quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Festas

Sempre achei um absurdo o governo gastar dinheiro público com festas, estas de caráter popular ou mesmo eventos, mais, digamos, elitizados. Quantos bilhões de nós, contribuintes, são surrupiados pelos políticos, que adoram festas, claro, para roubar. Nesse terreno, aliás como diria Lula, todos roubam, talvez com raríssimas exceções. Até o carnaval é “chapa branca”, e as verbas são disputadas à tapa. Claro, sempre resta um dinheirinho, para campanhas, para o carro importado, para a bolsa da moda, e aí vai. Ou melhor, se vai nosso rico dinheirinho.
Para mim, cortava tudo. Deixava tudo com a iniciativa privada, e pronto. Dinheiro público só para financiar bilbliotecas multimídia em todas as cidades do país, bandas musicais e orquestras sinfônicas. Precisamos de mais bibliotecas, grandes eequipadas. Podemos passar sem os horrendos trios elétricos, ora bolas. Será que estamos entrando mesmo numa cleptocracia?
A briga do deputado federal Sílvio Costa demonstra que todo mundo tem rabo de palha nessa história. Ademais, o povão gosta de pão e circo, né? O pão vem dos programas sociais, o que está certo, não devemos deixar ninguém morrer de fome. Mas não devemos , isto de jeito nenhum, deixar ninguém sem estudar. Investindo em bibliotecas, o governo, evidentemente, estaria investindo em educação. Mas, político safado gosta mesmo é acenar para o povo, em cima de um caminhão de tirio elétrico, e ainda, na ressaca, ter os bolsos cheios , pelas maracutaias perpetradas com as festas. Quem não sabe disso? Se o povo gosta de festas, que pague do próprio bolso. E, ademais, bibliotreca não dá voto. Sobretudo, para os quais, a ignorância deva ser privilegiada, mesmo porque a grande maioria é mesmo ignorante. Para muitos, que seja assim, sempre. A voz do povo é a voz da imbecilidade, como diria o finado Paulo Francis.

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