quinta-feira, 30 de abril de 2015

Greve dos professores: Rafael Brasil





Fui chamado de reacionário filho puta e outras palavras até mais chulas sobre a greve dos professores estaduais. Claro, sou professor da rede, prestes a me aposentar, e gostaria de receber mais. Ademais, os professores de Pernambuco estão entre os que menos ganham no país. Porém, nos últimos anos de gestão socialista, poucos criticaram o sistema de educação integral ou semi integral pomposamente implantada no estado.
 O sistema é caro, e não toca no principal, que seria colocar na lata de lixo o tal de sócio construtivismo, e da necessidade de DESBUROCRATIZAR a função do professor. Afinal, a função do professor é ensinar. A burocracia emburrece e afasta o professor do conhecimento que nunca deve ser negligenciado.
 Também é importante a implantação da disciplina nas escolas sem a qual nada anda. Quanto aos salários, bastava dar um aumento geral e adicionalmente, por produtividade tanto no sentido individual quanto coletivo. Para que chamadas incessantes, e a tal das cadernetas inúteis? Também a rede deveria TER UM CURRÍCULO MÍNIMO E BASTANTE ENXUGADO. Está provado que seis horas diárias são suficientes para um bom aprendizado. E o contato permanente com as famílias. Mas nada disso foi discutido ou mesmo questionado.
 Enquanto um charlatão como Paulo Freire for o patrono da educação nacional e do estado, ficaremos na ignorância total. No caso só dinheiro não resolve. Faço um desafio aos ditos "pedagogos" de plantão: Qual a cidade, ou escola, que prosperou com tais "pedagogias" que nada mais são do que doutrinação ideológica, e das mais fajutas? Quem encontrar a resposta ganha um bolo de mandioca de presente , pois como sou professor da rede só posso ofertar tal prêmio. O desafio está lançado. E, ademais, os professores não votaram em Lula , Dilma, e os socialistas estaduais? Quebraram o país e o estado. A farra populista acabou. Agora pagamos as contas. Saudações democráticas e cristãs. Saravá!

O confronto no Paraná foi meticulosamente planejado por extremistas e por profissionais da baderna - REINALDO AZEVEDO



Ah, eu também fiquei indignado com o que vi ontem no Paraná. Busquei informações com o governo. A sequência que vai abaixo deriva dessa conversa. Os sindicalistas têm outra versão? Há vídeos, que vão ao ar daqui a pouco, indicando os métodos a que recorreram os patriotas. Insisto: que a Polícia Militar não abra mão de investigar se houve excessos. Mas não dá para mascarar o que se deu por lá.
Proteção a tucanos e prevenção contra petistas? Uma ova! Fernando Pimentel, por exemplo, aquele que condecora João Pedro Stedile, é governador de Minas. Se professores ou quaisquer outras categorias agirem como vândalos contra a sua gestão, serão criticados severamente aqui. Acontece que, curiosamente, onde o PT é governo, essas cenas de selvageria não costumam acontecer. Daqui a pouco, os vídeos.
1– Em fevereiro, o governo do Estado encaminhou à Assembleia um conjunto de medidas para restabelecer o equilíbrio das finanças estaduais, afetadas pela retração da economia e por quatro anos de discriminação ao Paraná promovida pelo governo federal, sob o comando de representantes do Estado que ocupavam postos-chaves no primeiro governo Dilma Rousseff.
2– Parte dessas medidas promovia alterações no sistema de Previdência do Estado (ParanaPrevidência). Nenhuma delas coloca em risco o pagamento de pensões ou a solvência do sistema. Ao contrário. Foram pensadas para garantir a solvência, para futuras gerações, de um sistema que vai ter de absorver mais 30 mil inativos só nos próximos cinco anos.
3 – A reação da APP Sindicato foi promover uma greve, que durou 29 dias, e invadir e ocupar o plenário da Assembleia em 10 de fevereiro. Instalações foram depredadas, deputados intimidados e impedidos de trabalhar e até de circular no prédio, exceção aberta apenas àqueles alinhados com as posições do Sindicato. A Assembleia foi ocupada e impedida de funcionar até que as mensagens do governo fossem retiradas.
4 – Atendendo à reivindicação dos professores, uma nova proposta foi exaustivamente discutida por dois meses com representantes da APP Sindicato e foi reapresentada a Assembleia, onde tramitou normalmente. Quando se aproximou o momento da votação, a APP, numa clara demonstração de que seus objetivos são políticos e nada têm a ver com os legítimos interesses da categoria, resolveu apelar novamente para a violência.
5 – No sábado (25/04) anterior à semana em que a projeto de lei da ParanaPrevidência iria a votação, a APP decretou mais uma greve. Por não ter objeto, ter objetivos claramente políticos, foi declarada ilegal pelo desembargador Luiz Mateus de Lima, do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR). O magistrado ordenou a volta às aulas sob pena de multa R$ 20 mil a R$ 40 mil diários. A decisão do Judiciário foi ignorada pelo comando do Sindicato dos Professores, e a APP partiu para mais uma tentativa violenta e ilegal de imobilizar o funcionamento do Legislativo.
6 – Os antecedentes de invasão violenta e depredação da Assembleia em fevereiro levaram a Mesa Diretora da Alep a solicitar um interdito proibitório antecipando uma nova invasão APP Sindicato durante a votação  da matéria sobre a Previdência. O juiz Eduardo Lourenço Bana, do Tribunal de Justiça do Paraná, proibiu nova invasão da Assembleia “e assemelhados” e estabeleceu uma multa diária de R$ 100 mil para o caso de o Sindicato turbar ou esbulhar a posse da Assembleia.
7 – O magistrado autorizou “desde já a requisição de reforço policial para cumprimento da ordem” e adiantou, no seu despacho, que “a APP-Sindicato, com o intuito de inviabilizar a votação de projeto de lei contrário aos seus interesses, pretende organizar novo cerco e invasão à Assembleia Legislativa”. O juiz justificou seu despacho com os antecedentes: “Oportuno consignar que recentemente a requerida organizou movimento similar, que culminou na invasão do prédio público, com danos materiais, tentativa de agressão a parlamentares e necessidade de intervenção judicial, com aplicação de multa e expedição de mandado de reintegração de posse”.
8 – A força policial determinada pela Justiça posicionou-se no entorno da Assembleia desde a véspera da votação, no sábado (25/04), para garantir o funcionamento do Legislativo. Indiferente à decretação da ilegalidade da greve e da proibição de invadir ou cercear o funcionamento da Assembleia, a APP promoveu o cerco das imediações da Assembleia a partir da segunda-feira (27). Várias tentativas de forçar a entrada e de cercar a Assembleia, com confronto com os policiais que estenderam cercas de segurança em torno do prédio da Alep, foram feitas já na terça-feira (28).
9 – Ontem, quarta-feira (29), antes do confronto, os professores e seus aliados radicais tomaram mais medidas arbitrárias e flagrantemente ilegais. Em uma tentativa de impedir que os deputados tivessem acesso a Assembleia, estabeleceram bloqueios em todas as ruas que davam acesso a Alep, obrigando os motoristas a permitir revistas a seus veículos, incluindo aí os porta-malas.
10 – Por volta das 15h, os professores sob o comando da APP, liderados por aliados radicalizados, que usavam máscaras antigás, portavam coquetéis molotov, bombas caseiras e estavam armados de paus e pedras, partiram para o confronto direto e violento com a Polícia Militar, que mantinha uma área de segurança, com cercas em torno da Assembleia, no cumprimento a determinação judicial de garantir o livre funcionamento do Legislativo.
11 – Embora visualmente impressionantes e chocantes, as imagens do conflito, quando encaradas objetivamente, mostram apenas policiais militares reagindo a ataques de uma multidão enfurecida e radicalizada, instigada por lideranças irresponsáveis, despreocupadas com possíveis consequências graves desse tipo de confronto. A Polícia Militar foi obrigada, para cumprir uma deliberação judicial, a tomar as medidas necessárias para conter uma turba que avançava violentamente, com o objetivo expresso de invadir a Assembleia e impedir o funcionamento de um Poder legítimo.
12 – Ninguém, a não ser os mais soturnos cultivadores da máxima do quanto pior melhor — eles existem e são bem conhecidos — podem estar comemorando os resultados desse confronto lastimável. Por mais que todos os cidadãos de boa fé lastimem o confronto e os feridos — tanto manifestantes como policiais —, é preciso levar em conta as alternativas. Desrespeitar a determinação judicial que garantia o livre funcionamento do Legislativo, permitir uma nova invasão da Assembleia e a paralisação dos trabalhos da Casa, tudo isso equivaleria a entregar o comando de um Poder legitimamente eleito ao arbítrio de uma categoria radicalizada, sob o comando de lideranças que perderam qualquer vestígio de equilíbrio e bom senso.
Por Reinaldo Azevedo

Polícia do DF investiga repasses da CNT a irmão de Dilma Rodrigo Rangel - Veja



IGOR ROUSSEFF APARECE EM LISTA DE BENEFICIÁRIOS DE PAGAMENTOS

IRREGULARES ORIUNDOS DA CONFEDERAÇÃO NACIONAL DOS TRANSPORTES. 

ELE RECEBEU R$ 120 000



Igor Rousseff, irmão da presidente Dilma Rousseff
Igor, em Passa Tempo (MG): aposentado, ele hoje investe seu tempo em um projeto de criação de tilápias(José Patrocínio/Estadão Conteúdo)
O único irmão da presidente Dilma Rousseff é avesso a qualquer tipo de badalação - e conhecido pelo desapego. Igor Rousseff, de 68 anos, já foi hippie, porteiro de hotel e controlador de voo. Mora numa casa simples em Passa Tempo, interior de Minas Gerais, e cultiva hábitos igualmente frugais. Advogado, nunca gostou de exercer a profissão. Aposentado, ele hoje investe seu tempo em um projeto de criação de tilápias.
Na campanha presidencial do ano passado, o irmão virou personagem da disputa ao ser apontado pelo então candidato Aécio Neves como funcionário fantasma da prefeitura de Belo Horizonte entre 2003 e 2009, durante a gestão do petista Fernando Pimentel, seu amigo. Segundo a denúncia, recebia sem trabalhar, o que ele sempre negou. Agora Igor Rousseff está às voltas com outra suspeita. Seu nome apareceu em uma lista de beneficiários de pagamentos irregulares oriundos da Confederação Nacional dos Transportes (CNT).
Em setembro do ano passado, a Polícia Civil e o Ministério Público do Distrito Federal descobriram um desvio de mais de 20 milhões de reais do Sest (Serviço Social do Transporte) e do Senat (Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte). Administradas pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT), as duas entidades recebem verba do governo federal para custear cursos profissionalizantes e prestar assistência a trabalhadores do setor. A Operação São Cristóvão, assim batizada em referência ao santo padroeiro dos motoristas, descobriu que uma boa parte do dinheiro que entrava nas contas do Sest-Senat ia parar, na verdade, nos bolsos de quem as administrava -- e também nos bolsos de terceiros que nada tinham a ver com os serviços que deveriam ser prestados aos trabalhadores.
Os investigadores já detectaram repasses de dinheiro a pessoas ligadas ao presidente da CNT, o ex-senador Clésio Andrade (PMDB-MG). A partir das informações bancárias, as autoridades elaboram uma lista com centenas de transferências consideradas suspeitas. Algumas delas chamaram a atenção dos investigadores não exatamente pelo valor, mas pelo sobrenome famoso: Rousseff. VEJA teve acesso às planilhas. O irmão da presidente recebeu dez pagamentos entre junho de 2012 e março de 2013. Foram 9 parcelas mensais de 10 000 reais e uma de 30 000, num total de 120 000 reais. Os repasses estão registrados na contabilidade da CNT como "pagamento a fornecedor".
Não está claro o que Igor Rousseff forneceu à confederação.
Procurado, ele não respondeu às perguntas de VEJA sobre os pagamentos. VEJA também enviou perguntas à CNT. O diretor de relações institucionais da entidade, Aloísio Carvalho, informou que não havia identificado, em pesquisas internas, qualquer ligação da CNT com Igor Rousseff. Nesta quarta-feira, depois de a entidade ser confrontada com os dados sobre os pagamentos mensais feitos ao irmão da presidente, veio a seguinte resposta: "A CNT não vai se pronunciar a respeito deste assunto". O Ministério Público e a Polícia Civil pretendem ouvir todos os envolvidos. Por enquanto, os pagamentos a Rousseff fazem parte apenas de uma lista de operações suspeitas.

Queima de arquivo: Petrobras destrói gravações que poderiam implicar Dilma no escândalo de Pasadena


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Pasadena: transparência zero
Perguntei de manhã:
“Como não desconfiar que a Petrobras esconde o material para proteger Dilma Rousseff? Será que ele existe ainda?”
Eu me referia às gravações de reuniões do conselho de administração da estatal desde 2005 — quando Dilma era presidente do órgão. Especialmente àquela sobre a compra de Pasadena.
No comando do conselho, em 2006, Dilma aprovou a primeira etapa da aquisição da refinaria, negócio que causou prejuízo de US$ 792 milhões, de acordo com o Tribunal de Contas da União (TCU).
Como essa gente não cansa de corresponder às nossas piores expectativas, a nova manchete do Estadão não surpreende:
Depois de enrolar durante meses, a estatal afirmou: “Após as respectivas atas serem aprovadas e assinadas por todos os membros das respectivas reuniões, as gravações são eliminadas”.
Alegou, também, que a eliminação está prevista no Regimento Interno.
E é aí que vem a parte tragicômica da matéria:
“Mas, questionada pelo Estado, a Gerência de Imprensa não apresentou o documento. A reportagem também o solicitou à secretaria responsável por auxiliar o Conselho de Administração. O órgão informou que a norma é sigilosa.”
Aham.
“Ao TCU, a estatal explicou que elimina os registros, mas não entregou à corte o normativo que, em tese, autoriza a prática.”
Que surpresa…
“A corte quer saber em que condições os arquivos são apagados e desde quando.”
É o mínimo, não?
“Dois conselheiros de administração informaram ao Estado que a estatal ‘tradicionalmente’ destrói as gravações.”
De fato, queima de arquivo é tradição no PT. Mas não vou falar de Celso Daniel agora.
“O procedimento só cessou após a Operação Lava Jato, deflagrada em março do ano passado, como forma de ‘manter’ informações e evitar problemas com os investigadores.”
Claro. Transparência, só para o período pós-falcatruas.
“’As atas das reuniões são um registro precário. Certamente, um áudio permite visão bem mais completa do que ocorre (nos encontros)’, disse, reservadamente, um dos conselheiros.”
Sem dúvida. Mas o Estado brasileiro aparelhado pelo PT não gosta de deixar rastros.
“Eletrobras e Caixa explicaram que os encontros de seus conselheiros de administração são registrados somente em atas. O Banco do Brasil informou que a gravação não é praxe e só ocorre quando as discussões são mais complexas, para facilitar a elaboração das atas. Nesses casos, depois da produção dos documentos, as gravações são apagadas, informou a assessoria.”
O maior programa de governo do PT é o Transparência Zero.
Posso imaginar a corrida, neste momento, para fabricar o documento do Regimento Interno, quem sabe com uma data de 1500, à chegada de Cabral.
Felipe Moura Brasil ⎯ http://www.veja.com/felipemourabrasil
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Dilemas na economia - MÍRIAM LEITÃO

quinta-feira, abril 30, 2015

Dilemas na economia - MÍRIAM LEITÃO

O GLOBO - 30/04

O Banco Central votou ontem diante do pior dos dilemas de uma autoridade monetária: a economia estagnada já encolheu a arrecadação e, mesmo assim, a inflação está bem acima da meta. O BC elevou os juros para 13,25% para derrubar o índice de preços cuja alta se deve, em grande parte, ao tarifaço da energia. Os juros vão enfraquecer mais a economia e o recolhimento de impostos.

Mesmo diante do quadro de estagnação a caminho da recessão, o BC tem que continuar subindo os juros para evitar a contaminação das expectativas, ou seja, a impressão de que o governo vai deixar a inflação continuar subindo. O problema é que, como se viu ontem, o governo está arrecadando menos e fazendo um superávit primário pífio para quem tem que atingir o ajuste de 1,2% do PIB.

A declaração do ministro Joaquim Levy, lembrando que a dívida do país ainda pode ser rebaixada a grau especulativo, mostra a corda bamba na qual se está fazendo política econômica no país. A conjuntura está tão cheia de complexidades que os ajustes criam desajustes. A elevação dos juros, por exemplo, é o pior remédio para uma economia já enfraquecida, mas é isso ou ver a inflação subir cada vez mais.

O economista Luiz Roberto Cunha, da PUC do Rio, calcula que a inflação em abril deve ficar em torno de 0,75% e 0,80% e depois vai cair para níveis menores. Só que a cada mês o número será maior do que no mesmo mês do ano passado. O que significa que o acumulado em 12 meses continuará subindo até agosto e deve atingir 8,5%. Só começa a cair no final do ano, mas a previsão é de que fique entre 8% e 8,2%.

Se está tudo previsto, por que o Banco Central elevou de novo os juros para o escorchante nível de 13,25%? O BC tem que atuar para evitar que os preços livres subam. Quanto mais ele derrubar esses preços, mais impedirá que uma inflação tão alta incentive uma nova indexação na economia.

- E terá que ficar vigilante no ano que vem, porque, se houver uma recuperação da economia, muitas empresas que estão hoje comprimindo margens podem querer aumentar os preços - disse Luiz Roberto Cunha.

Em outras palavras, os juros terão que ficar altos por muito tempo. A boa notícia é que a maioria dos economistas acredita que está chegando ao fim este ciclo de aperto monetário. A Selic não deve subir muito mais além do nível a que chegou ontem. Entretanto, dificilmente ela poderá cair no curto prazo.

As famílias terão um pouco menos de desconforto daqui para frente porque os preços dos alimentos sobem pouco nesta época do ano e, segundo Luiz Roberto Cunha, alguns itens importantes ficarão mais baratos, como milho, feijão, frango.

- Nesta época do ano, os preços de alimentos ficam mais baixos. Além disso, a energia elétrica, que subiu fortemente no começo do ano, subirá de forma mais moderada nos próximos meses. O pior do tarifaço de energia já passou. No acumulado em 12 meses, a inflação continuará subindo, mas a taxa mensal de maio em diante deve ficar entre 0,45% a 0,50%, o que é mais alto do que no ano passado, mas menor do que os números acima de 1% mensal nos primeiros três meses de 2015 - diz Cunha.

O Banco Central, ao avaliar a conjuntura como fez nos últimos dois dias, vê uma inflação que dará algum motivo de alívio ao consumidor, mas que, ao mesmo tempo, está muito acima do teto da meta. Ele quer que no final de 2016 o índice esteja no centro de 4,5%, portanto, é agora que tem que agir.

O problema é que do ponto de vista do nível de atividade este é o pior momento para subir juros. O PIB caiu no primeiro trimestre e não vai se recuperar no segundo tri. O melhor cenário é que comece a melhorar nos últimos três meses do ano.

O quadro econômico é de fato um dos mais difíceis dos últimos anos. Em 2003, foi preciso apenas um choque de credibilidade para derrubar o dólar, que havia disparado com medo de a política econômica de Lula ser a que ele sempre havia defendido. A queda do dólar e a confiança na equipe econômica permitiram a redução da inflação. Agora, tudo está mais confuso. O governo Dilma está na estranha situação de tentar corrigir o que ela mesma fez no mandato passado.

Governo pressionado - MERVAL PEREIRA


quinta-feira, abril 30, 2015

O GLOBO - 30/04

Andou meio em moda entre os petistas a avaliação de que o pior já passou. A presidente Dilma teria permanecido estável nos baixos índices de popularidade, segundo os trackings diários de pesquisas de opinião, o que significaria que ela havia chegado ao fundo do poço, de onde só poderia subir. Ledo e ivo engano, como diz o Cony.

As más notícias começaram a surgir aos borbotões. O salário dos trabalhadores teve uma queda recorde em fevereiro, a maior em 12 anos. O desemprego subiu pela terceira vez seguida. Após um déficit de R$ 7,4 bilhões em fevereiro, o governo central - que reúne Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central - registrou superávit primário de R$ 1,463 bilhão em março. O resultado representa uma queda de 54,3% na comparação com o registrado em março do ano passado.

No acumulado do primeiro trimestre, de janeiro a março, o resultado primário do governo central caiu 65,8% na comparação com o mesmo período do ano passado. O superávit primário ficou em R$ 4,485 bilhões, ante R$ 13,120 bilhões nos três primeiros meses de 2014, o pior superávit do período desde 1998.

O FMI prevê que o Brasil terá a maior desaceleração da economia em mais de duas décadas. O resultado é que a presidente não tem condições políticas para convocar uma cadeia nacional de rádio e televisão para falar ao povo no Dia do Trabalho. Melhor dizendo: o governo do Partido dos Trabalhadores não falará aos próprios no dia 1º de Maio, como sempre fez nos últimos 12 anos.

Tanto Dilma quanto Lula não têm mais condições de sair na rua sem que o ambiente esteja previamente controlado pelo esquema de segurança petista. Coube ao Ministro da Fazenda, Joaquim Levy, o responsável terceirizado pela política econômica do governo, lembrar aos políticos que o pior ainda não passou.

Levy, quando assumiu a Fazenda debaixo de desconfiança dos petistas, tinha uma bala na agulha: cada vez que sofria um ataque de desestabilização, lembrava que o país poderia perder o grau de investimento, o que seria desastroso.

Como essa ameaça foi superada no plano imediato, os inimigos desse estranho no ninho voltaram à carga, querendo reduzir o ajuste fiscal que ele montou como medida básica para retomar o caminho do crescimento que, já se sabe, será difícil: a previsão otimista para 2016 é um crescimento do PIB de 1%, devolvendo a queda que está prevista para este ano. Na melhor das hipóteses, sairemos desses dois anos de reajustes no empate de zero a zero, quando não no negativo.

Levy teve que voltar a mostrar o fantasma do rebaixamento ontem. Lembrou que o Brasil "está mais próximo dos bonds especulativos do que exatamente do investment grade". Se não fizermos o ajuste fiscal, a ameaça volta "a galope", advertiu.

O Ministro da Fazenda trata de coisas imediatas, como o fim de incentivos tributários, mais especificamente o programa de desoneração da folha de pagamento das empresas, que Levy chamou um dia de "brincadeira que saiu cara". O custo anual de R$ 25 bilhões não deu retorno na geração de emprego.

A redução dos benefícios trabalhistas e previdenciários é considerada essencial pelo governo para a realização do ajuste fiscal. Enquanto isso, a presidente Dilma se defronta com um obstáculo sério no Congresso, que é o embate político da regulamentação da terceirização.

O ex-presidente Lula está em campanha pública para que ela vete as mudanças propostas, alegando que elas precarizam o trabalho e retiram garantias trabalhistas, levando o mercado de trabalho para a era pré-Vargas, cuja legislação Lula tanto criticou em outros tempos. Os sindicatos estão em pé de guerra pelo país.

Mas uma boa parte da base aliada quer regulamentar a terceirização, como maneira de aumentar a produtividade da economia. O PMDB está dividido, mas pressiona Dilma a se posicionar. O momento não é de fazer bondades. Mas as maldades que são necessárias podem desestabilizar de vez o governo.

E Renan, o novo porta-voz de Lula, já se prepara para migrar para o PT e disputar o lugar de Rui Falcão. É ridículo! POR REINALDO AZEVEDO



Precisamos descobrir que empresa o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), contratou para cuidar da sua imagem. A turma trabalha bem. Mais um pouco, ele pede desfiliação do PMDB, se junta ao PT e disputa o lugar de Rui Falcão. Tenha a santa paciência!
Renan não se limita mais a combater o projeto da terceirização. Não! Pra ele, é pouco. Agora também pede um “pacto pelo emprego”. Uau! Quem pode ser contra o emprego, não é mesmo? A questão é saber o que isso significa. Ele, certamente, não tem a menor ideia. Mas e daí? Eu convoco o senador a ser menos modesto. Por que não também um pacto pela felicidade, pela bem, pelo belo, pelo justo, por fitilhos que funcionem nos pacotes de biscoito, pelo sinal de telefonia, pela moderação no uso de óleo de gergelim (essa praga!) — sou alérgico!; contra o pum em elevador; para que as pessoas aprendam a usar escada rolante; contra gente que fala alto; contra os cretinos que levam aparelho de som para a praia… Há tanta coisa a cuidar nesse mundo! Um reformador como Renan Calheiros não pode se dispensar de pensar as coisas essenciais para o bem-estar do  brasileiro e da humanidade. Pode começar pensando: “Não seria melhor que jabuticaba nascesse numa rama e melancias em árvores; não seriam, assim, esses frutos mais compatíveis com seu respectivo caule?” Que piada!
O homem que é dono de alguns cargões na República agora quer, a exemplo de Lula, que Dilma se lance de peito aberto contra a terceirização, como se esse fosse um assunto do governo, não da sociedade; como se a oposição à proposta não fosse basicamente do interesse do PT e, agora, dele próprio, na sua luta contra Eduardo Cunha. Renan diz, cheio de honra e moral: “O pior papel que o PMDB pode fazer é substituir o PT naquilo que tem de pior, que é o aparelhamento do Estado. O PMDB não pode transformar sua participação no governo em uma articulação de RH para distribuir cargos e boquinhas. Isso tudo faz parte de um passado do Brasil que nós temos de deixar para trás”.
Pois bem… Então por que não começa ele próprio a devolver os cargos de que dispõe? Renan sabe, por exemplo, que sugeriu o nome de Bruno Dantas, seu ex-assessor, para a vaga aberta no Supremo. Trata-se de um talentoso, me dizem, rapaz de 37 anos, mas sem trajetória que explicasse a indicação. O presidente do Senado já o havia guindado ao Tribunal de Contas da União. Parece o novo líder de esquerda é contra, digamos, o guichê alheio. Lewandowski, que é relator de um processo contra o próprio Renan, convenceu o presidente do Senado a parar de se opor a Luiz Edson Fachin e suas ideias deletérias…. Com quais argumentos?
O homem que diz não querer o PMDB disputando cargos está num embate com os petistas, no momento, para levar a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Ele quer n o posto Fernando Mendes, atual diretor adjunto de Coordenação e Articulação do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária, mas os petistas preferem Jarbas Barbosa, secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde.
Tudo indica que Renan está lutando, entre outras coisas, é para que a distribuição de cargos não tenha uma certa centralização nas mãos de Michel Temer, novo coordenador político do governo. É claro que isso concorreria para diminuir o poder de um presidente do Senado que sempre soube lidar muito bem com a distribuição de benesses.
O Renan como novo líder “progressista” é música para embalar tolos. Isso só atende aos interesses do PT lulista e, claro, a seus próprios interesses. Como de hábito.
Por Reinaldo Azevedo

O Movimento Brasil Livre em movimento: "Marcha pela liberdade completa uma semana" Com Blog Reinaldo Azevedo - Veja


Vejam esta foto.


Marcha Pela Liberdade


Integrantes do Movimento Brasil Livre (MBL) deram início, há uma semana, a uma marcha rumo a Brasília. A pauta dos caminhantes conta com dez reivindicações. A primeira é o impeachment da presidente Dilma Rousseff. Cliqueaqui para ler a íntegra do manifesto da “Marcha Pela Liberdade”.
O MBL e outros movimentos que apoiam a marcha marcaram para o dia 27 de maio, em Brasília, uma manifestação em favor do impeachment.
Kim Kataguiri, um dos coordenadores do MBL, enviou ao blog, na noite desta quarta, o seguinte relato.
*
Saímos da Praça Panamericana na sexta-feira passada, ao meio dia. Vinte e três pessoas se comprometeram a nos acompanhar de São Paulo a Brasília, numa caminhada de mais de mil quilômetros, que deve durar 33 dias. Estamos no fim do sexto dia. Andamos cerca de 160 km, e, apesar do cansaço, das dores e das doenças, o pessoal está muito animado.
Fomos recebidos muito bem nas mais de 10 cidades do interior de São Paulo pelas quais passamos. Em todas elas, ofereceram-nos lugar para dormir, café da manhã, almoço e jantar. Quando agradecemos a ajuda, as pessoas dizem que gostariam de colaborar ainda mais e se mostram gratas, com bastante convicção, pelo nosso esforço.
É notável também o apoio dos caminhoneiros. Quase todos que nos veem andando pelas rodovias buzinam e gritam palavras de apoio. Quando discursamos nas praças, as pessoas param para nos ouvir e nos aplaudem a cada frase.
Em todas as cidades nas quais paramos, convocamos a população a estar em Brasília no dia 27 de maio. Até agora, unidades do MBL país afora já confirmaram a ida à capital federal de 197 ônibus. Outros grupos, como o Revoltados Online e o Vem Pra Rua, já estão demonstrando seu apoio, seja dando suporte para a marcha, seja organizando caravanas para o grande ato do dia 27, em Brasília.
Entre bolhas, gripes e pés torcidos, encontramos motivação no apoio da população. Temos a certeza de que, se pudessem, muitos milhões estariam caminhando conosco.


Paraná: A democracia, a moderação e os vândalos. Ou: Não existe democracia na base da porrada e da força bruta - POR REINALDO AZEVEDO


Muita gente se feriu nesta quarta, em Curitiba, num confronto entre servidores, a maioria professores, e a PM. Segundo a Prefeitura, foram 213; segundo o governo do Estado, 60 — 20 seriam policiais. Qual era o busílis? Os manifestantes queriam invadir a Assembleia Legislativa para impedir a votação de um projeto que muda regras da Previdência. Já chego lá.
É claro que um conflito com tantos feridos tem tudo para não ser um exemplo de operação bem-sucedida de contenção de ânimos. Mas é preciso ver a coisa com calma. Quando é que os sindicalistas e congêneres vão entender que a democracia não pode ser exercida na base da porrada, da força bruta, da invasão? Que se note: os manifestantes não queriam “acompanhar” a votação do projeto; o objetivo era impedir a sessão no braço, e isso, meus caros, é apenas inaceitável. Basta ver com calma as fotos e vídeos neutros — isto é, que não têm o objetivo deliberado de criminalizar os policiais —, e lá se encontram os truculentos de sempre. Treze pessoas foram presas. Entre elas, há black blocs, é claro!
E aqui cabe uma observação importante: os mascarados só participam de manifestações quando os organizadores permitem. Alguém viu esses vagabundos nos atos contra o governo Dilma, por exemplo? Não! Se aparecessem, seriam escorraçados.
Depois dos recentes protestos contra o petismo, aprendemos algumas lições básicas. Definitivamente, não são as Polícias Militares que promovem a violência — e isso eu já sabia, é claro —, mas os manifestantes de grupelhos de esquerda. E cabe à polícia descer o porrete? Depende. Se tentam invadir a Assembleia Legislativa à força, por exemplo, cabe, sim!
Mas também cabe à PM investigar se houve excessos. Há relatos de que policiais avançaram contra jornalistas, por exemplo. Um cão pitbull mordeu um cinegrafista da TV Bandeirantes. Jatos d’água teriam sido empregados contra outra equipe de TV. Um repórter foi ferido no rosto por uma bala de borracha. É preciso que se apure o óbvio: esses profissionais foram colhidos pela confusão e pelo confronto, ou houve ação deliberada para impedir o seu trabalho? Na segunda hipótese, os responsáveis têm de ser punidos. A função da polícia não é impedir o trabalho dos jornalistas.
O projetoQual é o busílis em jogo? O governo Beto Richa enviou à Assembleia Legislativa projeto — aprovado ontem — que transfere 33 mil servidores aposentados com 73 anos ou mais do Fundo Financeiro, mantido pelo Tesouro Estadual, para o Fundo Previdenciário, que é financiado com contribuições de servidores e do próprio governo. Até onde a vista alcança, os beneficiários não terão nenhum prejuízo. As lideranças do funcionalismo, no entanto, alegam que a mudança vai comprometer, no longo prazo, a saúde financeira do Fundo Previdenciário, o que governo nega.
Que se apure se houve os excessos. Comprovados, que sejam punidos. Mas que se reitere o óbvio: não existe democracia na base da intimidação, do cerco, da violência e da invasão. O regime democrático não deve tolerar a ação de vândalos. E é notório que as esquerdas decidiram elevar o grau de violência em seus atos de protesto, nesses tempos em que suas teses estão sendo banidas do horizonte da maioria dos brasileiros.
Por Reinaldo Azevedo

Isto é manifestação “pacífica” de “professores”? Com Blog Felipe Moura Brasil - Veja

Esta imagem não está nos portais:


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A que está é essa, claro:

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Como comentei no Facebook após meu outro post a respeito:
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"É nosso, mas não dá para pegar", por Carlos Alberto Sardenberg


O Globo

BRASIL PERDEU A CHANCE DE LICITAR CAMPOS DE PETRÓLEO NO MOMENTO EM QUE ÓLEO APRESENTAVA OS MELHORES PREÇOS DA HISTÓRIA


A Petrobras não está cumprindo os índices de nacionalização nos equipamentos que opera.

A Petrobras está atrasada na exploração de campos do pré-sal na Bacia de Campos, sofrendo por isso reclamações da Agência Nacional do Petróleo.

A companhia não está em condições financeiras de pesquisar e explorar novos campos, por isso vai se concentrar nos poços já em produção.

A estatal não tem condições de assumir novas responsabilidades na exploração do pré-sal.

Não é campanha do contra. São comentários feitos pelo presidente da empresa, Aldemir Bendine, em depoimento no Senado.

E deles se conclui que a Petrobras está simplesmente bloqueando novos investimentos no pré-sal. Assim: a legislação atual exige que a estatal seja dona de 30% de todos os poços do pré-sal e a única operadora de todos eles. Isso exige dinheiro, coisa em falta na companhia.

Como admitiu Bendine, se a ANP lançasse agora uma rodada de concessões no pré-sal, a Petrobras teria “dificuldades”, modo elegante de dizer que não tem recursos para fazer novos investimentos no que quer que seja, de poços a refinarias. O caixa “não é confortável”, explicou.

Perguntaram a ele se apoiaria a mudança na legislação, de modo a aliviar as obrigações da Petrobras e permitir que outras empresas, nacionais ou estrangeiras, comprem e explorem novos campos do pré-sal. Disse que não cabia a ele iniciar esse debate.

Mas está na hora de se iniciar, pois a situação é clara: ou se muda a regra atual, abrindo o pré-sal à exploração privada completa, ou não haverá novos investimentos ali até que a Petrobras se recupere, o que vai levar tempo.

Tudo considerado, verifica-se que a mudança na legislação do petróleo patrocinada por Lula e Dilma não cumpre nenhum de seus objetivos.

Deveria fortalecer a Petrobras, reservando para ela o filé do mercado. A companhia não tem nem para o picadinho de segunda.

Deveria acelerar a exploração da riqueza do pré-sal. Está travando.

Deveria nacionalizar os equipamentos. Produziu uma imensa confusão, e possivelmente corrupção, pois não há regras claras de como verificar a nacionalização de equipamentos complexos. Além disso, empresas locais não têm condições de atender às necessidades do setor, o que encarece e atrasa a entrega dos equipamentos.

Isso sem contar os cinco anos sem novos rodadas de concessão, de 2009 a 2014, enquanto se tratava de mudar a legislação. O Brasil perdeu a oportunidade de licitar campos de petróleo no momento em que o óleo apresentava os melhores preços da História.

Quando apresentou seu balanço, a Petrobras colocou R$ 44 bilhões como perdas em consequência de ineficiência, má gestão e mudanças no mercado.

Pois parece que o país perdeu muito mais que isso.

CRISE MORAL

Foi há poucos dias: o primeiro-ministro da Coreia do Sul, Lee Wan-Koe, renunciou em consequência de denúncias de corrupção.

A denúncia: teria recebido fundos ilegais em sua campanha para deputado, no valor total de R$ 80 mil — dinheiro que os promotores da Lava-Jato nem levariam em consideração.
O denunciante: um empresário que diz ter feito os pagamentos.

O empresário suicidou-se. No bolso de seu paletó, a polícia encontrou uma lista de nomes de políticos que haviam sido subornados.

O primeiro-ministro, que estava nessa lista, alegou inocência, mas disse que não tinha mais condições éticas de permanecer no cargo. Afinal, ele havia assumido o cargo prometendo “guerra à corrupção”.

Dois anos atrás, outro primeiro-ministro renunciou, ao assumir a responsabilidade pela ineficácia dos órgãos públicos na prevenção e no resgate às vítimas do naufrágio de um barco lotado de estudantes. Reparem: ele se considerou responsável pelos erros de funcionários de vários escalões abaixo e sobre os quais não tinha controle direto. Mas estava certo: ele tinha, digamos, o domínio do governo.

Por aqui, os presidentes da Câmara, Eduardo Cunha, e do Senado, Renan Calheiros, são investigados no Supremo Tribunal Federal, e acham que isso não tem nada demais. Não largam o cargo porque certamente lá têm mais força para fugir das acusações.

E todo mundo vai deixando por isso mesmo.

Os conflitos se multiplicam. Renan, por exemplo, comanda o processo de aprovação de um novo ministro para o Supremo — ministro que irá julgá-lo.

Tem gente que acha isso moralismo. Mas está na cara que tem uma grave crise ética no país.