terça-feira, 17 de maio de 2016

Dilma usa o dinheiro público para atuar como subversiva da democracia. Lei nela! - Reinaldo Azevedo

Dilma usa o dinheiro público para atuar como subversiva da democracia. Lei nela!

Presidente afastada agora tem o topete de emitir notas contra decisões do governo brasileiro, do qual ela está afastada

Por: Reinaldo Azevedo  
A partir do afastamento, ocorrido no dia 11 de maio, o Senado tem 180 dias para julgar Dilma Rousseff. Que o faça, seguindo os prazos regimentais e legais, o mais rapidamente possível, para que esta senhora pare de nos insultar com o nosso dinheiro. Já basta todo o mau que causou nos quase cinco anos e meio de um governo ruinoso.
Dilma está na condição de presidente afastada. E isso lhe impõe um decoro. Até porque, reitero, o Estado brasileiro arca com os custos da manutenção desse status. O governo legal e oficial do Brasil é aquele liderado pelo sr. Michel Temer. À afastada, parece-me, não se faculta difamar o Brasil e usar o Palácio da Alvorada como se fosse um centro de resistência.
Nesta segunda, descuidando-se, como sempre de quaisquer balizas ou limites, esta senhora resolveu emitir uma nota em que contesta o repúdio do Itamaraty às tentativas de Venezuela, Cuba, Bolívia, Equador, Nicarágua e El Salvador de se meter em assuntos internos. Estamos falando de países com vários tons de autoritarismo: da ditadura escrachada à violência populista.
Em seu perfil no Facebook, Dilma publicou a seguinte nota:

O mundo preocupado com o golpe no Brasil
Na tentativa de justificar o ataque ao Estado Democrático de Direito conduzido por partidos políticos, empresários, oligopólios da informação e corporações, o Ministério Interino de Relações Exteriores do Brasil emitiu notas criticando governos latino-americanos e o Secretário-Geral da Unasul, Ernesto Samper, por denunciarem o golpe parlamentar que afastou Dilma Rousseff da Presidência da República.
A reação de governos estrangeiros e de importantes setores da opinião pública mundial, entre eles o Secretário-Geral da OEA, expressa a indignação internacional diante da farsa jurídica aqui montada. Ao mesmo tempo, revela a preocupação de que essas práticas, travestidas de legalidade, possam se espalhar por outras partes do mundo, especialmente na América Latina, promovendo a desestabilização de governos legítimos e revertendo as grandes conquistas sociais e democráticas alcançadas nos últimos 15 anos.
Forças partidárias, como as que pretendem agora conduzir a política externa brasileira – tradicionalmente submissas às grandes potências – não têm autoridade política ou moral para invocar o princípio da soberania, sobretudo quando têm costumeiramente praticado a ingerência nos assuntos internos de outros países da região.
Governos e povos da América Latina estão também preocupados com as ameaças que o novo ministro recorrentemente fez ao Mercosul e com sua disposição de estabelecer acordos econômicos e comerciais profundamente lesivos ao interesse nacional.
Fiéis e gratos à solidariedade que estamos recebendo do mundo inteiro, nos sentimos mais fortalecidos em nossa disposição de resistir ao golpe que se pretende consumar contra nossa democracia.
Assessoria de Imprensa
Presidenta Dilma Rousseff”
Retomo
Reação de governos estrangeiros? Saibam que quem capitaneia essa dita reação de ditadores e populistas mixurucas é a tirania cubana, que montou uma operação para difamar o Brasil mundo afora.
Pergunta: entre os direitos da presidente afastada está o de conspirar abertamente contra a poder legal e constitucional? Não me parece. Mais: essa sabotagem chega ao outro lado do mundo. Sete parlamentares participam em Portugal da Assembleia Parlamentar Euro-Latino-América (EuroLat). Nada de menos de cinco estão naquele país para dizer que há um golpe no Brasil: os senadores Lindbergh Farias (PT-RJ), Vanessa Grazziotin (PC do B-AM), Gleisi Hoffmann (PT-PR), Lídice da Mata (PSB-BA) e Roberto Requião (PMDB-PR). Só o deputado Hiran Gonçalves (PP-RR) e o senador José Medeiros (PSD-MT) estão lá para contestar a versão mentirosa.
Se é um absurdo que uma presidente afastada empregue a estrutura do Estado contra o poder legal e democraticamente constituído, não é menos absurdo que representantes do nosso Parlamento, que encaminhou o afastamento de Dilma, se manifestem em nome do Poder Legislativo e o enxovalhem no exterior. A isso se chama quebra do decoro.
Obviamente, essa conversa mole de Dilma não se esgota só na retórica e traz consequências, que abordarei em outros textos. Chegou a hora de a gente decidir se, em nome da democracia, a democracia pode ser atacada por Dilma. E com o auxilio de dinheiro público.

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