorismo e narcotráfico.
No Brasil, a corda se estica. No momento, a situação pode se estabilizar, com o estancamento da inflação, e a manutenção do nível de emprego, embora este geralmente de baixa qualificação. Porém os problemas estruturais continuam, apontando estagnação e retrocessos a médio e longo prazos.A inadimplência aumenta, sobretudo dos compradores  de carros novos. E o governo, por razões ideológicas não privatiza nem abre o país. Em outras palavras, é anticapitalista, ainda achando que o estado pode tudo. Ou quase tudo. 
A educação está paralisada com as teorias fajutas do sócio-construtivismo e muitos problemas estruturais como a desvalorização do magistério e do forte corporativismo do mesmo, além do processo de ideologização do ensino, que prega que no Chile, por exemplo houve uma ditadura e em Cuba uma revolução. E que houve totalitarismo na Itália Fascista e na Alemanha Nazista, omitindo a União Soviética sob Stálin e a China Maoísta. Aliás, nem a Itália Fascista chegou a ser totalitária, a não ser no final da guerra quando foi quase completamente dominada pelos próprios nazistas.
Além do mais precisamos de reformas. Política, administrativa, federativa, eleitoral, sindical, judiciária, do sistema penal e prisional, tributária, enfim. Precisamos desmontar no estado varguista. Só o capitalismo vai trazer desenvolvimento.
Este governo nem faz, sobretudo porque o modelo está há tempos falido, nem deixa os capitalistas fazerem, principalmente na infraestrutura. Fazendo o povo perder milhões de empregos e uma busca incessante pela melhor qualificação profissional, através da educação.
Dilma ganhando as eleições, vai resolver estes problemas? Ideologicamente este governo é contra o capitalismo, mas não tem alternativa. Vai abrindo a pulso, como no caso dos aeroportos e dos portos, neste último caso, mantendo todos os privilégios da máfia sindical que domina o país, através de subsídios do estado.  Foi dessa máfia, aliás que Lula surgiu, apoiado por intelectuais esquerdistas desiludidos som os partidos comunistas, e a igreja dos padres de passeata. Uma mistura como essa não poderia dar certo. Bem que os comunistas nunca aceitaram o que eles chamavam de obreirismo. Chamavam Lula de pequeno burguês. Como sabemos, este seria seu menor defeito. Neste caso, os velhos comunistas pátrios estavam certos.
Como bem disse o grande Mário Vargas Llosa, o populismo tem pernas curtas, e vai caindo de podre.  E é bom que caia no colo dos próprios petistas e justamente no colo da ex terrorista Dilma. Será que ela também odeia a classe média como a Marilena Louca Chauí? Como muitos petistas e esquerdistas a consideram uma verdadeira  "guru", acho que sim.

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