quinta-feira, 11 de abril de 2013

MELHORAR O QUÊ? Rafael Brasil

Em campanha publicitária, Eduardo Campos vai bater na tecla do "vamos fazer melhor". Como se o governo petista padecesse apenas de um melhor gerenciamento. O que o Brasil menos precisa é de estado, e seus malfadados tecnocratas, que vem atuando desde que Getúlio se meteu, mesmo tardiamente, no reboliço de trinta. O povo tem que se ver livre dessa gente, e ter condições de produzir e trabalhar. O que está aí não tem mais conserto. Tem que privatizar todas as estatais, (salvo as instituições de pesquisa), sobretudo os bancos. E abrir a economia, reforçando laços com países de tecnologia de ponta, e capacidade de investir. Precisamos de infraestrutura, maior investimento na pluralidade energética, reformas política, sindical, trabalhista, tributária, judiciária, federativa, ou seja, um novo aparato institucional para possibilitar as necessárias mudanças. Para isso precisamos de um forte partido liberal, mas não temos nenhum projeto do mesmo. Porém, as idéias liberais são apropriadas pelas esquerdas social democratas, e apresentadas como genuínas perante à opinião pública. Quando acossados pela ocasião, privatizam, mas sem dizer o nome, que para muitos significa palavrão. 
Um verdadeiro candidato de oposição teria que dizer os malefícios que o estado agigantado e sem controle faz à população, sobretudo os setores mais pobres. É apontar os malefícios das corporações estatais de funcionários públicos, sobretudo sua elite, que há anos roubam à nação. Para nós, nunca foi tão atual a idéia de que, cada vez mais somos governados pelos mortos. No caso o velho Getúlio, que antes de morrer já tinha selado o acordo tácito entre os setores ditos nacionalistas de direita e a esquerda. Modelo mantido, grosso modo, pelos militares, com exceção de Castelo Branco. Há décadas este "modelo" faliu. Restam os aproveitadores de sempre. O povo  novamente se ilude, e o país não muda. E esquerda conservadora é pior do que a direita. Muito pior. E quem é reacionário e conservador hoje é a esquerda. É a frente unida contra o desenvolvimento e a erradicação da miséria. Aliás, com,o viveria este povo com a real erradicação da miséria? E assim caminhamos rumo ao obscurantismo mundial.  

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