domingo, 27 de fevereiro de 2011

AK-47.

Não sou apologista da violência, muito pelo contrário. Nunca possuí arma alguma, apesar de ter um grande fascínio por elas. Frequentemente leio artigos, baixo livros na internet ou compro as revistas na banca sobre esse tema. Não sou um grande conhecedor do mundo bélico, mas um grande curioso. Devoro tudo relacionado à Segunda Guerra Mundial. Pesquiso sobre o Dia D (séries como Band of Brothers, The Pacific; filmes como O Resgate do Soldado Ryan, Círculo de Fogo, A Guerra de Hart) a guerra no Pacífico, a Blitzkrieg alemã, o Exército Vermelho soviético e todos os equipamentos utilizados nesta e em outras guerras. Achei muito interessante uma reportagem da revista Seleções que trata da arma mais mortífera já criada pelo homem: o fuzil soviético de assalto leve AK-47. Trata-se de uma arma tecnicamente fantástica. Eficiente e cruel. Diz a revista que tal fuzil mata por ano, em média, 250 mil pessoas em todo o globo. É pop. Está estampada em bandeiras como a de Moçambique, como também é citada em alguns hinos nacionais de algumas ex-repúblicas soviéticas como Uzbequistão e Quirguízia.
A sigla AK, vem de Avtomat Kalashnikova, em homenagem ao seu criador, um oficial do Exército Vermelho chamado Mikhail Kalashnikov, no ano de 1947, daí o número no fuzil.
Já em plena Guerra Fria, o AK-47 foi uma revolução se comparado aos resumidos rifles de três, quatro anos antes. Ele não emperra, não trava na chuva, lama ou areia; tem custo baixíssimo ( chega a ser vendido por 100 dólares em alguns países, contra 4700 reais do FAL-762- brasileiro), é de fácil manuseio, robusto mas leve, podendo ser operado até por crianças; requer pouca ou nenhuma limpeza e manutenção e tem duração de até 40 anos ainda mantendo a eficiência. É a arma mais vendida no mundo e a preferida dos terroristas e grupos insurgentes. A URSS fez questão de espalhá-lo por todos os seus países satélites ou alinhados com Moscou no período da Guerra Fria. Ainda hoje é produzido na Rússia e o Estado Russo é quem detém sua patente. Já foram produzidas muitas versões desde 1947 mas pouca coisa mudou na arma. Vários países usam-no como arma padrão de suas forças armadas. A China o pirateia desde a década de 1960.
Durante a Guerra do Vietnã, militares norte-americanos encontraram um soldado vietcongue morto e enterrado com o seu AK-47. O coronel David H. Hackworth aproximou-se do corpo, retirou a arma da lama, puxou o ferrolho e disse: "eu vou mostrar para vocês como uma verdadeira arma de infantaria funciona". E disparou 30 tiros como se o fuzil estivesse novo em vez de enterrado na lama por meses. Trata-se de uma arma de grande eficiência, comprovada nos invernos europeus, nos desertos do Oriente Médio, e nas florestas da Ásia, África e América. Também, ao lado da israelense UZI, é a arma preferida pelas máfias. O Brasil, como aliado dos EUA e país parceiro (não-membro) da OTAN, nunca usou o AK em suas forças armadas.
O Exército Brasileiro disse em 2004 que não pretende adotar o AK-47 pois a mesma não atende aos requisitos técnicos necessários, além de ser uma arma popularizada e com fama de ''arma de guerrilha''. Segundo a instituição, o Brasil está desenvolvendo um projeto nacional de rifle de assalto, mais sofisticado e exímio, com capacidades de empregar tecnologias periféricas (palavras fortes pra um exército tão pífio) comparado ao norte-americano M4.
É esperar pra ver.

3 comentários:

  1. legal seu post tb sou fã da ak é sem sombra de duvida a mais poderosa e eficiente e isso é provado cada vez que vemos guerras mundo a fora , não há conflito sem uma ak ....

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  2. Sou muito Fã do ak 47, e o melhor da historia!

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