sábado, 19 de agosto de 2017

Investigação confirma: Dilma 'trambique' cometeu irregularidade ao furar a fila do INSS para se aposentar Veja

Investigação confirma: Dilma 'trambique' cometeu irregularidade ao furar a fila do INSS para se aposentar

Veja

Resultado de imagem para foto de Dilma


O ex ministro da Previdência Carlos Gabas e uma secretária pessoal da ex presidente Dilma Rousseff foram até uma agência da Previdência na Asa Sul em Brasília, na manhã de 1 de setembro de 2016, conforme informou a Veja. Um dia antes, o Senado havia cassado o mandato da petista.

A presença do então já ex ministro da previdência chamou atenção na agência, principalmente por ele se isolar na sala do chefe do local. Pela desconfiança causada, um grupo de servidores vasculhou o sistema do INSS e logo descobriu que, no intervalo de poucos minutos em que Gabas esteve no local, o processo de aposentadoria de Dilma foi aberto e concluído sigilosamente no sistema. A secretária que acompanhava Gabas tinha procuração para assinar pela petista.

Dilma furou a fila de milhares de brasileiros e se aposentou em minutos com o salário máximo do teto previdenciário. O governo abriu sindicância para investigar o caso quando teve conhecimento.

Nesta sexta-feira as investigações foram concluídas e Dilma foi mesmo favorecida pela conduta irregular dos servidores que manipularam o sistema do INSS para furar a fila de benefícios.

Aposentadoria escandalosamente rápida


Sindicância concluída pelo governo constatou que a ex-presidente Dilma Rousseff,  furou a fila do INSS com ajuda de servidores e obteve benefício sem ter a documentação necessária na ocasião, segundo informações da Veja.
Um dia após a aprovação do impeachment no Senado ,em 31 de agosto de 2016, Gabas já ex-ministro do governo petista, chamou a atenção dos funcionários da agência ao surgir na porta e logo se isolar na sala do chefe da agência. O que o ex-ministro da Previdência faria ali?
No intervalo de poucos minutos que o ex-ministro e a secretária de Dilma estiveram na agência, o processo de aposentadoria da ex-presidente foi aberto no sistema e concluído sigilosamente.
Dilma deixou a condição de recém-desempregada para furar a fila de milhares de brasileiros e tornar-se aposentada com o salário máximo de 5 189 reais. Ao tomar conhecimento do caso, o governo abriu uma sindicância para investigar a concessão do benefício.
Quanto à ex-presidente, a sindicância recomendou apenas que ela devolva um mês de salário que teria sido pago irregularmente pelo INSS no valor de R$ 6 188 reais.

Moro nega suspensão de 2º interrogatório de Lula, o maior corrupto do Brasil


Luiz Vassallo, Fausto Macedo e Ricardo Brandt - O Estado de São Paulo



O depoimento de Lula a Moro. Foto: Reprodução
O juiz federal Sérgio Moro negou nesta sexta-feira, 18, o pedido da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para adiar seu interrogatório marcado para o dia 13 de setembro. Será a segunda vez que os dois ficam frente a frente, com o petista com réu em um processo da Lava Jato, em Curitiba.
“O pleito da Defesa de suspensão dos interrogatórios carece de qualquer base legal, motivo também pelo qual deve ser indeferido”, escreveu Moro, em seu despacho. O petista foi condenado a 9 anos e 6 meses por Moro, no processo do caso tríplex do Guarujá.

Documento


Nessa ação penal, Lula é acusado de receber R$ 12 milhões em propinas da Odebrecht, na compra de uma terreno em São Paulo, que serviria para sede do Instituto Lula, e de um apartamento no prédio em que o petista mora, em São Bernardo do Campo.
Os interrogatórios dos réus marcam a fase final de instrução dos processos. Após o termino dos depoimentos dos acusados, o juízo abre prazo para as acusações finais do Ministério Público Federal, as defesas finais dos réus, e aí começa a produzir a sentença.

Documento

A defesa de Lula requereu na quinta-feira, 17, a suspensão desse interrogatório e solicitou que o Ministério Público Federal apresentasse todas as correspondências trocadas com o Ministério Público da Suíça sobre o sistema “My Web Day” — exibindo, inclusive, a via eletrônica dos documentos para que sejam submetidos à perícia -, que era do o controle contábil do setor de propinas da Odebrecht.

Moro afirmou que “o pedido não tem cabimento”. “Se o MPF alega que não dispõe da prova pretendida, a afirmação merece fé. Não cabe trazer aos autos as eventuais comunicações entre o MPF e o Ministério Público da Suíça para satisfazer as especulações da Defesa”, decidiu o juiz.
“Indefiro, portanto, o requerido”.
Ao requerer a suspensão dos interrogatórios, a defesa argumentou ainda a necessidade de submeter ao contraditório papéis que foram juntados no dia 3 de agosto pelo Ministério Público, ‘após a realização de 34 audiências e a oitiva de 97 testemunhas’.
Um a um, Moro indeferiu os pedidos da defesa de Lula. “Pleiteou a Defesa ainda a suspensão dos interrogatórios para que os requerimentos probatórios anteriores possam ser previamente atendidos. Observa-se que parte desses requerimentos já foi atendida, outra foi tida como prejudicada ou indeferida, com o que a suspensão dos interrogatórios já não teria lugar.”

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

FUNDO PARTIDÁRIO: O MAIOR ROUBO DO MUNDO - Tom Martins

Alguém sabe quanto os partidos põem a mão em nosso dinheiro e colocam no fundo partidário? Se soubessem, políticos não sairiam na rua.
Este ano, 3,6 bilhões de reais dos pagadores de impostos serão destinados ao fundo partidário para financiar os partidos políticos. Apenas essa informação, num país pobre, sobretaxado e em crise, já seria um acinte, seja qual for o partido beneficiado. Mas a coisa fica pior.
Antes de mais nada, cabe citar a hipocrisia da velha imprensa, que encabeçou uma grande campanha contra o financiamento privado das campanhas eleitorais e, quando surgiu a informação de que 3,6 bilhões de dinheiro público seriam destinados aos partidos políticos (projeto petista), ensaiaram uma indignação de araque.
Mas, voltando ao ponto, ao analisarmos a distribuição dessa montanha de dinheiro do povo, percebemos a gravíssima distorção que ocorre quando o estado paga as campanhas políticas. Vejamos.
Os partidos de extrema-esquerda e sua base aliada vão receber dessa bolada o montante de R$ 1.965.575.343,00 (um bilhão, novecentos e sessenta e cinco milhões, quinhentos e setenta e cinco mil, trezentos e quarenta e três reais).
Extrema-esquerda:
PCO – 2.292.127
PCB – 3.270.732
PSTU – 5.472.075
REDE – 18.369.643
PSOL – 48.026.972
PPS – 68.148.419
SD – 84.260.444
PDT – 124.908.933
PSB – 242.186.995
PT – 447.050.613
PP – 275.776.938
PR – 222.010.565
PSD – 234.783.919
PROS – 47.442.922
PRB – 141.574.046
Total: 1.965.575.343,00
Já os partidos fisiológicos e os nanicos de esquerda, a maioria de vertente trabalhista e que apoiou a reeleição da Dilma e/ou foi contra o impeachment vão levar R$ 354.934.911.
Fisiológicos e nanicos de esquerda:
PTB – 127.118.825
PTdoB – 29.028.628
PRP -17.580.834
PMN – 10.545.380
PHS – 35.878.917
PTC – 14.933.467
PODE (PTN) – 62.129.189
PV – 57.719.671
Desta maneira, os partidos de extrema-esquerda, centro-esquerda (sem contar o PSDB e o PMDB) e os nanicos fisiológicos da base petista vão levar impressionantes R$ 2.320.510.254,00. Mais de DOIS BILHÕES, trezentos e vinte milhões, quinhentos e dez mil reais.
Simplesmente mais de 63% desse mundo de dinheiro roubado do “contribuinte” vai financiar o PSOL, o PSTU, o PCdoB, o PT e aliados.
Agora vejamos o espectro oposto e vamos a algumas explicações.
Propositalmente, o PSDB e o PMDB não foram incluídos nessa contagem da esquerda, apesar do PMDB ser o partido do vice da Dilma e que apoiou os governos Lula e Dilma quase até o fim; e apesar de o PSDB ter em seus quadros figurões da esquerda revolucionária e ser um partido de caráter socialista. Inseridos nessa contagem, seria uma lavada – porém, a militância de esquerda iria reclamar.
Portanto, fique claro: a soma de R$ 2.320.510.254,00 é o resultado sem contar o vice da chapa (!!!) de um partido de esquerda que aumentou impostos e tem em seus quadros o motorista do Marighella, que ocupam respectivamente o primeiro e o terceiro lugar no ranking de recebimentos do espólio do povo para financiar suas campanhas.
Contando o PMDB e o PSDB na soma do dinheiro que vai para a esquerda, chegamos à pornográfica quantia de R$ 3.204.133.958,00. (Mais de TRÊS BILHÕES, DUZENTOS E QUATRO MILHÕES, CENTO E TRINTA E TRÊS MIL REAIS).
Enquanto isso, no lado oposto, sendo condescendentes, temos:
DEM – 174.800.617
NOVO – 2.057.143*
PSL (Livres) – 23.881.992
PRTB – 10.286.588
PEN – 21.332.167
PSC – 78.380.768
PSDC – 11.296.646
Total recebido por partidos da direita: R$ 322.035.921,00. Na verdade esse valor seria R$ 319.978.778, descontando a cota do NOVO, que não aceita receber dinheiro do fundo partidário.
Os 3,6 bilhões de reais destinados a custear os partidos políticos (de maioria marxista-leninista) por um ano poderiam bancar os repasses estaduais da Orquestra Sinfônica do Estado de SP, com seu orçamento de cerca de 40 milhões por ano, por inacreditáveis 90 anos!
É isso. Cada ano que o povo brasileiro sustenta os partidos políticos poderia sustentar uma orquestra grandiosa e caríssima por 90 anos. Cada horário eleitoral que vemos na TV a cada dois anos custa 180 anos de uma orquestra de ponta. Apenas pensando no fundo partidário e sem considerar o custo de tal estrovenga veiculada nas TVs.
Isso tudo num país em que gente morre na fila de hospitais estatais, num país onde são assassinadas 60 mil pessoas todo ano (e 5% dos casos chegam à fase de inquérito), num país que amarga as últimas posições dos rankings internacionais de educação, num país onde quase 50% da renda da população é roubada sob a forma de impostos.
Será que um parlamentar, que custa mais de 1 bilhão de reais por ano aos contribuintes, não poderia custear sua própria campanha? Por que o dono de uma lanchonete tem que usar seu próprio dinheiro para divulgar seu negócio e o político, um cupim, um câncer, não?
Quanto é 1 bilhão de reais em notas de R$ 100?
Quanto é 1 bilhão de reais em notas de R$ 100? Fonte: http://politica.estadao.com.br/blogs/vox-publica/1-bilhao-no-colchao-de-candidatos-pode-nao-existir/
Partidos políticos devem ser sustentados por seus simpatizantes. Ponto. A maior meta de todo brasileiro decente deveria ser acabar com essa mamata. O Brasil deveria parar, as pessoas deveriam se recusar a bancar de forma compulsória a festa desses crápulas – sem sombra de dúvida, uma das maiores opressões que sofremos, fora as urnas eletrônicas, os 60 mil homicídios por ano, a bandidolatria, a lanterna na educação e o sistema falido de saúde.
3,6 BILHÕES é muito dinheiro. 88% dessa montanha de dinheiro roubado indo todos os anos para o bolso de comunistas para manter o status quo é o fim, é um acinte, é revoltante. É o maior roubo do mundo.
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O pente-fino | Míriam Leitão


- O Globo

O governo vai incluir no Bolsa Família 800 mil famílias no mês de agosto e assim zerar a fila dos pedidos de entrada. Apesar disso, foi reduzido em 1,5 milhão o número de famílias inscritas porque, segundo o ministro Osmar Terra, foi retirado do programa quem tinha renda maior do que admitia. Houve casos de funcionários públicos e até políticos que recebiam benefícios.

O ministro do Desenvolvimento Social disse que o pente-fino nos programas sociais foi bem sucedido. O auxílio-doença que estava sendo concedido havia mais de dois anos foi revisto por médicos peritos e se chegou à conclusão de que 85% recebiam indevidamente:

— Só no auxílio-doença estimamos mais de R$ 10 bilhões economizados. Há outros programas que estão passando por pente-fino e melhorando a gestão. O BPC (Benefício de Prestação Continuada) é maior do que o Bolsa Família, um programa de R$ 50 bilhões. Encontramos 17 mil pessoas mortas recebendo BPC. São R$ 600 milhões de economia nesse programa, tudo com mais controle. Com isso, nós queremos que as pessoas que precisam tenham continuidade.

Terra disse que o objetivo neste momento de crise é garantir atendimento básico para a sobrevivência das famílias mais vulneráveis, e para isso trabalha para que os programas sociais sobrevivam aos cortes:

— Nós somos o coração do governo, a parte do Planejamento não tem coração porque tem que pensar em números.

Entrevistei o ministro Osmar Terra na Globonews exatamente sobre este ponto: como manter os programas sociais em momento em que naturalmente há mais demanda, pela recessão e desemprego, e num ambiente de corte de gastos provocado pela crise fiscal.

Ele disse que o Bolsa Família encolheu porque a gestão melhorou, mas continua incluindo famílias que precisam. Antes, o controle dos beneficiários era feito de dois em dois anos, agora, seis bancos de dados cruzam as informações mensalmente para encontrar quem está recebendo indevidamente o auxílio:

— Tínhamos funcionários públicos, vereadores e até prefeitos no Bolsa Família. Como o programa estava sem controle rigoroso, estava artificialmente inchado. Por isso conseguimos focalizar mais e incluir mais. Em agosto vamos zerar a fila, incluindo mais 800 mil famílias, e não haverá ninguém na espera. A média do governo anterior era quase um milhão na fila todo mês. Este ano, zeramos pela terceira vez.

Osmar Terra disse que o programa manteve a exigência da criança na escola, mas está também criando as condições para o que chamou de “inclusão produtiva”. Com 2% do empréstimo compulsório dos bancos ao Banco Central, será criado um programa de microcrédito, a princípio de R$ 3 bilhões, para financiar pequenos empreendimentos. Isso será lançado em setembro, mas, segundo ele, as conversas estão adiantadas com Banco Central, Febraban e Sebrae.

Outro programa já em andamento é o que monta uma rede de visitadoras para acompanhar as crianças desde a gestação até o período escolar, para anteciparse aos problemas e acompanhar o desenvolvimento:

— É um grupo de visitadores intersetoriais. São professores, assistentes sociais, enfermeiros, técnicos em enfermagem que são capacitados em um protocolo internacional da Unicef.

Perguntei se não era melhor pensar em universalizar as creches:

— Isso não existe em lugar algum do mundo. Já acompanhei esse programa, é um assunto ao qual me dedico há muito tempo. Nos EUA, há 40% de crianças na creche, na idade de 3 anos. Na Suécia, há 50%. Cuba tem 25%, mas em Cuba existe esse programa de visitadores em casa para 90% das crianças. Esse programa não é para substituir a creche, é complementar.

O ministro discorda dos dados do governo anterior de que havia reduzido a pobreza a 10%. Segundo ele, se 14 milhões de famílias, 1/4 da população, recebiam Bolsa Família, é porque a redução da pobreza nunca existiu. Ele entende que a pessoa não deixou de ser pobre por ter passado a receber auxílio governamental.

Osmar Terra disse que a crítica do Banco Mundial ao aumento da pobreza no Brasil se referia aos dados de 2014 e 2015, quando o país estava em crise, e o desemprego, aumentando.

Acorda, Congresso! | Eliane Cantanhêde


- O Estado de S.Paulo

O foco do Brasil está na crise fiscal e na reforma política, mas o Congresso não está nem aí

O Congresso Nacional está de costas para os interesses do País e isso significa que os representantes dos brasileiros não estão representando os interesses dos brasileiros. Os dois maiores desafios nacionais, neste momento, são combater a crise fiscal e renovar a cultura e o modo de fazer política e eleições. E no que a Câmara e o Senado, que deveriam liderar esse processo, estão contribuindo para isso?

Como o Estado publicou ontem, o Brasil acumulou um superávit de R$ 801,6 bilhões de 1999 a 2013, ou seja, nos governos Fernando Henrique e Luiz Inácio Lula da Silva, mas deu uma cambalhota estonteante na gestão Dilma Rousseff e, a partir dos últimos quatro anos, o que era superávit robusto virou déficit e pode chegar a desesperadores R$ 818,6 bilhões em 2020. E ainda dizem que não houve pedaladas e que o impeachment foi “golpe”...

Como na aritmética, não há mágica contra o rombo. Assim como dois mais dois serão sempre quatro, a única forma de tentar reequilibrar as contas é cortando gastos e aumentando receitas. Ambas passam pelo Congresso, mas, em vez de reduzir, os congressistas aumentam os gastos, em vez de aumentar, reduzem previsão de receitas.

Tudo isso, é claro, piora muito em ano pré-eleitoral. O Executivo enviou o projeto de refinanciamento de dívidas privadas para o Congresso na esperança de negociar condições que servissem de estímulo para os devedores e engordassem os cofres públicos. O que o Congresso fez? Mudou tudo, premiando os devedores e surrupiando os recursos que reforçariam o caixa.

Detalhe: muitos parlamentares têm dívidas e seriam favorecidos pelas mudanças, que resultam num projeto Robin Hood às avessas: não tira dos ricos para dar aos pobres, mas da maioria para dar à minoria rica. Em plena crise! A expectativa do governo era de receber R$ 13 bilhões, mas o relator Newton Cardoso Júnior (PMDB-MG) reduziu isso para R$ 500 milhões. Aliás, ele é sócio de empresas que devem milhões à União. O governo vai ter de enviar nova proposta a qualquer momento. Perdem-se tempo e energia, quando o Brasil tem pressa de soluções e não tem mais energia para desperdiçar.

Agora, como o Congresso vai reagir ao aumento da meta fiscal para R$ 159 bilhões em 2017 e também para 2018? Vai aprovar? Vai. Mas vai cobrar caro, porque Michel Temer avisou que não visaria à popularidade e iria atacar o rombo para recolocar a economia nos trilhos. A popularidade, que já era escassa, esfarelou de vez e nem por isso o governo está vencendo a guerra fiscal.

Congresso tem atrapalhado. Aprovou aumentos salariais de categorias já muito bem remuneradas do funcionalismo, meteu a faca no pescoço de Temer para trocar votos contra a denúncia da PGR por emendas parlamentares e, agora, não se veem líderes nem liderados se coçando para aprovar algo fundamental quando se fala em rombo: a reforma da Previdência.

Ao contrário, enquanto o Brasil precisa desesperadamente de reformas, ajustes, cortes, o Congresso se autopremia com um fundo eleitoral de R$ 3,6 bilhões, além dos mais de R$ 800 milhões do Fundo Partidário. É preciso financiar a democracia, mas falar numa bolada dessas nesses tempos de crise e de desprestígio da política é de amargar.

Por falar em eleições, a Lava Jato é uma aula diária sobre como é feita a política no Brasil e encarada como um marco, mas o Congresso parece não entender o recado e só pensa no fundo generoso e no distritão, que divide os próprios partidos. Como disse o juiz Sérgio Moro, “uma reforma política que não é uma reforma política”. Há muitos anos sabe-se – inclusive o PT – o quanto as reformas política e previdenciária são fundamentais. O que prevalece: o fundamental para o País ou o melhor para os políticos?

O tesouro de Vaccarezza - com O antagonista

O tesouro de Vaccarezza


Vejam o que a PF apreendeu hoje no armário da casa de Vaccarezza.

Charlottesville: Stalin ganha mais uma Heitor De Paola


Charlottesville: Stalin ganha mais uma

18 de agosto de 2017 - 4:38:12
O ministro alemão das Relações Exteriores, Joachim Von Ribbentrop (à esquerda.), o líder soviético Joseph Stalin (no meio, rindo) e seu ministro das Relações Exteriores, Vyacheslav Molotov (à direita, no canto), assinam o pacto no Kremlin em 23 de agosto de 1939.

There is really one only political party of any significance in the United States…
the Republicans and Democrats are in fact two branches of the same (secret) party.
(Existe, na verdade, apenas um único partido político com alguma significância nos Estados Unidos… Os republicanos e os democratas são, na realidade, dois ramos do mesmo partido [secreto].)Arthur C. MillerThe Secret Constitution and the Need for Constitutional Change, 1987

As ocorrências em Charlottesville, Virginia, tem raízes mais profundas e antigas do que as interpretações apressadas podem alcançar. Essas últimas se baseiam apenas nas aparências que nada mais são do que cortina de fumaça de desinformação. Ao assistir, quase ao vivo, as manifestações, deu-me uma sensação dupla: de deja vu e de uma mise en scène, algo preparado e ensaiado. Vejamos:
  1. um grupo da organização Antifa pedira a remoção de uma estátua do General Robert Lee, Comandante do Exército Confederado;
  2. outro grupo de neo-nazistas e integrantes da KKK pedira autorização para uma manifestação em defesa da permanência da estátua;
  3. o prefeito primeiro autoriza, depois desautoriza, volta atrás e como que magicamente surge o outro grupo, a polícia se retira, contrariando todos o cânones de controle de distúrbios;
  4. fecha o tempo, inclusive com um carro providencial que criou o que todos esperavam: uma vítima;
  5. o Presidente Trump condena os dois lados do conflito e desencadeia uma tempestade universal de protestos acusando-o de “defender a direita radical, por igualar moralmente os nazistas aos que protestam contra eles”. Trump cai na armadilha, meio que volta atrás e depois reafirma o que dissera. David Duke, com intenção óbvia de por lenha na fogueira, elogia a atitude de Trump.
Ora, há muito já se sabe que estes grupos agem de comum acordo, só enganando quem acredita ainda na oposição entre esquerdistas e direitistas. Alguém que se considere analista político e ainda acredita nisto só pode ser um idiota disfarçado de imbecil! O Partido secreto referido por Miller, o deep state, jamais esteve tão evidente como desde a vitória totalmente inesperada de Donald Trump. Obama foi durante oito anos o representante do deep state e Hillary seria sua natural seguidora. Trump foi um golpe nos planos tão duramente elaborados.
Para entender como se chegou a esse ponto é preciso retroceder ao fim da I Guerra Mundial.
A aliança teuto-soviética, o Pacto Molotov- Ribbentrop e o destino da Europa ([1])
No final da guerra Lloyd George já antevia:
“O maior perigo do momento consiste no fato da Alemanha unir seu destino com os Bolcheviques e colocar todos os seus recursos materiais e intelectuais, todo o seu talento organizacional, ao serviço de fanáticos revolucionários cujo sonho é a conquista do mundo pela força das armas. Esta ameaça não é apenas uma fantasia”.
Realmente, já em 1919, os dois países – chamados “párias de Versalhes” – iniciaram diálogos secretos de uma aliança para tornar letra morta o Tratado de Versalhes com vistas ao reerguimento da Alemanha e, simultaneamente, a reconstrução do Exército russo, levando em maio de 1933 – portanto já em pleno regime nazista – o General Mikhail Nicolayevitch Tukhachevsky, vice-comissário e Chefe do Estado-Maior do Exército Vermelho, a afirmar: “(…) vocês e nós, Alemanha e URSS, podemos ditar nossos termos ao mundo todo se permanecermos juntos”.
Era a época em que comunistas e nazistas se esmeravam em destruir todas as manifestações uns dos outros (Antifa x Neo-Nazis?), porém, juntos, rebentavam as manifestações de outros partidos, principalmente no maior inimigo de ambos, o Partido Socialista Alemão.
Muito antes do início da Segunda Guerra Mundial, Stalin genialmente elaborou o plano de fazer de Hitler a ponta de lança da contra as democracias ocidentais, culminando no Pacto Molotov-Ribbentrop de agosto de 1939. Antes disto, nos conhecidos “processos de Moscou”, eliminou Tukhachevsky e todos os demais que estabeleceram a cooperação anterior, para manter o segredo.
Ribbentrop e Stalin dão risadas juntos, enquanto Molotov assina o pacto macabro.
O pacto foi rompido por Hitler em junho de 1941 e então Stalin marcou mais um ponto, denunciando os nazi-fascistas como tendo sempre sido “inimigos do povo”, apagou a história ([2]) e enviou a todos os partidos comunistas do mundo a diretiva de incessantemente afirmar falsamente que o nazi-fascismo era a direita reacionária agindo contra o processo histórico, e o comunismo revolucionário a esquerda dos povos “amigos da paz”. Para isso foi fundado, em 1943, o Kominform, responsável pela desinformação durante a guerra e o pós-guerra.([3])
A súbita mudança que levou à aliança da URSS com os Aliados, que Richard G. Powers denominou “Dançando com o Diabo” ([4]) além de conseguir a anuência de Roosevelt (à vontade) e Churchill (contrariado) para dominar metade da Europa sem cumprir nenhum dos acordos assinados em Yalta, Teheran e Potsdam (já com Truman), permitiu a Stalin infiltrar agentes comunistas nos órgãos políticos e de inteligência do Ocidente, como na CIA, no MI6 e principalmente no Departamento de Estado dos EUA, onde colocou Alger Hiss, que foi o Secretário de fundação das Nações Unidas, e Harry Dexter White, primeiro presidente do FMI e um dos fundadores do Banco Mundial, entre centenas de outros.
O pós-guerra e a Guerra FriaAté a Guerra do Vietnã, devido ao conhecimento das atrocidades soviéticas, imperou nos Estados Unidos a tendência anticomunista. Mas não apenas os abertamente infiltrados, como também “toupeiras” e sleeper agents – remanescentes dos grupos de Wili Müzenberg – continuaram seu trabalho, através principalmente da infiltração nas entidades de trabalhadores, estudantis e de professores. A penetração no Partido Democrata se deu através da formação de líderes como Tom Hayden, autor do Port Huron Statement e a fundação da organização Students for a Democratic Society em 1962 que veio a ter atuação de frente contra a Guerra do Vietnam, quando se juntaram a ela John Kerry, Jane Fonda e muitos outros.
É preciso ressaltar que o Partido Democrata tinha raízes muito fortes no sul ainda ressabiado com o fim da escravidão. A Ku Klux Klan era uma das mais fortes propagadoras dos ideais do Partido Democrata. Imagina-se que no princípio dos contatos entre os grupos dos dois lados, podem ter havido choques, mas se deram conta de que tinham uma agenda comum: a destruição dos Estados Unidos como líder no mundo livre.
A dominação pelo “establishment” bipartidário e multinacionalEm 1971 foi publicado por Gary Allen e Larry Abraham None Dare Call it Conspiracy, um livro de grande importância, tendo perturbado o establishment político ocidental dominante ao expor grande parte de sua história secreta e as agendas que controlam os processos políticos dos Estados Unidos e grande parte do resto do mundo. Contêm explicações das agendas da elite global pouco conhecida. Surpreendentemente para muitos, o livro mostra como este grupo de integrantes do establishment foi historicamente responsável por estabelecer secretamente e, em seguida apoiar, os regimes comunistas totalitários na Rússia, na China e em grande parte do mundo, e é explicado como as filosofias globalistas que são atualmente implementadas, pede que um sistema uniforme de governo similar seja eventualmente imposto a toda a população do planeta em uma “Nova Ordem Mundial” totalitária.
Esta nova ordem, idealizada por Lenin, foi implementada por Stalin através da criação da ONU e outros organismos globalistas. Este projeto inclui a progressiva união de países sob elites não eleitas com força total para implementar suas regras e leis, como na União Europeia. Ora, o nazi-fascismo não previa exatamente o mesmo estado de coisas: o fim das democracias ocidentais e de todo e qualquer poder escolhido pelo voto? Pois, se o princípio democrático é a renovação periódica do poder através do voto popular, ele impede a continuidade eterna de uma elite burocrática e, ao final, o fim da liberdade e da distribuição da riqueza pelo trabalho. Como bem apontou C. S. Lewis em The Abolition of Man. Não é exatamente isto que se pretende com as técnicas eugênicas e de controle populacional – aborto, eutanásia, seleção dos mais capazes – e as ideias mentirosas sobre aquecimento global causado pelos seres humanos, homossexualidade e transgenerismo (infertilidade)? Conforme Lewis disse, será a abolição de grande parte da humanidade para gozo pleno das elites.
New lies for oldTomo emprestado o título de Golitsyn para um salto no tempo diretamente para o tema inicial, já que este artigo se trata do “resumo resumido de um resumo”.
O artigo do Dr. Steve Piecznick ([5]) oportunamente enviado ao ‘Diário Filosófico’ do Mídia Sem Máscara por Olavo de Carvalho forneceu-me o elo que faltava para entender minhas sensações descritas no primeiro parágrafo acima. Realmente o que ocorreu foi uma operação de “oposição controlada” entre aliados secretos e não passaram de new lies for old, novas mentiras no lugar das antigas, pois é claro que observadores esclarecidos não se deixam mais enganar pelas antigas mentiras de Nazistas versus Comunistas. Mas encenadas desta forma ainda conseguem enganar à maior parte da população e até mesmo a políticos de alto nível, não integrados na mentira e de boa fé, como Mrs. May. Neste mesmo lado do Atlântico não enganou ao atilado Nigel Farage.
O Dr Piecznick faz um levantamento das vidas dos dois líderes que estavam aparentemente em campos opostos em Charlottesville: Richard Spencer e Michael Signer. O primeiro faz parte da entourage do grande bruxo da KKK, David Duke (supostamente a serviço do FBI). Signer trabalhou para John Podesta e fez parte da Comissão de Transição do Departamento de Estado representando Obama.
Parece não haver dúvida de que os dois trabalham para alguma agência federal (CIA, FBI) e coordenando suas atividades com seus respectivos partidos ao mesmo tempo em que mantêm agendas secretas escondidas em outros idiomas. A “confrontação” foi preparada por eles para demonstrar que todos os apoiadores de Trump são supremacistas brancos, nazistas, antissemitas e misóginos! A intenção é incrementar os movimentos anti-Trump com a finalidade de derrubá-lo do poder.
Ora, Trump é um outsider, não pertence nem é controlado pelo establishment, o deep state bipartidário ([6]) ligado à elite mundial que controla a União Europeia, a ONU, os acordos do clima e tenta levar seus tentáculos à Europa do Leste, até o momento refratária às suas pressões.
Trump é o contrário de tudo isto e põe em risco a estratégia bem urdida desde o fim do governo Reagan. “Take the Country back”, “Make America great again”, “America first”, são slogans que contrariam em tudo a estratégia globalista.
Stalin, de sua tumba, comemora!

Notas:
[1] Sugiro a leitura do Capítulo VI do livro “O Eixo do Mal Latino-Americano e a Nova Ordem Mundial”, 2ª Edição, Observatório Latino, 2015
[2] Estas mudanças da história foram magistralmente descritas por George Orwell no livro “1984”.
[3] Dinesh D’Souza (http://midiasemmascara.org/artigos/destaques/o-grande-mentiroso-como-theodor-adorno-redefiniu-o-fascismo/) equivoca-se ao atribuir esta clivagem a Theodor Adorno. Este apenas deu forma filosófica e ideológica à genial criação de Stalin.
[4] Not Without Honor: the History of American Anticommunism, Yale Univ., Press, 1995
[5] Controlled Opposition Behind Charlottesville Rally: Deep state rally designed to paint all Trump supporters as “white nationalists”-  https://www.infowars.com/pieczenik-controlled-opposition-behind-charlottesville-rally/
[6] Note-se as ácidas críticas de McCain, os dois Bush, Mitt Romney e outros caciques republicanos.

Heitor de Paola (www.heitordepaola.com) é escritor e comentarista político, membro da International Psychoanalytical Association e Clinical Consultant, Boyer House Foundation, Berkeley, Califórnia, e membro do Board of Directors da Drug Watch International. Possui trabalhos publicados no Brasil e exterior. Ex-militante da organização comunista clandestina Ação Popular (AP), é autor do livro O Eixo do Mal Latino-Americano e a Nova Ordem Mundial e apresenta o programa ‘O Outro Lado da Notícia, na Rádio Vox.

GILMAR MENDES, O MAIOR INIMIGO DA LAVA JATO - COM O ANTAGONISTA

O maior inimigo da Lava Jato


Gilmar Mendes é o maior inimigo da Lava Jato.
Michel Temer, Aécio Neves e Lula contam com ele.
O procurador Carlos Fernando dos Santos Lima conta apenas com o Facebook (e com O Antagonista).

MPF pediu suspeição de Gilmar no caso "Barata"

Em julho, o MPF no Rio pediu a Rodrigo Janot que requisitasse a suspeição de Gilmar Mendes nos processos envolvendo a Fetranspor e o empresário Jacob Barata Filho.
Para sustentar o pedido, o MPF juntou fotos de Gilmar ao lado de Beatriz Barata, filha do empresário e de quem Gilmar foi padrinho de casamento. Gilmar decidiu liminarmente e não ouviu a PGR sobre o caso.

"Casamento não durou nem seis meses"

O Globo:
"O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), informou nesta quinta-feira, por meio de sua assessoria, que não sentiu necessidade de se declarar suspeito para julgar o habeas corpus para libertar o empresário de ônibus Jacob Barata Filho e o ex-presidente da Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro (Fetranspor), Lélis Teixeira.
Em 2013, o ministro e a mulher, Guiomar Mendes, foram padrinhos de casamento da filha de Jacob Barata Filho com um sobrinho de Guiomar. Segundo a assessoria de imprensa do ministro, o casamento 'não durou nem seis meses'. Pelas regras de suspeição, um juiz não pode atuar em processo por motivo de foro íntimo – que poderia ser, por exemplo, por amizade ou inimizade em relação a uma das partes envolvidas."