terça-feira, 27 de março de 2018

Para Bolsonaro, “Lula deve ir em cana” - com O Antagonista.

Para Bolsonaro, “Lula deve ir em cana”

Jair Bolsonaro disse para o Estadão que “a revisão da prisão após condenação em segunda instância seria ‘o paraíso dos corruptos’, pois levaria ’30 anos’ até o réu finalmente passasse a cumprir pena.”
E mais:
“Mudar isso agora é casuísmo, é só para proteger o Lula. Se um só ministro do Supremo Tribunal Federal pedisse vistas em relação ao habeas corpus, ele estaria na cadeia hoje. Lula deve ir em cana.”

Um comentário:

  1. O Supremo Tribunal Federal não deve se apequenar, se curvar a pressões do juiz de primeira instância, Sérgio Moro, que quer fazer valer a qualquer custo seu delírio de importância, suas ilegalidades, nem a donos de grandes redes de mídia como João Roberto Marinho, da Rede Globo, porta-voz do golpe de estado, e ao desespero dele com a contabilidade de suas empresas.

    O STF se apequenou quando engavetou o pedido de anulação do criminoso impeachment da presidenta Dilma e até colaborou com o golpe comandado pelos conspiradores Aécio Neves, Michel Temer, Eduardo Cunha, Augusto Nardes, todos investigados e acusados de corrupção, de pertencerem a organização "longa manus", como denomina a Polícia Federal.

    Aliás, Augusto Nardes, ministro do Tribunal de Contas da União, autor do famoso relatório das falsas "pedaladas fiscais", que serviu de base para o processo de impeachment da presidenta Dilma, está nas páginas policiais, delatado recentemente por Luiz Carlos Velloso, ex-subsecretário de transportes do Rio, por envolvimento em esquemas de corrupção.

    O STF não deve se submeter a pressões de grupos que agem com ligações politico-partidárias articulados dentro do judiciário, do Ministério Público e da Polícia Federal, subordinados a interesses de agentes do FBI, do Departamento de Justiça dos Estados Unidos, ou à onda fascista que se alastra no país.

    Ceder a essas pressões é reduzir o STF a um órgão despachante de condomínios de gerentes de interesses externos, de grandes corporações transnacionais que atuam na redução do estado nacional ao mínimo.

    É colaborar com a construção da hegemonia do grande capital e com o poder da governança privada de conglomerados financeiros nacionais e internacionais, recentemente instalados em mega escritórios de lobbies nos arredores da Praça dos Três Poderes e da Esplanada dos Ministérios, em Brasília.

    Parece que é isso que a presidenta do STF, ministra Carmem Lúcia, talvez ainda não tenha se dado conta ou finge que não sabe.

    O STF precisa se agigantar, erguer a Constituição bem alto e cumprir com seu dever de alertar todos os magistrados para que se curvem a ela e a respeitem, como fazem os magistrados das nações mais desenvolvidas do mundo, de cidadania e democracia consolidadas.

    Afinal, a defesa da Constituição é a essência do STF e as garantias fundamentais da presunção de inocência, do devido processo legal e do estado democrático de direito, a razão de existir do tribunal.

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