sábado, 11 de maio de 2013

CRESCE O CALOTE POPULAR - Rafael Brasil

Passageiros viajam em ônibus lotado da linha 335 (Cordovil-Praça Tiradentes) Foto: Agência O Globo / Pedro Kirilos

Segundo pesquisas, o calote popular está aumentando. A chamada classe média emergente que comprou um carro novo, está irremediavelmente endividada. Com o carro, aumentaram as despesas. Impostos, taxas de estacionamento, manutenção e seguro. Além , é claro, mais passeios, os quais também são fontes de mais despesas. Com a alta da inflação o crédito ficará mais difícil, sobretudo com  a alta da chamada inadimplência, o que levará os bancos a dificultar o mesmo.
A classe média pensou que ia resolver seu eterno problema de locomoção comprando um carro. Entupiram as ruas das grandes e médias cidades, transformando-as num inferno. As esburacadas e maltratadas estradas também, pois o governo nem cuida nem privatiza. Claro o problema é da falta crônica de transporte coletivo digno de nome, ou seja metrô, e do sucateamento da rede ferroviária.
 A falta de planejamento é um problema antigo no Brasil. Gilberto Freyre já fala deste problema no século XVIII, quando nossas cidades, sobretudo a maior e mais importante o Rio de Janeiro, era uma cloaca a céu aberto. Ainda hoje ostentamos um altíssimo índice de falta de saneamento básico para cerca de 50% dos brasileiros. Nossas cidades são sujas e sem transporte urbano digno de nome. Ainda hoje , milhares de pessoas perdem as casas , quando não as vidas em desabamentos de barreiras , incêndios em favelas, ou coisas afins. O pior é que depois das tragédias, muitas delas anunciadas, tudo fica na mesma, com alguns espertos roubando dinheiro público que se destinaria às vítimas, que sempre acabam perdendo.
O maior entrave ao desenvolvimento do país é o estado. Ou melhor o gigantismo do mesmo. E ainda membros do governo criam todos os dias mais órgãos públicos, numa tresloucada corrida sem fim. Só falta criar um ministério, ou coisa parecida, para a piada. Mas não é para rir , é para chorar. A burrice e a safadeza não tem limites.
Enquanto escrevo, hoje se discute o rodízio de carros em cidades como o Recife. Lá sai mais barato e mais rápido andar de bicicleta, que é indubitavelmente o transporte do futuro. Bicicleta, conjugada com metrôs e trens , bem entendido. Hoje, andar de bicicleta nas nossas grandes cidades é um grande fator de risco de morte.
Se o endividamento aumentar o calote, a crise está desenhada. Além do mais, falta fazer de tudo um pouco neste país. Só não temos governo, pois continuamos sendo governados pelo finado Getúlio Vargas. Que era um autocrata, mas um homem inteligente, mas deve estar no inferno, pelas burradas que fez. Como muitos aliás. Porém mais burros são os que mantêm o país no atraso. Mas estes são os que se alimentam do estado. São os que nunca vão largar o osso. O osso não, o filé. Isto é Brasil. Até quando?

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