segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Diário do Olavo: A Paixão de Cristo, os criminosos no poder e as falsificações da Wikipedia

passionPor que meditar a Paixão de Cristo? Porque ela é o centro, o eixo em torno do qual tudo gira,
o único acontecimento, desde a Criação do Mundo, que se passou sem jamais passar.

Eu jamais apresentaria qualquer proposta de lei ao presente Congresso, simplesmente porque NÃO RECONHEÇO AUTORIDADE LEGISLATIVA em criminosos. Não reconheço nem muito menos respeito. Eles que votem o que quiserem. Para mim não passa de papel pintado.
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Quando vão entender que, nas presentes condições, qualquer confiança nas "nossas instituições" é loucura pura e simples?
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O verbete da Wikipédia a meu respeito não menciona NENHUMA das minhas idéias filosóficas, apenas opiniões episódicas emitidas em artigos de jornal ou programas de rádio, colocando-as, absurdamente, no próprio centro definidor do meu pensamento. Erra na cronologia, ao dizer que depois de estudar com o Pe. Ladusans participei de um curso de astrologia na PUC (foi bem antes). Falsifica completamente ao dizer que "atuo na área da astrologia" profissão que larguei há exatos TRINTA E SETE ANOS, decerto bem antes do nascimento do autor dessa porcaria. Omite todos os elogios feitos à minha obra por escritores e filósofos de fama mundial, e sai ciscando críticas até em figuras insignificantes como o Rodrigo Cocô e um engenheirinho de Boston que ninguém sabe quem é. E assim por diante. Não adianta consertar. A merda volta de novo e de novo e de novo.
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Se tenho um certo orgulho de haver higienizado um pouco o ambiente intelectual brasileiro, nunca dei grande valor aos meus escritos antipetistas e anti-Foro-de-São Paulo. Eram apenas o cumprimento de uma obrigação jornalística elementar que os coleguinhas em geral se recusavam obstinadamente a cumprir. Também é certo que ocasionalmente esses escritos serviram para ilustrar conceitos e métodos que expus nos meus cursos de filosofia política, mas sua importância não vai além disso.

Se essa parte do meu trabalho ajudou acidentalmente alguns oportunistas a subirem na vida, estimulando-os a brilhar como criadores retroativos das minhas opiniões, não me parece que estivesse ao meu alcance controlar todos os efeitos colaterais das minhas ações. E, se a mídia esquerdista não consegue me distinguir dessas criaturas, é porque está no nível delas e não no meu. Na verdade, para usar uma expressão clássica do Eric Voegelin, a quase totalidade do que se escreve sobre política neste país, na gama inteira do espectro ideológico, está abaixo da possibilidade de uma discussão racional e só pode ser objeto de estudo sociopsicológico, no mais das vezes sociopatológico.
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A esta altura, não tenho nada contra uma "intervenção militar", mas a ânsia de tirar os criminosos do poder não me endoida ao ponto de me fazer esquecer que os vinte anos durante os quais os militares governaram o Brasil foram precisamente aqueles em que a "revolução cultural" gramsciana tomou corpo sem que eles sequer notassem e acabou por dominar hegemonicamente o espaço mental brasileiro.

Também não tenho pressa de me livrar dos comunolarápios ao ponto de esquecer que uma revolução cultural não depende de quem está no governo e sim da livre iniciativa dos intelectuais. Um governo de direita, como o demonstrou abundantemente o caso dos militares, é perfeitamente compatível com uma revolução cultural de esquerda.

É curioso como os mais fervorosos adeptos da livre iniciativa em economia não enxerguem a importância dela na esfera sociocultural e, como estatistas que se ignoram, continuem acreditando que a prioridade máxima é mudar de governo.
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Não sei se vocês já notaram, mas permito que muita gente use minha página no Facebook para promover seus livros, seus cursos e até sua pessoa, e em contrapartida não uso JAMAIS as páginas alheias como espaço de propaganda.

Desde que praticamente sozinho abri um espaço público para que uma "direita" adquirisse o direito de falar, muitos trataram de ocupar esse espaço -- uns, com mensagens úteis, outros apenas com a ânsia de fazer do antipetismo uma profissão o mais rapidamente que pudessem.

Não está ainda na hora de separar o trigo do joio, os carneiros dos bodes. Mas um dia vai ser necessário fazer isso
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Se algum dia eu tiver de depor no Senado ou na Câmara -- o que, espero, jamais acontecerá --, prometo desde já não chamar de "eminente" nenhum membro de qualquer dessas duas Casas, nem antepor a qualquer argumento a expressão "com todo o respeito".
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Sem os rituais e salamaleques do poder, as incelenças perdem toda a segurança psicológica, já que toda a sua força advém do cargo e não das suas personalidades, que são nulas e débeis. Lembrem-se de que a Dilma começou a cair quando o povão começou a mandá-la tomar no cu.
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Para o Geraldo Ribeiro: A última crônica do João Pereira Coutinho é boa, como em geral as anteriores, mas o final dá a entender que fenômenos como o Brexit e a vitória do Trump são apenas males tornados necessários pela estupidez e covardia mental da esquerda. Na verdade, só são males desde o ponto de vista, justamente, dos estúpidos e covardes. Para todos os outros, eles são uma promessa de melhores dias. A força da hegemonia mental esquerdista é tão onipresente e avassaladora, que se torna difícil, mesmo para notórios anti-esquerdistas, enfocar esses acontecimentos sem ser pela ótica (ou cacoete) da semelhança com o fascismo. Quem quer que tenha REALMENTE estudado o fascismo sabe que essa semelhança só existe naquelas cabeças fumegantes de ódio que não se conformam de que alguém não se curve em adoração ante a santidade dos seus crimes.
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Afirmei que o fabianismo ainda é a corrente de pensamento mais influente no mundo Ocidental, e um bostinha no youtube me contestou citando uma "História da Sociedade Fabiana" publicada EM 1916!

Poderia ao menos ter pesquisado na internet:
https://centurean2.wordpress.com/2009/05/02/fabian-society-literally-control-the-european-union-plus-the-british-government/

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Obama
O Obama passou e vai retornar ao nada sem que ninguém tenha decifrado o mistério da sua identidade. O sujeito é tão insignificante que mesmo ele tendo virado o mundo de pernas para o ar as pessoas continuam tendo preguiça -- ou vergonha -- de investigar quem ele é.
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A passagem do Obama pela presidência foi um vexame tão colossal que todo mundo -- suas vítimas tanto quanto seus autores -- só quer uma coisa: esquecê-la o mais rápido possível.
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O Obama é como um daqueles momentos de loucura em que o sujeito, sem outro motivo além do tédio, enche a cara e acorda de manhã num motel fedorento, ao lado de uma puta escrotíssima e medonha.
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Sejamos práticos

Se roubaram o bolo com a cereja em cima, pegar a cereja de volta NÃO É o primeiro passo para recuperar o bolo. O primeiro passo é desarmar o ladrão.

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Vocês podem pensar de Maomé o que bem desejarem, mas ninguém pode negar que como líder político ele foi um gênio. E uma das lições que ele deixou foi a de não rejeitar o apoio dos hipócritas enquanto a luta não acabar. "Os hipócritas são nossos amigos" dizia ele.

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Purismo ideológico ou moral no meio da guerra é frescura suicida.

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Ficar em cima do muro é uma falsa esperteza que acaba virando uma espécie de sacrifício involuntário: o murista leva chumbo dos dois lados.

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Se o sujeito está em cima do muro, deixe que só o outro lado atire nele. Se sobreviver, ele acabará pulando para o seu lado.
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A Paixão de Cristo e o filme de Mel Gibson

Anoto para não esquecer nunca. Por que meditar a Paixão de Cristo? Porque o padre mandou? Para se fazer de santinho? Para fazer um bonito sermão? Para sofrer sem motivo? Nada disso. Meditá-la porque ela é o centro, o eixo em torno do qual tudo gira, o único acontecimento, desde a Criação do Mundo, que se passou sem jamais passar; que está sucedendo eternamente a todo instante quer você pense nele ou não.
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Jamais seremos suficientemente gratos ao Mel Gibson por ter filmado a Paixão de Cristo. O ódio que a turma de Hollywood sentia por ele já passou. Como tudo o que vem da esquerda, era só frescura e pose.
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Se aparece um cidadão que dá ordens à tempestade e ela obedece, manda os peixes caírem na rede e eles caem, manda as doenças sumirem e elas somem, manda um morto voltar à vida e ele volta, é mais sensato acreditar nesse cidadão ou numa comunidade de profissionais que estão a todo momento cavando verbas colossais, disputando prestígio e se desmentindo uns aos outros? Só um cretino acha que a comunidade científica é mais confiável do que Nosso Senhor Jesus Cristo.

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De hoje em diante, a bem da brevidade, passarei a chamar os deputados apenas de "deputas".
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Proteger os ovos de tartaruga e exterminar os fetos humanos faz sentido, sim. Afinal, um ovo de tartaruga é apenas uma futura tartaruga, e o feto humano pode ser um futuro juiz do STF.

(
Seleção e organização: Edson Camargo, editor-executivo do MSM)

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