quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Doutor Fajuto.

A USP está formando um número absurdo de doutores a cada ano, a maioria com carteira petista ou alinhado à companheirada. Daquele tipo de doutor que Aloizio Mercadante entende bem, já que usou dos mesmos artifícios para tornar-se um deles.
Vejo aqui que no ano passado, a gloriosa USP formou 2620 doutores, sem relevância acadêmica e defendendo teses que deixariam Mao Tsé Tung enrubecido. Os doutores brasileiros contribuem com pouco ou nada com a ciência tendo, a grande maioria de suas publicações científicas, quase o mesmo destino: o esquecimento.
Em comparação com as universidades americanas, de onde saem a maioria dos premiados em ciência pelo mundo, os números assustam.
A Universidade Berkeley, a que mais forma doutores na América, liberou no ano passado pouco mais de 600 diplomas de doutorado. Coisa séria, exigente, cujos trabalhos acadêmicos vão nortear a ciência e a pesquisa mundo afora.
Partindo disso, rapidamente me veio à cabeça os contatos que tive com doutores na UPE. É uma falta de bom senso e até sem-vergonhice considerar certo tipo de academicismo como digno de doutorado. Uma sacanagem para com quem estuda, se esforça, luta.
Como dizia Mainardi: as maiores invenções dos brasileiros foram mesmo o orelhão e o pão de queijo.


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