domingo, 29 de novembro de 2009

O PRÍNCIPE ENGAIOLADO

Inúmeros políticos, de senadores a prefeitos se submetem a ser laranjas. Em outras palavras, são políticos insignificantes, que se elegem, mas não mandam em nada. Na realidade são manipulados pelas verdadeiras oligarquias regionais, mais precisamente, as já há muito saturadas, oligarquias de cunho familiar. Muitos, destemidos, rompem com seu criador, e alçam vôos mais próprios. Ou pelo menos tentam. Alguns não rompem totalmente, mas tentam imprimir cores novas, ou próprias à administração. Porém, muitos ficam quietinhos, corroborando com as mais terríveis falcatruas para engordar os bolsos dos oligarcas. Roubam para os outros, e se contentam com as migalhas, sentindo-se muito satisfeitos com tal situação. Neste sentido, Caetés é emblemática. A cidade está sem prefeito, há muito tempo. A prefeitira é administrada como um feudo, e para trabalhar por lá, é preciso se áulico da oligarquia Sampaio. Como toda ditadurazinha de plantão, quem critica, é visto como inimigo da oligarquia, e se possível, vítima de implacável perseguição política. O chefe da oligarquia, que sonha em ser deputado estadual, nunca residiu na cidade, mas é sempre informado por um séquito de seguidores regiamente pagos por ele , além de sua família de tudo o que acontece no município. Como o município é muito pobre, mais de 90% do emprego formal é da prefeitura, e a maioria dos funcionários é contratada, ficam todos pelando de medo de serem demitidos, mesmo recebendo salários de 150 reais. Desde que assumiu o poder que o oligarca e sua família não faz concurso público, para melhor controlar este séquito de seguidores trabalhadores miseráveis, contratados, e facilmente demissíveis, porque não são efetivados, o que só poderia acontecer através de concurso.
O prefeito e a maior parte de seus familiares, são tão corruptos, que todos construíram casas, inclusive chácaras, e andam em automóveis novinhos em folha, devidamente pagos pela prefeitura. O próprio prefeito, antes de roubar a eleição de Rafael Brasil, tinha um fiat uno. Antes andava de fusca. Hoje, seu filho que não tinha nem bicicleta, dizem que tem agência de automóveis em Recife, e anda em luxuosos carrões. Nada contra o fausto e o luxo, desde que sejam frutos do trabalho de quaisquer pessoa. Mas não é esse o caso. São bens roubados deste pobre municipio, um dos piores IDH do estado, aonde roubam sobretudo da merenda escolar. E o oligarca mor, de codinome Zé da Luz, o chefe da quadrilha, tem mais de quarenta processos na justiça estadual, sem falar de um dos integrantes principais da chamada operação suíssa da Polícia Federal, do festival de fraudes em licitações. Como a justiça é leniente e incompetente, para dizer o mínimo, sujeitos como esse, ainda são elegíveis neste Brasil afora. E o povo, além de vítima, também é culpado em votar nessas figuras. Geralmente votam por dinheiro, ou por medo de perder algum empreguinho, ou mesmo pequena sinecura da prefeitura, que pode ser alguma prestação de serviços, como levar estudantes em carrocerias de caminhões nas empoeiradas e esburacadas estradas do município. Nunca se viu corrupção igual em nossa pobre e corrupta região. E que a pobreza e a ignorância levam à submissão quase total aos poderes locais.
Diante desa situação, elegeram um prefeito de fora da família, depois de lutarem na justiça para elegerem o filho do prefeito. Este, que era vice-prefeito do próprio pai, anda com as contas penduradas na justiça por enormes falcatruas cometidas em seu mandato tampão, digamos assim. Hoje é secretário das finanças da prefeitura. Quanto ao prefeito, arranjaram um apartamento para ele em Recife, e praticamente o trancafiaram na capítal. Nem em cargo de terceiro escalão ele apita. Só aparece em Caetés em solenidades, e as autoridades estaduais nem citam seu nome, dado a irrelevância política e administrativa do mesmo. Dizem que ele fez um acordo para ganhar quinze mil por mês, e ponto final. Depois de tudo isso, o prefeito deve sair com muito dinheiro, que certamente irá gastar com os advogados para livrá-lo das garras da justiça. Veremos o final dessa história.
Felizmente, aos trancos e barrancos Caetés tem crescido relativamente na última década. Fruto da urbanização desencadedada no país nos últimos tempos, fazendo a população rural a decrescer a meros 15% da população total do país. O crescimento se deu, sobretudo pela inocorporação dos benefícios sociais criados e ampliados na última década, sobretudo depois da criação do real. Paradoxalmente, o crescimento veio da própria miséria, de um município aonde impera a agricultura de subsistência, de minifúndio, uma perfeita fórmula para o agravamento dos problemas sociais. A miséria trouxe o dinheiro dos programas sociais , que por sua vez fortaleceu o comércio local, gerando renda a pessoas que não dependem mais de prefeitura para subsistir. E são essas pessoas que o prefeito e sua terrível máquina de explorar os pobres não consegue dominar. E é aí que a oposição cresceu, e agora está muito maior. Felizmente, diga-se de passagem.
O prefeito e sua equipe são tão incompetentes, que com Lula na presidência, Caetés poderia ter pelo menos a questão do saneamento e da falta d’água resolvidas. Como todos sabem, Lula é de Caetés, ou pelo menos nasceu aqui. Se não é a sua terra, culturalmente falando, pelo menos serve para enfeitar sua biografia mitológica que está se formando. Mas nada. Essa gente quer mesmo o atraso e a ignorância da população, pois assim é mais fácil dominar. E o prefeito, aprisionado em um apartamento em Recife, contabiliza seus reais. Seria bom contabilizar os milhares de reais que deverá pagar para seus futuros advogados num futuro mais próximo pelas maracutaias que assina para os outros roubarem. Uma vergonha. E todos andam em carros de luxo, talvez para demonstrar aos jovens, o quanto o crime compensa nesse país. Um “exemplo” para os mais jovens. Como é bom ser picareta nesse país...



BLOG DE ROBERTO ALMEIDA

É bom, leve, regional e globalizado, muito bem feito por um grande profissional do jornalismo da região o nosso Roberto Almeida. O homem de Neanderthal, segundo Geneton Moraes Neto, no tempo em que jogávamos futebol, nas areias do Janga, lá pelos anos setenta. Estamos velhos, hein Roberto, mas a chama continua. Geneton o chamava de Homem de Neanderthal, não pelas suas idéias claro, mas é que o bicho, ainda mais sem camisa, era feio mesmo. Agora, depois de velho, está até mais jeitoso, digamos assim. Geneton para quem não sabe, é um dos nossos grandes nomes do jornalismo nacional. E Roberto é muito melhor do que figuras como Inaldo Sampaio, ou mesmo outras figuras do jornalismo estadual.
E o blog do Roberto hoje é o mais lido em toda a região, inclusive aqui em Caetés.

MERENDA

Por que a merenda de Capoeiras é muito melhor do que a de Caetés? Porque aqui roubam todas as vitaminas e proteínas das crianças, para sustentar o festival de corrupção que há muito assola o nosso município. Elementar, caro Roberto Almeida. Roubam a comida dos miseráveis, para comprar carrões e corromper eleições. Prender ladrão de galinha pode, mas corrupto gordo em seus carrões, fica mais difícil. Cadê a justiça? Estão também contando os seus tostões. E os juízes, promotores, desembargadores, ainda posam de sérios. Quá , quá, quá. Se não for para rir,é para chorar?

terça-feira, 17 de novembro de 2009

LULA E FHC

LULA E FHC

Ao aproximar-se a campanha eleitoral, que ademais já está começando, Lula, está tentando polarizar a campanha, entre ele e o ex presidente Fernando Henrique. Entre seus feitos e os de Fernando Henrique. Segundo a candidata meio biônica, porque laranja, o governo Lula dá de 400 a zero. Ou seja, vão tentar endeusar o já endeusado Lula, e demonizar as oposições, colocando-as sempre ao lado das “zelites”. E tome números e gráficos. Já a oposição está com medo da popularidade do presidente, e não só tem medo de bater no dito cujo, mas tem medo de defender o governo Fernando Henrique, o verdadeiro responsável pelo que de bom pode estar acontecendo agora. Quem melhor está fazendo pela oposição é o nosso velho Jarbas, senador pernambucano. O governo continua descaradamente gozando nos louros que são de Fernando Henrique, que foi a estabilidade financeira. Mas, como sabemos o país precisa de mais. E mais capitalismo, desonerando progressivamente quem produz e trabalha. Diminuir a burocracia e acabar com os marajás que corroem os dinheiros públicos nas três esferas, estadual federal e municipal, reformar a justica, a polícia, a cercar os corruptos de todos os lados para que eles realmente passem umas temporadas nas cadeias, estas devidamente reformadas e empliadas para dar espaço a mais gente. Muitos do PT estariam lá, com certeza. Fazer a reforma eleitoral, política e sindical, estes devidamente desatrelados do estado, e do mesmo não receberem um só derréis de mel coado. No Brasil até o futebol precisa ser reformado, ademais, num país que quer ser porogressiata ou o que quer que o valha precisa estar aberto à mudanças. Não este mausoléu do atraso, do patrimonialismo e da corrupção que ainda se mantém neste país. Um verdadeiro horror.
Agora que são Lula está aí com essa popularidade, tem muita gente, incrivelmente da oposição com medo de enfrentar a fera eleitoral. Bem feito foi Fernando Henrique. Acusou o aparelhamento do estado via fundo de pensões, o ovo da serpente de um novo fascismo tupiniquim, com fortes bases sindicais ligados ao estado, claro. No Brasil, ser revolucionário ainda é ser liberal. É tirar os inúmeros poderes das plutocracias que dominam o estado, e através dele, corrompem a politica. E Fernando Henrique quando fala, Lula fica brabo. Ele, como inúmeros petistas, sonham num mundo sem oposição. E Já está ficando difícil falar rm certas rodas contra o presidente. Só se calam quando indagados qual, ou quais as reformas empreendidas pelo presidente. Nenhuma. Só conversa fiada, e o apadrinhamento de amigos, aliados de última hora, e sindicalistas corruptos no estado, mamando indefinidamente nas tetas governamentais. Lula diz que sentem inveja dele, por se tratar de um analfabeto operário que governa melhor que os outros presidentes este enorme e complicado país. E tome discurso, todos os dias, durante os anos em que esteve na presidência, sobretudo depois do mensalão que ele agora insiste em não ter existido. O que ele quer encobrir mesmo, é que ele pode ser lembrado, por ter dado contuidade ao que foi feito anteriormente, sobretudo por Fernando Henrique. E, reaalmente foi uma boa coisa trair a esquerda, que ficoui caladinha com uns carguinhos, afinal ninguém é de ferro. Outros dizem que ele está com toda essa popularidade porque sabe se comunicar com o povo. Esta é a visão do meu amigo Robeto Almeida. Gostaria de ver o papo dele sem a estabilidade da moeda, ou mesmo se ele resolvesse implantar os planos heterodoxos da nossa esquerda.
Lula e o PT devem ter a consciência de que fazem parte de um processo histórico, iniciado pelos intelectuais do PSDB, liderados pelo professor Fernando Henrique, que apesar de social-democrata, provocou algumas aberturas no nosso famigerado capitalismo estatal. Estadista seria mesmo quem fizesse nossa revolução burguesa e capitalista, mas estes fatos são históricos. Se ele romper com a ordem cairá também, junto com sua popularidade, como um castelo de cartas.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Estou de volta ao blog, agora com nova roupagem. Voltarei a falar mal de muita gente, sobretudo do nosso "progressista" meio político. Principalmente neste momento em que assistimos o maior espetáculo de besteiras jamais proporcionado por um presidente na nossa famigerada, mas necessária república. Besteiras estas que são faladas , tão ao gosto do meu amigo Roberto Almeida, com um linguajar bem popular, que o povão entende. E o povo, apesar de não entender nada, aplaude, vendo Lula desafiar seus desafetos, principalmente Fernando Henrique um intelectual, que ele no fundo inveja mas detesta. O populismo messiânico politicamente é um horror. Seria, para nós, o fim da picada, nesse início de século. Podendo atrasar consideravelmente adoção de um sistema político e econômico verdadeiramente democrático, com o devido aperfeiçoamento das nossas ainda frágeis instituições. A América Latina sucumbe ao polulismo. E nós, aonde vamos?