sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Mourão e o recado a Lula - com O Antagonista



Quem viu nas declarações do general Hamilton Mourão a ameaça de um golpe militar contra o governo de Michel Temer não entendeu nada.
Mourão falava à turba do PT liderada por Lula, que vez ou outra ameaça incendiar o país caso seja preso.
Mourão falava a integrantes do Judiciário que tentam evitar a prisão de Lula, para permitir que ele concorra à Presidência em 2018.
Mourão também falava aos agentes políticos que tentam fazer um acordão, com ajuda desse mesmo Judiciário, para livrar Lula e demais lideranças políticas da cadeia e enterrar a Lava Jato.
Mourão serviu como uma espécie de porta-voz de Sérgio Etchegoyen, hoje o general mais poderoso do País e que tem ocupado cada vez mais espaço no governo Temer – num movimento avaliado por alguns observadores como uma espécie de ‘intervenção branca’, com o objetivo de garantir uma transição pacífica no ano que vem.
Meses atrás, Etchegoyen enviou recado semelhante ao Congresso Nacional – de forma bem menos ostensiva -, quando Lula, integrantes do PT e de outros partidos de esquerda passaram a disseminar a ideia de convocar de novas eleições gerais.
Lula entendeu o recado antes e agora.

Só faltou um ponto

O general Eduardo Villas Bôas, comandante do Exército, soltou uma nota sobre o general Hamilton Mourão:
1. O Exército Brasileiro é uma instituição comprometida com a consolidação da democracia em nosso País.
2. O Comandante do Exército é a autoridade responsável por expressar o posicionamento institucional da Força e tem se manifestado publicamente sobre os temas que considera relevantes.
3. Em reunião ocorrida no dia de ontem, o Comandante do Exército apresentou ao Sr. Ministro da Defesa, Raul Jungmann, as circunstâncias do fato e as providências adotadas em relação ao episódio envolvendo o General Mourão, para assegurar a coesão, a hierarquia e a disciplina.
4. O Comandante do Exército reafirma o compromisso da Instituição de servir à Nação Brasileira, com os olhos voltados para o futuro.
Só faltou um ponto: um condenado pela Lava Jato não poderá ocupar o Palácio do Planalto.

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