sábado, 13 de abril de 2013

MAIORIDADE PENAL - UMA QUESTÃO A SER DISCUTIDA - Rafael Brasil

Muitos idiotas da objetividade, na maioria os que se consideram politicamente corretos nem queriam ouvir falar em mexer com o ECA, principalmente no que toca à questão da maioridade penal. Quem tocasse no assunto era considerado um facínora da direita, que, ao não observar às "questões sociais" , na prática, partiria para condenar muitos jovens, majoritariamente os pobres, à prisão. Geraldo Alkmin, governador de São Paulo, colocou a questão em discussão, e foi demonizado pelos "defensores" dos chamados direitos humanos. Esta gente que na prática nunca derramou uma lágrima sequer sobre os cerca de cinquenta mil mortos de homicídios  que se praticam anualmente no país, logo se mobilizará contra qualquer medida que vise mudar a situação. Fazer sexo, os jovens já começam aos doze anos. Constitucionalmente já votam aos 16. Por que não diminuir drasticamente a chamada maioridade penal? Como, um assassino, que faltava menos de um mês para completar os dezoito anos, mata, fria e cruelmente um cidadão pacífico, que estava chegando em sua residência, e vai ser beneficiado pela lei, ou seja, a quase impunidade? Ademais, é sabido que muitas quadrilhas usam os tais "menores" para praticar todo tipo de ação criminosa. O povo vai pedir proteção a quem? Ao pastor? Ao bispo?
Sou a favor que não se estabeleça nenhuma idade. Cada caso deveria ser estudado separadamente, em comissões especiais da justiça. Que os jovens infratores cumpram, na menoridade, as penas em cadeias especiais, sendo transferidos para o sistema penal convencional, quando completarem vinte e um anos. Muitos colunistas, como Alberto Dines estão dando o braço a torcer. Como o povo, estão escandalizados com a já conhecida banalização da violência, com a complacência de governos irresponsáveis, e de uma polícia e justiça, no mínimo lenientes. Talvez o pior dos problemas brasileiros seja a violência. Esta ninguém suporta e afeta cruelmente a tudo e a todos. É preciso uma verdadeira mobilização nacional para resolver este gravíssimo problema. Ou os cidadãos , até dezoito anos vão continuar tendo o direito de matar? Até quando? 

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